Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na quinta-feira que ordenará às agências federais que “identifiquem e divulguem” arquivos governamentais relacionados a extraterrestres, algo que alguns americanos vêm solicitando há décadas.
“Dado o enorme interesse demonstrado, instruirei o secretário da Guerra e outros departamentos e agências relevantes a iniciarem o processo de identificação e divulgação de arquivos relacionados à vida alienígena, fenômenos aéreos não identificados (UAPs) e objetos voadores não identificados (OVNIs)”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.
Caça a extraterrestres vive ‘era de ouro’ em observatório nos EUA: ‘Chances aumentaram exponencialmente’
Imagens de ‘anel preto’ misterioso sobre a Disneylândia viraliza e provoca teorias nas redes; assista
Embora não tenha especificado se documentos confidenciais seriam divulgados, Trump disse que “todas e quaisquer informações relacionadas a este assunto altamente complexo, mas extremamente interessante e importante” devem ser incluídas.
O anúncio ocorreu horas depois de Trump criticar o ex-presidente Barack Obama por revelar informações “confidenciais” em suas recentes declarações sobre a existência de vida extraterrestre durante uma entrevista.
Pesquisadores propõem hipótese de que cometa 3I/ATLAS tenha sido desenvolvido por inteligência extraterrestre
Em um podcast divulgado na semana passada, o ex-presidente Obama afirmou acreditar na existência de extraterrestres, mas que não havia visto nenhuma evidência disso enquanto estava na Casa Branca (2009-2017).
“Eles são reais, mas eu não os vi, e eles não estão presos na… Área 51”, disse ele ao apresentador Brian Tyler Cohen, referindo-se à instalação secreta que é o foco de muitas teorias da conspiração sobre OVNIs.
“Não existe nenhuma instalação subterrânea. A menos que haja alguma grande conspiração e eles tenham escondido isso do presidente dos Estados Unidos”, acrescentou Obama.
Seus comentários provocaram indignação nas redes sociais. O ex-presidente publicou uma mensagem em sua conta do Instagram na noite de domingo para esclarecer sua posição, afirmando que havia feito esses comentários apenas para manter o tom descontraído do podcast.
“Estatisticamente, o universo é tão vasto que é muito provável que exista vida lá fora”, escreveu ele no Instagram.
“Mas as distâncias entre os sistemas solares são tão grandes que as chances de extraterrestres nos visitarem são baixas, e eu não vi nenhuma evidência durante minha presidência de que alienígenas tenham entrado em contato conosco. De verdade!”, acrescentou Obama.
Trump não especificou qual parte dos comentários de Obama era confidencial, mas afirmou que “cometeu um grande erro”.
Durante a maior parte da vida, Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Charles III e considerado por muitos o filho favorito da rainha Elizabeth II, ocupou posição de destaque e privilégio na família real britânica. A situação começou a mudar à medida que surgiram acusações sobre sua ligação com o financista Jeffrey Epstein. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O governo do presidente Donald Trump planeja construir uma base militar para até 5 mil pessoas no sul da Faixa de Gaza, segundo documentos de contratação analisados pelo jornal britânico The Guardian. O complexo ocuparia mais de 350 acres, cerca de 140 hectares, e serviria como centro operacional de uma futura Força Internacional de Estabilização (ISF, na sigla em inglês). Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A Nasa realiza nesta quinta-feira, nos Estados Unidos, um novo grande teste de seu foguete SLS para determinar se está pronto para o lançamento da missão tripulada Artemis 2, que está programada para voar ao redor da Lua pela primeira vez em mais de 50 anos.
Saiba qual: Nasa autoriza astronautas a levarem um item pessoal, até então proibido, nas missões Crew-12 e Artemis II
Iniciativa inédita: Nasa vai registrar com iPhones sobrevoo lunar na missão Artemis
Este teste geral é o segundo realizado pela agência espacial americana. O primeiro, no início de fevereiro, teve que ser interrompido por problemas técnicos. Estes imprevistos, incluindo um vazamento de hidrogênio líquido, acabaram com as esperanças de ver a missão Artemis 2 decolar ainda este mês, adiando seu lançamento para não antes de 6 de março.
O novo teste geral servirá para determinar a data de lançamento da missão. Durante este teste, realizado em condições reais em Cabo Canaveral, na Flórida, os engenheiros repetirão as manobras que deverão ser realizadas no dia do lançamento.
O abastecimento com hidrogênio líquido, que havia apresentado problemas durante o primeiro teste fracassado, foi realizado sem incidentes nesta quinta-feira, indicou a Nasa pela tarde, que o exaltou como um “avanço importante”. Os procedimentos de lançamento deverão se repetir depois pela noite, durante uma espécie de decolagem fictícia.
A missão Artemis 2 constituirá o primeiro voo tripulado ao redor da Lua em mais de 50 anos. Participarão dela três americanos e um canadense.
“A segurança continua sendo nossa máxima prioridade”, disse, no início do mês, o diretor da Nasa, Jared Isaacman, na rede social X. “Apenas vamos proceder com o lançamento quando estivermos plenamente preparados para empreender esta missão histórica.”
Initial plugin text
O Parlamento da Venezuela aprovou nesta quinta-feira, por unanimidade, uma histórica lei de anistia, que deve levar à libertação de centenas de presos políticos ao longo de 27 anos de chavismo. O texto segue agora para a sanção da presidente interina Delcy Rodríguez, que o impulsionou ao assumir o poder após a captura de Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, durante uma incursão militar dos Estados Unidos. Delcy, que governa sob pressão de Washington, iniciou um processo de libertações antes da proposta de anistia.
‘Até meu corpo não aguentar mais’: Greve de fome de familiares de presos políticos na Venezuela entra em seu quinto dia
Contexto: HRW vê risco de ‘transição falsa’ com proposta de anistia limitada na Venezuela e apela por reforma do Judiciário do país
A sessão começou por volta das 18h30 locais (19h30 de Brasília), duas horas e meia após o horário previsto pela Mesa Diretora do Parlamento. O atraso ocorreu por causa das negociações sobre seu conteúdo, que segundo outra fonte, incluíram dois novos artigos.
O único ponto da pauta foi a “continuação da segunda discussão do projeto de lei de Anistia para a Convivência Democrática”.
De qualquer forma, o partido do governo teve maioria absoluta para aprovar a lei.
Presidente interina: Delcy Rodríguez diz que María Corina ‘terá que prestar contas’ se voltar à Venezuela e defende inocência de Maduro
A lei de anistia aprovada excluirá as pessoas “que estejam ou possam ser processadas ou condenadas por promover” ações armadas contra o país.
“Estarão igualmente excluídas da anistia prevista na lei as pessoas que estejam ou possam ser processadas ou condenadas por promover, instigar, solicitar, invocar, favorecer, facilitar, financiar ou participar de ações armadas ou de força contra o povo, a soberania e a integridade territorial da República Bolivariana da Venezuela por parte de Estados, corporações ou pessoas estrangeiras”, diz o texto.
Líderes opositores como María Corina Machado e Leopoldo López têm sido acusados pelo chavismo de pedir invasões à Venezuela, que foi bombardeada em 3 de janeiro pelos Estados Unidos.
Entenda: Veja o que mudou na Venezuela um mês após queda de Nicolás Maduro
Greve de fome
Uma mulher tem o rosto pintado durante um protesto em frente à sede das Nações Unidas em Caracas, em 18 de fevereiro de 2026
JUAN BARRETO / AFP
Uma greve de fome que durou quase seis dias, realizada por familiares de presos políticos na Venezuela, foi encerrada nesta quinta-feira depois que o Parlamento aprovou a lei de anistia geral, que eles esperam que leve a libertações em massa.
Do total de 10 mulheres que iniciaram o protesto em 14 de fevereiro, restava apenas uma, Narwin Gil. A greve foi realizada em frente às celas da Polícia Nacional, em Caracas, conhecidas como Zona 7, onde os familiares montaram acampamento desde que, em janeiro, foi anunciado um primeiro processo de excarceramentos.
Reunidos sob uma tenda, os familiares acompanharam a sessão da Assembleia Nacional por meio de um telefone celular.
Segundo a ONG Foro Penal, até o momento, já são 448 libertações. Eles receberam liberdade condicional, ponto sobre o qual ativistas insistem: a anistia deve conceder liberdade plena.
A Nasa divulgou nesta quinta-feira (19) o relatório final de investigação sobre a missão tripulada de teste da nave CST-100 Starliner, produzida pela Boeing. A nave dominou as manchetes no caso dos “astronautas que ficaram presos no espaço”, após a viagem de até oito dias se estender por mais de nove meses na Estação Espacial Internacional. A investigação classificou o episódio com o nível mais grave de incidente em voos humanos, reconhecendo falhas da própria agência e pressões programáticas envolvendo a Boeing.
Leia mais: Astronautas que ficaram ‘presos’ no espaço apontam culpados pelos nove meses extras em primeira entrevista após a saga
Retorno seguro: Astronautas ‘presos’ no espaço voltaram à Terra com a concorrente da Boeing, a SpaceX de Elon Musk
Instaurada em fevereiro de 2025, a comissão independente apontou que o caso revelou uma complexa interação de falhas de hardware, lacunas de qualificação, erros de liderança e colapsos culturais que, segundo o relatório, representaram riscos inaceitáveis à segurança da tripulação.
— Estamos assumindo a responsabilidade por nossas falhas. A Starliner apresenta deficiências de projeto e engenharia que precisam ser corrigidas, mas a falha mais preocupante revelada por esta investigação não está relacionada ao hardware. Trata-se da tomada de decisões e da liderança que, se não forem controladas, podem criar uma cultura incompatível com os voos espaciais tripulados — declarou o administrador da NASA, Jared Isaacman.
Atracação da Starliner na ISS
Divulgação/Nasa
A nave foi lançada em 5 de junho de 2024, transportando os astronautas da Nasa Barry “Butch” Wilmore e Sunita “Suni” Williams. Durante a aproximação com a ISS, a nave sofreu falhas em cinco propulsores, gerando uma perda momentânea de controle do veículo. Apenas quatro motores foram recuperados com ajuda da equipe em solo, o que permitiu o acoplamento.
A missão fez parte do Programa de Tripulação Comercial (CCP), iniciativa da Nasa que utiliza um modelo de responsabilidade compartilhada com empresas privadas. Segundo a investigação, no entanto, esse modelo foi aplicado de forma inconsistente. A agência admitiu ter adotado uma postura de não interferência direta, perdendo a capacidade de supervisionar o desenvolvimento do veículo e seus subcontratados.
Segundo o relatório, a própria Nasa priorizou o “sucesso do fornecedor em detrimento do rigor técnico”. A consequência mais grave dessa diretriz foi a quebra de um princípio central de segurança espacial: o ônus da prova. O documento revela que as equipes técnicas da Nasa tiveram que provar que o sistema de propulsão era inseguro para o retorno da tripulação, em vez de a Boeing demonstrar que o veículo era seguro.
Pressão, lobby e ocultação de dados
Os investigadores apontaram que, durante a crise, a atitude da Boeing e da liderança do Programa de Tripulação Comercial da Nasa foi percebida como uma “corrida irresponsável para forçar o retorno da nave com a tripulação”. A equipe de engenharia da Boeing também foi acusada de manipular informações para forçar uma decisão favorável.
De acordo com o relatório, engenheiros da agência que levantaram questionamentos sobre a segurança ouviram que suas perguntas eram “muito detalhadas” ou “fora do escopo”. Por outro lado, a Boeing avaliou a postura da Nasa como obstrutiva: “Não era a Nasa trazendo soluções para o problema. Era um jogo sem fim de ‘te peguei'”.
Butch Wilmore, comandante da missão, e Suni Williams, piloto
Miguel J. Rodriguez Carrillo / AFP
Enquanto Butch e Suni aguardavam uma resolução a 400 quilômetros de altitude, o ambiente durante as reuniões deliberativas foi classificado por testemunhas ouvidas no relatório como improdutivo. Relatos transcritos no documento afirmam que as contribuições divergentes eram ignoradas e detalham falhas de comunicação interna: “Eu os ouvi repreenderem os engenheiros de segurança colocando os microfones no mudo”.
“Houve gritaria em reuniões. Foi carregado de emoção e improdutivo”; “Eu parei de me manifestar porque sabia que seria ignorado”; “Se você não estivesse alinhado com o resultado desejado, sua contribuição era filtrada ou descartada”; e “Foi provavelmente o ambiente mais hostil em que já estive”, foram algumas das frases destacadas das entrevistas anônimas presentes no relatório.
Diagnóstico e responsabilização
O relatório da Nasa não poupa críticas à própria agência e à Boeing pelas falhas estruturais que permitiram que a Starliner voasse naquelas condições. O texto enfatiza justamente a culpa mútua: “A Nasa criou e implementou a estrutura do contrato; a Boeing construiu o veículo. Juntas, as organizações concordaram em voar”.
A Nasa também ressalta as lições aprendidas sobre o modelo comercial de voos espaciais, afirmando que “a responsabilidade compartilhada do modelo foi compreendida e aplicada de forma inconsistente”. Apesar do caos nos bastidores e do que foi descrito como uma missão exaustiva e cheia de divergências, testemunhas ouvidas na investigação defenderam a decisão final de não trazer a tripulação na nave da Boeing.
“O relatório ressalta que a excelência técnica, a comunicação transparente e a clareza de papéis e responsabilidades não são apenas melhores práticas, são essenciais para o sucesso de quaisquer missões espaciais comerciais futuras”, alertou a agência.
Eleito presidente interino do Peru na quarta-feira, José María Balcázar assumiu após o antecessor, José Jerí, ter sido destituído do cargo em meio a alegações de corrupção. Seu nome, porém, também é cercado por controvérsias públicas e declarações polêmicas, entre elas sobre casamento infantil, que geraram forte reação social e midiática. O advogado e ex-juiz de 83 anos tornou-se o oitavo chefe de Estado do país desde 2016, e governará o Peru até a posse do próximo presidente no final de julho, após as eleições presidenciais de abril. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A polícia britânica informou nesta quinta-feira que o ex-príncipe Andrew foi colocado em liberdade “sob investigação” após ter sido detido ao longo do dia por suspeita de má conduta no exercício de função pública quando atuou como representante comercial, um desdobramento do caso Epstein. Andrew Mountbatten-Windsor foi visto deixando uma delegacia de polícia de Aylsham, de carro, após quase 12 horas de interrogatório pelas autoridades em Norfolk. A detenção, sem precedentes na história da família real, coincidiu com o 66º aniversário de Andrew.
Entenda: Príncipe Andrew: ligação com abusos de Epstein podem remover duque da linha de sucessão
Conexões exclusivas, luxo e sexo: Como os arquivos Epstein revelaram o mundo oculto de uma elite sem freios
“Podemos confirmar que nossos procedimentos em Norfolk foram concluídos”, afirmou a polícia local de Thames Valley em comunicado que parece fazer referência à residência do ex-príncipe em uma propriedade pertencente ao rei Charles III, em Sandringham.
Pouco antes das 19h30 (horário local), uma emissora britânica divulgou uma imagem do ex-príncipe deixando a delegacia no condado de Norfolk no banco traseiro de um automóvel.
A prisão destaca o notável contraste nas respostas oficiais às 3 milhões de páginas de correspondências de Epstein, divulgadas pelo Departamento de Justiça americano no fim de janeiro. Enquanto as autoridades britânicas atuam agressivamente para investigar a possibilidade de crimes relacionados aos arquivos, os EUA nada fizeram. Também desfere um forte golpe na monarquia britânica e representa uma escalada da antiga crise enfrentada pelo Palácio de Buckingham sobre os laços do ex-príncipe com Epstein e as alegações de abuso sexual de mulheres jovens.
A detenção do irmão de um monarca é sem precedentes no Reino Unido moderno: o último membro da realeza a ser preso foi o rei Carlos I, que foi julgado e executado por traição durante a Guerra Civil Inglesa em 1649. Independentemente de Andrew ser acusado formalmente de um crime, o escrutínio público mais uma vez vai se voltar para a família real britânica. Para especialistas em realeza e historiadores britânicos, a crise recente representa uma séria ameaça à estabilidade da monarquia em um momento de grande incerteza.
Estratégia migratória: Epstein usava vistos de estudante, cursos de inglês e casamentos de fachada para ludibriar mulheres e mantê-las em sua órbita
Minas terrestres
— O problema da monarquia aqui são as várias incógnitas dentro desta situação, que continuarão a estimular o interesse da mídia e do público — disse ao New York Times Ed Owens, historiador da realeza e especialista na família real britânica. — Essas incógnitas são como minas terrestres que podem potencialmente causar enormes problemas à instituição.
Ao contrário de crises anteriores, não há um manual de instruções, disse Owens. Após a morte da princesa Diana, ex-esposa do rei, havia um funeral para planejar e formalidades a serem organizadas, aponta ele. Mesmo após a abdicação do rei Eduardo VIII em 1936, seu irmão estava à espera para assumir o trono.
Mas simplesmente não existe um plano para reagir à prisão de um parente próximo do rei que, até recentemente, desempenhava um papel importante na família real e que potencialmente pode ser acusado e levado a julgamento. E, se vierem à tona revelações de que a família protegeu Andrew, isso poderia ser devastador, dizem os especialistas.
‘Lei deve seguir curso’
Em uma declaração, o rei Charles III confirmou a prisão do irmão e afirmou que apoiava um “processo completo, justo e adequado” na investigação, acrescentando que apoiava as autoridades envolvidas.
“Nisso, como já disse antes, elas têm nosso total e irrestrito apoio e cooperação”, declarou. “Deixe-me afirmar claramente: a lei deve seguir seu curso”, acrescentou.
Embora os laços de Andrew com Epstein sejam conhecidos há anos, sua prisão marca o início de um novo capítulo de sua desgraça pública. No ano passado, o ex-príncipe, que sempre negou qualquer irregularidade, foi destituído de seus títulos reais e expulso do Royal Lodge, sua extensa residência em Windsor.
Caso Epstein: Criminoso sexual tem CPF ativo no Brasil e discutiu sobre ‘naturalização’ em e-mail
Um porta-voz disse que o Palácio de Buckingham não foi informado previamente da prisão na manhã desta quinta-feira, quando policiais foram vistos na propriedade de Sandringham, um retiro campestre privado de 8.093 hectares pertencente ao rei Charles III e à rainha Camilla em Norfolk, Inglaterra, onde o Mountbatten-Windsor reside. Um dos policiais carregava um computador portátil de uso oficial. Parte das viaturas entrou pela frente da residência de cinco quartos, enquanto outras utilizaram a entrada traseira. Segundo um comunicado da polícia, houve operações de busca também em Berkshire.
“Como parte da investigação, hoje prendemos um homem na casa dos 60 anos, de Norfolk, sob suspeita de má conduta no exercício de um cargo público”, afirmou a polícia em um comunicado, que não revela o nome do suspeito, como é habitual no Reino Unido.
Informações confidenciais
O conjunto de documentos divulgado em 30 de janeiro inclui diversos e-mails sugerindo que Andrew pode ter compartilhado documentos confidenciais. Segundo um e-mail enviado ao financista e agressor sexual americano, com data de 24 de dezembro de 2010, o ex-príncipe teria encaminhado “um relatório confidencial” sobre oportunidades de investimento no Afeganistão. Também há correspondências sugerindo que, no mesmo ano, Andrew enviou ao financista relatórios sobre viagens de trabalho à China, Cingapura e Vietnã.
Initial plugin text
Os documentos se somam às acusações de agressão sexual apresentadas contra o ex-príncipe por Virginia Giuffre, vítima de Epstein que cometeu suicídio em 2025. Giuffre afirmou que o financista a traficou para Andrew por volta de 2001, quando ela era adolescente, e que ele a estuprou diversas vezes. Em 2022, o ex-príncipe pagou a Giuffre uma quantia não divulgada para encerrar um processo em um tribunal de Nova York, no qual ela alegava ter sido estuprada e abusada sexualmente por ele quando tinha 17 anos. Andrew não admitiu nenhuma das acusações de Giuffre ao anunciar o acordo e negou qualquer irregularidade em relação à sua amizade com Epstein.
Uma segunda mulher afirmou posteriormente, por meio de seu advogado, que Epstein a enviou à Inglaterra em 2010 para manter relações sexuais com o filho da rainha Elizabeth II. Outro advogado americano revelou que uma de suas clientes relatou que Epstein e o ex-príncipe a obrigaram a manter relações sexuais durante uma festa na Flórida em 2006.
Em audiência: Democratas acusam secretária de Justiça dos EUA de ‘acobertamento’ do caso Epstein
Os arquivos de Epstein implicaram vários outros membros da elite britânica. A polícia está investigando se Peter Mandelson, um operador político britânico de longa data que atuou como embaixador nos Estados Unidos, cometeu “má conduta em cargo público” ao compartilhar documentos governamentais confidenciais com Epstein. Ele nega qualquer delito criminal. Os arquivos mais recentes também revelaram que Sarah Ferguson, ex-esposa de Mountbatten-Windsor e ex-duquesa de York, manteve uma longa e pessoal correspondência com Epstein muito tempo depois de o financista ter sido condenado por aliciamento de prostituição em 2008.
Nota da polícia na íntegra sobre a prisão do ex-príncipe
“Como parte da investigação, hoje (19/2) prendemos um homem na casa dos sessenta anos, de Norfolk, sob suspeita de má conduta em cargo público, e estamos realizando buscas em endereços em Berkshire e Norfolk.
O homem permanece sob custódia policial neste momento.
Não divulgaremos o nome do homem preso, conforme as diretrizes nacionais. Lembre-se também de que este caso está agora em andamento, portanto, deve-se ter cuidado com qualquer publicação para evitar desacato ao tribunal.
O chefe assistente de polícia Oliver Wright disse: ‘Após uma avaliação minuciosa, agora abrimos uma investigação sobre esta alegação de má conduta em cargo público. É importante que protejamos a integridade e a objetividade de nossa investigação enquanto trabalhamos com nossos parceiros para apurar essa suposta infração. Entendemos o significativo interesse público neste caso e forneceremos atualizações no momento apropriado.’”
Com AFP e The New York Times
Initial plugin text
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou como “muito triste” a prisão do ex-príncipe britânico Príncipe Andrew em conexão com o escândalo envolvendo Jeffrey Epstein, nesta quinta-feira.
Entenda: Príncipe Andrew; ligação com abusos de Epstein podem remover duque da linha de sucessão
Conexões exclusivas, luxo e sexo: Como os arquivos Epstein revelaram o mundo oculto de uma elite sem freios
— Acho que é uma vergonha. Acho que é muito triste. Acho que é muito ruim para a família real. É muito, muito triste — disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One.
Entenda o caso
A polícia britânica prendeu Andrew Mountbatten-Windsor, antes conhecido como príncipe Andrew, nesta quinta-feira, dia do seu 66º aniversário, por “suspeita de má conduta no exercício de um cargo público” após indicações de que compartilhou informações confidenciais com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein enquanto trabalhava como enviado comercial britânico entre 2001 e 2011. Se Andrew for acusado formalmente e condenado, o crime de má conduta pode resultar em prisão perpétua.
A detenção do irmão de um monarca é sem precedente no Reino Unido moderno: o último membro da realeza a ser preso foi o rei Carlos I, que foi julgado e executado por traição durante a Guerra Civil Inglesa em 1649. Independentemente de Andrew ser acusado formalmente de um crime, o escrutínio público mais uma vez vai se voltar para a família real britânica. Para especialistas em realeza e historiadores britânicos, a crise recente representa uma séria ameaça à estabilidade da monarquia em um momento de grande incerteza.
Desafiando o Vaticano, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X na França anunciou nesta quinta-feira (19) que mantém a intenção de ordenar seus próprios bispos, sob ameaça de ser considerada cismática. Em 2 de fevereiro, esta comunidade católica tradicionalista, fundada pelo francês Marcel Lefebvre, anunciou sua intenção de proceder novas ordenações episcopais em 1º de julho.
Entenda: Sob risco de excomunhão, grupo católico tradicionalista desafia Leão XIV e anuncia ordenação de bispos sem autorização do Papa
Impasse: Vaticano ordena que comunidade católica se abstenha de ordenar bispos
Após ter sido pressionada a desistir do rito, que resultaria em “graves consequências”, o superior da comunidade, Davide Pagliarani, enviou a negativa ao Vaticano na quarta-feira.
“As ordenações representam uma necessidade concreta a curto prazo para a sobrevivência da Tradição”, afirma em carta ao cardeal Víctor Manuel Fernández, prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, que recebeu os responsáveis pela Fraternidade em 12 de fevereiro.
O cardeal argentino lembrou que uma ordenação sem o aval da Santa Sé “implicaria uma ruptura decisiva na comunidade eclesial (cisma)” e impediria a continuidade do diálogo.
“Não posso aceitar este quadro de retomada do diálogo, nem o adiamento da data de 1º de julho”, afirma Pagliarani em sua carta.
Custa R$ 22 mil o quilo: companhia aérea suíça servirá iguaria para ‘Semana do Caviar’ na primeira classe
Afirmou, ainda, que não pode haver “acordo no plano doutrinal quanto às orientações fundamentais adotadas desde o Concílio Vaticano II” (1962-65), que introduziu a Igreja na modernidade.
Fundada em 1970 em Écône (Alpes suíços), a Fraternidade Sacerdotal São Pio X perdeu seu reconhecimento canônico pela Igreja Católica cinco anos depois e ordenou ilegalmente quatro bispos em 1988, provocando sua excomunhão imediata.
Esta foi revogada em 2009 pelo Papa Bento XVI, e seu sucessor, Francisco, restabeleceu a partir de 2015 a validade das confissões e dos matrimônios celebrados por padres da Fraternidade.
Galerias Relacionadas

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress