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O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor foi detido na manhã desta quinta-feira, tornando-se o primeiro membro da realeza britânica a ser levado sob custódia na história moderna. A ação marca um novo capítulo no escândalo que envolve o irmão do rei Charles III e aprofunda uma crise institucional considerada por analistas como a mais grave desde a morte de Diana, Princess of Wales, em 1997.
Ex-príncipe Andrew é liberado após ser detido por 12 horas no dia do aniversário
A detenção ocorreu no dia em que Andrew completava 66 anos. Viaturas policiais descaracterizadas foram vistas chegando à sua residência temporária na propriedade de Sandringham, em Norfolk. Ele foi posteriormente libertado, mas segue sob investigação. Não houve acusação formal até o momento.
A polícia de Thames Valley informou que Andrew foi detido sob suspeita de má conduta no exercício de funções públicas — infração que envolve o abuso ou a negligência deliberada de poderes vinculados a cargo oficial.
O ex-príncipe atuou como enviado comercial do Reino Unido entre 2001 e 2011. Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos indicam que, nesse período, ele manteve contato com o financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais.
As autoridades britânicas avaliam se Andrew teria compartilhado material confidencial com Epstein e investigam alegações de que uma mulher teria sido traficada ao Reino Unido para um encontro com ele. A polícia ressalta que Andrew não foi acusado de crimes sexuais.
O ex-príncipe nega todas as acusações e afirma jamais ter presenciado ou suspeitado dos crimes atribuídos a Epstein.
Em comunicado curto e direto, Charles III declarou ter recebido a notícia “com a mais profunda preocupação” e afirmou que “a lei deve seguir seu curso”. O texto, divulgado em nome próprio, enfatiza apoio “total e inequívoco” às autoridades.
Fontes indicam que nem o rei nem o Palácio de Buckingham foram avisados previamente sobre a detenção.
A postura de Charles contrasta com a abordagem adotada pela falecida Elizabeth II, frequentemente criticada por ter demorado a afastar Andrew de funções públicas após a entrevista controversa concedida à BBC, em 2019.
Desde que assumiu o trono, em 2022, Charles retirou do irmão o título de príncipe e o expulsou da residência oficial em Windsor.
A maior crise desde Diana
Especialistas ouvidos pela imprensa britânica avaliam que o caso representa o maior teste à monarquia desde a morte de Diana. A historiadora real Kate Williams afirmou que a família enfrenta “um enorme problema: distanciar-se de Andrew”.
O comentarista Sandro Monetti declarou que “a questão Andrew passou a definir — e continuará a definir — todo o reinado de Charles”.
A Casa Branca afirmou nesta sexta-feira que rejeita a proposta da Organização das Nações Unidas de criar um mecanismo internacional de governança para a inteligência artificial (IA), iniciativa apresentada durante a Cúpula sobre o Impacto da IA, na Índia.
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O conselheiro de tecnologia da Casa Branca, Michael Kratsios, afirmou que os Estados Unidos rejeitam “totalmente” uma governança global da IA. Chefe da delegação americana no encontro, ele se manifestou antes da divulgação da declaração final dos líderes.
“Como o governo (do presidente Donald) Trump já disse em muitas ocasiões: rejeitamos totalmente a governança global da IA”, declarou. “Acreditamos que a adoção da IA não pode levar a um futuro mais promissor se estiver submetida a burocracias e ao controle centralizado”, completou.
Mais cedo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, anunciou a criação de uma nova comissão voltada ao “controle humano” da IA. Segundo ele, a Assembleia Geral designou 40 especialistas para compor o Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial.
“Estamos entrando no desconhecido”, afirmou Guterres na abertura do encontro, que termina nesta sexta-feira. “A mensagem é simples: menos exagero, menos medo. Mais fatos e evidências”.
Criado em agosto, o órgão consultivo pretende atuar de forma semelhante ao Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), responsável por avaliações científicas sobre o aquecimento global.
“A governança baseada na ciência não é um freio ao progresso, e sim pode torná-lo mais seguro, mais justo e mais amplamente compartilhado”, defendeu Guterres. “Quando compreendermos o que os sistemas podem fazer, e o que não podem fazer, poderemos passar de medidas aproximadas para barreiras de proteção mais inteligentes e baseadas no risco”, acrescentou.
A expansão acelerada da IA generativa impulsionou os lucros das empresas de tecnologia, mas também intensificou preocupações quanto a seus efeitos sobre a sociedade, o mercado de trabalho e o meio ambiente.
Esta é a quarta reunião anual dedicada à política de IA. O próximo encontro está previsto para Genebra, no primeiro semestre de 2027.
A cúpula de Nova Délhi é a primeira realizada em um país em desenvolvimento. A Índia busca aproveitar a visibilidade internacional para reforçar sua posição no setor e reduzir a distância em relação a Estados Unidos e China. O governo indiano projeta atrair mais de US$ 200 bilhões em investimentos nos próximos dois anos. Empresas americanas de tecnologia anunciaram, nos últimos dias, novos acordos e projetos de infraestrutura.
À frente da OpenAI, Sam Altman defendeu na quinta-feira a adoção de regras para o uso da IA. “A democratização da IA é a melhor maneira de garantir que a humanidade prospere”, afirmou. “Isso não quer dizer que não precisamos de nenhuma regulamentação ou medida de segurança. É óbvio que precisamos delas, com urgência”.
‘Sem ação coletiva, IA aprofundará desigualdades’, diz Lula
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, alertou que, “sem uma ação coletiva, a inteligência artificial aprofundará desigualdades históricas”.
“Os algoritmos não são apenas aplicações de códigos matemáticos que sustentam o mundo digital. São parte de uma complexa estrutura de poder”, disse. “Quando poucos controlam os algoritmos e as infraestruturas digitais, não estamos falando de inovação, mas de dominação”, completou.
Os debates em Nova Délhi reuniram milhares de participantes e abordaram temas como proteção de crianças, impacto no emprego e acesso equitativo às ferramentas de IA. Observadores avaliam, no entanto, que o escopo amplo e as declarações genéricas registradas em encontros anteriores — realizados na França, na Coreia do Sul e no Reino Unido — podem dificultar compromissos concretos.
Anfitrião do encontro, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, afirmou que o mundo vive uma transição estrutural na relação entre humanos e máquinas.
“Estamos entrando em uma era na qual os seres humanos e os sistemas de inteligência criam, trabalham e evoluem juntos”, declarou. “Devemos decidir que a IA seja utilizada para o bem comum mundial”, disse.
O ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol pediu desculpas nesta sexta-feira (20), um dia após ser condenado à prisão perpétua, pelas “dificuldades” provocadas por sua tentativa fracassada de impor a lei marcial em 2024.
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Na quinta-feira, o Tribunal Central do Distrito de Seul considerou Yoon culpado de liderar uma insurreição em dezembro de 2024 com o objetivo de “paralisar” a Assembleia Nacional.
Em comunicado divulgado por meio de seu advogado, o político reconheceu que a tentativa de instaurar o regime militar causou “frustração”, mas reiterou que a decisão foi tomada “unicamente para o bem da nação”.
“Peço sinceras desculpas ao povo pela frustração e pelas dificuldades que provoquei, devido às minhas próprias deficiências, apesar da minha determinação de salvar a nação”, afirmou.
Yoon classificou o veredicto como “difícil de aceitar”, sem informar se pretende recorrer da decisão.
Aos 65 anos, o ex-presidente ainda não tem prazo definido para eventual pedido de liberdade condicional. Na Coreia do Sul, condenados à prisão perpétua costumam ter direito de solicitar o benefício após 20 anos de cumprimento da pena.
Segundo o juiz Ji Gwi-yeon, Yoon enviou tropas ao edifício do Parlamento com o objetivo de neutralizar opositores políticos que vinham bloqueando suas iniciativas de governo.
A decretação da lei marcial provocou protestos imediatos nas ruas, turbulência nos mercados e surpreendeu aliados estratégicos, como os Estados Unidos.
Quem é Yoon Suk Yeol?
O ex-presidente conservador, de 65 anos, foi destituído do cargo, detido e acusado de uma série de crimes, que vão de insurreição a obstrução da Justiça, após anunciar a lei marcial em mensagem televisionada ao país, em dezembro de 2024, alegando a necessidade de medidas drásticas para erradicar “forças antiestatais”.
Yoon Suk Yeol ao vivo em dezembro de 2024
AFP
Segundo o juiz, Yoon enviou militares à sede do Legislativo com o objetivo de silenciar opositores políticos.
“O tribunal determinou que a intenção era paralisar a assembleia por um período considerável”, indicou o magistrado.
O ex-ministro da Defesa Kim Yong-hyun, por sua vez, foi condenado a 30 anos de prisão por seu papel na crise.
Promotores defenderam a aplicação da pena máxima pelas acusações de insurreição contra Yoon e pediram ao tribunal de Seul que o ex-presidente fosse condenado à morte.
Milhares de simpatizantes se reuniram em frente ao tribunal da capital com cartazes que diziam “Yoon, grande novamente” ou “Retirem as acusações contra o presidente Yoon”.
Policiais com jaquetas de cor neon foram posicionados diante do tribunal para evitar distúrbios após o veredito.
Na noite de 3 de dezembro de 2024, Yoon apareceu na televisão para anunciar a medida, citando ameaças pouco claras de influência norte-coreana e perigosas “forças antiestatais”. Na ocasião, declarou a suspensão do governo civil e o início do comando militar.
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A lei marcial foi suspensa seis horas depois, quando deputados, com apoio de manifestantes, romperam o cerco das forças de segurança e votaram em caráter de urgência para reverter a decisão.
Insurreição
A Coreia do Sul tem sido vista como um farol de democracia e estabilidade na Ásia, mas a tentativa fracassada de Yoon reavivou lembranças de golpes militares que abalaram o país entre as décadas de 1960 e 1980.
Yoon, que permaneceu em regime de isolamento, nega ter cometido irregularidades e afirma que suas ações buscavam “salvaguardar a liberdade” e restaurar a ordem constitucional diante do que classificou como “ditadura legislativa” liderada pela oposição.
A promotoria o acusou de comandar uma “insurreição” motivada por um “desejo de poder orientado à ditadura e ao comando de longo prazo”.
Pela legislação sul-coreana, há apenas duas punições possíveis para o crime de insurreição: prisão perpétua ou morte.
Antes da nova sentença, Yoon já havia sido condenado a cinco anos de prisão por delitos menores, enquanto diversos altos funcionários também receberam penas por participação na decretação da lei marcial.
A cidade de Osaka, no Japão, recebeu uma doação inusitada para ajudar a modernizar seu sistema de abastecimento de água: 21 quilos em barras de ouro. O metal precioso, avaliado em cerca de 560 milhões de ienes (o equivalente a aproximadamente R$ 22 milhõe) foi entregue em novembro passado por um doador que pediu anonimato. A informação foi confirmada nesta quinta-feira pelo prefeito Hideyuki Yokoyama, durante entrevista coletiva.
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Com quase 3 milhões de habitantes, Osaka é um dos principais centros comerciais do país e a terceira maior cidade japonesa. Assim como outros municípios do Japão, porém, enfrenta o envelhecimento acelerado de sua infraestrutura hídrica.
No ano fiscal de 2024, a cidade registrou mais de 90 casos de vazamentos em tubulações sob vias públicas, segundo o departamento municipal de abastecimento de água.
— A substituição de canos antigos exige investimentos enormes. Só tenho a agradecer — afirmou Yokoyama, classificando o valor como “impressionante” e dizendo ter ficado “sem palavras”.
De acordo com a prefeitura, mais de 20% das tubulações de água no Japão já ultrapassaram a vida útil legal de 40 anos. O desgaste da rede também tem sido associado ao aumento de crateras em áreas urbanas.
Em 2024, um grande sumidouro na província de Saitama Prefecture engoliu a cabine de um caminhão, causando a morte do motorista. A suspeita é que o colapso tenha sido provocado pelo rompimento de uma tubulação de esgoto.
O episódio levou autoridades japonesas a intensificar planos de substituição de redes corroídas. No entanto, limitações orçamentárias têm dificultado o avanço das obras em diversas regiões.
Segundo o departamento de abastecimento de Osaka, o ouro doado será convertido em recursos financeiros e aplicado diretamente em projetos de modernização da rede, incluindo a substituição de tubulações deterioradas.
A Câmara da Flórida aprovou, nesta quinta-feira, um projeto de lei que prevê a mudança de nome do Aeroporto Internacional de Palm Beach para “Aeroporto Internacional Presidente Donald J. Trump”. A proposta, que ainda precisa ser sancionada pelo governador Ron DeSantis, representa mais um gesto simbólico de aliados do presidente em seu estado de residência.
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Controlada pelos republicanos, a Câmara estadual aprovou o texto conforme registros legislativos. A expectativa é que DeSantis, que já foi adversário político de Trump nas prévias republicanas, confirme a medida e a transforme em lei nos próximos dias.
O aeroporto fica em Palm Beach, cidade litorânea conhecida por suas praias de areia branca e mansões de alto padrão, a poucos minutos de Mar-a-Lago, residência de Trump na Flórida.
A alteração do nome ainda depende da aprovação da Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês). Se confirmada, a mudança tornará o terminal aéreo uma das principais instituições públicas a levar o nome do presidente.
Trump, empresário do setor imobiliário que associou sua marca a empreendimentos em diferentes países, tem ampliado iniciativas para consolidar sua imagem também em espaços públicos. Em dezembro, o conselho diretor do Kennedy Center — complexo cultural e memorial dedicado ao ex-presidente John F. Kennedy, em Washington —, nomeado pessoalmente por Trump, aprovou a mudança do nome da instituição para “Centro Trump-Kennedy”.
Segundo reportagens da imprensa americana, o presidente também apoiou propostas para rebatizar a estação Penn, em Nova York, e o Aeroporto Internacional Dulles, em Washington, com seu nome. As iniciativas, no entanto, não avançaram.
O Departamento do Tesouro confirmou ainda que está pronto o projeto para lançar uma moeda comemorativa de 1 dólar com a imagem de Trump. A legislação americana, porém, proíbe a exibição da imagem de um presidente em exercício ou de qualquer pessoa viva em cédulas e moedas oficiais.
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, apresentou em Pyongyang um lançador múltiplo de rockets de 600 milímetros com capacidade nuclear, descrito pela imprensa estatal como um dos sistemas mais poderosos do mundo.
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As imagens divulgadas pela agência oficial KCNA mostram Kim descendo de um veículo lançador móvel e, em outro momento, ao volante do equipamento militar, diante de milhares de apoiadores reunidos na capital.
Segundo Pyongyang, os rockets de 600 mm têm o dobro do calibre da maioria dos sistemas tradicionais de lançamento múltiplo e seriam equivalentes a mísseis balísticos de curto alcance. Cada veículo transportador, com quatro eixos, carrega cinco tubos de disparo.
No desfile, 50 veículos foram exibidos em formação. O regime afirma que o sistema utiliza inteligência artificial nos mecanismos de orientação, o que o colocaria “em categoria própria”.
— Nenhuma outra nação possui este tipo de sistema de armas — declarou Kim, segundo a KCNA.
A demonstração ocorre em meio ao fortalecimento das relações entre Pyongyang e Moscou. A Coreia do Norte tem apoiado a Rússia na guerra contra a Ucrânia, fornecendo mísseis e contingentes militares, segundo autoridades ocidentais.
Analistas avaliam que a experiência obtida no campo de batalha ucraniano, somada a possível intercâmbio tecnológico com Moscou, pode acelerar o desenvolvimento dos sistemas norte-coreanos.
Aos 553 anos de seu nascimento, celebrado nesta quinta-feira (19), a trajetória de Nicolau Copérnico permanece associada a uma das transformações mais profundas da história do pensamento ocidental: a substituição da Terra pelo Sol como centro do sistema planetário. Ao publicar, em 1543, De revolutionibus orbium coelestium, o astrônomo desafiou séculos de tradição e alterou a forma como a humanidade compreende seu lugar no cosmos.
Nascido em 19 de fevereiro de 1473, em Toruń, então parte da Prússia Real sob domínio do Reino da Polônia, Copérnico cresceu em uma família ligada à elite local. Órfão de pai ainda na infância, foi educado sob a tutela do tio, bispo da Vármia, que garantiu sua formação intelectual. Estudou na Universidade de Cracóvia e, mais tarde, em instituições italianas como a Universidade de Bolonha e a Universidade de Pádua, onde teve contato com o ambiente humanista renascentista e aprofundou seus conhecimentos em matemática, medicina e direito canônico.
A dúvida que moveu a ciência
Durante seus estudos, Copérnico debruçou-se sobre o sistema geocêntrico formulado por Cláudio Ptolomeu, que colocava a Terra imóvel no centro do universo. Ao comparar os tratados antigos com suas próprias observações do céu, passou a identificar inconsistências nos cálculos e na explicação dos movimentos planetários.
A partir dessas inquietações, desenvolveu, ao longo de décadas, a teoria heliocêntrica, segundo a qual a Terra gira em torno do próprio eixo e orbita o Sol. Por volta de 1514, registrou as bases dessa hipótese em um manuscrito que circulou de forma restrita entre estudiosos. Somente no fim da vida autorizou a publicação de sua obra principal, impressa em Nuremberg no ano de sua morte.
Segundo relatos históricos, Copérnico recebeu um exemplar do livro pouco antes de morrer, em 24 de maio de 1543. A cena tornou-se simbólica: o cientista que deslocou a Terra do centro do universo via sua teoria ganhar o mundo no momento em que sua própria trajetória se encerrava.
O impacto de suas ideias foi gradual, mas duradouro. Décadas depois, nomes como Johannes Kepler e Galileu Galilei aprofundaram e confirmaram aspectos do modelo heliocêntrico, consolidando as bases da chamada Revolução Científica. Séculos mais tarde, o psicanalista Sigmund Freud classificaria a descoberta copernicana como a primeira grande “ferida narcísica” da humanidade, por retirar o ser humano de uma posição central e privilegiada no universo.
Ao completar 553 anos, Copérnico segue lembrado não apenas por uma mudança astronômica, mas por ter aberto caminho para um método científico baseado na observação e na revisão constante de certezas. Ao colocar o Sol no centro, inaugurou uma nova era do pensamento moderno — e redefiniu, para sempre, o horizonte humano.
O Telescópio Espacial Hubble revelou a imagem mais nítida já registrada da Nebulosa do Ovo, um impressionante espetáculo de luz cósmica gerado por uma estrela em seus estágios finais de vida. Localizada a cerca de 1.000 anos-luz da Terra, na constelação de Cisne, a estrutura oferece uma oportunidade rara de observar os processos complexos que ocorrem quando uma estrela semelhante ao nosso Sol se aproxima do fim.
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No centro da nebulosa há uma estrela escondida por uma densa nuvem de gás e poeira. Dessa envoltura escapam dois potentes feixes de luz, formando cones estreitos que atravessam o espaço. Ao redor, camadas concêntricas de gás refletem o brilho estelar, criando a aparência de ondas luminosas e contribuindo para o efeito descrito como um “espetáculo de luzes”. Um conjunto de estrelas menores circunda a nebulosa sobre um fundo escuro.
A Nebulosa do Ovo é considerada a primeira, mais jovem e mais próxima nebulosa pré-planetária já descoberta. Esse estágio antecede a formação de uma nebulosa planetária — estrutura composta por gás e poeira ejetados por uma estrela moribunda semelhante ao Sol. Trata-se de uma fase extremamente breve, que dura apenas alguns milhares de anos, funcionando como um laboratório natural para o estudo da evolução estelar tardia.
Nessa etapa, a nebulosa brilha ao refletir a luz da estrela central, que escapa por uma abertura polar no disco denso de poeira. Esse material foi expelido há poucas centenas de anos. Os feixes iluminam lóbulos polares de movimento rápido, que atravessam arcos concêntricos mais antigos e lentos. A forma e o movimento dessas estruturas sugerem possíveis interações gravitacionais com estrelas companheiras ocultas dentro do disco de poeira.
As observações mais recentes foram feitas com a câmera WFC3, que combinou comprimentos de onda visíveis e infravermelhos. Os dados revelam fluxos de hidrogênio molecular aquecido emergindo da nuvem interna de poeira, destacados em tons alaranjados. Os anéis concêntricos, formados por erupções sucessivas da estrela a cada poucas centenas de anos, preservam pistas importantes sobre a dinâmica do núcleo, que não pode ser observado diretamente.
Ao contrário de uma supernova, que resulta de uma explosão violenta, as estruturas simétricas e organizadas da Nebulosa do Ovo indicam uma série coordenada de ejeções graduais de material. Essas estrelas envelhecidas desempenham papel fundamental na produção e dispersão de poeira cósmica, matéria-prima que, ao longo de bilhões de anos, contribui para a formação de novos sistemas estelares — incluindo o Sistema Solar, que deu origem à Terra há cerca de 4,5 bilhões de anos.
Desde 1997, o Hubble já havia observado a Nebulosa do Ovo com diferentes instrumentos, incluindo as câmeras WFPC2, NICMOS e ACS.
O caso de Punch, o macaco japonês que viralizou por se agarrar a um bicho de pelúcia após ser rejeitado pela mãe , deu outra guinada. Quando tudo indicava que ele estava progredindo bem em sua reintegração ao grupo, o pequeno foi atacado novamente durante uma de suas tentativas de se aproximar da tropa.
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Punch nasceu em julho de 2025 no Zoológico da Cidade de Ichikawa, na província de Chiba, Japão. Logo após o nascimento, foi abandonado pela mãe e teve que ser alimentado com mamadeira e criado pelos tratadores.
Na ausência da mãe, ela desenvolveu um forte apego a um orangotango de pelúcia que usa como objeto de conforto, imagens que geraram uma onda de reações nas redes sociais nas últimas horas.
Nas últimas semanas, o zoológico informou que o filhote havia começado a mostrar sinais de aproximação gradual ao grupo de macacos japoneses. No entanto, durante uma dessas tentativas de interação, outro macaco o atacou novamente.
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Segundo os funcionários do parque, esses comportamentos fazem parte da dinâmica hierárquica natural dos macacos-japoneses , uma espécie conhecida por suas estruturas sociais rígidas.
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Indivíduos criados por humanos frequentemente enfrentam maiores dificuldades de integração , devido à falta de aprendizado precoce de comportamentos sociais dentro do grupo.
Punch, um macaco-japonês, se agarra a um brinquedo de pelúcia durante seu processo de adaptação
Reprodução / X / @heavensbvnny
Crescer sem mãe em uma espécie tão social quanto os macacos não é fácil, e foi isso que aconteceu com Punch. Ao contrário de outros filhotes, ele não teve contato próximo com a mãe nem aprendeu desde cedo a interagir dentro de um grupo. Isso ficou ainda mais evidente quando, no início de 2026, os tratadores começaram a apresentá-lo gradualmente a outros macacos no recinto.
Esse processo, normal em zoológicos, já é complicado até para filhotes que cresceram com suas mães. Em meio a essa adaptação, surgiu o bichinho de pelúcia: os tratadores deram a ele um orangotango de pelúcia para lhe fazer companhia, e Punch imediatamente se apegou a ele.
Punch foi criado por cuidadores após ser rejeitado pela mãe
Reprodução / X / @heavensbvnny
Especialistas em comportamento animal explicam que esses objetos podem ajudar os animais a se sentirem mais calmos em momentos de mudança. Eles não substituem a família ou o grupo, mas proporcionam uma sensação de segurança. Nos vídeos que viralizaram, Punch aparece abraçando seu brinquedo de pelúcia quando está em um ambiente novo ou quando tenta se aproximar de outros macacos, como se isso lhe desse confiança.
O Zoológico de Ichikawa explicou que essa situação também ajuda a destacar o trabalho realizado pelas equipes responsáveis ​​por cuidar e apoiar os primatas jovens em seu crescimento e adaptação.
Nos milhões de documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos relacionados ao criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, um dos nomes mais reconhecidos do mundo da moda surge repetidamente: Naomi Campbell.
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Trocas de e-mails indicam que Campbell, hoje com 55 anos, pediu para voar em seu avião particular e disse que se encontraria com Epstein em sua mansão em Nova York. Ele foi convidado em nome dela para eventos luxuosos ao redor do mundo. Esses planos foram coordenados principalmente por Lesley Groff, assistente de longa data de Epstein.
E em entrevistas com investigadores federais, vítimas não identificadas disseram que Epstein as apresentou à supermodelo britânica em eventos sociais e que viram a modelo em sua mansão e em sua ilha.
Os documentos mostram que Campbell permaneceu na órbita de Epstein muito tempo depois de ele ter sido condenado na Flórida, em 2008, por aliciar uma menor para prostituição, e lançam nova luz sobre a extensão de seus laços.
As interações entre eles fornecem mais um exemplo de como Epstein, que morreu por suicídio em uma cela de prisão em Manhattan em 2019, utilizou e influenciou uma vasta e poderosa rede social para atrair meninas e mulheres jovens para sua vida.
A ligação de Naomi Campbell com Epstein já havia se tornado pública por meio de processos judiciais envolvendo ele, sua companheira de longa data, Ghislaine Maxwell, que cumpre pena em uma prisão federal por acusações de tráfico sexual, e outros.
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O advogado de Campbell, Martin Singer, afirmou em um longo comunicado enviado por e-mail que sua cliente não tinha conhecimento da “conduta criminosa hedionda” de Epstein até depois de sua prisão em 2019 e não teve contato com ele depois disso.
“Antes da prisão de Epstein em Nova York, em 2019, minha cliente não sabia nada sobre sua conduta criminosa abominável”, escreveu Singer na declaração. “Se minha cliente tivesse encontrado alguma jovem que ela acreditasse estar sendo vítima de Epstein, ela teria tomado medidas imediatas para ajudá-la.” Ele acrescentou que Campbell morou em Moscou de 2008 a 2013 e “não fazia ideia de que Epstein era um criminoso sexual registrado”.
Naomi Campbell não foi acusada de qualquer irregularidade. As entrevistas do FBI com as vítimas não apresentaram nenhuma evidência que corroborasse suas declarações em relação à supermodelo.
Uma investigação do The New York Times revelou que o nome de Naomi Campbell aparece em quase 300 documentos divulgados pelo Departamento de Justiça, incluindo algumas entradas duplicadas, o que a torna uma figura feminina famosa e conhecida em documentos também repletos de nomes de homens poderosos, como o ex-presidente Bill Clinton, o ex-primeiro-ministro israelense Ehud Barak e o presidente Donald Trump.
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Um documento intitulado “Lista de pessoas que precisam do endereço de JE!” reúne Naomi Campbell e várias outras dezenas de pessoas sob um conjunto de instruções sobre como enviar cartas, cartões postais e livros para a prisão da Flórida onde Epstein começou a cumprir sua pena no verão de 2008.
Segundo Singer, Campbell “não tem ideia de quem criou essa lista ou por que seu nome aparece nesse documento. Ela nunca pediu a ninguém o endereço de Epstein para se comunicar com ele na prisão na Flórida”.
Ao recrutar jovens mulheres, Epstein parecia usar sua associação com Naomi Campbell para convencê-las de que uma carreira de modelo estava ao seu alcance, de acordo com transcrições de entrevistas do FBI. Em 2020, uma vítima não identificada que conheceu Epstein quando tinha 15 anos disse que ele prometeu conseguir empregos para ela na Victoria’s Secret e lhe contou que conhecia Naomi Campbell, que havia desfilado nos famosos desfiles da marca, e Leslie Wexner, que na época era o diretor executivo da L Brands, empresa controladora da Victoria’s Secret. (Por anos, Epstein administrou as finanças de Wexner.) A mesma vítima disse que foi apresentada a Campbell no escritório particular de Epstein.
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Na declaração enviada por e-mail, Singer afirmou que Campbell nunca teve contrato com a marca de lingerie e acrescentou que, se Epstein usou o nome dela para “impressionar alguém ou ganhar a confiança de alguém, ele o fez sem o conhecimento ou autorização dela”.
Outra vítima, em depoimentos prestados ao FBI em 2019, afirmou que, aos 18 anos, ao ser apresentada a Epstein, viu Naomi Campbell em um jantar na mansão dele em Nova York. Outra vítima alegou, também em depoimentos de 2019, ter visto Campbell na ilha de Epstein.
Virginia Giuffre, uma das vítimas mais expressivas de Epstein, que morreu por suicídio no ano passado, também havia relatado anteriormente, em 2016, que Epstein a apresentou a Naomi Campbell, de acordo com documentos judiciais.
Na declaração, o advogado de Campbell observou que ela e “um grupo de pessoas que iam a uma corrida de Fórmula 1” estiveram brevemente na ilha de Epstein “em conexão de um voo comercial”. Ele também disse que Campbell não se lembrava de ter se encontrado com as vítimas de Epstein e que “nunca esteve em sua casa para nenhum evento ou reunião social”, mas que visitou seu escritório em casa para “3 ou 4 reuniões de negócios”.
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Após ser libertado da prisão em 2009 e já registrado como agressor sexual, Epstein manteve contato com Campbell, aparentemente dando a ela acesso à sua rede de contatos.
Numa troca de e-mails de 2010, Epstein instrui seu assistente, Groff, a convidar Linda Wachner, ex-diretora executiva da empresa de vestuário Warnaco Group, para sua casa para conhecer Campbell e um associado. No dia seguinte, seu assistente o informou que “Naomi está confirmada”.
Em sua declaração enviada por e-mail, Singer afirmou que Campbell se encontrou com Wachner porque ela “estava tentando lançar uma linha de lingerie e moda praia” e Epstein “a levou a acreditar que poderia ajudá-la com isso”. O advogado de Wachner disse que sua cliente participou da reunião virtualmente; os advogados de ambas as mulheres confirmaram que nada resultou do encontro.
Naquele mesmo ano, Epstein foi convidado para a festa surpresa de 40 anos de Campbell em Cannes, na França, que foi descrita no e-mail como “um evento privado para seus amigos e familiares mais próximos”. De acordo com seu advogado, Campbell não fez a lista de convidados, e Epstein não compareceu à festa.
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Epstein também foi convidado para um evento em Paris para celebrar os 25 anos de carreira de Naomi Campbell na luxuosa casa de moda Dolce & Gabbana. Uma resposta não assinada ao convite enviado por e-mail dizia: “Jeffrey virá acompanhado de duas pessoas”. O advogado de Campbell afirmou que Epstein compareceu, juntamente com Maxwell, e que “eles permaneceram por aproximadamente 20 minutos”.
A relação deles parecia ir além de frequentar os mesmos círculos de festas da elite. A correspondência online de Campbell indica que a modelo se sentia à vontade para compartilhar detalhes minuciosos de sua agenda com Groff e Epstein. Um e-mail de Groff para Epstein em 2010, por exemplo, informava que “Naomi Campbell estava fazendo um tratamento facial e disse que retornaria a ligação”.
“Quero ver o Jeffrey”, escreveu Campbell em um e-mail de 2015 para Groff, discutindo seus planos de viagem. Ela finalizou com “exausta, querida”.
Numa troca de e-mails de 2016, um associado de Epstein pergunta se Campbell pode usar “o avião”. Mais tarde, nessa mesma troca de e-mails, outro associado de Epstein recebe instruções para encontrar um voo fretado para Campbell “ir de Nova York para Miami esta noite e voltar no sábado ou domingo!!”.
Em sua declaração enviada por e-mail, o advogado de Campbell disse que sua cliente “esteve no avião de Epstein em algumas ocasiões, mas nunca presenciou qualquer conduta inadequada de qualquer tipo”.
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