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Nos milhões de documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos relacionados ao criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, um dos nomes mais reconhecidos do mundo da moda surge repetidamente: Naomi Campbell.
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Trocas de e-mails indicam que Campbell, hoje com 55 anos, pediu para voar em seu avião particular e disse que se encontraria com Epstein em sua mansão em Nova York. Ele foi convidado em nome dela para eventos luxuosos ao redor do mundo. Esses planos foram coordenados principalmente por Lesley Groff, assistente de longa data de Epstein.
E em entrevistas com investigadores federais, vítimas não identificadas disseram que Epstein as apresentou à supermodelo britânica em eventos sociais e que viram a modelo em sua mansão e em sua ilha.
Os documentos mostram que Campbell permaneceu na órbita de Epstein muito tempo depois de ele ter sido condenado na Flórida, em 2008, por aliciar uma menor para prostituição, e lançam nova luz sobre a extensão de seus laços.
As interações entre eles fornecem mais um exemplo de como Epstein, que morreu por suicídio em uma cela de prisão em Manhattan em 2019, utilizou e influenciou uma vasta e poderosa rede social para atrair meninas e mulheres jovens para sua vida.
A ligação de Naomi Campbell com Epstein já havia se tornado pública por meio de processos judiciais envolvendo ele, sua companheira de longa data, Ghislaine Maxwell, que cumpre pena em uma prisão federal por acusações de tráfico sexual, e outros.
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O advogado de Campbell, Martin Singer, afirmou em um longo comunicado enviado por e-mail que sua cliente não tinha conhecimento da “conduta criminosa hedionda” de Epstein até depois de sua prisão em 2019 e não teve contato com ele depois disso.
“Antes da prisão de Epstein em Nova York, em 2019, minha cliente não sabia nada sobre sua conduta criminosa abominável”, escreveu Singer na declaração. “Se minha cliente tivesse encontrado alguma jovem que ela acreditasse estar sendo vítima de Epstein, ela teria tomado medidas imediatas para ajudá-la.” Ele acrescentou que Campbell morou em Moscou de 2008 a 2013 e “não fazia ideia de que Epstein era um criminoso sexual registrado”.
Naomi Campbell não foi acusada de qualquer irregularidade. As entrevistas do FBI com as vítimas não apresentaram nenhuma evidência que corroborasse suas declarações em relação à supermodelo.
Uma investigação do The New York Times revelou que o nome de Naomi Campbell aparece em quase 300 documentos divulgados pelo Departamento de Justiça, incluindo algumas entradas duplicadas, o que a torna uma figura feminina famosa e conhecida em documentos também repletos de nomes de homens poderosos, como o ex-presidente Bill Clinton, o ex-primeiro-ministro israelense Ehud Barak e o presidente Donald Trump.
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Um documento intitulado “Lista de pessoas que precisam do endereço de JE!” reúne Naomi Campbell e várias outras dezenas de pessoas sob um conjunto de instruções sobre como enviar cartas, cartões postais e livros para a prisão da Flórida onde Epstein começou a cumprir sua pena no verão de 2008.
Segundo Singer, Campbell “não tem ideia de quem criou essa lista ou por que seu nome aparece nesse documento. Ela nunca pediu a ninguém o endereço de Epstein para se comunicar com ele na prisão na Flórida”.
Ao recrutar jovens mulheres, Epstein parecia usar sua associação com Naomi Campbell para convencê-las de que uma carreira de modelo estava ao seu alcance, de acordo com transcrições de entrevistas do FBI. Em 2020, uma vítima não identificada que conheceu Epstein quando tinha 15 anos disse que ele prometeu conseguir empregos para ela na Victoria’s Secret e lhe contou que conhecia Naomi Campbell, que havia desfilado nos famosos desfiles da marca, e Leslie Wexner, que na época era o diretor executivo da L Brands, empresa controladora da Victoria’s Secret. (Por anos, Epstein administrou as finanças de Wexner.) A mesma vítima disse que foi apresentada a Campbell no escritório particular de Epstein.
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Na declaração enviada por e-mail, Singer afirmou que Campbell nunca teve contrato com a marca de lingerie e acrescentou que, se Epstein usou o nome dela para “impressionar alguém ou ganhar a confiança de alguém, ele o fez sem o conhecimento ou autorização dela”.
Outra vítima, em depoimentos prestados ao FBI em 2019, afirmou que, aos 18 anos, ao ser apresentada a Epstein, viu Naomi Campbell em um jantar na mansão dele em Nova York. Outra vítima alegou, também em depoimentos de 2019, ter visto Campbell na ilha de Epstein.
Virginia Giuffre, uma das vítimas mais expressivas de Epstein, que morreu por suicídio no ano passado, também havia relatado anteriormente, em 2016, que Epstein a apresentou a Naomi Campbell, de acordo com documentos judiciais.
Na declaração, o advogado de Campbell observou que ela e “um grupo de pessoas que iam a uma corrida de Fórmula 1” estiveram brevemente na ilha de Epstein “em conexão de um voo comercial”. Ele também disse que Campbell não se lembrava de ter se encontrado com as vítimas de Epstein e que “nunca esteve em sua casa para nenhum evento ou reunião social”, mas que visitou seu escritório em casa para “3 ou 4 reuniões de negócios”.
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Após ser libertado da prisão em 2009 e já registrado como agressor sexual, Epstein manteve contato com Campbell, aparentemente dando a ela acesso à sua rede de contatos.
Numa troca de e-mails de 2010, Epstein instrui seu assistente, Groff, a convidar Linda Wachner, ex-diretora executiva da empresa de vestuário Warnaco Group, para sua casa para conhecer Campbell e um associado. No dia seguinte, seu assistente o informou que “Naomi está confirmada”.
Em sua declaração enviada por e-mail, Singer afirmou que Campbell se encontrou com Wachner porque ela “estava tentando lançar uma linha de lingerie e moda praia” e Epstein “a levou a acreditar que poderia ajudá-la com isso”. O advogado de Wachner disse que sua cliente participou da reunião virtualmente; os advogados de ambas as mulheres confirmaram que nada resultou do encontro.
Naquele mesmo ano, Epstein foi convidado para a festa surpresa de 40 anos de Campbell em Cannes, na França, que foi descrita no e-mail como “um evento privado para seus amigos e familiares mais próximos”. De acordo com seu advogado, Campbell não fez a lista de convidados, e Epstein não compareceu à festa.
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Epstein também foi convidado para um evento em Paris para celebrar os 25 anos de carreira de Naomi Campbell na luxuosa casa de moda Dolce & Gabbana. Uma resposta não assinada ao convite enviado por e-mail dizia: “Jeffrey virá acompanhado de duas pessoas”. O advogado de Campbell afirmou que Epstein compareceu, juntamente com Maxwell, e que “eles permaneceram por aproximadamente 20 minutos”.
A relação deles parecia ir além de frequentar os mesmos círculos de festas da elite. A correspondência online de Campbell indica que a modelo se sentia à vontade para compartilhar detalhes minuciosos de sua agenda com Groff e Epstein. Um e-mail de Groff para Epstein em 2010, por exemplo, informava que “Naomi Campbell estava fazendo um tratamento facial e disse que retornaria a ligação”.
“Quero ver o Jeffrey”, escreveu Campbell em um e-mail de 2015 para Groff, discutindo seus planos de viagem. Ela finalizou com “exausta, querida”.
Numa troca de e-mails de 2016, um associado de Epstein pergunta se Campbell pode usar “o avião”. Mais tarde, nessa mesma troca de e-mails, outro associado de Epstein recebe instruções para encontrar um voo fretado para Campbell “ir de Nova York para Miami esta noite e voltar no sábado ou domingo!!”.
Em sua declaração enviada por e-mail, o advogado de Campbell disse que sua cliente “esteve no avião de Epstein em algumas ocasiões, mas nunca presenciou qualquer conduta inadequada de qualquer tipo”.
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Três turistas ficaram feridos, neste domingo (17), após o desabamento da cornija decorativa de um prédio sobre a mesa de um café na Plaça Nova, em Ciutadella, no extremo oeste da ilha de Menorca, na Espanha. As vítimas, um britânico de 65 anos e duas cidadãs gregas, de 37 e 38 anos, estavam tomando café da manhã no terraço do estabelecimento quando parte da estrutura cedeu repentinamente.
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Segundo informações divulgadas pelas autoridades locais, o acidente ocorreu pouco antes das 11h da manhã. Equipes de emergência prestaram os primeiros socorros ainda no local antes de encaminhar os feridos ao Hospital Juaneda, nas proximidades. Duas das vítimas sofreram ferimentos na cabeça e fraturas ósseas. Até o momento, não há atualização oficial sobre o estado de saúde delas.
A polícia isolou rapidamente a área para impedir a circulação de pedestres, enquanto bombeiros iniciaram o trabalho de contenção da fachada remanescente do edifício. Parte dos destroços permaneceu espalhada pela praça durante a operação, e uma investigação foi aberta para apurar as causas do desabamento.
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Um tigre adulto escapou de um recinto privado em Schkeuditz, nos arredores de Leipzig, na Alemanha, atacou um homem de 73 anos e acabou sendo abatido a tiros pela polícia após uma operação de emergência que mobilizou dezenas de agentes armados. O idoso, identificado como um voluntário autorizado a estar no local, ficou ferido e foi levado às pressas para um hospital, neste domingo (17).
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Segundo a polícia local, o ataque aconteceu por volta das 13h, quando a vítima estava dentro do recinto ajudando no manejo do animal. O tigre se voltou contra o homem e, em seguida, conseguiu fugir da área, percorrendo cerca de 300 metros em direção a um complexo de jardins comunitários próximo ao parque industrial onde os felinos eram mantido
— O tigre saiu de seu recinto. Ele foi encontrado por policiais perto de um jardim — afirmou uma porta-voz da corporação.
O felino foi localizado em uma área cercada dentro do complexo de jardins, onde acabou morto após os agentes dispararem com armas longas para conter a ameaça. Todo o episódio durou menos de 30 minutos, mas gerou pânico entre moradores e frequentadores da região.
— O tigre foi morto a tiros na área ajardinada do complexo — informou outro porta-voz da polícia.
As autoridades afirmaram que nenhum outro animal escapou e que não havia mais risco à população. Ainda assim, drones foram utilizados para sobrevoar a região e verificar se outros bichos, incluindo cavalos mantidos nas proximidades, haviam sido atingidos. Até o momento, não há registro de novos feridos.
Críticas antigas e investigação
O animal pertencia à treinadora Carmen Zander, conhecida como “Rainha dos Tigres”, que mantém cerca de dez tigres em um complexo industrial e já vinha sendo alvo de críticas por supostas condições inadequadas de confinamento. Desde 2022, ela está proibida de exibir os animais comercialmente e enfrenta cobranças para ampliar os recintos e adequá-los a padrões semelhantes aos de zoológicos.
Neste ano, inclusive, seis filhotes nasceram no local, descritos por Zander como “acidentes”. Ela já havia afirmado que mantinha os animais por necessidade financeira, alegando gastos mensais de cerca de 4.500 euros apenas com alimentação.
A organização de defesa animal PETA voltou a criticar a situação após o ataque.
— Isso não é amor pelos animais, é exploração — declarou a bióloga Yvonne Würz.
O prefeito de Schkeuditz, Rayk Bergner, cobrou medidas imediatas e defendeu a retirada dos felinos.
— Os tigres têm que ir embora. Com três pontos de exclamação. Uma solução é urgentemente necessária; as autoridades precisam esclarecer isso — disse.
A polícia agora investiga como o animal conseguiu escapar e não descarta a abertura de um processo criminal. Autoridades locais também avaliam o futuro dos demais tigres mantidos no local.
A Torre Inclinada de Pisa é um dos monumentos mais emblemáticos da Itália . Não é a única estrutura inclinada para um lado: das Casas Dançantes da Holanda ao Pagode da Colina do Tigre na China, existem monumentos tortos em todo o mundo. Mas por que elas se inclinam? E por que isso não significa necessariamente que vão cair?
Por que alguns edifícios se inclinam?
Existem vários motivos que explicam por que as estruturas se inclinam para um lado, de acordo com Mandy Korff, professora associada de práticas geotécnicas na Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda.
Em alguns casos, como as icônicas Casas Dançantes da Holanda , isso se deve ao tipo de fundação utilizada em sua construção. “No centro de Amsterdã, a maioria das casas é construída sobre estacas de madeira”, afirma Korff.
Ele explica que as estacas são instaladas aos pares sob as paredes e fachadas dos edifícios. Elas são cravadas a 12 metros de profundidade no solo, que é composto de argila mole, turfa ou areia.
“Se estiverem assim e as estacas forem mantidas em boas condições, nada acontecerá às casas”, diz ele. Mas acrescenta que, se começarem a degradar-se ou apodrecer, podem surgir fissuras, e a deterioração irregular ou uma distribuição desequilibrada do peso podem fazer com que os edifícios se inclinem com o tempo.
Torre de Pisa, na Itália
GERVASIO RUIZ por Pixabay
O caso Pisa
As condições do solo também podem fazer com que os edifícios se inclinem para um lado , como é o caso da icônica Torre Inclinada de Pisa.
Nunziante Squeglia, professor de mecânica dos solos e fundações da Universidade de Pisa, faz parte de uma equipe que monitora a inclinação da torre.
“A torre começou a inclinar-se desde o início da sua construção porque o solo é extremamente mole . [Afundou] entre 3 e 4 metros”, disse Sgueglia ao programa de rádio Witness History da BBC. Os edifícios também podem inclinar-se devido a alterações no solo causadas pela ação humana.
Por exemplo, a torre da Oude Kerk, ou Igreja Velha, em Delft . “É muito menos conhecida, [mas] inclina-se de forma muito semelhante à Torre de Pisa “, observou Korff. “Inclina-se em direção ao canal porque o solo de um lado foi escavado para a sua construção, e ali é mais macio. Portanto, há menos pressão para mantê-la ereta, e quando a construíram, começou a inclinar-se.”
Alterações no nível das águas subterrâneas também podem causar a inclinação de um edifício . Korff alertou que, às vezes, os edifícios são inclinados propositalmente.
“Muitas casas em Amsterdã são construídas inclinadas para a frente porque era assim que as casas dos comerciantes eram construídas antigamente”, explicou ele. “Elas eram frequentemente construídas ao longo dos canais para armazenamento. Eram construídas inclinadas para a frente para facilitar a movimentação de mercadorias dentro da casa”, acrescentou.
Ele esclareceu: “ Se eles se inclinarem para a frente, não significa que haja um problema. Mas quando se inclinam para o lado, você sabe com certeza que essa não era a intenção .”
Corrija a inclinação
Por que não nos preocupamos mais com essas estruturas inclinadas? Segundo Korff, um prédio inclinado não significa necessariamente que ele não seja estruturalmente sólido .
“Para ser estruturalmente instável, a estrutura precisa estar bastante inclinada”, afirma. Mas, às vezes, as inclinações precisam ser corrigidas, como foi o caso da Torre de Pisa.
Embora a torre tenha começado a inclinar-se muito cedo, as medições mostraram que a situação piorou no século XX, com um aumento constante da inclinação .
“A situação era muito preocupante”, recorda Squeglia. E então, em 1989, a Torre Cívica da cidade italiana de Pavia desabou. Segundo Squeglia, esse foi o “gatilho”, e a Torre Inclinada de Pisa foi fechada um ano depois .
Havia muitas ideias sobre como endireitar ligeiramente a Torre Inclinada de Pisa para torná-la segura novamente. “A técnica escolhida foi a remoção de terra”, explica Squeglia. ” Sem tocar na torre, 37 metros cúbicos de terra foram removidos do lado norte das fundações .” E a torre foi reaberta 11 anos depois .
Um caso ‘especial’
Mas, segundo Korff, esse método para endireitar um edifício não é comum. “É algo muito específico de Pisa; não seria feito dessa forma em circunstâncias normais.”
Se um edifício inclinado tiver estacas de madeira, como as casas em Amsterdã, a substituição das fundações pode impedir que a inclinação piore, mas é um procedimento “invasivo” que envolve a remoção do piso térreo .
Também é possível corrigir uma inclinação levantando a casa com macacos hidráulicos , tal como se faz com um carro, salienta Korff, mas por vezes isso pode causar mais danos do que benefícios.
“ Se estiver muito inclinada, também é perigoso endireitá-la, porque a casa se adaptou à inclinação até certo ponto ”, diz ele. “É preciso ter muito cuidado, pelo menos para evitar piorar a situação.”
Embora alguns edifícios possam ser estabilizados, também existem desvantagens. “É possível fazer todo tipo de coisa com edifícios, tudo é possível”, destaca Korff. “Mas custa muito dinheiro e é complicado.”
O impacto das mudanças climáticas
A pesquisa de Korff revela que, somente na Holanda, cerca de 75.000 casas construídas sobre palafitas de madeira correm o risco de sofrer danos, e quase o triplo desse número está ameaçado devido a fundações rasas. E esses problemas podem piorar.
“Com as mudanças climáticas e as transformações nas águas subterrâneas, às vezes observamos mudanças mais rápidas”, diz Korff.
Se o nível do lençol freático baixar, as estacas de madeira ficam expostas ao ar, o que pode acelerar os danos. Alterações no lençol freático também podem afetar as camadas do solo, criando um efeito dominó em casas com diferentes tipos de fundações.
No entanto, ele acrescentou que é um processo lento . Quanto à Torre de Pisa, sua inclinação foi reduzida em mais de 40 centímetros após 11 anos de obras, concluídas em 2001.
Os engenheiros acreditam que seu futuro está garantido por pelo menos os próximos 200 anos.
O grupo de mineração Anglo American anunciou nesta segunda-feira que concordou em vender suas minas de carvão australianas para a siderurgia ao grupo britânico Dhilmar por até US$ 3,88 bilhões, após o fracasso de uma negociação anterior.
A empresa, que está passando por uma fusão bilionária com a canadense Teck Resources, planeja usar os recursos da venda para reduzir sua dívida. O grupo americano Peabody Energy desistiu de um acordo de US$ 3,8 bilhões no ano passado para comprar a unidade de carvão metalúrgico da Anglo American.
O tremor atingiu a cidade de Liuzhou, em Guangxi, informou a agência de notícias oficial Xinhua, acrescentando que uma pessoa ainda está desaparecida. A emissora estatal CCTV identificou as vítimas fatais como um casal, um homem de 63 anos e uma mulher de 53 anos, e informou que as operações de busca e resgate continuavam para encontrar a pessoa desaparecida.
As autoridades evacuaram mais de 7 mil pessoas da área, acrescentou a emissora. Vídeos transmitidos pela CCTV mostraram pessoas fugindo de prédios altos e montes de escombros ao lado de casas destruídas.
Terremotos são relativamente frequentes na China. Em janeiro do ano passado, um terremoto devastador na remota região do Tibete matou pelo menos 126 pessoas e danificou milhares de edifícios.
Ao chegar ao campo no norte do México onde procura pelos restos mortais do filho, Cecilia Flores, de 53 anos, beija uma grande faixa com o rosto dele estampado. Em letras grandes, lê-se: “Sua mãe está lutando porque te ama”. Em uma manhã de abril sob sol intenso, ela liderava uma equipe formada por outras mães, além de arqueólogos e criminologistas, em busca de vestígios de pessoas desaparecidas. Uma escavadeira abria valas de cerca de 1,2 metro de profundidade e até 55 metros de extensão. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Enquanto eventos como furacões, grandes secas e calor extremo dominam as manchetes, um efeito silencioso da crise climática avança pelo mundo, de forma desigual. Além dos impactos mais conhecidos do aquecimento global, o aumento do dióxido de carbono (CO2) na atmosfera também tem reduzido significativamente a qualidade nutricional de alimentos básicos, um cenário que afeta com mais força populações vulneráveis e contribui para o avanço da chamada “fome oculta” — quando não se consomem nutrientes suficientes para se manter saudável. Estima-se que mais de 2 bilhões de pessoas (ou uma em cada três) já sofram desse problema, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O aumento “impactante” de execuções no Irã, que aplicou a pena de morte a mais de 2.150 pessoas, elevou o número de execuções globais em 2025 a um recorde desde 1981, de acordo com o relatório anual da Anistia Internacional, publicado nesta segunda-feira. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar aniquilar o Irã neste domingo, dois meses e meio após o início da ofensiva contra Teerã, enquanto um drone caiu perto de uma instalação nuclear nos Emirados Árabes Unidos. Depois de mais de um mês de trégua, a perspectiva de uma solução para o conflito, que começou em 28 de fevereiro, continua distante.
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“Para o Irã, o tempo está acabando, e é melhor eles se mexerem, rápido, ou não restará nada deles”, advertiu Trump em sua plataforma Truth Social.
Enviados dos dois países não conversam diretamente desde uma reunião no Paquistão em meados de abril. Antes mesmo da mensagem de Trump, Teerã já havia lançado um alerta a Washington.
“O presidente dos Estados Unidos deveria saber que, se […] o Irã for agredido novamente, os recursos e o Exército de seu país serão confrontados com cenários inéditos, ofensivos, surpreendentes e perturbadores”, declarou o porta-voz das Forças Armadas, Abolfazl Shekarchi.
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O vice-presidente do Parlamento, Hamidreza Hajibabaei, por sua vez, declarou que, se as instalações petrolíferas iranianas forem atacadas, o Irã atingirá instalações petrolíferas na região.
A guerra provocou um bloqueio do estratégico Estreito de Ormuz, por onde passavam cerca de 20% das exportações mundiais de hidrocarbonetos, e arrastou os vizinhos Israel e Líbano para um mortal conflito paralelo.
Teerã, principal apoio do grupo libanês Hezbollah, exige um cessar-fogo duradouro no Líbano para assinar a paz com Trump. Um oficial militar israelense afirmou neste domingo que o Hezbollah lançou cerca de 200 projéteis contra Israel e suas tropas durante o fim de semana, apesar de Israel e Líbano terem concordado em prorrogar o cessar-fogo. O Ministério da Saúde libanês, por sua vez, informou que novos ataques israelenses no sul do país deixaram cinco mortos, entre eles duas crianças.
Tensão: Inteligência dos EUA avalia como ‘preocupante’ suposta ameaça de drones a partir de Cuba, diz site; Havana nega acusações
Além disso, um ataque com míssil israelense que atingiu um apartamento no leste do Líbano matou um comandante da Jihad Islâmica e sua filha de 17 anos, informou neste domingo a agência estatal de notícias libanesa. Os ataques israelenses desde o início da guerra causaram a morte de mais de 2.900 pessoas no Líbano, incluindo 400 desde o início da trégua em 17 de abril, segundo as autoridades libanesas.
‘Sem concessões tangíveis’
Washington e Teerã concordaram com um cessar-fogo em 8 de abril, mas as negociações de paz estagnaram e os ataques esporádicos continuaram. Neste domingo, veículos de imprensa iranianos afirmaram que os Estados Unidos não cederam nada em concreto em sua última resposta à agenda proposta pelo Irã para as negociações destinadas a pôr fim à guerra.
A agência de notícias Fars destacou que Washington havia apresentado uma lista de cinco pontos que incluía a exigência de que o Irã mantivesse em funcionamento apenas uma instalação nuclear e transferisse sua reserva de urânio altamente enriquecido para os Estados Unidos.
Washington também se recusou a liberar “nem mesmo 25%” dos bens iranianos congelados no exterior ou a pagar indenizações pelos danos infligidos ao Irã durante a guerra, segundo a Fars.
“Os Estados Unidos, sem fazer concessões tangíveis, pretendem obter concessões que não conseguiram durante a guerra, o que levará a um impasse nas negociações”, afirmou a agência de notícias Mehr afirmou.
Neste domingo, um ataque com drone provocou um incêndio perto de uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos, sem que fossem registradas vítimas ou aumento nos níveis de radiação. O Ministério da Defesa dos Emirados informou que outros dois drones foram interceptados. Um assessor do presidente denunciou um “ataque terrorista”. Grupos armados no Iraque apoiados pelo Irã possuem drones de combate, assim como os rebeldes huthis do Iêmen, aliados de Teerã.
A Arábia Saudita também anunciou na noite deste domingo que havia interceptado três drones provenientes do Iraque.
O Paquistão tem mediado as conversações de paz entre o Irã e os Estados Unidos, e seu ministro do Interior, Mohsin Naqvi, reuniu-se neste domingo em Teerã com o principal negociador iraniano e presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.
Em uma publicação nas redes sociais após as conversações, Ghalibaf afirmou que a guerra dos Estados Unidos e de Israel com o Irã desestabilizou todo o Oriente Médio.
Dois jatos militares dos Estados Unidos colidiram no ar neste domingo (17), durante uma apresentação aérea no estado de Idaho. Apesar da gravidade do acidente, os quatro tripulantes das aeronaves conseguiram se ejetar com segurança, segundo informações divulgadas pela Marinha americana. Segundo a Fox News, cada uma das aeronaves custa cerca de 67 milhões de dólares, ou R$ 339 milhões.
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As imagens que circulam na web mostram uma aeronave se chocando à outra e permanecendo presa a ela. Poucos segundo depois, é possível ver os quatro paraquedas no ar, depois de os agentes se ejetarem. Na sequência, os caças caem no chão e explodem.
A colisão aconteceu durante o Gunfighter Skies Air Show, realizado nas proximidades da base aérea de Mountain Home. As aeronaves envolvidas eram dois caças E/A-18G Growler, utilizados em operações de guerra eletrônica pela Marinha dos Estados Unidos.
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De acordo com a comandante Amelia Umayam, porta-voz das Forças Navais do Pacífico dos EUA, os aviões se chocaram enquanto realizavam uma demonstração aérea por volta das 12h10, no horário local. Ela informou que todos os integrantes da tripulação conseguiram abandonar as aeronaves antes da queda.
— O incidente está sob investigação. Mais informações serão divulgadas assim que estiverem disponíveis — afirmou a porta-voz à agência de notícias Reuters.
Após a colisão, a base aérea foi isolada e equipes de emergência foram enviadas ao local do acidente. O Departamento de Polícia de Mountain Home emitiu um comunicado informando o cancelamento do show aéreo e alertando para que as pessoas não viajassem para a região. O caso será investigado pelas autoridades locais.
Os aviões pertenciam ao Esquadrão de Ataque Eletrônico 129, sediado em Whidbey Island, no estado de Washington. O grupo fazia parte das atrações programadas para o show aéreo, que voltava a ser realizado após oito anos de interrupção.

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