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Militares hondurenhos descobriram uma bomba de fragmentação, fabricada na antiga União Soviética, escondida na vegetação rasteira de uma área onde grupos armados nicaraguenses atuavam na década de 1980, informou o Exército nesta sexta-feira. Esses dispositivos são proibidos por um tratado internacional devido à sua letalidade, pois contêm centenas de pequenos projéteis que podem se dispersar por áreas equivalentes a vários campos de futebol.
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“Se tivesse explodido na área, teria causado danos severos”, disse o Capitão Mario Rivera em um vídeo. Ele explicou que a bomba foi detonada em uma explosão controlada em uma área arborizada perto da cidade de San Andrés del Bocay (Olancho), a cerca de 260 km de Tegucigalpa.
A ogiva, pesando 113 kg e descoberta durante uma patrulha para proteger recursos ambientais, estima-se que esteja lá desde a década de 1980, acrescentou o oficial. Contudo, o Exército não explicou como o explosivo chegou ao local, nem o vinculou a qualquer grupo específico.
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Embora não houvesse conflito armado em Honduras, suas áreas fronteiriças com a Nicarágua serviram de refúgio e centro de operações para os “Contras”, grupos armados nicaraguenses de direita que lutaram contra o governo sandinista com financiamento dos EUA.
Além de sua letalidade quando lançadas de aeronaves ou em terra, as bombas de fragmentação representam uma ameaça porque as submunições que não explodem no impacto permanecem ativas por anos como minas antipessoais.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que está considerando uma “tomada de controle amigável” de Cuba, enquanto Washington pressiona a ilha comunista.
— O governo cubano está conversando conosco e eles têm problemas muito sérios, como vocês sabem. Eles não têm dinheiro, não têm nada agora, mas estão conversando conosco e talvez vejamos uma tomada de poder amigável em Cuba — disse o presidente dos EUA a repórteres ao sair da Casa Branca para uma viagem ao Texas.
Em atualização.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que talvez “tenha que atacar” o Irã, um dia após o fim das negociações com o país persa. Na quinta-feira, os dois países encerraram a última rodada das conversas que vinham sendo tratadas como decisivas para determinar um ataque americano ou não ao Irã — às vésperas do fim do prazo de “10 a 15 dias” dado por Trump para assinatura de um novo acordo nuclear.
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Em conversa com jornalistas, Trump disse que está frustrado com a posição do Irã nas negociações, mas afirmou que ainda não havia decidido se atacaria o território iraniano. Ao ser questionado sobre o uso da força militar no país persa, o presidente respondeu:
— Não quero, mas às vezes é necessário.
Questionado se um ataque desencadearia uma guerra total no Oriente Médio, o presidente americano afirmou achar que “sempre se pode dizer que há um risco. Sabe, quando há guerra, há risco em tudo, tanto bom quanto ruim”.
Horas antes, o Departamento de Estado dos EUA recomendou que os funcionários não essenciais da Embaixada do país em Jerusalém deixem Israel “devido a riscos de segurança”, apontando que os americanos e seus familiares deveriam considerar sair do Estado judeu “enquanto voos comerciais estão disponíveis”.
O anúncio de Washington provocou uma reação em cadeia entre países ocidentais e potências estrangeiras, que também aconselharam a saída de seus cidadãos de países da região, alertando para as preocupações relativas à segurança. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, que afirmou ter havido “progressos” nas conversas diplomáticas de quinta-feira, pediu nesta sexta que a Casa Branca abandone “exigências excessivas” para alcançar o acordo.
Apesar das reiteradas ameaças feitas por ele, Trump afirma que prioriza a diplomacia, mas na última terça-feira, durante seu discurso sobre o Estado da União ao Congresso americano, acusou Teerã de ter “ambições nucleares”. Segundo o republicano, o Irã desenvolveu “mísseis que podem ameaçar a Europa e nossas bases” militares e quer produzir outros ainda mais poderosos, capazes de “alcançar em breve os EUA”.
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Em uma maratona diplomática que teve uma etapa crucial concluída na quinta-feira em Omã, EUA e Irã ainda não apresentaram o esboço de um acordo, como quer o presidente americano, centrado em controles do programa nuclear iraniano. Não foram divulgados detalhes sobre o que foi acertado, mas uma reunião de equipes técnicas está prevista para a semana que vem, em Viena, e o tom dos que estavam à mesa foi de otimismo.
Mesmo assim, a Casa Branca não descarta um ataque, mais amplo do que o de junho do ano passado, para forçar o regime a concordar com seus termos, ou até derrubá-lo. Trump disse que “venceria facilmente” uma guerra, mas lideranças do Pentágono alertam para os riscos de um conflito prolongado, que é rejeitado pela maioria dos americanos. Imagens de satélite comprovam que os iranianos aprenderam com os bombardeios americanos recentes, e que destruir seus alvos estratégicos não será simples como prevê o republicano.
*Em atualização
O Aeroporto Internacional de Tampa, nos Estados Unidos, foi forçado a voltar atrás após anunciar nas redes sociais, nesta quinta-feira, sua intenção de proibir o uso de pijamas em suas instalações. Uma mensagem publicada nesta quinta-feira na conta oficial do aeroporto no X, no estado da Flórida, afirmava que “após a bem-sucedida proibição dos Crocs” no aeroporto, era hora de proibir os pijamas.
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“Sabemos que essa decisão pode desagradar algumas pessoas”, mas “ajude-nos a fazer do Aeroporto de Tampa o primeiro aeroporto do mundo livre de Crocs e pijamas”, continuava a mensagem, alcançando quase oito milhões de usuários.
Diante da indignação causada pela declaração, o aeroporto teve que explicar que se tratava de uma piada.
“O Aeroporto Internacional de Tampa compartilha regularmente conteúdo leve e satírico nas redes sociais como parte de seus esforços contínuos para se conectar com seus passageiros”, disse um porta-voz do aeroporto ao USA Today. “A publicação sobre a ‘proibição do pijama’ foi uma brincadeira em relação aos debates atuais sobre moda no transporte público”, acrescentou.
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As roupas de viagem se tornaram um tema recorrente de conversa desde que o Departamento de Transportes lançou a campanha “Era de Ouro das Viagens” no outono passado. Entre as sugestões, o departamento recomenda vestir-se com elegância ao ir ao aeroporto.
“Vamos evitar chegar ao aeroporto de chinelos e pijama”, explicou o secretário Sean Duffy à CNN na ocasião.
Após o anúncio sobre o Aeroporto de Tampa, Duffy postou um GIF da série de TV The Office em sua conta no X, mostrando um personagem dizendo “sim”.
O descarrilamento de um trem que colidiu contra um prédio em Milão nesta sexta-feira (27) matou uma pessoa e feriu outras 20, informou a polícia à AFP.
Não ficou claro por que o veículo saiu dos trilhos perto do centro da cidade do norte da Itália, onde se celebra a Semana de Moda.
Policiais ao lado de corpo em acidente envolvendo trem urbano no centro de Milão, no norte da Itália
PIERO CRUCIATTI / AFP
Um jornalista da AFP observou várias ambulâncias no local.
*Esta matéria está em atualização
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, realizará conversas em Israel na segunda-feira sobre o Irã, anunciou o Departamento de Estado, enquanto os EUA reforçam suas forças no Oriente Médio para um possível ataque à República Islâmica. Rubio viajará para Israel justamente quando os Estados Unidos ordenam que seu pessoal não essencial deixe o país, aumentando as suspeitas de que o presidente Donald Trump planeja prosseguir com os ataques que ameaçou lançar.
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Rubio realizará conversas na segunda-feira e retornará na terça-feira, informou o Departamento de Estado. Ele “discutirá uma série de prioridades regionais, incluindo o Irã, o Líbano e os esforços em andamento para implementar o Plano de Paz de 20 Pontos do presidente Trump para Gaza”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, nesta sexta-feira.
Rubio não planeja levar jornalistas em seu avião, uma exceção ao procedimento que tem sido habitual para secretários de Estado há décadas.
A viagem ocorrerá após os Estados Unidos e o Irã realizarem uma nova rodada de negociações em Genebra na quinta-feira, em meio às crescentes preocupações americanas com o controverso programa nuclear iraniano.
O mediador Omã relatou progressos, mas os Estados Unidos pouco se pronunciaram sobre as negociações, e o Irã pediu a Washington que abandonasse suas “exigências excessivas” para que se chegasse a um acordo.
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Ao longo da semana, fontes americanas afirmaram que o encontro na Suíça teria um papel central na decisão de Trump sobre um ataque ou não ao território iraniano — algo que o republicano disse estar analisando, e que inicialmente teria um escopo limitado. O enviado especial Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner, fariam uma avaliação sobre as reais intenções do Irã em abrir mão de ameaças nucleares — o que definiria o próximo passo dos EUA.
A medida anunciada pela Embaixada americana em Jerusalém mostra que mesmo os sinais na mesa de negociação diplomática não dissipam o temor de um confronto militar na região — sobretudo após Trump enviar o maior poder de fogo ao Oriente Médio desde o início da guerra do Iraque. Teerã e seus principais aliados já demonstraram que consideram respostas em um possível caso de agressão.
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O Kataeb Hezbollah, uma poderosa milícia iraquiana aliada ao Irã no chamado “Eixo da Resistência”, alertou Washington sobre o risco de “imensas perdas” caso iniciem uma guerra na região. O grupo também instruiu seus combatentes a se prepararem para um cenário de longa guerra no Irã, em caso de ataque americano. Em declarações à agência francesa AFP, o comandante da milícia disse que seu grupo “provavelmente” interviria em caso de ataques.
Em Israel, o clima nacional oscila entre ansiedade, resignação e expectativa. Hospitais têm realizado simulações de situações de emergência, enquanto vizinhos compartilham entre si a localização de abrigos antibombas em grupos de WhatsApp. Na guerra de 12 dias no ano passado, que envolveu Irã, EUA e Israel, 38 pessoas morreram no Estado judeu em bombardeios iranianos que conseguiram romper as defesas aéreas do país — o que é motivo de preocupação.
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Uma pesquisa realizada pelo Instituto da Democracia Israelense mostra que a opinião pública do país está dividida. Cerca de metade dos entrevistados disse que apoiaria a entrada em uma guerra com o Irã somente se Israel fosse atacado primeiro — em um sinal de que o apoio imediato aos americanos está longe de ser uma unanimidade.
Trump ainda não deixou claro qual seu objetivo final no Irã, e nem o que pretende alcançar com um eventual ataque — que já foi alvo de ressalvas por parte de militares graduados americanos. Em meio ao processo, os EUA apontaram, para além da questão nuclear, o programa de mísseis balísticos do Irã e o patrocínio de grupos considerados terroristas por Washington. Em um discurso para o Congresso dos EUA, na terça-feira, Trump disse que o Irã já “desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa” e está trabalhando “para construir mísseis que em breve atingirão os EUA”. Afirmou também que ainda não ouviu da parte iraniana o compromisso de que nunca desenvolveriam armas nucleares.
O Irã tem declarado repetidamente que seu programa de mísseis faz parte de seu sistema de defesa e descartou o abandono total do enriquecimento de urânio, enfatizando que seu programa nuclear tem fins exclusivamente pacíficos. Ali Shamkhani, um importante assessor do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, sugeriu que Teerã poderia chegar a um acordo imediato com Washington se o foco fosse exclusivamente um compromisso sobre o desenvolvimento de armas atômicas.
Com New York Times.
O ministro das Relações Exteriores da França afirmou nesta sexta-feira que, se um drone avistado esta semana perto de um porta-aviões francês em visita à Suécia for de fato russo – uma alegação que Moscou classificou como “absurda” –, isso seria uma “provocação ridícula”. A Suécia afirmou que um de seus navios de guerra avistou e bloqueou o drone a 13 km do porta-aviões francês Charles de Gaulle.
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Na quinta-feira, o ministro da Defesa da Suécia, Pal Jonson, disse à emissora SVT que o drone “provavelmente” era de origem russa, observando que “havia um navio militar russo nas imediações naquele momento”.
“Se de fato […] houver uma possível origem russa para este incidente, a única conclusão a que chego é que se trata de uma provocação ridícula”, disse o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot, a jornalistas a bordo do porta-aviões.
Barrot enfatizou que o drone jamais poderia ter representado uma ameaça real à embarcação.
“O drone foi neutralizado longe do porta-aviões Charles de Gaulle e, de forma alguma, a segurança do porta-aviões e de seu grupo foi ameaçada por isso.”
O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, reiterou na sexta-feira que acreditam que o drone seja russo.
“É provável que seja um drone russo. Estamos investigando com mais detalhes, mas há muitos indícios que sugerem que seja esse o caso”, disse Kristersson a repórteres durante uma visita ao porta-aviões. Ele acrescentou que não acreditava ser coincidência o fato de o incidente ter ocorrido durante a visita do porta-aviões. “É um modo de agir russo que reconhecemos em outros lugares”, disse ele.
Segundo as autoridades suecas, a marinha bloqueou o drone usando sinais eletrônicos para tentar interromper a comunicação entre a aeronave e seu operador, ou interferir em seus instrumentos de navegação.
As Forças Armadas Suecas afirmaram nesta quinta-feira que “nenhum outro avistamento de drones” foi registrado e que estão investigando o incidente. O navio-almirante da Marinha Francesa e sua escolta fizeram uma escala no porto sueco de Malmö nesta quarta-feira, pela primeira vez, antes de se juntarem a exercícios da Otan.
O Mar Báltico, nas proximidades, é palco de rivalidade entre a Rússia e os países da aliança da Otan. Os países mais orientais da Otan relataram inúmeros avistamentos de drones nos últimos meses, e alguns apontam o dedo para a Rússia.
Considerado o maior navio de guerra do mundo, o USS Gerald R. Ford chegou nesta sexta-feira em Israel, em meio a tensões dos EUA com o Irã. O super-porta-aviões — descrito pela Marinha americana como “a plataforma de combate mais capaz, adaptável e letal do mundo” —, que foi enviado ao Mediterrâneo esta semana em um reforço militar para pressionar Teerrã, deixou uma base naval em Creta, Grécia, na quinta-feira. A partida ocorreu no mesmo dia em que uma nova rodada de negociações indiretas entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano, mediadas por Omã, teve início em Genebra, e que vem sendo tratada como decisiva pelo presidente americano, Donald Trump, para determinar ou não um ataque à nação persa. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A Nasa informou na sexta-feira que vai revisar seu programa lunar Artemis, que sofreu vários atrasos nos últimos anos, para garantir que os americanos possam retornar à superfície da Lua até 2028.
A Nasa vai acrescentar missões entre o Artemis 2, previsto para esta primavera no hemisfério norte, e a caminhada final na Lua. Segundo o administrador da agência, Jared Isaacman, a revisão estratégica permitirá melhorar o “treinamento operacional” (“muscle memory”) dos lançamentos.
A mudança nos planos ocorre em um momento em que o Artemis 2 — que deverá realizar o primeiro sobrevoo da Lua em mais de meio século — vem enfrentando atrasos e dificuldades técnicas.
A modelo gaúcha Glaucia Fekete afirma ter sido alvo, em 2004, de uma tentativa de aliciamento ligada ao empresário americano Jeffrey Epstein. À época com 16 anos, ela recebeu o convite para participar de um concurso de beleza no Equador, criado pelo agente francês Jean-Luc Brunel, apontado como “recrutador” de jovens para a rede de tráfico sexual comandada por Epstein.
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Segundo relato da modelo à BBC, Brunel foi até a casa da família, no interior do Rio Grande do Sul, para apresentar a proposta. O prêmio prometido à vencedora era de US$ 300 mil (cerca de R$ 1,5 milhão na cotação atual). Glaucia participou do concurso, realizado em Guayaquil, mas não seguiu viagem para Nova York após o evento por decisão da mãe.
— Voltei braba com a minha mãe, porque ela não me deixou ir para Nova York. Realmente foi um livramento — disse a modelo à BBC.
Hoje, aos 38 anos, ela afirma que, à época, não tinha dimensão do contexto em que estava inserida e avalia que “estava no meio desse furacão todo”.
Gláucia e a mãe Bárbara Fekete, que impediu a ida da modelo para Nova York
Arquivo Pessoal / Reprodução BBC
Cerca de 50 adolescentes e jovens de diferentes países participaram do desfile em Guayaquil. O jornal equatoriano El Universo publicou imagens do evento e informou que as concorrentes tinham entre 15 e 19 anos. O título ficou com a brasileira Aline Weber, então com 15 anos e atualmente com carreira internacional na moda.
Documentos tornados públicos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos indicam que Epstein esteve em Guayaquil no dia da final da competição da qual Glaucia participou.
De acordo com os arquivos da investigação, Brunel utilizava suas agências — inicialmente a Karin Models e, depois, a MC2 — para recrutar jovens em diferentes países, inclusive adolescentes. A MC2 teria recebido aporte financeiro de Epstein. O modelo de atuação incluía a obtenção de vistos de trabalho por meio das agências, custeados pelo bilionário, e permitia que meninas e jovens mulheres viajassem aos Estados Unidos.
A modelo Glaucia Fekete foi ao evento organizado por ‘recrutador’ de Epstein, no Equador
Arquivo Pessoal / Reprodução BBC
À época do concurso no Equador, não havia acusações formais contra Epstein. Ele passou a ser investigado em 2005 e, em 2008, admitiu culpa por solicitar prostituição envolvendo uma menor de idade.
O agente francês Jean-Luc Brunel foi acusado de estupro, agressão sexual e assédio. Preso em dezembro de 2020, morreu em 2022, em uma cela em Paris, antes de responder às acusações na Justiça.
‘Acesso a garotas’
Os documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos também apontam que Epstein demonstrou interesse específico no Brasil. Segundo os registros, ele teria avaliado a compra de agências de modelos brasileiras para “ter acesso a garotas”.
As trocas de e-mails reunidas na investigação indicam ainda que o empresário cogitou adquirir revistas e promover concursos de beleza com a mesma finalidade. As mensagens mencionam possíveis vítimas brasileiras, entre elas uma jovem de uma família de baixa renda do Rio Grande do Norte e outra identificada como Juliana, então com 21 anos.
A brasileira mais conhecida entre as vítimas é Marina Lacerda, hoje com 37 anos. Ela afirma ter sido traficada e abusada por Epstein em 2002, quando vivia em Nova York. Em 2025, tornou pública sua história ao lado de outras mulheres que acusam o empresário. Segundo Lacerda, cerca de 50 brasileiras teriam sido vítimas de Epstein, a maioria imigrantes nos Estados Unidos.

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