A guerra entre EUA, Israel e Irã, iniciada no sábado com o ataque conjunto americano-israelense contra o território da nação persa, cresceu em extensão na madrugada desta segunda-feira, com a troca de ataques entre as Forças Armadas israelenses e o movimento libanês Hezbollah, aliado de Teerã por meio do “Eixo da Resistência”. Explosões foram ouvidas nos arredores de Beirute, com autoridades do governo oficial indicando que três pessoas morreram na cidade de Tiro, no sul do país. O chefe do Estado-Maior de Israel alertou os cidadãos a se prepararem para um conflito prolongado enquanto os militares bombardeiam simultaneamente o Líbano e o Irã, em um momento em que há dúvida sobre o espaço para negociação, com o presidente americano, Donald Trump, sinalizado que um diálogo havia sido proposto pela parte iraniana — o que foi negado por autoridades do país nesta segunda.
Ataque ao Irã: Vídeo mostra o momento em que piloto se ejeta e é resgatado no Kuwait
Veja o vídeo: Aviões militares dos EUA caem no Kuwait em terceiro dia de conflito com o Irã
A escalada aumentou os temores de que a guerra no Oriente Médio — que já atinge quase todos os países da região, após a retaliação maciça do Irã contra bases militares americanas em países árabes e de maioria islâmica na região — se aprofunde ainda mais. O conflito dura três dias, sem perspectivas de um fim. EUA e Israel realizaram milhares de ataques aéreos no Irã, incluindo na capital Teerã, enquanto o Irã lançou drones e mísseis contra Israel e aliados dos EUA no Golfo Pérsico.
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O Hezbollah lançou foguetes contra território israelense durante a madrugada, alegando ser uma retaliação pela morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. Israel disse ter respondido atacando alvos ao sul de Beirute ligados ao Hezbollah. A mídia estatal libanesa noticiou que pelo menos 31 pessoas morreram.
No domingo, os militares dos EUA anunciaram a morte de três soldados americanos em uma base no Kuwait, enquanto outras nove pessoas morreram em um ataque no centro de Israel. A mídia estatal iraniana informou que pelo menos 115 pessoas, muitas delas crianças, foram mortas em uma escola primária feminina perto de uma base naval no sul do Irã. Pelo menos 31 pessoas morreram no Líbano em ataques aéreos israelenses, disseram as autoridades na manhã de segunda-feira, segundo a mídia estatal.
Incerteza sobre desescalada
O presidente americano, Donald Trump, apresentou a guerra como um esforço para dizimar grande parte das capacidades militares do Irã e abrir caminho para a derrubada do regime autoritário da República Islâmica, que já dura décadas. Em entrevista ao The New York Times, Trump afirmou que os Estados Unidos pretendem manter o ataque ao Irã por “quatro ou cinco semanas”. Críticos afirmam que o governo Trump não tem um objetivo final claro e que as baixas já começam a aumentar.
Trump disse que os novos líderes do Irã comunicaram que desejavam dialogar com ele e que ele estava disposto a fazê-lo. Mas, na manhã de segunda-feira, Ali Larijani, principal autoridade de segurança nacional do Irã, afirmou nas redes sociais que a República Islâmica não negociaria com os Estados Unidos, acrescentando que o “pensamento ilusório” de Trump arrastou a região para uma guerra desnecessária que só beneficiou Israel.
O Exército israelense afirmou no domingo que atacou lançadores de mísseis iranianos, sistemas de defesa aérea, além de quartéis-generais e centros de comando do governo. As forças americanas atacaram instalações de mísseis balísticos “fortificadas” do Irã, destruíram o quartel-general da Guarda Revolucionária Islâmica e afundaram pelo menos um navio de guerra, segundo o exército.
(Com NYT)
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A escalada aumentou os temores de que a guerra no Oriente Médio — que já atinge quase todos os países da região, após a retaliação maciça do Irã contra bases militares americanas em países árabes e de maioria islâmica na região — se aprofunde ainda mais. O conflito dura três dias, sem perspectivas de um fim. EUA e Israel realizaram milhares de ataques aéreos no Irã, incluindo na capital Teerã, enquanto o Irã lançou drones e mísseis contra Israel e aliados dos EUA no Golfo Pérsico.
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O Hezbollah lançou foguetes contra território israelense durante a madrugada, alegando ser uma retaliação pela morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. Israel disse ter respondido atacando alvos ao sul de Beirute ligados ao Hezbollah. A mídia estatal libanesa noticiou que pelo menos 31 pessoas morreram.
No domingo, os militares dos EUA anunciaram a morte de três soldados americanos em uma base no Kuwait, enquanto outras nove pessoas morreram em um ataque no centro de Israel. A mídia estatal iraniana informou que pelo menos 115 pessoas, muitas delas crianças, foram mortas em uma escola primária feminina perto de uma base naval no sul do Irã. Pelo menos 31 pessoas morreram no Líbano em ataques aéreos israelenses, disseram as autoridades na manhã de segunda-feira, segundo a mídia estatal.
Incerteza sobre desescalada
O presidente americano, Donald Trump, apresentou a guerra como um esforço para dizimar grande parte das capacidades militares do Irã e abrir caminho para a derrubada do regime autoritário da República Islâmica, que já dura décadas. Em entrevista ao The New York Times, Trump afirmou que os Estados Unidos pretendem manter o ataque ao Irã por “quatro ou cinco semanas”. Críticos afirmam que o governo Trump não tem um objetivo final claro e que as baixas já começam a aumentar.
Trump disse que os novos líderes do Irã comunicaram que desejavam dialogar com ele e que ele estava disposto a fazê-lo. Mas, na manhã de segunda-feira, Ali Larijani, principal autoridade de segurança nacional do Irã, afirmou nas redes sociais que a República Islâmica não negociaria com os Estados Unidos, acrescentando que o “pensamento ilusório” de Trump arrastou a região para uma guerra desnecessária que só beneficiou Israel.
O Exército israelense afirmou no domingo que atacou lançadores de mísseis iranianos, sistemas de defesa aérea, além de quartéis-generais e centros de comando do governo. As forças americanas atacaram instalações de mísseis balísticos “fortificadas” do Irã, destruíram o quartel-general da Guarda Revolucionária Islâmica e afundaram pelo menos um navio de guerra, segundo o exército.
(Com NYT)









