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A guerra entre EUA, Israel e Irã, iniciada no sábado com o ataque conjunto americano-israelense contra o território da nação persa, cresceu em extensão na madrugada desta segunda-feira, com a troca de ataques entre as Forças Armadas israelenses e o movimento libanês Hezbollah, aliado de Teerã por meio do “Eixo da Resistência”. Explosões foram ouvidas nos arredores de Beirute, com autoridades do governo oficial indicando que três pessoas morreram na cidade de Tiro, no sul do país. O chefe do Estado-Maior de Israel alertou os cidadãos a se prepararem para um conflito prolongado enquanto os militares bombardeiam simultaneamente o Líbano e o Irã, em um momento em que há dúvida sobre o espaço para negociação, com o presidente americano, Donald Trump, sinalizado que um diálogo havia sido proposto pela parte iraniana — o que foi negado por autoridades do país nesta segunda.
Ataque ao Irã: Vídeo mostra o momento em que piloto se ejeta e é resgatado no Kuwait
Veja o vídeo: Aviões militares dos EUA caem no Kuwait em terceiro dia de conflito com o Irã
A escalada aumentou os temores de que a guerra no Oriente Médio — que já atinge quase todos os países da região, após a retaliação maciça do Irã contra bases militares americanas em países árabes e de maioria islâmica na região — se aprofunde ainda mais. O conflito dura três dias, sem perspectivas de um fim. EUA e Israel realizaram milhares de ataques aéreos no Irã, incluindo na capital Teerã, enquanto o Irã lançou drones e mísseis contra Israel e aliados dos EUA no Golfo Pérsico.
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O Hezbollah lançou foguetes contra território israelense durante a madrugada, alegando ser uma retaliação pela morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. Israel disse ter respondido atacando alvos ao sul de Beirute ligados ao Hezbollah. A mídia estatal libanesa noticiou que pelo menos 31 pessoas morreram.
No domingo, os militares dos EUA anunciaram a morte de três soldados americanos em uma base no Kuwait, enquanto outras nove pessoas morreram em um ataque no centro de Israel. A mídia estatal iraniana informou que pelo menos 115 pessoas, muitas delas crianças, foram mortas em uma escola primária feminina perto de uma base naval no sul do Irã. Pelo menos 31 pessoas morreram no Líbano em ataques aéreos israelenses, disseram as autoridades na manhã de segunda-feira, segundo a mídia estatal.
Incerteza sobre desescalada
O presidente americano, Donald Trump, apresentou a guerra como um esforço para dizimar grande parte das capacidades militares do Irã e abrir caminho para a derrubada do regime autoritário da República Islâmica, que já dura décadas. Em entrevista ao The New York Times, Trump afirmou que os Estados Unidos pretendem manter o ataque ao Irã por “quatro ou cinco semanas”. Críticos afirmam que o governo Trump não tem um objetivo final claro e que as baixas já começam a aumentar.
Trump disse que os novos líderes do Irã comunicaram que desejavam dialogar com ele e que ele estava disposto a fazê-lo. Mas, na manhã de segunda-feira, Ali Larijani, principal autoridade de segurança nacional do Irã, afirmou nas redes sociais que a República Islâmica não negociaria com os Estados Unidos, acrescentando que o “pensamento ilusório” de Trump arrastou a região para uma guerra desnecessária que só beneficiou Israel.
O Exército israelense afirmou no domingo que atacou lançadores de mísseis iranianos, sistemas de defesa aérea, além de quartéis-generais e centros de comando do governo. As forças americanas atacaram instalações de mísseis balísticos “fortificadas” do Irã, destruíram o quartel-general da Guarda Revolucionária Islâmica e afundaram pelo menos um navio de guerra, segundo o exército.
(Com NYT)
Vários aviões militares dos Estados Unidos caíram na manhã desta segunda-feira no Kuwait, informou o Ministério da Defesa do país do Golfo. O episódio ocorre no terceiro dia de confronto direto entre forças americanas e o Irã. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram que um dos pilotos que ejetou das aeronaves teria pousado com vida no solo.
Aviões militares dos EUA caem no Kuwait em terceiro dia de conflito com o Irã; vídeo
Em comunicado, um porta-voz confirmou que todos os membros da tripulação sobreviveram.
“Vários aviões militares dos Estados Unidos caíram esta manhã. Confirmamos que todos os membros da tripulação sobreviveram” afirmou.
Segundo as autoridades, operações de busca e resgate foram iniciadas imediatamente. Os tripulantes foram evacuados e encaminhados a um hospital para exames e tratamento. O estado de saúde é considerado estável.
Veja o momento:
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Imagens que circulam nas redes sociais, posteriormente geolocalizadas pela CNN, mostram o momento em que um caça em chamas despenca do céu, girando antes de atingir o solo em território kuwaitiano. Outro vídeo sugere que ao menos um piloto conseguiu se ejetar e pousou vivo, sendo localizado por equipes de resgate.
De acordo com a análise da emissora americana, a aeronave envolvida seria compatível com um modelo F-15E ou F/A-18. O Kuwait também opera caças F/A-18 em sua frota.
O local da queda estaria a menos de 10 quilômetros da Ali Al Salem Air Base, importante instalação utilizada pelas forças americanas na região.
O Palácio de Golestão, em Teerã, incluído na lista de Patrimônio Mundial da Humanidade da Unesco, foi atingido por bombardeios dos Estados Unidos e de Israel, afirmaram nesta segunda-feira meios de comunicação iranianos.
“Após o ataque conjunto israelense-americano (…) no sul de Teerã na noite de domingo, o Palácio de Golestão (…) ficou parcialmente danificado”, indicou a agência de notícias Isna.
Palácio de Golestão, patrimônio da Unesco, foi atingido por bombardeios em Teerã, diz imprensa iraniana
Reprodução/Youtube
Segundo a fonte, as ondas de choque danificaram portas, janelas e espelhos. A agência de notícias Mehr também informou sobre o caso.
O luxuoso palácio é considerado uma obra-prima por misturar o artesanato e a arquitetura persas de eras anteriores com influências ocidentais.
Construído no século XVI, é um dos mais antigos grupos de edifícios de Teerã. Foi renovado no século XVIII, quando a cidade se tornou capital do país. Foi usado para fins administrativos, mas também recreativos e como residência.
Partes do histórico Palácio Golestan, na capital iraniana, foram danificadas após ataques realizados por Estados Unidos e Israel, segundo informou a imprensa local nesta segunda-feira. O complexo, localizado em Teerã e reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO, teria sido atingido indiretamente pela onda de explosões registradas na região.
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De acordo com a agência de notícias ISNA, os danos ocorreram após o ataque conjunto contra a Praça Arag, no sul da cidade, na noite de domingo. A agência afirmou que janelas, portas e espelhos do palácio foram afetados pelas reverberações das explosões.
O complexo é um dos marcos históricos mais importantes do Irã e remonta ao período da dinastia Qajar. Até o momento, autoridades iranianas não detalharam a extensão completa dos danos na estrutura.
Ofensiva amplia destruição no país
O episódio ocorre em meio à intensificação da ofensiva militar iniciada no sábado, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques em larga escala contra alvos iranianos. Segundo o Crescente Vermelho iraniano, ao menos 555 pessoas morreram no país desde o início das operações.
“Após os ataques terroristas sionistas-estadunidenses realizados em várias regiões do nosso país, 131 cidades foram afetadas até o momento e, lamentavelmente, 555 de nossos compatriotas morreram”, declarou a organização em mensagem publicada no Telegram.
Ao longo do domingo, mísseis e bombas atingiram dezenas de cidades iranianas, desde regiões próximas às fronteiras com Armênia e Turquia até áreas no Golfo Pérsico e na divisa com o Paquistão. Um dos alvos, segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), foi o quartel-general da Guarda Revolucionária.
Em comunicado nas redes sociais, o comando militar afirmou que mais de mil alvos foram destruídos, incluindo centros de comando, bases militares e embarcações de guerra. O Centcom também disse que a operação envolveu caças, aeronaves de reconhecimento, drones de ataque, sistemas antimísseis e bombardeiros.
Outro bombardeio israelense atingiu uma base em Teerã usada por unidades responsáveis pela repressão a protestos. Segundo a Força Aérea israelense, aeronaves do país passaram a operar “livremente” sobre os céus da capital iraniana.
Conflito se espalha pela região
A resposta do Irã ampliou o alcance da crise e levou ataques a outros países do Oriente Médio. Instalações associadas aos Estados Unidos foram atingidas no Catar, enquanto mísseis também foram lançados contra posições nos Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Omã, país que vinha atuando como mediador entre Washington e Teerã
O agravamento do conflito provocou impacto imediato na aviação internacional. Com o fechamento de grande parte do espaço aéreo do Golfo Pérsico, aeroportos estratégicos como Dubai, Abu Dhabi e Doha suspenderam voos por tempo indeterminado.
Também houve reflexos no transporte marítimo. Dezenas de petroleiros e navios de carga interromperam suas rotas nas proximidades do Estreito de Ormuz, corredor por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo. Embora o Irã não tenha anunciado oficialmente o bloqueio da passagem, operadores relataram avisos atribuídos à Guarda Revolucionária para que embarcações evitassem a área.
Empresas de navegação, como MSC e Maersk, suspenderam operações na região, enquanto representantes da Opep+ indicaram aumento na produção de petróleo a partir de abril para conter possíveis oscilações no mercado.
Novos ataques e tensão crescente
A escalada também gerou reações diplomáticas. A Arábia Saudita, atingida por mísseis iranianos, convocou o embaixador de Teerã para protestar contra os ataques e alertar sobre riscos à segurança regional. O governo saudita afirmou que tomará todas as medidas necessárias para proteger seu território.
Nos Emirados Árabes Unidos, onde três pessoas morreram, autoridades fecharam a embaixada em Teerã e convocaram o embaixador iraniano. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores do país classificou os ataques como uma escalada grave e uma violação do direito internacional.
Em Israel, o domingo foi marcado por novas mortes após ataques iranianos. Na cidade de Beit Shmesh, nove pessoas morreram quando um míssil atingiu um abrigo em uma sinagoga. Mais de 70 ficaram feridas. Explosões também foram registradas em Tel Aviv e Jerusalém.
O governo israelense colocou a fronteira com o Líbano em alerta máximo e suspendeu voos no aeroporto Ben Gurion. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a campanha militar tem como objetivo “atingir o coração de Teerã” e indicou que a guerra pode se intensificar nos próximos dias.
Segundo ele, Israel convocou 100 mil reservistas para reforçar operações em Gaza, na Cisjordânia e nas fronteiras com Síria e Líbano.
— Estamos envolvidos em uma campanha na qual as Forças de Defesa de Israel estão mobilizando toda a sua força como nunca antes, para garantir nossa existência e nosso futuro — declarou.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram ter eliminado dois integrantes de alto escalão do Ministério da Inteligência do Irã durante o ataque inicial da operação militar denominada “Roaring Lion”. Segundo comunicado oficial, a ofensiva foi guiada por “informações de inteligência precisas”.
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Entre os mortos, de acordo com Israel, estão Sayed Yahya Hamidi, apontado como vice-ministro da Inteligência para assuntos relacionados a Israel, e Jalal Pour Hossein, descrito como chefe da divisão de espionagem do ministério.
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Em nota, as IDF afirmaram que Hamidi teria liderado operações direcionadas contra judeus, interesses ocidentais e opositores do regime iraniano dentro e fora do país. Outros altos funcionários também teriam sido mortos na mesma ofensiva, segundo os militares israelenses.
A Força Aérea Israelense também confirmou ter atingido a sede do Ministério da Inteligência em Teerã, ampliando a dimensão do confronto direto entre os dois países. Israel anunciou ter realizado um ataque contra um “terrorista sênior” do Hezbollah na capital do Líbano. O grupo é aliado estratégico do Irã na região.
Veículos de comunicação libaneses relataram múltiplas explosões em Beirute, especialmente nos subúrbios ao sul da cidade, reduto tradicional do Hezbollah. Até o momento, autoridades libanesas não divulgaram balanço oficial de vítimas.
Centenas de aeronaves israelenses bombardearam simultaneamente alvos no Irã e no Líbano nesta segunda-feira (2), em mais um capítulo da rápida escalada militar no Oriente Médio iniciada no fim de semana. O anúncio foi feito pelo próprio Exército de Israel, que afirmou que a ofensiva ocorre “neste momento” e que o movimento libanês Hezbollah “pagará caro” por ataques realizados durante a madrugada.
Vídeo: Aviões militares dos EUA caem no Kuwait em terceiro dia de conflito com o Irã
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A porta-voz militar israelense, general Effie Defrin, disse em entrevista televisionada que a operação envolve uma mobilização aérea em grande escala.
— Neste momento, centenas de aviões da Força Aérea estão bombardeando simultaneamente o Líbano e o Irã — afirmou.
Segundo ela, o Hezbollah abriu fogo contra Israel durante a noite e tinha plena consciência das consequências. “Nós avisamos, e eles pagarão caro por isso”, acrescentou.
A nova ofensiva ocorre após dois dias de ataques intensos e retaliações que já provocaram centenas de mortes e danos em diversos países da região.
Escalada desde o fim de semana
No Irã, ao menos 555 pessoas morreram desde o início da ofensiva lançada no sábado por Estados Unidos e Israel, segundo informou nesta segunda-feira o Crescente Vermelho iraniano. De acordo com a entidade, os bombardeios atingiram dezenas de municípios em diferentes partes do país.
“Após os ataques terroristas sionistas-estadunidenses realizados em várias regiões do nosso país, 131 cidades foram afetadas até o momento e, lamentavelmente, 555 de nossos compatriotas morreram”, afirmou a organização humanitária em mensagem divulgada no Telegram.
A ofensiva inicial teve como objetivo atingir a cúpula do governo iraniano e pressionar por uma mudança de regime. Desde então, o conflito se espalhou rapidamente pelo Oriente Médio, com mísseis e drones atingindo instalações militares, aeroportos e infraestruturas civis em vários países.
No domingo, ataques e contra-ataques atingiram cidades do norte ao sul do Irã, incluindo áreas próximas às fronteiras com Armênia, Turquia e Paquistão, além da costa do Golfo Pérsico. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), um dos alvos foi o quartel-general da Guarda Revolucionária iraniana.
Em comunicado nas redes sociais, o comando afirmou que mais de mil alvos foram destruídos, incluindo centros de comando, bases militares e embarcações de guerra. O Centcom declarou ainda que a operação envolveu caças, aeronaves de reconhecimento, drones, sistemas antimísseis e bombardeiros.
Também no domingo, um bombardeio israelense destruiu uma base em Teerã usada por unidades responsáveis pela repressão a protestos. De acordo com a Força Aérea israelense, suas aeronaves operavam “livremente” sobre a capital iraniana.
Região em alerta
A resposta iraniana ampliou o alcance do conflito e atingiu países que tentavam se manter fora da disputa. Mísseis foram lançados contra posições associadas aos Estados Unidos no Catar e também contra alvos nos Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Omã, país que vinha atuando como mediador entre Washington e Teerã.
O impacto foi imediato no tráfego aéreo internacional. Com o fechamento do espaço aéreo em boa parte do Golfo Pérsico, aeroportos estratégicos como Dubai, Abu Dhabi e Doha suspenderam voos por tempo indeterminado, afetando conexões em diversos continentes.
No mar, dezenas de petroleiros e navios de carga interromperam suas rotas nas proximidades do Estreito de Ormuz, corredor por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás transportados no mundo. Embora o Irã não tenha anunciado oficialmente o bloqueio da passagem, operadores marítimos relataram alertas atribuídos à Guarda Revolucionária advertindo embarcações a não transitarem pela área. Pelo menos quatro navios foram atingidos.
Empresas de navegação como MSC e Maersk anunciaram a suspensão temporária de operações na região. Representantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) disseram que pretendem elevar a produção a partir de abril para conter uma possível disparada no preço do barril.
Novos ataques e pressão diplomática
A escalada também provocou reações diplomáticas imediatas. A Arábia Saudita, que foi atingida por mísseis iranianos, convocou o embaixador do Irã para protestar contra os ataques e alertar para riscos à segurança regional. O governo saudita afirmou que tomará todas as medidas necessárias para proteger seu território.
Nos Emirados Árabes Unidos, onde três pessoas morreram, o governo anunciou o fechamento de sua embaixada em Teerã e convocou o embaixador iraniano.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores emiradense classificou os ataques como uma escalada grave e irresponsável, afirmando que a ofensiva atingiu áreas civis, incluindo aeroportos, portos e zonas residenciais.
Mortes em Israel
Em Israel, o domingo também foi marcado por ataques mortais. Na cidade de Beit Shmesh, na região central do país, nove pessoas morreram quando um míssil atingiu um abrigo instalado em uma sinagoga. Mais de 70 ficaram feridas.
Explosões também foram registradas em Tel Aviv e Jerusalém, deixando feridos e aumentando o clima de alerta nacional. A fronteira com o Líbano permanece em vigilância máxima diante da possibilidade de novas ações do Hezbollah, aliado do Irã.
O governo israelense fechou todos os pontos de entrada para a Faixa de Gaza e suspendeu voos no aeroporto Ben Gurion, principal do país. A aeronave utilizada pelo primeiro-ministro foi transferida para Berlim por precaução.
Em pronunciamento, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o objetivo da campanha militar é atingir “o coração de Teerã” e indicou que os combates devem se intensificar nos próximos dias.
Segundo ele, Israel convocou 100 mil reservistas, que se somarão aos 50 mil militares já mobilizados desde o início da guerra na Faixa de Gaza.
— Estamos envolvidos em uma campanha na qual as Forças de Defesa de Israel estão mobilizando toda a sua força como nunca antes, para garantir nossa existência e nosso futuro — declarou.
As autoridades federais dos Estados Unidos afirmam ter solucionado um caso que permaneceu sem respostas por quase 30 anos: o sequestro e assassinato de uma menina de sete anos em 1996. A acusação contra Robert Scott Froberg, de 61 anos, foi formalizada na quinta-feira (26) após análises modernas de DNA relacionarem o suspeito a um fio de cabelo encontrado no veículo usado no crime.
Morgan Violi desapareceu em 27 de julho daquele ano enquanto brincava com irmãs e amigas em Bowling Green, no estado do Kentucky, a cerca de 110 quilômetros de Nashville, no Tennessee. Segundo a denúncia criminal, testemunhas relataram ter visto um homem branco agarrar a menina e colocá-la em uma van Chevrolet bordô de 1978, que deixou o local logo em seguida.
A polícia encontrou o veículo dois dias depois ao sul de Nashville e realizou buscas por evidências. O corpo da criança foi localizado três meses mais tarde em uma área florestal na cidade de White House, no Tennessee, região situada ao longo da rota entre as duas cidades.
Avanço nas análises de DNA
De acordo com os investigadores, exames forenses recentes identificaram correspondência entre um fio de cabelo recolhido na van abandonada e Froberg. O suspeito já cumpre pena em uma penitenciária do Departamento Correcional do Alabama por crimes cometidos na mesma época.
As autoridades afirmam que Froberg havia fugido da prisão em abril de 1996 e, após ser recapturado na Pensilvânia, escapou novamente. Ele teria seguido até Dayton, em Ohio, onde roubou a van usada no crime. Em seguida, dirigiu cerca de 435 quilômetros até Bowling Green, onde teria sequestrado a menina.
Segundo a denúncia, em entrevista recente às autoridades, Froberg confessou ter levado Morgan através da fronteira estadual até o Tennessee e tê-la estrangulado.
Em comunicado divulgado pelo Gabinete do Procurador dos EUA, o procurador Kyle G. Bumgarner destacou a persistência da família e dos investigadores. “A família de Morgan Violi nunca desistiu dela, assim como a comunidade de Bowling Green e suas forças policiais”, afirmou. Ele acrescentou que agentes do FBI e policiais locais reexaminaram provas antigas e aplicaram novas tecnologias para avançar na investigação.
Se condenado, Froberg poderá enfrentar prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional ou até a pena de morte.
O suspeito permanece preso no Alabama desde 1996, ano em que também teria cometido o crime, cumprindo pena por roubo e por sucessivas fugas da justiça.
Na sexta-feira, Nikki Britt, irmã mais velha de Morgan, publicou uma mensagem nas redes sociais relembrando as quase três décadas de busca por respostas. Segundo ela, a família se recusou a deixar o caso cair no esquecimento. Britt afirmou que a luta sempre foi motivada pelo desejo de honrar a memória da menina e garantir que a verdade viesse à tona.
Pelo menos 555 pessoas morreram no Irã em decorrência da ofensiva lançada no sábado pelos Estados Unidos e por Israel, informou na segunda-feira o Crescente Vermelho iraniano. Segundo a entidade, os ataques atingiram dezenas de municípios em diferentes regiões do país.
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“Após os ataques terroristas sionistas-estadunidenses realizados em várias regiões do nosso país, 131 cidades foram afetadas até o momento e, lamentavelmente, 555 de nossos compatriotas morreram”, declarou o grupo humanitário em uma mensagem publicada no Telegram.
Mortes e estragos
Um dia depois de EUA e Israel lançarem uma ofensiva de grande porte contra o Irã para eliminar a cúpula do governo e tentar forçar uma mudança de regime no país, a retaliação da República Islâmica causou mortes e estragos no Oriente Médio.
As monarquias do Golfo Pérsico, que tentaram se esquivar do conflito, viram mísseis atingirem aeroportos, hotéis e bases usadas pelos EUA. O sistema de defesa aérea israelense foi testado à exaustão, e demonstrou não ser infalível. E as primeiras mortes de militares americanos mostraram aos Estados Unidos os impactos da guerra de escolha de Donald Trump e Benjamin Netanyahu.
Ao longo do domingo, os mísseis e bombas atingiram dezenas de cidades, desde o norte, perto da fronteira com Armênia e Turquia, na costa do Golfo Pérsico e na área de divisa com o Paquistão, no leste. De acordo com o Comando Central dos EUA (Centcom), um dos alvos foi o quartel-general da Guarda Revolucionária.
“Os Estados Unidos têm as Forças Armadas mais poderosas do planeta, e a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) não tem mais um quartel-general”, afirmou o comando em suas redes sociais. “A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) matou mais de 1.000 americanos nos últimos 47 anos. Ontem (sábado), um ataque em larga escala dos EUA cortou a cabeça da serpente.”
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O Centcom destacou que mais de mil alvos foram destruídos, como centros de controle e comando, bases da Guarda Revolucionária e embarcações de guerra, e revelou parte do arsenal usado no Oriente Médio: caças, aeronaves de reconhecimento, drones de ataque, sistemas de defesa contra mísseis, bombardeiros e aviões de suporte.
Um bombardeio israelense destruiu uma base em Teerã que sediava unidades responsáveis pela repressão a protestos, já atacada durante o breve conflito de junho do ano passado. Segundo a Força Aérea, suas aeronaves circulavam “livremente” pelos céus da capital iraniana.
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Na guerra de 12 dias de 2025, a resposta iraniana à ofensiva israelense se concentrou em responder com mísseis e drones lançados contra Israel. Depois do ataque americano, que causou estragos em instalações nucleares, a retaliação veio contra uma base usada pelos EUA no Catar.
Modo de sobrevivência
Agora, o regime entrou em modo de sobrevivência, e disposto a levar toda a região consigo na guerra iniciada por Washington na madrugada de sábado.
Houve novos ataques contra posições nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein e Omã, país que atuava como mediador nas negociações entre EUA e Irã. Com o fechamento dos espaços aéreos em boa parte do Golfo Pérsico, três dos mais movimentados aeroportos do planeta, Dubai, Abu Dhabi e Doha, cancelaram todos os voos até segunda ordem, com impactos em dezenas de países.
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Dezenas de petroleiros e navios de transporte de cargas estão ancorados nos arredores do Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% dos envios mundiais de petróleo e gás. Oficialmente, o Irã não fechou a passagem, mas operadores relatam transmissões atribuídas à Guarda Revolucionária alertando que ninguém poderia trafegar ali. Ao menos quatro embarcações foram atingidas.
Empresas do setor, como a MSC e a Maersk, anunciaram a suspensão das operações na área, e representantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e associados (Opep+) confirmaram um aumento na produção a partir de abril, de forma a enfrentar uma possível alta no preço do barril.
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A Arábia Saudita, também atingida por mísseis iranianos, convocou o embaixador iraniano no reino para condenar os ataques, rejeitar qualquer tipo de violação de soberania dos Estados e para alertar sobre os impactos das retaliações à segurança regional. O governo saudita afirmou que tomará todas as medidas necessárias para defender sua segurança e proteger seu território.
Em conversa com Trump por telefone, o príncipe herdeiro, Mohammad bin Salman, condenou o lançamento dos mísseis contra seu país e recebeu do americano o apoio para realizar medidas que considere adequadas. De acordo com o jornal Washington Post, Bin Salman ligou várias vezes para o líder americano nas últimas semanas defendendo uma ação militar contra o Irã, apesar de, em público, pedir que a diplomacia prevalecesse e afirmar que seu território não seria usado em um ataque.
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O governo dos Emirados Árabes Unidos, onde três pessoas morreram, fechou sua embaixada em Teerã e convocou o embaixador.
“Esses ataques hostis contra locais civis, incluindo áreas residenciais, aeroportos, portos e instalações de serviços, colocaram em risco civis inocentes em uma escalada grave e irresponsável e constituem uma violação flagrante da soberania nacional, bem como uma clara violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores emiradense.
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Em Israel, o domingo foi marcado por numerosos e mortais ataques. Em Beit Shmesh, na região central do país, nove pessoas morreram quando um míssil atingiu um abrigo em uma sinagoga. Mais de setenta pessoas ficaram feridas. As bombas também caíram em Tel Aviv, maior cidade israelense, e em Jerusalém, deixando seis feridos. A fronteira com o Líbano está em alerta máximo para o risco de ações do Hezbollah, aliado do Irã no Eixo da Resistência, e todos os pontos de entrada para a Faixa de Gaza foram fechados. O aeroporto Ben Gurion, principal do país, cancelou todos os voos até sexta-feira, e o avião usado pelo primeiro-ministro foi levado a Berlim por precaução.
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Netanyahu afirmou, em pronunciamento, que o foco da campanha era “atacar o coração de Teerã”, e que a guerra deve se intensificar nos próximos dias. O governo também anunciou a convocação de 100 mil reservistas, que se juntarão aos 50 mil já em ação desde o início da guerra na Faixa de Gaza. Os reforços serão destacados para Gaza, Cisjordânia e para as fronteiras com Síria e Líbano.
— Estamos envolvidos em uma campanha na qual as Forças de Defesa de Israel (IDF) estão mobilizando toda a sua força como nunca antes, para garantir nossa existência e nosso futuro — declarou o premier.
Um caça caiu sobre território do Kuwait, próximo a uma base aérea dos Estados Unidos, segundo um vídeo geolocalizado pela CNN, e que foi publicado nas redes sociais nesta segunda-feira. Apesar de postagens divulgarem tratar-se de um aparelho dos EUA, a CNN não conseguiu confirmar à qual força aérea pertence.
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O vídeo mostra um jato em chamas despencando em um giro do céu, sugerindo que a aeronave caiu a menos de 10 quilômetros da base americana de Ali Al Salem, no Kuwait.
O caça bimotor é consistente com um F-15E ou F/A-18, segundo, ainda, análise da CNN. O Kuwait também opera jatos F/A-18.
O Irã atacou pelo menos seis instalações militares dos EUA ao redor do Oriente Médio desde que os Estados Unidos e Israel começaram a atacar o país no sábado, segundo uma análise do New York Times de imagens de satélite, vídeos verificados e declarações de oficiais militares americanos.
Não está claro quantas munições o Irã lançou nos locais ou quantos ataques podem ter sido frustrados, mas os incidentes levantam questões sobre a capacidade desses locais de se defenderem contra ataques futuros.
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Instalações no Bahrein, Iraque e Emirados Árabes Unidos, além de três locais no Kuwait, foram atingidas no sábado e domingo. Várias estruturas, incluindo equipamentos de comunicação via satélite, foram danificadas ou destruídas.
Uma pessoa foi morta e outras duas ficaram gravemente feridas no Bahrein após escombros de um míssil interceptado caírem sobre um navio estrangeiro na Salman Industrial City e provocarem um incêndio, informou o Ministério do Interior do país nas redes sociais, na madrugada desta segunda-feira.
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Autoridades americanas também confirmaram que três militares foram mortos e cinco estão gravemente feridos após um ataque ao Campo Arifjan, no Kuwait, embora não tenham surgido imagens desse ataque. Os Estados Unidos não relataram mortes ou feridos nos outros cinco locais conhecidos.
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Os locais atingidos incluem um quartel-general naval chave, acampamentos militares formais dos EUA, bases aéreas que abrigam forças americanas e uma área recreativa naval. A extensão dos danos varia entre locais.
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No sábado, o Irã atacou o quartel-general da Quinta Frota da Marinha dos EUA em Manama, Bahrein, destruindo várias estruturas.
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Um vídeo mostrou que a base foi atingida tanto por ataques de mísseis quanto de drones. O porto parecia estar em grande parte vazio de navios navais na época do ataque.
Uma análise de imagens de satélite tiradas da sede no domingo mostrou que dois terminais de comunicações via satélite foram destruídos. Vários grandes edifícios na base também foram destruídos ou gravemente danificados.
No Kuwait, imagens de satélite capturadas na tarde de domingo mostraram que os telhados de estruturas em vários locais diferentes da Base Aérea de Ali Al Salem haviam desmoronado após relatos de um ataque iraniano no dia anterior.
Vídeos e fotos verificados pelo The Times parecem mostrar que o Irã atacou a base militar no Aeroporto Internacional de Erbil, no Iraque, que abriga forças americanas, durante sábado e domingo. Podiam ser vistas plumas de fumaça e chamas subindo na direção da base.
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Na manhã de domingo, imagens de satélite mostraram quatro estruturas em uma pequena seção da base danificadas ou destruídas. Mas os incêndios pareciam continuar queimando ali até as primeiras horas da manhã de segunda-feira.
Imagens de satélite do Porto de Jebel Ali, em Dubai, tiradas no domingo, mostraram uma nuvem de fumaça subindo de uma grande estrutura dentro de uma área recreativa cercada da Marinha dos EUA.
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Embora não seja uma base oficial dos EUA, o Porto de Jebel Ali é um dos portos de escala mais movimentados da marinha.
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Um vídeo gravado dentro do Campo Buehring, no Kuwait, e amplamente compartilhado no domingo, mostrou um drone sobrevoando a base e detonando dentro de seu perímetro. O local exato do impacto e os danos causados ainda não puderam ser confirmados.

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