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As Forças Armadas dos EUA anunciaram neste domingo a morte de um militar após ser ferido em um ataque iraniano na Arábia Saudita, a sétima morte de um americano em combate desde o início da guerra. O Comando Central dos EUA (CENTCOM), que supervisiona as forças militares americanas no Oriente Médio, afirmou em um comunicado que o militar morreu na noite de sábado “em decorrência de ferimentos sofridos durante os ataques iniciais do regime iraniano no Oriente Médio” em 1º de março.
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Não foram fornecidos mais detalhes sobre as circunstâncias do ataque, e a identidade do militar deve ser mantida em sigilo até 24 horas após a notificação da família.
Os outros seis militares americanos mortos até agora estavam todos no Kuwait e também foram atingidos na onda inicial de ataques retaliatórios do Irã.
Desde que os Estados Unidos e Israel lançaram sua campanha aérea em massa contra o Irã em 28 de fevereiro, Teerã respondeu com ondas de ataques de drones e mísseis contra Israel e contra nações do Oriente Médio onde tropas americanas estão localizadas.
No sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, e outras autoridades de alto escalão participaram da repatriação dos corpos dos seis soldados mortos em uma base militar americana em Delaware.
Baixas israelenses
O Exército israelense também anunciou neste domingo a morte de dois soldados durante combates no sul do Líbano, as primeiras baixas registradas em suas fileiras desde o início, em 2 de março, da ofensiva contra a milícia pró-iraniana Hezbollah no país vizinho.
O comunicado só menciona que um sargento de 38 anos morreu “no sul do Líbano”, sem dar detalhes, e que também houve a morte de “outro soldado” na mesma operação. Um terceiro oficial ficou levemente ferido no incidente e foi levado para um hospital próximo para receber tratamento.
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Segundo o exército, as tropas tentavam recuperar um veículo blindado de transporte de pessoal atolado em território libanês, quando o veículo foi atingido por um míssil antitanque, aparentemente próximo ao tanque de combustível.
Um professor do ensino médio morreu após ser atropelado durante um “trote” feito por estudantes em frente à sua casa em Gainesville, no estado da Geórgia, nos Estados Unidos. O caso ocorreu na noite de sexta-feira e terminou com a prisão de cinco jovens, incluindo o motorista do veículo envolvido no acidente.
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Jason Hughes, de 40 anos, professor de matemática e treinador de golfe da North Hall High School, saiu de casa para confrontar um grupo de adolescentes que jogava rolos de papel higiênico nas árvores de sua residência — uma brincadeira conhecida como “TP-ing”, comum entre estudantes durante a temporada de bailes escolares. Ao tentar abordar os jovens, ele tropeçou e caiu na rua no momento em que os suspeitos tentavam fugir em dois carros.
Segundo autoridades locais, Hughes acabou sendo atingido por uma caminhonete dirigida por Jayden Ryan Wallace, de 18 anos. O professor foi socorrido e levado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois.
Wallace foi preso e acusado de homicídio veicular em primeiro grau, direção imprudente, invasão de propriedade e descarte de lixo em área privada. Os outros quatro jovens envolvidos — todos de 18 anos — também foram detidos e respondem por invasão de propriedade e lixo irregular.
De acordo com a polícia, os estudantes chegaram à casa do professor por volta das 23h40 e jogaram papel higiênico nas árvores do jardim antes de tentarem deixar o local. Após o atropelamento, eles pararam para prestar socorro até a chegada das equipes de emergência. Horas antes do incidente, o distrito havia alertado estudantes para interromper brincadeiras relacionadas ao período do baile de formatura, que já haviam causado danos a propriedades em anos anteriores.
A morte provocou comoção na comunidade escolar. Em nota, o distrito escolar descreveu Hughes como um “marido amoroso, pai dedicado e educador apaixonado”, muito respeitado por colegas e alunos.
Casado e pai de dois filhos, Hughes era lembrado por alunos como um professor presente e apoiador. Nos dias seguintes ao acidente, estudantes e moradores organizaram homenagens e montaram um memorial improvisado em frente à escola onde ele trabalhava.
O governo argentino divulgou neste domingo uma mensagem pelo Dia Internacional da Mulher com críticas às políticas de gênero adotadas por administrações anteriores, que foram classificadas como “uma fraude milionária”.
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Em uma publicação nas redes sociais, acompanhada por um vídeo de mobilizações feministas na Argentina, o governo do presidente ultraliberal Javier Milei defendeu a decisão tomada ao assumir o cargo, em dezembro de 2023, de extinguir o Ministério da Mulher, considerado pelo Executivo como responsável por promover “agendas ideológicas absurdas”.
— Neste 8 de março comemoramos o Dia da Mulher lembrando que, durante anos, uma causa nobre foi usada para sustentar estruturas políticas milionárias, impor agendas ideológicas absurdas e dividir os argentinos. Esse modelo acabou. Hoje a Argentina celebra as mulheres que, com liberdade, mérito e esforço, constroem o futuro da pátria — afirmou a mensagem oficial publicada na rede X.
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Em fevereiro, um relatório do Comitê para a Eliminação da Discriminação contra a Mulher (Cedaw) alertou que, na Argentina, “a dissolução do ministério em dezembro de 2023 e a reestruturação das instituições de igualdade de oportunidades levaram à fragmentação de responsabilidades, ao enfraquecimento da coordenação interministerial e à redução da capacidade técnica dedicada ao avanço dos direitos das mulheres”.
Entre as políticas públicas afetadas, o órgão das Nações Unidas cita a redução de recursos da linha 144, serviço de emergência para vítimas de violência doméstica em um país onde foram registrados 271 feminicídios em 2025, segundo organizações de defesa dos direitos das mulheres.
O Cedaw também manifestou preocupação com “reduções significativas nas verbas destinadas a políticas e programas de igualdade de gênero, incluindo aqueles voltados à prevenção e ao enfrentamento da violência de gênero e à promoção da saúde e dos direitos sexuais e reprodutivos, além da suspensão ou interrupção de planos nacionais e mecanismos de coordenação federal”.
O relatório ainda apontou que, nos últimos dois anos, houve na Argentina um “aumento do discurso público contra políticas de igualdade de gênero e contra defensoras dos direitos humanos das mulheres”, incluindo jornalistas que cobrem temas relacionados à saúde e aos direitos sexuais e reprodutivos e à violência de gênero.
Organizações feministas convocaram uma greve de mulheres e uma mobilização para esta segunda-feira.
Um levantamento do Instituto Nacional de Estatísticas divulgado neste domingo mostra que, na Argentina, as mulheres recebem, em média, 26% menos que os homens e são responsáveis por oito em cada dez lares monoparentais — que representam 16% do total de domicílios com crianças.
O relatório também aponta que “a maior presença de mulheres na informalidade e em setores de serviços ligados à educação, saúde e trabalho doméstico está associada a salários médios mais baixos, o que impacta sua situação na aposentadoria”.
Uma “forte explosão” foi relatada perto da embaixada dos EUA em Oslo, na Noruega , nas primeiras horas da manhã de domingo (horário local), segundo a AFP, citando a polícia norueguesa.
A explosão atingiu a entrada da área consular da embaixada por volta de 1h (21h de Brasília, sábado), informou a polícia. “Uma das hipóteses é que tenha sido um ato de terrorismo”, declarou Frode Larsen, comandante da unidade conjunta de investigação e inteligência da polícia, ao canal público NRK.
A emissora pública ainda informou que a explosão afetou a entrada da seção consular da embaixada, segundo o comandante da polícia Michael Dellemyr. Na declaração inicial, a polícia acrescentou que as forças da capital estavam em contato com a missão diplomática em Washington e que havia um grande número de agentes no local.
“Mas não estamos totalmente focados nesta hipótese. Precisamos permanecer abertos à possibilidade de outras causas”, acrescentou. Imagens divulgadas pela imprensa mostram fragmentos de vidro sobre a neve perto da entrada da embaixada, além de rachaduras em uma grossa porta de vidro e marcas no chão, provavelmente causadas pela explosão.
Os investigadores mobilizaram cães, drones e helicópteros para buscar “um ou mais supostos autores” da explosão. O ministro das Relações Exteriores da Noruega, Espen Barth Eide, classificou o incidente como “inaceitável” e disse que ele e a ministra da Justiça e da Segurança Pública, Astri Aas-Hansen, entraram em contato com o encarregado de negócios da embaixada americana, Eric Meyer.
O ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou no domingo que seus mísseis não podem atingir os Estados Unidos, ao defender os ataques que atingiram países vizinhos do Golfo durante a guerra no Oriente Médio.
“Foram os americanos que começaram esta guerra contra nós, atacando-nos, e nós estamos nos defendendo. Portanto, é óbvio que nossos mísseis não podem atingir o território americano”, disse o Ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, ao programa “Meet the Press” da NBC.
“O que podemos fazer é atacar as bases e instalações americanas ao nosso redor, que infelizmente estão em território de nossos países vizinhos.”
O ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou no domingo que deve ser “o povo iraniano”, e não Donald Trump, a escolher seu novo líder, exigindo que o presidente americano se desculpe por ter iniciado a guerra no Oriente Médio.
“Não permitimos que ninguém interfira em nossos assuntos internos. É responsabilidade do povo iraniano escolher seu novo líder”, declarou Abbas Araghchi no programa “Meet the Press” da NBC, depois que Trump afirmou na quinta-feira que deveria participar da seleção do próximo líder supremo do Irã.
Araghchi também afirmou que o presidente republicano “deveria pedir desculpas ao povo da região e ao povo iraniano pelas mortes e destruição que causaram”.
Regime está ‘desmoronando’
Segundo reportagem da Fox News, o príncipe herdeiro exilado do Irã, Reza Pahlavi, afirmou em entrevista ao programa “My View”, apresentado por Lara Trump, que a República Islâmica está “desmoronando” após recentes operações militares conduzidas pelos Estados Unidos e por Israel.
As operações, iniciadas no fim de semana anterior, resultaram na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, além de cerca de 50 autoridades ligadas ao regime. Para Pahlavi, os acontecimentos criaram um momento decisivo para uma possível mudança política no país.
Durante a entrevista, ele afirmou: “A situação no terreno é que as pessoas obviamente estavam esperando uma oportunidade para voltar às ruas e retomar o controle do país. Vemos cada vez mais elementos do regime ruindo. Muitas pessoas em casa estão prontas para assumir o poder, e isso é exatamente o que será necessário para uma transição bem-sucedida e estável”.
Após a morte de Khamenei, o opositor também afirmou que os iranianos não aceitariam qualquer solução política ligada ao sistema atual. “Somente uma ruptura total garantirá não apenas que alcancemos uma solução democrática e uma alternativa a este regime, mas também que haja pessoas que não estejam de forma alguma diretamente associadas a ele”, declarou.
Filho do último monarca iraniano, Mohammad Reza Pahlavi, deposto na Revolução Islâmica de 1979, Reza Pahlavi defende uma transição do atual regime teocrático para um sistema democrático. Segundo ele, essa mudança poderia ocorrer com apoio de diferentes grupos políticos e também de integrantes das forças armadas iranianas.
A apenas duas horas de Paris, no vale do rio Somme e perto da cidade de Amiens, uma das propriedades mais notáveis do patrimônio francês está à venda por € 8.500.000 (cerca de R$ 44,5 milhões). Trata-se do Château de Long, uma residência aristocrática do século XVIII que foi ocupada por tropas alemãs durante a Segunda Guerra Mundial, restaurada na década de 1960 e que hoje combina história, elegância e natureza em uma propriedade de mais de 20 hectares.
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Com mais de 1.500 metros quadrados de área, o castelo foi construído em 1733 por Honoré-Charles de Buissy, Senhor de Long, como uma “folie” — um tipo de residência de lazer e prestígio comum entre a aristocracia da época. O projeto foi assinado pelo arquiteto Charles-Étienne Briseux, que se inspirou em suas próprias publicações sobre arquitetura rural. A decoração interior foi concluída por seu filho, Pierre de Buissy, e contou com a participação do renomado pintor Jean-Baptiste Huet. Alguns painéis originais, vendidos anos depois, foram recuperados por Gérard de Berny e atualmente estão expostos no Museu do Castelo de Berny, em Amiens.
A estufa restaurada está localizada em frente ao castelo e faz parte do conjunto de edifícios contíguos que descem em terraços em direção ao rio
Instagram/Emile Garcin
O edifício foi construído com tijolos rosados e pedra branca e é coroado por um telhado mansardado, característico da arquitetura francesa. A fachada principal se destaca por três volumes salientes, adornados com detalhes escultóricos florais e uma pedra angular decorada com uma máscara, símbolo de força. Já a fachada posterior, voltada para o leste, apresenta um estilo mais sóbrio, mantendo a simetria do conjunto.
A sala de estar conserva móveis da época da Segunda Guerra Mundial, quando a propriedade foi ocupada por tropas alemãs
Instagram/Emile Garcin
Os edifícios anexos também foram restaurados e incluem antigos pavilhões conectados por uma galeria central, além de uma estufa em níveis que desce em terraços em direção ao rio.
A propriedade ocupa mais de 20 hectares e conta com jardins franceses, lagos, um pequeno porto privado e um sistema de estufas restauradas.
O castelo possui 10 quartos e amplos salões com painéis de madeira, espelhos dourados e pisos de carvalho. O interior lembra os grandes salões de Versalhes e preserva elementos ornamentais típicos do estilo rococó francês.
O salão principal caracteriza-se pelas suas grandes janelas e pela ornamentação típica do estilo rococó francês
Instagram/ Emile Garcin
Ao longo do século XIX e do início do século XX, o castelo pertenceu a várias famílias nobres, entre elas os Rouvroy e os Panévinon de Marsat. Em 1916, em meio às dificuldades econômicas agravadas pela Primeira Guerra Mundial, a propriedade foi vendida. Depois disso, ficou abandonada por décadas e caiu em ruínas até 1964, quando o industrial Roger Van Glabeke a adquiriu e iniciou uma restauração completa, que lhe rendeu o Grande Prêmio de Obras-Primas em Perigo.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o castelo foi ocupado por tropas alemãs, o que agravou ainda mais sua deterioração estrutural. A restauração realizada posteriormente respeitou tanto o projeto original quanto seus valores decorativos e simbólicos, transformando o Château de Long em um exemplo singular do patrimônio residencial francês.
Atualmente, a propriedade está à venda pela Emile Garcin, empresa especializada em imóveis de alto valor histórico e patrimonial. Com localização privilegiada, grandes dimensões, vista direta para o rio Somme canalizado e uma história que atravessa mais de três séculos, o Château de Long é considerado uma propriedade verdadeiramente excepcional.
A Assembleia de Peritos designou o novo líder supremo do Irã para suceder o aiatolá Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro em ataques organizados por Israel e pelos Estados Unidos, segundo membros do órgão clerical neste domingo, embora o nome do escolhido ainda não tenha sido divulgado.
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“O candidato mais adequado, aprovado pela maioria da assembleia de especialistas, foi nomeado”, declarou Mohsen Heydari, representante da província de Khuzistão na Assembleia, de acordo com a agência de notícias ISNA. Outro integrante do órgão, Mohamad Mehdi Mirbagheri, confirmou em um vídeo divulgado pela agência Fars que uma “opinião firme, refletindo a posição da maioria”, foi adotada.
O antigo líder supremo do Irã, Ali Khamenei
Distribuição via AFP: KHAMENEI.IR
A Assembleia, responsável por eleger o líder máximo do país, ainda não revelou quem substituirá Khamenei, que governava desde 1989. Nos últimos dias, diversos nomes foram apontados como possíveis candidatos ao cargo, entre eles o de seu filho, Mojtaba Khamenei, considerado uma das figuras mais influentes do país.
O nome de Hassan Khomeini, neto do fundador da República Islâmica, o aiatolá Ruhollah Khomeini, também foi mencionado. Segundo integrantes da Assembleia, o novo líder iraniano teria que ser “odiado pelo inimigo”. “Até o Grande Satã (os Estados Unidos) mencionou o nome dele”, disse o aiatolá Mohsen Heidari Alekasir, referindo-se ao candidato escolhido. Dias antes, o presidente Donald Trump havia classificado Mojtaba como uma escolha “inaceitável”.
Enquanto isso, Israel afirmou que o novo líder supremo também seria “um alvo”. Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou na quinta-feira, em entrevista à plataforma Axios, que não aceitaria que Mojtaba Khamenei assumisse o poder.
O Irã também continuou enfrentando intensos bombardeios em cidades como Teerã, Isfahan e Yazd, no centro do país. No domingo, uma densa fumaça negra cobriu a capital após Israel atacar quatro depósitos de petróleo — o primeiro ataque registrado contra a infraestrutura petrolífera iraniana desde o início da guerra.
A distribuição de combustível em Teerã foi interrompida “temporariamente” após os bombardeios, informou o governador da cidade, Mohammad Sadegh Motamedian. Segundo Keramat Veyskarami, diretor da companhia nacional de distribuição de petróleo, o ataque atingiu quatro depósitos e um centro de logística. Quatro pessoas morreram, incluindo dois motoristas de caminhão-tanque.
O Exército israelense afirmou ter bombardeado “diversos” depósitos de combustível e também anunciou ataques contra instalações militares “em todo” o território iraniano. Por sua vez, Ali Mohammad Naini, porta-voz da Guarda Revolucionária — o braço ideológico das forças armadas iranianas — declarou que “as forças armadas [iranianas] são capazes de manter pelo menos seis meses de guerra intensa no ritmo atual das operações”.
‘Ataque de precisão’ no Líbano
O conflito no Oriente Médio também provocou novos ataques aéreos noturnos em países da região do Golfo. Em Beirute, capital do Líbano, Israel voltou a realizar bombardeios tanto no centro da cidade quanto na periferia sul, área considerada reduto do movimento xiita pró-Irã Hezbollah.
No centro da capital, forças israelenses atingiram o Hotel Ramada, deixando quatro mortos e dez feridos, segundo o Ministério da Saúde libanês. Israel afirmou ter realizado um “ataque de precisão” contra “comandantes importantes” da Força Quds, unidade de operações externas da Guarda Revolucionária do Irã.
Fumaça subindo do local de um ataque aéreo israelense que atingiu o bairro de Haret Hreik, nos subúrbios do sul de Beirute, em 4 de março de 2026. Israel lançou novos ataques contra o Irã e o Líbano, onde a mídia estatal noticiou que um prédio residencial foi atingido em 4 de março, enquanto a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter bloqueado uma das rotas marítimas mais vitais do mundo para o transporte de energia.
AFP
De acordo com a agência oficial libanesa NNA, outros ataques aéreos israelenses durante a noite deixaram pelo menos doze mortos em diferentes regiões do país.
As forças armadas de Israel afirmaram ter realizado cerca de 3.400 ataques desde o início da guerra. Já Washington informou ter conduzido outros 3.000. Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e contra países do Golfo que abrigam “interesses americanos”.
Neste domingo, depósitos de combustível no Aeroporto Internacional do Kuwait também foram atingidos por drones. Uma usina de dessalinização no Bahrein foi danificada em um ataque semelhante. Na Arábia Saudita, o bairro diplomático de Riad foi alvo de drones, mas o governo saudita afirmou que o ataque foi interceptado.
Com informações da AFP e da ANSA.
Uma semana após uma série de ataques militares que abalaram a liderança iraniana, figuras da oposição voltaram a falar abertamente sobre a possibilidade de mudanças profundas no país. Entre elas está o príncipe herdeiro iraniano exilado, que afirma que o atual sistema político enfrenta um momento decisivo.
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Segundo reportagem da Fox News, o príncipe herdeiro exilado do Irã, Reza Pahlavi, afirmou em entrevista ao programa “My View”, apresentado por Lara Trump, que a República Islâmica está “desmoronando” após recentes operações militares conduzidas pelos Estados Unidos e por Israel.
As operações, iniciadas no fim de semana anterior, resultaram na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, além de cerca de 50 autoridades ligadas ao regime. Para Pahlavi, os acontecimentos criaram um momento decisivo para uma possível mudança política no país.
Durante a entrevista, ele afirmou: “A situação no terreno é que as pessoas obviamente estavam esperando uma oportunidade para voltar às ruas e retomar o controle do país. Vemos cada vez mais elementos do regime ruindo. Muitas pessoas em casa estão prontas para assumir o poder, e isso é exatamente o que será necessário para uma transição bem-sucedida e estável”.
Manifestantes exibem foto de Reza Pahlavi durante ato de apoio a protestos no Irã, realizado em 11 de janeiro de 2026 em Londres
Getty Images
Após a morte de Khamenei, o opositor também afirmou que os iranianos não aceitariam qualquer solução política ligada ao sistema atual. “Somente uma ruptura total garantirá não apenas que alcancemos uma solução democrática e uma alternativa a este regime, mas também que haja pessoas que não estejam de forma alguma diretamente associadas a ele”, declarou.
Filho do último monarca iraniano, Mohammad Reza Pahlavi, deposto na Revolução Islâmica de 1979, Reza Pahlavi defende uma transição do atual regime teocrático para um sistema democrático. Segundo ele, essa mudança poderia ocorrer com apoio de diferentes grupos políticos e também de integrantes das forças armadas iranianas.
Sobre o futuro político do país, o príncipe afirmou que a decisão deve caber exclusivamente à população. “A transição envolve deixar essa escolha para o povo iraniano, e somente as urnas devem determinar o resultado e quem será, no futuro, responsável pelo nosso país”, disse.
Ele também comentou o papel da comunidade internacional no processo, citando o governo dos Estados Unidos. “Acredito que o que esperamos de qualquer governo, incluindo, é claro, o atual governo Trump, é que reconheça que a melhor maneira de ajudar o povo iraniano é permitir que ele faça essa escolha livremente e apoiar essa escolha como uma democracia ocidental, como a principal democracia do mundo.”
Filho do último monarca iraniano, Mohammad Reza Pahlavi, deposto na Revolução Islâmica de 1979, Reza Pahlavi defende uma transição do atual regime teocrático para um sistema democrático
Getty Images
Questionado sobre a possibilidade de outros modelos de governo, Pahlavi afirmou que a população não aceitaria algo diferente de um sistema democrático. “Não vejo nenhuma fórmula fora da democracia que seja duradoura, sustentável ou aceitável. A única maneira de as pessoas aceitarem o resultado é garantir que elas estejam no controle do próprio destino”, afirmou. Ele acrescentou: “E não acho que haja outra maneira além de um sistema democrático que possa garantir isso. Essa é a receita para a estabilidade, o progresso a longo prazo e a garantia de proteção de todos os direitos dos cidadãos.”
O líder da oposição também argumentou que um Irã democrático poderia trazer maior estabilidade para o Oriente Médio e abrir oportunidades econômicas para parceiros internacionais, incluindo os Estados Unidos.
Segundo ele, o mercado iraniano esteve fechado por décadas e poderia gerar receitas significativas em um cenário de mudança política. Pahlavi afirmou que a economia americana poderia arrecadar mais de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5,24 trilhões), na primeira década após uma eventual transição de poder no país.
Para o opositor, um novo governo também poderia mudar a postura do Irã na região. “Como uma democracia, os iranianos se comprometerão a estabelecer relações cordiais com nossos vizinhos, trazer paz à região e estabilidade, o que, em última análise, é propício ao desenvolvimento e à prosperidade, algo que será bom para nós e também para nossos parceiros”, disse.
Ele acrescentou: “Acredito que os Estados Unidos têm muito a ganhar com isso. E não se esqueçam de que, depois que a situação se estabilizar e alcançarmos esse futuro, o Irã estará aberto a oportunidades econômicas.”
Reza Pahlavi vive no exílio desde a Revolução Islâmica de 1979, que derrubou a monarquia iraniana e instaurou a República Islâmica. Nos últimos anos, ele tem buscado se apresentar como uma figura capaz de unir diferentes setores da oposição iraniana.
Em meio a tensões internacionais recentes e a debates entre aliados ocidentais, o rei do Reino Unido deve usar um dos eventos mais tradicionais da monarquia britânica para refletir sobre o cenário global atual. Em um discurso previsto para o Dia da Commonwealth, comemorado anualmente na segunda segunda-feira de março (9 de março), o monarca deve destacar os desafios enfrentados por diferentes países e comunidades em um período marcado por crises e transformações rápidas.
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Segundo informações divulgadas pela Fox News, o Charles III deve mencionar “as crescentes pressões dos conflitos” em várias partes do mundo durante a cerimônia que será realizada na Abadia de Westminster. Em uma prévia do discurso, o rei afirma: “Unimo-nos neste Dia da Commonwealth num momento de grandes desafios e grandes possibilidades”.
No texto preparado para a ocasião, o monarca também destaca que “Em todo o mundo, comunidades e nações enfrentam as crescentes pressões de conflitos, mudanças climáticas e transformações rápidas. No entanto, é frequentemente em momentos de provação como esses que o espírito duradouro da Commonwealth se revela com mais clareza.”
O pronunciamento ocorre pouco mais de uma semana depois de ataques coordenados realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, operação da qual o Reino Unido decidiu não participar. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que a decisão foi tomada com base nos interesses nacionais do país.
A postura britânica gerou críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em declarações recentes, o líder americano criticou a falta de apoio do governo britânico à operação militar. “Não estamos lidando com Winston Churchill”, disse Trump ao comentar a posição de Starmer.
O presidente também afirmou não estar satisfeito com a decisão de Londres de bloquear o uso de bases militares britânicas para ataques contra o Irã. “Aliás, eu também não estou satisfeito com o Reino Unido”, declarou.
Posteriormente, o Reino Unido autorizou o uso de bases na região apenas para ações defensivas contra possíveis retaliações iranianas. O governo britânico também mobilizou caças militares e planeja enviar um destróier e possivelmente um porta-aviões para reforçar a presença na área.
Trump também mencionou as Ilhas Chagos, território britânico localizado no Oceano Índico, ao criticar a decisão britânica. Segundo ele, teria sido mais conveniente utilizar as instalações da ilha durante a operação. “Teria sido muito mais conveniente pousar ali do que voar por muitas horas extras, então estamos muito surpresos”, afirmou.
Em outra declaração, o presidente disse que o Reino Unido tem sido “muito, muito pouco cooperativo com aquela ilha estúpida”, acrescentando em seguida: “É uma pena. Aquele país, o Reino Unido, e eu amo aquele país, eu o amo.”
No sábado, Trump voltou a criticar o governo britânico em uma publicação na rede social Truth Social. “O Reino Unido, nosso outrora Grande Aliado, talvez o maior de todos, está finalmente considerando seriamente o envio de dois porta-aviões para o Oriente Médio”, escreveu. Em seguida, afirmou: “Tudo bem, Primeiro-Ministro Starmer, não precisamos mais deles – mas nos lembraremos. Não precisamos de pessoas que se envolvem em guerras depois que já vencemos!”
Starmer defendeu sua posição durante um discurso no Parlamento britânico, reiterando que o país não participou da ofensiva inicial. “Não esteve envolvido nos ataques iniciais contra o Irã e não participará de nenhuma ação ofensiva agora”, disse o primeiro-ministro. Ele acrescentou: “Mas, diante da saraivada de mísseis e drones do Irã, protegeremos nosso povo na região.”
Ainda no pronunciamento, Starmer afirmou que respeita a discordância do presidente americano, mas manteve sua decisão. “O presidente Trump expressou sua discordância com nossa decisão de não nos envolvermos nos ataques iniciais, mas é meu dever julgar o que é do interesse nacional da Grã-Bretanha. Foi o que fiz e mantenho minha decisão.”
O discurso do rei ocorrerá durante a celebração anual do Dia da Commonwealth, que reúne representantes dos 56 países que integram a comunidade, formada em grande parte por antigas colônias do Império Britânico. A cerimônia na Abadia de Westminster também marcará uma das maiores reuniões da família real desde a prisão do Prince Andrew, ocorrida em 19 de fevereiro.
Na conclusão da prévia divulgada, o monarca afirma: “Trabalhando juntos, podemos garantir que a Commonwealth continue sendo uma força para o bem — alicerçada na comunidade, comprometida com o tipo de sustentabilidade restauradora que traz retorno sobre o investimento, enriquecida pela cultura, firme no cuidado com o nosso planeta e unida na amizade e no serviço ao seu povo.”
O Irã anunciou que o órgão responsável por decidir o nome do novo aiatolá do país, sucessor de Ali Khamenei, chegou a um consenso. Conforme divulgado pelas agências de notícias Aljazeera e Reuters neste domingo, autoridades iranianas dizem que um candidato foi escolhido pela assembleia formada por 88 membros com base no conselho do falecido líder supremo de que seu substituto deveria “ser odiado pelo inimigo”. Ainda não se sabe quem foi o escolhido.
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Segundo líder supremo do Irã depois da revolução de 1979 e a figura política mais importante do país depois do aiatolá Ruhollah Khomeini, o aiatolá Ali Khamenei morreu no dia 28 de fevereiro em ataques dos EUA e de Israel ao Irã, conforme anunciado no dia pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Quem era o líder supremo Ali Khamenei?
O antigo líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morto em fevereiro
Distribuição via AFP: KHAMENEI.IR
Khamenei nasceu em um dos centros do islã do Irã, Mashad, em junho de 1939. Segundo filho de um teórico religioso, chamado pelo futuro líder supremo de “um pouco cético”, não teve uma infância de luxos, morando em uma casa pequena com seus pais e sete irmãos.
Na juventude, seguiu o caminho do pai nos estudos religiosos, e aos 19 anos foi para Qom, a “capital religiosa” do Irã, onde passou a ter contatos com intelectuais de diversas correntes políticas. Ali, teve aulas com o já influente Ruhollah Khomeini — na época, em meados dos anos 1960, começava a surgir um movimento organizado de oposição ao xá Reza Pahlevi, ao qual Khamenei se uniu em seus primeiros momentos.
Como escreveu o jornalista e dissidente Akbar Ganji em um longo perfil sobre as bases intelectuais de Khamenei para a revista Foreign Affairs, talvez nenhum líder religioso do Irã tenha sido tão cosmopolita como ele, um ávido consumidor de obras de autores clássicos iranianos, russos e franceses: em 2001, em uma entrevista na TV, disse que “Os Miseráveis”, de Victor Hugo, era o melhor romance da História.
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Ao mesmo tempo, seus anos acadêmicos moldaram posições de sua trajetória política, a começar pela ideia de que o Ocidente e os valores das democracias liberais estavam diante de um declínio inevitável, e que expressavam uma visão de mundo abertamente islamofóbica. Também era um admirador das ideias do poeta egípcio Sayyid al-Qutb, principal teórico da Irmandade Muçulmana e que propagava a ideia de um Estado islâmico: para Khamenei, “o Islã sem um governo e uma nação muçulmana sem o Islã são algo sem sentido”.
A morte de Khamenei: mísseis espaciais e 20 anos de preparo
Mísseis Sparrow, usados por Israel
Reprodução: rafael.co.il
Israel utilizou um míssil balístico pouco conhecido, capaz de sair da atmosfera terrestre antes de atingir o alvo, para matar Khamenei, em um ataque surpresa contra Teerã. O armamento, chamado Blue Sparrow, tem alcance aproximado de 2 mil quilômetros e foi projetado para atingir alvos altamente protegidos.
Cilindros metálicos longos, considerados destroços do míssil, foram encontrados no oeste do Iraque, ao longo do que seria sua rota de voo até o território iraniano. O Blue Sparrow integra uma série de mísseis lançados do ar — que inclui também os modelos Black Sparrow e Silver Sparrow — originalmente desenvolvidos para simular os mísseis Scud utilizados pelo Iraque contra Israel durante a Guerra do Golfo de 1991.
Com cerca de 6,5 metros de comprimento e peso aproximado de 1,9 tonelada, o Blue Sparrow foi criado inicialmente como míssil-alvo para testes de sistemas de defesa aérea. Posteriormente, foi adaptado para uso ofensivo como munição ar-superfície, graças à sua alta velocidade e trajetória quase balística.
A capacidade de sair e reentrar na atmosfera terrestre dificulta sua interceptação e reduz o tempo de reação do alvo, tornando-o adequado para atingir objetivos estratégicos e sensíveis em ambientes altamente protegidos, sem expor aeronaves tripuladas.
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Autoridades americanas também confirmaram o uso de novos sistemas de armas durante a operação. O Pentágono divulgou imagens da primeira utilização em combate do Precision Strike Missile, um míssil de alcance ampliado de cerca de 500 quilômetros.
Segundo uma fonte informada sobre a operação, o ataque contra o Irã vinha sendo planejado havia meses. O cronograma foi alterado quando os serviços de inteligência descobriram que Khamenei participaria pessoalmente de uma reunião na manhã de sábado.
Durante mais de duas décadas, a unidade de inteligência cibernética israelense Unit 8200 monitorou os guarda-costas do líder iraniano e invadiu câmeras de trânsito ao redor de seu complexo em Teerã.
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Nos últimos meses, Khamenei vinha passando grande parte das noites em um bunker subterrâneo — tão profundo que, segundo relatos, levava cerca de cinco minutos para chegar até ele. O regime iraniano acreditava que Israel atacaria à noite.
O cálculo se mostrou errado.
Caças israelenses F-15 e outras aeronaves decolaram por volta das 7h30 (horário local do Irã) e chegaram à posição de ataque menos de duas horas depois. Às 9h40 começaram os bombardeios, incluindo o lançamento de mísseis Blue Sparrow. Pelo menos 30 ataques de precisão foram direcionados diretamente ao complexo do líder supremo.
Simultaneamente, Israel interrompeu o serviço telefônico na área do complexo, impedindo que assessores pedissem ajuda. Ainda assim, rapidamente surgiram relatos de ataques aéreos na capital iraniana.
Vídeos publicados nas redes sociais mostraram colunas de fumaça se elevando de vários pontos de Teerã, incluindo a área do complexo do líder supremo. Até as 18h, já era evidente que os ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel haviam causado danos significativos, com ao menos seis edifícios atingidos.
Na manhã seguinte, às 5h no horário local, a mídia estatal iraniana confirmou a morte de Khamenei.

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