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Uma festa realizada em uma casa de eventos no bairro de Pudahuel, em Santiago, terminou em violência na madrugada deste domingo (8), quando homens armados abriram fogo dentro do local e deixaram três pessoas mortas. O ataque ocorreu por volta das 3h no antigo espaço Espacio Broadway.
Segundo autoridades chilenas, os autores seriam dois ou três indivíduos que efetuaram mais de 70 disparos durante o evento, que reunia cerca de duas mil pessoas. As vítimas fatais são dois cidadãos chilenos e um equatoriano em situação migratória irregular, todos com idades entre 20 e 21 anos. Uma quarta pessoa, uma mulher que sofreu ferimentos na cabeça, foi socorrida e está fora de perigo.
De acordo com o procurador da equipe de crimes organizados e homicídios (ECOH), Cristián Soto Rivera, o primeiro alerta foi recebido por volta das 3h30. Ele afirmou que os tiros foram disparados no interior da casa de eventos, provocando pânico entre os frequentadores. O cidadão equatoriano morreu ainda no local, enquanto um dos chilenos também faleceu na casa de festas e o outro morreu após ser levado a um hospital.
Falhas de segurança são investigadas
A investigação também apontou possíveis falhas na segurança do evento. Segundo o prefeito da Unidade de Crimes contra a Pessoa da Polícia de Investigações (PDI), Jorge Abatte, apesar da grande quantidade de evidências balísticas recolhidas, o espaço não possuía câmeras de vigilância. Além disso, não houve uma verificação completa de armas entre os participantes, medida que deveria ter sido adotada pela empresa responsável pela organização da festa.
Testemunhas relataram que os suspeitos fugiram logo após os disparos. Um funcionário do local afirmou à emissora chilena CHV Noticias que duas pessoas deixaram o espaço em uma van branca. Segundo ele, os responsáveis já seriam conhecidos na região por causarem problemas em ocasiões anteriores.
O delegado presidencial da Região Metropolitana, Gonzalo Durán, informou que o funeral de uma das vítimas — o cidadão equatoriano, que teria sido atingido por maior número de disparos — foi classificado como de alto risco pelas autoridades.
O caso está sendo investigado pela Polícia de Investigações do Chile (PDI). O Ministério Público determinou que o Laboratório de Criminalística realize a coleta de provas e a análise balística, além de ouvir testemunhas, na tentativa de identificar e localizar os responsáveis pelo ataque.
Dois jovens foram formalmente acusados de crimes relacionados a terrorismo após tentarem detonar explosivos durante um protesto em frente à residência oficial do prefeito de Nova York. Segundo a polícia, o ataque teria sido inspirado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI) e poderia ter causado grande número de vítimas.
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Os suspeitos, Emir Balat, de 18 anos, e Ibrahim Kayumi, de 19, foram presos no sábado após tentarem lançar dispositivos explosivos improvisados próximos ao Gracie Mansion, residência oficial do prefeito Zohran Mamdani, no Upper East Side de Manhattan. Nenhum dos artefatos detonou como planejado.
De acordo com autoridades, os dois afirmaram à polícia que pretendiam realizar um ataque “ainda maior” que o atentado à Maratona de Boston, em 2013, que deixou três mortos e centenas de feridos.
Imagens registradas no local mostram um dos suspeitos sendo detido segundos depois de acender um dos dispositivos, que acabou não explodindo. A polícia informou que os explosivos eram compostos por garrafas de vidro preenchidas com material explosivo e cercadas por fragmentos metálicos, como porcas e parafusos, para aumentar o potencial de dano.
Vídeo:
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Durante entrevista coletiva, a comissária da Polícia de Nova York, Jessica Tisch, afirmou que os artefatos tinham capacidade para causar destruição significativa.
— Tivemos sorte de que os dispositivos usados neste fim de semana não tenham causado o tipo de dano que certamente poderiam provocar. Mas sorte nunca é estratégia. Dispositivos como esses têm potencial devastador — afirmou.
A investigação revelou que um dos explosivos era feito com triacetona triperóxido (TATP), substância altamente volátil usada em diversos atentados terroristas pelo mundo.
Além dos dois artefatos lançados no local do protesto, policiais localizaram um terceiro dispositivo dentro de um carro ligado aos suspeitos, estacionado no Upper East Side. Um robô antibombas foi usado para examinar o veículo.
Segundo documentos judiciais, Balat escreveu após a prisão um texto jurando lealdade ao Estado Islâmico e defendendo a morte de “infiéis”. Kayumi afirmou às autoridades que assistia regularmente a vídeos de propaganda do grupo extremista e que isso ajudou a motivar o ataque. A polícia também informou que os dois não possuíam antecedentes criminais.
Os suspeitos enfrentam acusações federais que incluem tentativa de fornecer apoio material ao Estado Islâmico e uso de arma de destruição em massa. Durante a primeira audiência judicial, realizada nesta segunda-feira, um juiz determinou que ambos permaneçam presos até a próxima sessão do caso, marcada para 8 de abril.
Em comunicado, o prefeito Zohran Mamdani afirmou que os acusados devem responder integralmente pelos seus atos.
— Continuaremos trabalhando para manter os nova-iorquinos seguros. Não toleraremos terrorismo ou violência em nossa cidade — declarou.
O episódio ocorreu durante um protesto anti-Islã realizado nas proximidades da residência do prefeito. A manifestação foi organizada pelo influenciador de extrema direita Jake Lang, que recebeu perdão após participar da invasão ao Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro de 2021. No local, o grupo foi confrontado por mais de 100 contramanifestantes.
Investigadores americanos realizaram na segunda-feira uma operação de busca no rancho do falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, no estado do Novo México, como parte de uma investigação sobre supostos abusos de mulheres e meninas, informaram autoridades.
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“Esta busca faz parte da investigação criminal anunciada em 19 de fevereiro pelo Departamento de Justiça do Novo México sobre supostas atividades ilegais no rancho de Epstein antes de sua morte em 2019”, afirmou o órgão em comunicado.
A operação ocorre após a divulgação de milhões de documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre o financista, nos quais o chamado “Rancho Zorro” é citado milhares de vezes.
A congressista do Novo México Melanie Stansbury afirmou que a busca “não deixará pedra sobre pedra”.
“As sobreviventes de Epstein esperaram tempo demais para que a justiça seja feita, e o Novo México está liderando a busca por verdade e responsabilização”, escreveu Stansbury na plataforma X.
Epstein foi condenado em 2008 por crimes de abuso sexual de menores — algumas com apenas 14 anos — e morreu preso em Nova York antes de ser julgado por acusações de tráfico sexual.
Após sua morte, uma mulher não identificada, que usou o pseudônimo Jane Doe 15, afirmou que Epstein a estuprou no rancho quando ela tinha 15 anos.
Outra mulher, Annie Farmer, afirmou que a cúmplice de Epstein, Ghislaine Maxwell — atualmente presa — apalpou seus seios no rancho quando ela ainda era adolescente.
O ‘celeiro suspeito’ e o incinerador
Os novos documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelam detalhes perturbadores sobre a propriedade de 7.600 acres de Jeffrey Epstein no Novo México. Segundo os registros, o FBI recebeu alertas de que o financiador estaria utilizando um incinerador escondido em um celeiro recém-construído para destruir evidências de seus crimes.
As revelações surgem em meio a alegações de que o rancho serviu como cenário para abusos sexuais e tráfico de menores, com denúncias de que pelo menos duas jovens estrangeiras teriam sido estranguladas e enterradas na propriedade.
Um relatório do FBI, datado de 19 de julho de 2019 — poucos dias após a prisão de Epstein —, registra o depoimento de um policial aposentado que patrulhou a região por 15 anos. Ele relatou às autoridades a construção de um celeiro atípico para atividades rurais.
De acordo com o depoimento, a estrutura possuía uma chaminé e um sistema de segurança conhecido como “sally port” (uma entrada controlada com portas múltiplas onde apenas uma abre por vez).
“O celeiro é suspeito, pois há uma porta de garagem que parece ser uma entrada de segurança e há uma chaminé. [Nome omitido] teme que a propriedade possa ter um incinerador escondido no local para destruir evidências”, diz o relatório.
O ex-policial também afirmou ter visto diversas figuras de “alto perfil” frequentando o rancho e mencionou rumores de que Epstein recrutava meninas para visitas ao local isolado.
Alegações de assassinatos
A atenção sobre o rancho intensificou-se após o surgimento de um e-mail enviado ao FBI por um suposto ex-funcionário da propriedade. Na mensagem, intitulada “Confidencial: Jeffrey Epstein”, o remetente afirma ter “visto tudo” enquanto trabalhava no local.
O e-mail alega que duas meninas estrangeiras foram enterradas nas colinas próximas ao rancho por ordens de Epstein e de Ghislaine Maxwell (referida como ‘Madam G’). Segundo o relato, as jovens teriam morrido por estrangulamento durante práticas sexuais violentas. O autor da mensagem chegou a pedir o pagamento de um Bitcoin em troca de vídeos que comprovariam os crimes.
Reabertura das investigações
Diante dos novos fatos, o procurador-geral do Novo México, Raúl Torrez, anunciou a reabertura oficial das investigações sobre o rancho. Embora o caso estadual tenha sido encerrado em 2019 a pedido de promotores federais, o gabinete de Torrez afirmou que as “revelações contidas nos arquivos do FBI justificam um exame mais aprofundado”.
Agentes especiais e promotores estaduais buscam agora acesso imediato aos arquivos federais sem rasuras para trabalhar em conjunto com uma nova “comissão da verdade” estabelecida por legisladores estaduais.
Epstein adquiriu o Rancho Zorro em 1993 de Bruce King, ex-governador do Novo México. A propriedade de luxo incluía uma mansão de 2.500 metros quadrados, pistas de pouso privativas, hangares e diversas residências para funcionários.
O local era utilizado como um refúgio isolado onde convidados VIP podiam circular com maior discrição do que em “Little St. James”, a ilha particular de Epstein no Caribe. Documentos judiciais já incluíram relatos de vítimas, como uma mulher identificada como Jane Doe, que afirmou ter sido abusada no rancho em 2004, aos 15 anos.
O mundo registrou o quinto mês de fevereiro mais quente já observado, enquanto a Europa Ocidental enfrentou chuvas extremas e inundações, informou na terça-feira o monitor climático da União Europeia Copernicus Climate Change Service.
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As temperaturas globais no mês passado ficaram 1,49 °C acima dos níveis pré-industriais, período anterior ao uso intensivo de combustíveis fósseis que provocou a mudança climática.
Foram registradas temperaturas mais altas que a média para fevereiro nos Estados Unidos, no nordeste do Canadá, no Oriente Médio, na Ásia Central e na Antártica Ocidental, segundo o serviço climático.
Também houve temperaturas acima da média na Europa Ocidental, no sul e no sudeste do continente, enquanto o clima foi mais frio no noroeste da Rússia, nos países bálticos, na Finlândia e em países escandinavos vizinhos.
Oceanos aquecidos e gelo reduzido
A temperatura da superfície do mar foi a segunda mais alta já registrada para um mês de fevereiro, indicou o monitor.
No Ártico, a extensão média do gelo marinho atingiu o terceiro nível mais baixo para o mês, cerca de 5% abaixo da média.
De acordo com a rede científica World Weather Attribution, a mudança climática causada pela atividade humana intensificou as chuvas torrenciais que mataram dezenas de pessoas e obrigaram milhares a deixar suas casas na Espanha, em Portugal e no Marrocos entre janeiro e fevereiro.
A poderosa irmã do líder da Coreia do Norte advertiu nesta terça-feira sobre “consequências terríveis” devido às manobras militares conjuntas realizadas atualmente por Coreia do Sul e Estados Unidos.
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Seul e Washington iniciaram na segunda-feira os exercícios militares “Escudo de Liberdade”, com cerca de 18 mil soldados sul-coreanos, que devem se estender até 19 de março. Não foi informado quantos militares americanos participam.
A Coreia do Norte afirma que esses exercícios anuais são ensaios para uma invasão.
Kim Yo Jong, muito próxima de seu irmão Kim Jong Un, declarou que os exercícios conjuntos “podem ter consequências terríveis e inimagináveis”, segundo a agência estatal de notícias Korean Central News Agency.
A irmã do líder foi recentemente nomeada chefe do departamento de assuntos gerais do partido governista norte-coreano, cargo que analistas consideram semelhante ao de secretária-geral.
Ela afirmou que as manobras ocorrem em “um momento crítico em que a estrutura da segurança global colapsa rapidamente e guerras eclodem em diferentes partes do mundo”.
Pyongyang também condenou os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, afirmando que eles revelam o caráter “rufiã” de Washington.
Figura poderosa
Kim Yo-Jong, irmã mais nova e braço direito do líder norte-coreano Kim Jong-Un, é uma das figuras mais poderosas da Coreia do Norte após sua promoção mais recente, com um papel de destaque na diplomacia do país que tem capacidade de fabricar bombas nucleares. A imprensa estatal anunciou a nomeação de Kim Yo-Jong como diretora de departamento no Comitê Central do Partido dos Trabalhadores, cargo equivalente a uma pasta ministerial, segundo analistas.
O congresso do Partido dos Trabalhadores, que começou em 19 de fevereiro, dá uma ideia do funcionamento político da Coreia do Norte. O evento é considerado uma tribuna que permite a Kim demonstrar seu controle à frente do país.
Durante o congresso, também foi atribuído um papel de destaque a uma filha do dirigente, Ju Ae. Os serviços de inteligência da Coreia do Sul afirmam que a adolescente é uma possível herdeira de Kim Jong-Un em um país que nunca foi governado por uma mulher. Sobre a irmã do líder norte-coreano, há poucas informações. Ela já fez declarações contundentes sobre política externa, contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos.
Ela chamou o governo do ex-presidente sul-coreano Yoon Suk-Yeol de “cão fiel” dos Estados Unidos. Mas o tom de seu discurso foi suavizado com a chegada ao poder, no ano passado em Seul, de Lee Jae Myung, que busca melhorar as relações com o Norte. Nascida em 1988, segundo o governo sul-coreano, Kim Yo-Jong é filha da união entre o falecido líder Kim Jong Il e sua terceira companheira conhecida, a ex-bailarina Ko Yong Hui. O casal teve três filhos.
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Experiente
Assim como Kim Jong-Un, ela estudou na Suíça e ascendeu rapidamente na hierarquia do regime a partir do momento em que o irmão herdou o poder, após a morte do pai em dezembro de 2011. Ela mantém um vínculo especial com ele porque os dois são filhos de Ko Yong Hui.
“Kim Yo-Jong é uma das poucas pessoas em quem Kim Jong-Un pode confiar e em quem pode se apoiar”, avalia Ahn Chan Il, pesquisador nascido na Coreia do Norte.
Ela fez sua primeira aparição oficial na imprensa norte-coreana em 2009, ao acompanhar o pai em uma visita a uma Universidade de Agronomia. Depois, foi uma figura habitual no círculo de Kim Jong Il até sua morte. Nas fotos do funeral, apareceu em posição de destaque, logo atrás de Kim Jong-Un.
Durante a viagem de trem de 60 horas do irmão para participar da segunda reunião de cúpula com o presidente americano Donald Trump, em fevereiro de 2019, em Hanói, ela foi vista carregando um cinzeiro quando ele desceu para fumar em uma plataforma. Kim Yo-Jong “também ocupou funções oficiais durante as reuniões de cúpula entre Kim e Trump em Singapura e Hanói”, destaca Ahn Chan-il, o que a torna uma dirigente “experiente e calejada”.
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Pyongyang nunca divulgou oficialmente informações sobre sua situação matrimonial ou eventuais filhos. Raras imagens divulgadas no ano passado pela imprensa estatal a mostraram em uma exposição de arte ao lado de duas crianças pequenas.
Primeira da família a visitar o Sul
Kim Yo-Jong apareceu no cenário internacional em 2018, quando acompanhou os Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang. Ela se tornou a primeira integrante da dinastia a viajar ao Sul. Suas expressões enigmáticas, suas roupas, o modo de escrever, tudo foi minuciosamente analisado.
O coordenador da delegação olímpica norte-coreana, que também era o chefe de Estado protocolar do país naquele momento, cedeu o assento de honra quando chegaram a Seul para manter breves conversas com funcionários de alto escalão sul-coreanos. Muitos viram nisso um sinal de seu status.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou na terça-feira, 10, que seu país continuará lutando enquanto for necessário, lançando dúvidas sobre a insistência do presidente dos EUA, Donald Trump, de que o conflito terminaria “em breve”.
As declarações de um dos principais líderes iranianos, que também descartou negociações com Washington, ocorreram enquanto Teerã lançava uma nova onda de ataques contra nações do Golfo aliadas dos EUA, horas depois das garantias de Trump sobre um fim rápido para o conflito que se intensifica rapidamente.
Os comentários de Trump ajudaram a reverter as quedas do mercado de ações e os aumentos nos preços do petróleo do dia anterior, com os mercados de Tóquio e Seul abrindo em alta e os preços do petróleo caindo até 5%, um dia depois de o preço do petróleo bruto ter ultrapassado os US$ 100 por barril.
“Isso vai acabar em breve, e se recomeçar, eles serão atingidos ainda mais duramente”, disse Trump em uma coletiva de imprensa na Flórida na segunda-feira, depois de dizer a parlamentares que a campanha seria uma “excursão de curto prazo”.
“Já vencemos de muitas maneiras, mas não o suficiente”, disse Trump.
Ele ameaçou um ataque de proporções “incalculáveis” caso Teerã bloqueie o fornecimento de petróleo. “Vamos atacá-los com tanta força que será impossível para eles, ou para qualquer outro país que os ajude, recuperar aquela região do mundo, caso façam alguma coisa.”
No entanto, em entrevista à PBS News, Araghchi afirmou: “Os disparos continuam e estamos preparados. Estamos bem preparados para continuar atacando-os com nossos mísseis pelo tempo que for necessário
A Guarda Revolucionária do Irã também respondeu a Trump que seria ela quem “determinaria o fim da guerra”. Ao mesmo tempo, Araghchi descartou qualquer negociação com Washington, dizendo que Teerã teve “uma experiência muito amarga conversando com os americanos”.
Relembrando outros ataques dos EUA durante negociações anteriores, ele disse: “Não acho que conversar com os americanos esteja mais em nossa agenda.”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quinta-feira (5) a saída de Kristi Noem do comando do Departamento de Segurança Interna. A decisão foi divulgada pelo próprio republicano em sua rede social, a Truth Social, onde afirmou que a secretária deixará o cargo após “resultados espetaculares”, especialmente na área de segurança de fronteira.
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Segundo Trump, Noem passará a exercer uma nova função como enviada especial para o “Escudo das Américas”, iniciativa de segurança voltada ao hemisfério ocidental que será apresentada no sábado, em Doral, na Flórida. Para substituí-la no departamento, o presidente indicou o senador republicano Markwayne Mullin, de Oklahoma, que deverá assumir o posto em 31 de março de 2026.
Kristi Noem se tornou uma das principais figuras da política migratória do governo e ganhou o apelido de “Barbie do ICE”, em referência ao Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE), por críticos de sua atuação. Nos últimos meses, ela esteve no centro de controvérsias após operações do órgão em Minneapolis, no estado de Minnesota, nas quais dois cidadãos americanos morreram baleados por agentes federais.
Pressões e controvérsias no cargo
Antes da saída, Noem vinha enfrentando pressão política crescente. Nesta semana, ela foi questionada por parlamentares republicanos durante audiências no Congresso sobre diferentes decisões tomadas à frente do Departamento de Segurança Interna.
Entre os pontos criticados estavam a distribuição de recursos de um contrato publicitário milionário e a condução administrativa da pasta. Também gerou reação a decisão inesperada de suspender o programa TSA PreCheck, que permite inspeções mais rápidas em aeroportos para passageiros considerados de baixo risco. A medida foi revertida poucas horas depois.
Durante uma das audiências, a secretária também afirmou que Trump tinha conhecimento da campanha publicitária do departamento, declaração que irritou o presidente. O republicano nega ter autorizado a iniciativa.
Além das críticas à gestão, Noem foi alvo de rumores sobre um suposto relacionamento amoroso com um assessor próximo, o que aumentou o desgaste político dentro do governo.
Na esfera pessoal, episódios relatados em sua biografia também voltaram à tona recentemente. No livro, a ex-secretária conta que matou um cachorro de 14 meses por considerá-lo indomável e também uma cabra da fazenda da família, que descreveu como “má, nojenta e malcheirosa”. O relato gerou forte reação pública e voltou a circular nas redes sociais no fim de 2024, quando Trump formava seu gabinete para o segundo mandato, transformando Noem em alvo de memes e críticas.
Um eclipse solar total previsto para 2 de agosto de 2027 promete transformar o dia em um breve entardecer em algumas partes do planeta. Em pontos específicos da Terra, a Lua deverá encobrir completamente o Sol por até 6 minutos e 22 segundos, a maior duração registrada em terra firme no século XXI, de acordo com estimativas de astrônomos.
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O fenômeno poderá ser observado parcialmente em áreas da Europa, da África e da Ásia. Já a fase mais impressionante, chamada de totalidade — quando o disco solar fica totalmente oculto — ocorrerá apenas em uma faixa estreita do planeta.
Faixa de escuridão cruzará dez países
A chamada faixa de totalidade terá cerca de 258 quilômetros de largura e será percorrida pela sombra da Lua ao longo de mais de 15 mil quilômetros sobre a superfície terrestre. O trajeto passará por dez países: Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Sudão, Arábia Saudita, Iêmen e Somália.
Ao todo, o fenômeno deve alcançar aproximadamente 2,5 milhões de quilômetros quadrados. Alguns locais são considerados especialmente favoráveis para observação, como a cidade de Tarifa, no sul da Espanha, regiões costeiras da Tunísia e a cidade egípcia de Luxor.
A longa duração do eclipse está relacionada à posição da Lua no momento do alinhamento entre os astros. Na data do evento, o satélite natural estará no perigeu, ponto de sua órbita em que fica mais próximo da Terra. Essa proximidade faz com que a sombra projetada pela Lua seja maior, permitindo que o Sol permaneça encoberto por mais tempo.
O fenômeno também faz parte da série Saros 136, um ciclo conhecido por produzir eclipses com períodos prolongados de totalidade. Astrônomos indicam que um eclipse com duração superior à prevista para 2027 só deverá ocorrer novamente em 2114.
Durante a fase de totalidade, o céu não ficará completamente escuro como à noite. A paisagem tende a se assemelhar a um crepúsculo repentino, com forte redução da luminosidade, mas ainda com visibilidade do horizonte. Isso ocorre porque parte da luz solar continua sendo espalhada pela atmosfera terrestre.
Nos últimos dias, publicações nas redes sociais passaram a afirmar que todo o planeta ficará no escuro durante o fenômeno, o que não é correto. A escuridão total só será percebida nas áreas que estiverem dentro da faixa de totalidade; nas demais regiões, o evento aparecerá apenas como um eclipse parcial.
Outra informação equivocada que circula online afirma que não haverá outros eclipses em 2027. De acordo com astrônomos, um eclipse solar parcial também está previsto para 21 de setembro do mesmo ano, visível principalmente em áreas do oceano Pacífico.
Como ocorre um eclipse solar
Um eclipse solar acontece quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, bloqueando a luz solar e projetando sua sombra sobre o planeta. Esse alinhamento não ocorre em todas as luas novas porque a órbita lunar é levemente inclinada em relação à da Terra.
Dependendo da posição relativa dos astros, o fenômeno pode assumir diferentes formas. No eclipse total, a Lua cobre completamente o Sol; no anular, permanece visível um anel luminoso ao redor do satélite; e no parcial, apenas uma parte do disco solar é encoberta.
Uma descoberta inesperada em uma biblioteca histórica de Florença pode lançar nova luz sobre a formação intelectual de um dos nomes centrais da ciência moderna. Um historiador italiano encontrou um exemplar do século XVI do Almagesto, tratado clássico de astronomia, repleto de anotações que especialistas acreditam ter sido escritas por Galileu Galilei ainda no início de sua carreira.
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O achado foi feito pelo historiador Ivan Malara, enquanto analisava sete edições antigas da obra na Biblioteca Nacional Central de Florença. O Almagesto, escrito no século II pelo astrônomo Cláudio Ptolomeu, descreve um universo geocêntrico, com a Terra no centro — modelo que dominou a astronomia ocidental por cerca de 14 séculos.
Durante a leitura de um dos volumes, Malara percebeu um detalhe incomum: alguém havia copiado o Salmo 145 em uma das páginas. A caligrafia chamou sua atenção e, ao examinar o livro com mais cuidado, ele encontrou margens repletas de comentários críticos. Segundo relato publicado pela revista Science, a escrita parecia muito semelhante à do célebre cientista toscano.
Naquela mesma noite, o historiador comparou a caligrafia com documentos conhecidos de Galileu. Convencido da possível descoberta, enviou um e-mail de madrugada a dois especialistas italianos no cientista. “Perdoem o horário inconveniente. Mas não consigo acreditar no que vejo”, escreveu.
Especialistas confirmam indícios
Um dos destinatários da mensagem foi Michele Camerota, pesquisador da Universidade de Cagliari. Após analisar o material, ele afirmou à revista Science considerar “totalmente segura” a atribuição das anotações a Galileu.
A conclusão é sustentada por diferentes evidências. Especialistas em caligrafia do Museu Galileu e da própria Biblioteca Nacional Central de Florença verificaram que a escrita, as abreviaturas e o estilo das notas coincidem com documentos do cientista. Além disso, alguns comentários críticos dirigidos às ideias de Ptolomeu lembram passagens presentes em obras que Galileu produziu na mesma época.
Outro detalhe chamou a atenção dos pesquisadores. O salmo copiado no livro — uma oração que exalta a grandeza de Deus — coincide com relatos históricos de que o cientista costumava rezar antes de estudar o Almagesto. Uma edição do século XVII menciona que Galileu fazia uma oração antes da leitura, informação também registrada em uma carta de 1673 do matemático Alessandro Marchetti.
Um retrato diferente do cientista
Caso a autoria seja definitivamente confirmada, o volume oferece um retrato menos conhecido de Galileu. As anotações parecem ter sido escritas por volta de 1590, cerca de duas décadas antes de suas célebres observações telescópicas da Lua e de Júpiter, que ajudariam a desafiar a visão tradicional do cosmos.
Em vez de um cientista que rompeu abruptamente com a tradição, o livro sugere um jovem estudioso profundamente imerso na astronomia clássica de Ptolomeu. Ao mesmo tempo em que demonstrava respeito pela obra, ele registrava críticas e questionamentos nas margens.
Para Malara, a descoberta pode ajudar a compreender melhor uma das transformações intelectuais mais marcantes da história da ciência: a transição de um universo centrado na Terra para um modelo em que o planeta deixa de ocupar posição privilegiada no cosmos.
Uma medusa minúscula, quase invisível no oceano, tem uma capacidade que parece saída da ficção científica: quando envelhece ou sofre danos, ela pode voltar a ser jovem novamente.
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Conhecida cientificamente como Turritopsis dohrnii, essa espécie é frequentemente descrita por pesquisadores como “biologicamente imortal”. O motivo está em um processo incomum de reversão do ciclo de vida, no qual o animal adulto consegue transformar suas próprias células e retornar ao estágio inicial de desenvolvimento.
À primeira vista, trata-se de uma medusa comum, de tamanho diminuto e aparência discreta. No entanto, quando fica velha, doente ou sofre algum tipo de lesão, em vez de morrer como a maioria dos animais, ela pode reiniciar seu desenvolvimento biológico. Nesse processo, o organismo adulto se reorganiza e volta a um estágio semelhante ao de pólipo, fase inicial do seu ciclo de vida, podendo crescer novamente.
Os cientistas explicam que essa transformação ocorre por meio de um fenômeno chamado transdiferenciação, no qual células já especializadas mudam de função e se reorganizam para formar novos tecidos. Com isso, a medusa consegue “reiniciar” sua vida diversas vezes.
Apesar do apelido de imortal, isso não significa que ela nunca morra. Assim como outros organismos marinhos, pode ser devorada por predadores, sucumbir a infecções, sofrer com a poluição dos oceanos ou simplesmente não conseguir completar o processo de rejuvenescimento.
Outros organismos que desafiam o envelhecimento
A Hydra, um animal microscópico que vive em água doce, é outro exemplo frequentemente citado pelos cientistas. Seu corpo possui células que se renovam continuamente, substituindo células antigas por novas. Por causa desse mecanismo, o organismo não apresenta sinais claros de envelhecimento ao longo do tempo.
Em condições ambientais estáveis, a hidra pode viver indefinidamente, desde que não seja predada ou afetada por alterações no ambiente.
Outro caso curioso é o das planárias, vermes achatados que vivem em ambientes aquáticos e são conhecidos por sua impressionante capacidade de regeneração. Se o corpo do animal for dividido em partes, cada fragmento pode originar um novo indivíduo completo.
Assim como a hidra, as planárias mantêm células especiais capazes de reparar e renovar seus tecidos ao longo do tempo, o que impede o envelhecimento típico observado na maioria dos seres vivos.
Embora alguns pesquisadores considerem esses organismos exemplos de verdadeira imortalidade biológica, outros preferem descrevê-los como espécies com uma capacidade extrema de regeneração e renovação celular. De qualquer forma, todos concordam que o estudo desses animais pode ajudar a ciência a compreender melhor os mecanismos do envelhecimento e abrir caminhos para novas pesquisas sobre regeneração de tecidos e longevidade.

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