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Uma semana e meia depois de lançar, ao lado dos EUA, a maior guerra no Oriente Médio desde a invasão americana do Iraque, em 2003, o chanceler israelense, Gideon Saar, afirmou que o conflito com o Irã “continuará até o momento em que nós e nossos parceiros considerarmos apropriado interromper as atividades”. Era uma resposta aos sinais enviados pela Casa Branca de que a ofensiva estava perto do fim, apesar dos bombardeios contra o território iraniano se intensificarem.
— Queremos eliminar, a longo prazo, as ameaças existenciais do Irã a Israel — disse Saar, em entrevista coletiva, se referindo em seguida ao programa nuclear iraniano, acusado pelos israelenses e pelo Ocidente de ter fins militares.
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Desde os anos 1990, Israel afirma que o regime busca obter armas nucleares, e revelações feitas por grupos de oposição no início do século pareciam dar corpo às acusações — para o premier Benjamin Netanyahu, se tratava de uma “ameaça existencial” ao seu país. Antes da guerra, negociações entre Teerã e Washington estavam centradas em um novo acordo, com limites estritos às atividades de enriquecimento de urânio, e havia sinais de avanço. Com os bombardeios em curso, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã estava perto de obter uma ogiva, o que não foi confirmado pela Agência Internacional de Energia Atômica.
O Irã nega ter planos para militarizar suas atividades atômicas, e não são poucos os integrantes do regime a acusarem o Ocidente de “hipocrisia” sobre o tema: afinal, lembram, Israel tem um arsenal nuclear secreto, sem supervisão internacional, e que por pouco não foi usado em combate.
Estimativas de organizações como a Associação para o Controle de Armas afirmam que o país teria cerca de 90 ogivas, além de material suficiente para construir outras 200. Informações de documentos sigilosos e relatos de dissidentes, como o cientista Mordechai Vanunu, sugerem que o país montou uma tríade nuclear, com capacidade de lançar ataques com mísseis balísticos — incluindo o Jericho-3 —, com submarinos e aeronaves de combate, com o apoio de aviões de reabastecimento.
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SIPRI/Editoria de Arte
Os relatos sobre possíveis testes são esparsos, e apontam para detonações subterrâneas no Deserto de Negev. Em 1979, no chamado Incidente Vela, um satélite dos EUA detectou o que poderia ser uma explosão nuclear no Oceano Índico, conduzida em conjunto por Israel e pela África do Sul, na época controlada pelo regime do apartheid e que, nos anos 1990, se tornou o primeiro país do mundo a abrir mão do arsenal atômico.
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Israel jamais admitiu ou negou a existência de suas armas, uma política conhecida como “ambiguidade deliberada”, mas com a ressalva de que “não será o primeiro país a introduzir” um arsenal atômico no Oriente Médio.
A ideia de ter armas nucleares era compartilhada pelos fundadores do Estado de Israel, “para que nunca mais tenhamos que ser as ovelhas levadas ao matadouro”, como disse em 1952 Ernst Bergmann, primeiro chefe da comissão nuclear local. As crises em anos seguintes, como a Crise de Suez, no final da década de 1950, consolidou a política, até hoje mantida em sigilo absoluto.
Segundo pesquisadores, a central nuclear de Dimona, construída com apoio francês, foi adaptada para enriquecer urânio em grau necessário para uso militar, e em 1967 os israelenses tornaram capazes de construírem suas próprias bombas. Um estudo posterior da Federação de Cientistas Americanos apontou que, em 1973, os EUA “estavam convencidos de que Israel tinha armas nucleares”.
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Embora as autoridades do país digam, à sua maneira, que não têm planos para usar armas nucleares em combate, por pouco elas não foram empregadas na Guerra do Yom Kippur, em 1973. Em entrevista ao Wilson Center, em 2013, membros do então Gabinete da premier Golda Meir revelaram que, diante do ataque surpresa a Israel lançado pelos vizinhos árabes, Moshe Dayan, ministro da Defesa, disse que “deveriam ser iniciados os preparativos para usar as bombas atômicas”. Ao longo de tensas discussões, Meir decidiu não empregar o arsenal contra as forças lideradas por Egito e Síria.
Nos EUA, principal aliado de Israel, o tema também parece ser tabu. Em 2008, em resposta a uma pergunta da veterana jornalista Helen Thomas, o então presidente, Barack Obama, disse que “não iria especular” se havia algum Estado nuclear no Oriente Médio. Em maio do ano passado, o deputado republicano Randy Fine recebeu olhares de reprovação ao defender um ataque nuclear (de Israel) contra a Faixa de Gaza para “forçar a rendição” do Hamas.
Ao contrário de outros 191 países, dentre os quais o Irã (signatário desde 1970), Israel não integra o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, mas é um dos 180 membros da Agência Internacional de Energia Atômica, cujos inspetores jamais foram a Dimona. Um relatório do Instituto de Pesquisa da Paz Internacional de Estocolmo afirmou que imagens de satélite sugerem a possível construção de um reator voltado à produção de plutônio.
Após anunciar em janeiro um plano de regularização em larga escala de imigrantes em situação irregular, o governo espanhol afirmou nesta terça-feira que ampliará o acesso à assistência de saúde para pessoas nessa condição. A medida “regulamenta o reconhecimento do direito à proteção da saúde e à assistência de saúde para estrangeiros que não têm residência legal aqui”, explicou a porta-voz do governo, Elma Saiz, após reunião do Conselho de Ministros.
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Segundo Saiz, também ministra das Migrações, a medida também beneficiará espanhóis residentes no exterior durante estadias temporárias no país e familiares que os acompanhem.
Para facilitar a aplicação, o governo do socialista Pedro Sánchez aprovou um decreto que dispensa votação no Parlamento, onde não tem maioria.
Desde que chegou ao poder em 2018, Sánchez defende uma política migratória mais aberta. Em janeiro, apresentou um plano que pode regularizar cerca de 500 mil migrantes, majoritariamente latino-americanos.
A direita e a extrema direita se opõem às medidas. A Espanha é uma das principais portas de entrada de migrantes na Europa, junto com Itália e Grécia.
Um relatório divulgado nesta terça-feira pela Human Rights Watch (HRW) aponta que ao menos 1.243 pessoas morreram no Haiti em ataques com drones “kamikazes”, armados com explosivos e normalmente utilizados em cenários de guerra, empregados em operações contra o crime organizado.
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As informações do relatório da HRW mostraram que, dentre os mortos, ao menos 43 adultos e 17 menores não possuíam nenhum tipo de vínculo com gangues. Ao todo, foram realizadas 141 operações das forças de segurança, entre 1º de março de 2025 e 21 de janeiro de 2026, com a utilização dos drones.
Além do elevado número de vítimas, outras 738 pessoas sofreram ferimentos, sendo, segundo a organização, 49 delas sem envolvimento com organizações criminosas.
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Crise haitiana
De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 90% da capital do Haiti está sob o controle de grupos criminosos. Ainda segundo a ONU, estes grupos foram responsáveis pela morte de quase 6.000 pessoas no ano de 2025, além de propagarem uma onda de violência na cidade de Porto Príncipe, com homicídios, estupros e sequestros.
Classificado como o país mais pobre das Américas, o Haiti tem quase 1,4 milhão de pessoas – 10% da população – deslocadas pela violência. Quase metade da população do país enfrenta sérios problemas de insegurança alimentar, incluindo 1,2 milhão de crianças com menos de 5 anos.
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— Dezenas de pessoas, incluindo muitas crianças, morreram ou ficaram feridas nas operações letais com drones. As autoridades haitianas precisam controlar com urgência as forças de segurança e os terceirizados privados que trabalham para elas antes que mais crianças morram — disse Juanita Goebertus, diretora para as Américas da Human Rights Watch.
O Escritório Integrado da ONU no Haiti atribuiu os ataques com drones a um grupo criado pelo primeiro-ministro, Alix Didier Fils-Aime, com apoio operacional da empresa militar privada Vectus Global.
A Otan, principal tratado militar do Ocidente, anunciou que está implementando o sistema de defesa aérea Patriot no sudeste da Turquia, na estação de radar Kürecik, na província de Malatya, que fornece dados de rastreamento aos interceptadores de mísseis. Tida como os seus “olhos” no Oriente Médio, a base é mantida há anos pela aliança. A medida se dá depois de a Otan interceptar e abater dois ataques a mísseis do Irã no espaço aéreo turco em menos de uma semana.
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“Um sistema Patriot está atualmente em Malatya e está sendo preparado para estar operacional”, informou o Ministério da Defesa turco nesta terça-feira. Em ambos os ataques empregados por Teerã, navios de guerra dos EUA no Mediterrâneo destruíram os mísseis lançados. O primeiro tinha como alvo uma base militar turca onde os americanos mantêm armas nucleares.
Pelo telefone, o ministro de Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, disse a seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi, que a violação ao espaço aéreo turco é inaceitável, e que seu país “continuará a tomar todas as medidas necessárias contra isso”. A informação foi dada por um funcionário da pasta à AFP.
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Membro da Otan e detentora de um de seus maiores exércitos, a Turquia tem pressionado para amenizar a crise com Teerã por meio da diplomacia. O Irã, em resposta à campanha de bombardeios dos EUA e de Israel, disparou mísseis e drones contra cerca de uma dúzia de países da região, mirando sempre instalações americanas.
“Meios de defesa aérea e antimísseis da Otan no Mediterrâneo oriental neutralizaram um míssil balístico lançado do Irã que entrou no espaço aéreo turco”, afirmou o ministério em comunicado na segunda-feira. Alguns fragmentos caíram em uma área despovoada da província meridional de Gaziantep, sem causar vítimas, acrescentou a fonte.
“Reafirmamos que todas as medidas necessárias serão tomadas com firmeza e sem hesitação diante de qualquer ameaça ao nosso território e espaço aéreo. Recordamos que é de interesse geral atender aos alertas da Turquia a esse respeito”, concluiu a pasta.
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O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, alertou os iranianos contra novos “passos provocativos”. Segundo ele, Teerã deve evitar qualquer ação que “lance uma sombra sobre nossos mil anos de relações de vizinhança e fraternidade”, pois continuam adotando “passos extremamente equivocados e provocativos”, apesar de “advertências sinceras” feitas pelo seu país.
Erdogan acrescentou ainda que as forças turcas estão em alerta desde o início do conflito e que o país monitora seu espaço aéreo 24 horas por dia com caças F-16 Fighting Falcon, aeronaves de alerta aéreo antecipado e aviões-tanque. O chamado ocorreu uma hora depois de os EUA anunciarem o fechamento de seu consulado em Adana, no sudeste da Turquia, e recomendarem que funcionários do governo americano não essenciais e seus familiares deixem o país “devido a riscos à segurança”.
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Adana fica próxima da província meridional de Hatay, na fronteira com a Síria, no sul da Turquia, região onde na quarta-feira passada um míssil iraniano foi interceptado pelas defesas aéreas turcas e pela Aliança Atlântica.
Até o momento, a Turquia parecia não ser um alvo, apesar de tropas americanas estarem estacionadas em várias de suas bases, entre elas a base aérea de Incirlik, uma importante instalação da Otan localizada nos arredores de Adana que teria sido o alvo do projétil disparado na semana passada. Um responsável da aliança confirmou à AFP, na quinta-feira, que o alvo do ataque era de fato uma base no sul do país.
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O episódio é particularmente sensível justamente pelo fato de a Turquia integrar a Otan, cujos países estão comprometidos com a defesa coletiva em caso de ataque a um aliado. Com isso, ao estar na mira do regime fundamentalista islâmico, os turcos ampliam a tensão sob uma escalada definitiva e sem precedentes da guerra.
Potências ocidentais em defesa de países do Golfo
A partir dos ataques retaliatórios do Irã, que respondeu aos ataques dos EUA e de Israel ao seu território com uma série de ataques com mísseis e drones contra os Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Catar e outros países do Golfo, danificando infraestruturas e perturbando a produção de petróleo, potências ocidentais decidiram defender esses aliados.
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A Austrália anunciou na terça-feira que fornecerá mísseis air-to-air, armas guiadas lançadas por aeronaves para atacar outros alvos aéreos, avançados aos Emirados Árabes Unidos (EAU). Também enviará um avião espião E-7A Wedgetail com 85 tripulantes para a região, disse o ministro da Defesa, Richard Marles, a repórteres. O avião, que estará operacional até o final da semana e deverá ser utilizado por um período inicial de quatro semanas, fornecerá capacidade de reconhecimento de longo alcance para ajudar a proteger o espaço aéreo do Golfo.
O Pentágono, que forneceu sistemas de defesa antimísseis aos Estados árabes do Golfo antes da guerra, está agora transferindo partes de um sistema de defesa de alta altitude (THAAD) da Coreia do Sul para o Oriente Médio, informou o Washington Post, citando autoridades não identificadas. As Forças Armadas dos EUA também estão recorrendo ao seu estoque de interceptores Patriot no Indo-Pacífico e em outros lugares para reforçar sua defesa contra os projéteis do Irã, informou o jornal.
O THAAD é um sistema da Lockheed Martin Corp. projetado para atingir mísseis mais avançados e velozes nas bordas da atmosfera. Cada um de seus mísseis custa cerca de US$ 12 milhões (mais de R$ 60 milhões).
Londres também enviou aeronaves militares para os EAU para fornecer “capacidade adicional” às defesas aéreas do país, disse o adido de defesa do Reino Unido no país.
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“Operando em uma função defensiva antiaérea, eles estão trabalhando ao lado de nossos anfitriões emiradenses e aeronaves francesas permanentemente baseadas aqui para ajudar a fortalecer os esforços já formidáveis dos Emirados Árabes Unidos para proteger todos que vivem neste país”, afirmou ele em uma postagem nas redes sociais.
Um funcionário dos EAU disse aos repórteres que, embora a estratégia iraniana fosse tentar criar o caos regional, o sistema de defesa aérea em várias camadas do país estava funcionando bem. O apoio francês foi vital, com seus caças participando de patrulhas aéreas e abatendo projéteis desde o início dos combates em 28 de fevereiro, ponderaram eles.
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O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou na segunda-feira que um ataque ao Chipre representa um ataque a toda a Europa. O líder francês visitou a ilha, localizada ao largo das costas da Turquia, da Síria e do Líbano, após um drone de fabricação iraniana cair na semana passada em uma base aérea britânica no país. Não houve vítimas.
— Quando o Chipre é atacado, é a Europa que é atacada — disse Macron durante uma coletiva em uma base militar cipriota, ao lado dos líderes de Chipre e da Grécia.
Em resposta ao incidente, Macron enviou um navio de guerra francês e sistemas de defesa aérea para a ilha. O presidente também anunciou que a França mobilizará oito fragatas e dois navios porta-helicópteros para o Mediterrâneo Oriental, o Mar Vermelho e o Estreito de Ormuz, para ajudar a se defender de ataques iranianos e garantir a continuidade do fluxo de petróleo e gás.
Dados dos EAU sugerem que a barragem de mísseis e drones do Irã diminuiu desde o final do domingo, mesmo que não esteja claro por que ou se a tendência continuará. Ainda assim, Teerã lançou na terça-feira vários drones e mísseis contra alvos nos Emirados Árabes Unidos e na Arábia Saudita, com ambos os países afirmando ter interceptado ou destruído a maioria dos projéteis. Os Emirados Árabes Unidos têm sido alvo mais do que qualquer outro país do Golfo desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.
(Com AFP, New York Times e Bloomberg)
O governo de Donald Trump deu uma guinada nesta terça-feira em relação a um tratamento para autismo que havia promovido com grande alarde. Em setembro, a agência havia anunciado que aprovaria o uso de um medicamento chamado leucovorina – vitamina B9 sintética – para tratar a doença. Mas, nesta terça-feira, a Food and Drug Administration (FDA) recuou, alegando evidências insuficientes de que o medicamento funcione para essa condição.
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O anúncio inicial partiu do Secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr., que durante décadas difundiu alegações refutadas de que as vacinas causam autismo. Kennedy promoveu o leucovorin, geralmente usado para aliviar os efeitos colaterais da quimioterapia, como uma “terapia empolgante” que poderia ajudar crianças com autismo, um transtorno cujos sintomas variam amplamente em um espectro.
“Isso dá esperança a muitos pais de crianças autistas de que talvez seja possível melhorar suas vidas”, disse o presidente Donald Trump em setembro, em uma coletiva de imprensa.
No evento, ele deu conselhos generalistas e sem fundamento sobre autismo, como insistir que mulheres grávidas deveriam “aguentar firme” e evitar o Tylenol devido a uma suposta ligação não comprovada com o autismo — declarações duramente criticadas por cientistas.
Estudos realizados com um pequeno número de pacientes sugeriram que a ingestão de leucovorina pode ajudar a aliviar alguns problemas de comunicação ou de relacionamento pessoal associados ao autismo, mas especialistas afirmam que essa questão precisa de mais estudos.
Nesta terça-feira, a FDA afirmou que estava, de fato, aprovando o uso de leucovorina para uma condição rara chamada deficiência de folato cerebral, mas não para o autismo. A promoção do programa para o autismo por parte do governo Trump corria o risco de gerar falsas esperanças, disseram dezenas de especialistas em autismo em uma carta conjunta na época.
“Não temos dados suficientes para afirmar que poderíamos comprovar a eficácia para o autismo de forma mais ampla”, disse um funcionário da FDA à NBC News. “Caberá aos pacientes conversar com seus médicos para ver se isso pode ser adequado para eles”, disse o funcionário, cujo nome não foi divulgado.
Com necessidade de definir palanques para a eleição de outubro, escolher novos ministros para os lugares dos que sairão para disputar a eleição e encontrar uma estratégia para responder à queda nas pesquisas de intenção de voto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desistiu de viajar para a posse do novo presidente do Chile, José Antonio Kast. O governo anunciou que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, irá representar Lula na cerimônia.
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Simpatizante da ditadura militar de Augusto Pinochet, Kast fez campanha com uma plataforma de direita. O novo presidente do Chile convidou para a sua posse o senador e pré-candidato a presidente pelo PL, Flávio Bolsonaro, que confirmou presença.
De acordo com um integrantes do Itamaraty, o ideal para a diplomacia brasileira seria que Lula fosse, inclusive para demarcar sua condição de estadista em contraste com os bolsonaros. Mas a decisão de desistir da viagem levou em conta que Lula seria minoria em um cenário em que Flávio estaria cercado de líderes de direita mundial. A avaliação é que até a eleição não há mais espaço para conciliação com a direita mundial.
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Lula também tinha acertado que iria ao Chile, mas desistiu. Auxiliares do governo brasileiro, inclusive, já haviam se deslocado para a cidade de Valparaíso, onde acontecerá a posse.
Desde o fim de semana, aliados do presidente brasileiro discutem internamente os impactos da pesquisa Datafolha, que mostrou um cenário de empate técnico entre Lula e Flávio nas simulações de segundo turno para a disputa presidencial.
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De maneira pouco usual, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) não divulgou a agenda de compromissos de Lula nesta terça-feira.
O presidente brasileiro também precisa acertar os palanques para a eleição de outubro. Ainda não estão certos, por exemplo, quem serão os candidatos de Lula para o governo e Senado em Minas e São Paulo, os dois maiores colégios eleitorais do país.
A polícia canadense investiga disparos registrados na madrugada desta terça-feira contra o Consulado dos Estados Unidos em Toronto, no Canadá. Segundo as autoridades, foram encontradas evidências de tiros no local, mas não houve feridos.
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De acordo com a Polícia de Toronto, os agentes foram acionados por volta das 5h29 da manhã (horário local) após relatos de disparos na região onde funciona a representação diplomática americana.
Em uma publicação nas redes sociais, a polícia afirmou que equipes foram enviadas imediatamente ao local e iniciaram uma investigação para determinar as circunstâncias do incidente.
Até o momento, segundo o jornal inglês The Guardian, as autoridades disseram não ter informações sobre um possível suspeito.
Representantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos e da missão diplomática americana em Toronto não responderam imediatamente aos pedidos de comentário sobre o caso.
O episódio acontece poucos dias depois de uma explosão provocada por um dispositivo improvisado na Embaixada dos Estados Unidos em Oslo, na Noruega, no último domingo. A polícia norueguesa segue procurando um suspeito e divulgou imagens do homem que acredita ser responsável pelo ataque. A explosão não deixou feridos e causou apenas danos leves ao prédio.
O Pentágono manteve, nesta terça-feira, o tom de incerteza sobre a duração da guerra contra o Irã e repetiu os mesmos números divulgados na semana passada sobre a redução da capacidade militar iraniana. Em coletiva, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, evitou prever quando o conflito poderá terminar e afirmou que quem “controla o acelerador” do cronograma da guerra é o presidente Donald Trump, que tem oscilado em suas declarações sobre a duração da campanha nos últimos dias.
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Com projeção de uma vitória que classificou como “decisiva”, Hegseth afirmou que os EUA realizarão o “dia mais intenso” de ataques contra o Irã desde o início da guerra. A declaração foi feita ao lado do general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, que repetiu índices divulgados na semana passada sobre a redução dos ataques retaliatórios iranianos com mísseis.
— O maior número de caças, o maior número de bombardeiros, o maior número de ataques — afirmou Hegseth. — Estamos vencendo de forma decisiva, com brutal eficiência, domínio aéreo total e uma vontade inabalável de alcançar os objetivos do presidente. Mantemos o foco no alvo.
De acordo com o Comando Central dos EUA (Centcom), responsável pelas atividades militares americanas no Oriente Médio, as forças americanas atacaram mais de 5 mil alvos no Irã desde o início da guerra. Os alvos dos EUA, ainda segundo o Centcom, incluíram bases de mísseis balísticos, sistemas de defesa aérea iranianos e a poderosa Guarda Revolucionária Islâmica do país.
Segundo o secretário, os objetivos da “Operação Fúria Épica” permanecem inalterados: destruir os arsenais de mísseis iranianos e seus lançadores, desmantelar a base industrial de defesa do país, neutralizar a Marinha do Irã e impedir permanentemente que Teerã obtenha armas nucleares.
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— Estamos esmagando o inimigo de forma implacável. Fazemos isso no nosso tempo e da maneira que escolhemos — declarou.
Hegseth voltou a acusar o regime iraniano de tentar desenvolver armas nucleares e afirmou que Trump “não permitirá” tal avanço. Também acusou as forças iranianas de atacarem deliberadamente civis.
— O Irã está sozinho e está perdendo feio. Eles sabem que suas forças estão sendo sistematicamente enfraquecidas e aniquiladas — disse.
O secretário evitou prever quanto tempo a guerra deve durar, mas, por três vezes na coletiva, afirmou que o conflito não será abrangente.
— Sabemos exatamente o que estamos tentando alcançar aqui, dentro de um escopo adequado, e o povo americano pode ter certeza disso.
Na semana passada, Hegseth havia estimado que a guerra poderia durar de três a oito semanas, mas recuou nesta terça-feira.
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— Não cabe a mim avaliar se estamos no começo, no meio ou no fim — afirmou, acrescentando que Trump “controla o acelerador” do cronograma da guerra.
Avanço militar
Ao apresentar um mapa com os principais alvos atingidos, o general Dan Caine afirmou que os ataques mostram “progresso significativo” na redução das capacidades militares iranianas.
— Os ataques com mísseis balísticos caíram 90% em relação ao nível inicial, e os drones de ataque unidirecional diminuíram 83% desde o início da operação — afirmou.
Caine também destacou avanços na ofensiva contra a Marinha iraniana.
— Mais de 50 navios de guerra iranianos foram atingidos — disse, acrescentando que o foco das forças americanas permanece na destruição da “base militar e industrial” do país para impedir novos ataques contra interesses dos EUA e de aliados.
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Segundo o general, as tropas americanas operam com “relativa impunidade”, embora reconheça riscos.
— Sempre existe um risco — ponderou.
‘Grande erro’ do Irã
Hegseth criticou os ataques iranianos contra países do Golfo e afirmou que Teerã cometeu um erro estratégico ao atingir nações vizinhas.
— Foi um grande erro do regime iraniano atacar seus vizinhos logo de cara, agindo de forma imprudente — disse.
Para o secretário, a decisão de Teerã pressionou outros países a apoiarem a campanha militar liderada por Washington.
As autoridades iranianas, no entanto, rejeitaram qualquer possibilidade de cessar-fogo. O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou nas redes sociais que o país “absolutamente” não pretende interromper os combates.
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Hegseth também enviou um recado direto ao novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei.
— O novo líder do Irã faria bem em acatar as palavras do nosso presidente, que é não buscar armas nucleares — afirmou.
Trump repete que guerra ‘vai acabar em breve’
Trump, durante coletiva na segunda-feira, repetiu que a guerra no Irã “vai acabar em breve”, pouco mais de uma semana após lançar, ao lado de Israel, intensos bombardeios que causaram grandes estragos ao país e que tiveram impacto em todo o Oriente Médio. O presidente questionou o processo de sucessão na República Islâmica, que escolheu um novo líder supremo no fim de semana, e minimizou os impactos da disparada do preço do petróleo. Ele disse ainda que pode retirar sanções para reduzir os preços do barril, sem dar detalhes e citar a Rússia.
Na entrevista coletiva, Trump alegou que “aniquilou completamente todas as forças do Irã”, atingindo mais de 5 mil alvos desde o início do conflito, “incluindo locais responsáveis ​​pela fabricação de drones, poder naval iraniano e capacidade de mísseis”.
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— Isso vai acabar em breve — disse, se referindo à guerra. — E se recomeçar, eles serão ainda mais afetados.
Segundo ele, alguns alvos foram “deixados para depois”, fazendo referência à infraestrutura energética iraniana, já sob ataque de Israel desde o fim de semana.
— Estamos esperando para ver o que acontece antes de atacá-los — afirmou, antes de dizer que esses locais poderiam ser destruídos “em menos de um dia”.
Nem todo encontro inesperado na praia envolve conchas ou estrelas-do-mar. Em Cabo San Lucas, no México, turistas se depararam com dois raros exemplares do chamado “peixe do fim do mundo” encalhados na areia no fim de fevereiro, e a cena rapidamente virou assunto nas redes sociais.
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Os animais pertencem à espécie Regalecus glesne, conhecida popularmente como peixe-remo. O peixe vive normalmente em grandes profundidades do oceano e raramente aparece próximo à superfície, o que torna avistamentos como esse incomuns.
O momento foi registrado em vídeo e publicado pela influenciadora Monica Pittenger, que reúne cerca de 15 mil seguidores. A gravação já ultrapassou 8 milhões de visualizações e também foi republicada por páginas como We Love Animals e AccuWeather.
Veja:
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Nas imagens, um dos peixes aparece na areia, próximo à linha d’água, enquanto pessoas tentam ajudá-lo a voltar para o mar. Segundo Pittenger, sua irmã participou diretamente do resgate.
“POV: Você veio ao Cabo para a praia… e acabou resgatando uma lenda do mar. A minha irmã, Katie, ajudou um remo, um gigante do mar profundo que a maioria das pessoas nunca vê, a voltar para casa”, escreveu ela na publicação.
A influenciadora contou que, no início, ficou nervosa porque não sabia exatamente que animal era aquele ou se ele poderia oferecer algum risco. Ainda assim, segundo ela, sua irmã não hesitou em ajudar. “Ela ajudou a salvar dois deles”, relatou.
Nos comentários da postagem, o episódio despertou curiosidade e surpresa entre os usuários.
“Que loucura você viu dois ao mesmo tempo!! Pergunto-me o que os trouxe à tona. É interessante ver se acontece alguma coisa”, escreveu um internauta.
Outro comentou: “Adoro isto! Também é hora de fatos engraçados: Oarfish é conhecido como o Peixe do Juízo Final porque eles geralmente aparecem encalhados antes e os terremotos atingem. Bem, Cabo fica na linha da Falha de San Andreas e tem uma média de 3-4 menos de 2 terramotos por dia.”
Também houve reações de espanto e curiosidade, como: “Uau! Isso é enorme, nunca vi um antes e tive que pesquisar no Google”, e “Oh meu Deus!!! Isso é incrível”. Alguns usuários levantaram hipóteses sobre a condição dos animais: “Li que eles vêm à tona se estiverem doentes ou feridos. Isso é tão triste que estavam dois encalhados e possíveis doentes”.
De acordo com o relato, dois peixes-remo foram vistos no local, e os turistas tentaram conduzi-los de volta para o oceano.
Montagem com o momento do resgate que circula nas redes sociais
Reprodução/Instagram/@monicaandco_
Aparição rara e cercada de lendas
O peixe-remo pode atingir vários metros de comprimento e vive em águas profundas, geralmente entre 200 e 1.000 metros. Por causa desse habitat, encontros com a espécie perto da costa são raros.
Em diferentes culturas, o animal ganhou o apelido de “peixe do fim do mundo” ou “peixe do juízo final”. O nome está ligado a antigas lendas que associam seu aparecimento na superfície a grandes eventos naturais.
Conhecido no folclore japonês como “Ryugu no tsukai”, ou “mensageiro do deus do mar”, o peixe teria a capacidade de prever terremotos e tsunamis — uma crença popular que não possui comprovação científica.
Especialistas explicam que a presença desses animais perto da superfície costuma ocorrer por fatores mais comuns, como mudanças nas correntes oceânicas, alterações na temperatura da água ou problemas de saúde do próprio peixe, que podem levá-lo a nadar fora de seu habitat natural.
O peixe-remo (Regalecus glesne) é um peixe ósseo de águas profundas que pode ultrapassar 8 metros de comprimento. Tem corpo extremamente longo e fino, de coloração prateada, semelhante a uma fita, e uma crista vermelha característica na cabeça. Considerado o peixe ósseo mais longo do mundo, ele vive no oceano profundo e raramente é visto por humanos, o que ajuda a alimentar o mistério em torno de suas aparições.
A família de uma menina gravemente ferida em um tiroteio em massa no Canadá entrou com uma ação judicial contra a OpenAI, criadora do ChatGPT, alegando que a empresa tinha conhecimento de que o suspeito planejava um ataque, mas não avisou as autoridades.
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A vítima, Maya Gebala, de 12 anos, foi atingida na cabeça e no pescoço durante o ataque ocorrido em Tumbler Ridge, no oeste do Canadá, em 10 de fevereiro. Ela permanece hospitalizada. Segundo o processo, o autor do ataque, Jesse Van Rootselaar, de 18 anos, utilizava o ChatGPT como um “confidente de confiança” para discutir cenários de violência armada meses antes do atentado.
De acordo com a ação judicial movida pela mãe da menina, Cia Edmonds, a primeira conta do suspeito no ChatGPT foi banida pela OpenAI em junho de 2025 após conversas consideradas preocupantes.
De acordo com a rede britânica BBC, o processo afirma que funcionários da empresa identificaram mensagens que indicariam “risco iminente de danos graves a terceiros” e teriam recomendado notificar as autoridades canadenses.
No entanto, segundo os autores da ação, a empresa decidiu apenas suspender a conta do usuário e não alertou a polícia. Posteriormente, o suspeito teria conseguido criar uma segunda conta na plataforma e continuado a discutir planos envolvendo ataques armados.
O ataque em Tumbler Ridge deixou oito mortos, incluindo cinco crianças pequenas e a mãe do suspeito, tornando-se um dos tiroteios mais mortais da história recente do Canadá.
Durante o ataque, Maya Gebala foi baleada três vezes após tentar trancar a porta de uma biblioteca escolar para impedir a entrada do atirador. Segundo o processo, ela sofreu lesões cerebrais graves.
Os advogados da família afirmam que a OpenAI tinha “conhecimento específico do planejamento de longo prazo para um ataque com múltiplas vítimas”, mas não tomou medidas adicionais para impedir a tragédia.
Em nota à imprensa, a OpenAI classificou o episódio como uma “tragédia indescritível” e afirmou que continua trabalhando com autoridades para evitar casos semelhantes no futuro.
O CEO da empresa, Sam Altman, reuniu-se virtualmente com autoridades canadenses, incluindo o ministro de inteligência artificial Evan Solomon e o primeiro-ministro da província da Colúmbia Britânica, David Eby.

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