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As autoridades argentinas anunciaram nesta terça-feira a identificação dos restos mortais de doze vítimas da última ditadura militar (1976-1983), localizados no terreno do antigo centro de detenção clandestino “La Perla”, na província de Córdoba (região central da Argentina). As descobertas foram feitas durante escavações conduzidas pela Equipe Argentina de Antropologia Forense (EAAF), uma organização de renome internacional dedicada à identificação de indivíduos por meio de análises de DNA e restos mortais.
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Essas identificações são resultado de “análises antropológicas e genéticas realizadas pela EAAF nos restos mortais recuperados na Guarnição Militar de La Calera”, onde La Perla funcionava, segundo um comunicado da organização.
O tribunal responsável pelo caso deve informar as famílias das vítimas sobre as descobertas. Somente então, e se as famílias assim o desejarem, as identidades dos indivíduos serão reveladas ao público. A identificação dos restos mortais, encontrados em 2025, coincide com o 50º aniversário do golpe de Estado de 24 de março de 1976.
Organizações de direitos humanos estimam que cerca de 30 mil pessoas foram detidas e desapareceram durante a ditadura, e todos os anos, em 24 de março, centenas de milhares de pessoas em todo o país saem às ruas para exigir justiça para as vítimas e saber seu paradeiro, informação que centenas de ex-militares se recusam sistematicamente a revelar.
“La Perla”, localizada a poucos quilômetros da cidade de Córdoba, operava sob o controle do Exército e foi palco de assassinatos em massa. Centenas de outros centros de detenção como este existiram em todo o país.
Entre 2.500 e 3.000 pessoas passaram por La Perla, que funcionou entre 1976 e 1978, segundo estimativas do Arquivo Provincial da Memória de Córdoba.
A Guarda Revolucionária do Irã começou a instalar minas navais na região do Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% da produção global de petróleo e gás natural, e que está virtualmente fechado desde a semana passada, em meio à guerra lançada por EUA e Israel. A informação, revelada pela rede CNN, é mais um sinal de como os iranianos tentam elevar os custos do conflito por meios não convencionais, e põe em alerta países produtores e consumidores de todo o planeta.
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De acordo com a CNN, citando fontes dos serviços de inteligência dos EUA, dezenas de minas foram instaladas nos últimos dias, cobrindo uma área relativamente pequena da passagem que leva do Mar da Arábia ao Golfo Pérsico. A Guarda Revolucionária possui capacidade considerável de ação naval na área, com lanchas de ataque rápido, mísseis em áreas costeiras e barcos para instalar novas minas. Teerã não confirmou a informação.
Na semana passada, autoridades iranianas afirmaram que qualquer embarcação que tentasse passar por Ormuz seria atacada — desde o início da guerra, 10 navios sofreram danos e sete tripulantes morreram. A consultoria Kpler afirmou que o tráfego na área caiu 90%, seguradoras deixaram de aprovar apólices e gigantes do setor suspenderam viagens.
— Enquanto a situação permanecer insegura, acredito que todos os petroleiros, toda a navegação marítima, devem ser muito cautelosos — disse o porta-voz da diplomacia em Teerã, Esmail Baghaei, na segunda-feira, à rede CNBC.
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Há décadas o Irã usa o Estreito de Ormuz como ferramenta diplomática ou, como hoje, de guerra. O xá Reza Pahlevi, aliado dos EUA, o descrevia como “veia jugular” do país, e estabeleceu uma considerável força naval ali. Na Guerra Irã-Iraque, quando centenas de petroleiros foram atacados pelos dois lados, a República Islâmica tentou bloquear a passagem em mais de uma ocasião. Hoje, com o Golfo diante do maior conflito em duas décadas, os iranianos efetivamente interromperam o tráfego de navios, mesmo sob bombardeios que devastaram boa parte de suas capacidades.
— Haveria consequências catastróficas para os mercados mundiais de petróleo e, quanto mais tempo durar a interrupção, mais drásticas serão as consequências para a economia global — afirmou Amin Nasser, CEO da Aramco, a gigante saudita do petróleo, citado pela agência Reuters. — Embora já tenhamos enfrentado interrupções no passado, esta é de longe a maior crise que a indústria de petróleo e gás da região já enfrentou.
Mapa mostra onde fica localizado o Estreito de Ormuz
Arte O GLOBO
Com o ultimato da Guarda Revolucionária, o barril do petróleo superou a marca dos US$ 100, e seguia em alta consistente até as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, na segunda-feira, de que a guerra está perto do fim (algo que seus comandantes não parecem concordar). Pode ser um alívio temporário. Caso o bloqueio continue, a região teria meios restritos para escoar a produção, já afetada pela suspensão das operações em refinarias após ataques de drones.
— Infelizmente, para os mercados globais, a maior parte da capacidade ociosa [de exportação de petróleo] está nesta região — disse Nasser. — Mesmo com nossa capacidade de exportar pela costa oeste, estamos falando de cerca de 350 milhões de barris que deixarão o mercado por causa das interrupções.
Enquanto os iranianos demonstram resiliência no Golfo, nos EUA a impressão é a de que todos foram pegos de surpresa. O secretário de Energia, Chris Wright, afirmou nesta terça-feira que a Marinha havia escoltado um petroleiro por Ormuz, informação negada pela Casa Branca e pelo Pentágono horas depois. A possibilidade foi levantada algumas vezes por Trump nos últimos dias, mas o chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, revelou não ter recebido qualquer ordem do presidente.
— Se formos incumbidos de escoltar, sabe, vamos analisar a gama de opções para criar as condições militares necessárias para isso — disse Caine em entrevista coletiva, ao lado do secretário de Defesa, Pete Hegseth.
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No começo da tarde, Trump disse ter destruído 10 navios responsáveis pela instalação de minas navais no Estreito de Ormuz, e que está usando a mesma estratégia aplicada no Caribe, onde forças americanas destruíram barcos supostamente ligados aos cartéis do narcotráfico na região. O presidente ainda reservou uma ameaça a Teerã.
“Se, por qualquer motivo, minas foram colocadas e não forem removidas imediatamente, as consequências militares para o Irã serão de uma magnitude sem precedentes. Se, por outro lado, removerem o que quer que tenha sido colocado, será um grande passo na direção certa!”, escreveu em sua rede social, o Truth Social. “CUIDADO.”
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Ao comentar os desencontros dos EUA, o chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse que “as autoridades americanas estão divulgando notícias falsas para manipular os mercados”.
“Isso não as protegerá do tsunami inflacionário que impuseram aos americanos”, escreveu na rede social X. “Os mercados enfrentam a maior crise da HISTÓRIA: maior do que o embargo de petróleo árabe, a Revolução Islâmica do Irã e a invasão do Kuwait JUNTOS.”
O fechamento (ou ameaça) é a mais recente arma da estratégia de resistência à guerra. Com milhares de alvos atingidos, entre bases, instalações do governo e áreas estratégicas, o regime busca elevar ao máximo e compartilhar os custos da guerra, como forma de pressionar um cessar-fogo que não signifique o fim da República Islâmica.
— Os iranianos já sofreram a maior parte dos danos que iriam sofrer — disse Jeffrey Lewis, pesquisador do Centro James Martin para Estudos de Não-Proliferação, à agência Bloomberg. — Não resta muito para os EUA e Israel destruírem. Mas o regime não desmoronou e agora está mirando a economia global.
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Nesta terça-feira, os EUA realizaram a mais intensa série de ataques contra o Irã, atingindo alvos ligados ao desenvolvimento e construção de armas. Foram ouvidas explosões nos arredores de Teerã e perto do aeroporto de Kerman — um morador da capital iraniana disse que a cidade “é a última parada antes do inferno”. A Organização Mundial da Saúde alertou para os riscos à saúde da “chuva negra”, causada por ataques a refinarias e instalações de armazenamento de combustíveis, e recomendou à população que permaneça em casa.
Na Casa Branca, a porta-voz Karoline Leavitt reiterou que o presidente Trump não afastou a possibilidade de enviar tropas ao Irã, hipótese mencionada com cada vez mais frequência.
— O presidente já falou sobre isso repetidamente. Sabiamente, ele não descarta nenhuma opção como comandante-em-chefe. Portanto, repito, eu hesitaria em confirmar qualquer coisa que um democrata no Capitólio diga neste momento sobre o pensamento do presidente — disse Leavitt aos jornalistas, se referindo ao deputado democrata Richard Blumenthal, que mais cedo afirmou que o governo Trump se encaminha para uma etapa terrestre da guerra.
Um ônibus que transportava passageiros pegou fogo nesta terça-feira em uma cidade no oeste da Suíça, deixando ao menos seis mortos e quatro pessoas que estavam no veículo feridas, além de uma outra pessoa que tentou ajudar, informou a polícia local. O acidente aconteceu na cidade de Kerzers, para onde um grande contingente de serviços de emergência foi deslocado.
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“Nesta terça-feira, 10 de março de 2026, por volta das 18h25 [14h25 de Brasília], um incêndio começou em um ônibus […] em Kerzers”, anunciou a polícia cantonal de Freiburg em sua página no Facebook. “Várias pessoas ficaram feridas e várias morreram. Equipes de resgate estão trabalhando no local. A causa ainda é desconhecida”, diz o comunicado.
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Segundo o portal local 20 Minuten, um helicóptero foi usado para resgatar vítimas e lavá-las ao hospital. Ao menos uma delas foi vista, segundo relatos da imprensa local, “com queimaduras”, e “a jaqueta rasgada de uma pessoa no chão” também foi vista.
Incêndio em ônibus na Suíça deixa vários mortos e feridos
Reprodução
Ainda de acordo com o 20 Minuten, não há informações sobre a causa do incêndio. Uma entrevista coletiva está prevista ainda para esta quarta, mas teve de ser adiada. A polícia pede que as pessoas se mantenham afastadas do local.
Segundo a publicação, um homem teria causado o incêndio ao incendiar o próprio corpo dentro do veículo. Testemunhas relataram à publicação que ele “jogou gasolina sobre si mesmo e ateou fogo”. A polícia criou uma linha de telefone para que denúncias sobre as possíveis motivações para o ocorrido sejam repassadas às autoridades.
Por conta das mortes terem sido decorrentes do incêncio, as vítimas fatais ainda não puderam ser reconhecidas, segundo o portal alemão Focus. Entre os feridos em decorrência do incêndio, três deles estão em estado grave.
Os efeitos de curto prazo da guerra do Irã podem gerar um estímulo para produção de petróleo fora do Golfo Pérsico, mas no longo prazo só a expansão da energia renovável trará estabilidade e segurança a economia do planeta, afirma a analista Stela Herschmann.
Advogada com longa experiência em licenciamento ambiental e litigância climática, ela é hoje especialista em política climática do Observatório do Clima, maior coalizão de ONGs do Brasil. Ela argumenta que essa visão sobre a incursão militar dos EUA e de Israel não leva em conta apenas o ponto de vista ambiental.
— A guerra acontece em um cenário em que a transição energética é inevitável — diz. — Esse caos geopolítico que a gente está vendo, junto com as ameaças a que essa guerra nos expõe, reforça a percepção de que num mundo baseado em energias renováveis a gente teria menos riscos.
Herschmann é coautora do estudo internacional divulgado nesta semana que mapeou as iniciativas já existentes para planejar a descarbonização de economias. Em entrevista ao GLOBO, ela fala sobre como o conflito no Irã deve influenciar o movimento por um “mapa do caminho” da “transição para longe dos combustíveis fósseis”, promessa que as conferências do clima da ONU ainda não cumpriram.
– Como a guerra do Irã e a subida dos preços do petróleo vão influenciar o debate sobre o fim dos combustíveis fósseis, que entrou em uma fase importante agora?
A guerra acontece em um cenário em que a transição energética é inevitável. Isso está ficando cada vez mais claro. Os países estão cada vez mais avançando nos seus planos, nas suas iniciativas, ainda que pontuais, cada um à sua maneira, para tratar dos combustíveis fósseis. Isso tem ficado cada vez mais evidente.
Mas o mundo também ainda tem planos no sentido contrário. Os países têm planos de produção de carvão, petróleo e gás que gerariam mais do que o dobro daquilo que o planeta pode acomodar para evitar um aquecimento de 1,5°C. Esta guerra deixa ainda mais evidente a necessidade dessa transição.
Mas a gente se afastar dos combustíveis fósseis é também uma maneira de a gente caminhar na direção de um mundo mais seguro e mais estável. Esse caos geopolítico que a gente está vendo, junto com as ameaças às quais que essa guerra nos expõe, reforça a percepção de que num mundo baseado em energias renováveis, a gente teria menos riscos. A gente teria menos risco de invasões de superpotências, teria mais segurança energética e teria menos fragilidades econômicas, porque a economia hoje é baseada em petróleo.
– Há algum sinal de que os governos vão pensar com essa lógica? A reação à guerra não pode ser a de que, se o petróleo está escasso, ganha o jogo quem garantir o seu?
A guerra tira a atenção do que a gente deveria estar discutindo, que é a maneira com que a gente vai fazer essa transição energética. A guerra chama atenção para outras coisas, como um incentivo para a militarização, por exemplo, no curto prazo. Mas no médio e longo prazo pode ter outro efeito. Do ponto de vista econômico, por exemplo, se os países não se convencerem pelo argumento climático de que eles deveriam transicionar para energia renovável por ela emitir menos CO2, talvez se convençam pelo impacto econômico.
O preço do barril de petróleo vai fazer a inflação disparar, inevitavelmente. A gente já viu isso em 2022 com a invasão da Ucrânia. E a inflação disparando empurra pessoas para a pobreza, sobretudo em países que já têm dificuldades, por dependerem muito de importar essa commodity. Mas isso afeta o crescimento econômico do mundo inteiro.
Isso deveria ajudar no convencimento dos tomadores de decisão sobre a necessidade da transição energética. Ela significa mais segurança econômica, mais segurança energética e menos risco do ponto de vista de segurança nacional.
– Como fica a Petrobras nesse contexto? O aumento do preço vai ser comemorado pelos acionistas, e só?
Existe uma visão de curto prazo também. Eles não fazem o raciocínio completo sobre a vulnerabilidade, que seria o raciocínio de aproveitar a oportunidade para fazer os investimentos que são necessários.
No curto prazo, do ponto de vista de exploração de petróleo e de lucro para a empresa, talvez isso possa ser visto como uma coisa boa. No longo prazo, se a gente não muda essa mentalidade, a gente continua com as nossas fragilidades. E também tem a questão de que o Brasil produz o petróleo, mas importa a gasolina, o diesel, derivados. Então, a gente vai ver esse impacto nas bombas, como a gente já está vendo no diesel, e vai ver isso afetar as atividades econômicas que dependem desses combustíveis.
– O atual presidente da conferência do clima da ONU, a COP30, André Corrêa do Lago, prometeu criar condições para os países desenharem o tão esperado “mapa do caminho” nas próximas edições do encontro. O trabalho deles está alinhado com o que o estudo de vocês aponta para a transição energética ocorrer de fato?
Sim. Nosso estudo é a primeira publicação que se propõe a dizer o que o mapa do caminho deve ter. Ele tenta entender como desenhar ele de maneira que seja efetivo, seja no nível global, nacional, ou a partir de várias lições e estudos de caso. O estudo oferece esse repositório de lições para várias oportunidades que a gente tem ao longo desse ano, de discutir e aprofundar esse debate, e de tratar da implementação. Como a gente vai superar essas barreiras sistêmicas?
A COP30 criou uma onda que a gente tem que surfar em 2026 para conseguir popularizar esse debate. O momento é importante tanto para coordenação global quanto para as iniciativas nacionais. Então, se o Brasil anunciou que vai fazer um mapa do caminho, então este é o momento de a gente colocar pressão para que isso saia do papel.
– O que podemos esperar da conferência de Santa Marta, na Colômbia, que reúne em abril países favoráveis ao ‘mapa do caminho’, mas fora dos trilhos oficiais?
Os organizadores da conferência de Santa Marta já anunciaram que ela não vai ser um espaço de negociação, e ela não vai se sobrepor a outras iniciativas que já existem. Ela é um espaço de coordenação entre atores que estão dispostos a andar rápido nesse assunto. Existe uma coalizão dos dispostos, que saiu da COP30, mas que não está formalizada. Ela poderia ser formalizada em Santa Marta.
Esses países estão assumindo o compromisso de cada um fazer o seu mapa do caminho e institucionalizar essas discussões. Mas a gente gostaria de ver compromissos práticos dessa coalizão para colocar pressão, inclusive, nos países que não estão, não forem para Santa Marta, mas que têm intenções e querem estar alinhados com essa transição.
– O estudo de vocês lista só 46 países que têm já algum planejamento para descontinuar a energia fóssil no futuro, mas a coalisão formada na COP30 tem mais de 80 países. Essa vai ser a oportunidade de fechar a lacuna?
Em Santa Marta não necessariamente vão estar esses 80 países, mas a gente espera que tenha um número significativo. O que a gente mostra no nosso estudo é que já existem países com planos de descarbonização do setor energético. Um país está falando de encerrar uso do carvão, por exemplo, outro quer reduzir o fornecimento de combustíveis fósseis…
Alguns querem atacar o problema reduzindo a oferta, outros a demanda. Vários estão falando de eletrificação, outos estão falando de melhorar a eficência de sistemas de aquecimento e refrigeração. São planos que, individualmente, atacam certos aspectos do problema.
Olhando para esse agregado, esse conjunto de planos, nós percebemos que há muitos elementos necessários que já estão colocados. Existem lições que a gente pode aproveitar, e a gente procurou reunir essas lições para ajudar os países que queiram fazer um roteiro de descarbonização olhando de maneira mais ampla para toda a economia.
Já existem, dentro o Acordo de Paris, as contribuições nacionalmente determinadas (NDCs), os documentos com as metas climáticas de cada país. Um plano mais geral de descarbonização pode complementar a NDC, mas também pode ir além dela. Ele pode ter um horizonte temporal muito mais amplo que o das NDCs, que a Convenção do Clima da ONU cobra de 5 em 5 anos.
– Vocês consideram que o Brasil já tem algo que possa ser chamado de mapa do caminho para a transição para longe dos combustíveis fósseis? Ou seria o mapa do mapa?
A gente fala da experiência brasileira se referindo a ela como sendo um início de processo, a partir do anúncio do presidente Lula. A gente ainda não sabe se esse processo vai ser feito da maneira correta, mas que quando a gente combina vários ministérios na mesma iniciativa, já é um bom indício da abordagem ampla da economia que será necessária. Essa liderança política pode acelerar os planos.
– Com Santa Marta desviando as atenções das COPs, que são os espaços oficiais para discutir o clima global, que papel sobra para esas conferências da ONU?
Os espaços multilaterais dão passos que são muito mais demorados, mas nós ainda precisamos desse tipo de coordenação internacional. Se se os países agirem sozinhos, o processo fica mais arriscado. Quem se mover primeiro pode acabar sendo prejudicado nos resultados.
Então, a COP ainda é um espaço que a gente tem que mirar. A gente precisa tentar avançar e institucionalizar o debate da transição para longe de combustíveis fósseis ali dentro daquele espaço também. O mundo ideal é que isso tudo fosse decidido entre todos os países numa COP, mas a gente sabe como o avanço ali é demorado. É um espaço que está muito polarizado. A gente também aborda no nosso estudo a questão do financiamento. Você não vai ter um avanço em objetivos e sinais políticos relevantes se você não tiver essa discussão acoplada com o financiamento.
Além dos sete militares americanos mortos desde que os Estados Unidos e Israel iniciaram um conflito com o Irã há dez dias, outros 140 ficaram feridos, oito deles em condições graves, informou o Pentágono em um comunicado nesta terça-feira. Deste total, 108 já se recuperaram e retornaram ao serviço. Antes da divulgação, a agência de notícia Reuters havia publicado que 150 integrantes das tropas americanas haviam sido feridos ao longo dos dez primeiros dias de conflito.
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“A grande maioria desses ferimentos foi leve”, disse Sean Parnell, porta-voz do Pentágono, no comunicado. “Oito militares permanecem na lista de feridos graves e estão recebendo o mais alto nível de atendimento médico”.
Em entrevista coletiva realizada pouco depois, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, foi questionada sobre a reportagem da Reuters e confirmou que o número estava nessa faixa, mas recomendou que os repórteres procurassem o Pentágono para mais esclarecimentos.
Não se sabe exatamente onde e em que circunstâncias esses militares foram feridos, além dos detalhes sobre os ferimentos. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o Irã lançou ataques retaliatórios contra bases militares dos EUA em diversos países do Oriente Médio. Teerã também atacou missões diplomáticas americanas, além de hotéis e aeroportos, e danificou infraestrutura petrolífera em países do Golfo.
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No domingo, o Pentágono anunciou a morte de um sétimo militar americano na guerra contra o Irã. Na segunda-feira, o militar foi identificado como o sargento do Exército Benjamin Pennington, de 26 anos, de Glendale, Kentucky.
O sargento Pennington ficou gravemente ferido em 1º de março, quando o Irã atacou uma base militar saudita onde tropas americanas estavam estacionadas, informou o Comando Central dos EUA (Centcom). Ele morreu em decorrência dos ferimentos na noite de sábado, enquanto oficiais de saúde militar se preparavam para transferi-lo a um hospital militar americano na Alemanha para receber tratamento mais especializado, disseram as autoridades.

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O sargento Pennington foi designado para o Batalhão Espacial em junho do ano passado. Ele estava lotado na 1ª Brigada Espacial em Fort Carson, Colorado.
No sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, acompanhou o retorno dos corpos dos seis primeiros americanos mortos na guerra, em uma cerimônia solene na Base Aérea de Dover, em Delaware. Os seis reservistas do Exército foram mortos após um ataque de drone iraniano no domingo, segundo dia do conflito, no porto de Shuaiba, no Kuwait.

Além dos sete militares americanos mortos desde que os Estados Unidos e Israel iniciaram um conflito com o Irã há dez dias, outros 140 ficaram feridos, oito deles em condições graves, informou o Pentágono em um comunicado nesta terça-feira. Deste total, 108 já se recuperaram e retornaram ao serviço. Antes da divulgação, a agência de notícia Reuters havia publicado que 150 integrantes das tropas americanas haviam sido feridos ao longo dos dez primeiros dias de conflito.
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Em entrevista coletiva realizada pouco depois, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, foi questionada sobre a reportagem da Reuters e confirmou que o número estava nessa faixa, mas recomendou que os repórteres procurassem o Pentágono para mais esclarecimentos.
Não se sabe exatamente onde e em que circunstâncias esses militares foram feridos, além dos detalhes sobre os ferimentos. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o Irã lançou ataques retaliatórios contra bases militares dos EUA em diversos países do Oriente Médio. Teerã também atacou missões diplomáticas americanas, além de hotéis e aeroportos, e danificou infraestrutura petrolífera em países do Golfo.
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No domingo, o Pentágono anunciou a morte de um sétimo militar americano na guerra contra o Irã. Na segunda-feira, o militar foi identificado como o sargento do Exército Benjamin Pennington, de 26 anos, de Glendale, Kentucky.
O sargento Pennington ficou gravemente ferido em 1º de março, quando o Irã atacou uma base militar saudita onde tropas americanas estavam estacionadas, informou o Comando Central dos EUA (Centcom). Ele morreu em decorrência dos ferimentos na noite de sábado, enquanto oficiais de saúde militar se preparavam para transferi-lo a um hospital militar americano na Alemanha para receber tratamento mais especializado, disseram as autoridades.

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No sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, acompanhou o retorno dos corpos dos seis primeiros americanos mortos na guerra, em uma cerimônia solene na Base Aérea de Dover, em Delaware. Os seis reservistas do Exército foram mortos após um ataque de drone iraniano no domingo, segundo dia do conflito, no porto de Shuaiba, no Kuwait.

A Marinha dos EUA não escoltou nenhum petroleiro no Estreito de Ormuz, afirmou a Casa Branca nesta terça-feira, depois que o secretário de Energia, Chris Wright, afirmou o contrário e, em seguida, apagou sua publicação. O Irã também refutou a alegação, dizendo que nenhuma embarcação americana “ousou” se aproximar. O preço do petróleo oscilou com as mensagens contraditórias sobre a passagem pelo Estreito de Ormuz, por onde transita 20% da produção mundial de petróleo e de gás natural liquefeito (GNL).
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— Posso confirmar que a Marinha dos EUA não escoltou nenhum petroleiro ou navio até o momento, embora, obviamente, seja uma opção — disse a porta-voz Karoline Leavitt em uma entrevista coletiva.
Antes da declaração de Leavitt, o porta-voz da Guarda Revolucionária, Ali Mohammad Naini, classificou a alegação de Wright como “pura mentira”. “Nenhum navio de guerra dos EUA ousou se aproximar do Golfo de Omã, do Golfo Pérsico ou do Estreito de Ormuz durante este conflito”.
O chefe da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica reiterou os alertas. Alireza Tangsiri afirmou que qualquer navio ligado aos inimigos do Irã não terá permissão para atravessar a estreita passagem. Se alguém tiver dúvidas, “aproxime-se e teste”, escreveu ele no X.
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A Guarda Revolucionária Islâmica também afirmou, durante a noite se segunda-feira, que qualquer país árabe ou europeu que expulsar embaixadores dos EUA ou de Israel de seus territórios terá acesso irrestrito e livre para navegar pela passagem.
Por sua vez, o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, afirmou mais cedo que as Forças Armadas dos EUA ainda estão explorando uma “gama de opções” para escoltar petroleiros comerciais pelo Estreito de Ormuz, a fim de ajudar a manter o fluxo global de energia.
Os mercados haviam reagiado favoravelmente ao anúncio de uma escolta militar neste importante estreito. Na segunda-feira, os preços dos hidrocarbonetos dispararam antes de se estabilizarem na terça-feira, em meio a temores de que a guerra pudesse desencadear uma crise econômica global.
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Desde 2 de março foi detectada a travessia de mais de 20 navios comerciais pelo estreito, segundo uma análise da AFP baseada em dados da Marine Traffic. Outros atravessaram o Estreito de Ormuz com os transponders desligados para ocultar sua posição e, às vezes, só voltam a aparecer nos sistemas de rastreamento marítimo quando já saíram da região. Dos navios que transmitiram ao menos um sinal enquanto tentavam a travessia, a AFP contabilizou nove petroleiros e dois navios de gás natural liquefeito (GNL).
Antes da guerra, uma média diária de 138 navios transitava pelo Estreito de Ormuz.
Mercado oscilando
Washington tomou medidas para tentar tranquilizar os mercados globais desde o início da guerra, oferecendo resseguro às companhias de navegação e os serviços da Marinha americana para escoltar petroleiros.
Os preços do petróleo registraram fortes oscilações desde o começo da guerra devido às interrupções no fornecimento, com um salto de 30% na segunda-feira, até quase atingir US$ 120 (R$ 619) por barril, antes de recuar.
Os preços continuaram caindo após declarações do presidente americano, Donald Trump, na segunda-feira que insinuavam que a guerra poderia terminar em breve.
A guerra provocou ataques contra depósitos de petróleo no Irã e atentados contra infraestruturas energéticas em países ricos do Golfo, anteriormente considerados refúgios seguros em um turbulento Oriente Médio.
‘Ameaças multidimensionais’
Enquanto isso, a Marinha do Paquistão afirmou na segunda-feira que seus navios de guerra escoltariam as embarcações comerciais do país no Oriente Médio “para garantir o fluxo ininterrupto do fornecimento nacional de energia”. Segundo o comunicado, duas embarcações da companhia de navegação nacional do Paquistão já estavam sob escolta naval, e foram divulgadas imagens nas redes sociais de um navio de guerra navegando ao lado de um petroleiro.
A Marinha paquistanesa não informou qual rota os petroleiros estavam navegando, nem quais países representavam as “ameaças multidimensionais” à navegação.
O Paquistão importa a maior parte do seu gás natural do Catar e petróleo bruto da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos. Tudo isso é transportado por via marítima, mas as empresas de navegação interromperam o transporte de energia desses países devido a riscos de segurança, especialmente ao longo do Estreito de Ormuz.
Um grupo de cerca de uma dúzia de golfinhos transformou o East River, em Nova York, em um “parque de diversões” natural no início desta semana, surpreendendo moradores e especialistas que classificaram a visita como rara. Os animais foram vistos nadando e saltando nas águas próximas à ilha de Randall, entre Manhattan, Queens e o Bronx.
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Vídeos gravados por pessoas que passavam pela região mostram os golfinhos emergindo da água diante do horizonte de arranha-céus da cidade, enquanto espectadores comemoravam o espetáculo incomum. Segundo pesquisadores, trata-se do maior grupo recente de golfinhos da espécie conhecida como golfinho-comum-de-bico-curto registrado nesse trecho do rio.
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De acordo com Chris St. Lawrence, pesquisador da organização ambiental Gotham Whale, ainda não está claro o motivo da presença dos animais no local. Uma das hipóteses é que o grupo tenha seguido cardumes em busca de alimento.
— Não sabemos se é migração ou se é simplesmente um bom lugar para comer — afirmou o especialista ao jornal americano New York Post. — É sempre impressionante ver grandes grupos de golfinhos tão perto da cidade.
A região próxima à ilha de Randall é considerada rica em peixes como robalo-listrado, menhaden e anchovas, o que pode ter atraído os animais. Outra possibilidade é que os golfinhos estivessem aproveitando as correntes fortes da área de Hell Gate, algo comum para a espécie quando brinca nas ondas.
Embora golfinhos sejam encontrados durante todo o ano na região metropolitana de Nova York, eles normalmente permanecem em áreas mais afastadas da costa. Por isso, avistamentos em rios urbanos como o East River são pouco frequentes.
O episódio ocorre quase exatamente um ano depois de dois golfinhos da mesma espécie terem sido vistos no local. Na ocasião, um deles morreu após ser atingido por uma embarcação — caso que ajudou a impulsionar a aprovação de uma legislação estadual voltada à conscientização para evitar colisões com animais marinhos.
Organizações de monitoramento marinho pedem que moradores e visitantes relatem avistamentos de baleias e golfinhos na região. Os registros ajudam pesquisadores a entender melhor os padrões de deslocamento desses animais e as condições ambientais que os levam a aparecer em áreas urbanas.
Uma semana e meia depois de lançar, ao lado dos EUA, a maior guerra no Oriente Médio desde a invasão americana do Iraque, em 2003, o chanceler israelense, Gideon Saar, afirmou que o conflito com o Irã “continuará até o momento em que nós e nossos parceiros considerarmos apropriado interromper as atividades”. Era uma resposta aos sinais enviados pela Casa Branca de que a ofensiva estava perto do fim, apesar dos bombardeios contra o território iraniano se intensificarem.
— Queremos eliminar, a longo prazo, as ameaças existenciais do Irã a Israel — disse Saar, em entrevista coletiva, se referindo em seguida ao programa nuclear iraniano, acusado pelos israelenses e pelo Ocidente de ter fins militares.
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Desde os anos 1990, Israel afirma que o regime busca obter armas nucleares, e revelações feitas por grupos de oposição no início do século pareciam dar corpo às acusações — para o premier Benjamin Netanyahu, se tratava de uma “ameaça existencial” ao seu país. Antes da guerra, negociações entre Teerã e Washington estavam centradas em um novo acordo, com limites estritos às atividades de enriquecimento de urânio, e havia sinais de avanço. Com os bombardeios em curso, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã estava perto de obter uma ogiva, o que não foi confirmado pela Agência Internacional de Energia Atômica.
O Irã nega ter planos para militarizar suas atividades atômicas, e não são poucos os integrantes do regime a acusarem o Ocidente de “hipocrisia” sobre o tema: afinal, lembram, Israel tem um arsenal nuclear secreto, sem supervisão internacional, e que por pouco não foi usado em combate.
Estimativas de organizações como a Associação para o Controle de Armas afirmam que o país teria cerca de 90 ogivas, além de material suficiente para construir outras 200. Informações de documentos sigilosos e relatos de dissidentes, como o cientista Mordechai Vanunu, sugerem que o país montou uma tríade nuclear, com capacidade de lançar ataques com mísseis balísticos — incluindo o Jericho-3 —, com submarinos e aeronaves de combate, com o apoio de aviões de reabastecimento.
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SIPRI/Editoria de Arte
Os relatos sobre possíveis testes são esparsos, e apontam para detonações subterrâneas no Deserto de Negev. Em 1979, no chamado Incidente Vela, um satélite dos EUA detectou o que poderia ser uma explosão nuclear no Oceano Índico, conduzida em conjunto por Israel e pela África do Sul, na época controlada pelo regime do apartheid e que, nos anos 1990, se tornou o primeiro país do mundo a abrir mão do arsenal atômico.
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Israel jamais admitiu ou negou a existência de suas armas, uma política conhecida como “ambiguidade deliberada”, mas com a ressalva de que “não será o primeiro país a introduzir” um arsenal atômico no Oriente Médio.
A ideia de ter armas nucleares era compartilhada pelos fundadores do Estado de Israel, “para que nunca mais tenhamos que ser as ovelhas levadas ao matadouro”, como disse em 1952 Ernst Bergmann, primeiro chefe da comissão nuclear local. As crises em anos seguintes, como a Crise de Suez, no final da década de 1950, consolidou a política, até hoje mantida em sigilo absoluto.
Segundo pesquisadores, a central nuclear de Dimona, construída com apoio francês, foi adaptada para enriquecer urânio em grau necessário para uso militar, e em 1967 os israelenses tornaram capazes de construírem suas próprias bombas. Um estudo posterior da Federação de Cientistas Americanos apontou que, em 1973, os EUA “estavam convencidos de que Israel tinha armas nucleares”.
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Embora as autoridades do país digam, à sua maneira, que não têm planos para usar armas nucleares em combate, por pouco elas não foram empregadas na Guerra do Yom Kippur, em 1973. Em entrevista ao Wilson Center, em 2013, membros do então Gabinete da premier Golda Meir revelaram que, diante do ataque surpresa a Israel lançado pelos vizinhos árabes, Moshe Dayan, ministro da Defesa, disse que “deveriam ser iniciados os preparativos para usar as bombas atômicas”. Ao longo de tensas discussões, Meir decidiu não empregar o arsenal contra as forças lideradas por Egito e Síria.
Nos EUA, principal aliado de Israel, o tema também parece ser tabu. Em 2008, em resposta a uma pergunta da veterana jornalista Helen Thomas, o então presidente, Barack Obama, disse que “não iria especular” se havia algum Estado nuclear no Oriente Médio. Em maio do ano passado, o deputado republicano Randy Fine recebeu olhares de reprovação ao defender um ataque nuclear (de Israel) contra a Faixa de Gaza para “forçar a rendição” do Hamas.
Ao contrário de outros 191 países, dentre os quais o Irã (signatário desde 1970), Israel não integra o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, mas é um dos 180 membros da Agência Internacional de Energia Atômica, cujos inspetores jamais foram a Dimona. Um relatório do Instituto de Pesquisa da Paz Internacional de Estocolmo afirmou que imagens de satélite sugerem a possível construção de um reator voltado à produção de plutônio.
Após anunciar em janeiro um plano de regularização em larga escala de imigrantes em situação irregular, o governo espanhol afirmou nesta terça-feira que ampliará o acesso à assistência de saúde para pessoas nessa condição. A medida “regulamenta o reconhecimento do direito à proteção da saúde e à assistência de saúde para estrangeiros que não têm residência legal aqui”, explicou a porta-voz do governo, Elma Saiz, após reunião do Conselho de Ministros.
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Segundo Saiz, também ministra das Migrações, a medida também beneficiará espanhóis residentes no exterior durante estadias temporárias no país e familiares que os acompanhem.
Para facilitar a aplicação, o governo do socialista Pedro Sánchez aprovou um decreto que dispensa votação no Parlamento, onde não tem maioria.
Desde que chegou ao poder em 2018, Sánchez defende uma política migratória mais aberta. Em janeiro, apresentou um plano que pode regularizar cerca de 500 mil migrantes, majoritariamente latino-americanos.
A direita e a extrema direita se opõem às medidas. A Espanha é uma das principais portas de entrada de migrantes na Europa, junto com Itália e Grécia.

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