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O governo mexicano informou, nesta quinta-feira, que apreendeu 14 milhões de doses de fentanil no estado de Colima, oeste do país, três dias após anunciar a interceptação de duas toneladas de cocaína que flutuavam em águas do Pacífico.
As autoridades mexicanas aumentaram as apreensões de drogas e as detenções de suspeitos, em meio à pressão do governo de Donald Trump para conter o fluxo de entorpecentes para os Estados Unidos. A Secretaria de Segurança Pública afirmou em comunicado que forças federais desmantelaram um laboratório clandestino e um armazém de drogas sintéticas no município de Villa de Álvarez.
Forças federais do México apreenderam duas toneladas de cocaína em 09/03/2026
FRANCISCO ROBLES / AFP
“Aproximadamente 270 quilos de uma substância com características semelhantes ao fentanil, tanto em pó quanto em comprimidos”, equivalentes a cerca de “14 milhões de doses”, foram apreendidos no depósito. O órgão informou ainda que seis pessoas foram detidas. As autoridades não detalharam quando a operação ocorreu nem o valor da droga apreendida.
A apreensão é anunciada três dias após o governo mexicano divulgar a apreensão de duas toneladas de cocaína na costa de Acapulco.
Trump assinou em dezembro de 2025 um decreto que classifica o fentanil como “arma de destruição em massa”, em meio à constante pressão sobre o governo da presidente Claudia Sheinbaum para deter o tráfico de drogas. Em 22 de fevereiro, o governo mexicano prendeu em Jalisco Nemesio Oseguera, conhecido como El Mencho, líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), um dos maiores e mais poderosos do país.
Um carro invadiu o prédio da sinagoga “Temple Israel” e tiros foram registrados na tarde desta quinta-feira em West Bloomfield, no estado americano de Michigan. O episódio mobilizou diversas forças policiais e levou autoridades a tratar a ocorrência inicialmente como uma situação de “atirador ativo”.
De acordo com autoridades do condado de Oakland, o incidente começou quando um veículo subiu na calçada e colidiu contra uma das entradas do templo, localizado na Walnut Lake Road. Após a batida, relatos indicaram disparos de arma de fogo na área, o que desencadeou uma grande operação policial e o isolamento do entorno.
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A sinagoga abriga também uma escola e um centro comunitário judaico, o que aumentou a preocupação das autoridades com a segurança de crianças e funcionários presentes no local. Ainda nas primeiras horas da ocorrência, não havia confirmação de feridos.
Diante do alerta, o distrito escolar de West Bloomfield e instituições religiosas próximas adotaram medidas de segurança, incluindo ordens de “shelter in place” — orientação para que pessoas permaneçam dentro dos edifícios — enquanto a polícia atuava na região.
Agentes responderam à sinagoga, vista aqui, nesta quinta-feira, enquanto fumaça podia ser vista saindo do telhado e de uma porta lateral
Reprodução | WJBK / Fox2 Detroit
A Federação Judaica de Detroit informou que todas as organizações judaicas da região foram orientadas a entrar em protocolo de bloqueio preventivo, restringindo a entrada e saída de pessoas dos prédios. A medida foi adotada “por precaução” enquanto as autoridades avaliavam a situação.
Imagens aéreas mostraram grande presença policial no local, com agentes armados entrando no complexo da sinagoga. As autoridades pediram que moradores evitassem a área para permitir o trabalho das equipes de emergência.
O caso segue em investigação e novas informações devem ser divulgadas pelas autoridades à medida que a operação avança.
Um incêndio atingiu a lavanderia de um dos porta-aviões dos Estados Unidos nesta quinta-feira. Segundo informações do Comando Central da Marinha dos EUA, o navio atingido foi o Gerald R. Ford, deslocado em uma operação no Mar Vermelho.
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De acordo com as informações divulgadas pelo comando central, dois marinheiros ficaram feridos no incêndio, que foi controlado e não afetou a sala de máquinas ou o armamento do navio.
“Os dois marinheiros estão recebendo atendimento médico e estão em condição estável” — afirmou o Comando Central da Marinha americana, em comunicado.
Com tripulação de 4.550 pessoas e capacidade de transportar até 75 aeronaves, o Gerald R. Ford foi enviado para a costa da Venezuela no final do ano passado como parte de operações militares contra o tráfico de drogas e o contrabando de petróleo.
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Em fevereiro, o porta-aviões foi direcionado para a região do Golfo Pérsico para reforçar a mobilização aérea e naval na área em decorrência da guerra travada contra o Irã e os recentes bloqueios da nação persa sobre o Estreito de Ormuz.
Problemas de esgoto e dos banheiros
Informações reveladas pela rádio pública americana NPR e confirmadas pelo Wall Street Journal mostravam que a tripulação enviada ao Oriente Médio no porta-aviões americano vinha enfrentando falhas frequentes no sistema de esgoto e também falta de banheiros.
O problema central do porta-aviões enfrenta o sistema de coleta e transporte de resíduos por vácuo — uma tecnologia herdada parcialmente de navios de cruzeiro para economizar água, porém inadequada à operação intensa de uma embarcação de guerra. O equipamento atende cerca de 650 sanitários para uma tripulação de quase 5.000 pessoas. Quando uma “head” (toalete) falha, partes inteiras do sistema perdem sucção, exigindo reparos complexos.
Documentos internos revelam que a equipe de engenharia registrou 205 chamados de manutenção em um período de quatro dias, com técnicos chegando a trabalhar até 19 horas por dia para desobstruir canos e corrigir vazamentos. Fragmentos de roupas, cordas e peças soltas estão entre os itens que entopem o sistema, segundo os relatos.
Um tiroteio dentro da Old Dominion University, na cidade de Norfolk, no estado americano da Virginia, deixou duas pessoas feridas e terminou com o atirador morto na manhã desta quinta-feira. O incidente ocorreu em um prédio acadêmico do campus e levou a universidade a suspender todas as atividades do dia.
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Segundo autoridades locais, os disparos foram registrados por volta das 10h50 (horário local) dentro do edifício Constant Hall, que abriga cursos ligados à área de negócios da instituição. As duas vítimas feridas foram levadas a um hospital da região, mas o estado de saúde delas não havia sido divulgado até a última atualização.
O autor dos disparos morreu no local. As autoridades ainda não esclareceram se ele foi morto por policiais ou se tirou a própria vida, e tampouco informaram sua identidade ou eventual vínculo com a universidade.
Pouco após os primeiros relatos de tiros, a universidade enviou um alerta de emergência a estudantes e funcionários informando sobre uma “ameaça ativa” no prédio e orientando que seguissem o protocolo de segurança conhecido como “Run, Hide, Fight” — correr, se esconder ou reagir em último caso.
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Policiais da cidade e equipes de emergência foram mobilizados para o campus, que ficou temporariamente isolado. Testemunhas relataram momentos de pânico enquanto estudantes e funcionários deixavam a área ou se abrigavam dentro de salas.
Após a neutralização do suspeito, a universidade informou que todas as aulas e operações no campus principal estavam canceladas pelo restante do dia. Agentes federais também foram acionados para auxiliar na investigação do caso. As autoridades seguem apurando as circunstâncias do ataque e o que motivou o atirador. Até o momento, não há confirmação de que o crime tenha sido direcionado a alvos específicos.
Uma placa instalada pelo conselho municipal do bairro de Brent, em Londres, provocou indignação entre moradores após ameaçar com até cinco anos de prisão e multa ilimitada quem for flagrado alimentando pássaros na rua.
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Reprodução: X
O aviso, identificado com o logotipo do Brent Council e traduzido para diversos idiomas do sul da Ásia, foi colocado na em uma avenida do bairro de Kilburn. A placa também afirma que a recompensa por não alimentar as aves seria a manutenção de “ruas mais limpas”.
O município mantém atualmente uma Ordem de Proteção de Espaços Públicos (PSPO) que proíbe alimentar animais selvagens em parques, áreas abertas e cemitérios. No entanto, a ameaça de cinco anos de prisão chamou atenção por ser uma punição normalmente associada a crimes violentos, como causar lesões corporais graves, delitos com armas de fogo ou tráfico de drogas.
A sinalização gerou críticas de ativistas e moradores. O voluntário de resgate de animais selvagens Michael Britton afirmou ao Local Democracy Service que o aviso era “escandaloso” e “completamente inaceitável e moralmente errado”.
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“Eu acredito firmemente que ameaçar com cinco anos de prisão ou uma multa ilimitada é ao mesmo tempo vergonhoso, chocantemente excessivo e claramente ilegal”, disse.
Quase duas semanas após o início da guerra no Oriente Médio, a partir de ataques dos EUA e Israel contra o Irã, não há indícios de que o regime teocrático de Teerã vá cair ou colapsar. A inteligência dos Estados Unidos indica que a liderança iraniana permanece em grande parte intacta e não corre o risco de entrar em colapso em um futuro próximo, segundo três fontes familiarizadas com o assunto revelaram à Reuters. A afirmação contraria as declarações reiteradas do presidente americano, Donald Trump, de que o regime dos aiatolás está “à beira da derrota”, como reforçou na noite de quarta-feira.
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Mesmo com mais de 1.300 mortes registradas no território iraniano — incluindo a do então líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei — e mais de 17 mil feridos no país diante dos ataques massivos de Israel e dos EUA, as forças iranianas seguem ameaçando territórios vizinhos na região com sua estratégia de retaliação. Além de Khamenei, os ataques mataram dezenas de altos funcionários e alguns dos comandantes de mais alta patente da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), uma força paramilitar de elite que controla grande parte da economia.
— Eles estão praticamente no fim da linha — disse Trump a jornalistas em Washington no 12º dia de conflito. — Podemos atingir áreas de Teerã e outros lugares que, se fizermos isso, será quase impossível para eles reconstruírem seu país, e não queremos isso.
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Ao longo do dia, o Irã havia atacado vários navios no Estreito de Ormuz, crucial para o transporte de petróleo mundial, e assegurou que está preparado para uma guerra longa que “destruirá” a economia mundial. O fechamento, na prática, do Estreito de Ormuz e os ataques iranianos às monarquias petrolíferas do Golfo dispararam o preço do petróleo, que se aproximou dos 120 dólares nesta semana, antes de recuar.
Navios atacados no Estreito de Ormuz
Editoria de Arte/O Globo
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Os Estados Unidos e Israel “devem considerar a possibilidade de se envolverem em uma guerra de desgaste de longo prazo que destruirá toda a economia americana e a economia mundial, e que fará com que todas as suas capacidades militares sejam corroídas a ponto de serem destruídas”, declarou Ali Fadavi, assessor do comandante-em-chefe do exército ideológico do Irã, à televisão estatal.
À Reuters, fontes afirmaram que há uma “multidão” de relatórios de inteligência fornecendo “análises consistentes de que o regime não está em perigo” de colapso e “mantém o controle do público iraniano”. Os documentos produzidos pela inteligência americana destacam ainda a coesão da liderança religiosa do Irã. Autoridades israelenses, em discussões fechadas, também reconheceram que não há certeza de que a guerra levará ao colapso do governo teocrático iraniano, disse um alto funcionário israelense à agência.
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Narrativas controversas
No quinto dia do conflito, em 3 de março, Trump chegou a ressaltar que o poderio militar iraniano havia sido “quase todo eliminado” após quatro dias de bombardeio. No entanto, quase 10 dias depois, a Guarda Revolucionária do Irã segue desferindo ataques contra Israel e a bases militares e escritórios diplomáticos dos EUA locados em países vizinhos do Golfo Pérsico.
— Eles não têm Marinha. Ela foi destruída. Eles não têm Força Aérea. Ela foi destruída. Eles não têm [sistemas de] detecção aérea, isso foi destruído. Os radares deles foram destruídos. E praticamente tudo foi destruído — afirmou Trump na Casa Branca, pouco antes de uma reunião com o premier alemão, Friedrich Merz. — Estamos indo muito bem. Temos um ótimo exército e eles estão fazendo um trabalho fantástico.
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Em atualização divulgada na quarta-feira, o Comando Central dos EUA (Centcom) informou que as forças americanas já atingiram mais de 5.500 alvos, incluindo 60 navios, no território iraniano desde o início do conflito. Num vídeo publicado nas redes, o comandante Brad Cooper reforça que os EUA alcançaram “superioridade aérea sobre vastas áreas do Irã”, exercendo imensa pressão diária sobre o regime, resultado que ele classifica como “uma prova da força de nossas alianças inabaláveis”.
Cooper afirmou ainda que os EUA não estão apenas se defendendo das ameaças iranianas, mas as estão “desmantelando metodicamente” ao atingir mísseis, drones e as bases industriais de defesa do regime. Segundo ele, desde o início da ação militar americana e israelense, os ataques com mísseis balísticos e drones do regime “diminuíram drasticamente”. Apesar disso, países como a Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos (EAU) seguem reportando diariamente suas atividades de interceptação de drones e mísseis iranianos em seus espaços aéreos.
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Os Emirados Árabes Unidos disseram, no mesmo dia, que seus sistemas de defesa aérea interceptaram uma enxurrada de mísseis e drones lançados do Irã, de acordo com seu Ministério da Defesa.
“Os sistemas de defesa aérea dos Emirados Árabes Unidos neutralizaram seis mísseis balísticos, sete mísseis de cruzeiro e 39 veículos aéreos não tripulados lançados do Irã”, dizia um comunicado do ministério.
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As autoridades também relataram números cumulativos desde o início dos ataques, afirmando que os sistemas de defesa dos EAU interceptaram 268 mísseis balísticos, 15 mísseis de cruzeiro e 1.514 drones desde o início das hostilidades. De acordo com o comunicado, os ataques resultaram em seis mortes e 131 feridos entre pessoas de várias nacionalidades.
Instalações americanas danificadas em ataques do Irã
Arte O GLOBO
O New York Times (NYT) identificou pelo menos 17 locais e outras instalações americanas em países do Oriente Médio danificadas por ataques iranianos, várias das quais foram atingidas mais de uma vez desde o início da guerra. A análise, segundo o jornal, é baseada em imagens de satélite comerciais de alta resolução, vídeos verificados nas redes sociais e declarações de autoridades americanas e da mídia estatal iraniana.
Embaixadas foram atingidas, 7 soldados foram mortos, 140 ficaram feridos e bases militares e infraestrutura de defesa aérea foram danificadas pela ação dos persas na região. A intensidade dos ataques retaliatórios sinalizou que o Irã estava mais preparado para a guerra do que muitos no governo do presidente dos EUA, Donald Trump, haviam previsto, afirmam autoridades militares americanas.
O presidente Lula acaba de assinar dois decretos e uma medida provisória que busca conter os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços do diesel no território nacional. Todos os impostos federais sobre o diesel, o PIS/Confins, que representa R$ 0,32 por litro, na refinaria, segundo o ministro Fernando Haddad. Além disso, será dada uma subvenção de R$ 0,32 por litro, informou Haddad. Essa subvenção está conveniada a garantia de repasse ao consumidor. Foi criado ainda um imposto de exportação temporário, com alíquota de 12%, o objetivo de regulação do mercado interno, segundo o secretário executivo do Ministério da Indústria e Comércio, Márcio Elias. Segundo Haddad, há capacidade ociosa nas refinarias e a medida visa ampliar o refino no país para abastecer o mercado nacional. O ministro disse que há grandes refinarias atuando com 60% da sua capacidade. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Um ataque cibernético contra a fabricante de equipamentos médicos americana Stryker elevou as preocupações de que o Irã ou grupos de hackers ligados ao país possam passar a atingir empresas civis e infraestrutura à medida que a guerra continua.
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A Stryker não informou quem está por trás do ataque, que interrompeu seus sistemas em todo o mundo na quarta-feira. Um grupo de hackers, no entanto, pareceu assumir a responsabilidade pela ação, afirmando que ela foi uma retaliação a um ataque com míssil contra uma escola primária iraniana.
A empresa, sediada no estado de Michigan e fabricante de uma ampla gama de equipamentos médicos, disse nesta quinta-feira que ainda tentava restaurar seus sistemas de comunicação e de pedidos. Segundo a companhia, o ataque parece ter se limitado aos seus programas da Microsoft.
A Stryker acrescentou que não havia “indícios de malware ou ransomware” associados ao incidente. A empresa afirmou ainda que a comunicação com seus funcionários e representantes de vendas permanece segura por e-mail, telefone ou dentro das instalações.
“É seguro se comunicar com funcionários e representantes de vendas da Stryker por e-mail e telefone, e dentro de suas instalações”, afirmou a companhia em comunicado. Segundo informações publicadas em seu site, a empresa tem clientes em 61 países.
Uma organização de hackers que se autodenomina Handala reivindicou a responsabilidade pelo ataque em uma declaração publicada nas redes sociais na quarta-feira. No comunicado, o grupo afirmou que a invasão foi uma retaliação a um ataque com míssil ocorrido em 28 de fevereiro contra uma escola primária no sul do Irã.
Segundo autoridades iranianas, o bombardeio matou pelo menos 175 pessoas, a maioria crianças. Conclusões preliminares de uma investigação do Pentágono indicam que o ataque foi realizado pelos militares dos Estados Unidos devido a um erro de alvo, informou o The New York Times.
O Handala, que parece ter surgido algumas semanas após o início da guerra entre Israel e o Hamas em Gaza, em 2023, tem como alvo empresas e indivíduos ligados a Israel, segundo empresas de cibersegurança e grupos de inteligência.
Entre elas estão a Cyberint, com presença nos Estados Unidos e em Israel, e a plataforma IBM X-Force Exchange, da IBM. Desde o início da guerra com o Irã, em 28 de fevereiro, empresas de segurança têm alertado que o país ou grupos ligados a ele podem recorrer à guerra cibernética.
Em alguns casos, essas empresas mencionaram especificamente o Handala. A declaração atribuída ao grupo na quarta-feira afirma que o ataque também foi, em parte, uma resposta a ofensivas cibernéticas contra o chamado “Eixo da Resistência”, termo usado pelo Irã para se referir à sua rede regional de milícias.
A mesma conta em redes sociais publicou ainda outro comunicado atribuído ao Handala. Nesse texto, o grupo afirma ter invadido a Verifone, empresa internacional de pagamentos, mirando especificamente seus sistemas em Israel. A Verifone afirmou por e-mail que “não encontrou evidências de qualquer incidente relacionado a essa alegação”. Segundo a empresa, seus clientes também não sofreram qualquer interrupção nos serviços.
Em atualização.
Um estudo publicado, nesta semana, na revista científica Current Zoology descreve um registro raro na natureza: o momento em que uma raposa-vermelha capturou um filhote de lobo-cinzento dentro de uma toca em uma reserva natural próxima a Roma, na Itália. As imagens, obtidas por câmeras instaladas para monitoramento de lobos, mostram o predador entrando no abrigo e saindo com o filhote na boca.
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O episódio ocorreu na Reserva Presidencial de Castelporziano, área protegida localizada a cerca de 25 quilômetros da capital italiana. Pesquisadores que acompanhavam lobos-cinzentos (Canis lupus) na região haviam notado que uma fêmea apresentava o abdômen inchado e se deslocava repetidamente para uma toca secundária, comportamento que indicava o nascimento recente de filhotes.
Assista:
Dias antes do ataque, câmeras posicionadas no local registraram dois filhotes machos explorando os arredores da toca. Em 16 de maio de 2025, porém, uma raposa-vermelha (Vulpes vulpes) foi filmada entrando no abrigo. Um dos filhotes conseguiu escapar, mas segundos depois o animal saiu carregando o outro na boca.
Mortalidade entre filhotes
A gravação termina abruptamente e não mostra o que aconteceu em seguida. Ainda assim, os pesquisadores consideram provável que a raposa tenha consumido o filhote. Em registros posteriores feitos pelas câmeras, apenas um filhote voltou a ser visto na área.
O estudo integra um projeto de longo prazo liderado pelo pesquisador Marco Apollonio, da Universidade de Sassari, voltado à compreensão da dinâmica das populações de lobos na Itália.
Segundo a autora principal do trabalho, Celeste Buelli, doutoranda da mesma universidade e responsável pelo monitoramento das tocas, acompanhar o nascimento e a sobrevivência de filhotes é essencial para entender a evolução populacional da espécie. Observações diretas de mortes de filhotes, no entanto, são raras, já que os animais passam a maior parte do tempo dentro de tocas de difícil acesso.
As taxas de mortalidade entre filhotes de lobo são elevadas: entre 40% e 60% morrem a cada ano, geralmente por fome, doenças, condições climáticas extremas ou fragilidade física. As imagens sugerem que a predação também pode contribuir para essas perdas, embora aparentemente de forma menos frequente.
O coautor do estudo Rudy Brogi, também da Universidade de Sassari, afirmou à Live Science que as raposas são predadoras oportunistas, capazes de adaptar a dieta de acordo com a disponibilidade de presas. Outra hipótese seria a eliminação de competidores na área, embora ele considere essa possibilidade menos provável, já que raposas podem se beneficiar da presença de lobos ao consumir restos de presas deixados pelos predadores maiores.
Para David Macdonald, zoólogo da Universidade de Oxford que não participou da pesquisa, interações agressivas entre espécies de canídeos podem ocorrer, mas geralmente envolvem animais maiores atacando os menores. Ele ressalta que um único registro em vídeo não permite determinar se esse comportamento é comum.
Os autores do estudo afirmam que o episódio pode ser mais frequente do que o documentado até agora, mas ressaltam que são necessárias novas observações em diferentes tocas e contextos para compreender melhor esse tipo de interação entre raposas e lobos.
Pelo menos 3,2 milhões de iranianos se deslocaram dentro do país desde 28 de fevereiro, quando ataques coordenados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã deram início à guerra, anunciou nesta quinta-feira a agência da ONU para refugiados (ACNUR). Em busca de segurança, diz o órgão, a maior parte dessas pessoas estaria fugindo da capital, Teerã, e de outros grandes centros urbanos em direção ao norte do país e a áreas rurais.
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“É provável que esse número continue aumentando à medida que as hostilidades persistirem, o que representa uma escalada preocupante nas necessidades humanitárias”, disse a agência em comunicado. Na sexta-feira, quando esse número ainda era menos da metade do atual, Ayaki Ito, diretora de Emergências e Apoio a Programas do órgão, descreveu a situação como uma “grave emergência humanitária”, reconhecendo a chance de dados subnotificados.
No 13º dia de confrontos, ataques continuavam sendo registrados no território iraniano e em outras partes da região, agravando os riscos para a população deslocada. As Nações Unidas já alertaram que a rápida escalada das hostilidades tem aumentado a pressão sobre a capacidade de resposta humanitária e sobre as comunidades anfitriãs, com crescimento das necessidades de proteção, risco de novos deslocamentos internos e possíveis fluxos para países vizinhos.
O porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, afirmou em entrevista coletiva na última quinta-feira que as operações humanitárias estão sendo prejudicadas, dificultando a entrega de ajuda. Isso reduziu a capacidade dos países vizinhos de proteger deslocados e refugiados, que agora enfrentam também o dilema de permanecer em um país em guerra ou tentar fugir para outro onde sua segurança não está garantida.
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No Irã, onde bombardeios provocaram a morte de mais de 1,3 mil pessoas — incluindo a do aiatolá Ali Khamenei —, o maior deslocamento ocorre em Teerã, fortemente danificada pelos ataques. Na capital, cerca de 100 mil pessoas fugiram nos dois dias seguintes ao início dos bombardeios, e entre mil e dois mil veículos por dia deixaram a região. Outras 6,5 mil pessoas cruzaram a fronteira com a Turquia.
— Funcionários do ACNUR naquele país estão recebendo centenas de ligações por dia de iranianos pedindo assistência — disse Ito.
Focos de instabilidade
Segundo a agência da ONU, por enquanto a maior parte dos deslocamentos tem ocorrido dentro das fronteiras nacionais, embora pelo menos 14,3 mil cidadãos libaneses e iranianos tenham cruzado as fronteiras de seus países nos últimos dias — movimento que preocupa a Europa, mantida em alerta antes mesmo de fevereiro, segundo relatório da Agência Europeia para o Asilo apresentado na terça-feira.
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Elaborado antes do início dos ataques, o documento sobre tendências globais já considerava a República Islâmica um dos principais focos de instabilidade para 2026 devido às consequências dos bombardeios dos EUA e de Israel em junho de 2025 contra instalações nucleares iranianas e, internamente, à agitação ligada ao colapso econômico e à repressão política contra os protestos massivos ocorridos no início deste ano.
Com 92 milhões de habitantes, mesmo uma desestabilização parcial poderia gerar fluxos de refugiados de magnitude “sem precedentes”, diz o texto. Se apenas 10% da população iraniana fosse deslocada, a crise resultante poderia rivalizar com a provocada pela invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 ou com a de 2015 e 2016, quando mais de um milhão de pessoas que fugiram da guerra na Síria e de outros conflitos entraram na Europa.
“Observadores veem cada vez mais a agitação no Irã como um risco significativo e de longo prazo, cujas perspectivas permanecem altamente incertas”, destaca o relatório.
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O Irã abriga 3,8 milhões de refugiados, a maioria provenientes do Afeganistão, o que o torna o país com maior número de refugiados do mundo. A Agência Europeia para o Asilo aponta que, se a República Islâmica entrar em colapso, essa população também seria gravemente afetada, considerando que a região já era extremamente vulnerável antes da atual escalada do conflito.
“Suas comunidades demonstraram uma solidariedade extraordinária durante anos, mas seus recursos estão no limite” disse a porta-voz do ACNUR na Espanha, Paula Barrachina, em nota ao El País, chamando a atenção para um problema que também é global: apenas em 2025, o financiamento mundial para a ajuda humanitária encolheu 30%, queda impulsionada também pelo encerramento de programas financiados pelos EUA que o presidente Donald Trump ordenou cancelar.
Impactos no Líbano
O segundo país do Oriente Médio que registra os maiores movimentos populacionais provocados pela guerra atual é o Líbano, onde o Exército de Israel intensificou sua campanha de bombardeios após o Hezbollah entrar no conflito para vingar a morte de Khamenei. Os dois países haviam assinado um cessar-fogo em novembro de 2024, mas Israel continuou seus ataques quase diários contra o Hezbollah.
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A escalada das hostilidades obrigou mais de 667 mil pessoas a fugir de suas casas no Líbano, incluindo 200 mil menores, informou a ONU na segunda-feira. Os maiores deslocamentos ocorrem no sul do país, no Vale do Bekaa e em Beirute, onde o Estado judeu exigiu a evacuação de bairros onde vivem cerca de 250 mil pessoas. Ao todo, o conflito no país já deixou mais de 400 mortos, entre eles 83 crianças e adolescentes.
O Líbano tem cerca de 5,8 milhões de habitantes, sendo quase 20% refugiados. Agora, pelo menos 78 mil pessoas, incluindo 7,8 mil libaneses, cruzaram para a Síria. Somente em 2 de março, quase 10 mil sírios e cerca de mil libaneses cruzaram postos fronteiriços vindos do sul do Líbano. Esse número representa aproximadamente o triplo da média diária de travessias registrada desde o início do Ramadã, em fevereiro.
A relativa estabilidade formada na Síria após a queda de Bashar al-Assad no final de 2024 e a formação de um governo de transição levou a uma forte queda nos pedidos de asilo de sírios na União Europeia, passando de 151 mil em 2024 para 42 mil em 2025. Cerca de 1,4 milhão de sírios também retornaram do exterior. Ainda assim, a agência europeia de asilo tem advertido, mesmo antes da nova escalada, que a instabilidade pode ser reacendida. (Com AFP)

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