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Ataques israelenses mataram ao menos 31 profissionais de saúde no Líbano desde 2 de março, segundo o Ministério da Saúde libanês, que também afirma que outros 51 trabalhadores da área foram feridos no período. As mortes ocorreram em meio à escalada do conflito entre Israel e o grupo armado Hezbollah, que levou a bombardeios e combates no sul do país.
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De acordo com as autoridades libanesas, Israel realizou ao menos 37 ataques contra trabalhadores e instalações médicas desde o início das hostilidades. Entre os alvos estariam equipes de emergência, ambulâncias e centros de saúde, incluindo estruturas da Cruz Vermelha e da Defesa Civil estatal.
Na noite de sexta-feira, um ataque israelense atingiu uma unidade de atenção primária à saúde na cidade de Borj Qalaouiyeh, no sul do Líbano. Segundo o Ministério da Saúde, o bombardeio provocou um incêndio e fez a estrutura do prédio desabar sobre os funcionários que estavam no local.
A pasta afirmou que quase toda a equipe médica que trabalhava no centro — incluindo médicos, paramédicos e enfermeiros — morreu no ataque. Ao todo, 12 pessoas foram mortas e apenas um trabalhador, gravemente ferido, sobreviveu. As autoridades informaram ainda que outras quatro pessoas permaneciam desaparecidas.
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Em nota, o Ministério da Saúde classificou o bombardeio como “conduta criminosa” e afirmou que o ataque “violou todas as leis humanitárias internacionais”. O órgão acusou Israel de realizar ataques mais amplos contra profissionais e instalações médicas, incluindo equipes de ambulância que participavam de operações de resgate na linha de frente.
Nesta semana, a Cruz Vermelha também informou que um de seus voluntários, Youssef Assaf, morreu em decorrência de ferimentos sofridos enquanto ajudava vítimas de um bombardeio no sul do país.
Escalada da guerra
Os ataques ocorrem em meio à intensificação da guerra no Líbano, iniciada em 2 de março após o Hezbollah lançar uma salva de foguetes contra Israel. A ação desencadeou uma campanha de bombardeios israelenses no território libanês. Desde então, o grupo armado continuou a disparar foguetes, enquanto tropas israelenses avançaram para o sul do Líbano.
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Segundo o Ministério da Saúde libanês, ao menos 826 pessoas morreram no país em decorrência de ataques israelenses desde o início do conflito, e cerca de 1 milhão foram deslocadas.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, condenou os ataques contra trabalhadores da saúde e afirmou que eles representam “um desenvolvimento trágico na escalada da crise no Oriente Médio”. As mortes, segundo autoridades de saúde do Líbano, refletem a pressão sobre o sistema médico do país, que atende mais de 2 mil civis feridos desde o início da violência.
Em comunicado, as Forças Armadas de Israel afirmaram que estão cientes dos relatos sobre o ataque ao centro de saúde em Borj Qalaouiyeh e disseram que o incidente está sob revisão. Israel afirma que seus ataques têm como alvo posições do Hezbollah, incluindo infraestrutura e instalações usadas para lançar ataques contra o território israelense. O grupo, apoiado pelo Irã, disparou foguetes contra o Estado judeu pouco depois de os Estados Unidos e Israel iniciarem ataques contra o Irã em 28 de fevereiro.
Neste sábado, o porta-voz militar israelense Avichay Adraee acusou o Hezbollah de fazer “uso militar extensivo de ambulâncias” e instalações médicas. Ele não especificou locais nem indicou se o centro de saúde atingido em Borj Qalaouiyeh estaria sendo utilizado pelo grupo. O Ministério da Saúde do Líbano negou a acusação e afirmou que a alegação é “nada mais do que uma justificativa para os crimes que está cometendo contra a humanidade”.
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Um alto dirigente do Hezbollah, que falou ao The New York Times sob condição de anonimato por não estar autorizado a comentar publicamente, também rejeitou a acusação, classificando-a como falsa e afirmando que a declaração busca minar a população afetada pela guerra. O Exército israelense também afirmou, sem apresentar provas, que o Hezbollah estaria transportando foguetes e outras armas ao longo da costa do Líbano em caminhões civis.
Histórico de ataques
Profissionais e instalações médicas no país já haviam sido atingidos anteriormente. Durante o conflito de 13 meses entre Israel e o Hezbollah em 2024, dezenas de trabalhadores de saúde e de resgate foram mortos, e centenas de ambulâncias e instalações médicas sofreram danos.
Israel também foi acusado de crimes de guerra por ataques contra instalações de saúde em Gaza durante a guerra de dois anos no território, segundo uma comissão de inquérito da ONU. Um procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI) afirmou em 2024 que alegações sobre a presença de membros do Hamas em hospitais de Gaza cercados pelo Exército israelense foram “grosseiramente exageradas”. O sistema de saúde do território foi amplamente destruído por ataques israelenses contínuos.
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Organizações humanitárias alertaram que a acusação do Exército israelense de que o Hezbollah estaria utilizando centros de saúde para fins militares pode ser usada como justificativa para novos ataques contra esse tipo de instalação no Líbano.
— Os ataques a ambulâncias, centros de atenção primária, organizações de defesa civil e profissionais de saúde que respondem a locais atingidos por bombardeios são extremamente alarmantes — afirmou Ramzi Kaiss, pesquisador da Human Rights Watch para o Líbano. — Pelas leis da guerra, médicos, enfermeiros e paramédicos são protegidos em todas as circunstâncias e jamais devem ser atacados. (Com New York Times)
O exército jordaniano anunciou, neste sábado (14), que interceptou 79 mísseis e drones lançados pelo Irã contra este país na segunda semana da guerra contra os Estados Unidos e Israel.
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Em um comunicado, o exército informou que “85 mísseis e drones foram lançados diretamente a partir do Irã” em direção ao território jordaniano durante a semana contra “sítios vitais”.
Segundo o exército, 79 destes projéteis foram interceptados, enquanto cinco drones e um míssil impactaram o território jordaniano.
Um porta-voz da Direção da Segurança Pública informou que a queda de 93 destroços de mísseis e drones provocou nove feridos durante a semana.
No sábado passado, um dirigente militar jordaniano acusou o Irã de ter atacado instalações estratégicas do país, e afirmou que 119 mísseis e drones foram lançados contra a Jordânia durante a primeira semana da guerra.
Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel lançaram ataques coordenados contra o Irã em uma operação de envergadura que provocou a morte do guia supremo iraniano, Ali Khamenei.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou neste sábado (14) que, se suas instalações de energia forem atacadas na guerra entre Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica, o país atacará as instalações de empresas americanas na região. A declaração, divulgada pela televisão estatal, foi feita após ataques dos EUA à infraestrutura militar na ilha de Kharg, importante centro de exportação de petróleo bruto do Irã.
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— Se instalações iranianas forem alvejadas, nossas forças alvejarão instalações de empresas americanas na região, ou empresas nas quais os EUA detêm ações”, alertou ele, prometendo que Teerã “agirá com cautela para garantir que áreas densamente povoadas não sejam alvejadas — afirmou Araghchi.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na noite de sexta-feira que Washington realizou ataques contra “todos os alvos militares” na ilha de Kharg. Em um post nas redes sociais, o republicano disse que a infraestrutura petrolífera teria sido preservada, mas ameaçou que algo que poderia mudar “caso os iranianos optem pelo bloqueio do Estreito de Ormuz”, principal rota marítima para o transporte de navios petroleiros.
Mais cedo, Teerã já havia alertados que portos, docas e instalações militares ligadas aos Estados Unidos nos Emirados Árabes Unidos tornaram-se “alvos legítimos”. A declaração foi foi acompanhada por novos episódios de agressões pontuais a diversos países do Golfo, além de relatos sobre um incêndio no importante porto de Fujairah, localizado a 120km de Dubai, uma das maiores instalações de armazenamento de petróleo do Oriente Médio.
Alvo histórico
Construída na década de 1960 pela petroleira americana Amoco, Kharg tornou-se o principal terminal de escoamento da produção do país graças ao desenho geográfico da costa iraniana: grande parte do litoral é rasa demais para receber superpetroleiros, o que transformou a ilha em um dos poucos pontos capazes de acomodar navios de grande porte. Essa centralização, porém, também transforma Kharg em um ponto de extrema vulnerabilidade em caso de conflito.
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Isso ficou evidente durante a Guerra Irã-Iraque, nos anos 1980, quando a ilha foi repetidamente bombardeada por forças de Saddam Hussein em uma tentativa de sufocar as exportações de petróleo persa. Apesar dos danos, Teerã conseguiu manter parte das operações ao longo do conflito, improvisando sistemas de carregamento no mar e reparando rapidamente a infraestrutura.
Há muito tempo, Washington trata Kharg como um alvo sensível, que também foi cuidadosamente evitado durante uma guerra que durou 12 dias entre Israel e Irã no ano passado. Embora um ataque ao terminal possa atingir diretamente as receitas do regime iraniano, o cálculo estratégico de uma ofensiva envolve riscos amplos, para além da possibilidade de disparada do preço do petróleo e de uma escalada militar sem precedentes. Destruir ou incapacitar a principal rota de exportação do país poderia também enfraquecer qualquer futuro governo.
Autoridades americanas indicam que o petróleo iraniano continua no centro do cálculo estratégico dos EUA. Funcionários do governo Trump disseram ao Financial Times que a estratégia de longo prazo poderia envolver garantir que as vastas reservas do país estejam sob controle de um governo mais alinhado ao Ocidente — um cenário que também ajuda a explicar a cautela em relação a ataques que possam destruir permanentemente a infraestrutura de exportação.
Há também um outro ponto: manter as operações do terminal à salvo da guerra passa ainda por uma leitura diplomática de evitar rusgas diretas com a China, principal compradora do petróleo iraniano. Interromper abruptamente esse fluxo poderia pressionar ainda mais os preços globais do produto e, ao mesmo tempo, tensionar as relações de Washington e seus aliados com Pequim
Até agora, a campanha militar contra o Irã tem sido dividida geograficamente entre os aliados. Os ataques israelenses têm se concentrado no oeste e no centro do país, mirando instalações militares e energéticas, enquanto forças dos EUA ficaram responsáveis pelo flanco sul da república islâmica e pelas águas territoriais do Golfo Pérsico, que inclui a Ilha de Kharg.
No último domingo, Israel atingiu os principais depósitos de combustível em Teerã, provocando grandes incêndios em tanques de gasolina e cobrindo a capital com uma densa cortina de fumaça. Kharg, no entanto, não foi alvo dos bombardeios, apesar de políticos israelenses defenderem ataques diretos à infraestrutura energética do Irã.
A Coreia do Sul acusou a Coreia do Norte de disparar, neste sábado (14), cerca de dez mísseis balísticos não identificados em direção ao Mar do Japão. A ofensiva teria ocorrido dias depois de Pyongyang ter advertido sobre “terríveis consequências” diante dos exercícios militares anuais da Coreia do Sul e dos Estados Unidos.
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O Ministério da Defesa do Japão também confirmou um dos disparos, ao afirmar na rede social X que “o que possivelmente seja um míssil balístico foi lançado da Coreia do Norte”.
Segundo comunicado, as forças armadas sul-coreanas detectaram “cerca de 10 mísseis balísticos não identificados lançados da região de Sunan, na Coreia do Norte, em direção ao Mar do Leste” por volta das 1h20 (horário de Brasília), indicou o Estado-Maior Conjunto (JCS, na siga em inglês), usando o nome local dessas águas.
Os mísseis percorreram cerca de 350 quilômetros, detalhou o Exército, acrescentando que as autoridades sul-coreanas e americanas realizam uma análise detalhada de suas características técnicas. Disse ainda estar preparado para “responder com uma força esmagadora a qualquer provocação”.
Entenda
A Coreia do Sul e os Estados Unidos iniciaram na segunda-feira exercícios militares conjuntos, nos quais participarão até 19 de março cerca de 18 mil soldados de ambos os países.
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A influente irmã do líder norte-coreano, Kim Yo Jong, advertiu na terça-feira sobre “terríveis e inimagináveis consequências” que esses exercícios militares anuais poderiam acarretar.
A Coreia do Norte frustrou recentemente as esperanças de um degelo diplomático com Seul, um aliado próximo de Washington em questões de segurança, ao descrever suas tentativas de aproximação como uma “farsa tosca e enganosa”.
Trump e Kim
O lançamento de mísseis ocorreu horas depois de o primeiro-ministro sul-coreano, Kim Min-seok, afirmar que o presidente dos EUA, Donald Trump, acredita que se reunir com o líder norte-coreano Kim Jong-un seria “bom”.
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Washington lidera há décadas os esforços para desmantelar o programa nuclear da Coreia do Norte, mas as cúpulas, as sanções e a pressão diplomática tiveram pouco impacto.
Nos últimos meses, o governo Trump tem pressionado para reativar as conversas de alto nível com Pyongyang, com vistas a uma possível cúpula com Kim Jong-un ainda este ano, possivelmente durante a visita que o líder republicano planeja fazer à China em abril.
O primeiro-ministro sul-coreano, que se reuniu com o magnata republicano em Washington, disse que o mandatário lhe comentou: “Reunir-se [com Kim Jong-un] seria bom. Seria realmente bom. Mas isso poderia acontecer quando formos à China desta vez, ou talvez não, ou ainda poderia ser mais adiante
‘Chamar a atenção’
Segundo analistas, o número de mísseis lançados neste sábado é incomum, e o momento escolhido não é casual.
— A atenção mundial está centrada na guerra no Oriente Médio, e a Coreia do Norte sempre teve o hábito de realizar provocações militares quando deseja chamar a atenção para sua presença — afirmou à AFP Hong Sung-pyo, pesquisador do Instituto Coreano de Assuntos Militares.
Pyongyang criticou recentemente os ataques “ilegais” dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, aos quais classifica como Estados “criminosos”.
O Supremo Tribunal Federal espanhol decidiu na quinta-feira (12), por unanimidade, que os irmãos Martínez-Bordiú Franco, netos do ditador Francisco Franco, devem deixar o palácio Pazo de Meirás, adquirido de maneira fraudulenta pelo militar. Na sentença, proferida em segunda instância, a corte reconheceu que a construção é propriedade do Estado.
A decisão se debruçou sobre a aquisição do palácio por usucapião, isto é, quando um bem é adquirido após uso contínuo — seja pelo Estado, dado seu uso destino ao serviço público ao abrigar o ditador por mais de 30 anos ou, inversamente, à aquisição pelos herdeiros de Franco após sua morte, em 1975.
Também foi analisada a possibilidade da indenização aos descendentes do ditador caso o imóvel fosse considerado propriedade do Estado.
A Corte afirmou que o imóvel foi destinado, desde 1938, ao serviço do chefe de Estado. Seus inquilinos, então, não podiam adquirir o imóvel pelo menos até a década de 1990, quando os serviços administrativos terminaram. Dessa forma, o prazo de 30 anos para aquisição por uso contínuo ainda não teria expirado.
O Tribunal também considerou que não há motivos para considerar uma desclassificação do imóvel como bem público.
Apesar disso, o Supremo espanhol decidiu que os netos do ditador deverão ser indenizados pelas despesas realizadas durante o período em que moraram no palácio, já que não tinham morado no local “de má-fé”.
Entenda o caso
O caso foi apresentado pelo Ministério Público em 2019. A primeira Câmara do Supremo espanhol rejeitou os recursos interpostos contra a sentença proferida pelo Tribunal Provincial da Corunha, que debateu a questão da aquisição do imóvel.
Em setembro de 2020, o tribunal da cidade de La Coruña deu razão ao governo espanhol, de esquerda, no processo para recuperar o Pazo de Meirás. O imóvel operava como a casa de verão de Franco em sua região natal, Galiza.
O local foi doado pela escritora galega Emilia Pardo Bazán (1851-1921) e adquirido por um órgão franquista para tal fim em 1938, em plena Guerra Civil espanhola (1936-1939), que Franco ganharia à frente do chamado ‘lado nacional’, armado contra a II República (1931-1936).
Na sentença de 2020, o tribunal declarou entretanto a “invalidade” da doação de 1938, já que a propriedade foi doada “ao chefe de Estado, não a Francisco Franco a título pessoal”. Da mesma forma, o tribunal declarou inválida a venda de 1941 por considerá-la uma “simulação” em que “Franco não pagou nada” para ficar com o palácio.
A residência, construída entre 1893 e 1907, foi declarada monumento de interesse cultural pelo parlamento regional de Galiza em 2018, o que significa que ele deveria se manter aberto ao público. Os descendentes de Franco, porém, questionavam a decisão, argumentando que se tratava de uma propriedade privada.
Em 2019, os netos do ditador tentaram, também sem sucesso, impedir sua exumação do Vale dos Caídos, o gigantesco mausoléu católico a 50 km de Madri onde seus apoiadores lhe prestavam homenagens.
* Com informações da AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou um apelo para que outros países enviem navios de guerra para garantir segurança no Estreito de Ormuz, rota marítima vital para o escoamento de cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo e que atualmente está em bloqueio imposto pelo Irã. O pedido foi feito pelo republicano neste sábado por meio de um post na rede social Truth.
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Em rede social, Trump faz apelo para que outros países enviem navios de guerra para garantir segurança no Estreito de Ormuz
Reprodução: Truth Social
Tradução: Muitos países, especialmente aqueles que são afetados pela tentativa do Irã de fechar o Estreito de Ormuz, enviarão Navios de Guerra, em conjunto com os Estados Unidos da América, para manter o Estreito aberto e seguro. Já destruímos 100% da capacidade Militar do Irã, mas é fácil para eles enviar um ou dois drones, lançar uma mina ou disparar um míssil de curto alcance em algum ponto ao longo, ou dentro, desta Hidrovia, não importa o quão derrotados estejam. Esperamos que China, França, Japão, Coreia do Sul, o Reino Unido e outros, que são afetados por essa restrição artificial, enviem Navios para a área para que o Estreito de Ormuz não seja mais uma ameaça por parte de uma Nação que foi totalmente decapitada. Enquanto isso, os Estados Unidos estarão bombardeando intensamente a linha costeira e continuamente afundando Barcos e Navios iranianos. De uma forma ou de outra, em breve tornaremos o Estreito de Ormuz ABERTO, SEGURO e LIVRE! Presidente DONALD J. TRUMP
*Esta matéria está em atualização
A bandeira dos Estados Unidos foi içada neste sábado em sua embaixada na Venezuela após sete anos, dez dias depois do restabelecimento das relações diplomáticas, resultado direto da captura de Nicolás Maduro na incursão militar americana em janeiro.
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Caracas rompeu relações com Washington em 2019 após reconhecimento do então chefe do Legislativo, o opositor Juan Guaidó, como presidente interino de um governo que, na prática, foi simbólico. Os EUA denunciaram a primeira reeleição de Maduro, em 2018, como fraudulenta.
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No último dia 5 de março, os EUA e o governo interino da Venezuela, liderado por Delcy Rodríguez, que havia sido vice-presidente de Maduro no momento de sua captura em 3 de janeiro, concordaram em restabelecer relações diplomáticas e consulares.
“Esta manhã, 14 de março de 2026, no mesmo horário, minha equipe e eu içamos a bandeira dos Estados Unidos, exatamente sete anos depois de ter sido retirada”, indicou a encarregada de negócios Laura Dogu em uma mensagem na conta de X da embaixada americana.
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Donald Trump e Delcy assinaram acordos energéticos e de exploraçãop d que abrem a porta para o investimento privado e modificam o modelo estatista aplicado pelo falecido Hugo Chávez.
“Começou uma nova era para as relações entre os Estados Unidos e a Venezuela. Seguimos com a Venezuela”, acrescentou o texto.
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Manifestantes invadiram na madrugada deste sábado uma sede do Partido Comunista em Morón, na província de Ciego de Ávila, a cerca de 460 quilômetros de Havana, em meio a protestos contra os apagões prolongados e a escassez de alimentos que atingem a população cubana.
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Segundo vídeos que circulam nas redes sociais, várias pessoas entraram no prédio do partido e retiraram documentos, computadores e móveis, que foram levados para a rua e posteriormente queimados. As manifestações ocorreram após mais uma noite de descontentamento popular diante da crise econômica e energética que afeta o país.
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De acordo com um breve relatório do jornal local Invasor, cinco pessoas foram presas como resultado desses “atos de vandalismo”.
“O que em um primeiro momento transcorreu de maneira pacífica e, após um intercâmbio com autoridades do território, acabou derivando em atos de vandalismo contra a sede do Comitê Municipal do Partido”, afirma a nota oficial.
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As manifestações também provocaram danos a outros estabelecimentos estatais da região, segundo a mesma fonte.
Cuba, com cerca de 9,6 milhões de habitantes, enfrenta uma grave crise econômica, agravada pela interrupção abrupta do fornecimento de petróleo venezuelano após a queda de Nicolás Maduro e por um bloqueio petrolífero de fato imposto por Estados Unidos. A escassez de combustível tem intensificado a falta de produtos básicos e os cortes de energia.
Nos últimos dias, protestos noturnos têm se espalhado pelo país, frequentemente na forma de cacerolazos — quando moradores batem panelas nas ruas ou dentro de casa — para expressar insatisfação com a falta de eletricidade e o agravamento das condições de vida.
Segundo relatos divulgados por meios independentes e nas redes sociais, a capital Havana tornou-se o principal foco das manifestações nas últimas semanas, onde os apagões chegam a ultrapassar 15 horas diárias, embora protestos também tenham sido registrados em outras regiões da ilha.
Em meio à tensão, o governo cubano confirmou na sexta-feira que mantém conversas com os Estados Unidos para buscar “soluções por meio do diálogo para as diferenças bilaterais”. Ao mesmo tempo, iniciou a libertação de presos políticos como parte de um acordo mediado pelo Vaticano.
O presidente americano Donald Trump não esconde o desejo de uma mudança de regime em Cuba, localizada a apenas 150 quilômetros do território americano. Segundo Washington, a ilha representa uma “ameaça excepcional” devido às suas relações com Rússia, China e Irã.
Em retaliação aos bombardeios americanos contra a Ilha de Kharg, terminal estratégico responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo bruto do Irã, a Guarda Revolucionária Islâmica alertou neste sábado que portos, docas e instalações militares ligadas aos Estados Unidos nos Emirados Árabes Unidos passaram a ser “alvos legítimos”, acusando Washington de usá-los para realizar ataques contra a República. Apesar do bombardeio, Teerã afirmou que as exportações de petróleo da Ilha estão “em pleno andamento”. O aviso foi acompanhado por novos episódios de ataques pontuais em diversos países do Golfo, além de relatos sobre um incêndio no porto de Fujairah, uma das maiores instalações de armazenamento de petróleo do Oriente Médio.
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Em comunicado divulgado pela agência semioficial iraniana Mehr, um representante do quartel-general central Khatam al-Anbiya, responsável por coordenar as operações do Exército iraniano e da Guarda Revolucionária, orientou civis nos Emirados a se manterem afastados de áreas portuárias e bases militares americanas, que classificaram como “esconderijos” dos EUA, para “evitar qualquer dano”. O Irã tem atacado alvos nos Emirados desde o início da guerra, incluindo o aeroporto de Dubai.
“Declaramos aos líderes dos Emirados que a República Islâmica do Irã considera seu direito legítimo, em defesa de sua soberania e território, atacar a origem dos lançamentos de mísseis inimigos americanos”, afirmou o comunicado. Segundo o texto, instalações utilizadas pelos EUA no país, incluindo portos, docas e centros logísticos, poderiam ser atingidas caso continuem sendo usadas para ataques contra território iraniano.
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Horas depois da ameaça de retaliação iraniana, imagens divulgadas nas redes sociais mostraram grandes colunas de fumaça no porto de Fujairah, nos Emirados Árabes, uma das maiores instalações de armazenamento de petróleo do Oriente Médio. As autoridades locais disseram que o incêndio foi provocado por destroços de um drone interceptado pela defesa aérea, e afirmaram que “não houve vítimas”.
Também neste sábado, na Arábia Saudita, autoridades afirmaram ter interceptado 11 drones, enquanto no Bahrein sirenes de alerta foram acionadas e moradores foram orientados a buscar abrigo.
Já no Catar, moradores do distrito central de Musheireb receberam alertas em seus celulares durante a madrugada pedindo evacuação imediata para áreas seguras como “medida de precaução”. Em Musheireb estão localizados os escritórios do Google e da American Express, assim como alguns escritórios do governo do Catar. Testemunhas relataram fortes explosões após a interceptação de um míssil.
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Segundo o Wall Street Journal, um ataque com mísseis iraniano também atingiu a base aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, danificando cinco aviões-tanques de reabastecimento da Força Aérea americana, embora as aeronaves não tenham sido destruídas.
Ataque à Ilha de Kharg
A ameaça ocorre após os EUA realizarem um dos maiores bombardeios da campanha militar contra o Irã na noite de sexta-feira, quando atingiram “todos os alvos militares” na Ilha de Kharg, no Golfo Pérsico. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os ataques “obliteraram completamente todos os alvos militares” na ilha, mas disse ter decidido não destruir a infraestrutura petrolífera, pelo menos por enquanto.
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“Por razões de decência, optei por não destruir a infraestrutura petrolífera da ilha. Mas, se o Irã interferir na livre passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, reconsiderarei imediatamente essa decisão”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.
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Teerã respondeu imediatamente. Um porta-voz do comando militar Khatam al-Anbiya advertiu que qualquer ataque à infraestrutura energética iraniana poderia levar à destruição de instalações petrolíferas ligadas aos EUA na região.
“Todas as instalações de petróleo, econômicas e energéticas pertencentes a empresas que cooperem com os Estados Unidos serão imediatamente destruídas e reduzidas a cinzas”, afirmou o comunicado.
Neste sábado, as agências de notícias iranianas, citando fontes e autoridades locais, informaram que as exportações de petróleo da ilha de Kharg continuam normalmente, apesar do ataque americano, que, segundo Trump, “destruíram” alvos militares. A agência de notícias semioficial Tasnim afirmou que o terminal de petróleo está “totalmente operacional” e que as atividades “continuam sem interrupção”, acrescentando que não houve relatos de vítimas.
Ilha estratégica
O ataque americano à Ilha de Kharg marca uma escalada significativa na guerra. Localizada a cerca de 25 quilômetros da costa iraniana, Kharg é considerada a “joia da coroa” da indústria petrolífera do país, responsável por escoar a maior parte do petróleo exportado por Teerã.
Com capacidade para carregar até 7 milhões de barris de petróleo por dia, Kharg é considerada o coração da infraestrutura petrolífera do Irã. Um bombardeio ou tentativa de tomada da ilha, segundo reportagem do jornal britânico Financial Times, tende a provocar um choque imediato no mercado global e elevar drasticamente o risco de uma forte escalada da guerra, diante de uma retaliação de Teerã contra polos de produção do óleo negro nos países do Golfo.
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Construída na década de 1960 pela petroleira americana Amoco, Kharg tornou-se o principal terminal de escoamento da produção do país graças ao desenho geográfico da costa iraniana: grande parte do litoral é rasa demais para receber superpetroleiros, o que transformou a ilha em um dos poucos pontos capazes de acomodar navios de grande porte. Essa centralização, porém, também transforma Kharg em um ponto de extrema vulnerabilidade em caso de conflito.
Há muito tempo, Washington trata Kharg como um alvo sensível, que também foi cuidadosamente evitado durante uma guerra que durou 12 dias entre Israel e Irã no ano passado. Embora um ataque ao terminal possa atingir diretamente as receitas do regime iraniano, o cálculo estratégico de uma ofensiva envolve riscos amplos, para além da possibilidade de disparada do preço do petróleo e de uma escalada militar sem precedentes. Destruir ou incapacitar a principal rota de exportação do país poderia também enfraquecer qualquer futuro governo.
Autoridades americanas indicam que o petróleo iraniano continua no centro do cálculo estratégico dos EUA. Funcionários do governo Trump disseram ao Financial Times que a estratégia de longo prazo poderia envolver garantir que as vastas reservas do país estejam sob controle de um governo mais alinhado ao Ocidente — um cenário que também ajuda a explicar a cautela em relação a ataques que possam destruir permanentemente a infraestrutura de exportação.
A visão também foi expressa publicamente por integrantes da administração americana. Em entrevista à Fox Business, Jarrod Agen, diretor executivo do Conselho Nacional de Domínio Energético da Casa Branca, afirmou que, no longo prazo, Washington pretende retirar o controle das reservas iranianas do atual regime:
— No fim das contas, não precisaremos nos preocupar com essas questões no Estreito de Ormuz, porque vamos tirar todo o petróleo das mãos dos terroristas — disse.
Uma explosão noturna ocorreu no muro exterior de uma escola judaica em Amsterdã, anunciou a prefeita da capital holandesa, Femke Halsema, neste sábado (14), qualificando como um “ato covarde de agressão”. Ninguém ficou ferido. Este é o segundo ataque a uma instituição judaica no país em meio à guerra no Oriente Médio.
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Ainda segundo o comunicado da prefeita, a polícia, que abriu uma investigação, dispõe de imagens de câmeras de vigilância nas quais se vê um homem colocando o artefato explosivo.
“A polícia e os bombeiros chegaram rapidamente ao local”, no bairro de Buitenveldert, no sul de Amsterdã, e “os danos materiais são limitados”, especificou.
Halsema denunciou que os judeus de Amsterdã enfrentam “cada vez com mais frequência o antissemitismo e isso é inaceitável”.
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“Uma escola deve ser um lugar onde as crianças possam assistir às aulas com total segurança. Amsterdã precisa ser um lugar onde os judeus possam viver em segurança”, destacou.
Série de ataques
Esta série de ataques ocorre no contexto da guerra no Oriente Médio, da qual Israel é uma das partes envolvidas. O ataque deste sábado é semelhante a outros registrados ao longo desta semana, todos à noite, em frente a sinagogas de Liège, na Bélgica, e Rotterdam, na Holanda.
Uma explosão abalou uma sinagoga na cidade belga, na segunda-feira. Poucos dias depois, na sexta-feira, as autoridades holandesas anunciaram a detenção de quatro jovens, suspeitos de provocar uma explosão diante de uma sinagoga na cidade holandesa. Em ambos os casos, não houve feridos.
Além disso, na quinta-feira, um homem avançou com seu carro contra uma sinagoga nos arredores de Detroit, no estado americano de Michigan, provocando um incêndio. Agentes de segurança abriram fogo contra o agressor, que, segundo o FBI, tirou a própria vida atirando contra si durante o confronto.
Autoridades e analistas já haviam alertado para o risco de ações isoladas — muitas vezes atribuídas a “lobos solitários” ou pequenos grupos — como forma de retaliação indireta à escalada do conflito. Ao todo, pelo menos cinco agressões foram registradas na Europa e nos Estados Unidos em menos de duas semanas.
“É terrível. O antissemitismo não pode ser aceito nos Países Baixos [Holanda]”, declarou o chefe de Governo holandês, Rob Jetten, na rede social X.
A investigação de Liège foi confiada à procuradoria federal belga, competente em matéria de terrorismo, que 48 horas após os fatos afirmou estar analisando um vídeo, possivelmente gravado por jihadistas, no qual a explosão é reivindicada.

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