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Um incidente relacionado a um drone provocou nesta segunda-feira um incêndio em um depósito de combustível perto do aeroporto de Dubai, afetando o tráfego aéreo.
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A Dubai Airports informou que os voos estavam sendo retomados gradualmente no que, antes do conflito, era o aeroporto com maior tráfego internacional do mundo, depois que um “incidente relacionado a um drone” provocou um incêndio em um depósito de combustível nas proximidades.
Assim como muitos outros aeroportos da região, o de Dubai tem sido alvo de ataques em várias ocasiões desde que o Irã iniciou sua campanha no Golfo, em resposta aos ataques dos Estados Unidos e de Israel.
As autoridades informaram que o incêndio foi controlado e não houve feridos.
Troca de acusações
O ataque ao aeroporto ocorreu um dia depois de o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmar em uma entrevista que, no ataque contra a ilha iraniana de Khark — fundamental para sua indústria petrolífera —, foguetes foram lançados a partir dos Emirados Árabes Unidos.
As autoridades emiradenses negaram a acusação.
Incêndio em depósito de combustível após incidente com drone afeta voos no aeroporto de Dubai
AFP
Os Emirados Árabes Unidos informaram sete mortos desde o início da guerra, entre eles cinco civis e dois militares, que morreram em um acidente de helicóptero atribuído a uma falha técnica.
Evacuação no aeroporto
Uma testemunha presente no aeroporto de Dubai disse à AFP que os passageiros que aguardavam seus voos foram evacuados por várias horas para um andar inferior após o ataque.
“Foram semanas difíceis, em que explosões foram ouvidas com frequência, mas os ataques iranianos me perseguiram nas minhas últimas horas antes de conseguir voar de volta para casa”, acrescentou essa testemunha.
A companhia aérea dos Emirados Árabes Unidos, Emirates, informou que previa operar um “programa limitado” de voos a partir das 10h00 no horário de Dubai (06h00 GMT), e que alguns voos foram cancelados.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que o braço de um bebê fica preso na porta de um elevador em um prédio residencial na cidade de Pune, no oeste da Índia. As imagens, captadas por câmeras de segurança do condomínio, registram o desespero de moradores que se mobilizam para ajudar a criança.
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De acordo com informações do portal de notícias indiano Punekar News, o incidente ocorreu em 7 de março, em um condomínio localizado no estado de Maharashtra. No vídeo, é possível ver quando o bebê tenta estender a mão para fora do elevador no instante em que as portas começam a se fechar. Com o movimento do mecanismo, o braço da criança acaba ficando preso.
Confira:
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Moradores tentam libertar a criança
Ainda segundo o Punekar News, a criança entra em pânico e começa a gritar, enquanto as pessoas que estavam no elevador tentam impedir que o equipamento se mova e buscam abrir as portas manualmente. A movimentação chama a atenção de outros moradores, que correm até o local para ajudar.
Nas imagens, várias pessoas se aproximam do elevador e tentam forçar a abertura da porta com as mãos, enquanto outros pedem socorro. O clima de tensão dura cerca de dois minutos, até que o bebê consegue finalmente retirar o braço.
Imagens do momento do acidente circulam nas redes sociais
Reprodução/X
Moradores relataram posteriormente que a criança não sofreu ferimentos graves. O episódio causou forte comoção entre os residentes do prédio, que demonstraram alívio após o desfecho.
Após o incidente, moradores solicitaram à administração do condomínio uma inspeção completa no sistema de elevadores do edifício para verificar se todos os dispositivos de segurança estão funcionando corretamente.
O acidente com um avião militar de reabastecimento dos Estados Unidos no oeste do Iraque matou seis integrantes da Força Aérea americana, entre eles duas mulheres. A aeronave caiu na quinta-feira (12) durante uma missão de combate em apoio às operações americanas relacionadas ao conflito com o Irã, segundo o Comando Central dos EUA.
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Entre as vítimas estão a capitã Ariana Savino, de 31 anos, natural do estado de Washington, e a sargento técnica Ashley Pruitt, de 34 anos, de Bardstown, no Kentucky. Ambas integravam a tripulação do KC-135 Stratotanker, modelo utilizado para reabastecer bombardeiros e caças em pleno voo e garantir a continuidade das operações aéreas.
Homenagens e relatos das famílias
Savino servia na 6ª Ala de Reabastecimento Aéreo, baseada na Base Aérea de MacDill, na Flórida. Em comunicado à imprensa, familiares afirmaram encontrar algum consolo no fato de que ela morreu “fazendo o que mais amava: voar”. Segundo o texto, a capitã “iluminava qualquer lugar por onde passava” e era conhecida por sua energia e entusiasmo.
Formada pelo programa de Treinamento de Oficiais da Reserva da Força Aérea da Universidade Central de Washington, Savino ingressou na ativa em 2017 e foi promovida a capitã em 2021. Ao longo da carreira, acumulou mais de 300 horas de voo em combate e atuou em bases na Geórgia e no Mississippi. A família destacou ainda que ela buscava inspirar jovens — especialmente mulheres e minorias — a seguir carreira na aviação. Parentes planejam criar uma bolsa de estudos na área para manter o legado da militar.
A morte de Ashley Pruitt também provocou comoção. A sargento técnica, mãe de uma menina de três anos, deixou, segundo pessoas próximas, “um vazio inimaginável para sua família, amigos e colegas da Força Aérea”.
Os outros quatro militares mortos foram identificados como o major John A. Klinner, de 33 anos; o capitão Seth R. Koval, de 38; o capitão Curtis J. Angst, de 30; e o sargento técnico Tyler H. Simmons, de 28.
Circunstâncias do acidente
De acordo com autoridades americanas, o avião caiu em “espaço aéreo amigo” após um incidente envolvendo uma segunda aeronave militar dos EUA, que conseguiu pousar em segurança. Um grupo iraniano chegou a reivindicar responsabilidade pela queda, mas o governo americano afirmou que se tratou de um acidente.
O episódio elevou para 13 o número de militares dos Estados Unidos mortos no atual conflito envolvendo o Irã. Até agora, pelo menos quatro aeronaves americanas foram perdidas.
A queda do KC-135 também afetou a capacidade operacional das forças americanas na região, já que esse tipo de aeronave é essencial para manter bombardeiros e caças em missão por longos períodos.
No domingo à noite, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, descreveu os seis tripulantes como “heróis americanos”. Apesar de o presidente Donald Trump ter afirmado na semana passada que a guerra “terminaria em breve”, dez caças F-35A da Força Aérea americana pousaram neste fim de semana na base aérea de Lakenheath, no Reino Unido, em escala rumo a bases militares dos EUA no Oriente Médio.
Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia discutirão nesta segunda-feira a ampliação da missão naval do bloco no mar Vermelho para ajudar a reabrir o estratégico estreito de Ormuz, informou a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas.
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“Temos interesse em manter o estreito de Ormuz aberto (quase totalmente bloqueado ao tráfego marítimo, NDLR), e por isso estamos debatendo o que podemos fazer a esse respeito do lado europeu”, declarou antes do início de uma reunião em Bruxelas com os ministros das Relações Exteriores da UE.
Kallas mencionou várias possibilidades, entre elas recorrer à missão Aspides, atualmente mobilizada no mar Vermelho.
Mas, para isso, é necessário modificar o mandato atual dessa missão, originalmente concebida para proteger navios mercantes dos ataques dos rebeldes houthis, aliados do Irã, no mar Vermelho.
“Vamos discutir com os Estados-membros para ver se realmente é possível modificar o mandato dessa missão”, explicou Kallas. Mas acrescentou que o ponto mais relevante “é saber se os Estados-membros estão dispostos a utilizar efetivamente essa missão”.
Otan terá futuro ‘muito ruim’, ameaça Trump
O presidente Donald Trump aumentou neste fim de semana a pressão sobre os aliados dos Estados Unidos e sobre a China para que enviem navios de guerra ao estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do tráfego mundial de petróleo e gás liquefeito, do qual dependem as economias asiáticas e europeias.
Trump também advertiu no domingo que a Otan enfrenta um futuro “muito ruim” se os aliados dos Estados Unidos não ajudarem a abrir o estreito.
A França havia proposto em 9 de março uma missão internacional “puramente defensiva” para reabrir o estreito, sem especificar se ela deveria ocorrer no âmbito da missão Aspides.
“Se quisermos garantir a segurança nessa região, o mais simples seria usar a operação que já temos no terreno e talvez ajustá-la um pouco”, indicou Kallas.
“Também se fala de uma coalizão de voluntários a esse respeito, mas precisamos ver igualmente o que permitiria reabrir mais rapidamente o estreito de Ormuz”, acrescentou.
Os 27 países do bloco europeu poderiam, assim, chegar a um acordo sobre “critérios” comuns, aceitáveis para os Estados Unidos, que seriam submetidos aos iranianos, explicou uma fonte diplomática.
Um incêndio atingiu um hospital público no estado de Odisha, no leste da Índia, e deixou dez mortos. Todas as vítimas eram pacientes internados na unidade de saúde no momento do incidente.
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Além das mortes, 11 funcionários do hospital sofreram queimaduras enquanto tentavam resgatar pacientes durante o incêndio. Eles recebem tratamento médico pelas lesões. A informação foi confirmada pelo ministro-chefe do estado, Mohan Charan Majhi.
O fogo é suspeito de ter sido causado por um curto-circuito elétrico, embora a causa ainda não tenha sido oficialmente confirmada. As chamas começaram na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do setor de cuidados de trauma do SCB Medical College and Hospital, localizado na cidade de Cuttack.
O incêndio teve início por volta de 02h30 da madrugada de segunda-feira no horário local, o que corresponde a 21h00 GMT de domingo.
Chamas atingiram outras áreas do hospital
Equipes do corpo de bombeiros foram acionadas e conseguiram controlar o incêndio após chegar ao hospital. Durante a emergência, pacientes foram transferidos para outros setores da própria unidade médica.
Após visitar o local, o ministro-chefe Mohan Charan Majhi afirmou que o incêndio afetou não apenas a UTI de cuidados de trauma, onde o fogo começou, mas também uma UTI adjacente e enfermarias.
Segundo ele, profissionais de saúde e agentes de segurança “arriscaram suas vidas” durante as operações de resgate, entrando em áreas atingidas pelo fogo para retirar pacientes. Alguns desses trabalhadores ficaram feridos, e o governo determinou que recebam tratamento adequado.
Governo anuncia indenização e investigação
O governo estadual anunciou que as famílias das vítimas receberão compensação financeira. Além disso, Majhi ordenou a abertura de uma investigação judicial para apurar as causas do incêndio.
A investigação deverá identificar possíveis responsáveis pelo incidente. O ministro-chefe afirmou ainda que medidas rigorosas serão tomadas contra qualquer pessoa considerada responsável.
Incêndios em hospitais são recorrentes no país
Incêndios em hospitais são frequentemente registrados na Índia, muitos deles atribuídos a falhas elétricas. Casos recentes ilustram essa recorrência.
Em outubro do ano anterior, seis pacientes em estado crítico morreram após um incêndio na UTI de um hospital no estado de Rajasthan.
Em 2024, um incêndio na UTI neonatal de uma faculdade de medicina na cidade de Jhansi, no norte da Índia, causou a morte de pelo menos 10 recém-nascidos.
Em 2021, dois episódios semelhantes foram registrados. No hospital Vijay Vallabh, na cidade de Virar, no oeste do país, um incêndio em uma UTI matou 13 pacientes que estavam em tratamento contra Covid-19.
No mesmo ano, outro incêndio em uma unidade de cuidados para recém-nascidos no distrito de Bhandara, no estado de Maharashtra, deixou 10 bebês mortos.
O presidente Donald Trump advertiu no domingo que a Otan enfrenta um futuro “muito ruim” se os aliados dos Estados Unidos não ajudarem a abrir o estreito de Ormuz, rota fundamental para o transporte de petróleo e bloqueada pelo Irã em meio à guerra no Oriente Médio.
Em entrevista ao Financial Times, Trump afirmou que, assim como os Estados Unidos ajudaram a Ucrânia na guerra contra a Rússia, espera que países europeus contribuam para garantir a segurança no estreito. O fechamento da passagem marítima provocou alta nos preços dos combustíveis em todo o mundo.
“Se não houver resposta ou se for uma resposta negativa (ao pedido dos Estados Unidos, nota do editor), acho que será muito ruim para o futuro da Otan”, acrescentou.
Pressão sobre aliados e China
Trump também afirmou que sua visita à China, onde pretende se reunir com o presidente Xi Jinping, pode ser adiada enquanto tenta pressionar Pequim a colaborar na reabertura do estreito.
“Gostaríamos de saber antes disso. (Duas semanas é) muito tempo”, caso contrário “poderíamos adiar” a viagem, disse o presidente. Ele destacou que a China, assim como diversos países europeus, depende mais do fluxo de petróleo do Golfo do que os Estados Unidos.
“É lógico que aqueles que se beneficiam dessa via ajudem a garantir que nada de ruim aconteça ali”, declarou Trump.
Operação no Golfo
Questionado sobre que tipo de apoio espera dos aliados, Trump afirmou ao Financial Times que busca o envio de navios de desminagem, além de “pessoas que vão neutralizar alguns maus atores que estão ao longo da costa (iraniana)”.
O presidente também disse a jornalistas que viajavam com ele no Air Force One que Washington mantém conversas com “cerca de sete” países para obter ajuda na reabertura do estreito de Ormuz.
A incerteza sobre a duração da guerra contra o Irã tem abalado os mercados de petróleo. Nas últimas duas semanas, os preços do barril dispararam diante dos riscos de interrupção no abastecimento global.
Militares mexicanos capturaram um suposto narcotraficante que teve papel central na operação que resultou na morte do capo Nemesio Oseguera, conhecido como “El Mencho”, informou neste domingo a Secretaria da Defesa.
Oseguera, líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), morreu em 22 de fevereiro após ser ferido durante uma operação das forças federais em um exclusivo clube campestre, onde havia se encontrado com uma mulher com quem mantinha um relacionamento.
O detido é José “N” — prática adotada pela legislação mexicana para preservar sobrenomes —, apelidado de “El Pepé”. Segundo a Defesa, ele foi responsável por transportar a companheira do líder do cartel até uma luxuosa cabana no município de Tapalpa, no estado de Jalisco, no oeste do país.
Operação de inteligência
De acordo com as autoridades, serviços de inteligência militar descobriram que a mulher se encontraria com Oseguera, o que permitiu às forças de segurança localizar o paradeiro do narcotraficante.
“El Pepé” é apontado como um dos homens de confiança do líder do CJNG, por quem os Estados Unidos ofereciam uma recompensa de 15 milhões de dólares.
A captura ocorreu no município de Tlajomulco, também em Jalisco.
“Ao detido foram apreendidos drogas, armamento e um veículo”, detalhou o comunicado da Defesa.
Reação violenta do cartel
Após a confirmação da morte de Oseguera, o CJNG reagiu com uma onda de violência, que incluiu incêndio de estabelecimentos comerciais e bloqueios de estradas em 20 dos 32 estados do México.
A operação e os confrontos armados posteriores entre forças de segurança e integrantes do crime organizado deixaram mais de 70 mortos.
Um civil morreu nos arredores da capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi, quando um míssil atingiu seu veículo nesta segunda-feira, informaram as autoridades locais. O episódio ocorre enquanto o Irã mantém ataques na região do Golfo após ofensivas conduzidas por Estados Unidos e Israel.
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“As autoridades do Emirado de Abu Dhabi responderam a um incidente na área de Al Bahia que envolveu o impacto de um míssil contra um veículo civil, o que provocou a morte de um cidadão palestino”, informou o Escritório de Mídia de Abu Dhabi em um comunicado.
Irã ameaça terminais petrolíferos
Em retaliação aos bombardeios americanos contra a Ilha de Kharg, terminal estratégico responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo bruto do Irã, a Guarda Revolucionária Islâmica alertou neste sábado que portos, docas e instalações militares ligadas aos Estados Unidos nos Emirados Árabes Unidos (EAU) passaram a ser “alvos legítimos”, acusando Washington de usá-los como base para ataques contra o território iraniano. Teerã afirmou ainda que as exportações de petróleo da ilha continuam “em pleno andamento”, apesar das ofensivas.
O anúncio foi acompanhado por novos episódios de tensão em diversos países do Golfo e por relatos de um incêndio no porto de Fujairah, nos EAU, uma das principais instalações de armazenamento e comércio de petróleo do Oriente Médio, a 120 km de Dubai.
Autoridades afirmaram que o fogo foi provocado por destroços de um drone interceptado pela defesa aérea e disseram que não houve vítimas. Como medida de precaução, as operações de carregamento de petróleo e combustíveis no terminal foram suspensas enquanto os danos eram avaliados.
O porto de Fujairah ocupa posição estratégica por estar localizado no Golfo de Omã, fora do Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% do fornecimento mundial de energia fóssil. Conectado por oleoduto aos principais campos petrolíferos de Abu Dhabi, o terminal permite aos Emirados exportar petróleo sem depender da rota mais sensível do Golfo Pérsico.
O episódio, se confirmado como ataque deliberado das forças iranianas, indicaria a intenção da República Islâmica de ampliar a pressão sobre o mercado global de energia e demonstrar que a escalada do conflito pode atingir infraestruturas críticas da região.
— A Guarda Revolucionária está enviando a mensagem de que não há porto seguro neste conflito que se expande rapidamente — disse Helima Croft, analista do banco de investimento global RBC Capital Markets, à agência Reuters. — O fato de isso ocorrer poucas horas após o ataque dos EUA à ilha de Kharg também indica que Teerã não permitirá que Washington controle os termos da escalada e imponha domínio.
O papa Leão XIV mudou-se no sábado para o recém-renovado apartamento papal no Palácio Apostólico, residência que o seu antecessor, o papa Francisco, não quis utilizar. Ao longo dos últimos meses, reformas foram feitas no endereço para receber o novo papa, que completa um ano de papado em maio deste ano.
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Até antes de sábado, o papa Leão residia no Palácio do Santo Ofício, também no Vaticano. Francisco preferiu residir na Residência Santa Marta, que hospeda cardeais durante conclaves e outros visitantes, e conta com aposentos mais modestos que o apartamento do Palácio Apostólico. A opção de Francisco pelo local foi inédita. Na época, ele afirmou que havia optado pela Residência Santa Marta pois precisava “viver a vida junto dos outros”.
— Eu não me via padre sozinho: preciso de uma comunidade. É mesmo isso que explica o fato de eu estar aqui em Santa Marta: quando fui eleito, ocupava, por sorteio, o quarto 207. (…) Quando tomei posse do apartamento pontifício, dentro de mim senti claramente um ‘não’. O apartamento pontifício no Palácio Apostólico não é luxuoso. É antigo, arranjado com bom gosto e grande, não luxuoso. Mas acaba por ser como um funil ao contrário. É grande e espaçoso, mas a entrada é verdadeiramente estreita. Entra-se a conta-gotas e eu não, sem gente, não posso viver. Preciso de viver a minha vida junto dos outros — disse Francisco em uma entrevista de 2013.
O Palácio Apostólico, edifício onde todos os domingos o papa aparece para o tradicional Angelus, fica localizado no lado oposto da Praça de São pedro. É a única residência papal desde a Tomada de Roma em 1870.
O palácio, localizado à esquerda de quem olha para a Basílica de São Pedro, é bastante complexo e inclui também os Museus Vaticanos, a Biblioteca, diversas capelas e cerca de mil salas que abrigam muitos escritórios, inclusive alguns não diretamente ligados ao papa. O Papa Francisco costumava utilizar o edifício apenas para atividades formais, como cúpulas ou encontros com chefes de Estado.
O apartamento de Leão fica localizado no terceiro andar do prédio, sendo composto por diferentes ambientes, como uma capela, um escritório e uma biblioteca . O primeiro papa a residir no apartamento foi São Pio X (1903-1914).
A Coreia do Norte divulgou neste domingo imagens do teste do sistema de lançamento de foguetes com capacidade nuclear ocorrido neste fim de semana. As imagens mostram o líder norte-coreano, Kim Jong Un, ao lado da filha adolescente, Kim Ju-ae, tida por analistas e a inteligência sul-coreana como provável sucessora do regime.
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Kim Ju-ae vem participando de eventos militares ao lado do pai. Na sexta-feira, ela esteve ao lado do pai durante a visita a ma fábrica de munições. Desde o fim de 2022, ela vem participando de eventos estratégicos. Para analistas, a presença constante dela é um indício de que pode estar sendo preparada para a sucessão.
No mês passado, a agência de inteligência da Coreia do Sul avaliou que Kim estaria próximo de formalizar a filha como herdeira política. Desde então, ela passou a aparecer com frequência crescente em atividades ligadas às forças armadas e ao setor de defesa.
Fotos divulgadas antes de um congresso político na Coreia do Norte reforçam essa percepção. A imprensa estatal mostrou, em janeiro, Ju-ae ao lado do pai no Palácio do Sol de Kumsusan, onde estão os corpos do fundador do Estado norte-coreano, Kim Il Sung, e de seu sucessor, Kim Jong Il.
Kim ao lado da filha durante lançamento de sistema de foguetes no fim de semana
STR / KCNA VIA KNS / AFP
O que foi o teste
Após o teste militar deste sábado, Kim afirmou que o exercício causaria aos inimigos de Pyongyang “em um alcance de 420 quilômetros” uma sensação de “inquietação”, assim como “uma compreensão profunda do poder destrutivo da arma nuclear tática”, acrescentou.
A KCNA informou neste domingo que os “foguetes lançados devastaram seu alvo em uma ilha no Mar do Leste da Coreia, a cerca de 364,4 km de distância, com 100% de precisão, demonstrando mais uma vez o poder destrutivo de seu ataque concentrado e o valor militar do sistema”. Kim elogiou o MLRS como uma “arma muito letal, porém atrativa”.
Coreia do Norte faz teste de sistema de lançamento de foguetes
STR / KCNA VIA KNS / AFP
O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul (JCS) afirmou ter detectado múltiplos lançamentos neste sábado, vindos do Norte em direção ao Mar do Leste, também conhecido como Mar do Japão.
O palácio presidencial em Seul condenou os lançamentos como uma “provocação que viola as resoluções do Conselho de Segurança da ONU” e instou Pyongyang a interromper imediatamente tais ações.
Os lançamentos ocorreram horas depois de o primeiro-ministro sul-coreano, Kim Min-seok, ter afirmado que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acredita que uma reunião com Kim Jong-un seria algo “bom”.

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