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Um ataque com drone ucraniano matou uma pessoa na região de Krasnodar, no sul da Rússia, informou o governador regional nesta quarta-feira.
Leia também: ataque russo ‘massivo’ mata ao menos sete pessoas na Ucrânia, quatro delas em Kiev
Vídeo: saiba o que é um ‘tanque kamikaze’, blindado usado por soldado russo em ataque na Ucrânia
“Drones das Forças Armadas da Ucrânia atingiram prédios na capital regional”, publicou o governador de Krasnodar, Veniamin Kondratiev, no Telegram. Ele especificou que uma pessoa morreu no ataque.
“Um total de três prédios foram danificados. Um incêndio começou em um apartamento em um dos prédios, mas foi rapidamente extinto”, acrescentou.
Governador de estado russo atingido por ataque ucraniano disse que três prédios foram danificados, mas incêndio foi controlado; uma pessoa morreu
Reprodução
A Ucrânia frequentemente lança ataques contra a Rússia em resposta aos bombardeios russos, que atingem o território ucraniano quase diariamente desde que Moscou invadiu o país vizinho em fevereiro de 2022.
Kiev afirma que seus ataques têm como alvo instalações militares e de energia. Os Estados Unidos pressionam a Ucrânia e a Rússia para que cheguem a um acordo de cessar-fogo, mas as negociações de paz estão paralisadas devido à guerra no Oriente Médio.
Um ataque com drone ucraniano matou uma pessoa na região de Krasnodar, no sul da Rússia, informou o governador regional nesta quarta-feira.
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“Drones das Forças Armadas da Ucrânia atingiram prédios na capital regional”, publicou o governador de Krasnodar, Veniamin Kondratiev, no Telegram. Ele especificou que uma pessoa morreu no ataque.
“Um total de três prédios foram danificados. Um incêndio começou em um apartamento em um dos prédios, mas foi rapidamente extinto”, acrescentou.
Governador de estado russo atingido por ataque ucraniano disse que três prédios foram danificados, mas incêndio foi controlado; uma pessoa morreu
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A Ucrânia frequentemente lança ataques contra a Rússia em resposta aos bombardeios russos, que atingem o território ucraniano quase diariamente desde que Moscou invadiu o país vizinho em fevereiro de 2022.
Kiev afirma que seus ataques têm como alvo instalações militares e de energia. Os Estados Unidos pressionam a Ucrânia e a Rússia para que cheguem a um acordo de cessar-fogo, mas as negociações de paz estão paralisadas devido à guerra no Oriente Médio.
Bastaram poucos dias de ataques iranianos para que os países do Golfo Pérsico concluíssem que precisavam de mais apoio. Há décadas, eles dependem das garantias de segurança dos Estados Unidos. Apesar da presença de importantes bases americanas, ou justamente por causa delas, o Irã lançou uma série de mísseis e drones contra a região. E os caros interceptadores de fabricação americana nos quais esses países confiam estão em falta no mercado global. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Antes dos Estados Unidos e de Israel lançarem sua ofensiva coordenada, o Irã advertiu que, se atacado, infligiria o máximo de prejuízo econômico à região e ao mundo como forma de retaliação. Dito e feito. Desde o início da guerra, que entra na terceira semana, Teerã tem atacado navios dentro e ao redor do Estreito de Ormuz, rota marítima vital para o escoamento de cerca de 20% do petróleo comercializado mundialmente, praticamente paralisando o tráfego marítimo. O bloqueio fez com que os preços do petróleo e do gás natural disparassem em todo o mundo — e a disposição da República Islâmica em persistir com sua medida pegou de surpresa o presidente americano, Donald Trump, que exigiu ajuda de aliados para reabrir o Estreito.
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O Iraque, por sua vez, entrou em contato com o Irã para tentar garantir a passagem de alguns de seus petroleiros pelo Estreito de Ormuz, segundo informou o ministro do Petróleo iraquiano, Hayan Abdel Ghani, na terça-feira. Como membro fundador da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), as vendas de petróleo bruto representam 90% da receita orçamentária do Iraque, que exportava cerca de 3,5 milhões de barris por dia pelo Estreito.
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— Estamos em contato com as autoridades competentes para autorizar a passagem de certos petroleiros pelo Estreito de Ormuz, para que possamos retomar nossas exportações — disse Ghani, em entrevista à emissora local Al Sharqiya, referindo-se aos navios iranianos. — Precisamos fornecer a eles a identidade desses navios.
Também na terça, um petroleiro ancorado ao largo de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos — palco de ataques retaliatórios iranianos contra bases americanas — foi atingido por destroços e, segundo o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido, a embarcação sofreu “pequenos danos estruturais”. Não há, até o momento, informações sobre feridos.
Crise previsível
Em 2011, um comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, o Exército ideológico do Irã, disse que bloquear o Estreito seria “mais fácil do que beber um copo de água”.
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Há décadas, os estrategistas militares americanos e as companhias petrolíferas do Golfo têm se preocupado com esse cenário. O Estreito é vital — uma artéria crucial para um quinto do abastecimento mundial de petróleo — e extremamente vulnerável a ataques. Tem apenas 34 quilômetros de largura em seu ponto mais estreito, obrigando todos os navios a passar bem próximos à fronteira sul do Irã.
Petroleiros trafegam por rotas estreitas, vulneráveis a ataques
Arte / O Globo
Desde o início da guerra, grande parte da Marinha iraniana foi afundada por ataques dos EUA e de Israel. Centenas de seus mísseis foram destruídos. Mas enquanto o Irã mantiver a capacidade de atacar navios em uma estreita faixa de água, terá uma ferramenta poderosa à sua disposição.
Esforço de Trump
Durante o fim de semana, Trump pressionou outros países para que enviassem seus próprios navios de guerra ao Estreito. Mas, por ora, poucos parecem dispostos a cooperar. China, Coreia do Sul, França e Reino Unido não responderam diretamente à exigência de Trump. Japão, Austrália e Alemanha a descartaram explicitamente. A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, foi categórica: “Esta não é uma guerra da Europa”.
Presidente dos EUA, Donald Trump, em entrevista coletiva reunião no Centro Kennedy, na Casa Branca
Doug Mills/The New York Times
Na terça, após a recusa dos países, o republicano criticou, em sua plataforma Truth Social, a Otan, dizendo que a aliança é uma “via de mão única”. E afirmou que os EUA não precisam “da ajuda de ninguém”.
No entanto, em meio a pressão do líder republicano — que criticou na última segunda-feira a falta de “entusiasmo” de aliados ao seu apelo para proteger a navegação no Estreito —, ministros das Relações Exteriores da UE reuniram-se para discutir a possibilidade de ampliar a missão naval do bloco no Mar Vermelho. A ideia é encontrar formas de ajudar a reabrir a estratégica passagem.
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Ao mesmo tempo, autoridades reagiram ao alerta de Trump, classificando-a como “muito ruim” para o futuro da Otan, se os países europeus não se juntarem a Washington em seu esforço para reabrir a rota.
Embora as pressões econômicas sobre autoridades europeias sejam reais, há também um sentimento de déjà vu. Líderes na Europa e em outras partes do mundo lembram bem da última vez em que um presidente americano pediu a aliados que reunissem forças no Oriente Médio: em muitas partes do continente europeu, a invasão do Iraque em 2003 é vista como um erro custoso, impulsionado por informações falhas sob insistência do então presidente George W. Bush.
Desafio para reabertura
Trump parece frustrado. Na semana passada, ele perguntou ao general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, por que os EUA não conseguiam reabrir o estreito. A resposta é simples, disseram-lhe: um único soldado iraniano ou membro de uma milícia, atravessando o estreito em uma lancha, pode disparar um míssil contra um petroleiro em baixa velocidade ou plantar uma mina magnética em seu casco.
CNN: Irã começa a instalar minas navais no Estreito de Ormuz; Trump ameaça impor resposta ‘sem precedentes’
Segundo a rede americana CNN, a Guarda Revolucionária do Irã começou a instalar dezenas de minas navais na região do Estreito de Ormuz, cobrindo uma área relativamente pequena da passagem que leva do Mar da Arábia ao Golfo Pérsico. A Guarda Revolucionária possui capacidade considerável de ação naval na área, com lanchas de ataque rápido, mísseis em áreas costeiras e barcos para instalar novas minas. Teerã não confirmou a informação.
Navio militar transita pelo Estreito de Ormuz, na entrada do Golfo Pérsico
Sahar AL ATTAR / AFP
Trump estimulou os proprietários de navios-tanque a “mostrarem coragem”. Além disso, Washington sondou a possibilidade da Marinha dos EUA escoltar navios no Estreito. Na década de 1980, durante a guerra Irã-Iraque, a Marinha dos EUA garantiu com sucesso a passagem de petroleiros pelo Estreito.
Mas hoje, com a evolução da tecnologia, essa manobra seria cara e arriscada. Formar uma escolta desse tipo poderia levar semanas e exigiria a destruição dos inúmeros mísseis iranianos ao longo do estreito. E provavelmente mobilizaria ainda mais navios de guerra no Oriente Médio.
Em entrevista à agência de notícias Reuters, Tom Sharpe, comandante aposentado da Marinha Real Britânica, afirmou que a escolta de três ou quatro navios por dia no Estreito seria viável a curto prazo, utilizando sete ou oito destróieres para cobertura aérea. Para ele, fazer a escolta durante meses exigiria mais recursos.
Possível reabertura
A questão de como manter o estreito aberto não é nova. Na década de 2000, o Pentágono pediu a um de seus principais estrategistas no Oriente Médio que avaliasse uma situação semelhante.
O tenente-general Samuel Clinton Hinote, aposentado da Força Aérea americana, disse que, embora os EUA pudessem usar sensores avançados e ataques de precisão para mitigar os ataques iranianos, não conseguiriam impedi-los completamente. As rotas marítimas, segundo ele, são muito estreitas e as embarcações muito vulneráveis ​​a foguetes, mísseis e enxames de pequenas embarcações.
— O Estreito de Ormuz é um problema difícil, quase impossível, de ser resolvido apenas por meios militares — disse Hinote.
Para ele, manter a hidrovia aberta por meios militares significaria tomar e manter o território iraniano que margeia o Estreito. Em outras palavras: tropas terrestres.
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— Seria necessário um grande número de tropas terrestres para tomar o controle da costa. Na falta disso, a única solução duradoura para o Estreito é diplomática — acrescentou.
Os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita têm procurado maneiras de contornar o Estreito construindo mais oleodutos. Mas eles não estão atualmente operacionais e um ataque a um oleoduto saudita que liga o leste ao oeste, realizado pela milícia Houthi em 2019, mostrou que essas alternativas também são vulneráveis.
O que diz o Irã
Há muito, analistas consideram o fechamento do Estreito como uma medida de último recurso, pois a ação tem potencial de gerar represálias contra o próprio setor energético iraniano. O assassinato do aiatolá Ali Khamenei, porém, mudou essa equação.
Na semana passada, os EUA bombardearam a Ilha de Kharg, terminal estratégico responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo bruto do Irã, e Trump ameaçou atacar instalações petrolíferas na região caso Teerã não reabrisse o Estreito.
No Telegram, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o Estreito “está aberto a todos, exceto aos navios americanos e de seus aliados”. Na prática, porém, o petróleo transportado pela passagem vem do Irã ou de aliados dos Estados Unidos, como a Arábia Saudita e o Kuwait.
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Após o apelo de Trump para nações protegerem o Estreito, o chanceler iraniano advertiu a outros países de que, se intervierem, haverá “uma escalada” na guerra no Oriente Médio. O ministro pediu aos países a “se absterem de qualquer ação que possa levar a uma escalada” e afirmou que dispõe de “muitas provas” de que bases americanas no Oriente Médio foram utilizadas para atacar seu país, citando os Emirados Árabes Unidos.
Na televisão americana, Mike Waltz, embaixador dos EUA na ONU, reforçou o apelo de Trump. Na CNN, durante entrevista no último domingo, Waltz foi questionado se Trump estava preparado para atacar instalações petrolíferas na ilha de Kharg e, em caso afirmativo, se ele temia que isso pudesse acarretar uma escalada ainda maior na guerra.
— O presidente Trump não vai descartar nenhuma opção — disse Waltz. — Certamente acredito que ele manterá essa possibilidade em aberto, se quiser desmantelar a infraestrutura energética deles.
(Com New York Times)
Apenas um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerir o adiamento de sua cúpula com o líder chinês, Xi Jinping, para “supervisionar as operações militares” em curso no Oriente Médio, Pequim reagiu de forma neutra, afirmando nesta terça-feira que “tomou nota” dos esclarecimentos e que as duas partes mantêm o diálogo aberto sobre a visita. O tom diplomático das declarações, no entanto, contrasta com movimentações que têm sido feitas desde o início da guerra americana-israelense contra o Irã, em fevereiro, em que canais extraoficiais chineses passaram a recorrer ao tom crítico — e zombeteiro, incluindo com vídeos feitos por inteligência artificial (IA) — para comentar a atuação de Washington no conflito. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, fará nesta quarta-feira uma maratona no Congresso em meio à pressão de parlamentares da oposição por explicações sobre a condução da política externa brasileira diante da escalada de tensão no Oriente Médio. Ele fala às 10h na Comissão de Relações Exteriores do Senado e, uma hora depois, às 11h, é esperado na comissão equivalente da Câmara, onde foi formalmente convocado por opositores do governo.
No Senado, Vieira participa de audiência como convidado, em sessão interativa convocada pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores. O pedido foi apresentado após a escalada recente do conflito no Oriente Médio e cita preocupações com possíveis impactos econômicos e geopolíticos para o Brasil, incluindo efeitos sobre mercados de energia, fluxos comerciais e cadeias produtivas globais.
O requerimento também cobra do Itamaraty explicações sobre as medidas adotadas para assistência a brasileiros na região, em meio ao agravamento da crise. A avaliação dentro da comissão é que o cenário exige atualização constante do Congresso sobre a atuação diplomática e consular do governo, o que levou ao convite para que o chanceler detalhe as ações em curso.
Já na Câmara, a oitiva foi aprovada a partir de requerimentos de deputados como Rodrigo Valadares (União-SE), Gustavo Gayer (PL-GO) e Helio Lopes (PL-RJ), que querem que o ministro detalhe a posição do governo brasileiro diante de episódios recentes envolvendo o Irã e seus desdobramentos na região.
Os parlamentares também devem pressionar Vieira sobre três frentes que passaram a ser exploradas pela oposição: a reação do Itamaraty a ações militares atribuídas ao Irã; a divulgação, nos Estados Unidos, de um documento que menciona supostas estruturas chinesas no Brasil voltadas a lançamentos espaciais; e reportagens sobre comunicações diplomáticas atribuídas à embaixada brasileira em Burkina Faso envolvendo referências ao regime iraniano e a Israel.
A ida do chanceler às duas Casas ocorre em um momento de maior tensão entre Congresso e governo na área internacional. Entre parlamentares, há desconforto com o que classificam como falta de clareza do Itamaraty em temas sensíveis, especialmente na relação com países do Oriente Médio.
Integrantes do governo, por sua vez, afirmam que Vieira deve reforçar a linha de atuação baseada na defesa do direito internacional e na busca por uma posição de equilíbrio do Brasil no cenário externo.
Israel anunciou nesta terça-feira (17) que suspendeu a entrada da ajuda transportada pelo Unicef destinada à Faixa de Gaza proveniente do Egito, após frustrar “uma tentativa de contrabando” dentro de carregamentos de ajuda humanitária coordenados por essa agência da ONU. O que o país diz ter encontrado é ‘tabaco e nicotina’.
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Essa tentativa foi detectada nesta terça-feira na passagem de Kerem Shalom, entre Israel e Gaza, por onde transita e é inspecionada a ajuda que chega do Egito, segundo o Cogat, órgão do Ministério da Defesa responsável por assuntos civis nos territórios palestinos ocupados.
O Cogat anunciou, em um comunicado, a suspensão “após uma tentativa de contrabando de tabaco e nicotina em carregamentos de ajuda provenientes do Egito e coordenados pelo Unicef”, agência das Nações Unidas para a infância.
Em outubro do ano passado, a Corte Internacional de Justiça (CIJ), o mais alto tribunal da ONU para julgar disputas entre Estados, determinou que Israel, sob o governo de Benjamin Netanyahu, permita e facilite a entrada na Faixa de Gaza de insumos básicos para a população local. Os juízes determinaram ainda que o país não use a fome como uma arma de guerra.
Naquele mês, o Unicef pediu a abertura de todas as passagens de ajuda alimentar para Gaza. O órgão destacava que as crianças do território eram um grupo especialmente vulnerável e afetadas pelos bloqueios.
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No final do mês passado, a Suprema Corte de Israel suspendeu a aplicação de uma medida do governo que forçaria o encerramento das operações de 37 organizações internacionais de ajuda humanitária na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, por se recusarem a cumprir com uma nova determinação que prevê a entrega de dados pessoais dos funcionários empregados em território palestino a instituições do Estado judeu. O governo israelense afirma que a medida responde a uma demanda de segurança, e cita que pretende impedir que indivíduos considerados terroristas se infiltrem nas organizações, que por sua vez apontam um temor de que as informações possam expor os funcionários no terreno — considerando o número de trabalhadores humanitários mortos desde o início da guerra em Gaza.
A decisão da instância máxima da justiça israelense atende a um pedido de liminar da ação interposta por 17 organizações humanitárias, incluindo Médicos Sem Fronteiras (MSF), Conselho Norueguês para Refugiados e Oxfam, que pedia uma medida imediata para impedir a expulsão de Gaza e Cisjordânia a partir de 1º de março, conforme anunciado pelo governo.
Israel tem feito ataques diários a ao menos três países da região, elevando a escalada de violência e envolvendo nações vizinhas. São alvos do governo e das tropas de Netanyahu: terristórios da Palestina, como Faixa de Gaza e Cisjordânia; Líbano, incluindo a capital Beirute; e Irã, que, como o diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos, Joe Kent, disse, sofreu ataques pelo estado judeu e pelos EUA pela pressão de Israel.
Os Estados Unidos aumentaram a pressão na terça-feira sobre as autoridades cubanas para que permitam reformas de livre mercado na ilha comunista, enquanto a empobrecida nação tenta se recuperar de um gigantesco apagão nacional. Cuba, que reconheceu estar em negociações com Washington, fez alguns anúncios nesse sentido, como o de permitir que cubanos residentes no exterior possam investir e abrir seus próprios negócios na ilha em diversos setores, incluindo o bancário. Mas o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que “não são suficientemente drásticos” os anúncios.
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— Isso não vai resolver as coisas — acrescentou Rubio a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, onde acompanhava o presidente Donald Trump na recepção do primeiro-ministro irlandês, Michael Martin.
Mais cedo, o ministro cubano do Comércio Exterior, Oscar Pérez-Oliva, disse à rede de TV americana NBC que “Cuba está aberta a manter uma relação comercial fluida com empresas americanas” e “também com cubanos residentes nos Estados Unidos e seus descendentes”.
O próprio Trump foi duro na segunda-feira ao afirmar que seria uma “honra tomar Cuba, de alguma forma”.
Ao ser questionado sobre os próximos passos em relação à ilha, Trump disse que “eles estão falando com Marco [Rubio], e vamos fazer algo em breve”.
Segundo o jornal americano The New York Times, que cita quatro pessoas com conhecimento das conversas entre os dois países, o governo Trump pressiona para que o presidente Miguel Díaz-Canel deixe o poder.
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Pressão crescente
Em meio à pressão de Washington, o governo comunista tenta restabelecer a energia elétrica na ilha. O processo é gradual após um apagão generalizado no contexto de uma grave crise energética que afeta o país, submetido há décadas a um embargo dos Estados Unidos.
Depois do meio-dia local, cerca de 45% das residências de Havana, onde vivem 1,7 milhão de pessoas, voltaram a ter eletricidade, anunciou a empresa estatal de energia UNE.
As autoridades não especificaram até o momento a origem do corte geral ocorrido desde o meio-dia de segunda-feira. Apenas indicaram que não detectaram nenhuma falha na rede.
— O medo é sempre que o apagão se prolongue e que se estrague o pouco que você tem na geladeira, porque tudo está caro — disse à AFP Olga Suárez, uma aposentada de 64 anos, no bairro de Vedado. — De resto, a gente já está acostumado, porque aqui quase sempre você vai dormir e acorda sem luz.
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A geração de eletricidade do país é sustentada por uma rede de usinas termelétricas envelhecidas, algumas com mais de 40 anos de operação.
A ilha, com 9,6 milhões de habitantes, sofre há mais de dois anos com cortes massivos e recorrentes, às vezes durante vários dias.
No início de março, dois terços do território, incluindo a capital, já haviam sido afetados por um apagão.
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Adalberto Roque/AFP
A economia cubana está quase paralisada desde que o governo Trump interrompeu, em janeiro, os envios de petróleo da Venezuela, seu principal fornecedor, após a derrubada e captura de Nicolás Maduro, e ameaçou sancionar outros países que vendam combustível a Havana.
A situação obrigou o governo de Díaz-Canel a adotar medidas drásticas de economia, incluindo a suspensão da venda de diesel e o racionamento da gasolina, além da redução de alguns serviços hospitalares.
Além da crise energética e da tensão com os Estados Unidos, os cubanos também passaram por um susto nesta terça-feira, quando um terremoto de magnitude 5,8 sacudiu a costa nas primeiras horas do dia. Não houve relatos imediatos de vítimas ou danos.
O presidente equatoriano, Daniel Noboa, tachou, nesta terça-feira (17), como “falsas” as acusações feitas por seu contraparte colombiano, Gustavo Petro, que denunciou um bombardeio em seu país a partir da fronteira equatoriana, onde atuam guerrilheiros e narcotraficantes.
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Petro afirmou na véspera que seu governo tinha provas de um ataque com uma “bomba” lançada de um avião perto da fronteira, em meio a uma guerra comercial e de palavras entre os dois presidentes.
O Equador está “bombardeando os locais que serviam de esconderijo” para grupos criminosos, “em grande parte colombianos, que o próprio governo permitiu infiltrar em nosso país devido à negligência em sua fronteira”, declarou Noboa no X, dirigindo-se ao presidente colombiano.
Na semana passada, o Equador atacou um campo de treinamento pertencente a um grupo dissidente das Farc na província fronteiriça de Sucumbíos, no nordeste do país, no âmbito de sua política de linha-dura contra o narcotráfico, apoiada pelos Estados Unidos.
“Presidente Petro, suas declarações são falsas; estamos agindo no nosso território, não no seu”, escreveu Noboa, cujo país integra o “Escudo das Américas”, uma aliança de 17 países do continente americano criada pelos Estados Unidos para enfrentar ameaças à segurança.
Equador e Colômbia compartilham uma fronteira de aproximadamente 600 km, onde guerrilhas colombianas e organizações criminosas de ambos os países atuam no tráfico de drogas, de armas, de pessoas e na mineração ilegal.
“Há 27 corpos carbonizados e a explicação não é plausível”, respondeu Petro nesta terça-feira no X, em alusão ao suposto ataque equatoriano em solo colombiano.
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Em campos políticos opostos, Petro e Noboa elevaram o tom em meio à disputa tarifária que começou em fevereiro por iniciativa do Equador e que afeta as importações, a cooperação energética e o transporte de petróleo.
A ministra das Relações Exteriores do Equador, Gabriela Sommerfeld, afirmou que Equador e Colômbia participarão em breve de um “diálogo por meio da Comunidade Andina” com o objetivo de “retomar as negociações”.
“O que pedimos à Colômbia é que aumente sua capacidade de controle de fronteiras (…) a fim de diminuir o nível de violência e insegurança, não apenas no Equador, mas também em todo o Hemisfério Ocidental”, insistiu Sommerfeld em entrevista ao canal Teleamazonas.
A alfândega francesa apreendeu 13 toneladas de cocaína em fevereiro no porto de Dunkerque (norte do país), um recorde em território nacional, afirmou nesta terça-feira (17) à AFP o ministro da Ação e das Contas Públicas, David Amiel.
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Trata-se de três apreensões realizadas em dez dias: 1,9 tonelada (7 de fevereiro), 8,4 toneladas (12 de fevereiro) e 2,8 toneladas (18 de fevereiro), cujo valor de revenda a varejo é estimado em quase 992,3 milhões de dólares (5,22 bilhões de reais).
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A quantidade interceptada em fevereiro representa quase um terço da cocaína apreendida em todo o ano anterior (31 toneladas).
“Após um ano de 2025 marcado pela apreensão histórica de mais de 31 toneladas de cocaína pela alfândega francesa, estas três apreensões de grande magnitude – realizadas em Dunkerque no mês de fevereiro – demonstram que os serviços e agentes aduaneiros continuam mobilizados, sem falhas, na sua luta contra o tráfico de entorpecentes”, celebrou Amiel.
Estas 13 toneladas estabelecem um recorde, depois das 10 toneladas apreendidas em março de 2025, também pela alfândega, neste mesmo porto do Mar do Norte.
A droga estava escondida em contêineres de mercadorias legais.
“Uma parte das 13 toneladas destinava-se ao território francês e outra parte a outros territórios fora da União Europeia”, detalhou a diretora regional da alfândega em Dunkerque, Frédérique Durand.

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