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O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy declarou nesta quarta-feira (18) que não cometeu “nenhum dos atos” pelos quais foi condenado, durante o julgamento de seu recurso sobre o suposto pedido de financiamento líbio para sua campanha eleitoral de 2007.
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Sarkozy tornou-se no ano passado o primeiro presidente francês a ser preso desde o fim da Segunda Guerra Mundial e o primeiro de um país da União Europeia. Ele saiu da prisão 20 dias depois, em liberdade condicional.
— Recorri porque não cometi nenhum dos atos pelos quais fui condenado. Reunirei todas as minhas forças para defender esta verdade, que está profundamente enraizada em mim —disse Sarkozy no terceiro dia de seu julgamento de apelação.
O político conservador de 71 anos, que governou a França de 2007 a 2012, sempre negou qualquer irregularidade e reiterou sua inocência ao tribunal na terça-feira.
Em setembro, um tribunal de primeira instância o condenou a cinco anos de prisão por permitir que pessoas de seu entorno viajassem à Líbia de Muammar Kadhafi, falecido em 2011, para obter fundos para financiar ilegalmente sua vitoriosa campanha presidencial de 2007.
No sistema jurídico francês, o recurso de apelação equivale a um novo julgamento, no qual o tribunal reexamina todas as provas e depoimentos, e, portanto, Sarkozy é novamente considerado inocente.
Espera-se que siga até 3 de junho, com o veredicto previsto para o outono (do hemisfério norte).
Se considerado culpado, Sarkozy pode pegar até 10 anos de prisão. Sarkozy tem enfrentado uma série de problemas legais desde que deixou o cargo e já foi condenado duas vezes em outros casos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca na noite de sexta-feira para Bogotá, onde participará no sábado da 10ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) em um cenário de baixa presença de líderes na reunião. Com base em dados repassados pelo governo colombiano ao Ministério das Relações Exteriores, dos 33 países membros, apenas quatro presidentes da região confirmaram participação até agora: Lula, o anfitrião Gustavo Petro, o uruguaio Yamandú Orsi e o primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves.
Segundo a secretária de América Latina e Caribe do Itamaraty, Gisela Padovan, além dos quatro presidentes, 20 chanceleres estarão presentes.
— As delegações vão, há um engajamento bastante grande, mas muitos irão em nível de chanceler — afirmou a diplomata.
O esvaziamento da reunião ocorre em um momento de avanço de governos de direita em vários países latino-americanos. Nos últimos dias, o presidente Donald Trump reuniu na Flórida líderes da região alinhados politicamente à sua agenda, sem a presença de Brasil, Colômbia e México, o que reforçou a leitura diplomática de um ambiente regional mais dividido.
Apesar disso, o governo brasileiro tenta preservar a relevância política do encontro. Segundo Gisela, a presença de Lula reafirma uma linha constante de política externa.
— A presença do presidente Lula na Celac apenas confirma o compromisso do Brasil, inclusive constitucional, com a integração da América Latina e do Caribe.
Ela lembrou que Lula participou de todas as reuniões de cúpula do bloco desde o retorno do Brasil à Celac, em 2023, e destacou que, mesmo em agendas internacionais apertadas, o presidente tem mantido presença nos encontros regionais.
— Esse é o tamanho do compromisso de acreditar que a integração regional é fundamental, ainda mais num mundo como o de hoje, onde proliferam unilateralismos, medidas coercitivas e atos unilaterais.
Na avaliação do Itamaraty, a baixa presença presidencial não elimina o peso estratégico da região. A secretária ressaltou que os 33 países da Celac somam cerca de 650 milhões de habitantes, 20 milhões de quilômetros quadrados e movimentam aproximadamente US$ 100 bilhões em comércio com o Brasil, com superávit brasileiro de cerca de US$ 20 bilhões.
— A América Latina e o Caribe são o destino de 40% das nossas exportações de manufaturados — afirmou, destacando o peso da região para a indústria brasileira.
Ela também insistiu no papel geopolítico regional em temas como segurança alimentar, energia limpa, biodiversidade e preservação ambiental.
— Todos esses elementos que ninguém presta atenção — água, energia limpa, biodiversidade, comércio de bens industrializados — mostram o que essa região aporta. Daí a importância dela para o Brasil.
A reunião terá como temas principais desenvolvimento econômico, combate à pobreza, mudança do clima, segurança alimentar e crime organizado. A expectativa é de uma declaração final, embora o próprio Itamaraty reconheça dificuldades de consenso político.
— A declaração sempre é fechada na undécima hora. O atual contexto político permite antever algumas dificuldades, mas só no final saberemos como ela ficará.
Um dos pontos já acordados, segundo Gisela, é a reafirmação da América Latina e do Caribe como zona de paz.
Na sequência da cúpula, ocorrerá o primeiro Fórum Celac-África. O diretor do departamento de África do Itamaraty, Ricardo Duarte, afirmou que a iniciativa busca recuperar um diálogo político estruturado entre as duas regiões.
— A Celac busca, com esse primeiro fórum de alto nível, recuperar um diálogo com a África que já existiu de maneira mais estruturada no passado.
Segundo ele, o encontro ocorre em um contexto de crescente aproximação política entre Brasil e África e terá como eixos cooperação Sul-Sul, reparação histórica e justiça étnico-racial, além de comércio e investimentos.
Duarte destacou que a África representa hoje um espaço estratégico em expansão econômica.
— A África, pelo seu tamanho, pelas suas potencialidades e pela população em ascensão, oferece oportunidades claras. O Brasil pode ampliar vendas, mas também investir para produzir lá, especialmente em agricultura.
Hoje, o comércio entre Brasil e África soma cerca de US$ 24 bilhões, com superávit brasileiro, e o Itamaraty considera que a aproximação pode abrir uma nova frente econômica para o país.
Em um sinal de intensificação da ofensiva militar de Israel no Líbano, as forças do Estado judeu realizaram uma série de ataques aéreos que atingiram não apenas os subúrbios ao sul de Beirute, reduto do Hezbollah, mas também áreas centrais da capital antes consideradas seguras. Os bombardeios, realizados ao longo desta quarta-feira, destruíram edifícios, deixaram pelo menos 20 mortos e mais de 40 feridos, segundo o Ministério da Saúde libanês, e forçaram o deslocamento de moradores em meio à ampliação da ofensiva. Ao mesmo tempo, apesar da forte pressão, o grupo conseguiu manter uma resistência significativa na linha de frente do sul do Líbano, utilizando uma combinação de mísseis antitanque guiados, drones e artilharia.
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A maior parte dos bombardeios israelenses teve como alvo Dahiya, uma área densamente povoada nos subúrbios ao sul de Beirute onde o Hezbollah exerce influência, além de regiões no leste e no sul do país. No entanto, Israel passou a também atingir o centro da capital, muitas vezes sem emitir aviso prévio, como vinha fazendo antes de outros ataques. Autoridades israelenses afirmam que os alvos são infraestrutura e integrantes do grupo xiita, apoiado pelo Irã.
Nas primeiras horas desta quarta, ataques aéreos atingiram pelo menos quatro prédios no centro da capital, provocando o colapso de um deles. Foi a primeira vez desde o início da guerra que Israel destruiu completamente um edifício na região central da cidade. A ofensiva foi feita horas após o Estado judeu emitir um alerta aos moradores do sul do Líbano informando que realizaria ataques massivos contra alvos do Hezbollah, marcando a mais ampla ordem de evacuação na região desde a guerra entre Israel e o grupo em 2006.
— Você viu o que aconteceu em Gaza? Vai ser o mesmo aqui — disse Hassan Jawad, 40, que mora em um apartamento próximo ao prédio que desabou, no bairro de Bachoura, no centro de Beirute. — Acho que esta guerra vai durar mais do que a anterior. Meu pai [e] meu avô viveram tempos assim. Nada muda, isso acontece repetidamente.
Um bombardeio sem aviso prévio no bairro central de Zuqaq al-Blat, também na madrugada desta quarta, incendiou os andares superiores de um prédio, lançando densas colunas de fumaça no céu. Ambulâncias correram ao local para retirar e socorrer feridos. Já em Fathallah, na capital, membros do Hezbollah isolaram a rua onde outro edifício havia sido atingido. Carros esmagados e queimados estavam à beira da via, ao lado de pedaços de colchões, pneus de bicicleta e fragmentos de roupas.
— Fiquei com muito medo, aconteceu bem na nossa frente — disse Abu Hussein, 67, explicando que acordou durante a madrugada com o estrondo do ataque. — É diferente de lugar na rua, o perigo vem de repente, do céu. Beirute não é mais segura de jeito nenhum.
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A emissora al-Manar, afiliada ao Hezbollah, anunciou nesta quarta-feira que o diretor de seus programas políticos foi morto junto da esposa em um ataque israelense na capital. Em nota, o canal afirmou que “Mohammad Shari e sua esposa” morreram “no ataque sionista”. Os filhos e netos de Shari ficaram feridos e foram hospitalizados após a ofensiva, condenada pelo ministro da Informação do Líbano, Paul Marcos, como “uma flagrante violação do direito internacional”. O Hezbollah, por sua vez, descreveu o ataque como “deliberado”.
‘Combates intensificados’
Grande parte dos combates também foi concentrada na estratégica cidade montanhosa de Khiam, com o Exército Israel conduzindo uma campanha aérea e de artilharia contra membros do Hezbollah entrincheirados na cidade. Os confrontos se intensificaram após dias de enfrentamentos, com um porta-voz do grupo xiita reconhecendo “combates intensificados” nas periferias leste e norte da cidade. Ao mesmo tempo, tropas israelenses tentavam avançar sobre cidades fronteiriças nos setores central e oeste do sul do Líbano.
Ao jornal britânico The Guardian, um morador da vila fronteiriça de Aita al-Chaab afirmou que os combates eram intensos entre soldados israelenses e membros do Hezbollah no local. Uma fonte de segurança libanesa disse que a vila era uma entre “várias” cidades de fronteira que se tornaram palco de combates pesados, enquanto Israel tentava infiltrar o sul do Líbano por diversos pontos ao longo da fronteira compartilhada.
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Os confrontos ocorrem enquanto o Estado judeu concentra suas tropas ao longo da fronteira, mobilizando quatro brigadas e colunas de tanques antes da expansão da invasão terrestre. Em nota, o Exército de Israel afirmou ter iniciado uma “operação terrestre limitada” enquanto o escalão político discutia a ampliação da campanha. Nesse meio tempo, avaliam especialistas, os combates terrestres se concentram em eixos estratégicos, especialmente em Khiam, que pode determinar a capacidade do Hezbollah de resistir à invasão israelense.
— Khiam está situada em um planalto elevado com vista para o vale de Hula e ao longo de rotas-chave que levam a oeste, em direção à fronteira israelense — disse Ahmad Beydoun, especialista em investigação de conflitos armados com base em fontes abertas, ao Guardian, indicando que o controle da cidade cortaria as linhas de suprimento do Hezbollah no sul do país. — Controlar Khiam divide os setores central e oriental ao sul do Litani [rio], interrompendo a conexão com o Vale do Bekaa.
Ao mesmo tempo, Israel estaria explorando as colinas sob seu controle do lado israelense para bombardear o território libanês, enquanto seus soldados tentavam cercar os combatentes. O objetivo imediato da campanha militar, segundo ex-oficiais das Forças Armadas de Israel, é criar uma zona-tampão no sul do Líbano que afaste o Hezbollah da fronteira. O Estado judeu estaria criando “zonas seguras” na fronteira libanesa, onde moradores poderiam permanecer desde que se responsabilizassem por impedir a infiltração do Hezbollah.
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Um morador de Kafr Shouba, cuja casa fica na região fronteiriça, disse que, na noite de segunda-feira, forças israelenses invadiram sua residência e outras três casas na região. Ele afirmou ter sido encostado contra a parede por soldados enquanto eles procuravam por armas. Ao deixarem o local, disse, levaram um morador para interrogatório.
Se Israel conseguir empurrar o Hezbollah para longe do Litani, passará então a focar na presença do grupo ao norte do rio. A maior parte dos foguetes e drones disparados pelo Hezbollah contra Israel parte dessa região, enquanto seus combatentes ao sul concentram esforços em enfrentar soldados israelenses. No entanto, analistas alertam que a criação de uma zona-tampão no sul do Líbano exigiria uma ocupação de longo prazo, o que poderia reacender o apoio popular ao Hezbollah.
Não está claro como o grupo conseguiu preservar sua presença ao sul do Litani, apesar de mais de um ano de tentativas do Exército libanês de desarmá-lo, além de ataques quase diários de Israel contra combatentes e depósitos de armas. Apesar da pressão, o Hezbollah conseguiu manter uma resistência significativa na linha de frente do sul do Líbano, utilizando mísseis antitanque guiados, drones e artilharia.
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Em meio a escalada, aviões de guerra israelenses atingiram pontes sobre o rio Litani — que conecta o sul do Líbano ao restante do país — destruindo ao menos duas delas, segundo a mídia estatal libanesa. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, confirmou os ataques às pontes, enquanto o Exército israelense disse ter as construções como alvo para “impedir que o Hezbollah transfira combatentes e armas”. O órgão reiterou o alerta para que moradores deixem a área.
Vista como uma importante linha de referência diplomática, a região ao norte do rio Litani teve papel central nas operações de Israel no Líbano há 20 anos. Ao Wall Street Journal, Orna Mizrahi, pesquisadora do Instituto de Estudos de Segurança da Universidade de Tel Aviv, disse que esta representa a maior área de atuação do Exército israelense desde então. Ela relembrou que houve incursões na região em 2024, mas disse que “não houve uma manobra terrestre ali desde 2006”.
Situação ‘preocupante’
Diante da intensificação dos ataques israelenses e do aumento do deslocamento de civis em todo o país, o presidente do Líbano, Joseph Aoun, convocou uma reunião de alto nível de segurança nesta quarta-feira. A Presidência informou que, no encontro, foram analisadas a situação de segurança em nível nacional, incluindo o aumento de vítimas e o deslocamento da população. Ao todo, segundo autoridades libanesas, ao menos 968 pessoas morreram, 2,4 mil ficaram feridas e mais de um milhão foram forçadas a deixar suas casas desde 2 de março.
Israel expande ordem de retirada no Líbano
Editoria de Arte/O Globo
Na terça-feira, segundo a al-Jazeera, o secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, apresentou condições para o fim da guerra, incluindo a interrupção dos ataques por Israel, o retorno dos deslocados às suas casas, a libertação de pessoas detidas por Israel nos últimos dois anos e a retirada do Exército israelense. Já nesta quarta, o enviado especial da França para o Líbano disse que seria “irracional” esperar que o governo libanês desarme o Hezbollah enquanto o país está sendo bombardeado por Israel, citando negociações como solução.
— Israel ocupou o Líbano por muito tempo e não conseguiu erradicar a capacidade militar do Hezbollah. Portanto, não pode agora pedir ao governo libanês que faça esse trabalho em três dias sob bombardeio — disse Jean-Yves Le Drian à rádio France Info.
A Espanha, por sua vez, condenou o apelo de Israel para que a população evacue todas as áreas no sul do Líbano ao sul do rio Zahrani, afirmando que a situação no país é “extremamente preocupante”. O chanceler alemão Friedrich Merz, aliado de Israel, também expressou preocupação crescente, advertindo que a ofensiva terrestre israelense no Líbano é um “erro” que pode agravar uma situação humanitária já considerada crítica.
A guerra no Líbano começou em 2 de março, quando o Hezbollah lançou mísseis contra Israel em apoio ao Irã no atual conflito regional. Israel respondeu com bombardeios e, em seguida, com o envio de tropas ao sul do Líbano. O Estado judeu afirma que tem como alvo não apenas combatentes e líderes do Hezbollah, mas também empresas que, segundo o país, estão ligadas ao grupo e ajudam a financiar suas operações militares. (Com AFP e New York Times)
A decisão de autoridades locais de renomear a histórica cidade de Graaff-Reinet, no centro-sul da África do Sul, em homenagem ao líder antiapartheid Robert Sobukwe desencadeou um intenso debate na no país, evidenciando divisões profundas entre moradores, políticos e o setor econômico.
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Conhecida por sua arquitetura colonial holandesa e forte apelo turístico, a cidade de quase 250 anos integra uma lista de mais de 1.500 localidades rebatizadas desde o fim do regime do Apartheid, em um esforço para superar legados coloniais.
A mudança, no entanto, provocou protestos, petições e preocupações quanto ao impacto real na vida cotidiana da população. Para parte dos moradores, a alteração tem pouco efeito prático. “Nós somos os que ainda, ainda vamos sofrer. Então isso não vai trazer nenhuma diferença para nós. Mas vai beneficiar eles no fim do dia — aqueles que estão no comando dessas coisas e que acham que precisa haver mudanças em nomes e não na vida das pessoas”, afirmou o residente Edmano Lomberg.
Já apoiadores da medida, como o Congresso Pan-Africanista, defendem que a renomeação é um passo importante para restaurar o equilíbrio histórico e reconhecer figuras centrais na luta contra a segregação racial. “Ele se referia com carinho ao seu local de nascimento. Portanto, não queremos destruir Graaff-Reinet, mas queremos que a história de transformação em Graaff-Reinet reconheça que, embora o colonialismo tenha estabelecido Graaff-Reinet, há uma maioria de pessoas entrelaçadas com essa história que hoje pode ser melhor simbolizada pela vida e trajetória de Robert Sobukwe”, declarou Jaki Seroke, vice-presidente da sigla.
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O setor empresarial local, por sua vez, teme prejuízos financeiros. Em uma cidade altamente dependente do turismo e de sua marca consolidada internacionalmente, a possível mudança levanta dúvidas sobre custos de rebranding e adaptação do mercado. “O processo judicial aprovou o nome Robert Sobukwe. O que isso significa para nós, como Escritório de Turismo de Graaff-Reinet? Marketing, marca global. Teríamos que mudar o nome agora para Escritório de Turismo da Comunidade Robert Sobukwe? Isso significaria milhões em gastos, por causa da reformulação da marca e da reeducação dos turistas”, alertou Aljone Meyer, oficial de ligação de turismo.
Enquanto o impasse persiste, a controvérsia em Graaff-Reinet reflete um desafio mais amplo enfrentado pela África do Sul: conciliar um passado marcado por desigualdades com a construção de um futuro mais inclusivo, sem ignorar os impactos sociais e econômicos das transformações simbólicas.
O ator americano Sean Penn não esteve na cerimônia do Oscar — realizada em Los Angeles, na Califórnia, no último domingo (15) — para receber sua terceira estatueta na carreira. Ele optou por viajar para a Ucrânia, que enfrenta uma guerra contra a Rússia há quatro anos. Dois dias depois da premiação, ainda no país, Sean Penn recebeu uma homenagem com muito simbolismo por parte do governo ucraniano: uma “estatueta do Oscar” feita com destroços da guerra.
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O item foi entregue por Oleksandr Pertsovskyi, CEO da estatal ferroviária ucraniana. O material usado, segundo ele, foi aço de um trem danificado em uma das ações russas durante a guerra. A peça traz uma inscrição em inglês no verso, em que diz: “Este aço já transportou milhões de pessoas para longe da guerra. Então um míssil russo chegou. Não o derretemos para transformá-lo em uma arma. Nós o forjamos em gratidão — para você. Pelo seu talento. Pela sua coragem de se posicionar ao lado da Ucrânia”.
O ator venceu na categoria de melhor ator coadjuvante por seu papel como o Coronel Steven J. Lockjaw em “Uma batalha após a outra”. Esse é o terceiro Oscar do americano.
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Pertsovskyi postou o momento da entrega da peça a Sean Penn em seu perfil na rede X, na última terça-feira. Além de fotos da estatueta, há um vídeo em que ele fala com o ator e o entrega a homenagem. Na gravação ele diz: “Isso é o que sua presença aqui significa. Você está perdendo (a cerimônia) o Oscar, e ainda, você deu o último para o presidente. Então nós fizemos este. Isso é feito do vagão que foi danificado pelos russos. Você disse que metais sobreviveram, então nós colocamos algumas palavras aqui que são muito especiais para nós. Isso não é ouro, mas é muito real. E significa muito mais. É importante para nós.”
Em seguida, Sean Penn responde: “São todos tesouros, obrigado”.
Inscrição em ‘estatueta do Oscar’ dada a Sean Penn como forma de homenagem por seu apoio à Ucrânia
Reprodução / X / @Pertsovskyi_O
A fala do CEO sobre uma estatueta do ator entregue ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, faz referência a um de seus prêmios que ele ofereceu ao governante em novembro de 2022, como um símbolo de seu apoio ao páis na guerra com a Rússia. Na ocasião, ele ressaltou que seria um empréstimo, com a devolução ao fim do conflito.
Nas edições anteriores, Sean Penn foi premiado com um Oscar duas vezes na categoria de melhor ator, sendo a primeira em 2004 pelo filme “Sobre Meninos e Lobos”, de Clint Eastwood, e a segunda em 2009, por “Milk: A Voz da Igualdade”.
Uma proposta para proibir o casamento entre primos de primeiro grau fracassou no Legislativo da Flórida, nos Estados Unidos, e a prática segue legal no estado após o fim da sessão sem aprovação do projeto.
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A medida estava incluída em um pacote mais amplo do Departamento de Saúde, mas acabou barrada por entraves políticos e falta de tempo para votação antes do encerramento dos trabalhos. Com isso, o texto não avançou e a legislação atual permanece inalterada.
O projeto foi articulado pelo deputado estadual Dean Black, que defendia a mudança sob o argumento de que o contexto social atual difere de períodos históricos em que esse tipo de união era mais comum.
— Há muitas pessoas com quem se pode formar uma vida sem recorrer a um primo — afirmou o parlamentar, segundo a imprensa americana.
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Sem a aprovação da proposta, a Flórida continua entre os estados americanos que permitem o casamento entre primos sem restrições legais. Ao todo, cerca de 16 estados mantêm essa permissão, enquanto outros proíbem completamente ou impõem condições específicas, como infertilidade comprovada.
A legislação estadual já veda uniões entre parentes mais próximos, como pais e filhos, avós e netos, tios e sobrinhos, mas não inclui primos na lista de impedimentos. Apesar da derrota, o autor do projeto indicou que pretende reapresentar a proposta em futuras sessões legislativas, possivelmente como um texto independente, para tentar aprovar a proibição.
As autoridades de imigração colombianas anunciaram nesta quarta-feira (18) a prisão do narcotraficante equatoriano Ángel Aguilar, ligado ao assassinato em Quito do candidato à presidência Fernando Villavicencio, uma semana antes das eleições de 2023, no Equador.
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Villavicencio, então um dos candidatos presidenciais mais populares, foi morto a tiros por um pistoleiro colombiano ao sair de um comício na capital equatoriana, em um caso que marcou um ponto de virada na violência sem precedentes que assola o país.
Aguilar chegou ao aeroporto de Bogotá em um voo a partir do México e foi imediatamente preso, disse à AFP um assessor de imprensa da imigração colombiana.
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Conhecido como “Lobo Menor” (Pequeno Lobo), o narcotraficante é membro de Los Lobos, a maior organização de narcotráfico do Equador, e está sendo investigado por “suposto papel como mentor” do assassinato de Villavicencio, disseram as autoridades em um comunicado acompanhado de fotos do narcotraficante algemado e cercado por agentes da Interpol.
As autoridades mexicanas também relataram a prisão de Aguilar naquele país e divulgaram fotos dele vestindo as mesmas roupas. A AFP contatou autoridades de imigração colombianas, que confirmaram que Aguilar está em Bogotá, mas não souberam explicar se ele havia sido detido no México.
O presidente colombiano Gustavo Petro aplaudiu a captura na televisão e chamou Aguilar de “um dos maiores assassinos do mundo”.
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A prisão ocorre em meio a uma disputa diplomática e comercial entre Equador e Colômbia, que se intensifica diariamente após as acusações de Petro sobre um suposto bombardeio do governo de Daniel Noboa em seu território.
— Este resultado (…) confirma a eficácia da cooperação trilateral entre Colômbia, Equador e México — disse o presidente colombiano.
Em julho de 2024, a Justiça do Equador condenou a penas de prisão de até 34 anos cinco pessoas envolvidas no assassinato de Villavicencio.
O atirador foi morto pelos guarda-costas do candidato. A polícia prendeu posteriormente seis colombianos supostamente ligados ao ataque, mas todos foram assassinados na prisão.
Outras dez pessoas estão sendo processadas por este caso.
Aguilar foi condenado a 20 anos de prisão em 2013 por homicídio no Equador, segundo as autoridades colombianas.
— No entanto, após cumprir metade da pena em 2022, um juiz concedeu a Aguilar liberdade condicional, benefício que ele supostamente usou para cometer outros crimes, inclusive fora (de seu país) — acrescentou.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, destituiu nesta quarta-feira o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, que esteve à frente das Forças Armadas chavistas por mais de uma década. Rodríguez assumiu funções temporárias após a queda de Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro. Os militares, pilar do chavismo, expressaram a ela apoio irrestrito e absoluta “lealdade” na ausência do líder de esquerda.
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Padrino, de 62 anos, estava no cargo desde 2014 e era considerado o representante de Maduro dentro da cúpula militar.
“Agradecemos ao G/J (general em chefe, nota do redator) Vladimir Padrino López por sua dedicação, sua lealdade à pátria e por ter sido, durante todos estes anos, o primeiro soldado na defesa do nosso país”, escreveu Rodríguez no Telegram.
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“Estamos certos de que ele assumirá com o mesmo compromisso e honra as novas responsabilidades que lhe serão atribuídas”, acrescentou, sem detalhá-las.
A mandatária interina também nomeou para chefiar o Ministério da Defesa Gustavo González López que havia sido designado poucos dias após a queda de Maduro como chefe da guarda presidencial e da temida direção de contrainteligência.
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Além das armas, os militares na Venezuela controlam empresas de mineração, petróleo e distribuição de alimentos, assim como as alfândegas e importantes ministérios, em meio a numerosas denúncias de abusos e corrupção.
A Arábia Saudita já aumentou suas exportações de petróleo para mais da metade dos níveis normais, apesar das interrupções causadas pela guerra com o Irã, um sinal inicial de sucesso do ambicioso plano de contingência do reino para contornar o Estreito de Hormuz.
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Com Hormuz praticamente fechado, a Arábia Saudita tem redirecionado o petróleo por meio de um oleoduto de 1.200 quilômetros até o porto ocidental de Yanbu. Ao mesmo tempo, reuniu rapidamente uma enorme frota de petroleiros que se dirigiram ao Mar Vermelho para carregar o petróleo e agora se acumulam ao redor do porto.
Os embarques a partir de Yanbu têm média de cerca de 4,19 milhões de barris por dia nos últimos cinco dias, segundo dados de rastreamento compilados pela Bloomberg — já representando uma parcela significativa dos cerca de sete milhões de barris que o reino exportava no total antes da guerra, e bem acima dos cerca de 1,4 milhão de barris que anteriormente passavam pelo porto.
Cerca de um quinto do petróleo mundial normalmente passa por Ormuz, o estreito ponto de estrangulamento que dá acesso ao Golfo Pérsico, e os produtores da região estão sendo forçados a reduzir a produção à medida que os estoques começam a se encher.
A Agência Internacional de Energia (AIE) alertou que a guerra está causando a maior interrupção de oferta na história do mercado de petróleo.
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A Arábia Saudita é o único produtor com uma alternativa significativa; os Emirados Árabes Unidos possuem uma rota de oleoduto até o Golfo de Omã, mas seus fluxos têm sido vulneráveis a interrupções, já que o porto de Fujairah, do qual dependem, foi forçado a suspender o carregamento em várias ocasiões devido a ataques de drones.
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À medida que a Arábia Saudita se apressa para redirecionar seu petróleo, os petroleiros estão se acumulando ao longo de sua costa no Mar Vermelho. Pelo menos 32 superpetroleiros e navios do tipo suezmax aguardam nas proximidades de Yanbu para carregar cargas, enquanto outros ainda estão a caminho.
As médias de curto prazo dos dados de carregamento tendem a ser voláteis, mas a Arábia Saudita afirmou que pretende aumentar os embarques para compradores estrangeiros a partir de seus portos no Mar Vermelho e tem oferecido a clientes de longo prazo a opção de receber suprimentos a partir de Yanbu.
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A estatal Saudi Aramco não respondeu a e-mails solicitando comentários sobre o nível das exportações de Yanbu.
O maior volume de petróleo que a Arábia Saudita carregou a partir de Yanbu neste mês foi de 4,65 milhões de barris em um único dia. Isso ocorreu em três ocasiões, mas em outros dias os volumes foram menores.
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Paquistão e Afeganistão anunciaram nesta quarta-feira (18) uma trégua durante a festa que marca o fim do Ramadã no conflito que os dois lados mantêm há várias semanas e que deixou centenas de mortos esta semana.
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O ministro da Informação do Paquistão, Attaullah Tarar, detalhou que essa trégua, que vigorará a partir de quinta-feira até a meia-noite de segunda-feira, horário local, ocorreu “a pedido de países islâmicos amigos, como Arábia Saudita, Catar e Turquia”.
“O Paquistão fez este gesto de boa-fé e de acordo com as normas islâmicas”, escreveu no X, mas advertiu que “em caso de qualquer ataque transfronteiriço, ataque com drones ou qualquer incidente terrorista dentro do Paquistão, as operações serão retomadas imediatamente com maior intensidade”.
Pouco depois, o porta-voz do governo afegão, Zabiullah, anunciou um “cessar-fogo temporário” do que definiu como “operações defensivas para repelir a injustiça”.
O alto funcionário afegão também mencionou que o gesto havia sido solicitado pela Arábia Saudita, Catar e Turquia.
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Enquanto isso, em Cabul, a capital afegã, ocorreram os funerais de algumas das centenas de vítimas de um ataque paquistanês contra um centro de desintoxicação de dependentes químicos em Cabul, diante do qual o governo talibã prometeu represálias.
Membros do Talibã e voluntários da Sociedade do Crescente Vermelho Afegão carregam caixões de vítimas de um ataque aéreo paquistanês a um centro de reabilitação de dependentes químicos em Cabul, em 18 de março de 2026
Wakil Kohsar / AFP
Em uma encosta nos arredores de Cabul, e sob a chuva, voluntários do Crescente Vermelho afegão transportaram dezenas de caixões de madeira de uma frota de ambulâncias até uma vala comum, escavada no terreno rochoso por grandes escavadeiras.
Ao lado da vala, o ministro do Interior, Sirajuddin Haqqani, afirmou que os falecidos eram vítimas inocentes atacadas por “criminosos”, a poucos dias do fim do Ramadã.
— Hoje foi um dia triste. Expresso minhas mais sinceras condolências ao Afeganistão, especialmente às famílias dos mártires — disse aos presentes.
“Não queremos a guerra”
— Vamos nos vingar — acrescentou o ministro, advertindo os responsáveis pelo ataque da noite de segunda-feira: — Não fomos fracos, nem indefesos. Vocês verão as consequências de seus crimes.
Mas Haqqani também sugeriu que as negociações foram a opção preferencial para interromper os combates.
— Não queríamos guerra, mas a situação chegou a este ponto — disse ele. — É por isso que tentamos resolver os problemas por meio da diplomacia.
Voluntários da Sociedade do Crescente Vermelho Afegão carregam os caixões após oferecerem orações fúnebres para as vítimas de um ataque aéreo paquistanês a um centro de reabilitação de drogas, em Cabul, em 18 de março de 2026
Wakil Kohsar / AFP
As autoridades talibãs afirmaram que cerca de 400 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas no ataque de segunda-feira, o incidente mais mortal até o momento na escalada da violência entre os dois países vizinhos.
O Paquistão, que negou ter bombardeado deliberadamente a clínica, acusou Cabul de abrigar extremistas que, por sua vez, realizaram ataques em seu território. O Afeganistão negou essa acusação.
Jornalistas da AFP que estavam no local na noite de segunda-feira e na manhã de terça-feira viram pelo menos 95 corpos sendo retirados dos escombros da clínica devastada.
Jacopo Caridi, diretor no Afeganistão do Conselho Norueguês para Refugiados, uma ONG humanitária, explicou que eles também participaram dos esforços de resgate.
— Pelo que vimos e pelo que conversamos com outras pessoas envolvidas na resposta (de emergência), podemos dizer que havia centenas de mortos e feridos — disse à AFP.

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