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O Exército de Israel confirmou nesta terça-feira a morte de quatro soldados em combate no sul do Líbano, durante uma operação realizada na noite de segunda-feira, segundo o jornal israelense Haaretz. Ao mesmo tempo, o governo anunciou que pretende manter tropas no país após o fim da guerra e impedir o retorno de mais de 600 mil civis deslocados, medida que pode levar à criação de um novo “território ocupado” no Oriente Médio, segundo alerta da ONU.
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De acordo com as forças israelenses, os militares, integrantes do Batalhão de Reconhecimento Nahal, morreram em um confronto a curta distância com homens armados. Durante a retirada dos feridos, tropas também foram alvo de um míssil antitanque, sem registro de novas vítimas.
Os quatro soldados foram identificados como o capitão Noam Madmoni, de 22 anos, o sargento Ben Cohen, de 21, o sargento Maxsim Entis, de 21, e o sargento Gilad Harel, também de 21 anos. Outros três soldados ficaram feridos, um em estado grave e dois com ferimentos moderados.
As mortes elevam para dez o número de militares israelenses mortos em combates no sul do Líbano desde o início da guerra com o Irã, em 28 de fevereiro.
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No domingo, o Exército já havia informado a morte de outro soldado em confrontos na região, indicando a intensificação dos combates na fronteira norte de Israel.
O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, lamentou as mortes e afirmou que os militares “lutaram bravamente na linha de frente para proteger comunidades e cidadãos”.
Plano de ocupação
Em meio à intensificação da ofensiva, o governo israelense afirmou que não permitirá o retorno de mais de 600 mil libaneses deslocados do sul do país e indicou que pretende ampliar o controle militar sobre a região.
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O ministro da Defesa, Israel Katz, disse nesta terça-feira que todas as casas em vilarejos próximos à fronteira com Israel serão demolidas “como em Rafah e Beit Hanoun”, em referência a áreas da Faixa de Gaza onde houve destruição em larga escala durante a guerra.
Segundo Katz, a medida tem como objetivo “remover permanentemente ameaças” nas áreas próximas à fronteira e garantir a segurança dos moradores do norte de Israel. Ele afirmou que os civis deslocados não poderão retornar “até que a segurança esteja garantida”.
“Ao final da operação, as Forças Armadas de Israel se estabelecerão em uma zona de segurança dentro do Líbano, em uma linha defensiva contra os mísseis antitanque, e manterão o controle de toda a região até o Litani”, o rio que corre quase 30 km ao norte da fronteira entre os dois países, afirmou Katz em um vídeo divulgado por seu gabinete. Segundo o ministro, a presença militar deve continuar mesmo após o fim da guerra.
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Pouco depois, o Exército israelense fez um aceno de contenção e afirmou que a missão é atingir a infraestrutura do Hezbollah nos vilarejos, e não destruir indiscriminadamente as casas. Segundo a força, áreas sem presença do grupo não serão alvo de ataques.
Ainda assim, na segunda-feira, os militares já haviam indicado a intenção de destruir casas na primeira linha de vilarejos próximos à cerca de fronteira e impedir o retorno de moradores, em uma estratégia descrita como semelhante à política de “terra arrasada” aplicada em cidades da Faixa de Gaza.
As Forças Armadas também informaram ter registrado uma redução nos disparos a partir do Líbano nas últimas 24 horas, com 30 lançamentos, além de outros nove vindos do Irã. Parte dos ataques, segundo os militares, teve como alvo tropas israelenses posicionadas no sul do Líbano.
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Estimativas da área de defesa indicam que cerca de 585 mil pessoas já deixaram o sul do Líbano, o equivalente a aproximadamente 70% da população ao sul do rio Litani e também entre os rios Litani e Zahrani. Além disso, cerca de 621 mil pessoas deixaram o subúrbio sul de Beirute, conhecido como Dahieh, onde dois bairros estão praticamente vazios e outros cinco registram fuga de 30% a 70% dos moradores.
O Líbano foi arrastado para o conflito após o Hezbollah atacar Israel em resposta à morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, no primeiro dia da ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel contra o país.
Desde então, ataques israelenses ao Líbano mataram mais de 1.200 pessoas, segundo o Ministério da Saúde libanês. O Exército israelense afirma ter eliminado cerca de 850 combatentes do Hezbollah.
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Segundo o governo, não há planos de evacuar os moradores do norte de Israel, decisão tomada antes do início da atual campanha no Líbano.
Crise humanitária
A escalada do conflito também gerou preocupação na comunidade internacional. O chefe de assuntos humanitários da ONU, Tom Fletcher, alertou nesta terça-feira para o risco de criação de um novo “território ocupado” no Oriente Médio, desta vez no Líbano.
Durante reunião de emergência do Conselho de Segurança, Fletcher questionou como a comunidade internacional deve se preparar diante do deslocamento em massa e da possibilidade de ocupação prolongada da região. Ele também levantou dúvidas sobre a proteção de civis, citando a trajetória recente das operações militares israelenses.
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Fletcher descreveu um cenário de “ansiedade e tensão” no país, com ataques aéreos frequentes e presença constante de drones, especialmente nos subúrbios da capital, Beirute.
Segundo a ONU, mais de 1,1 milhão de pessoas foram deslocadas nas últimas quatro semanas, incluindo cerca de 370 mil crianças. Mais de 200 mil cruzaram a fronteira com a Síria no mesmo período.
— Há um ciclo de deslocamentos forçados, o que aumenta as ameaças, especialmente para mulheres e meninas em lugares distantes e superlotados — alertou o representante.
(Com AFP)
O astronauta Reid Wiseman, comandante da missão Artemis II, afirmou que teve conversas francas com as filhas sobre os riscos da viagem que levará humanos de volta à órbita da Lua após mais de 50 anos, partindo nesta quarta-feira (1º de abril).
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Segundo relatos publicados pela imprensa internacional, Wiseman, que é pai solo, explicou às crianças os perigos envolvidos na missão e discutiu possíveis cenários, incluindo a hipótese de não retorno. A iniciativa faz parte da preparação emocional das famílias dos astronautas diante de uma das missões mais arriscadas da atualidade.
A Artemis II está prevista para ser lançada em 1º de abril de 2026 e será a primeira missão tripulada a viajar ao redor da Lua desde a era do programa Apollo, na década de 1970. A tripulação fará um voo de aproximadamente dez dias, sem pouso, com o objetivo de testar sistemas da nave Orion e abrir caminho para futuras missões lunares.
Além de Wiseman, participam da missão os astronautas Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen. O grupo passará mais de uma semana no espaço profundo, enfrentando condições mais extremas do que as de missões na órbita terrestre.
A tripulação da missão Artemis II
Divulgação/Nasa
A preparação das famílias tem sido tratada como parte essencial da missão. De acordo com os relatos, os astronautas discutiram abertamente os riscos, organizaram planos de contingência e participaram de encontros com parentes no centro espacial da NASA para criar uma rede de apoio.
Viúvo desde 2020, Wiseman já declarou em entrevistas que, apesar do perigo, considera importante seguir com a missão — tanto pelo avanço científico quanto pelo exemplo dado às filhas. — Eu poderia escolher uma vida confortável para elas, mas também vejo nelas o mesmo espírito que me move — afirmou.
A Artemis II é considerada um passo decisivo no programa lunar da NASA, que prevê o retorno de astronautas à superfície da Lua nos próximos anos e, futuramente, missões tripuladas a Marte.
O Ministério do Interior do Iraque informou que uma jornalista estrangeira foi sequestrada por “indivíduos desconhecidos” na capital do país, Bagdá, na noite de terça-feira. Segundo fontes de segurança ouvidas pela agência Reuters, a profissional.
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O Ministério do Interior confirmou que “uma jornalista estrangeira foi sequestrada por indivíduos desconhecidos” e declarou que as forças de segurança estão em busca dos responsáveis. “A perseguição resultou na interceptação de um veículo pertencente aos sequestradores, que capotou enquanto tentavam fugir”, disse o ministério, acrescentando que um suspeito foi detido. O paradeiro da jornalista, no entanto, permanece desconhecido.
De acordo com o site iraquiano The New Region, a jornalista foi identificada como Shelly Kittleson, uma repórter independente com ampla atuação no Oriente Médio. Uma fonte, sob condição de anonimato, afirmou que Kittleson foi raptada “perto do hotel Baghdad, na rua al-Saadoun”, por um grupo de homens não identificados.
Shelly Kittleson, repórter apontada por veículos iraquianos como vítima de sequestro em Bagdá
Reprodução: X (@shellykittleson)
Kittleson estava no Iraque para cobrir os impactos da guerra em curso envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Ao longo da carreira, colaborou com veículos internacionais como Al Monitor, Foreign Policy e The National, além de realizar reportagens de linha de frente contra o grupo Estado Islâmico.
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O Iraque segue sendo um ambiente hostil para jornalistas, especialmente freelancers, que enfrentam riscos como assédio, detenções e sequestros. Casos desse tipo ocorrem de forma recorrente no país e frequentemente estão ligados à atuação de milícias.
Em setembro, a pesquisadora israelense-russa Elizabeth Tsurkov foi libertada após mais de dois anos em cativeiro, depois de ter sido sequestrada por uma facção pró-Irã no Iraque. Sua libertação foi celebrada publicamente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em publicação na rede Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que países como o Reino Unido deveriam ter “coragem” de ir ao Estreito de Ormuz e “simplesmente pegar” combustível. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, aliados europeus resistem a se envolver diretamente na guerra contra o Irã, em meio à impopularidade da ofensiva no continente.
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“Vocês vão ter que aprender a lutar por conta própria. Os EUA não estarão mais lá para ajudá-los, assim como vocês não estiveram lá por nós”, disse, ao criticar nações que, segundo ele, “se recusaram a se envolver na decapitação do Irã”.
Trump acrescentou que esses países podem comprar “combustível de aviação” dos EUA, onde haveria oferta “em abundância”, caso enfrentem escassez.
“O Irã foi, essencialmente, dizimado. A parte difícil já foi feita. Vão buscar o próprio petróleo!”, concluiu.
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A postura americana tem gerado atritos com seus aliados europeus. Países da Otan vêm resistindo a se envolver diretamente na guerra contra o Irã, num movimento que amplia o risco de tensões dentro da aliança militar em um momento já considerado delicado.
Nos últimos dias, governos europeus adotaram medidas concretas para limitar o apoio às operações americanas. A Espanha, apontada como um dos principais alvos da irritação de Washington, fechou seu espaço aéreo para aeronaves dos EUA ligadas ao conflito e bloqueou o uso de bases em seu território. A Itália, por sua vez, negou autorização para que aviões militares com destino ao Oriente Médio pousassem em instalações na Sicília, enquanto a Polônia afirmou não ter planos de deslocar seus sistemas de defesa Patriot, apesar de pressões de Washington.
A França também se recusou a permitir o uso de seu espaço aéreo para o transporte de suprimentos militares, o que provocou reação direta do presidente americano, que chegou a afirmar nas redes sociais que “os Estados Unidos vão se lembrar” da postura dos aliados.
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Em resposta, o gabinete do presidente Emmanuel Macron afirmou, nesta terça-feira, estar “surpreso” com as críticas e disse que a posição francesa não mudou.
“A França não mudou sua posição desde o primeiro dia”, declarou a presidência, acrescentando que foi surpreendida pela publicação de Trump, que acusou o país de ser “muito pouco prestativo” no conflito.
Em outros casos, aliados adotaram posições intermediárias. O Reino Unido autorizou o uso de bases apenas para ações defensivas limitadas, enquanto Portugal restringiu o acesso dos EUA à Base das Lajes, nos Açores, a apoio logístico, como reabastecimento e trânsito.
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A tensão também chegou ao alto escalão do governo americano. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os EUA podem reavaliar sua relação com a Otan após a guerra no Irã e classificou como “muito decepcionante” a resposta de aliados, criticando a recusa em permitir o uso de bases e infraestrutura militar.
Apesar da resistência inicial, líderes europeus têm tentado calibrar a resposta para evitar um rompimento mais profundo com Washington. Nos bastidores, discutem a possibilidade de formar uma coalizão para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o fluxo global de energia, mas sem participação direta nas ações militares.
O impasse reflete um equilíbrio delicado. Ao mesmo tempo em que buscam não confrontar abertamente os Estados Unidos, governos europeus enfrentam pressão interna para evitar envolvimento em um conflito amplamente impopular no continente, agravada pelos efeitos da alta nos preços de energia, além do receio de que a crise desvie atenção e recursos da guerra na Ucrânia.
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Embora tenham iniciado a ofensiva com pouco ou nenhum aviso prévio, os EUA dependem fortemente da infraestrutura europeia, incluindo bases, portos e espaço aéreo, para sustentar as operações. A resistência dos aliados, portanto, não apenas expõe fissuras políticas, mas também se torna um fator de incerteza adicional para a conduçao da campanha militar.
(Com Bloomberg e AFP)
A Comissão de Segurança do Parlamento do Irã aprovou planos iniciais para impor pedágio ao tráfego no Estreito de Ormuz, rota marítima vital para o escoamento de 20% do petróleo comercializado no mundo, informou a agência de notícias Fars, afiliada à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), nesta terça-feira. O plano, que também prevê a proibição da passagem de navios dos Estados Unidos e de Israel, formalizaria um sistema de cobrança que já havia sido implementado informalmente pela IRGC no Estreito, com tarifas de até US$ 2 milhões (cerca de R$ 10,4 milhões) por viagem.
Enquanto isso, segundo autoridades locais, ataques aéreos americano-israelenses atingiram instalações militares na região estratégica de Isfahã e deixaram “fora de serviço” uma central de dessalinização na ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, além de terem danificado uma das maiores empresas farmacêuticas do Irã. A capital iraniana, de acordo com a agência Fars, enfrentou queda de energia “em algumas áreas” nesta terça. Teerã, por sua vez, retaliou com uma ofensiva contra o centro de Israel, e países do Golfo afirmaram que interceptaram mísseis iranianos.
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Os ataques ocorrem um dia depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçar obliterar a Ilha de Kharg, instalações elétricas e de petróleo e usinas de dessalinização do Irã, caso um acordo não seja alcançado “em breve”. No entanto, as mensagens da Casa Branca sobre um possível fim para o conflito são ambíguas. Segundo o Wall Street Journal, Trump disse a seus assessores que optará pela diplomacia em vez de uma ação militar para conseguir a reabertura do Estreito de Ormuz.
A passagem tornou-se um dos principais pontos de tensão do conflito. Nas últimas semanas, o Irã atacou embarcações na região, enquanto Washington exige que Teerã permita a livre circulação de navios de todas as nações. Para que o pedágio entre em vigor, o Parlamento iraniano ainda precisa aprovar a medida em plenário, segundo a Fars. Ainda assim, uma ação unilateral do Irã não a tornaria legal e poderia isolar ainda mais o país no cenário internacional.
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Apesar dos esforços diplomáticos de países do Oriente Médio, a guerra, por ora, não dá sinais de distensão após mais de um mês de hostilidades que paralisaram a economia global e deixaram milhares de mortos.
Nesta terça-feira, segundo a agência de notícias iraniana Isna, que citou uma fonte do Ministério da Saúde local, vários ataques deixaram “fora de serviço” uma central de dessalinização na ilha iraniana de Qeshm, no Estreito de Ormuz, causando danos que não serão possíveis de resolver “em curto prazo”.
A agência Fars relatou bombardeios em “áreas militares” de Isfahã, que abriga um dos três locais de enriquecimento de urânio bombardeados pelos EUA durante a guerra 12 dias entre Irã e Israel, em junho do ano passado. Citando um oficial militar americano, o New York Times disse que os EUA bombardearam um depósito de munições em Isfahã com bombas antibunker de 907kg. Acredita-se que uma parte do urânio enriquecido do Irã esteja armazenada na cidade estratégica, e os EUA sugeriram que poderiam apreendê-lo com forças terrestres.
GBU-57/B Massive Ordnance Penetrator (MOP) dos EUA
Força Aérea dos EUA
No X, o governo iraniano afirmou que ataques coordenados entre EUA e Israel atingiram, também nesta terça, “uma das maiores empresas produtoras de medicamentos especializados, anticancerígenos e anestésicos”. A mídia estatal informou que a Grande Hosseiniya, um centro religioso xiita, foi danificada em Zanjan, no noroeste do país, onde quatro pessoas morreram.
Retaliação iraniana
Como faz desde o início da guerra, o Irã retaliou. Segundo a agência Reuters, o bairro residencial de Petah Tikva, perto de Tel Aviv, no centro de Israel, foi atingido por destroços de mísseis, que deixaram carros pegando fogo. Um jornalista da AFP ouviu pelo menos 10 explosões sobre Jerusalém, após um alerta sobre mísseis iranianos emitido pelo Exército israelense.
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Em Dubai, explosões continuaram sendo ouvidas na manhã desta terça-feira e, segundo o governo, detritos resultantes de uma interceptação causaram “danos materiais e ferimentos leves em quatro cidadãos asiáticos”. Nas últimas 24 horas, segundo o Ministério da Defesa, os Emirados Árabes Unidos interceptaram oito mísseis balísticos, quatro mísseis de cruzeiro e 36 drones lançados pelo Irã.
Lançamento de mísseis iranianos contra Israel e bases americanas nos Emirados Árabes Unidos e no Kuwait
IRIB TV via AFP
Na segunda-feira, um ataque iraniano provocou um incêndio em um petroleiro kuwaitiano no Porto de Dubai. A Kuwait Petroleum Corp, proprietária do navio, afirmou que o ataque causou incêndio e danos ao casco, e as autoridades locais informaram que a situação foi controlada, sem vazamento de óleo e sem feridos entre a tripulação.
Também nesta terça, a Arábia Saudita afirmou ter repelido oito mísseis balísticos, sem especificar sua origem, e relatou dois feridos após abater um drone no sudeste da capital saudita, Riad. A base militar Príncipe Sultan, onde um ataque iraniano feriu 12 soldados americanos na semana passada, fica na região. O Exército do Kuwait também disse ter interceptado drones e mísseis, mas não especificou a origem.
(Com AFP e New York Times)
A polícia de Ceuta, enclave espanhol no norte da África, desmantelou uma das maiores organizações de tráfico de drogas dos últimos anos ao descobrir um túnel subterrâneo altamente sofisticado usado para introduzir haxixe proveniente do Marrocos no território espanhol.
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A estrutura, escondida sob um galpão industrial e camuflada atrás de um grande sistema frigorífico insonorizado, funcionava como um corredor logístico contínuo entre os dois lados da fronteira. O túnel tinha uma configuração considerada “labiríntica” pelas autoridades, com três níveis distintos: um poço de acesso vertical, uma câmara intermediária destinada ao armazenamento da droga e um trecho final que fazia a ligação direta com o território marroquino.
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— Uma vasta operação da Polícia Nacional contra a chamada “rede de redes do haxixe” levou à localização, em Ceuta, de uma complexa infraestrutura subterrânea destinada a introduzir toneladas de estupefacientes no nosso país — afirmaram as autoridades espanholas.
Ao longo da galeria, os investigadores encontraram trilhos metálicos, vagões, roldanas e sistemas de elevação capazes de transportar grandes volumes de droga com eficiência. O mecanismo permitia a movimentação dos carregamentos sem contato visual direto entre os integrantes da rede em cada extremidade do túnel, reduzindo riscos de identificação.
Para manter a estrutura em funcionamento, o grupo instalou bombas de drenagem para lidar com a presença de água subterrânea e um sistema avançado de isolamento acústico, projetado para evitar qualquer ruído que pudesse levantar suspeitas na superfície.
A investigação teve início em fevereiro de 2025 e levou à identificação dos principais responsáveis pela operação. Segundo a polícia espanhola, um dos líderes atuava a partir do Marrocos e era apontado como o responsável técnico pela construção da passagem, descrito como “arquiteto” e “mestre dos túneis”. O outro coordenava as atividades em Ceuta, onde eram negociados os carregamentos e centralizadas as decisões logísticas.
Ao longo das investigações, os agentes mapearam a capacidade da organização de operar em diferentes rotas. Entre as apreensões realizadas, estão 510 quilos de haxixe encontrados após um incêndio em uma residência no bairro do Príncipe, outros 432 quilos em Cabrerizas Altas e uma carga de 15 toneladas interceptada em junho do ano passado, em Almería, no sul da Espanha, escondida em um reboque procedente da cidade marroquina de Nador.
Além do túnel, a rede utilizava embarcações rápidas para transportar droga ao longo da costa da Andaluzia e pelo rio Guadalquivir e chegou a explorar rotas até a Galícia com o uso de barcos de pesca, ampliando o alcance da distribuição no território europeu.
Com o avanço das apurações, foi deflagrada uma operação de grande porte, com mais de 250 agentes mobilizados em diferentes regiões da Espanha, incluindo Andaluzia, Galícia e Ceuta. Ao todo, 27 pessoas foram presas durante a ofensiva.
Ao final da operação, os agentes apreenderam mais de 17 toneladas de haxixe, além de cerca de 1,43 milhão de euros em dinheiro, 66 equipamentos de comunicação e 15 veículos de luxo, consolidando o impacto da ação contra a rede criminosa.
A presença inédita de uma mulher, de um astronauta negro e de um não americano marca a tripulação da Artemis II, missão da Nasa que pretende levar quatro pessoas a um sobrevoo da Lua mais de meio século após o programa Apollo. A decolagem está prevista a partir de 1º de abril, na Flórida, com duração aproximada de dez dias.
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A missão não prevê pouso no satélite, mas repetirá um feito semelhante ao da Apollo 8, em 1968, ao contornar a Lua e retornar à Terra. Além do comandante, o americano Reid Wiseman, a tripulação será formada por Victor Glover, um homem negro; Christina Koch, uma mulher; e o canadense Jeremy Hansen, primeiro não-americano em uma missão da agência.
Victor Glover
Victor J. Glover
Divulgação/Administração Nacional da Aeronáutica no Espaço (Nasa)
Designado como piloto, Victor Glover foi selecionado pela Nasa em 2013 e já esteve na Estação Espacial Internacional na missão SpaceX Crew-1, integrando a Expedição 64. Aviador naval e piloto de testes, acumulou 3.500 horas de voo, experiência em mais de 40 aeronaves e mais de 400 pousos em porta-aviões, além de 24 missões de combate.
Com formação em Engenharia Geral e mestrados em áreas como Engenharia de Testes de Voo, Engenharia de Sistemas e Ciências Operacionais Militares, Glover será, na Artemis II, o primeiro negro a viajar tão longe no espaço.
Christina Koch
Christina Hammock Koch, especialista de missão da Ártemis II
Nasa
Única mulher da tripulação, Christina Koch também foi selecionada em 2013 e atuará como especialista de missão. Engenheira de voo nas Expedições 59, 60 e 61 da Estação Espacial Internacional, ela detém o recorde de permanência contínua mais longa no espaço por uma mulher, com 328 dias.
Formada em Engenharia Elétrica e Física, participou das primeiras caminhadas espaciais exclusivamente femininas e ganhou projeção ao registrar uma “selfie espacial” com a Terra ao fundo, em 2019. Em missões futuras, pode se tornar a primeira mulher a pisar na Lua.
Jeremy Hansen
Canadense Jeremy Hansen, especialista de missão da Ártemis II
Nasa
Representante da Agência Espacial Canadense, Jeremy Hansen será o primeiro canadense a viajar até a região lunar. Ex-piloto de caça e instrutor, ele integra a equipe que realizará o sobrevoo, incluindo a passagem pelo lado oculto da Lua.
Além de Victor, Christina e Jeremy, que inauguram um novo perfil nas missões da agência, no comando da tripulação está o americano Reid Wiseman. Selecionado como astronauta da Nasa em 2009, Gregory Reid Wiseman foi convidado para a missão Artemis II há três anos.
Natural de Baltimore, no estado de Maryland, ele é formado em Engenharia de Computação e tem mestrado em Engenharia de Sistemas. Wiseman serviu como engenheiro de voo a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) para a Expedição 41, de maio a novembro de 2014. Ele também atuou como chefe do Escritório de Astronautas da Nasa entre 2020 e 2022.
Missão marca estreia do foguete SLS e mira base lunar
O voo também marcará a estreia tripulada do foguete SLS (Space Launch System), peça central da estratégia americana para futuras explorações lunares. O objetivo de longo prazo é estabelecer uma base permanente na Lua, que serviria como ponto de partida para missões mais distantes, incluindo Marte.
— Estamos voltando à Lua porque é o próximo passo em nossa jornada rumo a Marte — afirmou o comandante da missão, Reid Wiseman.
Batizado em referência à deusa Artemis, irmã gêmea de Apolo na mitologia grega, o programa busca testar tecnologias necessárias para viagens humanas mais longas e complexas. A Lua é tratada como etapa intermediária antes de uma eventual missão ao planeta vermelho.
A iniciativa ocorre em meio a novos movimentos internacionais. A China pretende enviar humanos à Lua até 2030, com foco no polo sul lunar, região considerada promissora em recursos naturais. Ainda assim, especialistas relativizam a comparação com a corrida espacial da Guerra Fria.
Para Matthew Hersch, da Universidade de Harvard, aquela rivalidade foi “única” e “não se repetirá por muito tempo”. Segundo ele, os chineses não estão “de fato competindo com ninguém, mas consigo mesmos”.
Apesar dos avanços tecnológicos, os riscos permanecem elevados. A nave ainda não foi testada com humanos, e a distância até a Lua — mais de 384 mil quilômetros — é cerca de mil vezes maior do que a da Estação Espacial Internacional. A própria Nasa reconhece os desafios da operação.
Ex-chefe de astronautas da agência, Peggy Whitson diz que “nada que não seja perfeito” é aceito.
— Caso contrário, estamos aceitando um risco maior — afirmou: — Esse é um processo importante que todos devem adotar para que possamos realmente ter sucesso, porque precisamos conviver com a consciência, por nossa história em voos espaciais, de que, quando ocorrem acidentes, pessoas morrerão.
Cronograma prevê sobrevoo lunar e futuras missões com pouso
Antes de seguir rumo à Lua, a missão realizará verificações e manobras próximas à Terra para reduzir riscos. Em seguida, a nave seguirá até o satélite, incluindo um sobrevoo do lado oculto, quando haverá interrupção das comunicações com a Terra.
A expectativa é que a tripulação ultrapasse a marca da Apollo 13 e se torne a que mais se afastou do planeta. O principal objetivo técnico é validar o desempenho do foguete e da nave para permitir, no futuro, uma missão com pouso lunar — prevista para 2028.
O cronograma, no entanto, depende de avanços ainda em desenvolvimento, como o módulo de pouso que será fornecido por empresas privadas ligadas a Elon Musk e Jeff Bezos. O programa Artemis já enfrenta atrasos e aumento de custos.
A nova missão também carrega peso simbólico. Em 1968, a Apollo 8 levou três astronautas à órbita lunar na véspera de Natal, em uma transmissão assistida por cerca de um bilhão de pessoas. A tripulação ficou associada à imagem “Earthrise” e recebeu crédito por ter “salvado 1968”.
Em um cenário atual descrito como de divisão e incerteza, a Artemis II surge com a ambição de repetir, ao menos em parte, esse impacto.
Horas após uma reportagem do Financial Times afirmar que um corretor do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, teria tentado realizar um “grande investimento” em empresas de defesa nas semanas que antecederam o ataque conjunto dos EUA e Israel ao Irã, o Pentágono rejeitou a alegação. Em publicação nas redes sociais na noite de segunda-feira, Sean Parnell, principal porta-voz do órgão americano, afirmou:
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“Essa alegação é totalmente falsa e fabricada. Nem o secretário Hegseth nem qualquer um de seus representantes procurou a BlackRock para qualquer investimento desse tipo. Este é mais um ataque infundado e desonesto, concebido para induzir o público ao erro. Exigimos uma retratação imediata”, escreveu. “O secretário Hegseth e o Departamento de Guerra permanecem firmes em seu compromisso com os mais altos padrões éticos e com a estrita observância de todas as leis”.
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Citando fontes anônimas com conhecimento do assunto, o Financial Times publicou que, em fevereiro, um corretor ligado a Hegseth no Morgan Stanley, empresa global de serviços financeiros, entrou em contato com a BlackRock, uma das principais empresas de gestão de ativos e investimentos do mundo, para discutir um investimento multimilionário no fundo Defense Industrials Active ETF. O movimento foi feito pouco antes de Washington lançar sua ação militar contra o Irã.
A consulta em nome do potencial cliente de alto perfil foi sinalizada internamente na BlackRock, disseram as fontes. O fundo em questão, com cerca de US$ 3,2 bilhões em ativos e negociado sob o código IDEF, busca “oportunidades de crescimento investindo em empresas que podem se beneficiar do aumento dos gastos governamentais com defesa e segurança em meio à fragmentação geopolítica e à competição econômica”, segundo descrição da própria gestora.
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Entre as maiores posições do fundo estão os conglomerados de defesa RTX, Lockheed Martin e Northrop Grumman, que têm o Departamento de Defesa americano como principal cliente, além da empresa de integração de dados Palantir. Tanto a BlackRock quanto a Morgan Stanley se recusaram a comentar o caso.
O FT afirmou que o investimento discutido pelo corretor não chegou a se concretizar porque o fundo, lançado em maio do ano passado, ainda não estava disponível para clientes do Morgan Stanley. Embora ETFs sejam projetados para serem comprados e vendidos com a mesma facilidade de uma ação, a expansão desse tipo de produto fez com que muitas corretoras oferecessem apenas parte dos mais de 14 mil ETFs existentes.
Não se sabe se o corretor posteriormente encontrou um fundo alternativo focado em defesa para realizar o investimento. ETFs são populares entre investidores individuais por, em geral, oferecerem taxas mais baixas, tratamento tributário mais favorável e maior agilidade na negociação em comparação com fundos mútuos.
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Listado na Nasdaq, uma das principais bolsas de valores dos EUA, o fundo IDEF subiu 28% no último ano, mas não acompanhou a guerra no Oriente Médio e recuou quase 13% no último mês. Embora o fato de a abordagem à BlackRock ter sido abortada possa ter evitado perdas de curto prazo, diz o FT, a disposição do corretor de Hegseth de realizar o investimento no momento em que a Defesa se preparava para lançar uma campanha militar em larga escala deve gerar controvérsia.
Figura central
As discussões sobre o investimento em defesa ocorrem em um momento em que analistas de Wall Street vêm examinando negociações realizadas em mercados financeiros e de previsão antes de decisões tomadas pelo governo do presidente Donald Trump. Hegseth tem sido uma figura central no esforço de guerra contra o Irã e um dos mais vocais defensores do ataque dentro da administração, com o próprio presidente citando o secretário como a primeira pessoa em seu círculo de segurança nacional a pressionar pela guerra.
Antes de assumir o cargo, Hegseth trabalhou como apresentador da rede conservadora Fox News. De acordo com formulário de divulgação apresentado para sua confirmação no Senado, ele recebeu US$ 4,6 milhões em salário entre 2022 e 2024. Também ganhou quase US$ 500 mil em adiantamentos por dois livros nesse período e entre US$ 100.001 e US$ 1 milhão em royalties por cada um, além de quase US$ 900 mil em honorários por palestras.
Sua divulgação financeira mais recente, publicada em junho de 2025, mostrou que o secretário de Defesa vendeu ações de 29 empresas diferentes, com valores entre US$ 1.001 e US$ 50 mil cada. Em seu perfil no X, Hegseth não comentou o assunto, mas compartilhou a publicação do porta-voz do Pentágono negando a alegação.
Hóspedes de um hotel em Krabi, no sul da Tailândia, viveram momentos de tensão ao acordarem, por volta das 5h, com uma cobra deslizando próxima às suas cabeças dentro do quarto. Uma das hóspedes relatou ter sentido o animal deslizando pelo próprio corpo enquanto dormia. A região, banhada pelo Mar de Andaman e conhecida por destinos turísticos como Railay Beach e as Phi Phi Islands, é cercada por áreas de mata tropical — o que favorece a presença de animais silvestres, inclusive em áreas urbanas.
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Segundo relatos, o casal foi despertado por um chiado vindo da região da cama. Ao perceber a presença do réptil, uma das pessoas saiu do quarto gritando, enquanto a outra permaneceu deitada por alguns instantes, acreditando se tratar de um pesadelo.
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Imagens registradas por testemunhas mostram o momento em que um capturador profissional inicia a busca pelo animal, iluminando o ambiente com lanternas de celular. Após afastar travesseiros e mover a estrutura das camas, o profissional localizou a cobra em um vão entre o piso e a parede, atrás da cabeceira.
O animal foi retirado pela cauda e erguido acima do colchão. Nas imagens, a cobra abre o capuz e tenta atacar o capturador, demonstrando comportamento agressivo durante a contenção.
De acordo com os hóspedes, o réptil, identificado como uma naja, media cerca de 1,5 metro e apresentava sinais de agitação. Eles afirmaram ainda que o chiado característico do animal podia ser ouvido dentro do quarto antes da descoberta.
O episódio repercutiu nas redes sociais, onde usuários destacaram o risco enfrentado pelo casal e questionaram como o animal conseguiu acessar o interior do hotel.
O rei britânico King Charles III e a rainha Camilla devem realizar uma visita de Estado aos Estados Unidos no fim de abril, a convite do presidente norte-americano Donald Trump. A viagem terá como foco a celebração da histórica aliança entre os dois países e a marca dos 250 anos da independência norte-americana, segundo comunicado do Palácio de Buckingham.
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De acordo com o comunicado do Palácio de Buckingham, a viagem “celebrará as conexões históricas e a relação bilateral moderna” entre Reino Unido e Estados Unidos. Esta será a primeira visita de Estado de Charles III ao país desde sua coroação, embora ele já tenha estado em território norte-americano em 19 ocasiões como príncipe de Gales.
A mãe do monarca, a rainha Elizabeth II, realizou quatro visitas de Estado aos Estados Unidos ao longo do reinado, em 1957, 1976, 1991 e 2007, consolidando uma tradição diplomática entre as duas monarquias e Washington.
Confira o comunicado:
Comunicado do Palácio de Buckingham
Captura de tela
Segundo a CBS News, além da visita de Charles, o rei Guilherme Alexandre dos Países Baixos também deve viajar a Washington em junho, com hospedagem prevista na Casa Branca, ampliando o calendário de encontros de chefes de Estado no país.
Contexto político e desdobramentos paralelos
A viagem ocorre em um cenário de tensões diplomáticas envolvendo o governo britânico e a administração norte-americana. O presidente Donald Trump tem feito críticas à postura do primeiro-ministro Keir Starmer em relação a posições sobre conflitos internacionais no Oriente Médio, enquanto o Reino Unido mantém apoio logístico a operações dos Estados Unidos por meio de bases militares utilizadas em ações “defensivas”.
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No plano interno, a monarquia britânica também enfrenta repercussões de escândalos recentes ligados ao nome de Jeffrey Epstein. As ligações do rei Charles com o caso levaram à retirada de títulos do ex-príncipe Andrew, seu irmão, após novas revelações associadas ao caso Epstein. Outro nome citado em investigações recentes foi o de Peter Mandelson, ex-embaixador do Reino Unido em Washington, investigado por suspeitas relacionadas a condutas no serviço público.
Após a agenda nos Estados Unidos, o rei deverá seguir para as Bermuda, onde realizará uma visita oficial, ampliando o roteiro diplomático da viagem.

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