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Dias antes de o premier israelense, Benjamin Netanyahu, anunciar a expansão de uma “zona-tampão” em território libanês, através de novas operações terrestres, o chefe do Estado-Maior do país, Eyal Zamir, fez um alerta ao governo: o Exército corre hoje o risco de “entrar em colapso sob o próprio peso”, citando a exaustão das tropas após dois anos e meio de combates em múltiplas frentes, o déficit de novos soldados e os questionados benefícios concedidos a uma parcela da sociedade do país.
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Se dirigindo aos membros do Gabinete de segurança do governo, na quarta-feira passada, Zamir disse que estava “levantando 10 bandeiras vermelhas antes que as Forças Armadas de Israel (IDF, na sigla em inglês) entrem em colapso”, citando especificamente a falta de soldados.
— Em breve, as IDF não estarão preparadas para suas missões de rotina e o sistema de reservas não se sustentará — disse Zamir, citado pelo Canal 13.
Segundo o Exército, há um déficit de 15 mil soldados, incluindo 8 mil para ações de combate. No começo de janeiro, semanas antes da guerra contra o Irã, Zamir afirmou a Netanyahu e outras lideranças políticas que a inação deles poderia afetar a prontidão militar e tornar o país menos seguro.
“A realidade da segurança nos últimos dois anos trouxe desafios sem precedentes e impactos significativos nas diversas unidades de pessoal das Forças de Defesa de Israel”, escreveu Zamir em carta a Netanyahu.
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Desde outubro de 2023, quando o Hamas realizou o maior ataque da História de Israel e matou quase 1,2 mil pessoas, o Exército israelense se vê em estado constante de guerra. A começar por Gaza, em um conflito destinado a eliminar o grupo palestino e recuperar os 250 reféns capturados na invasão. A ofensiva terrestre se estendeu por todo o território, e mesmo após o cessar-fogo firmado em outubro do ano passado as tropas seguem em zonas controladas por Israel. Mais de 70 mil palestinos foram mortos e centenas de milhares ficaram feridos — entre os militares israelenses, foram 472 mortos.
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Bashar Taleb / AFP
Mas a pegada militar foi mais ampla. Israel lançou, em outubro de 2024, uma ofensiva terrestre contra o grupo Hezbollah no Líbano, em conjunto com ataques aéreos que eliminaram lideranças do grupo e destruíram boa parte da infraestrutura civil do país árabe. No final daquele ano, forças israelenses invadiram a Síria após a queda do ditador Bashar al-Assad e estabeleceram uma “zona de segurança”, similar à que Netanyahu quer criar em sua nova ofensiva contra o território libanês, iniciada há cerca de duas semanas e que deixou mais de mil mortos, deslocando um milhão de civis.
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Na Cisjordânia ocupada, o governo Netanyahu avançou com leis que ampliam o acesso de terras palestinas aos colonos judeus, e os ataques recorrentes contra a população árabe contam com o aval e o apoio dos militares israelenses. Em janeiro do ano passado, Israel deu início à “Operação Muro de Aço”, que ampliou ataques contra cidades e vilas palestinas, sob pretexto de prender membros de grupos extremistas, como o Hamas. Na reunião, Zamir afirmou que novos comandos militares foram mobilizados para a região para conter o avanço de atos de terrorismo realizados pelos colonos judeus, e disse que deve precisar de mais um batalhão em breve.
Gravação registrou momento em que palestinos foram mortos por soldados israelenses na Cisjordânia
Palestine TV
A guerra contra o Irã, embora travada à distância, exigiu um reforço em postos da Marinha, Força Aérea, Inteligência e especialistas em operações de busca e resgate. No dia 1º de março, quando começou o conflito, Netanyahu convocou 100 mil reservistas. Segundo a rádio estatal KAN, o premier deve anunciar a convocação de 400 mil reservistas nos próximos dias, citando a expansão no Líbano.
— Esta é a sua política, mas ela exige segurança e um pacote completo de proteção, porque a realidade no terreno mudou completamente, e isso requer mão de obra — afirmou Avi Bluth, chefe do Comando Central, na mesma reunião em que Zamir fez o alerta ao Gabinete de segurança, citado pelo Jerusalem Post.
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Há um ponto crucial nas críticas dos generais: a pouca disposição do governo Netanyahu — apoiado por partidos religiosos — para obrigar os judeus ultraortodoxos (haredim) a servirem nas Forças Armadas. Desde a criação do Estado de Israel, eles recebem uma espécie de “passe livre” para não cumprir o serviço militar obrigatório, mas a oposição a essa política ganhou corpo em meio às guerras. De acordo com o ex-premier Naftali Bennett, há hoje 100 mil homens ultraortodoxos aptos a servir.
— Estamos sendo solicitados a cobrir uma gama crescente de missões — disse, na quinta-feira passada, o porta-voz do Exército, Effie Defrin, ao comentar as declarações de Zamir, que cobrou a convocação dos haredim. — O chefe do Estado-Maior é obrigado a expressar sua posição em relação à prontidão das Forças Armadas de Israel, e o que se exige é a aprovação do projeto de lei [sobre a convocação dos ultraortodoxos].
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Em junho de 2024, a Suprema Corte de Israel determinou que os ultraortodoxos deveriam ser convocados, e ordens de prisão chegaram a ser emitidas aos que ignoraram o chamado, mas o governo Netanyahu não parece disposto a aprovar uma lei sobre o tema. No começo do mês, o premier anunciou que o projeto em tramitação no Parlamento sobre os haredim sairia de pauta para garantir o apoio dos partidos religiosos na votação do Orçamento, aprovado no domingo. O texto destinou o equivalente a R$ 1,3 bilhão a programas de instituições ultraortodoxas.
“O governo precisa parar com a covardia e suspender imediatamente todos os repasses de verbas para os desertores haredim. Enviem a polícia militar atrás dos desertores e convoquem os haredim sem hesitar”, afirmou o líder da oposição, Yair Lapid, na rede social X, na semana passada. “O aviso foi dado. A responsabilidade é de vocês. Está em suas mãos. Vocês não podem continuar abandonando a segurança de Israel, em tempos de guerra, por questões políticas mesquinhas.”
Sem forças de combate regulares à disposição, os reservistas servem como recurso básico para manter as guerras de Netanyahu. Depois de cumprir o serviço militar obrigatório, praticamente todos os cidadãos aptos passam a fazer parte da reserva, e podem ser mobilizados às pressas. Mas ao contrário das missões de curto prazo, como era de praxe até tempos recentes, desde 2023 os convocados às vezes passam mais de 100 dias no Exército, congelando suas vidas por semanas. A insatisfação é evidente, e o número de reservistas que ignoram os chamados é cada vez maior.
— Temos batalhas para travar em casa — disse ao portal YNet um reservista que não atendeu à convocação em dezembro. —Há caras na equipe que foram demitidos de seus empregos, outros cujas famílias mal conseguem se sustentar, ou que estão prolongando seus estudos há muito tempo. Este é um problema, uma complexidade difícil de descrever.
A Nasa lança nesta quarta-feira a missão Artemis II, a primeira viagem tripulada ao redor da Lua desde 1972. Com duração prevista de cerca de 10 dias, o voo representa um marco na retomada da exploração lunar e deve servir como etapa decisiva para futuras missões com pouso no satélite natural.
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O lançamento está programado para a noite, a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, a bordo do foguete Space Launch System (SLS), o mais poderoso já desenvolvido pela agência.
Os astronautas da missão Artemis II posam em frente ao foguete SLS, que os colocará em órbita
Nasa
Os astronautas vão pousar na Lua?
Diferentemente das históricas missões Apollo, a Artemis II não prevê pouso na superfície lunar. O objetivo principal é realizar um sobrevoo ao redor da Lua e retornar à Terra, testando sistemas essenciais para voos tripulados no espaço profundo, como suporte de vida, navegação e comunicação.
A trajetória seguirá o chamado “retorno livre”, em que a nave contorna a Lua e utiliza sua gravidade para retornar ao planeta sem necessidade de grandes correções de rota — um modelo considerado mais seguro para missões iniciais e semelhante à missão Apollo 8, em 1968.
Batizado em referência à deusa Artemis, irmã gêmea de Apolo na mitologia grega, o programa busca testar tecnologias necessárias para viagens humanas mais longas e complexas.
Tripulação histórica
A missão levará quatro astronautas: Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen. O grupo reúne marcos históricos — Glover será o primeiro homem negro a viajar tão longe da Terra, Koch a primeira mulher e Hansen o primeiro canadense a participar de uma missão lunar.
Christina Koch detém o recorde de permanência contínua mais longa no espaço por uma mulher, com 328 dias. Ela ganhou projeção ao registrar uma “selfie espacial” com a Terra ao fundo, em 2019. Em missões futuras, pode se tornar a primeira mulher a pisar na Lua.
Tripulação viajará mais de 370 mil quilômetros da Terra em missão histórica
Reprodução/X
Etapas do voo
Após o lançamento, a nave Orion entrará em órbita terrestre antes de iniciar a viagem rumo à Lua. A ida deve levar cerca de quatro dias. Durante o percurso, os astronautas realizarão testes e experimentos científicos.
O sobrevoo lunar será seguido pelo retorno à Terra, com reentrada na atmosfera em alta velocidade — cerca de 40 mil km/h — e pouso no oceano Pacífico, onde a tripulação será resgatada. A expectativa é que a tripulação ultrapasse a marca da Apollo 13 e se torne a que mais se afastou do planeta.
Base para futuras missões
A Artemis II é a primeira missão tripulada do programa Artemis, que pretende estabelecer presença humana sustentável na Lua e, no futuro, viabilizar viagens a Marte.
— Estamos voltando à Lua porque é o próximo passo em nossa jornada rumo a Marte — afirmou o comandante da missão, Reid Wiseman.
Os dados coletados serão fundamentais para a Artemis III, planejada para levar astronautas à superfície lunar nos próximos anos.
Desafios e atrasos
O lançamento ocorre após uma série de adiamentos causados por problemas técnicos, como vazamentos de hidrogênio e falhas em sistemas de pressurização. Segundo a Nasa, as questões foram corrigidas após revisões de segurança e testes adicionais.
— É um voo de teste e não está isento de riscos, mas nossa equipe e nosso hardware estão prontos — disse Lori Glaze, administradora associada interina da Diretoria de Desenvolvimento de Sistemas de Exploração da Nasa.
Ilustração da nave espacial tripulada Orion, da Nasa. Espaçonave corre risco de ser descontinuada após a missão Artemis III, prevista para 2027, conforme planejamento da administração Trump
NEMES LASZLO/SCIENCE PHOTO LIBRA / NLA / Science Photo Library via AFP
A Nasa havia levado o foguete e a cápsula Orion até a plataforma de lançamento em janeiro, em preparação para uma tentativa de voo no início de fevereiro. No entanto, a missão Artemis II foi adiada em um mês devido a um vazamento de hidrogênio ocorrido durante o abastecimento dos tanques do foguete em um ensaio geral.
A agência concluiu um ensaio bem-sucedido no fim de fevereiro, mas especialistas identificaram uma interrupção no fluxo de hélio para o estágio superior do foguete. O hélio é usado para pressurizar o hidrogênio e o oxigênio líquidos que funcionam como propelentes do motor. Como resultado, a Nasa retirou o foguete e a cápsula da plataforma e os levou de volta a um enorme hangar chamado Vehicle Assembly Building para reparos.
Nova era da exploração espacial
Mais de meio século após o fim do programa Apollo, a Artemis II marca o retorno da humanidade ao entorno da Lua. A missão é vista como o início de uma nova fase da exploração espacial, com foco em permanência de longo prazo fora da órbita terrestre.
A expectativa é que a tripulação ultrapasse a marca da Apollo 13 e se torne a que mais se afastou do planeta. O principal objetivo técnico é validar o desempenho do foguete e da nave para permitir, no futuro, uma missão com pouso lunar — prevista para 2028.
O cronograma, no entanto, depende de avanços ainda em desenvolvimento, como o módulo de pouso que será fornecido por empresas privadas ligadas a Elon Musk e Jeff Bezos.
A nova missão também carrega peso simbólico. Em 1968, a Apollo 8 levou três astronautas à órbita lunar na véspera de Natal, em uma transmissão assistida por cerca de um bilhão de pessoas. A tripulação ficou associada à imagem “Earthrise” e recebeu crédito por ter “salvado 1968”. Em um cenário atual descrito como de divisão e incerteza, a Artemis II surge com a ambição de repetir, ao menos em parte, esse impacto.
O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) instou, nesta terça-feira, El Salvador a rever as penas de prisão perpétua aprovadas para menores que cometem homicídio, estupro ou participam de “terrorismo”, argumentando que elas violam os direitos das crianças. O Congresso salvadorenho, controlado pelo partido governista, alterou a lei penal juvenil para aplicar essa pena a menores de 18 anos, como parte da política de endurecimento da segurança do presidente Nayib Bukele.
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“Instamos as autoridades de El Salvador a reverem prontamente as preocupantes alterações constitucionais e legais […] que preveem prisão perpétua para crianças de apenas 12 anos, em contradição com os padrões internacionais de direitos humanos”, disse Marta Hurtado, porta-voz do ACNUDH, em comunicado.
Hurtado lembrou que, após essas mudanças, os casos de menores condenados à prisão perpétua serão “revisados ​​somente após o cumprimento de 25 anos de suas penas”, o que “contraria a Convenção sobre os Direitos da Criança”, que exige priorizar “sua reabilitação e reintegração”.
Bukele respondeu ao oficial nas redes sociais, afirmando que recomendações semelhantes das Nações Unidas levaram gangues a recrutar jovens sob uma lei “que praticamente garantia impunidade para crimes cometidos por menores de 18 anos”.
Em 17 de março, por sugestão de Bukele, a Assembleia Legislativa aprovou a prisão perpétua como pena máxima — anteriormente de 60 anos — para adultos “assassinos, estupradores ou terroristas”, e posteriormente estendeu a pena a menores.
O Comitê dos Direitos da Criança e o Unicef declararam na última sexta-feira que a reforma é contrária aos “princípios consagrados” na Convenção, da qual El Salvador é signatário, e alertaram que a detenção é “prejudicial aos adolescentes”, além de “altamente custosa e ineficaz na prevenção da criminalidade”.
A política de segurança de Bukele reduziu os homicídios no país a níveis historicamente baixos, mas é criticada por organizações de direitos humanos e especialistas jurídicos que apontam para “crimes contra a humanidade” nessa ofensiva.
Um avião militar russo Antonov-26 caiu enquanto sobrevoava a península anexada da Crimeia, causando a morte de 29 pessoas, informou na quarta-feira (horário local) a agência de notícias TASS.
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Na terça-feira, “por volta das 18h (horário de Moscou), foi perdido o contato com a aeronave de transporte militar An-26 enquanto realizava um voo programado sobre a península da Crimeia”, informou a TASS, citando o Ministério da Defesa.
— A equipe de busca e resgate localizou o local do acidente da aeronave An-26. Segundo relatos do local, os seis tripulantes e os 23 passageiros a bordo morreram — acrescentou o ministério.
Entre os destroços do avião, não foram observados sinais de impacto externo, o que indica que o acidente pode ter sido provocado por uma falha técnica, acrescentou a mesma fonte.
Um petroleiro russo atracou, nesta terça-feira, no porto de Matanzas, no oeste de Cuba, com o primeiro carregamento de petróleo recebido pela ilha desde janeiro, após uma trégua concedida por Washington em meio ao embargo de petróleo imposto à ilha. O navio “Anatoly Kolodkin”, sujeito a sanções americanas, entrou pela manhã no porto de Matanzas, a 100 km de Havana, transportando 730 mil barris de petróleo.
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A decisão do presidente americano, Donald Trump, de permitir que a Rússia forneça petróleo a Cuba evita um confronto com Moscou e oferece um alívio a um país que sofreu com apagões prolongados, racionamento drástico de combustível e redução do transporte público nos últimos meses.
“Agradecemos ao governo e ao povo da Rússia por seu apoio solidário”, escreveu no X o Ministério das Relações Exteriores de Cuba, ressaltando que a “valiosa ajuda chega em meio a um cerco energético imposto pelos Estados Unidos, que tenta asfixiar a população cubana”.
Por sua vez, na mesma rede social, a embaixada russa em Cuba considerou um “dever ajudar” os “irmãos cubanos nessas difíceis condições”.
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Alguns cubanos presenciaram a manobra de atracação do navio no porto de Matanzas.
— Isso é essencial para nossa sobrevivência, porque o país está paralisado — diz Felipe Serrano, de 76 anos, que trabalha como segurança em um restaurante.
Leticia Munguía, uma aposentada de 61 anos, também estava entusiasmada com a chegada do navio.
— Espero que continuem enviando (petróleo), porque este carregamento não vai suprir tudo o que precisamos — ela ressalta.
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Trump afirmou no domingo que não tinha “nenhum problema” de que a Rússia enviasse petróleo para Cuba, mas um dia depois seu governo deixou claro que isso não representava uma mudança em sua política de sanções.
— Permitimos que este navio viesse a Cuba para atender às necessidades humanitárias do povo cubano. Essas decisões estão sendo tomadas caso a caso — explicou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.
“Alívio temporário”
Havana durante um apagão neste mês
Adalberto Roque/AFP — Getty Images
A crise energética em Cuba se agravou em janeiro, quando Trump cortou o fornecimento de petróleo venezuelano após a captura de Nicolás Maduro, principal aliado de Havana na região, e ameaçou impor tarifas a qualquer país que vendesse petróleo para a ilha.
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A escassez de combustível afeta setores vitais da economia cubana, como turismo, níquel e tabaco, e obrigou o governo a adotar um plano de contingência, incluindo o racionamento drástico de gasolina.
A ilha de 9,6 milhões de habitantes sofreu sete apagões em todo o seu território desde o final de 2024, dois deles este mês, que desencadearam protestos incomuns.
Cuba produz cerca de 40 mil barris de petróleo pesado por dia, utilizados para alimentar as oito usinas termelétricas que formam a espinha dorsal do sistema elétrico do país, mas depende da importação de diesel e de gás liquefeito de petróleo (GLP).
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O diretor adjunto da petroleira estatal Cupet, Irenaldo Pérez, explicou à televisão cubana que o petróleo russo permitirá produzir GLP para hospitais e “um certo nível de gasolina” para o sistema de transporte, assim como diesel e óleo combustível para geradores de energia de reserva.
Segundo especialistas, o refino do petróleo russo levaria um mês.
— (Esse carregamento) pode oferecer um alívio temporário, mas está longe de resolver a magnitude do déficit que o país enfrenta — diz o economista Ricardo Torres, da Universidade Americana de Washington. — Claramente, não é suficiente.
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Para justificar o bloqueio energético à ilha, Trump alega que Cuba representa “uma ameaça excepcional” para a segurança de seu país pelas relações que mantém com Rússia, China e Irã.
Ricardo Herrero, diretor-executivo do Cuba Study Group, com sede em Washington, afirmou que o cerco petroleiro visa forçar Havana “a fazer concessões na mesa de negociações”.
— A estratégia aqui consiste em levar o sistema à beira do abismo, mas sem precipitar um colapso social ou humanitário total — explica Herrero.
O governo dos Estados Unidos informou nesta terça-feira que autoridades do Iraque detiveram um militante ligado a um grupo apoiado pelo Irã sob suspeita de envolvimento no sequestro de uma jornalista americana em Bagdá. A profissional foi identificada como a freelancer Shelly Kittleson, conhecida por cobrir conflitos no Oriente Médio.
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“O Departamento de Estado dos EUA está ciente do sequestro relatado de uma jornalista americana em Bagdá, no Iraque. O Departamento de Estado já havia cumprido seu dever de alertar esta pessoa sobre ameaças contra ela e continuará a coordenar com o FBI para garantir sua libertação o mais rápido possível. Um indivíduo com ligações ao grupo de milícia alinhado ao Irã, Kataib Hizballah, que se acredita estar envolvido no sequestro, foi detido pelas autoridades iraquianas”, escreveu Dylan Johnson, secretário assistente de Estado para Assuntos Públicos Globais, na rede X. “O Iraque permanece no Nível 4 de alerta de viagem e os americanos são aconselhados a não viajar ao país por nenhum motivo e a deixá-lo imediatamente. O Departamento de Estado aconselha fortemente todos os americanos, incluindo membros da imprensa, a cumprir todos os avisos de viagem”, concluiu.
De acordo com o site iraquiano The New Region, a jornalista foi identificada como Shelly Kittleson, uma repórter independente com ampla atuação no Oriente Médio
Reprodução: X
Segundo o Ministério do Interior do Iraque, a jornalista foi sequestrada por “indivíduos desconhecidos” na noite de terça-feira em uma rua movimentada no centro da capital. Forças de segurança iniciaram operações para localizá-la e perseguiram os sequestradores, conseguindo prender um suspeito e apreender um veículo utilizado na ação.
De acordo com autoridades de segurança iraquianas, o suspeito detido é membro do Kataib Hezbollah, uma das milícias mais poderosas do país e historicamente ligada ao Irã. O grupo é apontado como responsável por ações contra interesses americanos na região e já havia sido associado ao sequestro de outras vítimas estrangeiras.
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Shelly Kittleson, repórter apontada por veículos iraquianos como vítima de sequestro em Bagdá
Reprodução: X (@shellykittleson)
Relatos indicam que Kittleson foi levada por um comboio de dois carros. Durante a perseguição, um dos veículos capotou, mas os sequestradores transferiram rapidamente a jornalista para outro automóvel e conseguiram escapar.
Com anos de atuação na cobertura do Oriente Médio, Kittleson já trabalhou para diversos veículos internacionais. O site Al-Monitor, para o qual ela contribui, pediu sua “libertação segura e imediata”.
O caso ocorre em meio ao aumento das tensões envolvendo grupos armados apoiados pelo Irã no Iraque. Em março, a Embaixada dos EUA em Bagdá já havia recomendado que cidadãos americanos deixassem o país imediatamente, citando riscos de ataques a instalações civis e governamentais ligadas aos Estados Unidos e seus aliados.
O Kataib Hezbollah, criado com apoio da Força Quds da Guarda Revolucionária do Irã, foi classificado por Washington como organização terrorista estrangeira em 2009, após uma série de ataques contra forças americanas no Iraque e na Síria.
A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, por 8 votos a 1, invalidar uma lei do estado do Colorado que proibia a chamada “terapia de conversão” para menores LGBTQIAPN+. A decisão foi anunciada nesta terça-feira e atende a um recurso apresentado pela conselheira cristã Kaley Chiles, que alegou violação da Primeira Emenda da Constituição, que garante a liberdade de expressão.
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A maioria dos ministros entendeu que a lei estadual levanta dúvidas constitucionais e determinou que o caso retorne a instâncias inferiores para nova análise sob um padrão mais rigoroso. O voto condutor foi redigido pelo juiz Neil Gorsuch, que afirmou, na decisão oficial da Corte, que a norma “censura a liberdade de expressão com base em pontos de vista”. Segundo ele, a Primeira Emenda “serve como um escudo contra qualquer tentativa de impor a ortodoxia no pensamento ou na expressão neste país”.
Liberdade de expressão e regulação em disputa
A posição de Gorsuch foi acompanhada por magistrados de diferentes alas, incluindo Elena Kagan e Sonia Sotomayor. Em manifestação própria, também registrada nos autos do julgamento, Kagan afirmou que um estado não poderia proibir um tipo de aconselhamento e permitir outro com base no conteúdo. “Mais uma vez, como o Estado suprimiu um lado do debate, enquanto auxiliava o outro, a questão constitucional é clara”, escreveu.
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A única divergência veio da juíza Ketanji Brown Jackson. Em voto dissidente, também incluído na decisão publicada pela Suprema Corte, ela defendeu a competência dos estados para regulamentar práticas de saúde. Para Jackson, a decisão “abre uma caixa de Pandora perigosa” que “ameaça prejudicar a capacidade dos estados de regulamentar a prestação de cuidados médicos em qualquer aspecto”.
O processo teve apoio do governo do então presidente Donald Trump à argumentação de Chiles. Representada pela Alliance Defending Freedom, a conselheira afirmou, em comunicado divulgado por sua defesa, que a lei do Colorado limitava sua atuação. “Espero poder ajudá-los quando escolherem o objetivo de se sentirem confortáveis com seus corpos”, disse.
Manifestantes protestam contra a terapia de conversão em frente à Suprema Corte dos EUA em 7 de outubro de 2025, em Washington, D.C.
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“Os conselheiros que acompanham esses jovens não devem se limitar a promover objetivos aprovados pelo Estado, como a transição de gênero, que muitas vezes leva a drogas e cirurgias prejudiciais.”
Reações e impacto em outros estados
O governo do Colorado sustentou que a legislação não impedia o diálogo, mas proibia práticas voltadas a “converter” a orientação sexual ou identidade de gênero de menores, consideradas ineficazes e prejudiciais. O estado também argumentou que a norma se enquadra na regulação de serviços de saúde, e não em restrição à liberdade de expressão.
A lei foi sancionada em 2019 pelo governador Jared Polis e previa multas de até US$ 5.000 (cerca de R$ 26 mil) por violação, além de possíveis sanções profissionais. Segundo autoridades estaduais, nenhuma penalidade havia sido aplicada até o momento.
Organizações de defesa dos direitos LGBTQ+ criticaram o resultado. Polly Crozier, diretora de políticas familiares da GLAD Law, afirmou, em nota enviada à imprensa, que: “Essa é uma prática perigosa que foi condenada por todas as principais associações médicas do país. A decisão de hoje não altera a ciência, e não muda o fato de que terapeutas de conversão que prejudicam pacientes ainda enfrentarão consequências legais”.
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Entidades médicas como a American Psychological Association associam a chamada “terapia de conversão” a impactos negativos na saúde mental, incluindo maior risco de danos psicológicos entre jovens.
O Colorado está entre mais de duas dezenas de estados americanos e o Distrito de Colúmbia que adotaram restrições semelhantes. Após a decisão, o governador Jared Polis afirmou, em comunicado oficial, que o estado avalia medidas para manter a proteção a jovens LGBTQ+.
“A terapia de conversão não funciona, pode prejudicar seriamente os jovens, e os habitantes do Colorado devem tomar cuidado antes de entregar seu dinheiro suado a um esquema fraudulento”, disse. “Estamos lutando pelo direito de todos de serem quem são em nosso Colorado para todos.”
O papa Leão XIV fez um apelo direto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que busque uma saída negociada para a guerra envolvendo o Irã. A declaração foi feita nesta terça-feira (31), a partir de Castel Gandolfo, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.
Um juiz federal dos Estados Unidos determinou a suspensão do projeto do ex-presidente Donald Trump para construir um salão de baile de cerca de US$ 400 milhões na Casa Branca (cerca de R$ 2 bilhões), ao entender que a iniciativa não tem respaldo legal sem aprovação do Congresso.
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A decisão de 35 páginas, proferida nesta terça-feira pelo juiz distrital Richard Leon, atende a uma ação movida pela organização de preservação histórica “National Trust for Historic Preservation” e impõe uma liminar que interrompe as obras enquanto o caso segue em análise.
No entendimento do magistrado, o presidente não tem autoridade para realizar uma intervenção dessa magnitude na residência oficial sem aval legislativo. A decisão ressalta que a Casa Branca é um patrimônio público e não pertence ao ocupante do cargo.
O projeto previa a construção de um salão de cerca de 90 mil pés quadrados no local onde ficava a Ala Leste da Casa Branca, demolida anteriormente para dar lugar à obra. A iniciativa vinha sendo defendida por Trump como uma modernização necessária para sediar grandes eventos oficiais, com financiamento majoritariamente privado.
A ação judicial argumenta que a demolição e o início das obras ocorreram sem as autorizações exigidas por lei, incluindo a aprovação do Congresso e de órgãos responsáveis pelo planejamento urbano e preservação histórica.
A decisão representa um revés para os planos do republicano de deixar uma marca arquitetônica duradoura em Washington. O juiz determinou a paralisação do projeto ao menos até que haja uma avaliação mais aprofundada sobre a legalidade da obra — ou eventual autorização legislativa. O presidente dos Estados Unidos chegou a demolir a Ala Leste da Casa Branca no ano passado para abrir espaço para o projeto.
A Casa Branca ainda pode recorrer da decisão. Enquanto isso, o futuro do salão de baile — e das mudanças estruturais pretendidas para o complexo presidencial — permanece indefinido.
O Exército de Israel confirmou nesta terça-feira a morte de quatro soldados em combate no sul do Líbano, durante uma operação realizada na noite de segunda-feira, segundo o jornal israelense Haaretz. Ao mesmo tempo, o governo anunciou que pretende manter tropas no país após o fim da guerra e impedir o retorno de mais de 600 mil civis deslocados, medida que pode levar à criação de um novo “território ocupado” no Oriente Médio, segundo alerta da ONU.
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De acordo com as forças israelenses, os militares, integrantes do Batalhão de Reconhecimento Nahal, morreram em um confronto a curta distância com homens armados. Durante a retirada dos feridos, tropas também foram alvo de um míssil antitanque, sem registro de novas vítimas.
Os quatro soldados foram identificados como o capitão Noam Madmoni, de 22 anos, o sargento Ben Cohen, de 21, o sargento Maxsim Entis, de 21, e o sargento Gilad Harel, também de 21 anos. Outros três soldados ficaram feridos, um em estado grave e dois com ferimentos moderados.
As mortes elevam para dez o número de militares israelenses mortos em combates no sul do Líbano desde o início da guerra com o Irã, em 28 de fevereiro.
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No domingo, o Exército já havia informado a morte de outro soldado em confrontos na região, indicando a intensificação dos combates na fronteira norte de Israel.
O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, lamentou as mortes e afirmou que os militares “lutaram bravamente na linha de frente para proteger comunidades e cidadãos”.
Plano de ocupação
Em meio à intensificação da ofensiva, o governo israelense afirmou que não permitirá o retorno de mais de 600 mil libaneses deslocados do sul do país e indicou que pretende ampliar o controle militar sobre a região.
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O ministro da Defesa, Israel Katz, disse nesta terça-feira que todas as casas em vilarejos próximos à fronteira com Israel serão demolidas “como em Rafah e Beit Hanoun”, em referência a áreas da Faixa de Gaza onde houve destruição em larga escala durante a guerra.
Segundo Katz, a medida tem como objetivo “remover permanentemente ameaças” nas áreas próximas à fronteira e garantir a segurança dos moradores do norte de Israel. Ele afirmou que os civis deslocados não poderão retornar “até que a segurança esteja garantida”.
“Ao final da operação, as Forças Armadas de Israel se estabelecerão em uma zona de segurança dentro do Líbano, em uma linha defensiva contra os mísseis antitanque, e manterão o controle de toda a região até o Litani”, o rio que corre quase 30 km ao norte da fronteira entre os dois países, afirmou Katz em um vídeo divulgado por seu gabinete. Segundo o ministro, a presença militar deve continuar mesmo após o fim da guerra.
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Pouco depois, o Exército israelense fez um aceno de contenção e afirmou que a missão é atingir a infraestrutura do Hezbollah nos vilarejos, e não destruir indiscriminadamente as casas. Segundo a força, áreas sem presença do grupo não serão alvo de ataques.
Ainda assim, na segunda-feira, os militares já haviam indicado a intenção de destruir casas na primeira linha de vilarejos próximos à cerca de fronteira e impedir o retorno de moradores, em uma estratégia descrita como semelhante à política de “terra arrasada” aplicada em cidades da Faixa de Gaza.
As Forças Armadas também informaram ter registrado uma redução nos disparos a partir do Líbano nas últimas 24 horas, com 30 lançamentos, além de outros nove vindos do Irã. Parte dos ataques, segundo os militares, teve como alvo tropas israelenses posicionadas no sul do Líbano.
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Estimativas da área de defesa indicam que cerca de 585 mil pessoas já deixaram o sul do Líbano, o equivalente a aproximadamente 70% da população ao sul do rio Litani e também entre os rios Litani e Zahrani. Além disso, cerca de 621 mil pessoas deixaram o subúrbio sul de Beirute, conhecido como Dahieh, onde dois bairros estão praticamente vazios e outros cinco registram fuga de 30% a 70% dos moradores.
O Líbano foi arrastado para o conflito após o Hezbollah atacar Israel em resposta à morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, no primeiro dia da ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel contra o país.
Desde então, ataques israelenses ao Líbano mataram mais de 1.200 pessoas, segundo o Ministério da Saúde libanês. O Exército israelense afirma ter eliminado cerca de 850 combatentes do Hezbollah.
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Segundo o governo, não há planos de evacuar os moradores do norte de Israel, decisão tomada antes do início da atual campanha no Líbano.
Crise humanitária
A escalada do conflito também gerou preocupação na comunidade internacional. O chefe de assuntos humanitários da ONU, Tom Fletcher, alertou nesta terça-feira para o risco de criação de um novo “território ocupado” no Oriente Médio, desta vez no Líbano.
Durante reunião de emergência do Conselho de Segurança, Fletcher questionou como a comunidade internacional deve se preparar diante do deslocamento em massa e da possibilidade de ocupação prolongada da região. Ele também levantou dúvidas sobre a proteção de civis, citando a trajetória recente das operações militares israelenses.
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Fletcher descreveu um cenário de “ansiedade e tensão” no país, com ataques aéreos frequentes e presença constante de drones, especialmente nos subúrbios da capital, Beirute.
Segundo a ONU, mais de 1,1 milhão de pessoas foram deslocadas nas últimas quatro semanas, incluindo cerca de 370 mil crianças. Mais de 200 mil cruzaram a fronteira com a Síria no mesmo período.
— Há um ciclo de deslocamentos forçados, o que aumenta as ameaças, especialmente para mulheres e meninas em lugares distantes e superlotados — alertou o representante.
(Com AFP)

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