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O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, exigiu que o chefe do Estado-Maior do Exército, Randy George, do país renuncie imediatamente, revelaram funcionários do Pentágono à imprensa americana. A decisão, tomada em meio à guerra contra o Irã, não foi justificada por Hegseth, que em pouco mais de um ano no cargo tenta remodelar a imagem das Forças Armadas, eliminando oficiais de alta patente no processo.
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George foi indicado ao posto pelo presidente Joe Biden, em 2023, e tinha mais um ano de mandato pela frente. Anteriormente, serviu como assessor militar para o então secretário de Defesa, Lloyd Austin, e combateu na primeira Guerra do Golfo, em 1991, e nos conflitos no Iraque (2003-2011) e Afeganistão (2001-2021). À rede CBS News, que revelou a ordem de Hegseth, uma fonte do Departamento de Defesa disse, ao se referir ao general, que “agradecemos o seu serviço, mas era hora de uma mudança na liderança do Exército”.
O Pentágono não se pronunciou oficialmente, mas oficiais das Forças Armadas declararam à CBS News que a decisão de afastar Ford está ligada à visão que o governo do presidente Donald Trump quer introduzir nas Forças Armadas.
No ano passado, Hegseth declarou que os militares americanos precisam desenvolver um “ethos guerreiro”, focado no preparo físico, na mentalidade de combate permanente e na abolição da “cultura woke”. O secretário, um veterano do Iraque famoso por suas opiniões na Fox News, recentemente disse que suas tropas não deveriam respeitar “regras de engajamento estúpidas” ou travar “guerras politicamente corretas”. Já no contexto da ofensiva no Irã, declarou que “continuaremos pressionando, continuaremos avançando, sem trégua, sem misericórdia para com nossos inimigos”.
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Além da doutrina de combate, Hegseth eliminou políticas de diversidade e inclusão, na linha do que defende Trump, e afastou oficiais de alta patente de postos de comando. A lista de cortes foi aberta com a demissão do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Charles Brown Jr., no começo do ano passado, e ampliada com a saída de militares na Marinha, Aeronáutica e Guarda Costeira. No ano passado, o chefe do Comando Sul, Alvin Halsey, deixou o posto menos de um ano depois de assumir, durante os controversos bombardeios contra barcos acusados de ligação com o narcotráfico no Caribe e no Oceano Pacífico.
A ordem para que George deixe o posto ocorre em meio ao agravamento da guerra contra o Irã, travada com o apoio de Israel. Apesar das declarações de Trump e dos comandantes militares de que as capacidades dos iranianos estão “dizimadas”, centenas de mísseis e drones continuam a atingir países do Golfo Pérsico e Israel, e o Estreito de Ormuz segue fechado há mais de um mês. A decisão também ao mesmo tempo em que o Pentágono discute planos para uma invasão por terra, no que seria uma escalada crucial na guerra.
A Comissão Nacional de Planejamento da Capital, comandada por aliados do presidente dos EUA, Donald Trump, aprovou o projeto orçado em US$ 400 milhões para um salão de baile na Casa Branca, mesmo diante de uma enxurrada de críticas públicas. Mas os obstáculos legais permanecem, uma vez que um juiz federal suspendeu a obra e determinou que ela só continuará se o Congresso der sinal verde.
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Na visão de Will Scharf, presidente da comissão e secretário de pessoal da Casa Branca, a decisão do juiz Richard Leon, indicado pelo presidente George W. Bush, não afeta a votação do órgão, tampouco os planos para seguir adiante com o projeto. Scharf, que por vezes apresenta ordens executivas para assinatura presidencial, diz acreditar que “o salão de baile será considerado um tesouro nacional, assim como os demais itens de destaque da Casa Branca”.
— Acredito que, em seu tempo, a nação e os próximos presidentes dos dois partidos, assim como todas as linhas políticas no futuro, serão gratos ao presidente Trump por dar os primeiros passos para esse projeto — afirmou.
Parte da Ala Leste da Casa Branca foi demolida para construção de um salão de baile
Doug Mills/The New York Times
Phil Mandelson, democrata que comanda a Assembleia Legislativa do Distrito de Columbia, onde fica Washington, votou contra e criticou o que chamou de “processo apressado”.
— É simplesmente grande demais — disse. — E se pudermos ter o mesmo modelo, mas não tão alto, sem competir em altura com a estrutura principal e com uma área construída menor, será melhor para nós.
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Antes da votação, a Casa Branca submeteu duas mudanças importantes, incluindo a eliminação das escadas adjacentes ao Pórtico Sul e uma alteração no modelo das escadas no canto sudoeste. A comissão deveria ter aprovado o plano no mês passado, mas a discussão foi adiada após mais de 32 mil comentários negativos sobre a obra.
A ordem do juiz Leon, em uma ação movida por grupos de preservação do patrimônio histórico, confirmou que Trump precisa pedir autorização ao Congresso.
“A menos que o Congresso aprove este projeto por meio de autorização legal, a construção precisa ser interrompida!”, escreveu o juiz em sua decisão, acompanhada por 19 pontos de exclamação.
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O Departamento de Justiça entrou com recurso, e Trump reluta em apresentar o projeto ao Congresso, onde não tem garantia de sucesso. Ao invés disso, apontou para um trecho da decisão em que o juiz permite a continuidade de “construções necessárias para garantir a segurança e a proteção da Casa Branca”.
Depois disso, o republicano alegou que o projeto é uma questão de segurança nacional.
— Temos defesas biológicas por toda parte — disse Trump a repórteres no Salão Oval esta semana. — Temos telecomunicações e comunicações seguras por toda parte. Temos abrigos antibombas que estamos construindo. Temos um hospital e instalações médicas muito importantes que estamos construindo. Temos tudo isso. Então, posso continuar construindo.
A Argentina declarou ‘persona non grata’ o conselheiro e encarregado de negócios interino do Irã, Mohsen Soltani Tehrani, e ordenou que ele abandone o país em um prazo de 48 horas, informou nesta quinta-feira o Ministério das Relações Exteriores. A medida é uma resposta a um comunicado do Ministério das Relações Exteriores iraniano com “acusações falsas, ofensivas e improcedentes” contra a Argentina e suas autoridades, explica um comunicado.
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A embaixada iraniana em Buenos Aires é chefiada por um encarregado de negócios desde agosto de 1994, segundo pesquisa do especialista em relações internacionais Paulo Botta, publicada pela Universidade Nacional de La Plata. Tehrani era o principal representante diplomático do Irã na Argentina desde 2021.
A Argentina “não tolerará agravos, nem interferências de um Estado que não cumpriu de maneira sistemática suas obrigações internacionais e que persiste em obstruir o avanço da justiça”, acrescenta o texto. O governo argentino ressaltou ainda a “persistente recusa” do Irã em cooperar com a Justiça no caso do atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), em 1994, assim como a violação de ordens internacionais de detenção e extradição.
Em 17 de março de 1992, uma caminhonete repleta de explosivos que avançou contra a embaixada de Israel deixou 22 mortes e mais de 200 feridos. Dois anos mais tarde, outro ataque contra a mutual judaica AMIA matou 85 pessoas. A Justiça argentina atribui os dois atentados, que permanecem impunes, ao Irã.
“Esta decisão, contrária à prática usual do governo argentino e aparentemente tomada sob a influência do regime de ocupação sionista genocida e dos Estados Unidos, não é apenas uma clara violação dos princípios fundamentais da Carta da ONU e do direito internacional, mas também é considerada um erro estratégico e um insulto imperdoável à nação iraniana”, respondeu o governo iraniano em comunicado.
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Há dois dias, a Argentina havia declarado a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) como “organização terrorista”, uma posição alinhada com os interesses dos Estados Unidos e de Israel, aos quais o presidente, Javier Milei, oferece seu total respaldo na guerra no Oriente Médio.
Em janeiro, Buenos Aires designou de forma semelhante a Força Quds, um braço da IRGC do Irã. Milei afirmou que, de acordo com investigações judiciais locais, membros da Guarda Revolucionária Islâmica participaram do planejamento e da execução dos dois atentados na década de 1990.
O atual líder da IRGC, Ahmad Vahidi, é identificado pela justiça argentina como um dos responsáveis ​​pelo atentado à AMIA. Em comunicado, o Irã classificou a decisão da Argentina em relação à IRGC como “ilegal e infundada” e a considerou “um insulto imperdoável à nação iraniana”.
A cantora e compositora Jane Clukey estava fazendo uma viagem tranquila, voltando para a sua casa, no estado de Maine, depois das férias, quando o piloto do avião pediu para os passageiros olharem pela janela. A surpresa para os tripulantes foi ver o momento da decolagem da missão da Nasa Artemis II, que levará astronautas em direção à Lua depois de mais de 50 anos.
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“Fico maravilhada com as conquistas da humanidade. O piloto disse para olharmos pela janela e você vê a história sendo feita”, escreveu ela ao postar o vídeo, que chegou a mais de 400 mil curtidas no seu perfil de Instagram, onde tem cerca de mil seguidores.
A projeção do conteúdo fez com que ela agradecesse em uma segunda publicação, convidando a sua nova audiência a ouvir o seu último lançamento, a música, “Gandmother”, que entrou no ar no dia 27 de março.
“Este vídeo viralizou na minha outra página, mas me fez lembrar deste trecho da minha nova música. Se você também se sente atraído pelo poder da lua, por favor, ouça! Parabéns, Nasa!”, celebrou.
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A Artemis II decolou nesta última quarta-feira da doo Kennedy Space Center, em Cabo Canaveral, na Flórida, com quatro astronautas a bordo. Este é o primeiro sobrevoo lunar tripulado em mais de 50 anos. Os escolhidos para tal tarefa são os americanos Reid Wiseman (comandante), Victor Glover (piloto), Christina Koch (especialista de missão) e o canadense Jeremy Hansen (especialista de missão). A previsão é para que dure 10 dias.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu Pam Bondi do cargo de secretária de Justiça nesta quinta-feira, encerrando um turbulento mandato de 14 meses à frente do Departamento de Justiça. Ela será substituída, por ora, pelo procurador-geral adjunto dos EUA, Todd Blanche. Segundo a mídia americana, Trump vinha demonstrando descontentamento com Bondi há meses, especialmente por causa da forma como ela lidou com os arquivos do caso do falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, que se tornaram um calo político para o republicano e seus apoiadores.
Nos últimos dias, Trump conversou com aliados sobre a possibilidade de demitir Bondi e, na quarta-feira, falou pessoalmente com ela sobre essa possibilidade, segundo fontes. Na conversa, que uma fonte descreveu como “dura”, Trump indicou que Bondi não ficaria muito tempo no cargo e que ele a substituiria em breve, disseram as fontes.
Fontes disseram que Bondi foi informada de que receberia um cargo diferente posteriormente. Nessa conversa, segundo duas fontes, Trump mencionou a possibilidade de nomeá-la juíza após sua saída do Departamento de Justiça.
Em atualização
As monarquias árabes do Golfo Pérsico, que foram arrastadas para a guerra lançada por EUA e Israel contra o Irã, buscam aprovar no Conselho de Segurança da ONU uma resolução que abra caminho para o uso da força no desbloqueio do Estreito de Ormuz, fechado por Teerã desde o mês passado. A proposta pode ser votada em breve, mas a linguagem do texto, já modificada algumas vezes, ainda incomoda Rússia e China e, em menor escala, a França.
— Essas ações colocam em risco a segurança energética, o abastecimento alimentar e o comércio global — afirmou o chanceler do Bahrein, Abdullatif al-Zayani, afirmando que o fechamento da passagem viola a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 1982. — Estamos confiantes de que este projeto de resolução está em conformidade com o direito internacional. Aguardamos uma posição unificada deste estimado Conselho durante a votação que ocorrerá amanhã (sexta-feira).
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Em um tom acima, o secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC, que reúne as seis monarquias árabes que margeiam o Golfo Pérsico), Jassim Albudawi, disse que “a conduta desestabilizadora do Irã no Golfo excedeu todas as linhas vermelhas”. Ele instou o Conselho de Segurança a “usar todos os meios necessários” para proteger as rotas navais e a segurança do comércio marítimo. Ele completou dizendo que o GCC busca “relações normais” com o Irã, embora a relação esteja extremamente abalada após semanas de retaliações iranianas.
— Os Estados do Conselho de Cooperação do Golfo não buscam a guerra — continuou. — Eles buscam a paz, a segurança e a estabilidade que todos os povos merecem.
Mapa com navios que sofreram danos no Golfo Pérsico
AFP
De acordo com fontes diplomáticas, o rascunho de resolução apresentado pelo Bahrein prevê a autorização do Conselho de Segurança para que um Estado ou coalizão usem “todos os meios necessários” para reabrir Ormuz, por onde passam 20% da produção global de petróleo e gás. O bloqueio, aliado a declarações dos envolvidos na guerra, como o presidente americano, Donald Trump, fez com que preços de combustíveis disparassem, adicionando uma nova camada de risco inflacionário à economia mundial.
Apesar da expectativa do Bahrein de colocar o texto em votação já na sexta-feira, não há garantias de que ele será aprovado. Três países com poder de veto no Conselho — Rússia, China e França — apresentaram objeções, em diferentes graus, sobre o uso de termos associados ao Capítulo VII da Carta da ONU, que rege sobre ações armadas. Segundo a rede al-Jazeera, houve alterações, mas o teor ainda incomoda russos e chineses. Para eles, a resolução serviria como um aval oficial para ataques contra o Irã. Paris também busca amenizar o teor do texto, e assessorou o Bahrein durante sua elaboração para “maximizar a probabilidade de adoção e implementação subsequente do texto”.
— É hora de parar com esse jogo perigoso de brincar com fogo — disse o embaixador russo, Vassily Nebenzia, acrescentando que seu governo não concorda com o “desejo de forças de fora da região” de lucrarem com a “multiplicação de pontos de instabilidade crônica” no Oriente Médio. — Washington e Jerusalém Ocidental (Israel) não poderiam deixar de reconhecer o impacto muito sério de sua incursão militar para os países da região.
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Pouco antes da reunião em Nova York, o Reino Unido liderou o encontro com representantes de 40 países em busca de soluções para o Estreito de Ormuz. Na abertura, a chanceler britânica, Yvette Cooper, disse que o Irã conseguiu “sequestrar uma rota marítima internacional para manter a economia global como refém”, destacando a “urgente necessidade” de reabrir a passagem.
— Essa imprudência iraniana em relação a países que nunca estiveram envolvidos neste conflito, que nós e 130 países em todo o mundo condenamos veementemente na ONU, não está apenas afetando as taxas de hipoteca, os preços da gasolina e o custo de vida aqui no Reino Unido e em muitos outros países do mundo, mas também está afetando nossa segurança econômica global — afirmou.
Reino Unido liderou cúpula com mais de 40 países para discutir a reabertura do Estreito de Ormuz
LEON NEAL / AFP
Diplomatas europeus dizem que o foco neste momento é avaliar quais países estão dispostos a formar uma coalizão pró-reabertura, e analisar as ferramentas econômicas e políticas para convencer Teerã a liberar a passagem. Estima-se que cerca de 400 embarcações aguardem para fazer a travessia. Posteriormente, serão analisadas opções que envolvem ações militares — até agora, nenhum país se dispôs a se juntar à guerra de EUA e Israel no Golfo, tampouco a destacar seus contingentes para reabrir Ormuz à força, algo que a França diz ser inviável.
— Isso levaria um tempo indeterminado e exporia todos aqueles que se aventurassem por este estreito aos riscos costeiros da Guarda Revolucionária, bem como a mísseis balísticos — afirmou o presidente da França, Emmanuel Macron, durante visita à Coreia do Sul.
A Rússia vai enviar um segundo petroleiro a Cuba, submetida a um bloqueio de combustível imposto pelos Estados Unidos, afirmou nesta quinta-feira o ministro da Energia russo, Serguêi Tsivilev. Na última terça-feira, após o sinal verde do presidente americano, Donald Trump, o navio-tanque russo Anatoly Kolodkin, com 730 mil barris de petróleo, atracou no porto de Matanzas, a leste de Havana.
Desde 6 de janeiro, quando o México entregou um carregamento após a queda de Nicolás Maduro na Venezuela, Cuba não recebia carga de petróleo, o que afundou o país em uma crise econômica e energética. Com a chegada do Kolodkin, especialistas avaliam que o carregamento pode oferecer apenas um alívio temporário.
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— Um navio da Federação Russa atravessou o bloqueio. Agora, está sendo indo um segundo. Não deixaremos os cubanos em dificuldades — afirmou Tsivilev, citado pela mídia estatal, em unidade com declarações recentes do Kremlin e do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
Antes da chegada do primeiro petroleiro, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que o tema já havia sido discutido previamente com Washington e, por isso, Trump autorizou a entrega, sem que isso representasse uma mudança formal na política de sanções americanas contra o país caribenho.
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Em visita à Rússia, na quarta-feira, o vice-primeiro-ministro cubano, Oscar Pérez-Oliva, afirmou que Havana e Moscou iniciaram negociações “para alcançar estabilidade no fornecimento de combustível” à ilha e exploraram oportunidades de cooperação no setor energético.
— Avançamos nas conversas para ampliar a participação de empresas russas na exploração e produção de petróleo em nosso país e em projetos de geração de eletricidade com fontes renováveis — disse Pérez-Oliva ao canal RT, após reunião com autoridades e empresários russos em São Petersburgo.
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No último domingo, Trump afirmou que não via “nenhum problema” no envio de petróleo russo à ilha, após ter impedido a chegada de combustível venezuelano e também de outros países, como o México, sob ameaça de tarifas.
— Cuba está acabada, tem um regime ruim, líderes muito ruins e corruptos, e conseguir ou não um navio com petróleo não vai fazer diferença — disse o presidente americano.
Cuba, de fato, atravessa uma profunda crise energética, que provocou apagões frequentes, racionamento severo de combustível e redução do transporte público. A crise já provocou apagões prolongados, escassez de transporte público e aumento da inflação. Desde o fim de 2024, Cuba enfrentou ao menos sete blecautes nacionais, incluindo dois apenas neste mês.
Especialistas da ONU pediram, nesta quinta-feira, uma investigação internacional após a morte de três jornalistas libaneses em um ataque israelense, dizendo que Israel não apresentou “provas confiáveis” sobre sua suposta associação a grupos armados. O Exército israelense afirmou que um dos jornalistas mortos, Ali Shoeib, integrava o Hezbollah, mas a acusação foi contestada por autoridades libanesas e organizações internacionais.
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O Líbano foi arrastado para a guerra em 2 de março, quando o Hezbollah, movimento pró-iraniano, lançou foguetes contra Israel. O grupo afirmou agir em represália ao assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, no primeiro dia da guerra iniciada por Estados Unidos e Israel contra o país.
Os três jornalistas, entre eles Ali Shoeib, correspondente do canal Al-Manar, do Hezbollah, morreram em 28 de março em um ataque israelense no sul do país.
Os relatores especiais, embora nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, são especialistas independentes e não se expressam em nome da ONU.
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“Denunciamos firmemente o que está se tornando uma prática habitual e perigosa de Israel de mirar e matar jornalistas e, em seguida, alegar, sem apresentar provas credíveis, seu vínculo com grupos armados”, indicaram em um comunicado.
Israel também confirmou ter matado Fatima Ftouni, uma jornalista da Al-Mayadeen, um canal próximo ao Hezbollah, e seu irmão, o câmera Mohammed Ftouni, qualificando-o como “terrorista do braço militar do Hezbollah”.
Os especialistas consideram que, segundo o direito internacional humanitário, trabalhar como jornalista para um meio de comunicação ligado a um grupo armado não constitui participação direta nas hostilidades.
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O presidente do Líbano, Joseph Aoun, classificou o ataque como “um crime flagrante” que viola normas internacionais de proteção a jornalistas. O primeiro-ministro, Nawaf Salam, também afirmou que a ofensiva representa uma violação do direito internacional humanitário.
A morte dos três profissionais ocorre em meio a uma sequência de casos semelhantes. Desde o início das hostilidades recentes entre Israel e o Hezbollah, diversos jornalistas foram mortos no sul do Líbano.
Em episódios anteriores, ataques israelenses já haviam atingido equipes de imprensa, incluindo um bombardeio em outubro de 2024 que matou três profissionais da Al-Manar e da Al Mayadeen, além da morte do jornalista da Reuters Issam Abdallah, em 2023, enquanto cobria o conflito na fronteira.
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Pelo menos 259 jornalistas e profissionais da comunicação morreram em ataques israelenses desde 2023, entre eles 210 em Gaza e 14 no Líbano.
O governo russo afirmou na quarta-feira ter assumido o controle total da região de Luhansk. no leste da Ucrânia, no momento em que as tropas do país se preparam para uma nova ofensiva terrestre. É a terceira vez desde 2022 que Moscou afirma ter conquistado por completo a região, um de seus principais objetivos do conflito.
“Unidades do grupo militar ocidental concluíram a libertação da República Popular de Luhansk”, disse o Ministério da Defesa russo, em comunicado, acrescentando que houve avanços na vizinha Donetsk, outro ponto central da ofensiva de Vladimir Putin no país vizinho.
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A maior parte das duas regiões está sob controle de fato russo desde 2014, quando teve início a guerra civil ucraniana, e ambas serviram como bases para as incursões das tropas no território do país. Em 2022, Donetsk e Luhansk, assim como Zaporíjia e Kherson, foram unilateralmente anexadas à Federação Russa, um ato não reconhecido pela comunidade internacional.
Em publicação no Telegram, uma brigada ucraniana que atua na área afirmou que uma pequena área de Luhansk, próxima à região de Kharkiv, de cerca de 80 km², segue sob seu controle.
“Simbolicamente, em 1º de abril, o Ministério da Defesa russo anunciou mais uma vez a completa captura da região de Luhansk por suas tropas. Na realidade, as forças ucranianas — unidades da Terceira Brigada de Assalto — permanecem no território da região”, escreveu a unidade do Exército ucraniano na rede social. “Não nos juntamos aos ‘parabéns’ pelo feriado profissional dos propagandistas russos, porque estamos na defesa das últimas linhas de defesa da região de Luhansk!”
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A Rússia havia anunciado o controle total de Luhansk em outras duas ocasiões: em julho de 2022, no que foi apresentada como uma das grandes vitórias russas no conflito; e em julho de 2025, já em meio ao contexto de um conflito travado nas trincheiras. Para alguns blogueiros militares pró-Kremlin, as idas e vindas da propaganda oficial não passam de tentativa de esconder a “incompetência” do comando militar.
O anúncio ocorre em meio aos primeiros sinais de uma nova ofensiva militar russa, que coincide com a primavera no Hemisfério Norte, centrada na conquista de Donetsk e na manutenção de posições ao longo dos 1,2 mil km da linha de frente. Hoje, há 700 mil militares russos em solo ucraniano, mas isso não é garantia de sucesso em uma guerra de atrito, que cobra milhares de vidas em avanços simples, por vezese de alguns quilômetros.
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Em paralelo, a Rússia quer aproveitar que as atenções da Europa e dos EUA estão voltadas ao Irã para elevar sua posição quando as negociações de paz com Kiev forem retomadas (o que não parece provável a curto prazo). Na terça-feira, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse ter recebido de intermediários americanos um ultimato para que retire suas tropas do leste do país em dois meses, sob ameaça de medidas “ainda mais severas” — um dia depois, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que Zelensky “deveria tomar uma decisão hoje”, que “poderá salvar muitas vidas e, mais importante, interromper essa fase ativa da guerra”.
— E então a Ucrânia tem dois meses para sair. E então a guerra terminará. E se a Ucrânia não sair, a Rússia tomará Donbas (leste ucraniano), e então os termos serão diferentes. Uma pergunta lógica é: se o único objetivo deles é Donbas, por que eles dizem que irão mais longe se conseguirem tomar Donbas? Ou seja, a questão não é Donbas — disse Zelensky ao portal Unian. — Acredito que a Rússia está pressionando os Estados Unidos hoje porque as eleições estão se aproximando. É evidente que os EUA precisam tomar diversas medidas, tanto interna quanto internacionalmente. Esperamos sinceramente que a Rússia volte a priorizar a lógica em vez da emoção nas negociações.
Banhistas precisaram evacuar a Praia de Dorset, na cidade de Lyme Regis, no sul da Inglaterra, depois de a Guarda Costeira receber um chamado sobre uma possível bomba da areia. O aviso foi recebido às 13h05 desta quinta-feira, no horário local, quando imagens mostravam um dia de sol, com diferentes grupos reunidos, segundo o jornal britânico The Sun.
Os serviços de emergência isolaram um grande trecho da praia. Além da Guarda Costeira e da polícia local, uma equipe do esquadrão antibombas da Marinha Real foram até o local. Depois da análise do objeto, que estava parcialmente submerso, a equipe constatou que se tratava de uma panela antiga de lados retos, de acordo com o portal local Mirror. O comunicado da Marinha Real agradeceu ao informante e pediu que a população entre sempre em contato com a Guarda Costeira, na dúvida sobre a identificação de um artefato explosivo..
Lyme Regis é conhecida por receber ingleses que procuram uma praia com areias finas e mar azul, além de turistas que passam pelo sul do país. Ela é uma cidade histórica e foi refúgio da escritora Jane Austen , romancista inglesa do século XVIII conhecida por obras como “Orgulho e preconceito”, além de ser uma das regiões mais ricas em fósseis da Inglaterra e do mundo, incluindo o de dinossauros. A região foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, em 2001, por sua história geológica, que data de 185 milhões de anos.
Sites de viagens indicam uma série de passeios pela região, chamada também de Costa Jurássica, onde também se destacam as formações rochosas e arquitetura local.

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