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Pelo menos uma pessoa morreu e 47 ficaram feridas, entre elas três menores, após um “incidente” ocorrido nesta sexta-feira (3) no estádio do Alianza Lima, no Peru. O caso aconteceu durante um “bandeiraço” de apoio ao time, na véspera do clássico do futebol peruano, segundo informou o Ministério da Saúde.
Inicialmente, o episódio foi atribuído ao possível desabamento de parte do estádio Alejandro Villanueva, mas essa versão foi posteriormente negada pelo clube e pelo Corpo de Bombeiros. “Houve um lamentável incidente no estádio, com 47 pessoas feridas e, infelizmente, uma vítima fatal”, declarou à imprensa o ministro Juan Carlos Velasco, sem detalhar as causas da tragédia.
Do total de feridos, 39 seguem internados em hospitais de Lima, sendo três em estado crítico, acrescentou. Em nota publicada na rede X, o Alianza Lima lamentou a morte do torcedor, mas afirmou que ela não foi causada por “queda de muros nem falhas estruturais do estádio”.
O brigadeiro dos bombeiros, Marcos Pajuelo, informou que “a estrutura da arquibancada sul aparentemente está em boas condições. Não há indícios de colapso de paredes nem de queda em direção ao fosso”.
A partida contra o Universitario está mantida e será disputada neste sábado (4), às 20h, no Estádio Monumental, conforme confirmou a liga peruana em comunicado.
Poucas parte do Líbano permanecem intocados pela guerra. Vilarejos inteiros foram esvaziados depois que Israel emitiu alertas de evacuação em larga escala para quase todo o sul do país. Ataques aéreos israelenses destruíram casas, romperam pontes e arrasaram partes de cidades. As forças terrestres israelenses avançaram cada vez mais, entrando em confronto com militantes do Hezbollah em terrenos acidentados e montanhosos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O Irã derrubou duas aeronaves militares americanas em diferentes ocasiões nesta sexta-feira (3), revelaram militares americanos ao jornal Washington Post. Uma delas é um caça F-15E Strike Eagle da Força Aérea dos Estados Unidos, atingido sobre o território iraniano. A bordo estavam dois militares norte-americanos. Um deles foi resgatado com ferimentos e outro é procurado pelos dois lados do conflito. As infomrações foram confirmadas por autoridades americanas e meios de comunicação estatais iranianos, segundo o New York Times.
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Essa derrubada marca o primeiro caso conhecido de uma aeronave de combate americana abatida em território iraniano desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram a república islâmica. O F-15E é um dos principais caças de ataque da Força Aérea americana, usado em missões de bombardeio e apoio aéreo. O modelo costuma ser operado por dois militares: um piloto e um oficial de sistemas de armas.
Há menos de duas semanas, a Guarda Revolucionária do Irã informou que atingiu um caça F-15 Eagle enquanto sobrevoava a costa sul do país, nas proximidades da Ilha de Ormuz, no Estreito de Ormuz. Na ocasiaão, a aeronave não foi abatida, mas precisou interromper a missão. Em mar, a região segue bloqueada para passagem de embarcações.
Caça versátil e papel no conflito
O F-15E Strike Eagle é uma das versões mais avançadas do tradicional F-15, projetado originalmente para superioridade aérea. Diferentemente do modelo clássico, o F-15E combina capacidade de combate ar-ar com ataques de precisão contra alvos terrestres, podendo operar em missões de longo alcance e em condições adversas. A aeronave integra o núcleo das operações táticas dos Estados Unidos e costuma ser empregada em cenários de alta intensidade.
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Esse modelo não possui as capacidades furtivas das gerações mais recentes de caças, como o F-35, também usado nos ataques ao Irã. Introduzido em 1986, o avião de guerra é considerado uma aeronave de “dupla função”, o que significa que pode ser usado em missões ar-solo e ar-ar.
Segundo a Força Aérea dos EUA, a aeronave transporta uma tripulação de dois homens: o piloto e um oficial de sistemas de armas. Ambos conseguiram se ejetar, segundo autoridades norte-americanas disseram ao The New York Times, mas apenas um deles foi localizado e resgatado; o outro segue procurado, inclusive pelo governo iraniano, que ofereceu recompensa em dinheiro à população para quem o encontrar.
Pilotos americanos são treinados para esse tipo de situação em protocolos conhecidos como SERE — sigla em inglês para sobrevivência, evasão, resistência e fuga — que orientam como agir após a queda em território hostil. Após a ejeção, a instrução é buscar abrigo, evitar contato com forças inimigas e usar rádios para transmitir a localização às equipes de resgate.
O F-15E Strike Eagle pode atingir velocidades de 3.017 quilômetros por hora, ou Mach 2,5, e transportar uma carga útil de mais de 9 toneladas. O caça foi utilizado pelas forças armadas dos EUA no Iraque, na Líbia e na Síria.
A emissora estatal iraniana divulgou imagens que, segundo ela, mostravam os destroços do avião de guerra.
As imagens mostram a ponta da asa e a seção superior de um estabilizador vertical de um F-15E Strike Eagle da Força Aérea dos EUA, de acordo com Justin Bronk, pesquisador sênior que estuda poder aéreo e tecnologia no Royal United Services Institute, uma instituição de pesquisa voltada para a defesa, em Londres.
Ele afirmou que as marcações na seção do estabilizador vertical eram compatíveis com o 494º Esquadrão de Caça, sediado na RAF Lakenheath, na Grã-Bretanha.
(Com The New York Times)
Dois dias depois do presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar em pronunciamento que estava “perto de concluir a guerra” e dizer que o poderio aéreo e naval do Irã foram “dizimados”, Teerã voltou a lançar ataques contra a região e derrubou dois aviões de combate, um deles em seu próprio território. Segundo fontes da inteligência americana, os iranianos mantêm cerca de metade dos lançadores de mísseis, além de estoques de armamentos abastecidos, ao contrário do que diz Trump.
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De acordo com dos Emirados Árabes Unidos, uma pessoa morreu e outras quatro foram feridas por destroços de mísseis iranianos interceptados pelos sistemas de defesa local em Abu Dhabi. As operações em um complexo de produção de gás foram suspensas por algumas horas devido a um incêndio, que não deixou vítimas. Os destroços de um drone abatido no ar também deixaram quatro feridos no Bahrein.
No Kuwait, o governo afirma que uma refinaria de petróleo e uma usina de dessalinização de água — essencial para o país — foram danificadas por mísseis. O Irã nega qualquer participação no bombardeio e acusou Israel.
“O ataque não convencional e ilegítimo” de Israel aos centros de dessalinização de água do Kuwait é um sinal da vileza e da baixeza dos ocupantes sionistas”, disse, em comunicado, a Guarda Revolucionária do Irã. “Teerã condena este ato desumano e declara que as bases e militares americanos na região, bem como os centros militares e de segurança do regime sionista nos territórios palestinos ocupados, são nossos alvos prioritários.”
Ainda houve registros de ataques contra Israel, onde mísseis causaram danos no norte do país. A Guarda Revolucionária afirma que atingiu “centros de apoio de combate” na região da Galileia e nos arredores das cidades de Haifa e Kafr Kanna. Segundo a imprensa local, foram usadas bombas de fragmentação, que deixaram um ferido.
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Desde o início da guerra, autoridades israelenses e americanas alegam ter debilitado as defesas iranianas e as capacidades de lançar ataques com mísseis e drones. Em briefings à imprensa, o Pentágono apontava para uma queda de 90% nos ataques, e o premier de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou no mês passado que o Irã não era mais capaz de produzir mísseis balísticos, os mesmos que seguem atingindo seu país sem cessar.
— Sim, eles ainda vão lançar alguns mísseis, mas nós os abateremos — disse o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, em entrevista coletiva esta semana. — Vale ressaltar que, nas últimas 24 horas, o Irã registrou o menor número de mísseis e drones inimigos disparados. Eles vão se esconder, mas nós os encontraremos.”
Trump, em seu pronunciamento na quarta-feira, declarou que “está prestes a pôr fim à sinistra ameaça do Irã para os Estados Unidos e para o mundo”.
— Estamos desmantelando sistematicamente a capacidade do regime de ameaçar os Estados Unidos ou projetar poder além de suas fronteiras — disse o presidente. — Sua Força Aérea acabou. Seus mísseis estão praticamente esgotados ou destruídos.
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A fala não poderia ter envelhecido pior. Na quarta-feira, a rede americana CNN, citando fontes da inteligência, afirmou que cerca de metade dos lançadores de mísseis iranianos estão intactos, embora alguns estejam inacessíveis no momento sob escombros ou em instalações subterrâneas cujas entradas foram bloqueadas. Autoridades militares israelenses estimam um número menor de lançadores operacionais, entre 20% e 25%.
Os arsenais de mísseis e drones, embora sob intenso bombardeio, seguem volumosos, permitindo manter um ritmo de ataques que vem surpreendendo militares e políticos. Segundo o Pentágono, mais de 12,3 mil alvos foram atingidos no Irã desde o dia 28 de fevereiro, e foram registrados violentos bombardeios no país, especialmente em Teerã, nesta sexta-feira.
— Eles ainda estão muito bem preparados para causar estragos absolutos em toda a região — disse uma das fontes ouvidas pela CNN.
Um dos entrevistados pela rede americana pôs em xeque o prazo de duas a três semanas para encerrar a guerra, apresentado por Trump no pronunciamento.
— Podemos continuar ferrando com eles, não tenho dúvidas, mas você está louco se acha que isso vai acabar em duas semanas — declarou, em condição de anonimato.
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A Casa Branca preferiu atacar a CNN, alegando que “fontes anônimas desejam desesperadamente atacar o presidente Trump e menosprezar o trabalho incrível das Forças Armadas dos Estados Unidos” e rebatendo as constatações da matéria.
“Eis os fatos: os ataques iranianos com mísseis balísticos e drones diminuíram 90%, sua Marinha foi dizimada, dois terços de suas instalações de produção foram danificadas ou destruídas, e os Estados Unidos e Israel têm uma supremacia aérea esmagadora sobre o Irã” afirmou, em comunicado, uma porta-voz da Casa Branca. “O regime está sendo dizimado militarmente, e sua única esperança é fazer um acordo e abandonar suas ambições nucleares.”
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, também contestou a avaliação.
“As Forças Armadas dos Estados Unidos desferiram uma série de golpes devastadores contra o regime iraniano. Estamos à frente do cronograma para atingir nossos objetivos militares”, disse Parnell.
A-10 Thunderbolt II
Vincent De Groot / Força Aérea dos EUA / AFP
Em outro golpe no discurso de que o Irã está de joelhos, duas aeronaves de combate dos EUA foram abatidas pelas defesas iranianas nesta sexta-feira. Um A-10 Thunderbolt II foi atingido perto do Estreito de Ormuz, fechado por Teerã desde o início do conflito, mas o piloto conseguiu retirar a aeronave do espaço aéreo do Irã antes de se ejetar e ser resgatado. Segundo um representante da Guarda Revolucionária, o avião foi abatido por um “novo e avançado sistema de defesa”.
Caça F-15
Divulgação
A segunda aeronave, um caça F-15, foi abatido dentro do território iraniano — segundo o Pentágono, um dos tripulantes foi resgatado, em uma operação na qual um helicóptero foi atingido por foguetes, mas não há informações sobre o paradeiro do segundo militar. Teerã está à sua procura, e ofereceu uma recompensa por informações.
“Depois de derrotar o Irã 37 vezes seguidas, esta brilhante guerra sem estratégia que eles começaram agora foi rebaixada de ‘mudança de regime’ para ‘Ei! Alguém consegue encontrar nossos pilotos? Por favor’”, ironizou na rede social X o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf. “Uau. Que progresso incrível. Gênios absolutos.”
O transporte público estatal na capital do Paquistão e nas províncias mais populosas do país será gratuito durante o mês de baril, anunciaram autoridades governamentais nesta sexta-feira (3), após um aumento acentuado nos preços dos combustíveis devido à guerra no Oriente Médio.
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“Todo o transporte público em Islamabad será gratuito para o público em geral pelos próximos 30 dias, a partir de amanhã (sábado)”, escreveu o Ministro do Interior, Mohsin Naqvi, em comunicado.
O anúncio ocorre após protestos de rua e longas filas em postos de gasolina, provocados por um aumento de 42,7% nos preços dos combustíveis, para US$ 1,74 por litro.
O primeiro-ministro Shehbaz Sharif reverteu a decisão na noite de sexta-feira, anunciando uma redução no imposto e fixando o preço da gasolina em 378 rúpias por litro (US$ 1,36, cerca de R$ 7,01 na cotação atual).
“Essa redução estará em vigor por pelo menos um mês”, disse ele em um pronunciamento televisionado.
Sharif não reduziu o preço do diesel, que permanecerá em 520 rúpias por litro (US$ 1,87, cerca de R$ 9,64 na cotação atual) após um aumento de 54,9%.
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A guerra comercial entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, que começou em 28 de fevereiro, paralisou o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo bruto mundial.
Reflexo mundial
Outros países também têm adotados medidas para reduzir o consumo de combustíveis. Na Austrália, ou menos dois estados decidiram liberar o transporte público gratuitamente por períodos determinados.
Em Victoria, estado onde fica Melbourne, trens, bondes e ônibus serão gratuitos durante todo o mês de abril. A primeira-ministra estadual, Jacinta Allan, afirmou que a medida busca aliviar o impacto imediato sobre a população.
Na Tasmânia, a gratuidade começou na última segunda-feira e segue até o fim de junho, abrangendo ônibus, transporte rodoviário e balsas. O pacote inclui ainda a liberação de ônibus escolares pagos, com economia estimada em cerca de 20 dólares australianos por semana para famílias.
No Egito, houve redução de horários de funcionamento de comércios e incentivo ao trabalho remoto. Na Etiópia, funcionários não essenciais receberam licença para diminuir deslocamentos. Já as Filipinas declararam emergência nacional, com subsídios a motoristas, redução de serviços de balsa e adoção de semana de trabalho de quatro dias para servidores públicos.
O chefe da junta militar de Mianmar, Min Aung Hlaing, foi nomeado presidente nesta sexta-feira, em uma decisão já aguardada após um processo eleitoral questionado pela comunidade internacional, que permite prolongar seu controle do país sob uma fachada de governo civil. O resultado da votação em um parlamento amplamente favorável aos militares não deixa margem para dúvidas: Min Aung Hlaing recebeu 429 dos 584 votos e seguirá à frente da nação do sudeste asiático.
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O general, de 69 anos, derrubou em um golpe de Estado em 2021 o governo eleito da Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, detida desde então. A manobra mergulhou o país em uma guerra civil. Antes do golpe, Min Aung Hlaing já era uma figura polêmica no cenário internacional por seu papel na repressão contra a minoria rohingya em 2017, que provocou sanções contra o militar e acusações de crimes contra a humanidade.
Após cinco anos de regime autoritário, a junta militar organizou eleições legislativas no início de 2026, apresentadas como um retorno à democracia. A votação não aconteceu em muitas áreas controladas por grupos rebeldes e terminou com uma vitória esmagadora, sem oposição, dos partidos pró-Exército.
O pleito foi denunciado por vários países e observadores internacionais como uma manobra para garantir uma transferência de poder do Exército para o próprio Exército, sob uma fachada de regime civil. Min Aung Hlaing “não tem legitimidade, mas busca desesperadamente aparentar que a tem”, afirmou na segunda-feira o analista Naing Min Khant, quando já não havia dúvidas sobre as ambições presidenciais do general.
Com base no que determina a Constituição birmanesa, Min Aung Hlaing foi obrigado a abandonar suas funções militares para se tornar presidente.
Na segunda-feira, ele foi substituído no cargo de comandante das Forças Armadas por um de seus principais auxiliares, Ye Win Oo, ex-chefe da inteligência militar, considerado durante anos como “os olhos e ouvidos” de Min Aung Hlaing dentro do aparato militar. A nomeação permitirá que ele continue controlando o Exército nos bastidores, segundo os analistas.
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‘Legitimidade de fachada’
Desde a independência em 1948, o Exército domina a vida política de Mianmar, apresentando-se como a única garantia de estabilidade e prosperidade para a nação. Os generais flexibilizaram seu controle durante a década de interlúdio democrático entre 2011 e 2021, um período que impulsionou uma onda de reformas e alimentou o otimismo graças à enorme popularidade de Aung San Suu Kyi. Mas os militares retomaram o poder alegando uma fraude eleitoral nunca comprovada.
Segundo analistas, a manobra concluída nesta sexta-feira com a eleição de Min Aung Hlaing como presidente busca, em parte, melhorar as relações diplomáticas de Mianmar e atrair mais investimentos estrangeiros. Em janeiro, o especialista da ONU Tom Andrews considerou que as eleições legislativas eram uma tentativa de “fabricar uma legitimidade de fachada, enquanto a violência e a repressão prosseguiam sem trégua”.
O país está dilacerado por uma guerra civil desde o golpe de Estado de 2021, com militantes pró-democracia que pegaram em armas contra a junta, ao lado de movimentos armados de minorias étnicas historicamente em confronto com o poder central.
Não há um balanço oficial e as estimativas divergem amplamente. Segundo o grupo de monitoramento ACLED, mais de 90 mil pessoas morreram desde o início do conflito. A ONU calcula que mais de 3,7 milhões de pessoas foram deslocadas pela guerra e que quase metade dos 50 milhões de habitantes de Mianmar vive abaixo da linha da pobreza.
A embaixada dos Estados Unidos no Líbano, onde o movimento pró-iraniano Hezbollah está em guerra com Israel, afirmou, nesta sexta-feira, que o Irã e seus grupos aliados poderiam atacar universidades no país.
Sob risco de invasão: Irã mobiliza população, reforça defesas e recruta menores de idade
Guerra no Oriente Médio: Irã derruba caça dos EUA; um tripulante é resgatado e outro segue desaparecido
“O Irã e suas milícias terroristas aliadas podem ter a intenção de atacar universidades no Líbano”, indicou um alerta de segurança, sem identificar nenhuma instituição específica.
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), o exército ideológico do Irã, ameaçou atacar universidades americanas no Oriente Médio após afirmar que os ataques dos Estados Unidos e de Israel destruíram duas instituições de ensino superior iranianas em bombardeios.
O Líbano abriga, entre outras, a Universidade Americana de Beirute, uma das principais instituições americanas da região, cujo campus e hospital estão localizados no centro da capital. Muitas universidades americanas possuem unidades nos países do Golfo, como a Universidade Texas A&M, no Catar, e a Universidade de Nova York nos Emirados Árabes Unidos.
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Na ocasião, a IRGC aconselhou, em particular, “funcionários, professores e estudantes das universidades americanas na região a permanecerem afastados em um raio de um quilômetro” dos campi que podem ser alvos de ataques.
Há uma semana, na noite de sexta-feira, explosões sacudiram Teerã, atingindo especialmente a Universidade de Ciência e Tecnologia, no nordeste da cidade, danificando os edifícios, mas sem deixar vítimas, segundo a imprensa iraniana.
Um dia depois de a chefe do Departamento de Justiça, Pam Bondi, ser demitida do cargo pelo presidente Donald Trump , o seu retrato oficial teria sido encontrado dentro de uma lixeira do departamento, segundo canal de notícias americano MS Now. O portal publicou a foto da lixeira coberta com um plástico e apenas com este item dentro dela. Trata-se do retrato oficial, que ficava em lugar de honra na parede, ao lado das fotografias do presidente e do vice-presidente, JD Vance.
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Irã derruba caça dos EUA: Um tripulante é resgatado e outro segue desaparecido
Segundo a publicação, a imagem reflete o quão profundamente impopular Bondi era entre os funcionários de carreira e agentes da Justiça americana. Muitos deles preferiram deixar o departamento em vez de seguir suas ordens.
Pam Bondi teria sido demitida depois de uma suposta insatisfação com a condução do caso Epstein. Ela passou 14 turbulentos meses no cargo, marcados por tentativas de perseguição judicial contra algozes do republicano, além da atuação nos desdobramentos do processo que envolve o financista que morreu na prisão, em 2019. A divulgação dos arquivos do caso Jeffrey Epstein foi uma promessa de campanha de Trump, mas passou a ser uma pedra no sapato do republicano, quando ele começou a tentar evitar o assunto, já na Casa Branca.
No começo do ano passado, ela sugeriu que teria em mãos a suposta lista de clientes do financista, o que era reivindicado pela própria base trumpista, mas mudou o discurso posteriormente, afirmando que não tinha os nomes. Donald Trump e Jeffrey Epstein mantiveram uma relação próxima por vários anos, embora tenham rompido em determinado momento.
A Nasa divulgou nesta sexta-feira as primeiras imagens feitas pela equipe que integra a Missão Artemis II, a primeira viagem tripulada em direção à Lua desde os anos 1970. As fotos, tiradas pelo comandante da missão, Reid Wiseman, dão uma visão privilegiada sobre o planeta, em uma viagem prevista para durar dez dias e marcada pela expectativa de ser o primeiro passo para um retorno humano ao satélite natural.
Vídeo: Artemis II decola em direção à Lua; missão terá duração de cerca de dez dias
Artemis II: Pela primeira vez, homem negro, mulher e não americano participam de missão à órbita da Lua; saiba quem são
Na primeira imagem, intitulada “Olá, Mundo”, a Nasa afirma que “é possível ver duas auroras (canto superior direito e canto inferior esquerdo) e a luz zodiacal (canto inferior direito) enquanto a Terra eclipsa o Sol”.
Imagem da Terra vista da cápsula Orion, veículo usado na Missão Artemis II
Reid Wiseman/Nasa
A segunda foto foi tirada de uma das janelas da cápsula Orion, “após a conclusão da queima de injeção translunar em 2 de abril de 2026.”, afirma a agência espacial americana.
Imagem da Terra vista da cápsula Orion, veículo usado na Missão Artemis II
Reid Wiseman/Nasa
Wiseman também capturou o “lado escuro da Terra”…
Imagem do lado escuro da Terra, tirada da bordo da espaçonave Orion
Reid Wiseman/Nasa
..assim como a transição do dia para a noite em nosso planeta.
Imagem da Terra vista da cápsula Orion, veículo usado na Missão Artemis II
Reid Wiseman/Nasa
Em outro registro, feito pelas câmeras da Nasa, os astronautas da missão, Jeremy Hansen, Reid Wiseman, Christina Koch e Victor Glover conversam com a imprensa a bordo da cápsula Orion.
— Você está incrível, você está linda — disse Victor Glover, piloto da Artemis II e primeiro homem negro em uma missão além da órbita terrestre, em declarações à rede ABC News, se referindo à Terra. — Não importa de onde você seja ou sua aparência, somos todos um só povo.
Jeremy Hansen, Reid Wiseman, Christina Koch e Victor Glover, astronautas da Missão Artemis II, conversam com a imprensa por videoconferência
Nasa
Christina Koch, primeira mulher a participar de uma missão lunar, declarou aos jornalistas que “depois de ter tido vistas incríveis do planeta Terra, e de ver o planeta inteiro através de um único painel da janela, saber que em breve teremos vistas semelhantes da Lua dessa mesma forma está definitivamente me deixando ainda mais animada”, disse ela.
— Eu sabia que era isso que veríamos. Mas nada nos prepara para o aspecto deslumbrante de ver nosso planeta natal iluminado durante o dia e também com o brilho da Lua à noite, com o belo raio do pôr do sol. E saber que teremos vistas semelhantes da Lua… Estou realmente muito animada com isso — afirmou, citada pela rede CNN.
Nasa lança missão Artemis II, que fará primeiro sobrevoo tripulado da Lua em 53 anos
Segundo Wiseman, as janelas da Orion já estão sujas porque, a todo momento, os tripulantes param para observar o espaço do lado de fora da cápsula.
— Estamos tendo uma vista simplesmente deslumbrante do lado oculto da Terra iluminado pela Lua — disse Jeremy Hansen, o primeiro astronauta não americano (ele é canadense) a participar de uma jornada lunar, citado pela CNN. — Fenomenal. Nenhum de nós consegue almoçar porque estamos grudados na janela. Estamos tirando fotos. Reid [Wiseman] disse que não aguenta mais.
Artemis II: O que você precisa saber sobre o lançamento da missão ao redor da Lua
A Artemis II é a primeira missão tripulada à Lua desde 1972, e embora não preveja um pouso no satélite lunar, seu sucesso pode ser um passo crucial para os planos americanos de retornarem ao solo lunar, e potencialmente estabelecer uma base permanente. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que quer ver astronautas da Lua antes do fim de seu atual mandato, em 2029 — tal feito daria aos americanos vantagem sobre a China, que quer mandar seus taikonautas ao satélite até 2030 — nessa nova corrida espacial.
— Se concentrarmos os extraordinários recursos da Nasa nos objetivos da Política Espacial Nacional, eliminarmos os obstáculos desnecessários que impedem o progresso e liberarmos o poderio da força de trabalho e da indústria de nossa nação e parceiros, então retornar à Lua e construir uma base parecerá insignificante em comparação com o que seremos capazes de realizar nos próximos anos — disse, no final do mês passado, o chefe da agência espacial, Jared Isaacman.
A missão tem duração prevista de 10 dias, mas desde o lançamento, na quarta-feira, enfrentou algums problemas. Após a decolagem, foi identificada uma falha “no controlador do vaso sanitário quando ele foi acionado”, sanada pouco depois — nas missões anteriores à Lua, nos anjos 1960 e 1970, os astronautas usavam sacos para os dejetos, que eram lançados na superfície lunar. Houve ainda problemas pontuais envolvendo sistemas de comunicação, acesso à internet e relacionados às câmeras e à temperatura na cabine, com Wiseman relatando a persistência de “alto fluxo de ar e sensação de frio”. Contudo, a Nasa afirma que as falhas não comprometem a segurança dos astronautas ou colocam em risco os objetivos de uma missão considerada histórica.
Os Estados Unidos estão dobrando, para US$ 40 bilhões, seu compromisso de fornecer garantias de resseguro a navios dispostos a atravessar o Estreito de Ormuz, com a inclusão de novos parceiros de seguros, incluindo AIG e Berkshire Hathaway.
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A medida, anunciada na sexta-feira, é o mais recente esforço dos EUA para reduzir preocupações em torno dessa via marítima vital e incentivar a retomada do tráfego, apesar de um bloqueio de fato pelo Irã e das hostilidades contínuas na guerra que já dura cinco semanas.
A Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA (DFC) havia anunciado no mês passado um programa de resseguro de US$ 20 bilhões. Na sexta-feira, a agência informou que Travelers, Liberty Mutual Insurance, Berkshire Hathaway, AIG, Starr e CNA se juntarão à seguradora americana Chubb para fornecer US$ 20 bilhões adicionais em resseguro para a estrutura marítima da agência.
O anúncio de sexta-feira traz os primeiros detalhes significativos divulgados publicamente pela DFC sobre o programa desde sua criação, há quase um mês. O fechamento efetivo do estreito — que responde por cerca de um quinto dos fluxos globais de petróleo e gás natural liquefeito — tem abalado os mercados e desencadeado uma ampla crise energética.
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— Junto com a Chubb, essas seguradoras americanas de ponta trazem ampla experiência em subscrição nos segmentos marítimo e de guerra marítima, fortalecendo nossos esforços para restaurar a confiança no comércio marítimo — afirmou o CEO da DFC, Ben Black, em comunicado.
Donald Trump reiterou na sexta-feira sua frustração com o fechamento do estreito e com a falta de apoio de aliados para ajudar os EUA a reabrir a via marítima.
“Com um pouco mais de tempo, podemos facilmente abrir o Estreito de Ormuz, pegar o petróleo e fazer uma fortuna”, disse Trump em uma postagem nas redes sociais. Não ficou claro quais ações o presidente estaria considerando.
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Ainda assim, empresas de transporte marítimo permanecem céticas quanto a uma retomada ampla das operações no Estreito de Ormuz, mesmo após a promessa de Trump de proteger navios e seu discurso em horário nobre na quarta-feira, no qual afirmou novamente que a guerra deve terminar em breve. A principal preocupação ao atravessar a rota marítima é o risco à vida das tripulações, já que o Irã continua a ameaçar embarcações com ataques de drones, mísseis e minas marítimas.
A DFC também informou que a agência e os parceiros de seguros definirão quais embarcações serão elegíveis para o programa de resseguro. Para se qualificar, a DFC exige que os solicitantes forneçam, entre outros dados, o país de origem e destino da embarcação; os principais beneficiários econômicos do navio e seu domicílio; o proprietário da carga e seu domicílio; e informações sobre os financiadores das embarcações.
Restaurar a confiança de operadores dispostos a navegar pelo Estreito de Ormuz é um dos objetivos mais urgentes dos EUA. Os preços globais de energia vêm subindo à medida que países enfrentam escassez de uma rota essencial de abastecimento de petróleo. A Índia — terceiro maior consumidor de petróleo do mundo e grande compradora de gás — foi particularmente afetada pela crise.
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Nos EUA, os preços da gasolina ultrapassaram US$ 4 por galão pela primeira vez desde 2022, aumentando ainda mais a pressão sobre consumidores já afetados pelo alto custo de vida.
Embora a duplicação do compromisso de resseguro amplie as garantias financeiras, o programa ainda não inclui promessa de escolta naval, que teoricamente daria mais proteção às tripulações. Mesmo assim, pode não ser suficiente para convencer embarcações a retomar viagens pelo estreito.
— As taxas de seguro cairão, e a disposição de operadores comerciais de segurar e enviar cargas pelo Estreito aumentará, apenas depois que as capacidades militares do Irã forem reduzidas — disse Bob McNally, presidente do Rapidan Energy Group, consultoria sediada em Washington, à Bloomberg News no início da semana.
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