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Trump ameaça Irã e diz que ‘uma civilização inteira vai morrer esta noite’; acompanhe Guerra no Oriente Médio vive momento de escalada após declarações do presidente e novos ataques na região
Mediador na guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio, o Paquistão pediu a Donald Trump que aumente o prazo estabelecido pelo presidente americano para que os iranianos fechem um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz, por onde passavam um quinto do petróleo comercializado no Mundo. O apelo foi feito diretamente pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif. Na manhã desta terça-feira (7), Trump foi às redes sociais e fez graves ameaças contra o país persa, afirmando que ‘uma civilização inteira vai morrer esta noite’. O presidente havia afirmado que aguardaria até a noite deste dia 7 de abril como ultimato, depois de já ter postergado a data em 48 horas.
Em resposta, o embaixador do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU), Amir-Saeid Iravani, disse que as ameaças “constituem incitação a crimes de guerra e potencial genocídio” e que Teerã irá tomar “medidas recíprocas imediatas e proporcionais” se os Estados Unidos lançarem os ataques devastadores prometidos.
A reunião do Conselho de Segurança trouxe ainda uma proposta do Bahrein, outro mediador do conflito, para reabrir o Estreito de Ormuz que encorajava os países “interessados ​​na utilização do Estreito de Ormuz a coordenarem esforços, de natureza defensiva e compatíveis com as circunstâncias, para contribuir na segurança da navegação”. No entanto, ela foi rejeitada, depois de China e Rússia vetarem a proposta. Ambos os países são membros permanentes do Conselho, o que lhes confere o poder de veto. 11 países foram a favor da proposta, Paquistão e Colômbia se abstiveram.
Trump também havia dito que poderia destruir todas as pontes do Irã em questão de horas e reduzir todas as usinas de energia a escombros, além de “ameaçar apagar o país do mapa”. Também nesta terça (7), jovens começaram a formar correntes humanas em torno de usinas de energia e outros alvos potenciais dos Estados Unidos, como pontes e outros alvos essenciais não militares.
Durante a escalada do conflito entre os países, a oposição também tem se posicionado internamente nos Estados Unidos, com um discurso que alarmou tantos os americanos como a população mundial. Representantes do Partido Democrata usaram falas de Trump e do vice-presidente JD Vance para afirmar que há indício de uso de armas nucleares na guerra no Oriente Médio.
*Matéria em atualização
O Papa Leão XIV, que tem se posicionado contra a guerra no Oriente Médio, que tem escalado, criticou as ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que ‘uma civilização inteira vai morrer esta noite’ caso o Irã não chegue a um acordo. A República Islâmica foi atacada pela primeira vez em 28 de fevereiro pelos EUA e por Israel. Desde então, os três países estão em confronto, que tem se expandido para os países vizinhos do Oriente Médio.
Trump ameaça Irã e diz que ‘uma civilização inteira vai morrer esta noite’ caso República Islâmica não chegue a acordo com os EUA
Ultimato: Irã diz na ONU que ameaças de Trump incitam crimes de guerra e genocídio e que tomará ‘medidas recíprocas’
— Hoje, como todos sabemos, houve essa ameaça contra todo o povo do Irã. Isso é verdadeiramente inaceitável. Certamente, há questões de direito internacional envolvidas, mas, muito além disso, trata-se de uma questão moral — disse o Papa Leão XIV, à imprensa internacional.
O Pontífice acrescentou que quaisquer ataques à infraestrutura civil violam o direito internacional. Trump ameaçou o país persa de que atacaria alvos civis em seu território, incluindo pontes, infraestrutura do setor elétrico, entre outros.
O Papa Leão XIV pediu que norte-americanos e outras pessoas de boa vontade a contatarem seus líderes políticos e representantes no Congresso para exigir que rejeitem a guerra e trabalhem pela paz.
As declarações foram dadas à imprensa nesta terça-feira (7) foram dadas quando ele deixava sua casa de campo em Castel Gandolfo, ao sul de Roma, poucas horas antes do prazo final de Trump para que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz.
A escalada da ameaça de Donald Trump foi feita nesta terça-feira (7) horas antes do fim do ultimato dado ao Irã, que se encerra às 21h (em Brasília). Além de exigir a reabertura do Estreito de Ormuz, o governo dos EUA quer o acordo de cessar-fogo imediato na região, negado pelo Irã. O país persa fez sua proposta, elencando suas exigências, entre elas, o fim da guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel há pouco mais de um mês, e não apenas um cessar-fogo.
Essa nova ameaça ocorre em um momento em que autoridades políticas, incluindo aliadas dos EUA, e especialistas em direito internacional expressam temores de que as ações americanas configurem crimes de guerra, e enquanto novos ataques atingem o território iraniano.
Embora o prazo anunciado pelo presidente não tenha se esgotado, parte dos ataques lançados contra o Irã nesta terça-feira parecem cumprir parte do que havia sido antecipado. O Exército de Israel, que atua em coordenação com os militares americanos, anunciou ter destruído oito pontes em diferentes partes do território iraniano — confirmando relatos que já vinham sendo veiculados pela imprensa da nação persa. Horas antes, os militares israelenses haviam emitido um alerta para que a população do país inimigo não utilizasse a rede ferroviária, antecipando possíveis ataques à infraestrutura civil. Os EUA, por sua vez, atacaram a Ilha Kharg, infraestrutura vital para o escoamento de petróleo da indústria iraniana. Autoridades disseram que os alvos eram militares.
O embaixador do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU), Amir-Saeid Iravani, falou que as ameaças feitas por pelo presidente Donald Trump na manhã desta terça-feira “constituem incitação a crimes de guerra e potencial genocídio” e que Teerã irá tomar “medidas recíprocas imediatas e proporcionais” se os Estados Unidos lançarem os ataques devastadores prometidos.
Apelo em Domingo de Páscoa
Em sua primeira missa de Páscoa, o Papa Leão XIV fez um apelo direto “àqueles que têm o poder” de desencadear guerras para que “escolham a paz”, ao mesmo tempo em que denunciou a “indiferença” diante dos conflitos, disse no último domingo.
Diante de milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano, o pontífice conduziu a celebração sob clima festivo, com flores, cantos litúrgicos e sinos, mas com o pano de fundo da guerra no Oriente Médio, que marcou toda a Semana Santa.
Durante a tradicional bênção “urbi et orbi”, Leão XIV criticou a naturalização da violência.
— Estamos nos acostumando à violência, nos resignando a ela e nos tornando indiferentes. Indiferentes à morte de milhares de pessoas. Indiferentes às sequelas do ódio e divisão que semeiam os conflitos — afirmou, mencionando também os impactos econômicos e sociais das guerras.
Sem citar diretamente países ou regiões — rompendo com uma prática comum de seus antecessores —, o Papa reforçou o apelo por responsabilidade das lideranças globais.
Comboio de ajuda do Vaticano é alvo de disparos no Líbano
Um comboio de ajuda do núncio apostólico no Líbano destinado a aldeias cristãs teve que interromper viagem e recuar ao ser alvo de disparos nesta terça-feira, informou uma fonte de segurança à AFP. O comboio era escoltado pelo batalhão francês da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul) e se dirigia ao povoado de Debl, perto da fronteira com Israel, de acordo com a fonte. No fim de semana, o Papa Leão XIV havia enviado uma mensagem aos moradores da região: “Não percam o ânimo”.
Ao se aproximar da área, o comboio foi atingido por disparos que causaram danos aos veículos, acrescentou a fonte, mas sem registrar feridos. Várias aldeias cristãs na fronteira estão encurraladas por combates entre Israel e o movimento pró-iraniano Hezbollah.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, comparou na segunda-feira o resgate, confirmado no domingo de Páscoa, de um oficial da Força Aérea americana desaparecido após ter se ejetado de um caça abatido sobre no Irã, à ressurreição de Jesus Cristo. Minutos depois, falando na mesma coletiva de imprensa em que descrevia a operação militar, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que Deus apoia a guerra entre Israel e os EUA contra o Irã, que já matou milhares de pessoas, incluindo centenas de civis. “Porque Deus é bom”, justificou ele, “e Deus quer ver as pessoas bem cuidadas”.
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— Deus não gosta do que está acontecendo. Eu não gosto do que está acontecendo. Todo mundo diz que eu gosto disso. Eu não gosto disso. Eu não gosto de ver pessoas sendo mortas — afirmou o líder americano.
Em seu relato da operação de resgate, Hegseth traçou paralelos entre o sofrimento do militar americano e o relato da morte e ressurreição de Cristo na Bíblia. O caça F-15E, observou ele, foi “abatido em uma sexta-feira — Sexta-feira Santa”. Esse é o dia em que Jesus foi crucificado. Após o piloto saltar de paraquedas sobre o Irã, ele se escondeu, segundo Hegseth, “em uma caverna, uma fenda, durante todo o sábado”, numa alusão ao túmulo escavado na rocha onde Jesus foi sepultado. Então, ele disse, o piloto foi resgatado no dia em que os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus — “retirado do Irã ao nascer do sol no Domingo de Páscoa”.
— Um piloto renascido, em casa e a salvo, uma nação em festa — declarou o secretário de Defesa. — Deus é bom.
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Hegseth também disse que, após o avião ser abatido, o piloto, o oficial de sistemas de armas do F-15E derrubado por forças iranianas, entrou em contato com a equipe de resgate dos EUA com uma mensagem religiosa: “Deus é bom”.
— Naquele momento de isolamento e perigo sua fé e espírito de luta brilharam — destacou o secretário.
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Este foi o exemplo mais recente do secretário de Defesa invocando a teologia cristã em declarações públicas sobre a guerra com o Irã. No início da guerra, Hegseth pediu aos americanos que orassem pela vitória no Oriente Médio “em nome de Jesus Cristo”.
Líderes cristãos, incluindo o Papa Leão XIV, o primeiro pontífice nascido nos EUA, discordaram veementemente das sugestões do governo Trump de que a guerra tem sanção divina. O Papa tem repetidamente pedido o fim do conflito e criticado o uso do cristianismo para justificar a guerra. Em uma homilia recente, o líder da Igreja Católica disse que a missão cristã muitas vezes foi “distorcida por um desejo de dominação, totalmente alheio ao caminho de Jesus Cristo”.
Hegseth, que está dirigindo uma implacável campanha de bombardeio contra o Irã, uma nação de maioria muçulmana xiita com um governo teocrático, frequentemente idolatra as Cruzadas, as sangrentas guerras medievais nas quais guerreiros cristãos lutaram contra muçulmanos pelo controle de importantes locais religiosos e territórios no Oriente Médio.
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Tatuada no bíceps direito do secretário americano está a frase em latim “Deus vult” — “Deus o quer” —, que ele descreve como um grito de guerra dessas batalhas. Em seu livro “American Crusade” (Cruzada americana, em tradução livre) publicado em 2020, Hegseth descreve as Cruzadas como “sangrentas” e “repletas de tragédias indizíveis”, mas argumenta que elas foram justificadas porque salvaram a Europa cristã do ataque do Islã.
Sua linguagem também ecoa princípios do cristianismo conservador americano, que frequentemente associa o nacionalismo estadunidense à virtude religiosa. Muitos dos apoiadores cristãos de Trump se descreveram como combatentes em uma guerra santa que busca reverter valores seculares e pluralistas e estabelecer os EUA como uma nação fundamentalmente cristã.
O embaixador do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU), Amir-Saeid Iravani, falou que as ameaças feitas por pelo presidente Donald Trump na manhã desta terça-feira (7) “constituem incitação a crimes de guerra e potencial genocídio” e que Teerã irá tomar “medidas recíprocas imediatas e proporcionais” se os Estados Unidos lançarem os ataques devastadores prometidos.
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Com a proximidade do prazo estabelecido por Donald Trump para que os iranianos fechassem um acordo que abrisse o Estreito do Ormuz, marcado para às 21h da noite desta terça-feira (horário de Brasília), o presidente escreveu que ‘uma civilização inteira vai morrer esta noite’, em publicações nas redes sociais. O mandatário de Washington também disse que poderia destruir todas as pontes do Irã em questão de horas e reduzir todas as usinas de energia a escombros, além de “ameaçar apagar o país do mapa”.
Durante a mesma reunião, o Conselho de Segurança da ONU rejeitou proposta sobre coordenação para reabrir o Estreito de Ormuz, com vetos de China e Rússia, membros permanentes do Conselho, à proposta feita pelo Bahrein, mediador do conflito. Ela encorajava os países “interessados ​​na utilização do Estreito de Ormuz a coordenarem esforços, de natureza defensiva e compatíveis com as circunstâncias, para contribuir na segurança da navegação”.
Também nesta terça (7), o Irã voltou a ser intensamente bombardeado, com ataques americanos direcionados contra a Ilha de Kharg, polo estratégico do setor petrolífero. Ele também prometeu atacar instalações de eletricidade, pontes e outros alvos essenciais não militares. No país do Oriente Médio, jovens começaram a formar correntes humanas em torno de usinas de energia e outros alvos potenciais.
Durante a escalada do conflito entre os países, a oposição também tem se posicionado internamente nos Estados Unidos, com um discurso que alarmou tantos os americanos como a população mundial. Representantes do Partido Democrata usaram falas de Trump e do vice-presidente JD Vance para afirmar que há indício de uso de armas nucleares na guerra no Oriente Médio.
A horas do fim do prazo estabelecido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para um acordo com o Irã sobre o Estreito de Ormuz ser finalizado antes de um prometido ataque contra infraestruturas civis na nação persa, a Casa Branca se envolveu em um esforço para desmentir especulações de que o uso de armas nucleares estaria sendo considerado para as possíveis operações na noite desta terça-feira. A suposta articulação foi apontada por ativistas e políticos democratas após falas de Trump e de seu vice, JD Vance, sobre as ações militares contra Teerã — com alguns parlamentares sugerindo que as ameaças sejam usadas como argumento para afastar o presidente do cargo.
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As falas de Trump e Vance aconteceram em contextos diversos. O presidente fez uma publicação na Truth Social, em que escreveu que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, referindo-se à falta de acordo com o Irã. Em viagem à Hungria para apoiar a nova candidatura do líder de extrema direita Viktor Orbán, Vance se referiu à proximidade do encerramento do prazo do ultimato e às dificuldades na negociação, e citou possíveis desdobramentos militares.
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— Temos ferramentas em nosso conjunto que, até agora, não decidimos usar. O presidente dos EUA pode decidir usá-las. E ele decidirá usá-las se os iranianos não mudarem seu curso de conduta — disse Vance a repórteres.
O trecho da fala do vice-presidente foi recortado e repercutido nas redes sociais após a publicação de Trump na Truth Social. Uma conta ligada a ex-vice-presidente Kamala Harris afirmou que a fala de Vance “reforça a nova publicação de Trump que ameaça ‘toda uma civilização morrerá esta noite’ e insinua que Trump pode usar armas nucleares”. A acusação foi rejeitada pela conta de Resposta Rápida da Casa Branca.
“Literalmente, nada do que o @VP disse ‘dá a entender’ isso, seus palhaços absolutos”, reagiu à publicação.
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A suspeita não ficou restrita à militância. Deputados e senadores do Partido Democrata exigiram explicações adicionais sobre a pretensão de usar o arsenal nuclear do país, e ameaçaram iniciar um movimento para tirar o presidente do cargo.
“A ameaça do presidente de destruir a civilização iraniana sugere que ele está considerando usar uma arma nuclear ou quer que o Irã acredite que ele o faria. Israel e Irã já atacaram instalações nucleares próximas uma da outra”, escreveu o deputado democrata Joaquin Castro (Texas) no X, exigindo explicações.
Aliados históricos dos EUA na Europa e especialistas em direito internacional expressaram nos últimos dias preocupação de que as ameaças públicas de Trump ao Irã indicassem uma predisposição ao cometimento de crimes de guerra. Em meio às críticas, o republicano afirmou na segunda-feira, na Casa Branca, que “não se importava” com as repercussões das ações militares, e que crime de guerra seria permitir que o Irã desenvolvesse armas nucleares.
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Apelos pelo afastamento
Vários democratas citados pelo jornal The Hill, especializado na cobertura política em Washington, pediram que parlamentares republicanos se opusessem a Trump ou que ele fosse destituído do cargo, seja por meio de impeachment ou pela invocação da 25ª Emenda — que permite que um presidente seja destituído do cargo por diversos motivos, inclusive em caso de incapacidade.
“A ameaça genocida do presidente dos Estados Unidos de cometer crimes de guerra é ilegal sob as leis federais e internacionais”, escreveu o deputado democrata Jim McGovern, chamando a ameaça de Trump de “pura maldade”. “As Forças Armadas dos EUA juram fidelidade à Constituição, não ao presidente. [O Estado-Maior Conjunto] é obrigado a desobedecer a todas as ordens ilegais. O presidente da Câmara, Mike Johnson, deve convocar imediatamente o Congresso de volta a Washington e conter este presidente insano.
O deputado Hakeem Jeffries, líder da minoria na Câmara, disse em entrevista na manhã de terça-feira que os democratas pretendem forçar uma nova votação sobre uma resolução para conter o uso da força militar no Irã.
— Precisamos apenas de mais um ou dois republicanos, e acho que estamos no caminho certo para conseguir isso — disse o deputado por Nova York. — O Congresso deve votar imediatamente para pôr fim à guerra irresponsável escolhida por Donald Trump e impedi-lo de nos arrastar para a Terceira Guerra Mundial. (Com NYT e AFP)
A jornalista americana Shelly Kittleson, de 49 anos, sequestrada em Bagdá por uma milícia aliada ao Irã, foi libertada após uma semana em cativeiro, segundo autoridades iraquianas e o próprio grupo responsável, o Kataib Hezbollah. A soltura ocorreu sob a condição de que ela deixe imediatamente o Iraque.
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Em comunicado divulgado no aplicativo Telegram, o chefe de segurança da milícia, Abu Mujahid Al-Asaf, confirmou a decisão: “Autoridade de segurança Abu Mujahid al-Asaf, em nome de Deus, o Altíssimo, e em apreciação das posições patrióticas do primeiro-ministro cessante, decidiu libertar a ré americana, Shelley Kittleson, sob a condição de que ela deixe o país imediatamente”.
De acordo com o site iraquiano The New Region, a jornalista foi identificada como Shelly Kittleson, uma repórter independente com ampla atuação no Oriente Médio
Reprodução: X
O dirigente acrescentou: “Esta iniciativa não será repetida no futuro; estamos em um estado de guerra travado pelo inimigo sionista-americano contra o Islã, e em tais situações muitas considerações são desconsideradas”.
Segundo duas autoridades de segurança do Iraque, a libertação foi resultado de uma negociação que incluiu a soltura de membros do Kataib Hezbollah que estavam presos. O grupo também afirmou que pretende divulgar um vídeo “ilustrando o papel [de Kittleson] e suas atividades no Iraque”.
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Correspondente com mais de uma década de atuação no Oriente Médio, Kittleson já cobriu conflitos em países como Afeganistão, Iraque e Síria. Sua captura mobilizou forças de segurança iraquianas em uma operação de busca e levou o governo dos Estados Unidos a intensificar esforços diplomáticos por sua libertação.
O sequestro ocorreu em meio ao aumento das tensões envolvendo grupos armados alinhados ao Irã na região. O Kataib Hezbollah, considerado uma das milícias mais poderosas do Iraque e ligado à Força Quds da Guarda Revolucionária iraniana, tem protagonizado ataques frequentes contra alvos americanos no país e em nações vizinhas, incluindo investidas com foguetes e drones.
Em março, diante da escalada de violência, a Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá recomendou que todos os cidadãos americanos deixassem o Iraque imediatamente, citando ataques a instalações civis e governamentais ligadas aos EUA e a seus aliados.
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Este foi o segundo sequestro de estrangeiros atribuído ao grupo. Em 2023, a milícia raptou Elizabeth Truskov, estudante de doutorado com dupla nacionalidade israelense e russa, mantida refém por mais de dois anos.
Classificado por Washington como organização terrorista estrangeira desde 2009, o Kataib Hezbollah integra a linha de frente das ações de retaliação relacionadas ao conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, ampliando o clima de insegurança na região.
A Rússia e a China vetaram um projeto de resolução do Golfo, de autoria do Bahrein, no Conselho de Segurança da ONU, que incentivava esforços defensivos e coordenados para garantir a reabertura do Estreito de Ormuz, rota marítima vital para o escoamento de cerca de 20% do petróleo mundial e praticamente bloqueada pelo Irã desde o início da guerra. Na votação, que aconteceu nesta terça-feira, 11 países votaram a favor, e Paquistão — que atua como mediador do conflito — e Colômbia se abstiveram.
A proposta do Bahrein autorizaria os países a usar “todos os meios necessários” para garantir o trânsito pelo Estreito e impedir tentativas de fechá-lo.
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Após o final da votação, o ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, que presidiu a reunião, afirmou que, além de seu país, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Kuwait e Jordânia “expressam seu pesar pelo fato de a resolução não ter sido adotada”.
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— O Conselho não assumiu sua responsabilidade em relação a uma conduta ilegal que exige ação decisiva sem demora — disse o chanceler. — Tínhamos esperança de que o projeto representasse um passo rumo a uma solução permanente que garantisse a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.
Em declaração feita antes da votação, ele disse aos membros do Conselho que o projeto não criava uma nova realidade, mas era uma resposta séria a um padrão recorrente de comportamento hostil por parte do Irã, que precisava cessar. Ele ainda questionou se a comunidade internacional aceitaria ser “mantida refém de chantagem econômica”, apontando para as ameaças do Irã ao comércio global e à segurança alimentar ao bloquear o Estreito.
Além disso, ele afirmou que a falha do Conselho de Segurança em responder à instrumentalização dessa via navegável vital como forma de pressão teria graves consequências para o mundo e poderia ser replicada em outros estreitos, transformando o mundo em uma selva.
A votação ocorreu poucas horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, — que apoiou a proposta desde o início — ter feito uma nova ameaça ao Irã, dizendo que “toda civilização morrerá esta noite” se o regime não reabrir o Estreito e não chegar a um acordo antes das 21h (horário de Brasília) desta terça-feira.
(Com AFP e New York Times)
Um comboio de ajuda do núncio apostólico no Líbano destinado a aldeias cristãs deu meia-volta ao ser alvo de disparos nesta terça-feira, informou uma fonte de segurança à AFP. O comboio estava escoltado pelo batalhão francês da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul) e se dirigia ao povoado de Debl, perto da fronteira com Israel, precisou a fonte. Mais cedo o Papa havia enviado mensagem aos moradores da região: “não percam o ânimo”.
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Ao se aproximar da área, o comboio foi atingido por disparos que causaram danos aos veículos, acrescentou a fonte, sem registrar feridos. Várias aldeias cristãs na fronteira estão presas nos combates entre Israel e o movimento pró-iraniano Hezbollah.
Segundo a agência de notícias libanesa NNA, o comboio do núncio apostólico “teve que recuar depois de mais de duas horas de espera” em uma localidade “próxima a Bint Jbeil (…) devido a tiroteios e à intensificação dos combates” entre Israel e Hezbollah.
Os moradores dessas localidades cristãs se recusam a evacuar, como solicita o exército israelense, que avança na zona fronteiriça do sul do Líbano. Eles carecem de produtos de primeira necessidade, medicamentos e leite infantil, segundo uma campanha de doações divulgada pelo município de Rmeich nas redes sociais.
Em uma mensagem assinada pelo Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, aos habitantes da aldeia de Debel (Líbano), o Papa Leão XIV “tem o prazer de lhes manifestar, neste dia de Páscoa e nas circunstâncias dramáticas que vivem, sua proximidade e seu carinho paternal”. O texto foi lido na televisão pelo núncio no Líbano, Paolo Borgia.
Mensagem do Papa
O Papa enviou uma mensagem de esperança ainda pela manhã sobre as condições enfrentadas pelos moradores da aldeia de Debel.
— Em meio à sua infelicidade, à injustiça que sofrem, ao sentimento de abandono que experimentam, vocês estão muito próximos de Jesus — afirma Leão XIV.
O Papa pede também aos fiéis libaneses que “não percam o ânimo! Nenhuma de suas orações, nenhum de seus gestos de solidariedade, nenhum suspiro de cansaço que expressam é perdido”.
Manifestantes estão formando correntes humanas ao longo de pontes e ao redor de usinas elétricas em todo o Irã nesta terça-feira, horas antes do fim do prazo do ultimato dado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para que a República Islâmica ceda a um acordo de cessar-fogo imediato ou reabra de forma unilateral o Estreito de Ormuz, sob ameaça de ataques abrangentes contra infraestruturas civis. O prazo final para cumprimento do ultimato de Trump se encerra às 21h (em Brasília) desta terça.
Prazo final: Trump ameaça Irã e diz que ‘uma civilização inteira vai morrer esta noite’ caso não haja acordo
Ilha Kharg: Irã denuncia ataques contra polo estratégico do setor petrolífero horas antes de fim do ultimato de Trump
As mobilizações foram registradas em vídeos e fotos por agências de notícias iranianas. Não está claro se os protestos são espontâneos ou planejados, uma vez que o governo iraniano tem organizado manifestações em apoio à resistência do país ao longo da guerra — e reprimido focos de resistência ao regime.
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Em muitas das imagens, populares agitam bandeiras da República Islâmica ou exibem cartazes do aiatolá Ali Khamenei, o ex-líder supremo, morto no primeiro dia de guerra em um bombardeio coordenado por Israel e EUA.
Na cidade de Kermanshah, no oeste do país, fotografias da agência de notícias semioficial Mehr mostram manifestantes em frente a uma usina elétrica carregando uma faixa com os dizeres: “Ataques à infraestrutura elétrica são considerados crimes de guerra”. Especialistas em direito internacional revelaram temores de que as ações descritas por Trump nos últimos dias resultem no cometimento de crimes de guerra. Lideranças de aliados tradicionais dos EUA, como na União Europeia, expressaram preocupações e declararam contrariedade a ações contra instalações civis.
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No norte, manifestantes em frente à usina de Semnan gritavam “Morte à América. Morte a Israel”, segundo um vídeo publicado pelo jornal reformista Shargh. Ainda de acordo com a agência Mehr, também foi registrada uma mobilização na White Bridge, em Ahvaz, no sul do país, em meio às ameaças crescentes de EUA e Israel — as Forças Armadas israelenses anunciaram ter explodido oito pontes em território iraniano nesta terça, enquanto o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que ferrovias e pontes no Irã “usadas pela Guarda Revolucionária” foram atingidas.
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Trump renovou as ameaças ao Irã nesta terça-feira, um dia após dizer que o país poderia ser destruído por inteiro em uma única noite. Em uma publicação na rede social Truth Social, o republicano disse que “uma civilização inteira vai morrer esta noite, para nunca mais ser recuperada”, em uma referência a falta de acordo para uma interrupção do conflito.
As negociações entre o Irã e os EUA têm sido mediadas pelo Paquistão e outros aliados regionais, que propuseram um cessar-fogo de 45 dias. Na segunda-feira, o Irã entregou aos Estados Unidos e a Israel um plano separado de 10 pontos para encerrar a guerra, segundo a mídia estatal iraniana, mas parece improvável que ele resolva as principais divergências entre as partes antes do prazo estipulado por Trump. O embaixador iraniano no Paquistão, Reza Amiri Moghadam, afirmou que as negociações se aproximam de “uma etapa crítica”. (Com NYT e AFP)
*Matéria em atualização

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