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O que acontece com 2.600 pratos de lagosta e filé nobre quando um jantar de gala é interrompido por tiros? Foi essa a pergunta que surgiu após o tradicional Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, realizado no sábado (25), em Washington, terminar em meio ao caos, depois que um homem armado invadiu um posto de controle do Serviço Secreto no Washington Hilton.
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A imprensa e integrantes da elite política americana ainda saboreavam a entrada, uma salada com ervilhas frescas, queijo burrata, pistaches torrados e vinagrete balsâmico envelhecido, quando disparos foram ouvidos no salão de baile do hotel. Os convidados se abaixaram e buscaram abrigo sob as mesas, enquanto o presidente Donald Trump, a primeira-dama Melania Trump, o vice-presidente JD Vance e membros do gabinete eram retirados para uma área segura.
Segundo a presidente da Associação de Correspondentes da Casa Branca, Weijia Jiang, Trump queria que o evento continuasse, mas precisou seguir o protocolo de segurança. O jantar, no entanto, foi encerrado antes que o prato principal, 2.600 porções de chateaubriand (corte nobre de filé mignon) e lagosta do Maine, e a sobremesa, um chamado “Bolo da Ópera”, fossem servidos. O atirador foi preso e ninguém no salão principal ficou ferido.
A dúvida então passou a ser menos política e mais gastronômica: o que seria feito com tanta comida pronta? De acordo com um porta-voz do Washington Hilton, o hotel mantém a prática de doar alimentos não utilizados em grandes eventos para organizações comunitárias locais, e desta vez não foi diferente. Parte dos produtos restantes também foi compostada e enviada para fazendas para uso agrícola.
Nesta segunda-feira (27), Jiang informou na rede X que o bife e a lagosta foram liofilizados, processo que aumenta a durabilidade dos alimentos, antes de serem encaminhados a dois abrigos que acolhem mulheres e crianças vítimas de abuso. A revista Washingtonian foi a primeira a relatar o destino do chamado prato “surf and turf”, combinação clássica de carne e frutos do mar.
Confira:
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Já o vinho teve um destino menos institucional. Transmissões ao vivo e vídeos publicados nas redes mostraram alguns participantes deixando o evento com garrafas inteiras nas mãos, cena que rapidamente viralizou. O jantar deste ano teve ingressos vendidos a US$ 480 por pessoa, ou US$ 4.800 por uma mesa para dez convidados, restritos a membros da Associação de Correspondentes da Casa Branca, organização sem fins lucrativos que apoia jornalistas que cobrem a presidência americana.
Trump, que havia ignorado o evento durante seu primeiro mandato e não participou nas edições anteriores, compareceu pela primeira vez como presidente em exercício. De volta à Casa Branca, defendeu que o jantar fosse remarcado. “Vamos repetir a dose nos próximos 30 dias. E faremos algo maior, melhor e ainda mais agradável”, afirmou, aproveitando para voltar a defender a construção de um novo salão de baile na residência oficial.
Um homem armado abriu fogo em dois locais distintos no centro de Atenas nesta terça-feira, deixando várias pessoas feridas e desencadeando uma grande operação policial na capital da Grécia. Os ataques atingiram primeiro um escritório da seguridade social e, pouco depois, um prédio do Judiciário, em uma sequência de disparos cuja motivação ainda não foi esclarecida pelas autoridades.
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Segundo a imprensa grega, o suspeito tem 89 anos. Até a última atualização, forças de segurança mantinham buscas para localizá-lo.
O primeiro ataque ocorreu em um escritório do Fundo Nacional de Seguridade Social (EFKA), na região de Kerameikos, área central de Atenas. Armado com uma espingarda escondida sob um sobretudo, o homem entrou no prédio, subiu até o quarto andar e abriu fogo.
— Ele entrou, subiu até o quarto andar, levantou a espingarda, disse a um funcionário para se abaixar e atingiu outro — afirmou Alexandros Varveris, chefe do Fundo Nacional de Seguridade Social (EFKA).
O funcionário baleado foi atingido na perna. Policiais aplicaram um torniquete ainda no local antes de encaminhá-lo ao hospital.
Ataque seguiu para tribunal no centro da capital
Após deixar o prédio, o suspeito seguiu para um tribunal em outra área do centro de Atenas, onde voltou a atirar. Segundo a polícia, os disparos foram feitos no térreo do edifício e deixaram várias pessoas feridas.
Imagens exibidas pela emissora estatal ERT mostraram equipes de ambulância retirando vítimas do tribunal. Pelo menos três pessoas foram levadas para atendimento médico.
A polícia informou que a espingarda usada nos ataques foi localizada, mas o paradeiro do suspeito ainda era desconhecido. Segundo a ERT, antes de fugir, o atirador teria jogado envelopes com documentos no chão e afirmado que aqueles papéis explicavam as razões de suas ações.
Casos de violência armada são relativamente raros na Grécia. Embora a posse de armas de fogo seja permitida no país, a legislação local impõe regras rígidas para registro e circulação de armamentos.
A Polícia da Irlanda do Norte (PSNI) divulgou nesta segunda-feira (27) imagens do momento em que um carro-bomba explode em frente à delegacia de Dunmurry, em Belfast, em um ataque classificado pelas autoridades como “imprudente, perigoso e deliberado”, e que, segundo a corporação, provavelmente foi executado pelo grupo dissidente republicano conhecido como Novo IRA.
O vídeo, registrado por uma câmera corporal de um policial, mostra o agente atuando na evacuação da área ao redor da delegcia poucos segundos antes da explosão. Nas imagens, ele caminha pela rua enquanto moradores deixam suas casas, até que o veículo detona em um clarão seguido de um forte estrondo. O áudio da reação do policial foi censurado, mas é possível vê-lo se virar rapidamente e se afastar do local após a explosão.
Assista:
Segundo a investigação, um motorista de entregas foi sequestrado na região de Twinbrook, no oeste de Belfast, e obrigado a conduzir o veículo com o explosivo até a delegacia de Dunmurry. O ataque ocorreu na noite de sábado e mobilizou a retirada urgente de moradores da área residencial, incluindo dois bebês, levados para um local seguro por agentes que atuaram na operação.
A PSNI abriu uma investigação por tentativa de homicídio, conduzida por sua Unidade de Investigação de Terrorismo.
Segundo atentado em menos de um mês
Durante uma coletiva de imprensa no Parlamento de Belfast, o chefe de polícia da PSNI, Jon Boutcher, condenou o episódio e destacou que este foi o segundo ataque semelhante em menos de um mês.
“Começo condenando o ataque imprudente e perigoso em Dunmurry na noite de sábado. Este é o segundo ataque desse tipo em menos de um mês”, afirmou. Ele também ressaltou a atuação dos policiais que correram “em direção ao perigo” para garantir a retirada dos moradores e afirmou que o atentado “não vai conseguir absolutamente nada além de unificar a condenação de todos e levar à prisão e julgamento dos responsáveis”.
Boutcher também classificou os responsáveis como pessoas que demonstraram “total desrespeito” pela vida humana ao colocar um explosivo em uma área residencial.
O atentado acontece poucas semanas após uma tentativa semelhante de ataque com carro-bomba contra a delegacia de polícia de Lurgan, também na Irlanda do Norte. Embora aquele episódio não tenha causado explosão com a mesma dimensão registrada agora em Dunmurry, ele já havia elevado o alerta das autoridades sobre a atuação de grupos dissidentes republicanos na região.
Reação política e apelo por mais recursos
O ataque provocou condenação unânime entre líderes políticos de Stormont e também no Parlamento britânico.
A primeira-ministra da Irlanda do Norte, Michelle O’Neill, afirmou que o momento exige “forte condenação” e não “bobagens políticas”. Segundo ela, os grupos responsáveis “não têm lugar na sociedade” e qualquer pessoa com informações deve procurar a polícia.
A vice-primeira-ministra, Emma Little-Pengelly, também reforçou que “o terrorismo é sempre errado” e defendeu uma mensagem clara às gerações mais jovens de que esse tipo de violência “não faz parte do futuro” da região.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, também condenou publicamente o atentado. Já o secretário de Estado britânico, Hilary Benn, atribuiu a ação a “um pequeno número de pessoas que não representam ninguém além de si mesmas”.
Além da resposta imediata ao atentado, a PSNI e representantes da Federação Policial voltaram a cobrar mais recursos para o policiamento e o combate ao terrorismo. Segundo a corporação, há um déficit de cerca de 700 policiais em relação à meta mínima de 7 mil agentes, o que, segundo lideranças da segurança pública, compromete a capacidade de resposta diante de ameaças como a registrada em Dunmurry.
Um turista alemão de 57 anos morreu após ser picado por uma cobra venenosa durante uma apresentação de encantador de serpentes em Hurghada, um dos principais destinos turísticos do Egito às margens do Mar Vermelho. O caso ocorreu no início de abril e está sendo investigado por promotores, segundo informações divulgadas, nesta segunda-feira (27), pela polícia da Baviera.
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De acordo com as autoridades alemãs, o homem estava de férias no país acompanhado de dois parentes e hospedado em um hotel da região quando assistiu ao espetáculo tradicional, no qual artistas simulam “hipnotizar” serpentes com o uso de instrumentos de sopro.
Segundo o relato policial, duas cobras faziam parte da apresentação e, inicialmente, estavam enroladas no pescoço de outros integrantes da plateia. Em seguida, o encantador permitiu que uma delas rastejasse para dentro da calça do turista alemão. Foi nesse momento que o animal o mordeu na perna.
A vítima apresentou sinais imediatos de envenenamento e precisou ser reanimada ainda no local. Depois, foi levada às pressas para um hospital, mas não resistiu e morreu pouco após dar entrada na unidade.
As autoridades da Baviera informaram que aguardam os resultados dos exames toxicológicos para esclarecer as circunstâncias da morte. Procuradas pela agência France-Presse (AFP), autoridades egípcias afirmaram não ter conhecimento do incidente.
Espetáculo tradicional e riscos
Apesar da crença popular, cobras utilizadas em apresentações de encantadores não são realmente hipnotizadas ou induzidas a “dançar” ao som da música. Especialistas explicam que o movimento observado nesses espetáculos é, na verdade, uma reação defensiva do animal diante da movimentação do instrumento e da proximidade do manipulador.
A prática, comum em regiões turísticas e mercados tradicionais de alguns países, frequentemente levanta debates sobre segurança e bem-estar animal, especialmente quando turistas são convidados a interagir diretamente com serpentes venenosas.
O episódio no Egito ocorreu poucos dias depois de outra morte envolvendo uma atração tradicional, desta vez no sul da Espanha.
Durante as festividades de San Marcos, na Andaluzia, o criador de touros Santiago Barrero San Roman, de 33 anos, morreu após ser atacado por um touro enfurecido na noite de sexta-feira.
Imagens registradas por testemunhas mostram Roman tentando se proteger atrás de uma barreira na Calle Palomeras, conhecida localmente como “rua do inferno” pela intensidade das corridas de touros realizadas no local. Ao ser alcançado pelo animal, ele ainda tentou se esconder atrás de um barril, mas acabou sendo lançado ao ar pelos chifres.
Na sequência, o touro o arrastou pela rua enquanto espectadores acompanhavam a cena. Alguns homens correram para tentar distrair o animal, enquanto outros puxavam a corda presa ao touro na tentativa de afastá-lo. Apesar dos esforços, Roman sofreu ferimentos fatais.
Uma passageira morreu após cair da varanda de sua cabine durante um cruzeiro da companhia Carnival Cruise Line, nas proximidades da Ilha de Catalina, no sul da Califórnia, segundo relatos divulgados pela imprensa local, nesta segunda-feira (27).
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A vítima estava a bordo do navio Carnival Firenze acompanhada da família quando o acidente aconteceu. De acordo com as informações iniciais, os próprios parentes alertaram a tripulação sobre a queda.
Ainda não há esclarecimentos sobre o que levou a passageira a cair da varanda de sua cabine nem sobre o que ocorreu nos instantes anteriores ao episódio. O navio estava próximo à Santa Catalina Island quando os funcionários foram informados da ocorrência.
Em nota enviada à emissora NBC Los Angeles, um porta-voz da Carnival afirmou que “todas as autoridades competentes foram alertadas” e informou que agentes responsáveis embarcariam no navio na Ilha de Catalina para conduzir a investigação.
“A equipe de apoio da Carnival está prestando assistência à família da hóspede, e nossos pensamentos estão com eles e com seu ente querido”, declarou a empresa.
Segundo informações disponíveis no site da companhia, o Carnival Firenze tem capacidade para 4.126 hóspedes e 1.425 tripulantes. A embarcação possui cerca de 323 metros de comprimento e costuma partir do porto de Long Beach.
Outro caso recente no mar
O episódio ocorre poucos dias após outro incidente envolvendo um navio de cruzeiro nos Estados Unidos. Um tripulante do Norwegian Breakaway desapareceu depois de cair ao mar em águas frias na costa de Massachusetts.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o funcionário, ainda não identificado, entra na água ao lado da embarcação no último domingo. O navio estava a cerca de 12 milhas de Cape Cod no momento do incidente.
O Norwegian Breakaway retornava para Boston após um cruzeiro de sete dias com destino de ida e volta para Bermudas. As buscas e a apuração sobre o desaparecimento também mobilizaram autoridades locais.
Os Estados Unidos já não são capazes de ditar o que outros países devem fazer, afirmou nesta terça-feira um porta-voz do setor militar do Irã, em meio à análise, por Washington, de uma proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz.
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“Os Estados Unidos já não estão em condições de impor sua política às nações independentes”, declarou o porta-voz do Ministério da Defesa, Reza Talaei Nik, segundo a televisão estatal.
Segundo o porta-voz, os Estados Unidos “aceitarão que devem abandonar suas exigências ilegais e irracionais”.
O Irã fechou de fato o Estreito de Ormuz desde o início da guerra com os Estados Unidos e Israel, em um gesto que sacode os mercados globais de energia e coloca essa passagem no centro das negociações para pôr fim ao conflito.
Embora um cessar-fogo tenha interrompido os combates entre Irã, Estados Unidos e Israel, as conversas para alcançar uma solução permanente para o conflito ainda não produziram resultados conclusivos.
A proposta que está sendo considerada em Washington reabriria, segundo informações, o Estreito de Ormuz enquanto prosseguem negociações mais amplas sobre a guerra.
Talaei Nik afirmou que o Irã também está “disposto a compartilhar suas capacidades militares defensivas com países independentes”, especialmente os da Organização para Cooperação de Xangai (OCX).
Um navio carregado de gás natural liquefeito (GNL) atravessou o Estreito de Ormuz, algo que não acontecia desde o fechamento quase total da passagem provocado pelo conflito no Oriente Médio no início de março, segundo a consultoria especializada no monitoramento dos fluxos de commodities Kpler.
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De acordo com dados da Kpler consultados nesta terça-feira pela AFP, o metaneiro Mubaraz, controlado pela companhia petrolífera nacional dos Emirados Árabes Unidos, Adnoc, deixou o Golfo em abril transportando 132.890 metros cúbicos de GNL.
A travessia marca um movimento relevante em uma rota estratégica para o comércio global de energia. Em tempos de paz, cerca de 20% do comércio mundial de gás natural liquefeito passa pelo Estreito de Ormuz.
Segundo a Kpler, o navio carregou sua carga na ilha de Das, nos Emirados Árabes Unidos, em 2 de março.
Navio ficou um mês sem emitir sinal
No fim de março, o Mubaraz desligou seu transponder AIS, sistema de rastreamento marítimo usado para monitorar embarcações, e permaneceu sem emitir sinal durante cerca de um mês.
O metaneiro voltou a ser detectado na segunda-feira, em frente à costa da Índia, indicando que conseguiu atravessar o Estreito de Ormuz e seguir viagem com a carga de GNL a bordo.
Por fora, a imagem era a de uma creche exemplar: quartos com ar-condicionado, camas, almoço incluído e atividades recreativas vendidas como símbolo de conforto e segurança para pais de crianças pequenas. Por dentro, segundo a polícia de Yogyakarta, na Indonésia, o cenário era outro. Crianças, incluindo bebês, teriam sido encontradas com mãos e pés amarrados, algumas sem roupa, vestindo apenas fraldas, além de sinais de ferimentos e negligência generalizada.
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A descoberta ocorreu após uma ex-funcionária denunciar às autoridades que menores eram submetidos a tratamento desumano dentro da creche Little Aresha. Quando policiais entraram no local, afirmam ter encontrado crianças com mãos e pés amarrados e lesões pelo corpo.
Segundo Rizki Adrian, chefe da unidade de investigação criminal da polícia de Yogyakarta, a instituição mantinha crianças em salas minúsculas, de cerca de três metros de largura, com até 20 menores em cada ambiente. Das 103 crianças matriculadas, ao menos 53 são tratadas pelas autoridades como vítimas de abuso físico e negligência. A maioria tinha menos de dois anos.
No sábado, cerca de 30 pessoas ligadas à creche foram detidas para interrogatório. Treze acabaram presas, entre elas a diretora da instituição, a chefe da Fundação Little Aresha e cuidadores, acusados de maus-tratos, negligência e outros crimes relacionados à proteção infantil. As autoridades também confirmaram que a creche funcionava sem licença.
Pais dizem ter ignorado sinais até vídeos revelarem abuso
Durante anos, Noorman confiou à Little Aresha o cuidado dos dois filhos pequenos. Primeiro matriculou a filha, em 2022. Depois, em 2024, levou também o filho, então com apenas três meses. O que o convenceu, segundo ele, foi justamente a estrutura apresentada pela creche.
— As instalações oferecidas incluem quartos com ar-condicionado, camas, almoço e uma variedade de atividades recreativas. Foi por isso que fomos atraídos pela Little Aresha porque, francamente, a imagem da creche era excelente — afirmou à BBC.
Segundo Noorman, a responsável pela fundação parecia “gentil e comunicativa”. A percepção mudou abruptamente quando ele recebeu uma ligação sobre a operação policial e viu as imagens feitas no local.
— Então nos mostraram um vídeo da operação, mostrando as crianças com mãos e pés amarrados, sem roupa e vestindo apenas fraldas — relatou.
Ao rever episódios que antes pareciam isolados, o pai diz hoje enxergar sinais claros de violência. Ele lembra de um corte no queixo da filha, hematomas nas mãos e do fato de os dois filhos voltarem para casa diariamente reclamando de fome, mesmo levando comida.
— Por que todo dia, quando ele chega em casa, reclama que ainda está com fome, pedindo comida, bebida, leite? — questionou. Depois, reconheceu: — Acabou que não percebemos os sinais de que algo estava errado.
A indignação cresceu ainda mais após a divulgação de um vídeo no TikTok publicado por Erika Rismay, mãe de outra criança da creche. No relato, a menina afirmou que professoras amarravam suas mãos, seus pés e cobriam sua boca. Quando a mãe perguntou: “Por que cobriram sua boca?”, a criança respondeu: “Para eu não chorar. Para a mamãe não me ouvir chorando”.
“Oh, Allah, minha filha, me perdoe”, escreveu Erika. Em seguida, acrescentou: “Agora entendo por que todos os dias, quando você saía para a escola, chorava desesperadamente, e quando voltava para casa ficava calada e distante, como se estivesse hipnotizada”.
O governo de Yogyakarta determinou avaliações físicas e psicológicas nas crianças apontadas como vítimas, além de atendimento especializado aos pais. O prefeito Hasto Wardoyo prometeu ampliar a fiscalização sobre creches na cidade, enquanto o caso provoca indignação nacional e reacende o debate sobre a falta de controle sobre instituições de cuidado infantil na Indonésia.
A mais recente proposta do Irã para encerrar a guerra em curso encontrou resistência imediata do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ampliando a incerteza sobre uma saída diplomática para um conflito que já afeta o abastecimento global de energia, pressiona a inflação e acumula milhares de mortos.
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Segundo informações divulgadas pela agência de notícias Reuters e atribuídas a um funcionário ligado ao governo americano, no centro do impasse está a prioridade das negociações. O Irã quer abrir as conversas pelo fim da guerra e pelas disputas marítimas no Golfo, enquanto os EUA exigem que a questão nuclear iraniana seja tratada desde o início.
Segundo a fonte, a insatisfação do presidente decorre justamente do fato de a proposta iraniana empurrar para depois o debate sobre o programa nuclear do país.
Publicamente, a Casa Branca evitou detalhar o conteúdo das negociações. Olivia Wales, porta-voz da Casa Branca, afirmou que “não negociarão pela imprensa” e acrescentou que “foram claros sobre as linhas vermelhas”.
Pela proposta apresentada por Teerã, a primeira etapa envolveria o fim da guerra americano-israelense contra o Irã, além de garantias de que os Estados Unidos não poderiam retomá-la. Em seguida, entrariam em pauta o bloqueio da Marinha americana ao comércio marítimo iraniano e o futuro do Estreito de Ormuz. Só depois seriam discutidos outros temas, incluindo a disputa histórica em torno do programa nuclear iraniano.
Estreito de Ormuz, a peça central da crise
Enquanto a diplomacia segue emperrada, o mercado reage diretamente ao que acontece no Golfo. Os preços do petróleo voltaram a subir nas primeiras negociações da Ásia nesta terça-feira, refletindo a percepção de que Washington e Teerã seguem distantes de um acordo.
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Os números mostram o tamanho da disrupção. Antes da guerra, entre 125 e 140 navios cruzavam diariamente o estreito nos dois sentidos. No último dia citado no levantamento, apenas sete embarcações fizeram a travessia — e nenhuma transportava petróleo destinado ao mercado global.
Pelo menos seis petroleiros carregados com petróleo iraniano também foram obrigados a retornar ao Irã após bloqueio americano, segundo dados de rastreamento marítimo. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou as apreensões como “legalização descarada da pirataria e do roubo armado em alto-mar”.
Nos bastidores, a movimentação diplomática se intensificou. Abbas Araqchi, chanceler iraniano, viajou duas vezes a Islamabad durante o fim de semana, passou por Omã e, na segunda-feira, esteve na Rússia, onde se reuniu com Vladimir Putin e recebeu manifestações públicas de apoio.
Ao mesmo tempo, Trump cancelou uma visita planejada de Steve Witkoff, enviado especial, e de Jared Kushner a Islamabad, esfriando as expectativas de retomada de esforços de paz.
Em 2022, Jack Brand, um toxicologista ambiental, carregou um grupo de peixes suecos com cocaína. Ele não estava tentando transformar em realidade uma pegadinha de Halloween; queria ver como salmões na natureza reagiam à poluição causada pela droga ilegal.
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Nos últimos anos, houve um aumento alarmante no número de cursos d’água contaminados por cocaína, levando cientistas a se perguntar como os peixes poderiam estar lidando com esses efeitos.
Ao que tudo indica, os peixes realmente ficam acelerados sob efeito da cocaína. Em um estudo publicado na última segunda-feira (20) na revista Current Biology, Brand e seus colegas mostram que salmões sob efeito de drogas nadam mais rápido e percorrem distâncias maiores do que os exemplares sóbrios. O estudo levanta novas questões sobre os impactos que os hábitos humanos de consumo de drogas podem estar causando em salmões e outros peixes de água doce.
Não foi fácil para Brand, pesquisador da Universidade Sueca de Ciências Agrárias, conseguir autorização de órgãos locais para administrar a droga aos peixes.
— Foi um processo bastante tedioso e trabalhoso — disse Brand sobre toda a papelada.
Inúmeros estudos já analisaram como peixes e outros animais respondem à cocaína em laboratório. Mas nenhum havia investigado o impacto da droga no mundo real.
Imagem mostra jovens salmões do Atlântico
Jörgen Wiklund via The New York Times
Assim que receberam autorização, Brand e sua equipe seguiram para um criadouro de salmão do Atlântico no sul da Suécia e começaram a implantar em dezenas de peixes de 2 anos etiquetas de rastreamento e cápsulas de liberação lenta. Algumas cápsulas continham cocaína; outras tinham benzoilecgonina, composto gerado quando o organismo humano metaboliza a droga e usado como marcador em testes toxicológicos.
As cápsulas foram projetadas para fornecer diariamente aos peixes quantidades de cocaína ou benzoilecgonina equivalentes às que receberiam vivendo em águas poluídas.
Os peixes foram então soltos no lago Vättern, na Suécia, que é regularmente povoado com salmão do Atlântico para pesca recreativa. Durante oito semanas, os pesquisadores acompanharam os movimentos dos jovens salmões.
Os cientistas não se surpreenderam ao ver que os salmões estimulados nadavam mais do que os peixes não alterados. O inesperado foi que os salmões que receberam doses de benzoilecgonina apresentaram comportamento ainda mais anormal, nadando quase o dobro por semana e se afastando cerca de 12,2 quilômetros a mais do ponto de soltura do que os salmões sem exposição, e também mais do que aqueles expostos apenas à cocaína.
— Nossos resultados sugerem que avaliações de risco focadas apenas na cocaína podem subestimar os efeitos ecológicos de seus produtos de decomposição — afirmou Tomas Brodin, colega de Brand na universidade e coautor do estudo.
Cocaína e benzoilecgonina são apenas dois entre centenas de poluentes químicos que chegam aos ecossistemas aquáticos como resultado da produção e do consumo de drogas. Um estudo de 2016 com salmões em Puget Sound, no estado de Washington, encontrou Prozac, Advil, Benadryl e Lipitor, além de cocaína, nos tecidos de jovens salmões “chinook”.
Embora este novo estudo seja o primeiro a examinar como a cocaína e um de seus metabólitos afetam salmões selvagens, uma pesquisa publicada no ano passado concluiu que salmões expostos a ansiolíticos ficavam menos temerosos e, por isso, mais propensos a serem devorados por predadores.
Ainda não está claro se nadar mais rápido e mais longe sob efeito dessas substâncias prejudica os peixes, mas especialistas afirmam que provavelmente não é algo positivo.
— A regra geral na nossa área é que qualquer alteração na fisiologia ou no comportamento dos peixes deve ser considerada prejudicial — disse James Meador, toxicologista ambiental e professor associado da Universidade de Washington.
Meador, que não participou do estudo, ressalta que os peixes são altamente ajustados aos seus ambientes.
— Qualquer mudança nisso certamente os afeta de maneira negativa — afirmou, citando, por exemplo, maior gasto de energia.
A presença de drogas e seus metabólitos em ambientes aquáticos é, segundo ele, “um problema de engenharia ambiental”. Só nos Estados Unidos, estações de tratamento processam aproximadamente 34 bilhões de galões de esgoto por dia. Adaptar essas unidades com nova infraestrutura capaz de remover compostos químicos indesejáveis seria caro e logisticamente complexo. Mas não é impossível.
— Há pessoas trabalhando nisso. Estou otimista de que um dia isso reduzirá muitos desses problemas.
Brand espera que esse dia chegue logo. Ele vê cocaína, benzoilecgonina e outros produtos químicos criados por humanos como “agentes invisíveis de mudança global”. Eles chegam a todo tipo de animal, não apenas peixes. Ele alerta que “as pessoas não têm uma boa noção dos potenciais efeitos que essas substâncias podem causar”.

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