O que acontece com 2.600 pratos de lagosta e filé nobre quando um jantar de gala é interrompido por tiros? Foi essa a pergunta que surgiu após o tradicional Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, realizado no sábado (25), em Washington, terminar em meio ao caos, depois que um homem armado invadiu um posto de controle do Serviço Secreto no Washington Hilton.
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A imprensa e integrantes da elite política americana ainda saboreavam a entrada, uma salada com ervilhas frescas, queijo burrata, pistaches torrados e vinagrete balsâmico envelhecido, quando disparos foram ouvidos no salão de baile do hotel. Os convidados se abaixaram e buscaram abrigo sob as mesas, enquanto o presidente Donald Trump, a primeira-dama Melania Trump, o vice-presidente JD Vance e membros do gabinete eram retirados para uma área segura.
Segundo a presidente da Associação de Correspondentes da Casa Branca, Weijia Jiang, Trump queria que o evento continuasse, mas precisou seguir o protocolo de segurança. O jantar, no entanto, foi encerrado antes que o prato principal, 2.600 porções de chateaubriand (corte nobre de filé mignon) e lagosta do Maine, e a sobremesa, um chamado “Bolo da Ópera”, fossem servidos. O atirador foi preso e ninguém no salão principal ficou ferido.
A dúvida então passou a ser menos política e mais gastronômica: o que seria feito com tanta comida pronta? De acordo com um porta-voz do Washington Hilton, o hotel mantém a prática de doar alimentos não utilizados em grandes eventos para organizações comunitárias locais, e desta vez não foi diferente. Parte dos produtos restantes também foi compostada e enviada para fazendas para uso agrícola.
Nesta segunda-feira (27), Jiang informou na rede X que o bife e a lagosta foram liofilizados, processo que aumenta a durabilidade dos alimentos, antes de serem encaminhados a dois abrigos que acolhem mulheres e crianças vítimas de abuso. A revista Washingtonian foi a primeira a relatar o destino do chamado prato “surf and turf”, combinação clássica de carne e frutos do mar.
Confira:
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Já o vinho teve um destino menos institucional. Transmissões ao vivo e vídeos publicados nas redes mostraram alguns participantes deixando o evento com garrafas inteiras nas mãos, cena que rapidamente viralizou. O jantar deste ano teve ingressos vendidos a US$ 480 por pessoa, ou US$ 4.800 por uma mesa para dez convidados, restritos a membros da Associação de Correspondentes da Casa Branca, organização sem fins lucrativos que apoia jornalistas que cobrem a presidência americana.
Trump, que havia ignorado o evento durante seu primeiro mandato e não participou nas edições anteriores, compareceu pela primeira vez como presidente em exercício. De volta à Casa Branca, defendeu que o jantar fosse remarcado. “Vamos repetir a dose nos próximos 30 dias. E faremos algo maior, melhor e ainda mais agradável”, afirmou, aproveitando para voltar a defender a construção de um novo salão de baile na residência oficial.
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Segundo a presidente da Associação de Correspondentes da Casa Branca, Weijia Jiang, Trump queria que o evento continuasse, mas precisou seguir o protocolo de segurança. O jantar, no entanto, foi encerrado antes que o prato principal, 2.600 porções de chateaubriand (corte nobre de filé mignon) e lagosta do Maine, e a sobremesa, um chamado “Bolo da Ópera”, fossem servidos. O atirador foi preso e ninguém no salão principal ficou ferido.
A dúvida então passou a ser menos política e mais gastronômica: o que seria feito com tanta comida pronta? De acordo com um porta-voz do Washington Hilton, o hotel mantém a prática de doar alimentos não utilizados em grandes eventos para organizações comunitárias locais, e desta vez não foi diferente. Parte dos produtos restantes também foi compostada e enviada para fazendas para uso agrícola.
Nesta segunda-feira (27), Jiang informou na rede X que o bife e a lagosta foram liofilizados, processo que aumenta a durabilidade dos alimentos, antes de serem encaminhados a dois abrigos que acolhem mulheres e crianças vítimas de abuso. A revista Washingtonian foi a primeira a relatar o destino do chamado prato “surf and turf”, combinação clássica de carne e frutos do mar.
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Trump, que havia ignorado o evento durante seu primeiro mandato e não participou nas edições anteriores, compareceu pela primeira vez como presidente em exercício. De volta à Casa Branca, defendeu que o jantar fosse remarcado. “Vamos repetir a dose nos próximos 30 dias. E faremos algo maior, melhor e ainda mais agradável”, afirmou, aproveitando para voltar a defender a construção de um novo salão de baile na residência oficial.









