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Uma espécie de “bomba tectônica” pode estar desempenhando um papel crucial na sobrevivência e evolução de microrganismos que vivem sob o fundo do mar. A hipótese foi apresentada em 16 de abril de 2026, durante o encontro anual da Sociedade Sismológica da América, e propõe que processos geológicos em zonas de subducção — onde ocorrem alguns dos maiores terremotos do planeta — transportam esses organismos das profundezas de volta a regiões mais superficiais do leito oceânico.
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Esses microrganismos são descritos pelos cientistas como verdadeiras “belas adormecidas”, capazes de permanecer inativos por milhares ou até milhões de anos sob uma camada de sedimentos marinhos que pode ultrapassar um quilômetro de espessura. Durante esse longo período de dormência, sobrevivem graças a adaptações especializadas.
No entanto, para transmitir essas adaptações às próximas gerações, eles precisam eventualmente retornar às camadas mais rasas do fundo do mar, onde há condições para alimentação, crescimento e dispersão. É nesse ponto que entra o mecanismo proposto pelos pesquisadores.
Segundo Zhengze Li, doutorando da Universidade do Sul da Califórnia, o deslizamento de falhas em zonas de subducção pode impulsionar fluxos de fluidos que carregam microrganismos enterrados de volta à superfície. Modelos desenvolvidos pela equipe indicam que esse processo pode movimentar mais de 1 milhão de gigatoneladas de fluidos a cada milhão de anos, transportando até 10³⁰ células microbianas.
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Li explicou que esse “elevador microbiano” funciona em regiões onde uma placa tectônica mergulha sob outra. Nesse processo, camadas de sedimentos são raspadas da placa que desce e se acumulam contra a placa superior, formando uma espécie de cunha. Parte dos microrganismos permanece na placa descendente e segue em direção ao manto — um trajeto que os pesquisadores chamam de “viagem ao inferno”.
Outros, porém, escapam desse destino ao serem transportados para cima por meio de fraturas e falhas na cunha de sedimentos, ou ainda de forma mais difusa através dos próprios sedimentos, impulsionados pelo movimento tectônico.
Ao chegarem novamente ao fundo do mar em regiões rasas, esses microrganismos podem ser reativados. “Agora eles podem ser reativados e podem se reproduzir”, afirmou Li. “O ciclo completo — desde o soterramento e transporte com a placa em subducção até o eventual retorno — pode levar dezenas de milhões de anos ou mais.”
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Evidências diretas desse transporte de fluidos podem ser observadas em áreas conhecidas como exsudações frias no fundo do mar, onde fluidos emergem do subsolo. Esses locais também oferecem oportunidades para coleta de amostras, permitindo investigar a relação entre processos tectônicos e a vida microbiana subterrânea.
“Também podemos examinar como a atividade sísmica se relaciona com a abundância relativa de diferentes grupos microbianos, e encontramos uma correlação positiva entre energia sísmica e a abundância de microrganismos associados ao subsolo”, disse Li.
A equipe analisou essa relação na zona de subducção da Costa Rica e identificou que índices mais elevados de energia sísmica estão associados a uma maior presença de microrganismos típicos de ambientes profundos.
O fenômeno não se limita a grandes terremotos. Eventos sísmicos mais sutis, como deslizamentos lentos, tremores e movimentos assísmicos, também podem gerar perturbações suficientes para mobilizar fluidos e transportar microrganismos.
Pesquisas conduzidas por Karen Lloyd, professora de biogeoquímica microbiana na mesma universidade e coautora do estudo, identificaram diversas adaptações que permitem a sobrevivência desses organismos em longos períodos de dormência, incluindo mecanismos de reparo de DNA e enzimas capazes de degradar matéria orgânica em grandes profundidades.
Estudos genômicos indicam ainda que mutações nesses microrganismos tendem a preservar características ao longo de milhares a milhões de anos. Ainda assim, para transmitir essas adaptações e evoluir geneticamente, eles dependem de um fator essencial: aguardar que o “elevador tectônico” os leve de volta a um ambiente mais favorável à vida.

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Cerca de 120 pessoas foram presas no Equador durante o toque de recolher imposto pelo governo para conter a violência ligada ao narcotráfico, informou a polícia nesta segunda-feira. A medida, que restringe totalmente a circulação por seis horas durante a noite, faz parte da estratégia do presidente Daniel Noboa para enfrentar o avanço das organizações criminosas no país.
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Segundo o comandante da polícia, general Pablo Dávila, 124 pessoas foram detidas na primeira noite da restrição, a maioria por descumprir a proibição de circulação.
O toque de recolher, que vai das 23h às 5h (horário local), está em vigor entre os dias 3 e 18 de maio e atinge nove das 24 províncias equatorianas, incluindo Pichincha, onde fica a capital Quito, e Guayas, cuja principal cidade é Guayaquil.
Membros das forças armadas equatorianas se formam após o toque de recolher imposto pelo presidente do Equador
AFP
Moradores de áreas mais afetadas pela violência demonstram ceticismo em relação à eficácia das medidas.
— Esse toque de recolher é mais do mesmo, porque avisaram com antecedência que os militares iriam às ruas, e depois, quando saem, a gente os vê durante o dia, e à noite fazem operações nas avenidas principais, mas dentro do subúrbio, onde eu moro, nem aparecem — afirmou à AFP o comerciante Gerardo Gómez, de 45 anos, morador de uma região violenta de Guayaquil.
Ele critica as políticas de linha dura adotadas por Noboa, que, segundo ele, ainda não conseguiram reduzir a criminalidade em um dos países mais violentos da América do Sul.
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As restrições também têm impacto econômico. Por causa do toque de recolher, Gómez decidiu fechar mais cedo sua loja de cabos e fones de ouvido, o que afeta sua renda. — Assim não dá para trabalhar. Apoiamos o combate aos criminosos, mas estamos tendo prejuízos — disse à AFP um jovem dono de uma loja de bebidas no norte de Quito, que preferiu não se identificar “por segurança”.
Cerca de 120 pessoas foram presas no Equador durante o toque de recolher imposto pelo governo para conter a violência ligada ao narcotráfico, informou a polícia nesta segunda-feira
AFP
Mais de 50 mil agentes, entre policiais e militares, foram mobilizados para patrulhar as ruas, muitos armados com fuzis, usando balaclavas e veículos blindados.
O Equador enfrenta uma escalada de violência impulsionada por disputas entre facções criminosas que atuam no tráfico de drogas, extorsão e outros delitos, muitas vezes com apoio de cartéis internacionais rivais. Esse cenário transformou o país no mais violento da América Latina, com uma taxa de 51 homicídios por 100 mil habitantes em 2025, segundo a organização Insight Crime.

O ex-presidente Jair Bolsonaro teve alta hospitalar na tarde desta segunda-feira (4), após realizar uma cirurgia no ombro para tratar uma lesão no manguito rotador direito. 

Ele estava internado no hospital DF Star, em Brasília, desde a última sexta-feira (1º).

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A operação ocorreu sem intercorrências e o ex-presidente apresentou boa evolução clínica. 

A nota do hospital é assinada por cinco profissionais: o cirurgião de ombro Alexandre Firmino Paniago, o cirurgião geral Claudio Birolini, o cardiologista Leandro Echenique, o cardiologista Brasil Caiado e o diretor-geral Alisson Borges. 

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A cirurgia em Bolsonaro foi um reparo artroscópico do manguito rotador, para reparar lesões comprovadas por exames e por relatório fisioterápico. O procedimento foi autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, após manifestação favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Bolsonaro, que tem 71 anos, cumpre prisão domiciliar humanitária desde o dia 24 de março, por decisão de Moraes após uma internação por pneumonia bacteriana. O ex-presidente foi condenado pela Primeira Turma do STF, em setembro de 2025, a 27 anos e 3 meses de prisão por seu papel de liderança na trama golpista.

 

 

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira (4), na capital paulista, que espera que o próximo encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja pautado pelo diálogo. A previsão é que os dois presidentes se encontrem nesta semana em Washington. 

“Eu torço para que essa boa química que ocorreu entre o presidente Lula e o presidente Trump possa fortalecer ainda mais em benefício dos dois grandes países, duas grandes democracias do Ocidente”, disse ele a jornalistas.

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Para o vice-presidente, a reunião entre os dois presidentes será muito importante, principalmente porque os Estados Unidos são o principal investidor do país. 

“Esse encontro é muito importante porque os Estados Unidos são o terceiro parceiro comercial do Brasil, atrás da China e da União Europeia. Mas ele é o primeiro investidor no Brasil. Então é [uma reunião] muito importante”, disse ele. 

“A questão tarifária, nós sempre defendemos que tivesse uma relação melhor. Aquele tarifaço não tinha sentido porque os Estados Unidos têm déficit na balança comercial com muitos países do mundo, mas não tem com o Brasil”, ressaltou.

Para Alckmin, a reunião entre os presidentes dos Estados Unidos e do Brasil será benéfica para ambos os países e deve discutir temas como big techs e terras raras. 

“O presidente Lula é do diálogo. Toda orientação é no sentido de fortalecer a relação Brasil e Estados Unidos. É um ganha-ganha. Nós temos aqui mais de 3 mil, quase 4 mil empresas americanas no Brasil. Acho que estamos vivendo um outro momento, passando o tarifaço. E agora é fortalecer essa parceria, derrubar também barreiras não tarifárias.

Segundo ele, há espaço para negociação em questões como big techs, terras raras, minerais estratégicos. “Vai ter aqui o Redata, um programa para atrair data center. Tem muita oportunidade de investimentos recíprocos”, destacou.

Desenrola

Alckmin também comentou sobre o novo programa Desenrola, que foi anunciado na manhã de hoje pelo presidente Lula. O Desenrola é um programa de renegociação de dívidas voltado à população que ganha até cinco salários mínimos. Por meio desse programa será possível negociar débitos do cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

“O Desenrola é necessário porque vai ajudar as famílias. O desconto pode chegar a 90%. E ele vai garantir juros mais baixos, além de atender também pequenas empresas”, falou o vice-presidente.

Suécia

O vice-presidente esteve hoje na Câmara de Comércio Sueco-Brasileira, na capital paulista. Durante a reunião com empresários, Alckmin falou da importância da assinatura do acordo entre os países do Mercosul com os países que compõem a União Europeia.

“Isso fortalece investimentos recíprocos, a integração produtiva e a complementaridade econômica”, falou o vice-presidente.

Segundo a pesquisa Business Climate Survey 2026, divulgada hoje pela Câmara de Comércio Sueco-Brasileira, 63% das empresas suecas com atuação no Brasil esperam aumentar o abastecimento a partir da Europa com base no acordo Mercosul-União Europeia. Além disso, 49% dessas empresas preveem oportunidades de expandir as exportações do Brasil para o continente europeu.

A pesquisa foi realizada entre 30 de janeiro e 6 de março deste ano com 60 empresas suecas e apontou ainda que 73% delas declararam ter tido lucro no ano de 2025 no país. Para a Câmara, esse resultado é “expressivo, especialmente diante de um cenário de desaceleração econômica e taxas de juros historicamente elevadas”. 

Outro dado revelado pela pesquisa é que 46% das empresas suecas confirmaram ter planos de aumentar seus investimentos no Brasil nos próximos doze meses.

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump combinaram o encontro, previsto para acontecer na quinta-feira em Washington, durante uma ligação telefônica na semana passada. A conversa não foi divulgada nem pelo governo brasileiro nem pelo americano.
Lula e Trump já haviam tratado visita do brasileiro aos Estados Unidos em uma ligação telefônica em janeiro, mas a guerra contra o Irã adiou a viagem. O brasileiro tem criticado a ofensiva americana contra o país do Oriente Médio.
Entre os temas que devem ser discutidos entre os dois presidentes, estão, além da guerra promovida contra o Irã, o tarifaço sobre exportações brasileiras. Em fevereiro, a Suprema Corte americana derrubou o tarifaço de 50% de Trump que atingia produtos brasileiros. Mas, dias depois da decisão, o presidente dos Estados Unidos fez questão de reafirmar que seu governo segue investigando o Brasil e a China por supostas práticas comerciais desleais.
“Se essas investigações concluírem que existem práticas comerciais desleais e que medidas corretivas são justificadas, as tarifas são uma das ferramentas que podem ser impostas”, afirmava nota divulgada, na época, pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês), agência de representação comercial americana.
Outro assunto que deve ser discutido é a possibilidade de os Estados Unidos classificarem as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. As autoridades brasileiras temem que a eventual classificação traga riscos à soberania nacional. Em março, o Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou ao GLOBO que o governo americano considera facções criminosas brasileiras uma ameaça relevante à segurança regional.
Ainda dentro desse tema, Lula também deve discutir com Trump sobre a intenção do Brasil de fortalecer a cooperação entre os dois países no combate ao crime organizado, com foco em lavagem de dinheiro, tráfico de armas e intercâmbio de dados financeiros.
Os dois presidentes discutirão ainda a exploração de minerais críticos. Em fevereiro, o governo dos Estados Unidos convidou o Brasil a integrar uma nova coalizão internacional voltada ao fornecimento, à mineração e ao refino de minerais críticos. A proposta apresentada por Washington envolve parcerias para garantir o acesso a insumos como lítio, grafita, cobre, níquel e terras raras, além da criação de mecanismos de preço mínimo, com o objetivo de oferecer maior previsibilidade ao mercado e reduzir a volatilidade.
A situação política da Venezuela e o seu impacto na América do Sul será outro assunto abordado. Lula é um crítico de primeira hora da intervenção militar americana que resultou na prisão do ditador Nicolás Maduro, em 3 de janeiro. A vice de Maduro, Delcy Rodríguez, assumiu a presidência interina com o apoio dos Estados Unidos.
A Suprema Corte dos Estados Unidos restabeleceu temporariamente, nesta segunda-feira, o envio por correio da mifepristona, a pílula utilizada na maioria das interrupções voluntárias de gravidez no país, suspenso na semana passada por um tribunal de apelações ultraconservador. Com sua decisão histórica de junho de 2022, que anulou a garantia federal do direito ao aborto, a Suprema Corte, de maioria conservadora, devolveu aos estados plena liberdade para legislar nessa área. Desde então, cerca de 20 deles proibiram a interrupção voluntária da gravidez, seja por medicamentos ou por via cirúrgica, ou a submeteram a um marco muito restritivo.
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A decisão adotada em 1º de maio pelo Tribunal de Apelações do Quinto Circuito, de tendência ultraconservadora, se aplicava ao conjunto dos Estados Unidos. A decisão restringia ainda mais o acesso ao aborto, já que mais de um quarto das interrupções voluntárias da gravidez são realizadas por telemedicina, segundo estatísticas de organizações especializadas.
O laboratório Danco, fabricante da mifepristona, recorreu com urgência à Suprema Corte, alegando que esta decisão provocava “uma confusão imediata e um transtorno brutal para os fabricantes, distribuidores, provedores, farmácias e pacientes de todo o país”.
A Suprema Corte, em uma breve decisão sem argumentação, acolheu este pedido e suspendeu a decisão do tribunal de apelações pelo menos até 11 de maio, enquanto as partes apresentam seus argumentos legais.
O Tribunal de Apelações do Quinto Circuito interrompeu em 1º de maio o envio por correio de mifepristona no âmbito de uma ação apresentada pelo estado sulista da Louisiana, que tem uma das legislações mais restritivas do país em matéria de aborto.
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Este estado contesta a suspensão decidida em 2023 pela FDA, a agência americana reguladora de medicamentos, da obrigação de que as pacientes obtenham pessoalmente a mifepristona, alegando riscos potenciais que, no entanto, foram descartados pelo consenso científico. A mifepristona conta com a aprovação da FDA desde 2000 e também é usada rotineiramente para manejar abortos espontâneos precoces.
O Paquistão afirmou nesta segunda-feira que ajudou a transferir ao Irã 22 tripulantes do cargueiro MV Touska, apreendido pelos Estados Unidos em abril no Mar Arábico, em uma operação coordenada entre Washington e Teerã descrita como uma medida de “construção de confiança” em meio à escalada de tensões no Golfo. Segundo o Ministério das Relações Exteriores paquistanês, os tripulantes foram levados de avião ao país no domingo e devem ser entregues às autoridades iranianas ainda hoje.
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O Comando Central dos Estados Unidos confirmou a transferência dos 22 tripulantes e informou que outros seis, de uma nacionalidade não especificada, já haviam sido liberados na semana passada.
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A operação reforça o papel do Paquistão como mediador no conflito, após semanas atuando como canal de comunicação entre autoridades americanas e iranianas. O país também participou de esforços para negociar um cessar-fogo e sediou encontros de alto nível entre representantes dos dois lados. Na semana passada, Islamabad repassou a Washington uma nova proposta iraniana para encerrar o conflito, considerada insuficiente pelo presidente Donald Trump.
O MV Touska, navio de bandeira iraniana sancionado pelos Estados Unidos desde 2020, foi apreendido em 19 de abril. Segundo Washington, a embarcação teria tentado violar o bloqueio naval imposto aos portos iranianos dias antes. A Marinha americana afirmou ter disparado contra a casa de máquinas do navio após repetidos avisos para que parasse, deixando-o inoperante.
O Irã classificou a apreensão como “pirataria armada” e prometeu retaliar, mas indicou que aguardaria garantias de segurança para a tripulação e seus familiares. O governo paquistanês também afirmou que o navio deve ser levado a águas territoriais do país após reparos, antes de ser devolvido aos seus proprietários.
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A transferência ocorre em um momento de forte instabilidade no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. Nos últimos dias, ataques a embarcações aumentaram a tensão na região e provocaram uma resposta ampliada dos Estados Unidos.
Trump afirmou que os EUA iniciariam nesta segunda-feira uma operação para “orientar” navios retidos no estreito, sem detalhar o alcance da ação. O Comando Central indicou que a medida envolve coordenação de tráfego seguro, com apoio de destróieres, mais de 100 aeronaves e cerca de 15 mil militares.
O presidente disse ainda que a operação se aplicará a países “neutros e inocentes” afetados pelo conflito, e advertiu que qualquer interferência será respondida com força. Autoridades iranianas reagiram com cautela inicial, mas passaram a ameaçar ataques a navios militares americanos e embarcações comerciais que cruzarem o estreito sem autorização de Teerã.
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Antes do anúncio da operação americana, ao menos duas embarcações relataram ataques na região. Um petroleiro foi atingido por projéteis não identificados próximo à costa dos Emirados Árabes Unidos, enquanto um cargueiro reportou investida de pequenas embarcações perto do litoral iraniano. Não houve feridos.
Tanto os Estados Unidos quanto o Irã mantêm restrições à navegação no estreito, ponto central das negociações em curso. Apesar das críticas à proposta iraniana mais recente, Trump afirmou que as conversas continuam e podem levar a um desfecho positivo.
O almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), afirmou nesta segunda-feira que helicópteros militares americanos afundaram seis pequenas embarcações iranianas que tinham como alvo navios civis no Estreito de Ormuz. Este é o mais recente teste do cessar-fogo entre o Irã e os EUA.
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“É nisso que estamos focados”, disse Cooper. “O que vimos esta manhã foi o Irã iniciando comportamentos agressivos. Nós simplesmente vamos responder a isso”.
Em uma ligação com repórteres, Cooper se recusou a dizer se o cessar-fogo entre o Irã e os EUA havia acabado ou não, mas acusou o Irã de ter iniciado um “comportamento agressivo” no Estreito de Ormuz nesta segunda-feira. Mais cedo, a Marinha iraniana disparou tiros de advertência contra navios americanos que entraram no Estreito de Ormuz como parte de uma operação para auxiliar o trânsito de embarcações retidas.
O almirante disse que os militares dos EUA estão servindo como uma força defensiva “para dar uma defesa muito clara ao transporte comercial, para permitir que eles saiam do Golfo Pérsico”.
A iniciativa foi anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, no domingo como gesto “humanitário” e de “boa vontade” para escoltar navios de países “que não têm nada a ver com o conflito no Oriente Médio” e que estão presos no Golfo. A ação, que ele denominou “Projeto Liberdade”, tem como objetivo, segundo Trump, auxiliar marinheiros presos na área, que podem estar ficando sem comida e outros suprimentos essenciais.
De acordo com o Centcom, a operação envolveria destróieres equipados com lançadores de mísseis guiados, mais de 100 aeronaves e 15.000 militares. As Forças Armadas dos EUA declararam que seus destróieres de mísseis guiados “estão atualmente operando no Golfo Pérsico após atravessarem o Estreito de Ormuz em apoio ao Projeto Liberdade”, contribuindo para “os esforços de restabelecimento do tráfego marítimo comercial”.
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Dois navios mercantes com bandeira dos EUA “atravessaram com sucesso o Estreito de Ormuz e continuam sua viagem”, informou o Comando Central americano. No entanto, a Guarda Revolucionária iraniana negou essa informação, afirmando que “nenhum navio comercial ou petroleiro cruzou o Estreito de Ormuz nas últimas horas”. “As alegações (…) de autoridades americanas são infundadas e completamente falsas”, acrescentaram as autoridades iranianas.
*Em atualização
Nos últimos meses, o governo da Rússia reforçou os protocolos de segurança do presidente Vladimir Putin, em meio a temores sobre tentativa de assassinato e golpe de Estado. O alerta começou após um ataque de drones da Ucrânia, segundo reportagem publicada, nesta segunda-feira, pelo Financial Times (FT). Em junho do ano passado, a Ucrânia realizou seu maior ataque contra bases aéreas dentro da Rússia desde o início da guerra, uma operação coordenada que atingiu pontos de leste a oeste do país, até a Sibéria, e deixou dezenas de aeronaves russas em chamas. Em dezembro, autoridades russas acusaram Kiev de ter tentado atacar uma residência de Putin na região de Novgorod, entre Moscou e São Petersburgo, com 91 drones de longo alcance, destruídos pelas defesas aéreas russas. Na ocasião, dirigentes ucranianos denunciaram o caso como uma acusação “inventada” para dificultar os esforços de paz, narrativa acompanhada por aliados na Europa.
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Segundo o FT e a CNN, que citam fontes próximas ao presidente russo e uma fonte ligada a serviços de inteligência europeus, o Serviço Federal de Proteção da Rússia (FSO), responsável pela segurança das principais autoridades do país, reforçou significativamente a segurança de Putin, que tem passado mais tempo em bunkers subterrâneos e se afastado dos assuntos civis.
Enquanto o líder russo trabalha há várias semanas em um dos bunkers na região de Krasnodar, no sul da o país — numa área costeira que faz fronteira com o Mar Negro e fica a horas de distância de Moscou — a mídia estatal usa imagens pré-gravadas para projetar normalidade.
Funcionários do círculo mais próximo do presidente — incluindo cozinheiros, fotógrafos e guarda-costas — também foram proibidos de usar transporte público e usar celulares ou dispositivos com acesso à internet perto dele, segundo a inteligência europeia. Além disso, sistemas de vigilância também foram instalados nas casas dos empregados.
O isolamento do presidente russo vem aumentando especialmente desde março, devido ao temor de que um golpe de Estado ou tentativa de assassinato pudesse ocorrer. O relatório mostra ainda que, desde o início de março, o “Kremlin e o próprio Vladimir Putin estão preocupados com possíveis vazamentos de informações confidenciais”. Segundo o documento, Putin é particularmente cauteloso com o uso de drones em uma “possível tentativa de assassinato por membros da elite política russa”.
Um relatório de uma agência de inteligência europeia ao qual a CNN teve acesso revela que Putin não visitou nenhuma instalação militar este ano até agora, apesar das viagens regulares em 2025. Segundo a rede americana, algumas das medidas foram implementadas nos últimos meses após o assassinato de um general de topo em dezembro. O episódio, diz o relatório, provocou uma disputa nas fileiras superiores dos órgãos de segurança do Kremlin.
Uma das razões para a crescente preocupação, segundo fontes ouvidas pelo FT, foi a chamada “Operação Teia de Aranha”, quando drones ucranianos atacaram em junho do ano passado bases aéreas russas além do Círculo Polar Ártico.
À CNN, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, indicou que a ameaça e o recente sucesso de ataques ucranianos de maior alcance foram uma motivação.
— Contra o pano de fundo dessa ameaça terrorista, é claro, todas as medidas estão sendo tomadas para minimizar o perigo — declarou.
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Os temores de segurança também foram ampliados pela captura, em janeiro, do líder venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA, segundo outra fonte próxima ao presidente. Em resposta, Putin reduziu suas viagens e endureceu ainda mais os controles de segurança para encontros presenciais, afirmou a fonte próxima à inteligência europeia. Ele e sua família também deixaram de frequentar residências na região de Moscou e em Valdai, no noroeste do país.
Na reportagem publicada pela CNN nesta segunda-feira, há ainda uma especulação sobre o motivo por trás da divulgação de tais informações citadas no relatório da inteligência europeia. A rede americana destaca que “é raro que as agências de inteligência ocidentais vazem relatos detalhados de deliberações confidenciais de atores hostis”, e supõe que o compartilhamento das informações pode refletir uma esperança ocidental na busca por derrotar a Rússia na guerra na Ucrânia: esperar por seu colapso interno.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajará aos Estados Unidos para se encontrar com o presidente americano Donald Trump. A reunião, que ocorrerá na Casa Branca, em Washington, está prevista para acontecer na quinta-feira e deve contemplar temas que geraram ruído na relação bilateral. Entre os pontos que devem ser debatidos estão tarifas sobre exportações brasileiras, a guerra travada pelos americanos contra o Irã, a atuação de facções criminosas na América Latina e a exploração de minerais críticos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (4) que o novo Desenrola Brasil pretende ajudar a população a “tirar a corda do pescoço” e recuperar acesso ao crédito.

Ele ponderou, durante a cerimônia de lançamento do programa em Brasília, que dívidas só podem trazer benefícios, quando ocorrem de forma responsável e compatível com a renda de cada pessoa.

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A iniciativa é voltada à população que ganha até cinco salários mínimos, hoje R$ 8.105. Será possível negociar débitos do cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

“As pessoas não deveriam gastar mais do que podem pagar. Pode ser bom para a pessoa se endividar para comprar uma coisa para casa, ou para trocar de carro; comprar um terno novo ou um brinquedo para o filho. Mas é também importante que as pessoas façam suas dívidas sem perder de vista a sua condição de pagamento.”

Nome limpo na praça

Segundo o presidente, o governo pretende, com as medidas anunciadas, permitir às pessoas “tirar a corda do pescoço” e respirar com mais tranquilidade, ao voltar a ter o nome limpo na praça.

“Não é correto a pessoa estar com o nome sujo no Serasa por causa de uma dívida de R$ 100 ou R$ 200. Isso não tem lógica. Aí, o mercado transforma esse cidadão em um clandestino, porque ele não pode mais comprar nada a crédito, nem ter conta em banco.”

De acordo com o presidente, esse tipo de restrição acaba excluindo o cidadão do sistema financeiro formal, impedindo o acesso ao crédito e até a serviços bancários.

“Ou seja, ele vira um freguês da bandidagem, da agiotagem, pagando um juro ainda mais escorchante”, acrescentou ao explicar que um fundo garantidor ajudará as pessoas nas negociações das dívidas com instituições financeiras, mas que, para isso ocorrer, a população endividada não poderá fazer apostas online pelo prazo de um ano.

“A pessoa não pode continuar jogando em bets. Estamos proibindo que, durante um ano, as pessoas gastem seus recursos com jogos.

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