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Exames clínicos indicaram neste domingo (15) que o ex-presidente da República Jair Bolsonaro teve uma melhora da função renal nas últimas horas. Ainda assim, devido a uma elevação dos marcadores inflamatórios no sangue, os médicos que o atendem decidiram ampliar a dosagem de antibióticos.

Bolsonaro está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular de Brasília desde a manhã da última sexta-feira (13), tratando de uma broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa

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Segundo o boletim médico divulgado esta manhã, seu quadro clínico é estável, mas ainda não há previsão de quando ele poderá deixar a UTI. Além da ampliação da cobertura dos antibióticos, a equipe médica já havia intensificado a fisioterapia respiratória e motora.

Ele está detido na Papudinha (prédio no Complexo Penitenciário da Papuda), onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses, por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados.

Na última sexta-feira ele passou mal e foi levado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital DF Star, com febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.

O boletim médico é assinada pelo cirurgião-geral Cláudio Birolini; os cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado; o coordenador da UTI Geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior; e pelo diretor-geral do hospital, Allisson B. Barcelos Borges.

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Decisão

Em decisão divulgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no início da tarde de sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a presença da esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, no hospital, como acompanhante.

Moraes também autorizou os filhos Jair Renan, Flávio, Carlos, Laura, bem como a enteada, Letícia, a visitarem Jair Bolsonaro durante a internação.

O ministro ainda determinou que a vigilância do ex-presidente seja providenciada pelo Núcleo do Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Policiais deverão ficar de prontidão 24 horas, sendo dois na porta do quarto, além de equipes dentro e fora do hospital.

Moraes também proibiu a entrada de computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, salvo equipamentos médicos, na unidade onde Bolsonaro está internado.

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O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou nesta sexta-feira novas sanções com o objetivo de enfraquecer o governo cubano, que, segundo ele, “continua a representar uma ameaça extraordinária” à segurança nacional dos Estados Unidos. Em resposta, o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, classificou as medidas como “ilegais e abusivas”.
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“Repudiável, mas curioso e ridículo. O governo dos EUA está alarmado e responde com novas medidas coercitivas unilaterais, ilegais e abusivas contra Cuba, à marcha do Dia do Trabalho de mais de meio milhão de cubanos em Havana, liderada pelo General do Exército Raúl Castro e pelo presidente [Miguel] Díaz-Canel, e às assinaturas de 6 milhões de cubanos (81% da população com mais de 16 anos) em defesa da pátria sob ameaça militar, denunciando o bloqueio intensificado e o embargo energético”, escreveu o chanceler em uma publicação nas redes sociais.
Trump instruiu sua administração a sancionar bancos estrangeiros que trabalham com o governo comunista em Havana, bem como a endurecer as regulamentações de imigração. As sanções também atingirão indivíduos envolvidos nos setores de energia e mineração, e qualquer pessoa envolvida em “graves violações dos direitos humanos”.
A administração Trump acusa o governo cubano de implementar “políticas e práticas destinadas a prejudicar os Estados Unidos”, contrárias aos “valores morais e políticos de sociedades livres e democráticas”, de acordo com o decreto presidencial.
O anúncio ocorre no mesmo dia em que milhares de pessoas marcharam em frente à embaixada dos EUA em Havana para “defender a pátria” e denunciar ameaças de agressão militar, em meio à escalada das tensões com Washington.
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Além do embargo em vigor desde 1962, Washington — que não esconde seu desejo de mudança de regime em Havana — impôs um bloqueio de petróleo a Cuba desde janeiro, permitindo a entrada de apenas um petroleiro russo no país desde então.
Essa medida provocou uma profunda crise energética no país, e que tem se agravado exponencialmente desde então. A escassez de combustível contribuiu para três grandes apagões em nível nacional e levou muitas companhias aéreas estrangeiras a suspender voos para a ilha.
Os governos do Brasil e da Espanha divulgaram nota conjunta nesta sexta condenando “em termos enérgicos” o que chamaram de “sequestro” dos ativistas que foram detidos por autoridades israelenses enquanto viajavam para Gaza a bordo de uma flotilha humanitária. O Países dizem exigir do governo de Israel o retorno imediato do brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek, com “plenas garantias de segurança”.
Thiago e Saif estavam a bordo da flotilha Global Sumud junto de mais de outros 170 ativistas. As embarcações foram abordadas em águas internacionais, próximo à Grécia. A maior parte do grupo foi liberada e desembarcou na ilha de Creta, mas não o brasileiro e o espanhol-palestino. Autoridades israelenses afirmaram que eles seriam interrogados em Israel.
Segundo os governos do Brasil e da Espanha a ação israelense é “flagrantemente ilegal”, fora da jurisdição daquele Estado. “É uma afronta ao Direito Internacional, acionável em cortes internacionais, e configura delito em nossas respectivas jurisdições”, registrou nota conjunta divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores.
Os países ainda dizem exigir que seja facilitado o acesso consular imediato a Thiago e a Saif para “assistência e proteção”.
Em um comunicado, o ministério israelense afirmou que Thiago Ávila é “suspeito de atividade ilegal”, sem fornecer mais detalhes, e Abu Keshek é “suspeito de ligação com uma organização terrorista”.
Thiago Ávila participou da flotilha humanitária “Nossa América”, que chegou a Havana no final de março, em solidariedade ao governo cubano, afetado pelo bloqueio energético imposto pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump. Acompanhado pela ativista sueca Greta Thunberg e pela ex-prefeita de Barcelona, ​​Ada Colau, Ávila também participou, no ano passado, de outra flotilha com destino a Gaza, que também foi interceptada por Israel.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou nesta sexta-feira (1º) apoio do governo federal à região metropolitana de Recife, após a cidade sofrer com fortes chuvas. Desde ontem (30), segundo a Defesa Civil estadual, foram registrados mais de 100 milímetros de chuva na região. 

Pelo menos quatro pessoas estão desaparecidas após o deslizamento de uma barreira em Olinda.

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Em uma rede social, Lula disse que conversou por telefone com o ex-prefeito de Recife, João Campos, e com o senador pernambucano Humberto Costa (PT-PE) sobre as chuvas, que atingem também outras regiões do estado.

“Determinei imediatamente o pronto apoio federal às autoridades locais. O ministro da Integração Regional, Waldez Góes, acionou a Defesa Civil Nacional para prestar todo suporte às cidades atingidas, Inclusive com o reconhecimento da situação de emergência e o deslocamento de técnicos para a área”, disse o presidente. 

Lula determinou ainda que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, mobilize a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) para prestar atendimento às vítimas.

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, também se manifestou. Ele disse que Góes conversou com a governadora do estado, Raquel Lyra, sobre as medidas de apoio do governo.

Entre as providências a serem adotadas está a decretação de estado de calamidade pública para o estado e os municípios atingidos. 

Guimarães disse ainda que o governo fará o reconhecimento sumário da situação e adotará, “com rapidez, as medidas necessárias para minimizar os impactos e reduzir o sofrimento das populações atingidas”.

“O diálogo com as diferentes esferas de governo reforça a importância da atuação conjunta neste momento crítico. A união de esforços é fundamental para enfrentar a tragédia, salvar vidas e evitar maiores perdas, em um gesto de solidariedade com o povo pernambucano diante de uma situação tão difícil”, disse.

Alerta

A Defesa Civil emitiu um alerta de fortes chuvas para hoje e sábado na região metropolitana de Recife e zona da Mata Norte.

Chuvas moderadas devem atingir as zonas do Agreste e Mata Sul.

O Papa Leão XIV nomeou, nesta sexta-feira (1º), como bispo na Virgínia Ocidental um ex-migrante sem documentos nos Estados Unidos, após ter criticado a guerra no Irã e a política de imigração do presidente Donald Trump.
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O Vaticano anunciou, em um comunicado, a nomeação de Evelio Menjivar Ayala, de 56 anos, atualmente bispo auxiliar em Washington, como bispo da diocese de Wheeling-Charleston, na Virgínia Ocidental.
Nascido em El Salvador, Menjivar Ayala emigrou para os Estados Unidos em 1990, segundo o site da diocese de Washington. Ele relatou ter nascido na pobreza e ter fugido do conflito armado em seu país.
Detido inicialmente no México quando tentava entrar em solo americano, contou em uma entrevista no ano passado que pagou um suborno para ser libertado e que atravessou a fronteira por Tijuana.
Ele foi ordenado padre em 2004.
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O Papa Leão XIV, nascido nos Estados Unidos, recebeu no mês passado críticas de Trump — que o qualificou como “fraco” — depois de considerar “inaceitável” a ameaça de destruir o Irã.
Também qualificou a política do presidente americano em relação aos migrantes como “extremamente desrespeitosa” e pediu para “tratar as pessoas com humanidade”.
Um juiz de alto escalão na Bolívia foi morto a tiros na cidade de Santa Cruz, no leste do país, enquanto estava dentro de um táxi, informou a polícia nesta sexta-feira, acrescentando que ordenou reforço na segurança de outros 13 magistrados de alto escalão. O crime, cujos motivos estão sendo investigados, ocorreu na noite de quinta-feira. A vítima foi identificada como Víctor Hugo Claure, juiz do Tribunal Agroambiental, a mais alta instância judicial em matéria de justiça ambiental e agrária.
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Como decano daquele colegiado, Claure substituía o presidente do tribunal quando este não podia fazê-lo.
— Ontem ocorreu um incidente lamentável, o assassinato de um juiz — disse David Gómez, comandante da polícia de Santa Cruz, em coletiva de imprensa.
Ele especificou que uma motocicleta com dois homens se aproximou do veículo onde o juiz estava e um deles disparou um tiro.
O funcionário judicial morreu antes de chegar ao hospital. A autópsia apontou que ele foi atingido por quatro disparos, que provocaram hemorragia fatal.
Embora os acontecimentos estejam sob investigação, o chefe de polícia Gómez apontou “uma disputa de terras” como hipótese para a causa do crime.
— Ele teria emitido algum tipo de resolução relativa à posse ou ao uso de algumas terras (…) no leste da Bolívia — especificou.
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Segundo a polícia, autoridades judiciais de alto escalão de diferentes departamentos, incluindo Claure, se reuniram na quinta-feira em Santa Cruz.
— Neste momento, temos 13 magistrados sob proteção policial para seus traslados ao aeroporto e nos locais onde se hospedam — disse Gómez.
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Por sua vez, o promotor daquela cidade, Alberto Zeballos, afirmou que já possuem imagens dos acontecimentos e os depoimentos das testemunhas que estavam dentro do táxi.
O presidente Rodrigo Paz expressou sua “solidariedade” à família do magistrado e pediu ao público que não especulasse, em um comunicado à imprensa.
Na Bolívia, os magistrados dos mais altos órgãos judiciais, como o Tribunal Agroambiental, são eleitos por voto popular.

Após passar por uma cirurgia no ombro, o ex-presidente Jair Bolsonaro está em observação na unidade de terapia intensiva. Bolsonaro foi internado na manhã desta sexta-feira (1º), no hospital DF Star, em Brasília, para realizar o procedimento. 

No boletim médico divulgado por volta das 14h, a equipe médica informou que Bolsonaro foi submetido a cirurgia de reparo artroscópico do manguito rotador à direita. A operação ocorreu sem intercorrências.

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“No momento, encontra-se internado em unidade de internação para controle de dor e observação clínica” diz o boletim.

A equipe médica que acompanha o ex-presidente é formada pelo ortopedista Alexandre Firmino Paniago – cirurgião de ombro; Claudio Birolini – cirurgião geral; Leandro Echenique e Brasil Caiado – cardiologistas e Allisson B. Barcelos Borges – diretor geral do hospital.

A autorização da cirurgia foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após uma manifestação favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Os exames e o relatório fisioterapêutico anexados ao processo indicavam a necessidade da cirurgia para reparação de lesões na região do ombro.

Por decisão do ministro, de 24 de março, Bolsonaro está em prisão domiciliar humanitária, após deixar o mesmo hospital privado da capital federal, onde esteve internado para tratar um quadro de pneumonia bacteriana.

O ex-presidente foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro de 2025, a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal da trama golpista.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que não está satisfeito com a nova proposta do Irã para iniciar negociações pelo fim da guerra no Oriente Médio e expressou dúvidas sobre a capacidade do país de aceitar um acordo. As tratativas entre os dois lados permanecem paralisadas em meio a um cessar-fogo que já dura várias semanas. A agência estatal iraniana Irna afirmou horas antes que o Irã enviou uma proposta de negociação aos EUA por meio de mediadores do Paquistão. No mesmo dia, o chefe do Poder Judiciário iraniano, Gholamhossein Mohseni Ejei, afirmou que Teerã está aberto a dialogar com Washington, mas não aceitará “imposições” sob ameaça.
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— Neste momento, não estou satisfeito com o que eles estão oferecendo — declarou Trump a repórteres.
Ele não especificou exatamente o que, no último documento iraniano, ele não poderia aceitar e sugeriu que as autoridades em Teerã talvez nunca cheguem a um acordo negociado para o fim da guerra.
— Eles fizeram progressos, mas não tenho certeza se algum dia chegarão lá — afirmou o presidente americano no gramado sul da Casa Branca, descrevendo uma “tremenda discórdia” entre os líderes iranianos. — Há dois ou três grupos, talvez quatro, e é uma liderança muito fragmentada. E, dito isso, todos querem fazer um acordo, mas estão todos em desordem.
Nesta sexta-feira, os Estados Unidos sancionaram três empresas de câmbio iranianas em uma tentativa de atingir o “sistema financeiro” de Teerã. O Departamento do Tesouro americano também alertou que pretende impor sanções futuras ao sistema de pedágio planejado pelo Irã para a travessia do Estreito de Ormuz, uma importante via navegável para o comércio global de petróleo e gás natural liquefeito. O estreito está bloqueado pelo Irã desde o começo do conflito, iniciado por ataques aéreos dos EUA e de Israel no final de fevereiro.
O número de navios comerciais de todas as categorias presentes no Golfo chegava a 913 em 29 de abril, dois meses após o início da guerra no Irã e do bloqueio do Estreito de Ormuz, segundo a empresa especializada em rastreamento marítimo AXSMarine. Apesar do bloqueio, algumas embarcações conseguiram sair: seu número no Golfo, que era de 1.114 na manhã de 28 de fevereiro, dia dos primeiros bombardeios dos EUA e de Israel contra o Irã, diminuiu 18%, de acordo com a contagem.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para o agravamento das consequências econômicas do fechamento do Estreito de Ormuz. O bloqueio dessa via marítima vital está “estrangulando a economia mundial”, advertiu.
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Segundo a agência estatal Irna, Esmail Baghai, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, enfatizou em uma entrevista na televisão na quinta-feira que o fim da guerra e a paz duradoura são a prioridade de Teerã nas negociações com os EUA.
Irã e EUA realizaram apenas uma rodada de conversas após a instauração, em abril, de uma frágil trégua, depois de quase 40 dias de conflito. A Casa Branca, no entanto, tem sustentado que o cessar-fogo em vigor representa o fim das hostilidades. O governo Trump argumenta que não há confrontos desde 7 de abril, o que, na prática, encerraria o conflito do ponto de vista legal.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ameaçou nesta semana retomar as operações contra o Irã. Trump deveria ser informado por comandantes militares sobre as opções disponíveis, segundo o site Axios.
Ejei insistiu que Washington não obteve “nada” com essa guerra, acrescentando que Teerã não vai “se intimidar” nas negociações. Em uma mensagem escrita divulgada na quinta-feira, o líder supremo iraniano, o aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou que os EUA sofreram uma “derrota vergonhosa” no conflito. Ele acrescentou que os iranianos manterão sua capacidade nuclear e de mísseis como parte de seu “patrimônio nacional”.
Apesar da trégua, o impasse nas negociações mantém o cenário instável. Sem avanço em um acordo, cresce o risco de retomada dos confrontos, diante da troca de ameaças e da pressão econômica exercida por Washington sobre Teerã.
O brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek, detidos na quinta-feira juntamente com ao menos 175 ativistas enquanto viajavam para Gaza a bordo de uma flotilha humanitária, serão interrogados em Israel, anunciaram as autoridades israelenses nesta sexta-feira. Segundo a organização da flotilha, 179 pessoas que estavam a bordo de 21 barcos foram detidas. Na quinta-feira, eles chegaram a afirmar que 211 pessoas haviam sido presas. A maioria dos ativistas do grupo, que inicialmente era composta por mais de cinquenta embarcações, desembarcou hoje na ilha grega de Creta, em cuja costa foram interceptados na quinta-feira pelas forças israelenses.
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Segundo um jornalista da AFP, os ativistas presos, em sua maioria cidadãos de países europeus, embarcaram em quatro ônibus no porto de Atherinolakkos, no sudeste de Creta. Escoltados pela guarda costeira grega, eles seguiriam para Heraklion, a capital da ilha, de acordo com a mídia local. Enquanto isso, os navios da flotilha que não foram interceptados na quinta-feira estão a caminho da cidade cretense de Ierapetra.
Entre os que desembarcaram em Creta, segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores de Israel, não estão o ativista brasileiro Thiago Ávila, membro do comitê organizador da Flotilha Global Sumud, nem o hispano-palestino Saif Abu Keshek.
Em um comunicado, o ministério israelense afirmou que Thiago Ávila é “suspeito de atividade ilegal”, sem fornecer mais detalhes, e Abu Keshek é “suspeito de ligação com uma organização terrorista”. Ambos “serão levados a Israel para interrogatório”, acrescentou o Ministério das Relações Exteriores.
— Todos os ativistas da flotilha estão agora na Grécia, com exceção de Saif Abu Keshek e Thiago Ávila — declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Oren Marmorstein, sem especificar o paradeiro deles.
Thiago Ávila participou da flotilha humanitária “Nossa América”, que chegou a Havana no final de março, em solidariedade ao governo cubano, afetado pelo bloqueio energético imposto pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump. Acompanhado pela ativista sueca Greta Thunberg e pela ex-prefeita de Barcelona, ​​Ada Colau, Ávila também participou, no ano passado, de outra flotilha com destino a Gaza, que também foi interceptada por Israel.
Além dele, outros dois brasileiros também foram detidos por Israel. São eles Amanda Coelho Marzall, conhecida como Mandi Coelho, militante pelo PSTU, parte da liga internacional dos trabalhadores e pré-candidata ao cargo de deputada federal por São Paulo, e Leandro Lanfredi de Andrade, petroleiro da Petrobras Transporte, diretor do SindiPetro-RJ e da Federação Nacional de Petroleiros.
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O governo espanhol exigiu a “libertação imediata” de Abu Keshek nesta sexta-feira e prometeu fornecer-lhe “proteção total”.
“Diante das informações sobre a detenção e possível transferência de um cidadão espanhol, Saif Abu Keshek, membro da flotilha, para Israel”, o governo espanhol pede respeito aos “seus direitos” e “exige sua libertação imediata”, afirmou o ministério em comunicado à imprensa.
O Ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, “está em contato constante com seus homólogos em Israel e na Grécia para reunir todas as informações e exigir o respeito ao direito internacional e aos direitos” do ativista espanhol-palestino, declarou o ministério. A Espanha oferecerá “total proteção ao cidadão espanhol assim que ele puder chegar a território israelense, bem como aos demais espanhóis afetados” na flotilha, acrescentou.
O governo espanhol do primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez, expressou sua “mais veemente condenação” à captura da flotilha na quinta-feira. Sánchez é um dos críticos mais veementes na Europa da administração de Benjamin Netanyahu desde que Israel lançou sua ofensiva contra Gaza em resposta à ofensiva do Hamas em 7 de outubro de 2013.
Netanyahu elogiou a apreensão dos tripulantes da flotilha.
— Nenhum navio e nenhum apoiador do Hamas chegou ao nosso território, e nem mesmo às nossas águas territoriais — escreveu ele no X, acrescentando: — Eles continuarão a ver Gaza no YouTube.
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Mais de 50 barcos
Na quinta-feira, Israel informou que os ativistas a bordo de cerca de vinte barcos foram interceptados perto de Creta, no Mediterrâneo Oriental. As autoridades israelenses inicialmente disseram que os ativistas iriam para Israel. Mas, na quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, esclareceu que um acordo havia sido firmado com o governo grego para permitir que os passageiros da flotilha desembarcassem na costa grega.
A flotilha era composta por mais de 50 barcos que partiram nas últimas semanas de Marselha (França), Barcelona (Espanha) e Siracusa (Itália). A AFP confirmou, com base em informações fornecidas pelos organizadores, que as embarcações foram interceptadas na zona econômica exclusiva (ZEE) da Grécia.
O Ministério das Relações Exteriores da Grécia, no entanto, disse que a operação de Israel ocorreu em águas internacionais fora de Creta sem consulta prévia com Atenas, e pediu “contenção e respeito universal ao direito internacional”, acrescentando que não tinha jurisdição para intervir fora dos cenários de busca e resgate.
Ativistas da flotilha acusam o governo da Grécia de ajudar ou permitir que Israel realize a operação na costa do país.
— Você não pode fazer algo assim tão perto das águas nacionais de um país europeu — disse o jornalista italiano Alessandro Mantovani, que estava a bordo de um navio de flotilha que não foi apreendido, ao Haaretz.
Do outro lado, o porta-voz do governo grego, Pavlos Marinakis, disse na quinta-feira que a operação naval israelense não foi coordenada com seu país. Segundo ele, navios de guerra israelenses navegaram em águas internacionais a noroeste de Creta, fora das águas territoriais da Grécia. Ele alegou ainda que não houve consulta prévia com as autoridades gregas sobre a operação e que autoridades gregas “não podem intervir em águas internacionais que não sejam para fins de busca e resgate”.
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Marinakis acrescentou que um navio da guarda costeira grega respondeu a uma chamada de socorro que recebeu da flotilha e chegou imediatamente ao local. Além disso, ele revelou que as autoridades israelenses informaram às gregas, na manhã de quinta-feira, que os navios interceptados pelas forças israelenses permaneciam em águas internacionais e que os participantes da flotilha estavam seguros a bordo de navios israelenses.
— Os capitães da flotilha declararam que não estavam em perigo e que não estavam interessados na assistência das autoridades gregas — declarou.
A operação israelense também atraiu críticas internacionais. Em uma declaração conjunta, uma dúzia de países, incluindo Brasil, Espanha, Turquia e Paquistão, denunciaram as “flagrantes violações do direito internacional” por parte de Israel. Madri convocou o encarregado de negócios de Israel na Espanha.
O governo dos EUA apoiou Israel e criticou seus aliados europeus, de cujos territórios os barcos partiram, por apoiarem “essa manobra política inútil”. Os ativistas nesse comboio alegaram que queriam romper o bloqueio israelense à Faixa de Gaza e entregar ajuda humanitária ao território palestino, cujo acesso permanece fortemente restrito, apesar de um frágil cessar-fogo entre Israel e o movimento islâmico palestino Hamas, em vigor desde outubro.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel, na sexta-feira, classificou os ativistas como “provocadores profissionais” e os acusou de fazer o jogo do Hamas. O comunicado também afirmou que “a atividade humanitária na Faixa de Gaza está sendo gerenciada pelo Conselho de Paz”, uma organização promovida a critério do presidente dos EUA, Donald Trump, que assume poderes de resolução de conflitos.
A Flotilha Global Sumud declarou na quinta-feira, em comunicado à imprensa, que seus barcos foram abordados “por embarcações militares” e que seus ocupantes “apontaram lasers e armas de assalto semiautomáticas” e “ordenaram que os participantes se reunissem na proa dos barcos e se ajoelhassem”. Além disso, alegaram que as forças israelenses haviam desligado os motores e sistemas de navegação das embarcações, e que os ativistas haviam sido deixados no mar. O Ministério das Relações Exteriores de Israel negou essa alegação.
(Com AFP)
Nesta quinta-feira, veio à público a informação de que uma carta de teor possivelmente suicida atribuída a Jeffrey Epstein permanece sob sigilo há quase sete anos, guardada em um tribunal federal de Nova York. Segundo o New York Times, ela pode representar uma evidência relevante que ficou fora das investigações oficiais sobre sua morte.
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O documento teria sido encontrado em julho de 2019 por seu então colega de cela, Nicholas Tartaglione, após um episódio em que Epstein foi localizado inconsciente, com um pedaço de tecido enrolado no pescoço dentro de uma prisão em Manhattan. Ele sobreviveu àquele incidente, mas semanas depois foi encontrado morto na cela. A morte de Epstein, aos 66 anos, foi oficialmente classificada como suicídio pelo médico legista de Nova York.
Por que o bilhete ficou guardado?
O bilhete acabou sendo lacrado por um juiz federal no âmbito do processo criminal de Tartaglione, o que impediu a investigação da morte de Epstein de acessar o material. A imprensa não teve acesso ao documento, que também não faz parte dos “arquivos Epstein”.
O Departamento de Justiça afirmou ao New York Times que não localizou a carta em seus registros. Um porta-voz do tribunal recusou-se a comentar a existência de qualquer documento sigiloso. Segundo ele, esses registros são guardados em cofres do tribunal para sua segurança.
O que está escrito no bilhete?
Segundo Tartaglione, que já havia mencionado a existência do bilhete anteriormente, o texto incluía uma frase com tom de despedida e dizia “hora de dizer adeus”.
Uma cronologia presente nos autos judiciais descreve o caminho do documento dentro do sistema legal. Segundo esse registro, os advogados de Tartaglione conseguiram autenticar o bilhete entre o fim de 2019 e o início de 2020, embora os detalhes do processo não tenham sido divulgados. Caso seja comprovadamente de autoria de Epstein, o conteúdo pode ajudar a entender seu estado mental nas semanas anteriores à morte.
Na época, Epstein chegou a afirmar que havia sido atacado por Tartaglione e negou ter intenções suicidas. O ex-policial, que respondia por um quádruplo homicídio, sempre rejeitou a acusação. Registros do sistema prisional indicam que, dias depois, o próprio Epstein disse não ter problemas com o colega de cela e que se sentia seguro ao dividir o espaço com ele.

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na manhã desta sexta-feira (1º) no hospital DF Star, em Brasília, para passar por uma cirurgia no ombro. O procedimento, para tratar uma lesão no manguito rotador direito, deve durar três horas.

Há uma semana, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer favorável ao pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para deixar a prisão domiciliar e fazer uma cirurgia no ombro.

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A autorização foi concedida pelo ministro do STF Alexandre de Moraes – responsável pela execução penal do ex-presidente. 

Na manhã desta sexta-feira, a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, publicou em sua rede social, que, de acordo com o médico ortopedista que acompanha o ex-presidente, serão cerca de duas horas de preparação para o procedimento – quando será colocado um cateter de medicação – mais três horas para realização da cirurgia.

Prisão domiciliar

Por decisão do ministro Alexandre de Moraes, de 24 de março, Bolsonaro está em prisão domiciliar humanitária, após deixar o mesmo hospital privado da capital federal, onde esteve internado para tratar um quadro de pneumonia bacteriana.

O ex-presidente foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro de 2025, a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal da trama golpista.

Antes da decisão que autorizou a prisão domiciliar, Bolsonaro cumpria pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. O local é conhecido como Papudinha.

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