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Às 13h24m59s no horário padrão central dos EUA do dia 19 de dezembro de 1972, o módulo de comando da Apollo 17 amerissou no Oceano Pacífico, a cerca de 350 milhas náuticas a sudeste de Samoa, encerrando a última missão tripulada americana à Lua.
Astronautas da Artemis II tentam se reacostumar com gravidade: ‘Quando acordava, achava que estava flutuando’
Actígrafo: Como funciona dispositivo desenvolvido na USP e usado pela Nasa para monitorar astronautas na missão Artemis II?
Durante sua carreira, o comandante da Apollo 17, Eugene A. Cernan, registrou 566 horas e 15 minutos no espaço, das quais mais de 73 horas foram passadas na superfície da Lua. Cernan foi o segundo americano a caminhar no espaço e a última pessoa a deixar suas pegadas na superfície da Lua.
A conclusão da jornada da Apollo 17 marcou não apenas o fim de uma missão, mas o fim de uma era. Entre 1969 e 1972, 12 astronautas caminharam na Lua em seis pousos distintos. Meio século depois, a Nasa retorna à Lua com seu programa Artemis. Para a missão Artemis II, que foi lançada no dia 1º de abril de 2026, quatro astronautas fizeram um sobrevoo do lado oculto da Lua dentro de uma cápsula tripulada – a Órion.
Mais de 50 anos é um longo intervalo, e é natural perguntar: se os americanos conseguiam chegar à Lua rotineiramente no início da década de 1970, por que demoraram tanto para tentar voltar?
A resposta não é simples. Tem pouco a ver com tecnologia e muito mais com a forma como a política, o dinheiro e o apoio global funcionam. O ponto de partida é o próprio programa Apollo: seu modelo de exploração não foi construído para durar, e claramente não era sustentável.
Em 25 de maio de 1961, perante uma sessão conjunta do Congresso americano, o presidente John F. Kennedy comprometeu os EUA com a meta de levar um homem à Lua e trazê-lo de volta em segurança à Terra antes do fim daquela década.
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Após o assassinato de Kennedy em 1963, o presidente Lyndon B. Johnson garantiu que essa meta de pouso na Lua fosse cumprida. Mas os custos crescentes da Guerra do Vietnã e das reformas internas reduziram o interesse em novos investimentos espaciais.
Na verdade, o orçamento da Nasa atingiu seu pico em 1966 e começou a cair mesmo antes do sucesso do programa Apollo, prejudicando as perspectivas de uma exploração sustentável. O financiamento adicional foi rechaçado, missões planejadas foram canceladas e o programa Apollo chegou ao fim em 1972 – não porque tivesse fracassado, mas porque havia cumprido sua missão.
A exploração sustentável (tanto no espaço quanto na Terra) requer um compromisso político estável, financiamento previsível e um objetivo claro de longo prazo. Após o Apollo, os EUA tiveram dificuldades para manter esses três aspectos simultaneamente.
Os formuladores de políticas começaram a questionar qual direção a Nasa deveria tomar a seguir. Em 1972, o então presidente Richard Nixon instruiu a agência espacial a iniciar a construção do ônibus espacial. Isso levaria a Nasa a mudar seu foco da exploração do espaço profundo para operações na baixa órbita terrestre.
Divulgado como um “caminhão espacial” reutilizável, o ônibus espacial tinha como objetivo tornar o acesso à órbita da Terra algo rotineiro e relativamente barato. Mas ele acabaria se revelando um veículo de incrível complexidade, marcado por falhas técnicas e tragédias humanas – os acidentes com o Challenger e o Colúmbia, nos quais 14 astronautas perderam a vida.
Oito anos após o início do programa do ônibus espacial, alguns integrantes da comunidade aeroespacial acreditavam que era hora dos EUA voltarem a mirar a Lua – e a perspectiva tentadora de um pouso em Marte. Em 20 de julho de 1989, no 20º aniversário do primeiro pouso lunar da Apollo 11, o presidente George H.W. Bush anunciou a Iniciativa de Exploração Espacial (SEI).
O plano visava um compromisso de longo prazo para construir a Estação Espacial Freedom, levar astronautas de volta à Lua “para ficar” e, finalmente, enviar humanos ao planeta vermelho. Mas os altos custos estimados da SEI, que chegavam a centenas de bilhões de dólares, levaram ao seu fracasso. O fraco apoio no Congresso, juntamente com outros fatores, levou ao seu cancelamento durante o governo do presidente Bill Clinton.
Durante a década de 1990, o projeto da Estação Espacial Internacional (ISS) consolidou a baixa órbita terrestre como prioridade para a exploração humana. O ônibus espacial foi o meio utilizado pelos EUA para construir a estação e transportar tripulações de e para o posto avançado em órbita.
A ISS tornou-se um símbolo de cooperação científica internacional e de proeza técnica. As experiências realizadas na estação geraram insights valiosos em tudo, desde a pesquisa médica até a ciência de materiais. Mas também consumiram recursos que, de outra forma, poderiam ter apoiado a exploração do espaço profundo.
O desastre do Colúmbia em 2003 – no qual o ônibus espacial se desintegrou sobre o Texas, causando a morte de toda a tripulação – levou a uma nova reflexão sobre a direção da exploração espacial nos Estados Unidos. Como resultado, o presidente George W. Bush anunciou a Visão para a Exploração Espacial.
O objetivo dessa proposta, que daria origem ao que ficou conhecido como Programa Constellation, era reconstruir a capacidade da Nasa de chegar à Lua, tendo Marte como meta de longo prazo. Mas análises independentes alertaram que os custos e cronogramas eram irreais. O Congresso americano nunca deu apoio financeiro total ao Constellation, levando ao seu cancelamento em 2010, durante a Presidência de Barack Obama.
Esse ciclo repetido de projetos espaciais cancelados expõe algumas limitações inerentes ao sistema de financiamento da exploração lunar. Um programa lunar sustentável precisa de um forte compromisso multissetorial e de mecanismos para garantir financiamento por várias décadas. Mas programas de tal magnitude precisam competir anualmente com gastos com defesa, saúde e assistência social. A rotatividade eleitoral e as mudanças na liderança das comissões nos EUA enfraquecem ainda mais a perspectiva de continuidade.
A exploração lunar também tem sofrido com uma questão estratégica não resolvida: por que voltar, afinal? O objetivo do programa Apollo era em grande parte geopolítico e, após a Guerra Fria, nenhuma justificativa igualmente convincente realmente surgiu.
Os retornos científicos das missões espaciais tripuladas são limitados em comparação com a exploração robótica. As perspectivas comerciais permanecem incertas, e o prestígio por si só raramente sustenta ou garante grandes orçamentos.
Talvez uma pergunta mais adequada seja: por que o Artemis parece ter escapado desse padrão? Bem, a Nasa argumenta que enviar astronautas de volta à superfície lunar – e, em particular, estabelecer uma presença sustentada lá – ajudará os pesquisadores a aprender “como viver e trabalhar em outro mundo enquanto nos preparamos para missões tripuladas a Marte”. Isso é verdade, até certo ponto.
A Nasa também enfatiza que o Artemis é construído por meio de parcerias comerciais e cooperação internacional, criando a primeira presença humana de longo prazo na Lua.
O programa parece situar-se numa interseção cuidadosamente elaborada entre a liderança do governo dos EUA, as capacidades de lançamento comercial e uma ampla coalizão de parceiros internacionais reunidos sob os Acordos Artemis. Os acordos são um conjunto de princípios comuns relativos ao uso da Lua e de outros alvos no espaço sideral, acertados entre os EUA e outros países.
A principal diferença em relação às promessas anteriores de retornar à Lua é que isso, pelo menos em teoria, distribui o risco e amplia a base de apoio político. Na prática, porém, o Artemis continua sendo caro e está exposto a mudanças nos orçamentos e nas prioridades.
Há também uma dimensão cultural nessa questão. O programa Apollo criou um mito poderoso – embora frágil – de avanço tecnológico rápido e heroico. O Artemis está construindo sua ampla base tecnológica em sociedades e contextos democráticos onde investimentos e compromissos tendem a evoluir lentamente, moldados por negociações, acordos e interesses concorrentes.

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Em meio a acusações de Teerã sobre descumprimentos ao cessar-fogo temporário com as ações no Estreito de Ormuz na segunda-feira, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse nesta terça-feira que o “Projeto Liberdade”, uma operação anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, para liberar o tráfego de embarcações civis pela rota naval, é uma iniciativa temporária e defensiva, separada da Operação Fúria Épica — como foi batizada a ofensiva contra o Irã, em parceria com Israel.
— O Projeto Liberdade tem natureza defensiva, escopo focado e duração temporária, com uma única missão: proteger a navegação comercial inocente da agressão iraniana — afirmou Hegseth. — Forças americanas não vão precisar entrar em águas territoriais iranianas ou no espaço aéreo. Não é necessário. Não estamos buscando briga, mas o Irã também não pode ser autorizado a bloquear países inocentes e seus bens em águas internacionais.
*Matéria em atualização
O presidente do Parlamento do Irã e principal negociador do país no diálogo com os EUA, Mohammad Bagher Ghalibaf, culpou Washington nesta terça-feira pela nova onda de violência no Estreito de Ormuz e acusou as forças americanas de violarem o cessar-fogo, um dia após o início de uma operação para liberar o tráfego de navios mercantes na região. Em um momento que há confirmação de ao menos uma embarcação escoltada por navios militares dos EUA, a autoridade iraniana afirmou que Teerã “ainda nem sequer começou” a impor pressão sobre o controle de Ormuz.
Impacto da guerra: Bloqueio e sanções agravam crise e podem forçar concessões do Irã, mas sem a rendição esperada por Trump
Bloqueio rompido?: EUA anunciam tráfego de contratorpedeiros e navios mercantes americanos no Estreito de Ormuz; Irã nega
“A nova equação do Estreito de Ormuz está se consolidando. A segurança da navegação e do trânsito de energia foi colocada em risco pelos Estados Unidos e seus aliados ao violarem o cessar-fogo e imporem um bloqueio; no entanto, seu mal será reduzido”, escreveu Ghalibaf. “Sabemos muito bem que a continuidade da situação atual é insuportável para os Estados Unidos, enquanto nós ainda nem sequer começamos”.
A declaração do presidente do Parlamento do Irã ocorre após o início do “Projeto Liberdade”, iniciativa anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, no domingo, para liberar a passagem de navios mercantes presos no estreito desde o início da guerra. O primeiro dia da operação, na segunda-feira, levou a um embate direto entre forças iranianas e americanas, com a confirmação de Washington sobre o afundamento de seis lanchas rápidas da nação persa, além de disparos de projéteis pelo Irã que voltaram a atingir a região.
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O comando militar em Teerã confirmou ter disparado mísseis, foguetes e drones em resposta a violações do bloqueio decretado pela Guarda Revolucionária iraniana por navios dos EUA. Além de tiros de advertência contra embarcações de guerra, disparos atingiram ao menos um navio petroleiro e um porto nos Emirados Árabes Unidos. Um navio sul-coreano também registrou uma explosão na segunda-feira, em um caso que foi colocado em investigação. Seul anunciou nesta terça estar analisando um pedido dos EUA para se unir ao esforço para liberar a rota naval.
Os novos bombardeios contra um país do Golfo Pérsico acenderam um alerta global sobre uma nova escalada do conflito, que levou a um choque no preço do petróleo desde o início da guerra. Líderes de países europeus, como o presidente da França, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, condenaram os ataques contra Abu Dhabi.
Em um comunicado exibido na TV estatal iraniana, o alto comando militar negou que planejasse atingir os Emirados Árabes, culpando o “aventureirismo militar americano” pelos fatos do dia anterior — uma declaração no mesmo tom adotado por Ghalibaf, que afirmou que os descumprimentos dos EUA colocavam a segurança da navegação e do trânsito de energia “em risco”.
Em Washington, Trump minimizou as consequências dos ataques iranianos na véspera. Em um post na segunda-feira, o presidente americano disse que “além do navio sul-coreano, até este momento não houve danos ao atravessar o estreito”.
Uma fonte israelense ouvida pela CNN afirmou que EUA e Israel mantém estreita coordenação neste momento para uma possível nova rodada de ataques contra o Irã, que teria como alvo a infraestrutura energética e o assassinato de altos funcionários da nação persa. Os planos seriam os mesmos de antes do início da trégua e teriam como objetivo arrancar concessões nas negociações, que não foram alcançados em tratativas diplomáticas.
Escolta naval
Embora a operação militar dos EUA para liberar o tráfego em Ormuz tenha começado na segunda-feira, os detalhes sobre a participação permaneciam incertos. Comunicados do Comando Central dos EUA apontaram que as embarcações civis seriam “guiadas” pelo estreito, o que levantou dúvidas sobre se isso se limitaria a um compartilhamento de informações sobre rotas seguras ou se seria estendido a uma escolta naval de fato.
A empresa de navegação dinamarquesa Maersk anunciou nesta terça-feira que um de seus navios, o Alliance Fairfax, de bandeira americana, atravessou o Estreito de Ormuz escoltado pelas forças de Washington.
O navio estava bloqueado no Golfo desde fevereiro e foi “oferecida a oportunidade” de partir em companhia do Exército americano. “Posteriormente, o navio deixou o Golfo Pérsico acompanhado por meios militares americanos” em 4 de maio, informou a empresa em um comunicado. (Com AFP)
A Justiça da Flórida marcou para 2 de junho de 2026 a execução de Andrew Richard Lukehart, de 53 anos, condenado pelo assassinato de Gabrielle Hanshaw, um bebê de apenas cinco meses, em fevereiro de 1996. O governador da Flórida, Ron DeSantis, assinou, na sexta-feira (1), a nona ordem de execução do ano no estado, determinando que a pena seja cumprida por injeção letal.
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Segundo registros judiciais obtidos pela emissora News4Jax, Lukehart tinha 22 anos na época do crime e cuidava da filha de sua namorada quando tentou trocar sua fralda. Como a bebê não permaneceu deitada de costas, ele teria empurrado repetidamente e com força a cabeça e o pescoço da criança contra o chão, provocando sua morte.
Tentativa de encobrir o assassinato
Após o crime, ele jogou o corpo da menina em um lago próximo e deixou o local. Cerca de 30 minutos depois, ligou para a namorada alegando que Gabrielle havia sido sequestrada por um desconhecido e que ele estaria perseguindo o suposto autor do rapto. Inicialmente, disse à polícia que o sequestro havia ocorrido em frente à casa da companheira, mas depois mudou a versão e afirmou que tudo teria acontecido em uma loja.
As contradições levaram à descoberta da farsa, e Lukehart acabou confessando o assassinato. Durante o julgamento, ele afirmou aos jurados que entrou em pânico ao perceber que a criança havia parado de respirar. “Fiquei com medo, entrei em pânico, corri para fora, joguei a fralda fora, pulei no meu carro, liguei o motor e fui embora”, declarou. Após cerca de uma hora e meia de deliberação, o júri o considerou culpado.
Em março de 1997, um mês após a condenação, os jurados votaram por 9 a 3 pela recomendação da pena de morte. Ao ouvir a sentença, Lukehart permaneceu sentado com expressão considerada fria no tribunal, enquanto familiares reagiram com desespero, sua mãe deixou o local gritando.
A nova execução ocorre dias após a morte de James Ernest Hitchcock, de 70 anos, também na Flórida. Ele foi executado na quinta-feira (30) por ter assassinado Cynthia Driggers, de 13 anos, em 1976. Segundo dados do sistema penal americano, 47 pessoas foram executadas nos Estados Unidos no ano passado. A Flórida liderou o número de execuções, seguida por Alabama, Carolina do Sul e Texas. No estado, todas as penas capitais são cumpridas por injeção letal, com a aplicação de um sedativo, um agente paralisante e uma substância que interrompe o funcionamento do coração.
Um menino de três anos morreu no México após ser deixado dentro de um carro superaquecido por mais de 12 horas, em um caso que gerou comoção e levou à abertura de uma investigação por possível negligência. A vítima, identificada como Vicente, foi encontrada inconsciente dentro de um veículo estacionado em frente a uma residência em Mexicali, no estado de Baja California, no sábado (2).
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De acordo com informações da polícia divulgadas pelo portal NewsX, a mãe da criança teria saído para uma festa e retornado pouco depois da meia-noite de sexta. Ao chegar em casa, ela entrou e adormeceu, supostamente esquecendo que o filho ainda permanecia preso à cadeirinha no banco do carro. Na manhã seguinte, com a rápida elevação das temperaturas, o veículo se transformou em uma espécie de estufa.
Os serviços de emergência foram acionados por volta das 13h30 de sábado na Avenida Capellania, no bairro La Rioja Residencial, após uma mulher pedir socorro. Quando os agentes chegaram ao local, encontraram a mãe carregando Vicente e relatando que ele não respondia. Os paramédicos constataram a ausência de sinais vitais ainda no local.
Exposição extrema ao calor
Segundo peritos forenses, a criança morreu por insolação severa após prolongada exposição ao calor extremo dentro do automóvel. Foram identificadas queimaduras nos braços e nas pernas, provocadas pelo contato com superfícies aquecidas e pelas altas temperaturas no interior do veículo. O chefe do Serviço Médico Legal, Cesar Gonzalez Vaca, afirmou que a autópsia não encontrou indícios de violência física.
Os investigadores estimam que Vicente tenha morrido entre 9h e 10h da manhã, período em que os termômetros já ultrapassavam os 33°C. O menino, segundo o laudo inicial, apresentava peso e tamanho compatíveis com sua idade e não tinha sinais prévios de problemas de saúde.
O Gabinete do Procurador-Geral do Estado de Baja California abriu investigação para esclarecer as circunstâncias da morte. Moradores da região pedem que o caso seja tratado como negligência. O episódio relembra outro caso recente ocorrido em junho, quando um bebê de um ano morreu após ser deixado em um carro a 46°C nos Estados Unidos enquanto a mãe realizava um procedimento estético. Na ocasião, Maya Hernandez, de 20 anos, fechou acordo judicial e poderá cumprir até 15 anos de prisão por homicídio culposo.
Um incêndio de grandes proporções atingiu, nesta segunda-feira (4), uma fábrica da Warburtons, uma das maiores fabricantes de pães e produtos de panificação do Reino Unido, na cidade de Burnley, no condado de Lancashire, na Inglaterra. As chamas mobilizaram equipes de emergência e levaram à evacuação completa do prédio, segundo informou a própria empresa.
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O Serviço de Bombeiros e Resgate de Lancashire informou que foi acionado às 14h45 (horário local) para combater o fogo em um imóvel comercial na Billington Road. Ao todo, 12 viaturas e duas plataformas aéreas com escada foram enviadas ao local. As autoridades também pediram que moradores evitassem a região e mantivessem portas e janelas fechadas caso vissem ou sentissem cheiro de fumaça.
A repercussão do caso aumentou após Dave Fishwick, empresário britânico conhecido por inspirar o filme e a série “Bank of Dave”, da Netflix, publicar um vídeo nas redes sociais enquanto sobrevoava a cidade em seu helicóptero. A produção retrata sua trajetória ao fundar um banco comunitário para ajudar pequenos empresários e moradores locais.
Assista:
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Vídeo mostrou dimensão das chamas
Nas imagens divulgadas nesta segunda-feira, Fishwick afirmou que pretendia ajudar no resgate dos funcionários e descreveu a dimensão do incêndio. “Estou sobrevoando Burnley. Espero que todos estejam bem. Há um incêndio enorme. É inacreditável o tamanho do incêndio”, disse. Segundo ele, o telhado da fábrica parecia estar em chamas e a fumaça subia “até as nuvens”.
Em outro trecho, o empresário afirmou que fazia muito tempo que não via um incêndio daquela proporção. A cena chamou atenção nas redes sociais e reforçou a gravidade do incidente, embora, até o momento, não haja registro de feridos.
Em nota, um porta-voz da Warburtons confirmou que todos os funcionários conseguiram deixar o prédio com segurança. “Agradecemos aos bombeiros, que estão trabalhando arduamente para controlar o incêndio. Ainda não sabemos a causa do incêndio nem a extensão total dos danos”, declarou a empresa.
Um homem de 25 anos morreu após um ataque a tiros durante um churrasco em Brixton, no sul de Londres, na madrugada de sábado (2). O caso aconteceu minutos antes de um segundo episódio de violência, quando um homem foi encontrado com múltiplos ferimentos de faca a menos de 1,5 quilômetro de distância. A Polícia Metropolitana investiga se os dois crimes têm relação.
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Segundo as autoridades, a polícia foi acionada nas primeiras horas da manhã após relatos de diversos disparos na Coldharbour Lane. Informações preliminares apontam que os tiros partiram de um veículo e atingiram quatro pessoas que estavam no local.
Equipes especializadas da polícia e do Serviço de Ambulâncias de Londres prestaram os primeiros socorros ainda na rua antes de as vítimas serem levadas ao hospital.
Entre os feridos estava Keanu Taylor, de 25 anos, que não resistiu aos ferimentos e morreu após dar entrada na unidade de saúde. A família dele está sendo acompanhada por agentes especializados, segundo a polícia.
Outras três pessoas, com idades de 21, 47 e 70 anos, também foram hospitalizadas. De acordo com a investigação, os ferimentos foram considerados não fatais e sem risco de sequelas permanentes.
Testemunhas relataram que dezenas de pessoas correram em pânico quando os disparos começaram nas proximidades da churrasqueira.
Investigação de homicídio e possível conexão entre os casos
Após a morte de Taylor, os detetives abriram uma investigação de homicídio e intensificaram a busca pelos responsáveis pelo ataque.
O inspetor-chefe Allam Bhangoo, responsável pelo caso, afirmou que a prioridade é identificar e prender os autores do crime.
— Enquanto trabalhamos rapidamente para identificar os responsáveis, nossos pensamentos estão com a família e os amigos de Keanu neste momento incrivelmente difícil — disse em coletiva de imprensa.
Ele classificou o episódio como “um ato de violência chocante”, com forte impacto sobre os envolvidos e sobre a comunidade local.
— Quero tranquilizar os moradores, garantindo que estamos trabalhando com urgência para identificar e prender os responsáveis. É fundamental que qualquer pessoa que tenha testemunhado o ocorrido, ou que possua qualquer informação ou filmagem, se apresente. Até o menor detalhe pode ser crucial para nossa investigação — afirmou.
Segundo Bhangoo, a região continuará com reforço no policiamento nos próximos dias.
Pouco mais de uma hora após o tiroteio, a polícia foi novamente acionada, desta vez para a Acre Lane, a cerca de 700 metros do primeiro crime, após relatos de um esfaqueamento.
No local, um homem de 33 anos foi encontrado com múltiplos ferimentos de faca. Ele foi socorrido e levado às pressas ao hospital, onde permanece internado em estado grave.
A Polícia Metropolitana informou que apura a possibilidade de os dois ataques estarem conectados, mas, até o momento, ninguém foi preso em relação a nenhum dos casos.
Centenas de cães da raça beagle resgatados de um laboratório de pesquisas em Wisconsin, nos Estados Unidos, devem em breve ganhar novos lares. A operação, divulgada nas redes sociais neste fim de semana, mobilizou ativistas, entidades de proteção animal e voluntários, após denúncias de maus-tratos envolvendo a Ridglan Farms, instalação que criava os animais para testes de medicina veterinária e pesquisas sobre doenças.
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O Big Dog Ranch Rescue, organização localizada na Flórida, recebeu na noite de sábado (2) 300 beagles vindos do laboratório. O resgate faz parte de um acordo firmado na semana passada entre a instituição, o Centro para uma Economia Humana e a Ridglan Farms, prevendo a retirada de mais de 1.000 cães do local.
Confira:
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Segundo a imprensa local, em 2025, um juiz concluiu haver indícios suficientes de crueldade contra os animais após inspetores estaduais identificarem cerca de 300 supostas violações das normas de bem-estar animal. Entre as denúncias, estavam relatos de ferimentos sem tratamento e cirurgias realizadas sem anestesia.
Em outubro do mesmo ano, a Ridglan Farms assinou um acordo para renunciar à sua licença de reprodução até 1º de julho de 2026. Ainda assim, a repercussão entre defensores dos direitos dos animais continuou intensa.
Pressão de ativistas e protestos
Em março deste ano, ativistas invadiram o laboratório e retiraram 22 beagles do local. Segundo o jornal Sun Sentinel, oito deles foram posteriormente devolvidos pela polícia. No mês seguinte, centenas de manifestantes voltaram a protestar na propriedade, em uma mobilização que terminou com várias prisões.
Nas redes sociais, o Big Dog Ranch Rescue celebrou a chegada dos cães e destacou o apoio recebido durante a operação.
“Somos imensamente gratos a todos que compareceram de madrugada para receber nossos ônibus e vans de transporte e ajudar a acolher esses cães com tanto carinho e compaixão”, escreveu a instituição no Facebook.
A organização afirmou ainda que, graças a doações e apoio de voluntários, foi possível transportar os primeiros 300 animais para a Flórida, onde iniciarão uma nova etapa de vida.
“Embora este seja um marco importante, o caminho pela frente ainda é longo”, acrescentou o grupo.
Os cães passarão por castração, esterilização, vacinação e implantação de microchips antes de serem disponibilizados para adoção. Outros 700 beagles ainda serão levados posteriormente para o rancho de resgate na Flórida, enquanto os 500 restantes deverão ser encaminhados para outro local sob responsabilidade do Centro para uma Economia Humana.
O presidente da entidade, Wayne Pacelle, classificou a ação como “uma das maiores transferências” já realizadas envolvendo cães de laboratório.
Laboratório nega abusos
Em comunicado enviado à Fox News, a Ridglan Farms negou as acusações de maus-tratos e afirmou que os animais sempre receberam os cuidados adequados.
“Os cães da Ridglan Farms são felizes, saudáveis e bem cuidados. A documentação pública do USDA comprova que essa situação se mantém há muitos anos”, declarou o laboratório.
A empresa também afirmou esperar que os animais “continuem a viver vidas felizes em seus novos lares adotivos” após deixarem as instalações de pesquisa.
Segundo o Beagle Freedom Project, os beagles costumam ser a principal raça utilizada em testes laboratoriais por apresentarem comportamento dócil e sociável.
“As mesmas características que os tornam companheiros e membros da família incríveis são o motivo pelo qual são explorados pela indústria de testes em animais”, afirmou a organização.
Uma explosão de grandes proporções em uma fábrica de fogos de artifício no sul da China deixou ao menos 26 mortos e 61 feridos, provocou evacuação em larga escala e mobilizou uma operação de resgate com mais de 1.500 agentes, além de cães farejadores, drones e robôs.
O acidente ocorreu na tarde de segunda-feira na fábrica Huasheng Fireworks, em Liuyang, cidade da província de Hunan conhecida como um dos principais centros da indústria de fogos de artifício no mundo. Vídeos publicados nas redes sociais mostram a fumaça durante a explosão e a destruição no local após o incidente.
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As buscas foram encerradas após equipes retirarem vítimas e resgatarem sete pessoas que estavam presas sob os escombros.
Diante do risco de novas explosões, autoridades determinaram a evacuação de todos os moradores em um raio de 3 quilômetros da fábrica.
O trabalho de resgate ocorreu sob risco elevado. Segundo autoridades chinesas, havia dois depósitos de pólvora dentro da área industrial, considerados pontos críticos durante a operação. Para reduzir a possibilidade de novos incidentes, equipes umidificaram a região para “evitar acidentes secundários durante a operação”.
Vidros estilhaçados, portas retorcidas e estradas bloqueadas
Imagens e relatos do local mostram a força da explosão.
Em transmissão ao vivo, um repórter da CCTV afirmou que janelas de prédios residenciais próximos foram estilhaçadas.
Moradores relataram danos ainda mais severos.
— As janelas de vidro das nossas casas foram destruídas, as esquadrias de alumínio deformadas e até portas de aço inoxidável ficaram retorcidas — afirmou uma moradora que vive a cerca de 1 quilômetro da fábrica, em entrevista ao Beijing News.
Segundo ela, pedras lançadas pela explosão bloquearam estradas da região, obrigando moradores a fazer desvios.
Outra residente afirmou ter deixado o vilarejo por medo.
Entre os 61 feridos, segundo a CCTV, há vítimas de pouco mais de 20 anos até cerca de 60 anos. Alguns sofreram fraturas após serem atingidos por destroços projetados pela explosão.
Diante da tragédia, Xi Jinping determinou esforço total na busca por desaparecidos, atendimento integral aos feridos e uma investigação para apurar as causas do acidente e responsabilizar os culpados.
Segundo a mídia estatal, “medidas de controle” já foram adotadas contra responsáveis pela empresa.
Autoridades locais também iniciaram monitoramento da água e do ar nas proximidades da fábrica. Até o momento, segundo o governo, os indicadores ambientais permanecem dentro da normalidade.

Nove mineiros morreram e outros seis foram resgatados com vida após uma explosão em uma mina legal de carvão na segunda-feira, no centro da Colômbia, segundo o balanço final divulgado pelas autoridades após horas de buscas.
O acidente ocorreu em Sutatausa, município a cerca de 74 quilômetros ao norte de Bogotá, em uma região marcada por recorrentes acidentes em operações de mineração.
—Meu irmão, não! — gritou uma familiar em lágrimas, segundo ouviu a AFP ao chegar ao local do acidente, fechado ao público e também a alguns parentes das vítimas.
A irmã de uma das vítimas, que pediu para não ser identificada, afirmou que os trabalhadores haviam sido retirados duas vezes na semana passada da mina La Trinidad por causa da presença de gases perigosos.
— Só (quero) dizer que eles já tinham sido avisados — declarou, amparada por familiares e usando uma ruana (manto tradicional).
Segundo a Agência Nacional de Mineração, a explosão ocorreu aparentemente por acúmulo de gases enquanto 15 trabalhadores atuavam no local. “Seis pessoas foram retiradas com vida” e recebem atendimento em um hospital próximo, informou o órgão em comunicado.
A agência acrescentou que realizou uma “vistoria técnica” em 9 de abril nessa operação mineradora e fez recomendações para “reforçar” a segurança, “devido à presença de poeira de carvão” e às “emissões de gases, especialmente metano”.
‘Corpos jogados’
Outro trabalhador, que também pediu anonimato, disse à AFP que chegou ao fundo da mina antes das equipes de resgate e encontrou os corpos.
— Desci e vi todos os corpos jogados — relatou, com o rosto manchado de carvão.
Explosão em mina de carvão deixa nove mortos e seis feridos na Colômbia
AFP
Segundo um funcionário da mina ouvido pela AFP, os trabalhadores estavam a cerca de 600 metros de profundidade, a aproximadamente 40 minutos de caminhada da superfície.
A AFP registrou a presença de ambulâncias, socorristas e militares mobilizados na operação.
Embora acidentes desse tipo na Colômbia sejam mais frequentes em minas ilegais ou artesanais, a região onde ocorreu a explosão também concentra operações sem licença e com histórico de descumprimento de normas de segurança.
Em fevereiro, seis trabalhadores morreram após uma explosão em uma mina ilegal de carvão em Guachetá, a cerca de 30 quilômetros de Sutatausa.
A descoberta de uma estátua de cerca de dois metros da deusa Atena no sítio arqueológico da antiga Laodiceia, no sudoeste da Turquia, levou pesquisadores a revisitar o papel dos teatros na Antiguidade, ampliando a compreensão sobre o uso desses espaços além das apresentações artísticas. O achado, anunciado na quinta-feira (23) pelo ministro da Cultura e do Turismo, Mehmet Nuri Ersoy, indica que estruturas como o Teatro Ocidental da cidade funcionavam como centros de produção simbólica e cultural.
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Localizada em uma das regiões mais ricas da antiga Frígia, Laodiceia foi, há cerca de dois mil anos, um importante polo econômico e urbano. O teatro onde a escultura foi encontrada integra um complexo que, segundo arqueólogos, reunia não apenas atividades cênicas, mas também elementos decorativos e narrativos ligados à mitologia e à tradição literária.
Espaços de espetáculo e construção simbólica
A presença da estátua em uma área externa da estrutura teatral reforça a hipótese de que esses ambientes funcionavam como vitrines de valores culturais e religiosos. Em vez de servirem exclusivamente a encenações, os teatros também abrigavam esculturas posicionadas entre colunas, compondo cenários que dialogavam com o público mesmo fora das apresentações.
— Os trabalhos que conduzimos no Teatro Ocidental de Laodiceia continuam a trazer à luz vestígios do passado — afirmou Ersoy, em publicação na rede X.
Segundo as equipes responsáveis pelas escavações, as representações encontradas no local incluem divindades e episódios associados às epopeias atribuídas a Homero, o que aponta para a circulação dessas narrativas no cotidiano urbano. O espaço teria funcionado, assim, como ponto de encontro entre entretenimento, memória coletiva e expressão simbólica.
A escolha de Atena como figura representada também é considerada significativa. Associada à sabedoria, à estratégia e à guerra, a deusa ocupava posição central no imaginário greco-romano, sendo frequentemente vinculada a contextos de poder e conhecimento. Sua presença em um teatro sugere uma articulação entre arte e valores cívicos, típica das cidades da época.
A escultura, feita em mármore branco e atribuída ao estilo clássico do Período Augustano, entre 27 a.C. e 14 d.C., reforça essa leitura. O período marcou a consolidação do Império Romano sob o imperador Augusto, quando a arte e a arquitetura passaram a desempenhar papel estratégico na afirmação de identidade e autoridade.
— Essa estrutura, que serviu de palco para as epopeias de Homero, revela-se também o centro da narrativa cultural da antiguidade, enquanto a obra chama a atenção por sua alta qualidade artística — declarou o ministro.
Achados recentes na mesma área já haviam identificado outras esculturas relacionadas à tradição literária antiga, incluindo cenas da jornada de Odisseu, como os encontros com o ciclope Polifemo e com a criatura marinha Cila.
O conjunto de evidências reforça a interpretação de que o teatro de Laodiceia operava como um espaço multifuncional, onde arquitetura, escultura e narrativa se integravam na construção de significados coletivos. A continuidade das escavações e o estado de preservação das peças indicam potencial para novas descobertas, aprofundando o entendimento sobre a dinâmica cultural das cidades antigas.
— Com nossa visão de legado para o futuro, continuamos a preservar esse patrimônio único e a transmiti-lo às gerações futuras — afirmou Ersoy.

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