Como um voo prestes a pousar pode terminar em um processo judicial milionário? Essa é a pergunta no centro da ação movida por Laura Lanigan, comissária de bordo da British Airways há quase 30 anos, que afirma ter sofrido ferimentos graves após uma turbulência intensa durante a aproximação de um voo internacional para Mumbai, na Índia, em junho de 2019. O caso é analisado pela Justiça britânica e o julgamento segue em andamento neste início de 2026.
Avião de instrução cai e pega fogo nos EUA; instrutor e adolescente morrem
Funcionário morre após palete de carga esmagar veículo em aeroporto nos EUA
Segundo o relato apresentado ao Tribunal do Condado de Londres Central, Lanigan, hoje com 56 anos, foi arremessada ao ar dentro da aeronave — um Boeing 777 que havia partido de Londres Heathrow — após uma “queda violenta” pouco antes do pouso. Na queda, ela fraturou o joelho esquerdo, deslocou o ombro e ainda foi atingida por uma lata de bebida que não estava devidamente presa. A comissária deixou o avião em uma cadeira de rodas e agora pede uma indenização de 72.500 libras, o equivalente a cerca de R$ 519 mil.
Divergência sobre a causa da turbulência
Os advogados da funcionária sustentam que o piloto conduziu a aeronave para muito perto de uma nuvem do tipo cumulonimbus, conhecida por provocar condições meteorológicas severas. De acordo com a acusação, a tripulação deveria ter mantido uma distância mínima de 32 quilômetros da formação ou, alternativamente, orientado todos os comissários a se sentarem e afivelarem os cintos de segurança.
Lanigan relatou ao juiz que, apesar de os avisos de cinto de segurança estarem acionados para os passageiros, ela seguiu trabalhando em pé, confiando no “bom senso” e na experiência acumulada ao longo da carreira. “Lembro-me de tentar me mexer. Pareceu uma eternidade”, afirmou, descrevendo o que classificou como a pior turbulência que já havia enfrentado em três décadas de voo.
A British Airways contesta a versão. Segundo o advogado da companhia, Peter Savory, não havia qualquer evidência visual de nuvens de tempestade na rota nem indicação no radar meteorológico da presença de cumulonimbus. Um oficial de operações no cockpit descreveu o céu apenas como composto por “nuvens brancas e fofas”, e a empresa afirma que o episódio foi resultado de uma turbulência isolada e imprevisível.
O que são nuvens cumulonimbus
De acordo com o Met Office, serviço meteorológico do Reino Unido, as nuvens cumulonimbus — conhecidas como o “rei das nuvens” — são grandes nuvens de tempestade, com topos em forma de bigorna e potencial para produzir granizo, raios, trovões e chuvas intensas. Elas também estão associadas a turbulências severas e, em casos extremos, tornados, razão pela qual costumam ser evitadas por aeronaves comerciais.
A defesa da British Airways argumenta ainda que a tripulação foi alertada sobre a possibilidade de turbulência antes da decolagem e novamente cerca de duas horas antes do pouso. O sinal de apertar os cintos, segundo a empresa, foi acionado aproximadamente uma hora antes do incidente. Para Savory, esses fatores demonstram que os pilotos adotaram os cuidados adequados e que não houve indicação, naquele momento, de que seria necessário interromper o serviço de bordo.
Avião de instrução cai e pega fogo nos EUA; instrutor e adolescente morrem
Funcionário morre após palete de carga esmagar veículo em aeroporto nos EUA
Segundo o relato apresentado ao Tribunal do Condado de Londres Central, Lanigan, hoje com 56 anos, foi arremessada ao ar dentro da aeronave — um Boeing 777 que havia partido de Londres Heathrow — após uma “queda violenta” pouco antes do pouso. Na queda, ela fraturou o joelho esquerdo, deslocou o ombro e ainda foi atingida por uma lata de bebida que não estava devidamente presa. A comissária deixou o avião em uma cadeira de rodas e agora pede uma indenização de 72.500 libras, o equivalente a cerca de R$ 519 mil.
Divergência sobre a causa da turbulência
Os advogados da funcionária sustentam que o piloto conduziu a aeronave para muito perto de uma nuvem do tipo cumulonimbus, conhecida por provocar condições meteorológicas severas. De acordo com a acusação, a tripulação deveria ter mantido uma distância mínima de 32 quilômetros da formação ou, alternativamente, orientado todos os comissários a se sentarem e afivelarem os cintos de segurança.
Lanigan relatou ao juiz que, apesar de os avisos de cinto de segurança estarem acionados para os passageiros, ela seguiu trabalhando em pé, confiando no “bom senso” e na experiência acumulada ao longo da carreira. “Lembro-me de tentar me mexer. Pareceu uma eternidade”, afirmou, descrevendo o que classificou como a pior turbulência que já havia enfrentado em três décadas de voo.
A British Airways contesta a versão. Segundo o advogado da companhia, Peter Savory, não havia qualquer evidência visual de nuvens de tempestade na rota nem indicação no radar meteorológico da presença de cumulonimbus. Um oficial de operações no cockpit descreveu o céu apenas como composto por “nuvens brancas e fofas”, e a empresa afirma que o episódio foi resultado de uma turbulência isolada e imprevisível.
O que são nuvens cumulonimbus
De acordo com o Met Office, serviço meteorológico do Reino Unido, as nuvens cumulonimbus — conhecidas como o “rei das nuvens” — são grandes nuvens de tempestade, com topos em forma de bigorna e potencial para produzir granizo, raios, trovões e chuvas intensas. Elas também estão associadas a turbulências severas e, em casos extremos, tornados, razão pela qual costumam ser evitadas por aeronaves comerciais.
A defesa da British Airways argumenta ainda que a tripulação foi alertada sobre a possibilidade de turbulência antes da decolagem e novamente cerca de duas horas antes do pouso. O sinal de apertar os cintos, segundo a empresa, foi acionado aproximadamente uma hora antes do incidente. Para Savory, esses fatores demonstram que os pilotos adotaram os cuidados adequados e que não houve indicação, naquele momento, de que seria necessário interromper o serviço de bordo.










