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O governo dos EUA anunciou nesta terça-feira uma redução no número de suas brigadas estacionadas na Europa, após um anúncio anterior, em maio, de que diminuiria o número de tropas atuantes na Alemanha. O anúncio ocorre em meio à pressão contínua do presidente Donald Trump para que os aliados europeus aumentem seus gastos com Defesa.
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“O Pentágono reduziu o número total de Brigadas de Combate (BCTs) designadas para a Europa de quatro para três”, afirmou o Pentágono em um comunicado. Uma BCT normalmente consiste em entre 4.000 e 4.700 militares, de acordo com um relatório do Congresso.
O comunicado informou que a redução resultou em um “atraso temporário” no envio de tropas americanas para a Polônia. O anúncio foi precedido por uma declaração do vice-presidente, JD Vance, que confirmou que o envio planejado de 4.000 soldados para a Polônia havia sido adiado, e não cancelado.
“O Departamento de Defesa determinará a destinação final dessas e de outras forças americanas na Europa, com base em análises adicionais das necessidades estratégicas e operacionais dos EUA, bem como na capacidade de nossos aliados de contribuir para a defesa da Europa”, afirmou o Pentágono em comunicado.
No início do mês, Trump ordenou a retirada de 5.000 soldados da Alemanha no prazo de um ano, escalando sua disputa com Berlim e os aliados da Otan (aliança militar ocidental) perante a relutância europeia em apoiar o esforço de guerra americano no Irã — na época, o republicano afirmou considerar também reduzir tropas americanas na Itália e Espanha.
A medida foi tomada dias após o chanceler alemão, Friedrich Merz, dizer que a liderança iraniana estava “humilhando” os EUA na guerra e que não via uma estratégia americana para sair do conflito.
“Essa decisão surge após uma análise minuciosa da presença militar do Departamento de Defesa na Europa”, afirmou o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, em comunicado divulgado na ocasião. “Prevemos que a retirada seja concluída nos próximos 6 a 12 meses.”
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Citado pelo jornal britânico Guardian sob condição de anonimato, um alto funcionário do Pentágono disse que a retórica recente da Alemanha foi “inapropriada”: “O presidente está reagindo corretamente a essas declarações contraproducentes”, disse ao jornal britânico.
(Com AFP e New York Times)

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Thiago Cristino / Câmara dos Deputados
Proposta foi aprovada pelo Plenário da Câmara

O projeto de lei da minirreforma eleitoral aprovado pela Câmara dos Deputados determina a aprovação de contas com ressalvas daquelas cujas falhas não superem 10% do total de receitas do respectivo ano.

O Projeto de Lei 4822/25, segundo parecer do deputado Rodrigo Gambale (Pode-SP), exclui desse percentual as receitas estimáveis, desde que não tenha havido má-fé da parte nem descumprimento da aplicação do percentual destinado ao incentivo à participação política das mulheres.

Já as contas dos institutos e das fundações partidárias deverão ser analisadas junto com a dos partidos políticos, mas será permitido a seus representantes legais constituírem advogados e realizarem o cumprimento de diligências.

Refis
O projeto também permite o uso do Programa de Recuperação Fiscal para dívidas em execução ou com prazo de parcelamento inferior a 180 meses, repetindo regras da Emenda Constitucional 133/24 que previu esse tipo de Refis para os partidos.

O texto concede um ano para que a unidade técnica da Justiça Eleitoral aponte equívocos ou inconsistências sob pena de o respectivo parecer ser tomado como favorável. Esse setor também deverá apenas analisar a legalidade das despesas partidárias, vedada a emissão de juízo de valor subjetivo ou genérico sobre as despesas efetuadas.

Nesse sentido, deverão ser analisados dados como:

  • existência de doações vedadas ou de origem não identificada;
  • valor correto no repasse de cotas destinadas à fundação e ao programa de incentivo à participação das mulheres na política em relação ao montante recebido do Fundo Partidário; e
  • regularidade na inscrição das pessoas jurídicas

Depois do parecer técnico e antes do julgamento, o partido político terá 30 dias para se manifestar e juntar documentos que deverão ser considerados para evitar o recolhimento de valores.

Vacância
Para evitar a convocação de suplente que tenha mudado de partido, o projeto determina à respectiva Casa legislativa (Câmara de Vereadores, Assembleia Legislativa ou Câmara dos Deputados) verificar a filiação a fim de que seja convocado parlamentar filiado ao mesmo partido para o qual a vaga original foi designada no sistema proporcional.

Será possível, no caso de federação partidária, que o suplente tenha mudado de partido dentro daqueles que compõem essa federação.

Se o suplente tiver mudado de partido será convocado o próximo suplente na ordem de sucessão que atenda a essa exigência até que haja decisão definitiva da Justiça Eleitoral sobre a justa causa para a desfiliação do suplente preterido.

Fusão de partidos
O texto muda ainda a regra sobre fusão ou incorporação de partidos políticos a fim de aplicar a exigência de registro mínimo de cinco anos de cada partido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apenas às legendas não existentes anteriormente.

Todos os processos judiciais e administrativos em curso de fusões ou incorporações ficarão suspensos até o novo representante responsável pelo partido resultante ser citado ou intimado para prosseguir exercendo seu direito de defesa nos autos.

Quanto aos débitos dos partidos fundidos, embora o partido resultante responda por essas obrigações financeiras das legendas originárias, ele não se sujeitará às sanções de suspensão ou bloqueio de repasses de recursos de Fundo Partidário aplicadas.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta terça-feira que o senador Alexander López foi alvo de um atentado a tiros “por narcotraficantes” a menos de duas semanas das eleições presidenciais, cujo período de campanha vem sendo marcado por episódios de violência.
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“O veículo blindado do senador Alexander López foi alvejado por disparos de fuzil do grupo armado de narcotraficantes liderado por Iván Mordisco e Marlon”, escreveu Petro em publicação no X. “Por razões de segurança, o senador trocou de veículo no início de sua viagem e seguiu um pouco mais à frente. O veículo do prefeito de Santander de Quilichao também foi atacado, e ambos haviam partido do mesmo ponto”.
Segundo o presidente colombiano, o local do ataque fica a um quilômetro de onde o mesmo grupo de narcotraficantes detonou bombas que mataram 21 civis em abril.
Na sexta-feira, dois membros da campanha de Abelardo de la Espriella, o principal candidato de direita à Presidência da Colômbia, foram mortos a tiros em uma área rural do país, informaram as autoridades.
Segundo um comunicado da equipe do candidato, o coordenador local da campanha, Rogers Mauricio Devia, e seu assessor, Eder Fabián Cardona, foram emboscados à noite por quatro homens armados em motocicletas enquanto trafegavam pelo departamento de Meta, na região centro-leste da Colômbia, após coletarem material de campanha.
“Esses eventos são extremamente graves e preocupantes por si só, mas também porque ocorrem no contexto eleitoral, afetando gravemente o exercício dos direitos políticos e a participação democrática”, afirmou a Defensoria Pública no sábado.
A segurança é uma questão central na corrida para as eleições presidenciais de 31 de maio. O senador de esquerda e favorito nas pesquisas, Iván Cepeda — apoiado pelo presidente, Gustavo Petro —, e seus rivais de direita, De la Espriella e Paloma Valencia, relataram ter recebido ameaças de morte.
Os três estão em campanha sob forte esquema de segurança em meio a uma onda de ataques e assassinatos no país.
Como um dos históricos redutos das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Meta mantém presença guerrilheira e é um dos corredores de tráfico de cocaína do país. A oposição afirma que as negociações de paz fracassadas do governo Petro com a maioria das organizações acabaram dando espaço para que esses grupos se fortalecessem.
“A Colômbia não pode continuar com um governo que se tornou cúmplice do narcoterrorismo e que implementou essa ‘paz total’ que tem sido excelente para os criminosos e muito custosa para os colombianos”, afirmou Valencia em abril, quando expôs o plano de assassinato contra ela após ser comunicada por autoridades.
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A candidata a vice-presidente de Cepeda, Aida Quilcué, foi sequestrada por várias horas em fevereiro por um grupo de dissidentes rebeldes que se opunham ao acordo de paz de 2016 que desarmou a maior parte das FARC.
Na Colômbia, é comum que grupos armados, que se financiam por meio de atividades ilegais como o tráfico de drogas e a extorsão, exerçam pressão violenta para influenciar as eleições. As plantações de coca na Colômbia aumentaram 18% durante o governo de Petro, segundo dados da polícia divulgados no fim de abril. O último dado das Nações Unidas sobre a área plantada data de 2023, quando registrou um recorde de 253 mil hectares de folhas de coca, matéria-prima para a produção de cocaína. A Colômbia é o maior fornecedor mundial dessa droga.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados adiou nesta terça-feira (19) a análise da admissibilidade proposta de emenda à Constituição (PECs) sobre redução da maioridade penal no Brasil de 18 para 16 anos.

De acordo com o texto, jovens com 16 anos passariam a responder criminalmente por seus atos como adultos, tendo de cumprir pena em presídios. Atualmente, jovens que cometem infrações graves cumprem medidas socioeducativas pelo limite de três anos, estabelecidas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

A análise da proposta foi adiada por causa do início da Ordem do Dia do Plenário. Com isso, demais votações na Casa, como em comissões, devem ser interrompidas.

A proposta (PEC 32/15) é de autoria do deputado Coronel Assis (PL-MT). Além da redução da maioridade penal, prevê que os jovens com 16 anos poderiam se casar, celebrar contratos, tirar carteira de habilitação e votar obrigatoriamente. O autor defende que 90% da população são a favor da redução da maioridade penal, conforme pesquisa recente.

Parecer

Antes de a sessão ser interrompida, o relator, deputado Coronel Assis (PL-MT), apresentou parecer favorável à proposta, porém defendeu que a emenda trate apenas da punição criminal, sem abordar os direitos civis. Segundo ele, para evitar “confusão jurídica”.

Não há consenso sobre o tema dentro da comissão.  A deputada Talíria Petrone (Psol-RJ) argumenta que apenas 8% dos atos cometidos por jovens são considerados graves e que esses jovens podem acabar sendo aliciados pelo crime organizado se ingressarem no sistema prisional. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que o país registra cerca de 12 mil adolescentes em unidades de internação ou em privação de liberdade – menos de 1% dos 28 milhões de jovens nessa faixa etária, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

* Com informações da Agência Câmara de Notícias

O Senado dos Estados Unidos concordou nesta terça-feira em analisar uma medida que obrigaria o presidente Donald Trump a encerrar a guerra com o Irã ou obter autorização do Congresso para continuá-la. O movimento aconteceu depois que alguns republicanos se juntaram aos democratas para impulsionar uma resolução que o Partido Republicano conseguiu bloquear por meses.
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O senador Bill Cassidy, republicano da Louisiana que perdeu as primárias no fim de semana após ser alvo de ataques de Trump, foi o membro mais recente de seu partido a mudar seu voto e se aliar aos democratas em um esforço para limitar os poderes de guerra do presidente. Isso, combinado com a ausência de vários outros republicanos, foi suficiente para aprovar a resolução.
A votação foi de 50 a 47 para aprovar a medida, permitindo que ela seja debatida e votada nas próximas semanas. Esta foi a oitava tentativa dos democratas e de um único republicano de restringir os poderes de guerra de Trump desde que ele iniciou a campanha militar, agora em seu terceiro mês, que a maioria dos americanos diz que ele nunca deveria ter lançado.
O senador John Fetterman, da Pensilvânia, foi novamente o único democrata a votar com os republicanos para derrubar a medida, enquanto Cassidy foi um dos quatro republicanos que se uniram aos democratas para aprová-la. Após a votação, Cassidy disse que o governo Trump havia “deixado o Congresso no escuro sobre a Operação Fúria Épica”, referindo-se ao nome dado pelo governo à operação contra a República Islâmica.
“Na Louisiana, ouvi relatos de pessoas, incluindo apoiadores do presidente Trump, que estão preocupadas com esta guerra”, acrescentou ele em um comunicado. “Até que o governo esclareça a situação, nenhuma autorização ou prorrogação do Congresso pode ser justificada.”
A pequena parcela de ceticismo entre os republicanos em relação à condução do conflito com o Irã pelo presidente aumentou na semana passada, alimentada em parte pelo fato de Trump ter ignorado o prazo legal para solicitar permissão ao Congresso para prosseguir com operações de combate por mais de 60 dias. Tanto na Câmara quanto no Senado, as tentativas de aprovar uma resolução sobre poderes de guerra foram derrotadas por uma pequena margem.
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Na terça-feira, as senadoras Lisa Murkowski, do Alasca, e Susan Collins, do Maine, ambas refutando a alegação do governo de que o frágil cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã teria adiado o prazo de 60 dias, juntaram-se ao senador Rand Paul, do Kentucky, que se opõe à intervenção militar estrangeira, para votar com os democratas a favor de levar a medida ao plenário do Senado.
Não ficou imediatamente claro quando o Senado poderia votar a aprovação da resolução sobre os poderes de guerra, que, mesmo se aprovada por ambas as Casas, ainda estaria sujeita a um veto praticamente certo.
Com a ausência de três senadores republicanos — Tommy Tuberville, do Alabama, Thom Tillis, da Carolina do Norte, e John Cornyn, do Texas — a maioria não conseguiu derrubar a resolução, como já havia feito sete vezes desde o início da guerra. Mesmo assim, a deserção de Cassidy foi o mais recente sinal da crescente resistência republicana à forma como Trump lidou com o conflito e à sua recusa em dialogar com o Congresso sobre o assunto.
— O movimento está avançando lentamente a nosso favor — afirmou o senador Tim Kaine, da Virgínia, o democrata que lidera o esforço de semanas para pressionar os republicanos a votarem pelo fim da guerra.
Os democratas argumentam há meses que a aprovação de tal medida enviaria uma mensagem ao presidente americano de que a opinião pública a favor da operação havia se deteriorado.
— O que importa para o presidente é a sua própria popularidade, e quando o Congresso, incluindo membros do seu próprio partido, começa a votar contra ele — acrescentou Kaine.
A Câmara dos Deputados deverá votar uma medida semelhante nos próximos dias. Na semana passada, os parlamentares dessa Casa rejeitaram por uma margem apertada uma resolução sobre poderes de guerra, em um empate. O episódio aconteceu depois que dois republicanos, frustrados com o fato de o presidente ignorar o prazo legal para solicitar ao Congresso a permissão para continuar os combates após 60 dias, desertaram para se juntar aos democratas e avançar com a medida.
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A votação ocorreu em um momento em que o cessar-fogo parecia cada vez mais instável. Trump afirmou na segunda-feira que suspenderia o lançamento de novos ataques de grande escala contra o Irã para dar mais tempo à diplomacia. Mas ele ameaçou ordenar um “ataque total e em larga escala” caso o Irã não concorde com termos aceitáveis ​​para a Casa Branca.
Desentendimentos entre os Estados Unidos e o Irã sobre o futuro do programa nuclear iraniano e o Estreito de Ormuz têm dificultado as negociações. O Irã praticamente proibiu o trânsito pela rota marítima desde os primeiros dias da guerra, elevando o custo do petróleo e do gás e alimentando a frustração nos Estados Unidos com o conflito devido à alta nos preços da energia.
Kaine disse que esperava que o Senado não realizasse a próxima votação processual sobre sua resolução de poderes de guerra até depois do recesso do Memorial Day — feriado que homenageia os militares americanos que morreram em combate, celebrado na próxima segunda-feira (25 de maio). Ele esperava que, ao ouvir a opinião dos eleitores, os republicanos que votaram contra na terça-feira repensassem se continuariam a apoiar a guerra.
— As pessoas vão ouvir muitas reclamações quando chegarem em casa sobre os preços da gasolina — declarou.
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados transferiu para esta quarta-feira (20), às 14 horas, a votação de representação da Mesa Diretora contra o deputado Marcos Pollon (PL-MS). A votação estava marcada para esta terça-feira (19), mas foi adiada em razão do início da Ordem do Dia do Plenário.

Pollon é acusado de ter feito declarações de cunho ofensivo e depreciativo contra o presidente da Câmara, Hugo Motta, durante manifestação em Campo Grande, em agosto do ano passado.

O relator da representação, deputado Ricardo Maia (MDB-BA), mudou seu parecer e reduziu a suspensão do mandato de Marcos Pollon de 90 dias para 60 dias. Ricardo Maia lamentou a postura de lideranças políticas que não reconheceram o resultado das eleições de 2022.

“A política só pode ter razão quando a fazemos para as pessoas. Enquanto fizermos política para partido ou para líder político, nós não falamos, só replicamos o que colocam em grupo de WhatsApp e deixam muitos alienados, na direita e na esquerda.”

Marcos Pollon apresentou sua defesa ao Conselho de Ética nesta terça-feira (19). Ele explicou que, na manifestação, cobrava o presidente da Câmara para pautar o projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

“É a dor das pessoas que move todos os políticos, independentemente das diferenças ideológicas. Foi com esta perspectiva que cumpri todo meu mandato”, defendeu-se. “Há um sofrimento sem medida e sem justificativa para estas pessoas.”

O governo federal lançou, nesta terça-feira (19), um kit com orientações sobre privacidade e segurança da informação. A intenção é ajudar na identificação de mensagens falsas, links suspeitos, tentativas de fraude e roubo de senhas. 

A série de materiais educativos inclui gibi, vídeos e sete novas publicações, entre normas, guias e políticas. Todo o material está disponível na página do Programa de Privacidade e Segurança da Informação (PPSI). 

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A iniciativa é do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Segundo a pasta, a proposta é aproximar o tema da segurança da informação do dia a dia da população, especialmente de públicos que acessam serviços públicos pela internet, usam aplicativos de mensagem e podem ser alvo de golpes digitais.

Revista em quadrinhos

Um dos principais destaques da iniciativa é a revista em quadrinhos Phishing e Golpes Cibernéticos, primeiro gibi lançado pela Secretaria de Governo Digital (SGD) sobre o tema. O ministério deverá lançar ainda outros dez gibis voltados à educação digital. 

A publicação mostra como criminosos atuam para roubar dados de cidadãos por meio de mensagens falsas, links suspeitos e tentativas de fraude. Ao longo das páginas, os leitores também recebem orientações práticas sobre como identificar riscos e se proteger no ambiente digital.

Além dos materiais voltados à população, o MGI também disponibilizou novas publicações destinadas a gestores e servidores públicos que atuam no Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação (Sisp).

Uma mulher de 42 anos que decidiu escalar o vulcão Llaima, na região chilena de La Araucanía, para comemorar seu aniversário, morreu após sofrer uma queda de aproximadamente 600 metros.
Horas antes do acidente, às 3h de domingo (17), a excursionista, identificada como Ingrid Daniela Vera Figueroa — casada e mãe de dois filhos — compartilhou um vídeo emocionante em suas redes sociais, onde descreveu com entusiasmo os preparativos: “Espero que Deus esteja comigo neste dia maravilhoso… Estou muito feliz. Sim, tenho um pouco de incerteza sobre o que vai acontecer”, disse ela.
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O acidente ocorreu por volta das 15h daquele dia, quando o grupo do qual ela fazia parte estava a uma altitude de aproximadamente 2.000 metros. Por razões ainda sob investigação, a mulher escorregou, caiu pela encosta da montanha e morreu no local. Eles estavam tentando chegar ao cume do Vulcão Llaima (3.125 metros acima do nível do mar) no Parque Nacional Conguillío.
A operação de resgate foi extremamente complexa devido às condições climáticas adversas. Ventos fortes, baixa visibilidade e temperaturas abaixo de zero impediram o helicóptero dos Carabineros de chegar ao local no domingo, forçando a suspensão da operação durante a noite. Finalmente, às 6h30 de segunda-feira (18), equipes especializadas do Grupo de Operações Especiais da Polícia (GOPE) dos Carabineros, do Corpo de Bombeiros de Cherquenco e da Corporação de Resgate de Araucanía recuperaram o corpo com sucesso.
Os restos mortais da turista chilena chegaram a Villarrica, onde ela morava. O velório foi realizado nesta tarde.
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Após a tragédia, a Corporação Nacional Florestal (CONAF) informou que o grupo de excursionistas não havia concluído o processo de registro obrigatório antes de iniciar a subida. Héctor Tillería, diretor regional da agência, enfatizou que esse procedimento é vital para a ativação de medidas preventivas e agilização dos resgates. Ele também alertou que as temperaturas abaixo de zero e as condições adversas persistirão ao longo da semana e, portanto, fez um apelo urgente por comportamento responsável e uso de equipamentos adequados.
Vera Figueroa morava em Villarrica e era representante dos pais na Escola de Artes Graham Bell Bicentennial, naquela cidade. “A Sra. Ingrid era conhecida por ser uma representante dos pais responsável, gentil e dedicada, sempre preocupada em apoiar o desenvolvimento acadêmico e emocional de seus filhos. É com profunda tristeza que estendemos nossas mais sinceras condolências à sua família”, declarou a escola.
Seus amigos e familiares enfatizaram que ela era uma mulher apaixonada pela natureza, aventura e trilhas.
Escalada intensa
Em meados de abril, um turista argentino de 48 anos que tentava escalar o mesmo vulcão ficou desaparecido por várias horas antes de ser encontrado em segurança. Javier Ignacio Álvarez havia se aventurado em uma área não autorizada do vulcão.
A operação de busca foi liderada pela GOPE, uma unidade de elite dos Carabineiros chilenos, após um boletim de ocorrência de pessoa desaparecida registrado pela companheira de Álvarez, que afirmou que ele não havia retornado para casa. A baixa visibilidade, combinada com fendas cobertas de neve e baixas temperaturas, dificultou a operação. De fato, em alguns momentos, a visibilidade zero obrigou a suspensão das buscas.
A subida ao vulcão Llaima exige boa condição física e experiência em montanhismo. Geralmente é feita pela face oeste do maciço, e a caminhada começa na estação de esqui de Las Araucarias, bem perto de Nevados de Vilcún.
Essa trilha leva entre sete e oito horas para ser percorrida. Embora no inverno o percurso seja inteiramente na neve, nesta época do ano apenas alguns trechos estão cobertos de neve.
O vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau declarou apoio ao presidente da Bolívia de centro-direita, Rodrigo Paz, nesta terça-feira, após protestos contra seu governo tomarem conta do país. Landau ainda afirmou que as manifestações equivalem a uma tentativa de golpe de Estado contra Paz. Apenas seis meses após assumir o poder, o mandatário enfrenta a pressão de camponeses, operários, mineiros e professores que exigem medidas para enfrentar a pior crise econômica da Bolívia em quatro décadas.
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— Trata-se de um golpe financiado por essa aliança nefasta entre a política e o crime organizado em toda a região — declarou Landau, acrescentando que conversou por telefone com Paz. — Não é possível que tenha havido um processo democrático no qual [Paz] foi eleito de forma esmagadora pelo povo boliviano há menos de um ano, e agora tenhamos manifestantes violentos bloqueando as ruas.
Com a ascensão de Paz ao poder, a Bolívia tornou-se uma nova aliada do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, na América Latina. Em março, os Estados Unidos anunciaram o Escudo das Américas, uma aliança de segurança com 17 países da região, incluindo a Bolívia, para enfrentar o que consideram a maior ameaça ao hemisfério: o crime organizado.
Ao mesmo tempo, Washington reviveu a Doutrina Monroe, nomeada em homenagem ao presidente de mesmo nome que, em meados do século XIX, declarou que nenhuma potência estrangeira poderia ser hegemônica na região, exceto os Estados Unidos.
— Acho que olhar para a região através de uma ótica de esquerda e direita é um erro hoje. A grande linha divisória está entre os países que têm instituições que combatem o crime organizado e os países que são cúmplices do crime organizado — declarou Landau. — Estou muito preocupado com a Bolívia. Acho que todos nós deveríamos estar muito preocupados.
O presidente boliviano está sitiado por bloqueios que cercam a capital política do país, La Paz, há mais de duas semanas. Manifestantes, que exigem sua renúncia, entraram em confronto com as forças policiais bolivianas no fim de semana e na segunda-feira.
Usando explosivos e pedras, manifestantes tentaram entrar na Plaza de Armas, onde fica o Palácio do Governo, por volta do meio-dia de segunda-feira, confirmaram jornalistas da AFP. Protegidos com escudos, coletes e capacetes, os policiais antimotim os confrontaram durante várias horas com gás lacrimogêneo, que cobriu as ruas com uma densa névoa.
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Em meio aos distúrbios, o Ministério Público anunciou que havia ordenado a prisão de um dos líderes dos protestos, Mario Argollo, representante da Central Operária Boliviana, o maior sindicato do país, por supostos crimes de “incitação pública ao crime” e “terrorismo”. No sábado, dezenas de pessoas foram presas após entrarem em confronto com policiais para evitar que as rodovias bloqueadas fossem liberadas pelas autoridades.

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou uma proposta alternativa aos projetos que visam extinguir a jornada de trabalho no modelo 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso). O parlamentar defende a flexibilização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para permitir o pagamento por hora trabalhada, cabendo ao próprio empregado definir seu período de atuação.

Flávio discutiu a “sugestão”, conforme ele mesmo a classificou, com outros integrantes do PL, durante uma reunião em Brasília, nesta terça-feira (19). Após o encontro, o senador disse a jornalistas que a ideia é ajustar a legislação, levando em conta as mudanças decorrentes dos avanços tecnológicos e preservando os direitos trabalhistas.

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“Foi passada para nossa bancada essa sugestão, essa alternativa, que seria o trabalho remunerado pelas horas de trabalho, com a garantia de todos os direitos trabalhistas, como décimo terceiro, Fundo de Garantia [do Tempo de Serviço – FGTS], férias. Obviamente, proporcionais às horas de trabalho”, explicou o senador.

A manifestação ocorre em meio à tramitação de matérias sobre o tema no Legislativo. Em abril, o governo federal enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei em regime de urgência constitucional pelo fim da escala 6×1.

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O texto do Executivo propõe a redução do limite da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial. Dessa forma, os empregados passariam a trabalhar, no máximo, cinco dias na semana. A proposta conta com o apoio de entidades sindicais e órgãos de representação de classe, mas tem a objeção de entidades patronais, além de dividir especialistas.

Uma pesquisa recente da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados aponta que 73% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1, desde que não haja redução de salário.

Para Flávio Bolsonaro, a proposta do governo federal é inoportuna e eleitoreira. “Tenta vender para a população uma solução fácil que não vai resolver [os problemas de produtividade, empregabilidade e de qualidade de vida]. Vai gerar desemprego em massa, aumento do custo de vida e prejudicar mais os trabalhadores do que ajudar.”

De acordo com o senador, o pagamento correspondente às horas trabalhadas permitiria aos empregados “escolherem” o quanto querem trabalhar. “Se quiserem, vão trabalhar mais. E,se não puderem trabalhar tanto, se precisarem de mais flexibilidade, isso também estará atendido por esta legislação”, argumentou Flávio, destacando que, a seu ver, a proposta beneficia principalmente as mulheres.

“Vinte e três por cento delas não conseguem, não podem trabalhar por causa desta jornada endurecida, por não terem onde deixar seus filhos. Com esta mudança legislativa, a mulher que tem filhos vai poder trabalhar, por exemplo, quatro horas; deixar seu filho com alguém e voltar para casa para ficar com o filho. Portanto, vai ter oportunidade de trabalho”, disse Flávio, que se negou a responder a perguntas dos jornalistas.

A sugestão do senador vai na contramão do entendimento do governo federal, que considera o fim da escala 6×1 prioritário por, entre outros motivos, promover a equidade entre homens e mulheres no mercado de trabalho e aliviar parte da sobrecarga assumida pelas mulheres, sujeitas à dupla jornada.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstram que as mulheres dedicam, em média, 21,3 horas semanais aos afazeres domésticos e cuidados de pessoas, enquanto os homens dedicam 11,7 horas. Quando consideradas somente as mulheres pretas e pardas, o trabalho doméstico não remunerado é 1,6 hora a mais por semana, se comparado ao de mulheres brancas.

Para a secretária nacional de Articulação Nacional, Ações Temáticas e Participação Política do Ministério das Mulheres, Sandra Kennedy, o fim da jornada 6×1 pode impactar positivamente na divisão de tarefas em casa.

“O cuidado tem que ser compartilhado entre homens e mulheres. Isso não é uma questão só cultural. É também de os homens terem mais tempo em casa para compartilharem o cuidado”, afirmou a secretária à Agência Brasil.

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