Um dos portos mais emblemáticos da Nova Inglaterra começa a virar a página de um passado marcado pela poluição. Partes do porto de Boston foram reclassificadas para permitir a pesca recreativa de mariscos destinados ao consumo humano direto, algo que não ocorria há mais de cem anos, segundo anúncio do governo de Massachusetts, nesta semana.
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Desde 1925, moradores estavam proibidos de colher mariscos sem que o produto passasse antes por um processo de purificação industrial. Agora, trechos das águas em Winthrop, Hingham e Hull atingiram padrões de qualidade suficientes para autorizar o consumo direto, resultado de um amplo projeto multimilionário de recuperação ambiental. Em comunicado, a Divisão de Pesca Marinha afirmou que a medida representa um ganho significativo não apenas para os moradores dessas cidades, mas também para outros interessados na pesca recreativa no estado.
Reabertura histórica e desafios locais
Apesar do avanço, a liberação não será imediata. Cada município ainda precisa criar um plano de gestão e um sistema de licenciamento antes de autorizar oficialmente a pesca de mariscos, informou o jornal The Boston Globe. Até então, apenas poucas licenças comerciais eram concedidas, e os mariscos precisavam ser enviados a fábricas especializadas para purificação — um processo caro e altamente regulado, disponível em poucas unidades.
Com a reclassificação, segundo o próprio departamento estadual, essa exigência deixa de ser necessária, permitindo que um recurso público abundante chegue diretamente à população. Ainda assim, o anúncio divide opiniões. Jim Malinn, gerente geral do tradicional restaurante Union Oyster House, disse ao The Boston Globe que a principal barreira será a percepção do público. Embora considere a possibilidade de comprar mariscos do porto, ele afirma que só o faria se os produtos cumprissem os rigorosos padrões do estabelecimento, que mantém registros sanitários por até 90 dias.
A desconfiança também apareceu nas redes sociais, com moradores questionando como esses produtos seriam recebidos nos cardápios da cidade. Outros reagiram com ironia ao imaginar frutos do mar “colhidos no quintal” de Boston.
Há, porém, entusiasmo no setor. Jeremy Sewell, proprietário do restaurante Row 34, afirmou à Boston 25 News que a reclassificação pode impulsionar a economia local e atrair turistas. Para ele, a retomada da pesca de mariscos é parte da identidade costeira da região. “Se você mora no litoral e pode colher mariscos legalmente e levá-los para a mesa da sua família, isso é incrível”, disse.
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Desde 1925, moradores estavam proibidos de colher mariscos sem que o produto passasse antes por um processo de purificação industrial. Agora, trechos das águas em Winthrop, Hingham e Hull atingiram padrões de qualidade suficientes para autorizar o consumo direto, resultado de um amplo projeto multimilionário de recuperação ambiental. Em comunicado, a Divisão de Pesca Marinha afirmou que a medida representa um ganho significativo não apenas para os moradores dessas cidades, mas também para outros interessados na pesca recreativa no estado.
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Apesar do avanço, a liberação não será imediata. Cada município ainda precisa criar um plano de gestão e um sistema de licenciamento antes de autorizar oficialmente a pesca de mariscos, informou o jornal The Boston Globe. Até então, apenas poucas licenças comerciais eram concedidas, e os mariscos precisavam ser enviados a fábricas especializadas para purificação — um processo caro e altamente regulado, disponível em poucas unidades.
Com a reclassificação, segundo o próprio departamento estadual, essa exigência deixa de ser necessária, permitindo que um recurso público abundante chegue diretamente à população. Ainda assim, o anúncio divide opiniões. Jim Malinn, gerente geral do tradicional restaurante Union Oyster House, disse ao The Boston Globe que a principal barreira será a percepção do público. Embora considere a possibilidade de comprar mariscos do porto, ele afirma que só o faria se os produtos cumprissem os rigorosos padrões do estabelecimento, que mantém registros sanitários por até 90 dias.
A desconfiança também apareceu nas redes sociais, com moradores questionando como esses produtos seriam recebidos nos cardápios da cidade. Outros reagiram com ironia ao imaginar frutos do mar “colhidos no quintal” de Boston.
Há, porém, entusiasmo no setor. Jeremy Sewell, proprietário do restaurante Row 34, afirmou à Boston 25 News que a reclassificação pode impulsionar a economia local e atrair turistas. Para ele, a retomada da pesca de mariscos é parte da identidade costeira da região. “Se você mora no litoral e pode colher mariscos legalmente e levá-los para a mesa da sua família, isso é incrível”, disse.










