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“Quando você vê a dimensão […] então começa a entender o quão aterrorizante isso é, e que durante todo esse tempo, enquanto esperamos por algum tipo de negociação, a vida de crianças está em risco”, disse Mariia Hlyten, uma ativista ucraniana de 24 anos.
Os representantes Richard Blumenthal, Jamie Raskin e Michael McCaul se revezaram para falar sobre a situação das crianças ucranianas desaparecidas no evento desta quinta-feira. Vladimir Putin “está tentando destruir o povo; esse é o propósito de sequestrar crianças, mudar seus nomes e reeducá-las”, denunciou Blumenthal, senador democrata.
Animais de pelúcia simbolizando crianças ucranianas em cativeiro são exibidos em Washington
Anna Moneymaker/AFP
O democrata Jamie Raskin classificou as ações de Putin como “uma violação flagrante” dos direitos humanos, do direito internacional humanitário e das leis da guerra.
“É um crime de guerra e, se for feito intencionalmente… constitui parte das evidências de genocídio”, disse Raskin. Moscou nega as acusações.
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Em fevereiro, o presidente Volodymyr Zelensky afirmou que duas mil crianças ucranianas haviam sido repatriadas da Rússia e dos territórios ocupados pelos russos, mas que milhares permaneciam “em cativeiro”. Em março, os Estados Unidos anunciaram a criação de um fundo de US$ 25 milhões para auxiliar no retorno das crianças ucranianas, causa pela qual a primeira-dama Melania Trump também se manifestou.
Em 2023, o Tribunal Penal Internacional emitiu um mandado de prisão contra Putin e seu comissário para os direitos da infância “pelo crime de guerra de deportação ilegal” de crianças. Kiev alega que a Rússia os doutrinou, forçando muitos a adotar a cidadania russa, acusações apoiadas por depoimentos de ucranianos que conseguiram escapar da ocupação russa.








