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Uma nova geração de suspeitos de ataques políticos violentos nos Estados Unidos tem chamado a atenção de especialistas por fugir do perfil historicamente associado a esse tipo de crime, segundo o Wall Street Journal. Em vez de indivíduos com histórico de fracasso escolar ou isolamento social extremo, casos recentes envolvem jovens com trajetórias acadêmicas de destaque — alguns formados em instituições de elite e com desempenho excepcional. De Luigi Mangione, acusado de matar o CEO da UnitedHealthcare, a Cole Allen, investigado por tentar assassinar o presidente americano, Donald Trump, durante um evento em Washington, os episódios apontam uma mudança no padrão dos agressores. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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O presidente do Congresso Nacional, o senador Davi Alcolumbre (União-AP), fatiou a votação do veto ao projeto de lei (PL) da Dosimetria, retirando trecho que reduzia o tempo para progressão de penas de condenados. Segundo Alcolumbre, o trecho prejudicaria mudança feita no PL antifacção, que ampliou o tempo para progressão de penas.

O governo afirma que a decisão de Alcolumbre não tem previsão legal, nem precedente, pois não seria possível fatiar um veto integral. O Parlamento analisa, nesta quinta-feira (30), o PL 2.162 de 2023, que reduz a pena dos condenados por tentativa de golpe de Estado ligados ao 8 de janeiro de 2023.

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O presidente do Senado justificou a retirada dos incisos 4 a 10 do art. 1 do PL, que modifica o art. 112 da Lei de Execução Penal (Lei 7.210 de 1984).  

“O eventual reestabelecimento desses dispositivos seria contrário às vontades expressadas pelo Congresso tanto no PL da Dosimetria, que era no sentido de não dispor sobre o mérito de tais normas, quanto no PL Antifacção, que era no sentido de tornar mais rígidos os critérios de progressão do regime de cumprimento de penas para os casos neles contidos”, disse Alcolumbre.

A derrubada do veto pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros envolvidos no julgamento da trama golpista, reduzindo o tempo de prisão dos condenados por tentativa de ruptura democrática.

A sessão de hoje foi marcada com pauta única, passando o veto à Dosimetria na frente de mais de 50 vetos que aguardam na fila.

Como o PL da Dosimetria reduzia o tempo da progressão de penas, a medida beneficiaria os criminosos comuns, como havia alertado especialistas consultados pela Agência Brasil

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), argumentou que não existe precedente para fatiar votação de veto integral e que a fase de elaborar o projeto já passou.

“Após o veto do presidente da República é impossível fazer o fatiamento de algo porque não é mais a fase de elaboração do processo legislativo. É a fase do Congresso Nacional concordar ou não com o veto do presidente da República”, disse o senador amapaense.

A liderança do governo fez uma questão de ordem contra o fatiamento, mas o apelo foi rejeitado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Debate

O líder do governo na Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC), argumentou que o PL da Dosimetria viola a Constituição.

“A democracia brasileira foi atacada por uma organização política e militar que buscou romper a normalidade constitucional, e a redução casuística da resposta penal a estes fatos deixa o Estado Democrático de Direito vulnerável diante de novas tentativas de ruptura”, disse.

Por outro lado, a deputada Bia Kicis (PL-DF), liderança do PL, defendeu que a decisão de Alcolumbre é necessária para que o PL da Dosimetria não anule o aumento do tempo para progressão de penas.

“Evitamos que o PL da dosimetria produza efeitos indesejados jamais foram desejados pelo legislador. Esses efeitos indesejados e incoerentes com o ordenamento que acabamos de consolidar”, disse.

Razão do veto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o chamado PL da Dosimetria por entender que a proposta é inconstitucional e viola o interesse público ao reduzir penas de crimes contra a democracia.

“O PL daria o condão de aumentar a incidência de crimes contra a ordem democrática e indicaria retrocesso no processo histórico de redemocratização que originou a Nova República”, justificou o Palácio do Planalto. 

Entenda

O PL da Dosimetria determina que os crimes de tentativa de acabar com o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, implicarão no uso da pena mais grave em vez da soma de ambas as penas.

O foco do projeto é uma mudança no cálculo das penas, “calibrando a pena mínima e a pena máxima de cada tipo penal, bem como a forma geral de cálculo das penas”.

Tais mudanças podem beneficiar condenados pelo 8 de janeiro, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, além dos militares Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil; e Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). 

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou nesta quinta-feira, em uma manifestação pública, que o país não abrirá mão de suas tecnologias nucleares e de mísseis e indicou que Teerã pretende manter o controle estratégico do estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio global de energia. A declaração, divulgada em comunicado escrito, ocorre em meio ao impasse com os Estados Unidos e à continuidade de tensões mesmo após um cessar-fogo firmado no início de abril.
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No texto, Khamenei afirmou que a República Islâmica irá “proteger” suas “tecnologias avançadas” da mesma forma que protege suas próprias fronteiras. Ele também declarou que o país pretende “garantir a segurança da região do Golfo Pérsico e desmantelar a exploração desta via marítima pelo inimigo hostil”, em referência direta ao estreito de Ormuz, por onde passa uma fatia significativa do petróleo comercializado no mundo.
A fala marca uma das poucas manifestações do novo líder desde que assumiu o posto após a morte de seu pai, Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro, no primeiro dia da ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã. Desde então, Mojtaba não foi visto em público, e diferentes relatos indicam que ele teria sido gravemente ferido no mesmo ataque.
Impasse entre Irã e EUA e pressão militar
O cenário atual é de impasse entre Teerã e Washington, sem sinais concretos de retomada de negociações presenciais. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem insistido que a estratégia de pressão está funcionando, especialmente por meio do bloqueio naval imposto aos portos iranianos.
Em entrevista à Axios, Trump afirmou que o bloqueio é “um pouco mais eficaz do que os bombardeios” e que está “asfixiando” o país ao restringir suas exportações de petróleo. Segundo o governo americano, a medida busca forçar o Irã a aceitar restrições severas ao enriquecimento de urânio e a entregar estoques de material altamente processado.
Navio comercial visto da costa de Dubai em meio ao fechamento do Estreito de Ormuz
AFP
Ainda de acordo com a Axios, comandantes militares devem apresentar ao presidente opções estratégicas, incluindo possíveis ataques coordenados pelo Centcom, responsável pelas operações no Oriente Médio. O plano, segundo a reportagem, prevê uma onda curta de ataques com o objetivo de romper o impasse nas negociações.
Analistas da Bloomberg Economics, Becca Wasser e Chris Kennedy, afirmaram que “Trump quer encerrar a guerra com o Irã, mas não nos termos propostos por Teerã” e avaliaram que “Isso sugere que a questão já não é mais se ele vai escalar para pressionar por uma oferta melhor, mas quando e como. Acreditamos que a janela mais provável para uma ação é nas próximas duas semanas, e que novos ataques dos EUA são o cenário mais provável.”
Apesar da retórica, Trump afirmou a jornalistas que as negociações continuam “por telefone”, após uma tentativa frustrada de encontro entre representantes dos dois países no Paquistão no último fim de semana.
Estreito de Ormuz, economia sob pressão e narrativa iraniana
O estreito de Ormuz segue no centro da crise. O Irã já indicou que não pretende reabrir totalmente a rota para embarcações comerciais enquanto o bloqueio naval americano permanecer em vigor. Desde o início do conflito, apenas um número reduzido de navios tem sido autorizado a atravessar a via, responsável por cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos globalmente em tempos de paz.
A tensão tem provocado forte volatilidade no mercado internacional. Segundo a Bloomberg, o petróleo Brent chegou a atingir cerca de US$ 126 (R$ 630) por barril antes de recuar para US$ 114 (R$ 570), acumulando alta superior a 8% na semana, refletindo o temor de uma nova escalada militar e de um possível fechamento prolongado da rota.
Além disso, há incertezas sobre a capacidade de armazenamento de petróleo do Irã, o que pode forçar o país a reduzir a produção caso as exportações permaneçam limitadas. Sinais de pressão econômica já começaram a aparecer, com a moeda iraniana atingindo novos níveis de desvalorização.
Imagem mostra visualização de dados do tráfego marítimo no Golfo Pérsico, Estreito de Ormuz e Golfo de Omã, entre 18 e 20 de abril
MARINETRAFFIC.COM/AFP
Paralelamente, o discurso oficial iraniano tem se intensificado. De acordo com a AFP, Khamenei afirmou que os Estados Unidos sofreram uma derrota no conflito. Em mensagem divulgada pela televisão estatal, ele declarou: “Hoje, dois meses após o maior desdobramento militar e a agressão dos opressores do mundo na região, e a vergonhosa derrota dos planos dos Estados Unidos, um novo capítulo está se desenvolvendo no Golfo Pérsico e no estreito de Ormuz”.
A mensagem foi divulgada durante a celebração anual do “Golfo Pérsico” no Irã. Nela, o líder também afirmou que as bases militares dos Estados Unidos na região “carecem da capacidade de garantir sua própria segurança, sem falar na capacidade de oferecer segurança a seus aliados”.
Segundo o The New York Times, que citou autoridades iranianas sob anonimato, Khamenei teria ficado “gravemente ferido” na perna e no rosto durante o ataque que matou seu pai, embora “mantenha a lucidez mental e esteja ativo”.
O líder iraniano também destacou mudanças na gestão do estreito, elogiando “o novo marco jurídico e a gestão” iraniana do estreito de Ormuz. Autoridades do país afirmaram recentemente que já houve arrecadação inicial com a cobrança de taxas sobre o tráfego marítimo na região.
Durante o conflito, o Irã atacou embarcações como forma de retaliação, enquanto os Estados Unidos intensificaram o bloqueio naval para pressionar economicamente o país. Segundo o presidente iraniano, Masud Pezeshkian, a estratégia americana está “condenada ao fracasso”.
Khamenei também fez críticas diretas à presença estrangeira na região, afirmando que os “atores externos” que interferem à distância “não têm lugar aqui, exceto no fundo do mar”.
O Comando Central dos EUA (Centcom) solicitou o envio do míssil hipersônico Dark Eagle para o Oriente Médio, com possível uso contra o Irã, buscando um sistema de maior alcance para atingir lançadores de mísseis balísticos no interior do país. O pedido surge, de acordo com uma pessoa com conhecimento sobre a solicitação, depois de o Irã deslocar seus lançadores para fora do alcance de uma arma americana capaz de atingir alvos a quase 500 km. O Dark Eagle pode atingir alvos a mais de 2,7 mil km.
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Se aprovado, será o primeiro uso pelos EUA de um míssil hipersônico, cuja produção está atrasada e que ainda não foi declarado totalmente operacional apesar de a Rússia e a China já terem desenvolvido seus próprios modelos. Assim, sua utilização poderia enviar um sinal a seus adversários estratégicos de que os EUA finalmente conseguiram equiparar uma capacidade que eles já dominam.
Um cessar-fogo entre EUA e Irã está em vigor desde 9 de abril, mas o pedido indica que os EUA estão se preparando para novos ataques caso o presidente Donald Trump decida avançar. Ambos os lados têm usado o período para se rearmar e planejar, segundo Becca Wasser, analista da Bloomberg Economics. Becca ainda afirma que futuras rodadas de combate “podem ser mais mortais”.
Cinco vezes a velocidade do som
O Dark Eagle, também conhecido como Long-Range Hypersonic Weapon (LRHW), tem alcance estimado superior 2.700 quilômetros, embora suas capacidades exatas sejam secretas. Ele é projetado para planar até o alvo a mais de cinco vezes a velocidade do som e pode manobrar para evitar interceptação.
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A arma foi projetada para enfrentar sistemas avançados de defesa aérea, como da China ou da Rússia. Cada míssil da Lockheed Martin custa cerca de US$ 15 milhões (R$ 75 milhões na cotação atual), e há no máximo oito unidades, segundo a fonte. O Escritório de Prestação de Contas Governamental afirmou que cada bateria de lançadores custará cerca de US$ 2,7 bilhões (R$ 13,5 bilhões na cotação atual).
Os EUA já transferiram a maior parte de seus estoques do míssil de cruzeiro furtivo JASSM-ER, também projetado para combates contra adversários de nível equivalente, para o conflito com o Irã. Cerca de 1.100 desses mísseis já foram utilizados no conflito.
Os Estados Unidos afirmam ter superioridade aérea local, o que significa que, em algumas partes do Irã, suas aeronaves podem operar com pouca ameaça. No entanto, dezenas de aeronaves MQ-9, além de vários caças tripulados, foram abatidos, mostrando que outras áreas do espaço aéreo iraniano ainda são perigosas.
Menos de dois anos após assumir a Presidência no México, marcada por movimentos imprevisíveis de Donald Trump, Claudia Sheinbaum enfrenta sua decisão mais difícil até agora na relação com os Estados Unidos, avaliam analistas, ressaltando que as acusações formais apresentadas nesta semana em Nova York contra atuais e ex-autoridades mexicanas por supostos crimes relacionados ao narcotráfico colocam a presidente sob pressão sem precedentes. Ao solicitar extradições no caso, Washington desafia Sheinbaum a escolher: por um lado, defender um aliado e confrontar os EUA ou, de outro, aceitar a remoção de um governador em exercício, ameaçando seu apoio político interno em meio à violência dos cartéis no país.
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Dentre os acusados pela Promotoria federal de Nova York estava o governador do estado mexicano de Sinaloa, Rubén Rocha Moya. Segundo a acusação, a facção conhecida como Los Chapitos, liderada pelos filhos de Joaquín “El Chapo” Guzmán, teria atuado para favorecer a eleição de Rocha em 2021. O documento diz que a campanha do Morena recorreu a práticas como roubo de urnas e intimidação de candidatos da oposição em troca de facilidades para atividades criminosas após a vitória.
O governo mexicano, por sua vez, afirmou apenas que o documento não apresenta provas anexas e que irá analisá-lo, enquanto o governador nega as acusações e partidos da oposição defendem a dissolução dos poderes no estado. Ao pedir a prisão e extradição do governador, no entanto, Washington dá um salto na escalada de medidas adotadas pelo governo Trump. Até então, os EUA vinham adotando ações mais brandas, como o cancelamento de vistos de autoridades e pressão para ampliar a cooperação militar no combate ao narcotráfico.
Na manhã desta quinta-feira, Sheinbaum pediu que os EUA apresentem provas “irrefutáveis” no caso, indicando que, se recebê-las — ou se encontrá-las durante investigações internas —, o México responderá favoravelmente ao pedido de extradição. No entanto, ressaltou, caso não sejam apresentadas evidências, ficará evidente que “o objetivo dessas imputações por parte do Departamento de Justiça é político”.
Divisões internas
Analistas apontam que qualquer decisão de Sheinbaum trará consequências significativas porque, se aceitar a extradição, estará entregando alguém respaldado por seu próprio partido. Mas, se recusar, aumentará a tensão com o governo americano, que pode seguir atuando de forma independente no México, avaliou Ernesto López Portillo, da Universidade Ibero-Americana, ao El País.
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Uma resposta negativa ao pedido de extradição pode provocar a ira de Trump, que já demonstrou disposição para usar forças econômicas ou militares para avançar sua agenda externa. Por outro lado, cooperar com os EUA nesse caso seria visto como uma traição pela ala mais ideológica do Morena, ao mesmo tempo em que partidos de oposição no México já começaram a usar as acusações para ressuscitar alegações antigas — e não comprovadas — de que a sigla teria sido infiltrada pelo crime organizado, com eleições legislativas a apenas um ano de distância.
— Este é o grande desafio — afirmou Shannon O’Neil, vice-presidente do Council on Foreign Relations. — Há riscos se ela decidir investigar e processar, para o futuro do partido e seu controle político, e também há riscos se não fizer isso, perante o povo mexicano e os eleitores.
O Morena é um partido amplo, que reúne interesses diversos, fundado pelo mentor e antecessor de Sheinbaum, Andrés Manuel López Obrador. Algumas das pessoas que aderiram ao movimento ao longo dos anos enfrentam acusações graves, e as denúncias podem acabar favorecendo Sheinbaum ao lhe dar a oportunidade de “arrumar a casa”, disse O’Neil, diante de eleitores mexicanos que estão “frustrados com a corrupção”. Para ele, o caso pode ser uma oportunidade positiva para a presidente.
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No entanto, decidir agir contra Rocha e os demais acusados pode fragmentar o partido e criar divisões internas que não apoiem os candidatos da presidente nas eleições do próximo ano, segundo parlamentares que falaram sob anonimato. Integrantes do Morena já teriam instado Sheinbaum a se manter firme e rejeitar qualquer exigência de Washington. Pouco depois da divulgação das acusações, alguns dos principais aliados da líder mexicana, incluindo o ministro do Interior, foram ao seu gabinete no Palácio Nacional.
— O que é apropriado em um Estado de Direito não é alimentar caças às bruxas midiáticas nem usar acusações infundadas com fins políticos, mas exigir que qualquer autoridade que acuse apresente provas claras e verificáveis pelos canais legais — disse Jessica Saiden, deputada do Morena e presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara.
Histórico de acusações
Não é a primeira vez que autoridades mexicanas são acusadas de envolvimento com o narcotráfico pelos EUA. Em 2020, durante o primeiro mandato de Trump, o ex-secretário de Defesa Salvador Cienfuegos, um militar respeitado, foi detido em Los Angeles a pedido da agência antidrogas americana (DEA). O caso foi resolvido com sua repatriação após uma intensa disputa diplomática liderada pelo governo de López Obrador, e o general foi absolvido dois meses depois.
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O pedido de extradição ocorre enquanto México, EUA e Canadá negociam o TMEC, tratado comercial vital para o México, no qual Washington exerce forte pressão por meio de sua política tarifária. Também acontece após meses de retórica intervencionista de Trump, que insiste que o México “está controlado pelos cartéis”, enquanto o governo mexicano tenta demonstrar, com operações contundentes, que é capaz de controlar a situação em seu território.
— A acusação obriga Sheinbaum a se definir — afirmou o analista Carlos Bravo Regidor. — Se entrar em confronto com sua base política, isso terá impacto na governabilidade. Se confrontar Trump, pode comprometer negociações comerciais e a cooperação em segurança.
Há ainda o temor de que uma eventual recusa mexicana leve os EUA a adotar medidas mais diretas, algo que Sheinbaum tenta conter há meses. A própria presidente contou, há uma semana, que em suas conversas com Trump surgem propostas para atuação em território mexicano contra os cartéis. Em entrevista coletiva matinal, ela disse que o republicano sugeriu a ela “dar mais apoio, inclusive com a presença de membros do Exército dos EUA”, ao que ela disse não ser necessário.
— Somos muito rigorosos com nossa soberania nacional — afirmou.
O tema ganhou novos contornos após a revelação de que agentes da CIA participaram de uma operação antidrogas no Estado de Chihuahua sem autorização do governo federal. O caso está sob investigação da Procuradoria-Geral mexicana. Sheinbaum enviou uma nota diplomática à embaixada americana exigindo explicações sobre o caso. Na terça-feira, ela revelou que os Estados Unidos, em resposta, se comprometeram “a respeitar as leis do México”.
Nos últimos meses, porém, a política externa americana para a América Latina tem reforçado uma postura intervencionista, baseada no combate ao narcotráfico, no controle da migração e na contenção da influência chinesa — indo na contramão da postura mexicana, que insiste na defesa da soberania. Diferentemente de crises bilaterais anteriores, a presidente mexicana já não pode alegar simplesmente que está defendendo a soberania do país diante da pressão americana sem que isso soe, para Washington, como proteção a políticos ligados a cartéis, afirmou o analista político Carlos Bravo Regidor.
— Os Estados Unidos se cansaram de enviar sinais indiretos — disse. — Extraditar membros de cartéis já não era suficiente. Eles passaram a buscar “narco-políticos”. (Com Bloomberg)
A estimativa de US$ 25 bilhões apresentada na quarta-feira por um alto funcionário do Pentágono ao Congresso dos Estados Unidos para o custo total da guerra com o Irã até o momento é considerada subestimada e não inclui despesas relevantes, disseram à CNN americana três pessoas com conhecimento do assunto. A avaliação das fontes é a de que o custo real esteja entre US$ 40 bilhões e US$ 50 bilhões, ao incluir gastos com a reconstrução de instalações militares e a reposição de equipamentos destruídos durante os ataques.
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A diferença entre os valores reflete, principalmente, danos ainda não contabilizados oficialmente pelo Departamento de Defesa. Nos primeiros dias do conflito, ataques iranianos na região do Golfo causaram danos significativos a pelo menos nove instalações militares dos EUA em 48 horas. As ofensivas atingiram estruturas localizadas no Bahrein, Kuwait, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Catar.
Vários sistemas estratégicos também foram destruídos. Entre eles, o radar de uma bateria antimísseis THAAD americana na Jordânia e edifícios que abrigavam sistemas semelhantes em dois pontos dos Emirados Árabes Unidos. Uma aeronave E-3 Sentry da Força Aérea dos Estados Unidos foi destruída em um ataque iraniano contra uma base aérea estratégica na Arábia Saudita.
Ao detalhar a composição dos custos apresentados aos parlamentares durante audiência na Câmara dos Representantes na manhã de quarta-feira, Jules “Jay” Hurst III, controlador do Pentágono, afirmou que “a maior parte” dos gastos informados foi destinada à compra de munições. Questionado sobre a inclusão dos custos de reparo das bases no cálculo, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, não respondeu.
— Esse número está totalmente equivocado — afirmou o deputado democrata Ro Khanna durante a audiência, ao criticar a estimativa inicial apresentada pelo Pentágono.
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Dados anteriores fornecidos pelo próprio Departamento de Defesa ao Congresso indicavam que a guerra já havia custado cerca de US$ 11 bilhões apenas nos primeiros seis dias. No mês passado, o Pentágono também solicitou à Casa Branca a aprovação de um pedido ao Congresso de mais de US$ 200 bilhões em financiamento adicional para sustentar as operações militares em curso.
Em reuniões com jornalistas na semana passada, Hurst reconheceu que o governo ainda não tem um cálculo definitivo sobre os danos às instalações militares americanas no exterior. Segundo ele, a estimativa depende de decisões futuras sobre a reconstrução dessas estruturas — custos que não estão incluídos na controversa proposta orçamentária de US$ 1,5 trilhão para o ano fiscal de 2027.
— Esse custo não está refletido no orçamento porque ainda estamos avaliando o que queremos construir no futuro — afirmou Hurst, indicando que aliados dos EUA podem contribuir financeiramente para a reconstrução das bases atingidas, o que dificulta a elaboração de uma estimativa mais precisa neste momento.
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A proposta de orçamento de US$ 1,5 trilhão para 2027 representa, segundo autoridades, um aumento de 42% no financiamento do Departamento de Defesa em relação aos níveis atuais. Hegseth argumentou que a medida reverteria anos de subinvestimento, permitindo reforçar cadeias industriais e aumentar a “letalidade e sobrevivência” das forças americanas, além de sustentar projetos como sistemas de defesa antimísseis, aeronaves e embarcações.
— Cada política que adotamos, cada item orçamentário que solicitamos, serve para garantir que o departamento permaneça totalmente focado em aumentar a letalidade e a capacidade de sobrevivência de nossas forças, da linha de frente ao chão de fábrica. Este é um orçamento histórico — disse Hegseth.
Às vésperas das eleições de meio de mandato, em que o custo de vida é tema central, parlamentares republicanos demonstram resistência em defender junto ao eleitorado um aumento de US$ 440 bilhões nos gastos com defesa, que provavelmente exigiria cortes em programas sociais populares. Os bombardeios americanos ao Irã também consumiram grande parte dos estoques de mísseis e bombas de alta tecnologia dos EUA. O Pentágono estimou que os dois primeiros dias da guerra custaram US$ 5,6 bilhões apenas em munições.
O custo da guerra é de interesse para o Congresso, já que o conflito deve ultrapassar 60 dias nesta semana — momento em que os parlamentares poderão ser chamados a aprovar ou rejeitar a continuidade do uso da força militar no Irã. A Lei de Poderes de Guerra dos EUA estabelece que um governo pode empregar força militar sem aprovação do Congresso por até 60 dias, após os quais o presidente pode solicitar uma extensão de 30 dias ou o Congresso pode votar para autorizar a guerra.
(Com Bloomberg)

O governador em exercício do Rio, Ricardo Couto, nomeou três novos secretários para as pastas da Fazenda, Planejamento e Gestão e a Procuradoria-Geral do Estado.

A iniciativa dá continuidade ao processo de revisão de estruturas administrativas das secretarias. As nomeações foram publicadas no Diário Oficial, nessa quarta-feira (29).

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Esta é a segunda passagem de Guilherme Mercês pela Secretaria de Fazenda. Ele já ocupou o cargo de secretário em 2020 e 2021. Na época, liderou a adoção de um conjunto de medidas que evitaram o colapso das contas estaduais e mantiveram o Rio no Regime de Recuperação Fiscal.

Rafael Abreu assume a secretaria de Planejamento e Gestão após três anos à frente da Subsecretaria de Planejamento e Orçamento. Servidor de carreira desde 2012, é especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental. Com uma atuação voltada à coordenação e elaboração de instrumentos de planejamento e orçamento, entre novembro de 2015 e abril de 2023, ocupou o cargo de Superintendente de Planejamento, na Subsecretaria de Planejamento e Orçamento.

O advogado Bruno Teixeira Dubeux retorna ao comando da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RJ), onde esteve entre 2020 e 2023. Foi responsável pela criação da Comissão Especial para Combate ao Racismo Estrutural e Institucional (CECREI) e da Comissão Especial para Promoção da Igualdade de Gênero, ambas instituídas em 2021e pela modelagem jurídica da concessão do saneamento e pela manutenção do Estado no Regime de Recuperação Fiscal.

Na terça-feira (28), o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, nomeou o médico urologista Ronaldo Damião para o cargo de secretário de Saúde. Com experiência técnica e acadêmica, o novo secretário é vice-presidente da Academia Nacional de Medicina (ANM). Já foi presidente da Sociedade Brasileira de Urologia e atua nas áreas de cirurgia oncológica e pesquisa urogenital clínica e cirúrgica.
 

Um ônibus caiu no rio Sena, na região de Juvisy-sur-Orge, na França, na manhã desta quinta-feira, após o motorista perder o controle do veículo durante um treinamento de direção. Equipes de resgate mobilizaram mergulhadores especializados e embarcações para retirar os ocupantes e verificar se havia outras vítimas na água.
Segundo autoridades locais, o acidente aconteceu por volta das 9h30 no horário local, quando o ônibus deixava a rodoviária e seguia pela ponte Draveil. No veículo estavam quatro pessoas: o motorista em treinamento, um instrutor e dois passageiros.
De acordo com as primeiras informações, o condutor teria cometido um erro de direção e colidido com outro carro antes de o ônibus sair da margem e cair no Sena. Ao entrar no rio, o coletivo ainda atingiu um carro que estava estacionado, fazendo com que o veículo tombasse e também fosse arrastado para a água.
Os quatro ocupantes do ônibus foram retirados rapidamente assim que o veículo começou a afundar. Mergulhadores foram vistos entrando no rio e se dirigindo até o coletivo submerso para verificar se havia alguém preso.
As autoridades informaram que acreditam que não havia ninguém dentro do carro estacionado no momento da colisão. Após a inspeção, os mergulhadores confirmaram que o automóvel estava vazio.
Resposta rápida evitou tragédia
A prefeita de Juvisy-sur-Orge, Lamia Bensarsa Reda, afirmou estar “chocada” com o acidente, que classificou como raro na cidade.
— O ônibus estava saindo da rodoviária quando o motorista perdeu o controle e bateu em um carro estacionado. É a primeira vez que vejo algo assim. Acho que acabei de viver o pior dia da minha vida — declarou.
Ela destacou que a rápida atuação da polícia e dos serviços de emergência evitou consequências mais graves.
— Felizmente, não houve vítimas graças à rápida resposta da polícia e dos serviços de emergência. Eles reagiram muito rapidamente e conseguiram levar as pessoas para um local seguro — acrescentou.
Após o acidente, o tráfego na região foi fortemente impactado, com alterações nas ligações de transporte locais e interdição parcial da área para o trabalho das equipes de resgate.
Segundo a prefeita, a prioridade agora é garantir a fluidez do trânsito e permitir que os socorristas atuem com segurança.
— O desafio agora é manter o trânsito fluindo sem problemas e permitir que os serviços de emergência e a polícia trabalhem nas melhores condições possíveis — disse.
Um helicóptero segue sobrevoando a região, enquanto dois barcos patrulham o Sena para assegurar que não haja mais pessoas necessitando de resgate. Uma investigação deverá ser aberta para apurar as circunstâncias exatas do acidente e confirmar o que levou o motorista a perder o controle do ônibus.
O relatório de autópsia divulgado nesta terça-feira (28) revelou que Elyjah Hearn, menino de 5 anos encontrado morto dentro de uma lixeira em Los Angeles, sofreu ferimentos graves e provavelmente foi espancado antes de morrer. A criança, que era autista, foi localizada em 12 de julho de 2025, enrolada parcialmente em um cobertor de lã, e teve a morte classificada como homicídio por traumatismo contuso.
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Segundo o laudo, obtido pela emissora ABC 7, Elyjah apresentava contusões, fraturas e escoriações na cabeça, no tronco e nos braços, além de cortes na testa e nos lábios. O médico legista também identificou hematomas em diferentes estágios de cicatrização na parte frontal e posterior do corpo, o que indica que ele pode ter sofrido abusos anteriores.
Brycson Malik Gaddis, de 20 anos, ex-namorado de Kemia Hearn, mãe do menino, foi preso em 16 de julho e acusado de assassinato. Ele se declarou inocente e permanece detido na Cadeia de Van Nuys, sem direito a fiança. A próxima audiência está marcada para 13 de maio.
Investigação e imagens de segurança
De acordo com a polícia, imagens de câmeras de segurança registraram um homem acompanhado de uma mulher carregando um grande volume envolto em um cobertor semelhante ao que foi encontrado com o corpo da criança, a poucos quarteirões da lixeira, na noite anterior à descoberta.
Nas gravações, o que pareciam ser pés e pernas podiam ser vistos pendurados sob o cobertor enquanto o homem caminhava pela rua. Um mandado de busca e apreensão descreveu que “a vítima estava envolta em um cobertor multicolorido, no qual foi encontrada morta posteriormente”, e apontou que Brycson estava acompanhado de Kemia Hearn.
A polícia também afirmou ter encontrado vestígios de sangue na pia e no ralo do banheiro, além de manchas em uma sacola sobre a cama no apartamento de Gaddis.
Kemia Hearn, de 24 anos, foi interrogada nos dias seguintes à morte do filho, mas acabou liberada e não foi formalmente acusada.
Histórico criminal e denúncias
Gaddis já possuía um histórico criminal com acusações anteriores de roubo de carro, agressão e violência doméstica. Em fevereiro de 2025, ele foi acusado de violência doméstica e cárcere privado por supostamente agredir uma ex-namorada e mantê-la trancada no apartamento em duas ocasiões.
Ele também faltou a uma audiência judicial em abril daquele ano, o que levou à expedição de um mandado de prisão. Segundo as autoridades, embora usasse tornozeleira eletrônica, o equipamento estava com a bateria descarregada e não vinha sendo recarregado corretamente.
Familiares de Kemia afirmaram ainda que ela também teria sido vítima de agressões por parte de Gaddis, e a polícia relatou já ter recebido diversas chamadas relacionadas a episódios de violência doméstica.
Uma campanha criada no GoFundMe para ajudar a família descreveu Elyjah como “uma criança alegre e divertida que iluminava todos os lugares por onde passava”.
“Seu riso, sua energia e seu espírito inocente tocaram todos que o conheceram. Sua vida foi interrompida cedo demais, e nossos corações estão despedaçados”, diz a mensagem publicada na página.
A morte de uma mulher após um ataque de cascavel no sul da Califórnia reacendeu o alerta das autoridades para o aumento de acidentes com serpentes venenosas na região, em meio a uma sequência de ocorrências registradas nas últimas semanas. O caso mais recente envolvendo uma excursionista resgatada às pressas em uma trilha do Parque Nacional Kings Canyon reforçou a preocupação de bombeiros e especialistas com o avanço desses incidentes durante a primavera no estado.
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Segundo o Corpo de Bombeiros de Montecito, a mulher foi atacada no tornozlo enquanto percorria cerca de 1,5 quilômetro da trilha Buena Vista, no dia 12 de abril, por volta das 15h38 (horário local). Sem conseguir fazer uma ligação para o 911 por causa da falta de sinal de celular, ela conseguiu enviar uma mensagem de texto a um familiar pedindo socorro. A pessoa acionou os serviços de emergência, que orientaram a vítima a soprar um apito repetidamente para facilitar sua localização.
Um vídeo divulgado pela corporação mostra cerca de dez socorristas carregando a mulher até um local seguro. Ela foi retirada da área em uma maca do tipo Stokes, utilizada em terrenos acidentados, e depois levada de ambulância para um hospital. O estado de saúde dela não foi atualizado pelas autoridades.
Sequência de ataques preocupa autoridades
Esse foi o segundo caso de mordida de cobra em trilhas de Montecito apenas neste mês. Antes disso, em 6 de abril, outro caminhante havia sido ferido na trilha Cold Spring, em Santa Bárbara, e precisou ser transportado de helicóptero para o Hospital Cottage de Santa Bárbara, segundo informações relatadas por fonte independente.
De acordo com a emissora KTLA, este foi o sétimo ataque de cascavel registrado no sul da Califórnia em cerca de seis semanas, incluindo duas mortes. Uma delas foi a de Julian Hernandez, de 25 anos, que foi picado enquanto andava de bicicleta próximo ao início da trilha Quail Hill, em Irvine, em 1º de fevereiro. Ele foi hospitalizado, entrou em coma por mais de um mês e morreu em 4 de março.
Dez dias depois, Gabriela Bautista, de 46 anos, morreu após ser atacada durante uma trilha no Parque Regional de Wildwood, em Moorpark. Segundo a emissora KCAL, ela foi levada de helicóptero ao Los Robles Regional Medical Center, mas morreu cinco dias depois. O Gabinete do Médico-Legista do Condado de Ventura confirmou que a causa da morte foi o veneno da picada de cascavel.
O Sistema de Controle de Intoxicações da Califórnia registrou 77 chamadas relacionadas a mordidas de cascavel apenas nos três primeiros meses de 2026, informou o Los Angeles Times. Normalmente, o centro recebe entre 200 e 300 casos por ano.
Especialistas atribuem o aumento ao clima mais quente neste ano. Greg Pauly, especialista em répteis do Museu de História Natural do Condado de Los Angeles, afirmou ao jornal que o crescimento da vegetação favoreceu a proliferação de roedores, principal fonte de alimento das cobras, além de temperaturas mais amenas estimularem maior atividade na superfície.
Segundo o Departamento de Pesca e Vida Selvagem da Califórnia, o estado abriga sete espécies de cascavéis. Já os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) estimam que entre 7 mil e 8 mil pessoas sejam mordidas por cobras venenosas todos os anos nos Estados Unidos. Embora apenas cerca de cinco mortes sejam registradas anualmente, as sequelas permanentes são mais comuns e podem atingir de 10% a 44% das vítimas, de acordo com a agência.
Uma tempestade de granizo de grandes proporções provocou a morte de uma ema de 21 anos no zoológico Dickerson Park, em Springfield, no estado do Missouri, nos Estados Unidos. O caso aconteceu na manhã desta terça-feira (28), quando pedras de gelo com tamanho semelhante ao de bolas de softball atingiram a região e causaram destruição em larga escala.
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Segundo informações divulgadas pelo próprio zoológico em sua página oficial no Facebook e confirmadas pela porta-voz Joey Powell à imprensa local, a ave, chamada Adam, foi atingida durante a tempestade por volta das 11h e não resistiu aos ferimentos. Apesar do nome, Adam era uma ema fêmea.
Outra ema macho também ficou ferida e permanece sob cuidados veterinários, mas foi o único outro animal atingido diretamente. De acordo com Powell, nenhum dos demais animais morreu.
Danos severos e fechamento temporário
Além da perda do animal, o Dickerson Park Zoo registrou danos estruturais significativos. A porta-voz informou que veículos e telhados foram fortemente afetados e que praticamente tudo o que era de vidro foi destruído pela força do granizo. O zoológico permaneceu fechado nesta quarta-feira para avaliação dos estragos e reparos emergenciais.
Relatos locais estimaram que as pedras de gelo tinham entre 7,5 e 12,5 centímetros de diâmetro. Um meteorologista de Springfield mediu granizo de cerca de 10 centímetros, segundo o USA Today. Para comparação, uma bola de softball tradicional tem aproximadamente 9,7 centímetros de diâmetro.
Em publicação no Facebook, o meteorologista Brandon Beck classificou o episódio como o mais severo já registrado na cidade e no Condado de Greene.
“A tempestade de granizo de terça-feira foi a pior já registrada em Springfield, Missouri, e no Condado de Greene. Ela teve o maior grão de granizo já medido e certamente será a mais cara em termos de prejuízos”, escreveu.
O Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos considera “granizo gigante” as pedras com mais de 2,75 polegadas (cerca de 7 centímetros) de diâmetro, classificando esse fenômeno como uma ameaça extrema à vida e à propriedade.
A tempestade também deixou rastros fora do zoológico. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostraram carros com para-brisas destruídos e tetos amassados em várias áreas do Condado de Greene. Houve ainda relatos de danos em detectores de gás, o que levou autoridades a orientarem moradores a deixarem imediatamente qualquer local onde sentissem cheiro de vazamento, segundo o USA Today.
Mais de 10 mil clientes da City Utilities ficaram sem energia após a tempestade, embora cerca de 6 mil tenham tido o serviço restabelecido em aproximadamente duas horas.
A publicação do zoológico sobre a morte da ema gerou dezenas de mensagens de solidariedade de visitantes e moradores da região, que lamentaram a perda do animal e elogiaram o trabalho das equipes de tratadores, veterinários e voluntários responsáveis pelos cuidados com os animais durante a tempestade.

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