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A “Big Astronomy” pode ser ágil e econômica? Eric Schmidt, ex-presidente executivo do Google, e sua esposa Wendy apostam que sim. A Schmidt Sciences, braço dos esforços filantrópicos do casal, está financiando a construção de quatro novos grandes telescópios — incluindo um destinado à órbita — que rivalizarão com as capacidades do Telescópio Espacial Hubble, da Nasa.
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E a organização pretende ter os quatro telescópios em funcionamento dentro de quatro anos, um verdadeiro “sprint” em comparação com a década ou mais que instalações astronômicas de classe mundial costumam levar para serem concluídas.
“Este é um experimento para acelerar a descoberta astrofísica”, disse Arpita Roy, líder do Instituto de Astrofísica e Espaço da Schmidt Sciences, na quarta-feira, durante uma reunião da Sociedade Astronômica Americana em Phoenix.
Os projetos utilizam, em grande parte, tecnologias já disponíveis — especialmente os chips de computador de alto desempenho que impulsionaram os avanços na inteligência artificial — e as “remixam” de maneiras novas e de ponta para oferecer novas capacidades aos astrônomos. “Aceitamos muito mais riscos”, disse a Dra. Roy. Mas ela descreveu esse risco adicional como “calibrado e ponderado”.
A Schmidt Sciences financiou discretamente, por vários anos, estudos preliminares de design, desenvolvimento de tecnologia e protótipos. A organização está agora revelando seu plano geral. Acordos com universidades que gerenciarão os sistemas terrestres já estão em vigor, e a fabricação de componentes para os telescópios já começou. “Estamos em posição de dizer que essas coisas vão acontecer”, disse Stuart Feldman, presidente da Schmidt Sciences.
Ilustrações artísticas de outros componentes importantes do Sistema de Observatórios Schmidt: o Deep Synoptic Array, o Argus Array, com sua disposição de 1.200 telescópios, e o Observatório Espacial Lazuli
Schmidt Sciences
Além do telescópio espacial, batizado de Lazuli, os outros projetos são o Argus Array, que fotografará continuamente todo o céu noturno do Hemisfério Norte; o Deep Synoptic Array, ou D.S.A., que varrerá frequências de rádio cósmicas; e o Large Fiber Array Spectroscopic Telescope, ou LFAST, que coletará luz de cores específicas de estrelas distantes, planetas e galáxias. Os quatro projetos estão sob um nome abrangente: o Sistema de Observatórios Eric e Wendy Schmidt.
Embora o investimento federal tenha sido o pilar do financiamento para a ciência nos Estados Unidos por décadas, a astronomia há muito se beneficia da benevolência de patronos ricos como Percival Lowell, que financiou o Observatório Lowell, no Arizona, para estudar o que acreditava serem canais e outros sinais de uma civilização alienígena em Marte.
Mas os projetos da Schmidt Sciences são diferentes, seguindo uma mentalidade mais próxima à do Vale do Silício: mais rápidos e baratos, com objetivos focados e limitados. As peças do Sistema de Observatórios Schmidt destinam-se a permanecer em serviço científico por alguns anos, não décadas.
Embora os telescópios Schmidt possam durar mais, a ideia é que eles também possam ser substituídos por novos observatórios que aproveitem tecnologias em constante aprimoramento. Isso ainda poderia ser menos dispendioso do que a abordagem tradicional.
“Achamos que devemos operar esses experimentos por vidas úteis definidas e, em seguida, passar para a próxima novidade empolgante”, disse a Dra. Roy. “As vidas úteis com as quais estamos nos comprometendo agora são de três a cinco anos.”
Representantes da Schmidt Sciences reconheceram a turbulência na ciência no último ano, à medida que a administração Trump buscava cortes profundos no orçamento da Nasa e da National Science Foundation (NSF). Mas afirmaram que querem complementar, e não substituir, os esforços científicos federais.
A Nasa e a NSF “têm sido muito boas em instrumentos e missões incríveis de muito longo prazo, de 10, 20 anos, e nisso são imbatíveis”, disse o Dr. Feldman em uma entrevista. “Como temos um modelo de financiamento direto — ou fazemos ou não fazemos, e os Schmidt escolhem nos dar a quantia apropriada de dinheiro ou não — podemos dizer: vamos acelerar esses projetos.”
Ele disse que os Schmidt não queriam divulgar exatamente quanto estão gastando. “O Lazuli custa centenas de milhões de dólares”, disse o Dr. Feldman. “Os telescópios terrestres também não são baratos.”
O Lazuli é particularmente ambicioso
Na reunião de astronomia, o Dr. Feldman disse que o telescópio espacial terá um espelho um pouco maior do que o que está dentro do Telescópio Espacial Hubble.
Mas deveria ter sido ainda maior: o Dr. Feldman disse que um espelho de cerca de 6 metros de diâmetro havia sido fabricado para o telescópio espacial, o que o tornaria mais de duas vezes mais largo que o do Hubble. Mas esse espelho consiste em uma única peça de vidro, e há apenas um foguete capaz de enviá-lo à órbita: o Starship, atualmente em desenvolvimento pela SpaceX de Elon Musk.
Como o desenvolvimento do Starship tem sido mais acidentado e lento do que Musk prometeu, a Schmidt Sciences mudou de direção no outono de 2024. “Os cronogramas do Starship são maleáveis”, disse o Dr. Feldman. “Revisitaremos isso no futuro.”
O projeto originou-se de discussões entre o Dr. Feldman e Saul Perlmutter, astrofísico de Berkeley que compartilhou o Prêmio Nobel de Física em 2011 pela descoberta de que a expansão do universo está acelerando, e não desacelerando como se esperava. De alguma forma, a “energia escura” está empurrando o universo para longe.
O Lazuli será mais capaz de medir as cores de estrelas anãs brancas em explosão. O deslocamento dos comprimentos de onda das emissões para a parte mais vermelha do espectro informa a rapidez com que as galáxias distantes estão se afastando.
Observações mais recentes indicam que as supernovas de anãs brancas não são todas exatamente iguais e que a natureza da energia escura mudou ao longo do tempo. O Lazuli poderia fornecer os dados para ajudar a desvendar o mistério. “Isso nos permite começar a dizer o que está acontecendo”, disse o Dr. Perlmutter. “Existe alguma física realmente nova? Parece provável que sim.”
A espaçonave também é capaz de girar no espaço mais rapidamente do que o Hubble ou o Telescópio Espacial James Webb, permitindo medir supernovas recém-descobertas no pico de seu brilho. O Lazuli também será capaz de estudar planetas ao redor de outras estrelas, usando um coronógrafo para bloquear o brilho estelar.
Um dos telescópios terrestres planejados, o Argus Array, soa muito como a versão do Hemisfério Norte do novo Observatório Vera Rubin, financiado em grande parte pela National Science Foundation e pelo Departamento de Energia. Esse telescópio, no topo de uma montanha no Chile, varrerá o céu do Hemisfério Sul a cada poucos dias.
Mas o Argus parece muito diferente. Em vez de um grande telescópio com um espelho primário de 27,6 pés (8,4 metros) de largura, o Argus consistirá em 1.200 pequenos telescópios, cada um com um espelho de 11 polegadas. Nicholas Law, professor de astronomia e física da Universidade da Carolina do Norte, que supervisiona o Argus, disse que o arranjo visa cobrir diferentes objetivos astronômicos.
Os pequenos telescópios não detectarão facilmente objetos em movimento rápido, como asteroides, e não foram projetados para enxergar tão longe. Mas eles varrerão todo o céu mais rapidamente, em questão de minutos.
Os 1.200 telescópios estão dispostos no topo de oito montagens circulares que se movem em uníssono. Esse design não inclui uma cúpula de telescópio protetora tradicional, mas é abrigado dentro do que parece ser um armazém com claraboias — uma estrutura mais simples e barata.
Como cobre continuamente todo o céu, ele pode acompanhar instantaneamente quando outro instrumento faz uma descoberta. Por exemplo, se o LIGO — Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser — detectar a vibração do espaço-tempo de uma colisão de buracos negros em algum lugar no céu do Hemisfério Norte, o Argus poderá ver se há alguma contrapartida visual para o evento.
Como salvará todos os dados coletados na semana anterior, os astrônomos poderão voltar para ver se havia sinais de algo acontecendo que precedesse a detecção das ondas gravitacionais pelo LIGO. “Ele pode agir quase como uma máquina do tempo”, disse o Dr. Law.
O local do arranjo ainda não foi anunciado, embora o Dr. Law tenha dito que provavelmente será no Texas. Ele disse esperar que o telescópio colete sua “primeira luz” em 2027. (Alex Gerko, um bilionário e trader financeiro britânico nascido na Rússia, está cofinanciando o projeto com a Schmidt Sciences.)
O Deep Synoptic Array e o LFAST adotam de forma semelhante a abordagem de usar muitos pequenos telescópios para atuar como um grande instrumento.
O D.S.A. examina o céu como o observatório Rubin, mas em comprimentos de onda de rádio em vez de luz visível. Consistirá em 1.650 antenas parabólicas, cada uma com 20 pés (6 metros) de largura, espalhadas por 60.000 acres em Nevada.
“É incomparável em relação a qualquer telescópio atual ou futuro que esteja sendo previsto”, disse Gregg Hallinan, professor de astronomia do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), que construirá e gerenciará o D.S.A. “Todos os radiotelescópios já construídos no último século combinados encontraram cerca de 10 milhões de fontes de rádio. Dobraremos isso nas primeiras 24 horas.”
O Observatório Vera Rubin, em Cerro Pachón, no Chile, com as instalações do projeto LSST, que vai mapear o Universo
Vera C. Rubin Observatory/LSST/divulgação
Ao longo da pesquisa de cinco anos, espera-se encontrar um bilhão de fontes de rádio no universo, disse o Dr. Hallinan. A construção pode começar no próximo ano, afirmou.
O LFAST consistirá em muitos telescópios ópticos, mas seu objetivo principal será medir espectros, ou cores, e não tirar fotografias. Essa informação de cor é a chave para entender eventos breves, como supernovas, e identificar o conteúdo das atmosferas de planetas ao redor de outras estrelas. Mas medir espectros leva tempo.
“Você tem que coletar fótons suficientes porque está espalhando-os”, disse Chad Bender, astrônomo da Universidade do Arizona, responsável pelo LFAST. O Dr. Bender disse que os astrônomos querem coletar muito mais espectros, mas não há tempo suficiente disponível nos telescópios atuais.
Como muitos telescópios menores são mais baratos do que um grande, a esperança é que o LFAST forneça essa capacidade a um custo menor. A equipe do Arizona está construindo atualmente um protótipo para teste e, dependendo de como funcionar, o design pode ser modificado e expandido.
Cerca de 150 pessoas se espremeram na apresentação em Phoenix, e mais assistiram online. Os astrônomos pareceram gostar do que ouviram. Heidi Hammel, da Associação de Universidades para Pesquisa em Astronomia, disse estar animada com o fato de a Schmidt Sciences estar tentando algo novo.
“O tempo dirá se terão sucesso”, disse ela. “Se puderem, como disseram, criar novos paradigmas, ótimo.”
Os novos telescópios não superarão os programas mais ambiciosos, como o telescópio Webb da Nasa ou o planejado Habitable Worlds Observatory.
“Eles estão fornecendo alternativas que buscam objetivos científicos muito específicos e claros”, disse a Dra. Hammel. “Isso é empolgante.”

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nesta segunda-feira (25) tratamento de radioterapia no couro cabeludo. A medida foi adotada após a retirada de uma lesão na pele em 24 de abril. O Procedimento, no Hospital Sírio-Libanês em Brasília, é preventivo e terá 15 sessões.

De acordo com o hospital, o presidente seguirá com suas atividades diárias sem restrições, mantendo acompanhamento das equipes médicas lideradas pelo cardiologista Roberto Kalil Filho e pela médica Ana Helena Germoglio.

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Segundo o Planalto, as sessões ocorerão ao longo de três semanas, com duração aproximada de dois minutos cada.

Apesar do início do tratamento nesta manhã, o presidente mantém compromissos no Palácio do Planalto, incluindo evento com representantes de países africanos.

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A radioterapia preventiva ocorre após procedimento cirúrgico ocorrido em abril, em São Paulo, para retirada de um carcinoma basocelular no couro cabeludo. À época, a equipe médica informou que a cirurgia transcorreu sem intercorrências. O presidente teve alta no mesmo dia.

O carcinoma basocelular é o tipo mais comum de câncer de pele, geralmente associado à exposição solar. Trata-se de uma lesão de crescimento lento, que raramente se dissemina para outras partes do corpo e apresenta altos índices de cura quando diagnosticada precocemente.

O boletim médico desta segunda-feira é assinado pelo diretor de Governança Clínica do Sírio-Libanês, Rafael Gadia, e pelo diretor clínico, Volney Vilela.

Um passeio de scooter elétrica por uma estrada rural nos arredores de Budapeste terminou de forma improvável para o húngaro Dániel Kovács. Enquanto trafegava pela cidade de Százhalombatta, ele foi atingido no rosto por uma lebre que atravessou a pista em alta velocidade e saltou na direção do veículo, provocando a queda.
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O acidente aconteceu neste mês e foi registrado por uma câmera acoplada ao capacete do piloto. As imagens mostram o momento em que o animal surge no acostamento e, em vez de cruzar a via, salta diretamente contra Kovács, que seguia a cerca de 35 km/h. Após o impacto, ele perde o controle da scooter e cai no asfalto.
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— Nós colidimos quando ela estava na altura da minha cabeça. Eu ainda segurava o guidão, mas soltei tudo quando bati no chão. Fiquei em choque porque é algo que você nunca imagina que possa acontecer — afirmou Kovács à emissora húngara “Tények”.
Apesar da violência da batida, o piloto sofreu apenas escoriações e hematomas. Segundo ele, o capacete e os equipamentos de proteção evitaram ferimentos mais graves. Logo após a colisão, a lebre voltou correndo para uma área de vegetação às margens da estrada.
O vídeo se espalhou rapidamente pelas redes sociais nos últimos dias e acumulou milhões de visualizações em plataformas como X, Reddit e Instagram. Parte da repercussão veio não apenas pela cena inusitada, mas também pela reação do motociclista logo após a queda. Usuários húngaros destacaram nos comentários a sequência de xingamentos dita por Kovács após o acidente, descrita por internautas como uma “aula criativa” de palavrões no idioma local.
Attila Feldvári, integrante da Câmara de Caça da Hungria, explicou à imprensa local que lebres podem reagir de forma imprevisível quando entram em estado de estresse. Segundo ele, o animal provavelmente se desorientou ao tentar escapar da aproximação da scooter.
Especialistas ouvidos pela imprensa húngara afirmaram que encontros com animais silvestres são relativamente comuns em estradas rurais do país, sobretudo durante períodos de maior atividade no campo. A recomendação é reduzir a velocidade em áreas de vegetação aberta e manter atenção redobrada em trechos afastados dos centros urbanos.
A declaração de Donald Trump de que o acordo para o fim do conflito com o Irã estaria próximo, e de que estariam sendo discutidos os detalhes, levou o petróleo a cair abaixo dos US$ 100. A economia mundial se agarra à possibilidade de término da Guerra do Oriente Médio, que já dura três meses e tem provocado muitos distúrbios globalmente, o que explica a grande expectativa pelo fim do conflito. No entanto, é da natureza de Trump e de seu governo emitirem sinais contraditórios e ambíguos. Na manhã desta segunda-feira, a manchete do jornal Financial Times traz uma declaração de Marco Rubio, secretário de Estado americano, de que ou se consegue um bom acordo ou se alcançará o fim da guerra “por outro meio”, another way. Rubio não disse, porém, qual seria esse outro meio. Ficou a ameaça no ar. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O Papa Leão XIV lançou nesta segunda-feira a encíclica “Magnifica Humanitas” (“Magnífica Humanidade”), documento em que alerta para os riscos da Inteligência Artificial (IA) e defende limites éticos para o avanço da tecnologia. Mas, afinal, o que é uma encíclica e por que esses textos têm peso histórico dentro e fora da Igreja Católica?
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‘Torre de Babel’: Papa Leão XIV alerta para riscos da Inteligência Artificial em encíclica com 42.300 palavras
Tradicionalmente, encíclicas são cartas abertas escritas pelo Papa e dirigidas a “todas as pessoas de boa vontade”, nas quais o Pontífice apresenta orientações morais, sociais e políticas sobre temas considerados centrais em cada época. Ao longo da história, esses documentos ajudaram a moldar debates sobre trabalho, economia, guerra e direitos humanos.
No caso de “Magnifica Humanitas”, texto com cerca de 42.300 palavras em sua versão em inglês, Leão XIV volta o olhar para a IA, que descreve como uma força capaz de transformar profundamente a sociedade. O objetivo, segundo ele, é preservar a dignidade e a autonomia humanas em um cenário em que sistemas digitais podem substituir pessoas em diversas funções.
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O documento foi apresentado ao lado de Christopher Olah, cofundador da Anthropic, uma importante empresa de IA, em um gesto simbólico de aproximação entre o Vaticano e o setor de tecnologia.
Embora ressalte que a tecnologia não deve ser vista como uma força contrária à Humanidade, o Papa faz um alerta direto: “a busca por maiores lucros não pode justificar escolhas que sacrifiquem sistematicamente empregos”.
Entre as propostas apresentadas na encíclica, estão:
A regulamentação governamental das empresas privadas que lideram o desenvolvimento da IA;
A proteção e requalificação de trabalhadores cujos empregos estão ameaçados;
A educação para ajudar estudantes a pensar criticamente sobre o uso da IA;
As ações para proteger crianças de conteúdos online violentos, hipersexualizados ou falsos, frequentemente gerados por IA;
As garantias de que seres humanos, e não a IA, permaneçam responsáveis por todas as decisões relacionadas ao uso de armas.
Mais do que um diagnóstico técnico, a encíclica traz um alerta social. O Papa afirma que uma sociedade que concentra empregos em uma pequena parcela da população, mesmo com alto desenvolvimento tecnológico, pode levar ao “empobrecimento humano e cultural”.
“Isso cria um paradoxo de progresso material e regressão antropológica que mina as bases de uma paz social justa e estável”, escreve.
Ao apresentar o documento no Vaticano, Leão afirmou que suas reflexões foram influenciadas por conversas com cientistas, engenheiros e líderes políticos. Ele destacou o papel de Olah nesse diálogo e disse que a cooperação entre diferentes áreas é essencial diante dos desafios da Inteligência Artificial.
A nova encíclica também dialoga diretamente com uma tradição histórica da Igreja. O texto foi assinado em 15 de maio, mesma data de “Rerum Novarum”, publicada em 1891 por Leão XIII.
Considerada um marco da doutrina social da Igreja, “Rerum Novarum” tratou dos impactos da Revolução Industrial e defendeu direitos dos trabalhadores diante da exploração econômica. Agora, mais de um século depois, Leão XIV retoma esse debate em um novo contexto, marcado pela transformação digital.
Assim como no documento histórico, o trabalho aparece como eixo central. Para o Papa, trabalhar não é apenas uma forma de renda, mas “uma exigência da condição humana”, ligada ao desenvolvimento e à realização pessoal.
Além das questões econômicas, a encíclica aborda temas como o uso de armas autônomas, o impacto da tecnologia sobre crianças e até o papel histórico da Igreja. Em um dos trechos, Leão pede desculpas pela atuação do Vaticano em períodos de escravidão.
Embora tenha base religiosa, o texto se aproxima, em vários momentos, de um documento de políticas públicas, com propostas concretas de regulação e governança da tecnologia.
Dentro da tradição católica, encíclicas costumam ter efeitos duradouros e ajudam a definir não apenas o rumo de um pontificado, mas também o posicionamento da Igreja diante das grandes transformações do mundo.
Um funcionário de um campo de golfe foi encontrado morto após ficar preso sob um cortador de grama dentro de um lago em Paris, no estado de Illinois, nos Estados Unidos. A vítima, identificada como Jay Roush, de 64 anos, trabalhava no Eagle Ridge Golf Course e foi localizada pouco depois do meio-dia da sexta-feira (22).
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Segundo informações do Gabinete do Médico Legista do Condado de Edgar, um homem acionou o serviço de emergência após encontrar Roush inconsciente na água, preso embaixo de um cortador de grama do tipo “zero turn”, equipamento usado na manutenção de grandes áreas verdes. Policiais, bombeiros e paramédicos foram enviados ao local, mas o trabalhador teve a morte constatada ainda no campo de golfe.
As autoridades informaram que o corpo estava em uma área com cerca de um metro de profundidade. Até o momento, permanece sem explicação como o veículo foi parar dentro do lago. Investigadores relataram que outro funcionário decidiu procurar Roush depois que ele deixou de atender ligações telefônicas. O local exato do acidente dentro do campo de 18 buracos não foi divulgado.
Investigações e homenagens
O Departamento do Xerife do Condado de Edgar e o médico legista continuam investigando as circunstâncias do acidente. Uma autópsia foi marcada para ocorrer em Springfield, também em Illinois.
Descrito por familiares e amigos como uma pessoa “otimista, sociável e extrovertida”, Jay Roush era conhecido na comunidade local pelo envolvimento com esportes, especialmente golfe, softball e beisebol. Integrante da liga de quarta-feira à noite do Eagle Ridge, ele mantinha handicap 10 no golfe e era membro vitalício da Igreja Metodista Unida de Vermilion.
Nas redes sociais, amigos e parentes prestaram homenagens à vítima. Shelly Gower Andrews escreveu que “nunca ouviu uma palavra ruim” sobre Roush. “Ninguém poderia substituir Jay Roush. Ele fará falta e será lembrado com carinho por muitos anos”, afirmou.
Jeff Chambers também destacou a relação de Jay com a comunidade esportiva e religiosa local. “Quer você fosse um membro da família, um amigo do softball, um colega de trabalho ou alguém da igreja, ele mostrava um pouco de como é o amor de Deus”, escreveu.
Jake Phegley, amigo da vítima, lamentou a morte. “Ver isso me deixa triste”, disse, ao definir Roush como uma “figura fundamental” para a comunidade do beisebol local.
O funeral de Jay Roush está marcado para quinta-feira. Segundo a família, os convidados poderão comparecer usando roupas casuais ou camisetas do Chicago Cubs, time de beisebol favorito dele.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta segunda-feira que foi alcançado um certo grau de entendimento com os Estados Unidos em muitas questões, mas deixou claro que um acordo não é iminente. A declaração ocorre dias depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, elevar a expectativa pelo fim da guerra ao afirmar que um acordo tinha sido “em grande parte negociado”, apesar do recuo de domingo, quando apontou que Washington não pretende “se precipitar” para alcançar termos finais sem que os objetivos americanos sejam atingidos.
— É correto afirmar que chegamos a conclusões sobre grande parte das questões, mas ninguém pode afirmar que isso significa que a assinatura de um acordo seja iminente — disse Baghaei a repórteres, em declarações transmitidas pela emissora estatal iraniana.
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Baghaei descreveu o acordo como uma estrutura preliminar que não entra em detalhes sobre as questões mais espinhosas e reiterou a exigência de Teerã de que a guerra termine em todas as frentes, incluindo o Líbano.
— O foco das negociações é o fim da guerra e, nesta fase, não há discussão sobre detalhes nucleares — acrescentou o porta-voz, referindo-se a um dos principais pontos de discórdia: o programa nuclear iraniano.
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O memorando de entendimento supostamente envolve uma prorrogação do cessar-fogo por 60 dias, a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do comércio mundial de petróleo e gás em tempos de paz, e um plano posterior sobre o programa nuclear iraniano.
O porta-voz também afirmou que o Irã estava focado em garantir o trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz, mas que o acordo não detalha como seria o processo para a reabertura. Ele sugeriu que Irã e Omã estavam discutindo separadamente uma administração da hidrovia.
Também nesta segunda, durante uma visita à Índia, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que as negociações “ainda estão em andamento”. Para ele, há uma “proposta bastante sólida com prazo determinado sobre a questão nuclear e sobre a capacidade do Irã de reabrir o Estreito de Ormuz”.
Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio (centro à esquerda), sua esposa Jeanette (centro) e o embaixador dos EUA na Índia, Sergio Gor (segundo à direita), visitam o Taj Mahal
AFP
— Eu não daria muita importância a isso. Leva um tempo para recebermos uma resposta. [Trump] não tem pressa e não vai fazer um mau acordo — disse Rubio. — Ou chegaremos a um bom acordo ou teremos que lidar com isso de outra forma.
Em meio às negociações, Trump tentou se defender das críticas de figuras linha-dura, incluindo alguns republicanos, de que o potencial acordo com o Irã se assemelha muito a um tratado firmado pelo ex-presidente Barack Obama. “O acordo com o Irã será ótimo e significativo, ou não haverá acordo”, escreveu o presidente em sua plataforma Truth Social nesta segunda, acrescentando que seria “exatamente o oposto” do acordo assinado durante o governo Obama.
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O acordo nuclear de 2015, conhecido como Plano de Ação Conjunto Global (Jpcoa), impôs limites rigorosos ao enriquecimento de urânio pelo Irã, mas não o proibiu completamente. Trump, que retirou os EUA do acordo durante seu primeiro mandato, insiste que o Irã não tem permissão para enriquecer urânio internamente.
Ainda na coletiva de imprensa desta segunda, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que tem testemunhado repetidas mudanças na posição do governo Trump durante a guerra e isso “cria problemas para qualquer processo de negociação”.
— Em poucas horas, você pode se deparar com posições completamente diferentes e, em muitos casos, contraditórias — disse ele. — Não há qualquer garantia de que os Estados Unidos cumprirão seus compromissos.
(Com New York Times)
Uma turista de 33 anos morreu após ser pisoteada durante uma briga entre elefantes em um acampamento turístico na Índia. O caso ocorreu na segunda-feira (18), no acampamento de elefantes de Dubare, em Coorg, no estado de Karnataka, e imagens do episódio passaram a circular nas redes sociais nos últimos dias.
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Os vídeos mostram Tulasi sendo atingida pelas patas de um dos animais enquanto dois elefantes brigavam dentro de um rio. A mulher aparece caída entre os animais enquanto pessoas ao redor tentam retirá-la do local. Segundo relatos, o marido dela conseguiu escapar segurando a filha do casal no colo, mas não conseguiu socorrer a esposa durante o ataque.
Assista:
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A família havia viajado de Chennai, cidade no litoral indiano, para passar dois dias de férias na região. Tulasi observava o banho dos elefantes quando a confusão começou. Um dos animais atacou o outro repentinamente, e a turista, que estava próxima, acabou atingida. Um treinador que estava montado em um dos elefantes não conseguiu conter o confronto.
Mudanças após o acidente
De acordo com autoridades locais, os tratadores conseguiram controlar os animais depois de alguns minutos, mas Tulasi não resistiu aos ferimentos. A elefanta considerada mais fraca na disputa, uma fêmea de 34 anos chamada Marthanda, também morreu na manhã seguinte, apesar de ter recebido tratamento veterinário.
Turista morre pisoteada após se envolver em uma briga com elefantes
Redes Sociais
Após o episódio, autoridades recomendaram que turistas mantenham distância mínima de 30 metros dos elefantes em acampamentos turísticos. A nova orientação também proíbe que visitantes alimentem os animais ou façam fotos muito próximas deles. Especialistas afirmam que, mesmo treinados, elefantes podem apresentar reações imprevisíveis.
O caso ocorreu cerca de dois meses depois da morte de duas turistas durante um safári no Parque Nacional de South Luangwa, na Zâmbia. A britânica Janet Taylor Easton, de 67 anos, e a prima dela, Alison Taylor, também de 67 anos e natural da Nova Zelândia, foram atacadas por uma elefanta enquanto participavam de um passeio ao nascer do sol.
Segundo relatos da polícia local, os guias chegaram a disparar contra o animal na tentativa de conter o ataque, mas não conseguiram evitar as mortes. A investigação apontou que as duas vítimas morreram em decorrência de graves lesões torácicas traumáticas.
O Papa Leão XIV apresentou nesta segunda-feira uma encíclica sobre os riscos da Inteligência Artificial (IA) e fez um alerta a líderes políticos e empresariais para que protejam a Humanidade dos efeitos mais disruptivos da tecnologia. O documento, uma carta aberta a “todas as pessoas de boa vontade” com cerca de 42.300 palavras, expõe a preocupação do Pontífice com a preservação da dignidade e da autonomia humanas em uma era em que sistemas digitais podem substituir pessoas em diversos papéis profissionais e sociais.
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O texto foi apresentado ao lado de Christopher Olah, cofundador da Anthropic, uma importante empresa de IA, em um gesto simbólico de diálogo entre os mundos religioso e tecnológico.
Embora ressalte que “a tecnologia não deve ser considerada, em si mesma, como uma força contrária à Humanidade”, o Papa afirma que “a busca por maiores lucros não pode justificar escolhas que sacrificam sistematicamente empregos”.
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Entre as propostas, Leão defende: a regulamentação das empresas que lideram o desenvolvimento da IA, a proteção e requalificação de trabalhadores ameaçados pela automação, a educação para o uso crítico da tecnologia e medidas para proteger crianças de conteúdos violentos, sexualizados ou falsos. Também pede garantias de que decisões sobre o uso de armas permaneçam sob controle humano.
O Pontífice enfatiza ainda a necessidade de preservar um papel social para todos.
“Uma sociedade que garante emprego a apenas uma pequena parcela da população, apesar de alto nível de desenvolvimento técnico, corre o risco de levar muitos à inatividade forçada, à falta de responsabilidades e de estímulos cotidianos, resultando em empobrecimento humano e cultural”, afirma. “Isso cria um paradoxo de progresso material e regressão antropológica que mina as bases de uma paz social justa e estável”.
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A encíclica era aguardada há meses por religiosos, acadêmicos e especialistas em tecnologia, e já é vista como um dos alertas morais mais contundentes até agora sobre o uso excessivo ou indevido da Inteligência Artificial.
Desde o início de seu pontificado, Leão tem destacado os riscos da tecnologia. Em seu segundo dia como Papa, afirmou ao Colégio de Cardeais que a Igreja abordaria os impactos da IA sobre “dignidade humana, justiça e trabalho”. Desde então, voltou ao tema em viagens internacionais, encontros com universidades católicas e até em celebrações do Dia Internacional da Matemática.
Na semana passada, o Vaticano anunciou a criação de uma comissão de alto nível para discutir os desafios impostos pela IA. O antecessor de Leão, o Papa Francisco, também havia alertado para os perigos da tecnologia e defendido seu uso ético.
Embora tenha sido apresentada agora, a encíclica foi assinada em 15 de maio, data que marca os 135 anos de “Rerum Novarum”, texto de Leão XIII que estabeleceu bases da doutrina social da Igreja ao tratar dos impactos da Revolução Industrial sobre os trabalhadores.
Mais de 900 casos suspeitos de ebola foram identificados na República Democrática do Congo (RDC), um país assolado por um grande conflito, segundo informou no domingo (24) o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS). “À medida que intensificamos os esforços de vigilância na resposta ao ebola na RDC, mais de 900 casos suspeitos foram identificados até o momento, incluindo 101 casos confirmados”, escreveu Tedros Adhanom Ghebreyesus em uma publicação nas redes sociais. O diretor, no entanto, não apresentou números atualizados de mortes provocadas pela doença.
O ebola é uma doença viral letal que se propaga por contato direto com fluidos corporais. A enfermidade pode provocar hemorragias graves e falência de múltiplos órgãos. O país declarou um surto em 15 de maio provocado pela cepa Bundibugyo, para a qual não existem vacinas nem tratamentos aprovados. Em uma atualização anterior publicada no sábado, o Ministério da Saúde da RDC informou que 204 mortes foram registradas em três províncias do país da África Central, a partir de 867 casos suspeitos.
O ebola matou mais de 15.000 pessoas no continente africano nos últimos 50 anos.
O Irã anunciou na segunda-feira que começará a cobrar taxas de navegação de navios que transitam pelo estratégico Estreito de Ormuz, em meio às negociações em curso com os Estados Unidos para encerrar a Guerra do Golfo.
“Os serviços prestados, ou seja, os serviços de navegação, bem como as medidas necessárias para proteger o meio ambiente do Estreito de Ormuz, do Golfo Pérsico e do Golfo de Omã, exigem a cobrança de certas taxas”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baqai, durante sua coletiva de imprensa semanal. No entanto, ele assegurou que o Irã “não pretende cobrar pedágio”.

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