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O secretário de Segurança acrescentou que entre os feridos estão dois colombianos, uma mulher russa e outra canadense. Além disso, duas pessoas ficaram feridas em quedas, detalhou a secretaria de Segurança local em um comunicado. Teotihuacán está localizada a 50 quilômetros da Cidade do México, de onde são oferecidos passeios diários para turistas nacionais e estrangeiros.
Em entrevista ao GLOBO, Henrique relatou que ele e a namorada tiravam fotos numa parte média de uma das pirâmides do local, a Pirâmide da Lua, num ponto até onde turistas podem subir, quando ouviram os primeiros disparos. Apesar do barulho, os dois não chegaram a se assustar, contou o rapaz. Como o local é conhecido por ter uma acústica especial, “é comum que haja barulhos o tempo todo”, principalmente de guias e turistas fazendo experimentações com a característica peculiar do sítio arqueológico.
Na sequência, conforme os visitantes no local começaram a correr, Henrique e Marina fizeram a mesma coisa. Como o casal de brasileiros estava mais distante da escada, que é bastante íngreme, não conseguiu descer antes que o atirador os ameaçasse no local. Segundo Henrique, cerca de 20 pessoas ficaram presas como reféns neste ponto da pirâmide.
— Por um tempo eu demorei para entender o que que era. Ele tinha uma bolsa. Eu achei que ele ia roubar a gente. Achei que era um ladrão e que ele ia pegar nossos pertences — relatou o carioca.
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Segundo o relato de Henrique, durante os cerca de 15 minutos que passaram sob poder do atirador, o homem disparava na direção dos reféns e chegou a atingir alguns deles. Durante esse tempo, o homem repetia frases um pouco desconexas, xingava os turistas e dizia que eles não deveriam estar ali num local “que deveria ser sagrado”.
— Os tiros passavam voando por cima da gente. A maioria dos que ele deu. Ele dava alguns para baixo também, para a parte onde é a cidade arqueológica. Onde estava todo mundo que conseguiu descer e quem já estava lá embaixo — detalhou.
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram registros do momento do ataque. Nas imagens é possível ver várias pessoas abaixadas num ponto médio da pirâmide enquanto um homem armado vestido de camisa xadrez e máscara no rosto anda de um lado para o outro.
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Ao longo dos minutos que passaram ali, Henrique e Marina chegaram a ser ameaçados diretamente pelo atirador. O saco que o homem carregava, segundo o brasileiro, estava repleto de munições. Num dado momento, ele exigiu que um dos reféns cortasse uma cerca de plástico que impede a passagem para pontos mais altos da pirâmide. Nessa hora, contou Henrique, ele pediu a Marina que cortasse a estrutura e arremessou a faca no chão na direção dela. Na sequência, ele disse que se ela colaborasse, seria liberada. Marina então seguiu as orientações do atirador e foi liberada para descer as escadas.
— Meu maior medo nessa hora era que ele desse um tiro nela pelas costas — disse Henrique. — Graças a Deus ele não fez isso.
Pouco tempo depois, a polícia chegou ao local. Henrique relatou que o atirador começou a falar com ele dizendo que o brasileiro o estava deixando nervoso. Ele assume que a razão era por Henrique encará-lo sem parar. Diante disso, o homem o escolheu para descer da pirâmide e avisar aos policiais que havia muitos reféns lá em cima, a fim de convencer os agentes a não subirem e nem atirarem.
— Eu fui fazer o que ele mandou. Que era avisar para a polícia. Então eu quis deixar bem claro. E como o lugar é grande, eu gritei lá de cima. Mas mesmo quando eu cheguei perto dos policiais fiquei de mão levantada avisando: “tem refém lá em cima. Tem muitos reféns” — disse o brasileiro, que conseguiu ir embora do local com a namorada após os dois serem liberados.
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“O que aconteceu hoje em Teotihuacán nos causa profunda tristeza. Expresso minha mais sincera solidariedade às pessoas afetadas e suas famílias. Estamos em contato com a embaixada canadense”, publicou a presidente Claudia Sheinbaum nas redes sociais.
As autoridades federais encontraram “uma arma de fogo, uma arma branca (faca) e munição” no local, que permanece sob a proteção da polícia estadual e da Guarda Nacional, segundo um comunicado do Gabinete de Segurança Federal.








