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Uma mulher canadense foi morta a tiros nesta segunda-feira no sítio arqueológico das pirâmides de Teotihuacán, no centro do México, por um homem que depois cometeu suicídio, informaram as autoridades. Outras quatro pessoas ficaram feridas por disparos no ataque em um dos sítios arqueológicos mais emblemáticos do país, disse Cristóbal Castañeda, secretário de Segurança do Estado do México, onde as pirâmides estão localizadas. O casal de cariocas Henrique Reis e Marina Beta estava curtindo o último dia de férias no país quando foi surpreendido pelo ataque e acabou sendo feito refém pelo atirador.
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O secretário de Segurança acrescentou que entre os feridos estão dois colombianos, uma mulher russa e outra canadense. Além disso, duas pessoas ficaram feridas em quedas, detalhou a secretaria de Segurança local em um comunicado. Teotihuacán está localizada a 50 quilômetros da Cidade do México, de onde são oferecidos passeios diários para turistas nacionais e estrangeiros.
Em entrevista ao GLOBO, Henrique relatou que ele e a namorada tiravam fotos numa parte média de uma das pirâmides do local, a Pirâmide da Lua, num ponto até onde turistas podem subir, quando ouviram os primeiros disparos. Apesar do barulho, os dois não chegaram a se assustar, contou o rapaz. Como o local é conhecido por ter uma acústica especial, “é comum que haja barulhos o tempo todo”, principalmente de guias e turistas fazendo experimentações com a característica peculiar do sítio arqueológico.
Na sequência, conforme os visitantes no local começaram a correr, Henrique e Marina fizeram a mesma coisa. Como o casal de brasileiros estava mais distante da escada, que é bastante íngreme, não conseguiu descer antes que o atirador os ameaçasse no local. Segundo Henrique, cerca de 20 pessoas ficaram presas como reféns neste ponto da pirâmide.
— Por um tempo eu demorei para entender o que que era. Ele tinha uma bolsa. Eu achei que ele ia roubar a gente. Achei que era um ladrão e que ele ia pegar nossos pertences — relatou o carioca.
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Segundo o relato de Henrique, durante os cerca de 15 minutos que passaram sob poder do atirador, o homem disparava na direção dos reféns e chegou a atingir alguns deles. Durante esse tempo, o homem repetia frases um pouco desconexas, xingava os turistas e dizia que eles não deveriam estar ali num local “que deveria ser sagrado”.
— Os tiros passavam voando por cima da gente. A maioria dos que ele deu. Ele dava alguns para baixo também, para a parte onde é a cidade arqueológica. Onde estava todo mundo que conseguiu descer e quem já estava lá embaixo — detalhou.
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram registros do momento do ataque. Nas imagens é possível ver várias pessoas abaixadas num ponto médio da pirâmide enquanto um homem armado vestido de camisa xadrez e máscara no rosto anda de um lado para o outro.
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Ao longo dos minutos que passaram ali, Henrique e Marina chegaram a ser ameaçados diretamente pelo atirador. O saco que o homem carregava, segundo o brasileiro, estava repleto de munições. Num dado momento, ele exigiu que um dos reféns cortasse uma cerca de plástico que impede a passagem para pontos mais altos da pirâmide. Nessa hora, contou Henrique, ele pediu a Marina que cortasse a estrutura e arremessou a faca no chão na direção dela. Na sequência, ele disse que se ela colaborasse, seria liberada. Marina então seguiu as orientações do atirador e foi liberada para descer as escadas.
— Meu maior medo nessa hora era que ele desse um tiro nela pelas costas — disse Henrique. — Graças a Deus ele não fez isso.
Pouco tempo depois, a polícia chegou ao local. Henrique relatou que o atirador começou a falar com ele dizendo que o brasileiro o estava deixando nervoso. Ele assume que a razão era por Henrique encará-lo sem parar. Diante disso, o homem o escolheu para descer da pirâmide e avisar aos policiais que havia muitos reféns lá em cima, a fim de convencer os agentes a não subirem e nem atirarem.
— Eu fui fazer o que ele mandou. Que era avisar para a polícia. Então eu quis deixar bem claro. E como o lugar é grande, eu gritei lá de cima. Mas mesmo quando eu cheguei perto dos policiais fiquei de mão levantada avisando: “tem refém lá em cima. Tem muitos reféns” — disse o brasileiro, que conseguiu ir embora do local com a namorada após os dois serem liberados.
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“O que aconteceu hoje em Teotihuacán nos causa profunda tristeza. Expresso minha mais sincera solidariedade às pessoas afetadas e suas famílias. Estamos em contato com a embaixada canadense”, publicou a presidente Claudia Sheinbaum nas redes sociais.
As autoridades federais encontraram “uma arma de fogo, uma arma branca (faca) e munição” no local, que permanece sob a proteção da polícia estadual e da Guarda Nacional, segundo um comunicado do Gabinete de Segurança Federal.

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James Kamau Ndungu contou a poucos amigos que estava indo para a Rússia, dizendo ter recebido uma proposta de trabalho como diarista. Ele tinha 32 anos, estava desempregado no Quênia e precisava do emprego. Em junho do ano passado, Kamau enviou uma foto aos amigos do aeroporto de Istambul, afirmando estar em trânsito, segundo um deles. Algumas semanas depois, mandou outra imagem — desta vez, vestindo uniforme militar e segurando uma arma. Em agosto, escreveu que estava em uma trincheira na Ucrânia, dizendo que a situação era ruim e pedindo orações. Essa foi a última vez que alguém no Quênia teve notícias dele. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Os acordes se insinuam aos poucos, até tomarem conta do auditório. O toque do piano soa tão natural que parece inconfundível até para quem ouve pela primeira vez — neste caso, a maioria do público. Ivan Lins começa o show em Xangai com “Abre Alas”, e o refrão avisa: “Já está chegando a hora”. Em 1974, quando a música foi gravada, a China estava mergulhada nos excessos da Revolução Cultural e a economia patinava, com um PIB que se igualava ao do Brasil. Isolado, o país mantinha-se preso ao passado. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
No momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, determinou a seus assessores e comandantes que se preparem para um bloqueio prolongado ao Irã, o regime contabiliza seus efeitos econômicos. A inflação superou os 70% em março, milhões de pessoas podem perder os empregos e as autoridades buscam alternativas para evitar um colapso social. Um cenário que pode render concessões aos americanos nas negociações, mas que não traz a garantia de uma rendição incondicional, como sonham Trump e seus aliados.
— O bloqueio é um pouco mais eficaz do que os bombardeios. Eles estão sufocando como um porco recheado. E vai piorar para eles — disse Trump, na semana passada, em entrevista ao portal Axios, pouco depois de rejeitar uma proposta enviada por Teerã. — Eu não quero [suspender o bloqueio], porque não quero que eles tenham uma arma nuclear.
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Em vigor há quase um mês, o bloqueio naval fez com que praticamente todas as embarcações de bandeira do Irã, ou que tentem sair ou chegar aos portos iranianos, sejam barradas. Até sexta-feira passada, os militares americanos declararam que 45 navios foram interceptados, e o presidente americano se comparou a um pirata diante de jornalistas.
A empresa de análise de riscos Vortexa afirmou à agência Reuters que apenas 4 milhões de barris de petróleo deixaram o Golfo de Omã (onde estão os navios americanos) entre os dias 13 e 25 de abril. No mesmo período de março, quando o Irã ainda controlava o tráfego pelo Estreito de Ormuz, transitaram 23,5 milhões de barris por dia.
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Além da queda nas exportações de petróleo e gás, responsáveis por até 45% do caixa do governo iraniano, as unidades de armazenamento estão no limite, forçando cortes de produção que podem chegar a 1,5 milhão de barris por dia até maio, segundo projeções da Kpler, consultoria que atua no setor de inteligência comercial. Mas o impacto no setor de energia pode demorar até ser sentido, devido a práticas do mercado e ao volume de petroleiros carregados em alto mar, longe do Golfo Pérsico e à disposição de seus clientes, especialmente a China.
“Como resultado, o bloqueio afetaria as receitas petrolíferas do Irã apenas daqui a 3 a 4 meses, limitando sua eficácia”, escreveu Homayoun Falakshahi, analista da Kpler, em artigo recente, estimando perdas futuras de até US$ 250 milhões por dia e alertando que, por causa das sanções, também turbinadas por Trump, nem todo dinheiro das exportações chega aos cofres iranianos.
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Em seu artigo, Falakshahi lembra que nem só de petróleo e gás se fazem os portos. De acordo com o serviço alfandegário, o total de importações e exportações, excluindo o setor de óleo e gás, somou US$ 109 bilhões no último ano fiscal, encerrado no final de março, queda de 16% em relação ao ano anterior. Entre fevereiro e março, o volume foi de US$ 6,49 bilhões, redução mensal de 30% e de 50% em comparação com o mesmo período de 2025.
“O bloqueio exerce uma pressão significativa sobre o Irã, que vai além do aspecto simbólico”, acrescenta o analista. “O Irã é um grande importador de grãos, milho e arroz. A diminuição das importações desses produtos agrícolas impulsionará a inflação interna.”
O Irã enfrenta um persistente cenário de estagflação (estagnação econômica e alta inflação), resultado de décadas de sanções, problemas estruturais e questões ligadas à gestão da máquina pública e à concentração econômica. Nos últimos anos, a população foi às ruas pedir melhores condições de vida (como em janeiro, quando dezenas de milhares de pessoas foram mortas pela repressão), e pouco foi feito. Em um país em crise profunda, com 36% da população abaixo da linha da pobreza, a guerra de EUA e Israel foi um empurrão em direção ao abismo econômico.
A inflação anual chegou a 73,5% em março, de acordo com o Centro de Estatísticas do Irã, com números ainda maiores em categorias como alimentos e bebidas (115%), carnes vermelhas e brancas (140%) e óleos e gorduras (230%). Na semana passada, o rial atingiu a marca histórica de 1,81 milhão por US$ 1 — há um ano, a cotação era de 800 mil por cada US$ 1. Segundo Hadi Kahalzadeh, ex-economista da Organização de Seguridade Social do Irã, metade dos empregos no Irã está ameaçada, resultado da estagnação, da inflação e da destruição de indústrias, instalações civis e cadeias de produção e suprimentos.
“Se esta guerra tinha um alvo oculto, não era a projeção do poderio militar do Irã; era o mercado de trabalho que sustenta o modo de vida dos cidadãos comuns”, escreveu Kahalzadeh, em publicação para a Fundação Bourse & Bazaar, dedicada ao estudo da economia do Irã.
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No fim do ano passado, o Orçamento apresentado pelo presidente Masoud Pezeshkian destinava parte dos rendimentos com petróleo para a importação de bens essenciais (alimentos e medicamentos), a uma cotação bem abaixo da oficial. As autoridades prometeram dobrar o valor dos cupons de auxílio alimentar, hoje equivalentes a US$ 10 por mês, e usarão US$ 1 bilhão do fundo soberano para comprar açúcar, arroz, cevada, milho, farelo de soja, carne vermelha e carne de frango. O Paquistão, mediador das conversas com os EUA, designou seis corredores para o escoamento de produtos iranianos e à importação de arroz e carne, e rotas terrestres por outros países vizinhos ajudam a incrementar a oferta de itens como medicamentos e manufaturados.
Publicamente, o regime não cedeu à pressão econômica e às ameaças de Trump, mas nas entrelinhas, reconhece os impactos do bloqueio. Nos últimos contatos mediados pelo Paquistão, os negociadores estabeleceram a reabertura dos portos como prioridade, e sugeriram congelar suas atividades nucleares por até 15 anos, de acordo com documentos obtidos pela rede al-Jazeera.
“O fato de Teerã ter exigido o fim do bloqueio como condição para retomar as negociações evidencia que o país está sofrendo onde mais dói”, explica Falakshahi.
Fissuras internas começam a dar lugar a um discurso público de apoio às negociações. Embora a ala mais radical ainda tenha voz — alguns defendem que o retorno aos combates sairia mais barato do que o fechamento dos portos e as capturas de navios—, ela está cada vez mais isolada.
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Mas é importante notar que, mesmo com concessões, o regime não está perto de fazer todas as vontades de Trump, como gostariam o americano e seu principal aliado, o premier de Israel, Benjamin Netanyahu. Teerã se planejou por décadas para essa guerra, e a resiliência à pressão externa se tornou uma das bandeiras do país, desde os tempos do conflito com o Iraque, nos anos 1980. E há outro aspecto em pauta: um bloqueio de longo prazo também impõe custos aos Estados Unidos, a poucos meses de uma eleição complicada para Trump, marcada pela impopularidade da guerra.
“O bloqueio prejudica o futuro econômico do Irã, mas pode levar a uma guerra mais longa e custosa para os Estados Unidos, danos graves e duradouros aos mercados americanos e globais e mais prejuízos políticos internos para Trump”, escreveu Jennifer Kavanagh, diretora de análise militar no centro de estudos Defense Priorities, em artigo no New York Times. “Em uma disputa de intenções, Teerã tem a vantagem e uma maior tolerância à dor.”
O suspeito de ter iniciado deliberadamente um incêndio mortal que devastou no ano passado um bairro de Los Angeles nutria ressentimento contra os ricos e admirava Luigi Mangione, acusado de ter assassinado o diretor-executivo de uma companhia de seguros, informaram os promotores. Jonathan Rinderknecht deve enfrentar julgamento em 8 de junho por iniciar o incêndio em Palisades, que causou a morte de 12 das 31 vítimas fatais das chamas que atingiram Los Angeles em janeiro de 2025.
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Em documentos judiciais apresentados na semana passada, os promotores o descrevem como um motorista da Uber furioso com o capitalismo, que deliberadamente e como ato de vingança incendiou o bairro de Pacific Palisades, um enclave com vista para o oceano onde vivem celebridades e cujas propriedades valem milhões de dólares.
Duas semanas após o ato, o histórico de buscas do suspeito mostrava entradas como “vamos derrubar os bilionários”. Ele também fez buscas com o slogan “Liberdade para Luigi Mangione”, o homem que promotores federais afirmam ter assassinado o diretor-executivo da empresa United Healthcare.
“Vários dos passageiros de Uber do acusado entre 31 de dezembro de 2024 e 1º de janeiro de 2025 o descreveram como irritado, intenso, dirigindo de forma errática e reclamando de estar ‘irritado com o mundo’, além de falar sobre Luigi Mangione, capitalismo e ações vigilantes”, relataram os documentos. Rinderknecht rejeita as acusações.
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Os documentos da promotoria afirmam que, durante um interrogatório no fim de janeiro de 2025, os investigadores lhe perguntaram por que alguém iniciaria um incêndio em Pacific Palisades. O suspeito teria respondido que um potencial incendiário poderia ser motivado por ressentimento contra os ricos, já que “basicamente nos escravizam”.
Rinderknecht foi preso na Flórida em outubro. Ele, que cresceu na França e residia em Pacific Palisades, é acusado de iniciar um incêndio na véspera de Ano Novo de 2025 nas montanhas que dão para o bairro de luxo. Foi esse incêndio, que os bombeiros acreditavam ter sido apagado, que voltou a se intensificar em 7 de janeiro. Desde então, devastou o bairro e partes da cidade de Malibu, segundo promotores federais.
O Departamento de Justiça (DoJ) dos Estados Unidos abriu uma investigação para apurar possíveis violações às regras de concorrência na indústria de processamento de carne. A decisão, anunciada pela Casa Branca, foi tomada em meio à disparada dos preços da carne bovina no país e à redução do rebanho.
O procurador-geral interino, Todd Blanche, não deu detalhes adicionais sobre a apuração, mas afirmou que o órgão pretende avançar rapidamente. Estão no alvo os principais frigoríficos que atuam no país, como a brasileira JBS e a National Beef, que é subsidiária da brasileira Marfrig, que uniu-se no ano passado à BRF para formar a MBRF. Também estão neste grupo as americanas Tyson e Cargill.
Juntas, essas quatro grandes empresas de carnes controlam cerca de 85% das compras de gado nos EUA. Os acordos entre elas e os criadores são alvo de escrutínio das autoridades americanas.
A investigação foi anunciada em uma coletiva de imprensa realizada hoje na Casa Branca, Blanche e Peter Navarro, conselheiro sênior da Casa Branca para Comércio e Indústria.
— Há muito trabalho que já foi feito e muito ainda a fazer — disse Blanche, que assumiu o comando do Departamento de Justiça após o presidente Donald Trump demitir seu primeiro procurador-geral no mês passado. — Estamos avançando o mais rápido possível.
A agência Bloomberg informou no fim do mês passado que o Departamento de Justiça havia aberto uma investigação criminal sobre como frigoríficos, incluindo JBS e Tyson Foods, compram gado de pecuaristas.
Essa investigação, que também envolve uma apuração paralela conduzida pela área civil do órgão, veio após Trump determinar, em novembro passado, que o Departamento analisasse o setor diante dos preços recordes da carne bovina.
Procuradas pela agência Bloomberg, JBS, Tyson, Cargill e National Beef não se manifestaram até agora.
Acordos de comercialização no alvo
Blanche se recusou a responder perguntas sobre como a investigação atual difere de outra iniciada durante o primeiro governo Trump e encerrada pelo Departamento de Justiça no ano passado.
O uso dos chamados acordos alternativos de comercialização entre criadores de gado em confinamento e os frigoríficos que processam a carne — em vez de leilões abertos — há muito tempo desperta escrutínio.
Esses contratos são baseados em preços de mercado à vista, mas a concentração do setor nessas quatro empresas já gerou preocupações entre pecuaristas de que esses preços de referência possam estar distorcidos, segundo o Departamento de Agricultura.
Mas a gravidade da atual escassez de gado nos EUA elevou tanto os preços que os frigoríficos estão tendo prejuízo em cada animal processado, de acordo com dados da HedgersEdge. Os contratos futuros de gado em Chicago atingiram nível recorde na semana passada, e as importações de carne bovina dos EUA aumentaram para atender à demanda interna.
Julie Anna Potts, presidente do Meat Institute, uma associação do setor, afirmou que os frigoríficos vêm registrando perdas enquanto “continuam pagando aos confinadores e produtores de gado preços recordes, porque não há animais suficientes para atender à forte demanda dos consumidores por carne bovina”. A entidade disse não ter comentários sobre a investigação do Departamento de Justiça.
Investigação encerrada
Em uma coletiva de imprensa realizada hoje na Casa Branca, Blanche e Peter Navarro, conselheiro sênior da Casa Branca para Comércio e Indústria, também informaram que o Departamento de Justiça chegou separadamente a um acordo para encerrar uma ação antitruste contra a empresa de dados Agri Stats, com sede em Indiana.
O Departamento processou a Agri Stats em 2023 por supostamente ajudar processadoras de aves e suínos a coordenar preços no atacado nas vendas para grandes redes de supermercados. O caso estava previsto para julgamento ainda neste mês. A Agri Stats não comentou.
Um homem armado foi baleado por agentes do Serviço Secreto dos EUA no centro de Washington nesta segunda-feira, informaram autoridades americanas. O indivíduo abriu fogo no National Mall, a poucas quadras da Casa Branca, o que levou ao isolamento temporário do complexo. De acordo com a imprensa local, o suspeito — cuja identidade não foi divulgada — foi atingido por volta das 15h30 (16h30 em Brasília), nas proximidades do Monumento a Washington, pouco depois da passagem do vice-presidente JD Vance em uma comitiva. Caso ocorre poucos dias após um homem armado ter tentado invadir um hotel em Washington onde o presidente Donald Trump participava de um evento.
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O vice-diretor do Serviço Secreto, Matthew Quinn, disse aos repórteres que não acreditava que o vice-presidente fosse um alvo pretendido e afirmou que não poderia especular se o ataque estava relacionado às recentes tentativas de assassinato do presidente Trump.
— Não vou especular sobre isso — disse ele. — Se era direcionado ao presidente ou não, eu não sei, mas descobriremos.
Quinn afirmou também que a troca de tiros ocorreu depois que agentes do Serviço Secreto identificaram um “indivíduo suspeito” que parecia estar armado. O homem fugiu a pé depois que os policiais se aproximaram, sacou a arma e abriu fogo, explicou o oficial.
Ele foi levado para o hospital após ser baleado, e seu estado de saúde não foi divulgado até então.
Segundo Quinn, um pedestre, um menor de idade, ficou levemente ferido.
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Caso recente
O incidente ocorre pouco mais de uma semana depois de um homem armado ter tentado invadir um hotel em Washington onde Trump participava de um evento. Cole Allen, de 31 anos, foi acusado de tentar assassinar o presidente.
Na ocasião, Trump, Vance, e vários membros do Gabinete, além da primeira-dama, Melania, participavam do jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, que reúne jornalistas que cobrem o cotidiano presidencial e que é marcado pelo tom relativamente descontraído, em comparação a outros eventos na capital americana. Mas o salão do hotel Washington Hilton ganhou tons de caos quando tiros foram ouvidos do lado de fora: Trump, Vance e seus secretários foram arrastados pelos agentes do Serviço Secreto, enquanto os convidados ouviam ordens para que se jogassem para baixo das mesas.
Imagens do sistema de segurança do hotel — o mesmo onde, em 1981, o então presidente Ronald Reagan foi vítima de um atentado que quase lhe custou a vida — mostraram Allen correndo em direção ao bloqueio montado pelo Serviço Secreto, portando uma arma que se assemelhava a uma espingarda, quando os tiros foram efetuados. Um agente foi baleado, mas o projétil parou em seu colete balístico.
Suspeito do ataque foi detido no jantar
Reprodução / Redes sociais
Segundo o Departamento de Justiça, os agentes do Serviço Secreto realizaram cinco disparos, sem atingir o atirador. Allen, que estava hospedado no hotel, foi jogado no chão e algemado, e as armas apreendidas. O homem fez uso do direito de permanecer calado.
Allen, que pode ser condenado à prisão perpétua, é um engenheiro mecânico residente na Califórnia e conhecido mais pelas invenções, como o protótipo de um freio de emergência para cadeiras de rodas, por seu histórico como professor, quando chegou a receber um prêmio em 2024, do que por sua atuação política.
Ouvidos pela imprensa americana, seus colegas demonstraram espanto com as notícias de Washington, e o classificaram como uma pessoas gentil e inteligente. Também trabalhava como desenvolvedor de jogos, de acordo com seu perfil em uma rede social, e tinha um mestrado.
Com agências internacionais.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta segunda-feira que o país adotará um cessar-fogo próprio entre os dias 5 e 6 de maio, após a Rússia anunciar uma trégua unilateral para 8 e 9 de maio, durante as celebrações do fim da Segunda Guerra Mundial, e advertir que poderá lançar “um ataque maciço com mísseis” caso não haja cumprimento por parte ucraniana.
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Em publicação na rede X, Zelensky disse que Kiev não recebeu nenhuma proposta formal de Moscou sobre “as modalidades de uma cessação das hostilidades” e, por isso, decidiu estabelecer um cessar-fogo “a partir da meia-noite entre 5 e 6 de maio”.
Cerca de 120 pessoas foram presas no Equador durante o toque de recolher imposto pelo governo para conter a violência ligada ao narcotráfico, informou a polícia nesta segunda-feira. A medida, que restringe totalmente a circulação por seis horas durante a noite, faz parte da estratégia do presidente Daniel Noboa para enfrentar o avanço das organizações criminosas no país.
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Segundo o comandante da polícia, general Pablo Dávila, 124 pessoas foram detidas na primeira noite da restrição, a maioria por descumprir a proibição de circulação.
O toque de recolher, que vai das 23h às 5h (horário local), está em vigor entre os dias 3 e 18 de maio e atinge nove das 24 províncias equatorianas, incluindo Pichincha, onde fica a capital Quito, e Guayas, cuja principal cidade é Guayaquil.
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AFP
Moradores de áreas mais afetadas pela violência demonstram ceticismo em relação à eficácia das medidas.
— Esse toque de recolher é mais do mesmo, porque avisaram com antecedência que os militares iriam às ruas, e depois, quando saem, a gente os vê durante o dia, e à noite fazem operações nas avenidas principais, mas dentro do subúrbio, onde eu moro, nem aparecem — afirmou à AFP o comerciante Gerardo Gómez, de 45 anos, morador de uma região violenta de Guayaquil.
Ele critica as políticas de linha dura adotadas por Noboa, que, segundo ele, ainda não conseguiram reduzir a criminalidade em um dos países mais violentos da América do Sul.
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As restrições também têm impacto econômico. Por causa do toque de recolher, Gómez decidiu fechar mais cedo sua loja de cabos e fones de ouvido, o que afeta sua renda. — Assim não dá para trabalhar. Apoiamos o combate aos criminosos, mas estamos tendo prejuízos — disse à AFP um jovem dono de uma loja de bebidas no norte de Quito, que preferiu não se identificar “por segurança”.
Cerca de 120 pessoas foram presas no Equador durante o toque de recolher imposto pelo governo para conter a violência ligada ao narcotráfico, informou a polícia nesta segunda-feira
AFP
Mais de 50 mil agentes, entre policiais e militares, foram mobilizados para patrulhar as ruas, muitos armados com fuzis, usando balaclavas e veículos blindados.
O Equador enfrenta uma escalada de violência impulsionada por disputas entre facções criminosas que atuam no tráfico de drogas, extorsão e outros delitos, muitas vezes com apoio de cartéis internacionais rivais. Esse cenário transformou o país no mais violento da América Latina, com uma taxa de 51 homicídios por 100 mil habitantes em 2025, segundo a organização Insight Crime.

O ex-presidente Jair Bolsonaro teve alta hospitalar na tarde desta segunda-feira (4), após realizar uma cirurgia no ombro para tratar uma lesão no manguito rotador direito. 

Ele estava internado no hospital DF Star, em Brasília, desde a última sexta-feira (1º).

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A operação ocorreu sem intercorrências e o ex-presidente apresentou boa evolução clínica. 

A nota do hospital é assinada por cinco profissionais: o cirurgião de ombro Alexandre Firmino Paniago, o cirurgião geral Claudio Birolini, o cardiologista Leandro Echenique, o cardiologista Brasil Caiado e o diretor-geral Alisson Borges. 

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A cirurgia em Bolsonaro foi um reparo artroscópico do manguito rotador, para reparar lesões comprovadas por exames e por relatório fisioterápico. O procedimento foi autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, após manifestação favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Bolsonaro, que tem 71 anos, cumpre prisão domiciliar humanitária desde o dia 24 de março, por decisão de Moraes após uma internação por pneumonia bacteriana. O ex-presidente foi condenado pela Primeira Turma do STF, em setembro de 2025, a 27 anos e 3 meses de prisão por seu papel de liderança na trama golpista.

 

 

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira (4), na capital paulista, que espera que o próximo encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja pautado pelo diálogo. A previsão é que os dois presidentes se encontrem nesta semana em Washington. 

“Eu torço para que essa boa química que ocorreu entre o presidente Lula e o presidente Trump possa fortalecer ainda mais em benefício dos dois grandes países, duas grandes democracias do Ocidente”, disse ele a jornalistas.

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Para o vice-presidente, a reunião entre os dois presidentes será muito importante, principalmente porque os Estados Unidos são o principal investidor do país. 

“Esse encontro é muito importante porque os Estados Unidos são o terceiro parceiro comercial do Brasil, atrás da China e da União Europeia. Mas ele é o primeiro investidor no Brasil. Então é [uma reunião] muito importante”, disse ele. 

“A questão tarifária, nós sempre defendemos que tivesse uma relação melhor. Aquele tarifaço não tinha sentido porque os Estados Unidos têm déficit na balança comercial com muitos países do mundo, mas não tem com o Brasil”, ressaltou.

Para Alckmin, a reunião entre os presidentes dos Estados Unidos e do Brasil será benéfica para ambos os países e deve discutir temas como big techs e terras raras. 

“O presidente Lula é do diálogo. Toda orientação é no sentido de fortalecer a relação Brasil e Estados Unidos. É um ganha-ganha. Nós temos aqui mais de 3 mil, quase 4 mil empresas americanas no Brasil. Acho que estamos vivendo um outro momento, passando o tarifaço. E agora é fortalecer essa parceria, derrubar também barreiras não tarifárias.

Segundo ele, há espaço para negociação em questões como big techs, terras raras, minerais estratégicos. “Vai ter aqui o Redata, um programa para atrair data center. Tem muita oportunidade de investimentos recíprocos”, destacou.

Desenrola

Alckmin também comentou sobre o novo programa Desenrola, que foi anunciado na manhã de hoje pelo presidente Lula. O Desenrola é um programa de renegociação de dívidas voltado à população que ganha até cinco salários mínimos. Por meio desse programa será possível negociar débitos do cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

“O Desenrola é necessário porque vai ajudar as famílias. O desconto pode chegar a 90%. E ele vai garantir juros mais baixos, além de atender também pequenas empresas”, falou o vice-presidente.

Suécia

O vice-presidente esteve hoje na Câmara de Comércio Sueco-Brasileira, na capital paulista. Durante a reunião com empresários, Alckmin falou da importância da assinatura do acordo entre os países do Mercosul com os países que compõem a União Europeia.

“Isso fortalece investimentos recíprocos, a integração produtiva e a complementaridade econômica”, falou o vice-presidente.

Segundo a pesquisa Business Climate Survey 2026, divulgada hoje pela Câmara de Comércio Sueco-Brasileira, 63% das empresas suecas com atuação no Brasil esperam aumentar o abastecimento a partir da Europa com base no acordo Mercosul-União Europeia. Além disso, 49% dessas empresas preveem oportunidades de expandir as exportações do Brasil para o continente europeu.

A pesquisa foi realizada entre 30 de janeiro e 6 de março deste ano com 60 empresas suecas e apontou ainda que 73% delas declararam ter tido lucro no ano de 2025 no país. Para a Câmara, esse resultado é “expressivo, especialmente diante de um cenário de desaceleração econômica e taxas de juros historicamente elevadas”. 

Outro dado revelado pela pesquisa é que 46% das empresas suecas confirmaram ter planos de aumentar seus investimentos no Brasil nos próximos doze meses.

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