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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quinta-feira, pela primeira vez, que “está enviando uma grande força” da Marinha americana ao Golfo Pérsico para monitorar o Irã “de perto”. Em resposta, o comandante da Guarda Revolucionária, general Mohammad Pakpour, alertou “erros de cálculo” e afirmou que a força estava “com o dedo no gatilho”. As declarações acontecem uma semana depois de a imprensa americana revelar o deslocamento do porta-aviões USS Abraham Lincoln e seu grupo de ataque, que saíram do Mar da China Meridional em direção ao Oriente Médio. Trump ameaçou reiteradamente um ataque ao país em resposta à repressão do regime contra a onda de protestos, mas recuou após afirmar que Teerã havia suspendido as execuções de manifestantes.
Contexto: EUA enviam mais ativos militares ao Oriente Médio e reforçam presença perto do Irã, apesar do recuo retórico de Trump
Veja: Chefe da Guarda Revolucionária diz que Irã está ‘com dedo no gatilho’ e alerta EUA sobre ‘erros de cálculo’
— Temos uma grande armada indo naquela direção e veremos o que acontece. É uma grande força indo em direção ao Irã — disse Trump a bordo do Air Force One, que o levava de Davos, na Suíça, onde aconteceu o Fórum Econômico Mundial, para Washington.
Além do porta-aviões e seu grupo de ataque, que inclui destróieres, caças e aeronaves de interferência eletrônica, os EUA enviaram 10 aviões de reabastecimento aéreo KC-135 para a Europa, rumo a bases no Oriente Médio. Washington, de fato, insiste com a mobilização militar na região. Segundo o jornal americano Wall Street Journal (WSJ), o presidente americano considera os ativos navais “decisivos”.
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— Eles sabem que temos muitos navios indo naquela direção por precaução. Preferiria que nada acontecesse, mas estamos acompanhando a situação de perto — acrescentou o presidente, reiterando que sua ameaça de usar a força contra havia levado a República Islâmica a suspender 837 execuções de manifestantes.
Outro comandante militar iraniano, o general Ali Abdollahi Aliabadi, alertou que, caso EUA ataquem, “todos os interesses, bases e centros de influência americanos” seriam “alvos legítimos” para as forças armadas iranianas.
Essa mobilização militar levou assessores do Pentágono e da Casa Branca a aprimorarem um conjunto de opções para Trump, incluindo algumas que visam derrubar o regime iraniano. Autoridades, ainda de acordo com o WSJ, também estão elaborando opções mais moderadas, que poderiam incluir ataques a instalações da Guarda Revolucionária Islâmica.
EUA enviaram o porta-aviões USS Abraham Lincoln e seu grupo de ataque para o Golfo Pérsico
Fazry Ismail/AFP
As tensões entre os dois países, inimigos desde a revolução de 1979 que levou o clero xiita ao poder, permanecem muito elevadas. Trump, no entanto, não fechou as portas para o diálogo.
— O Irã quer conversar e nós conversaremos — declarou Trump às margens do Fórum Econômico Mundial.
‘Regime silencia e mata’: Sem contato com a família após apagão de internet, iraniana revive trauma da repressão em protestos
Com o anúncio da frota americana em direção ao Golfo, o comandante da Guarda Revolucionária, por sua vez, jogou lenha na fogueira.
Manifestantes queimam imagens do aiatolá Ali Khamenei em ato em Londres em apoio aos protestos no Irã
CARLOS JASSO / AFP
— [Estamos] mais preparados do que nunca, prontos para cumprir as ordens e medidas do líder supremo — alertou o general, referindo-se ao aiatolá Ali Khamenei, que o nomeou em junho para suceder Hossein Salami, morto em bombardeios israelenses.
A ‘precaução’ de Washington
Na região, os EUA têm oito bases permanentes e cerca de 12 instalações militares. E, para o governo Trump, elas precisam ser defendidas de uma possível retaliação de Teerã, como ameaçou o presidente do Parlamento iraniano no último dia 11, caso Trump ordene um ataque. Três dias depois da ameaça, alguns militares americanos e britânicos destacados em al-Udeid, no Catar, na maior base dos EUA no Oriente Médio, receberam ordens para deixar o local.
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Mas, segundo o WSJ, sistemas de defesa de médio alcance Patriot e de alta altitude Thaad já foram preparados para repelir qualquer contra-ataque iraniano, como aconteceu em junho do ano passado, durante a guerra de 12 dias entre Tel Aviv, Teerã e Washington.
Uma campanha aérea de maior escala no Irã, ainda de acordo com o WSJ, tenderia a empregar meios furtivos como F-35, bombardeiros B-2 e submarinos lançadores de mísseis de cruzeiro — sistemas usados no ataque americano de junho do ano passado contra instalações nucleares iranianas —, embora não haja indícios de deslocamento desses ativos para o Oriente Médio.
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Ore Huiying/Bloomberg
Autoridades disseram que Israel expressou ao governo Trump preocupações especificamente sobre suas próprias defesas caso o Irã atacasse o país, após ter esgotado seu estoque de interceptores durante a guerra de 12 dias com o Irã no ano passado. Após esse conflito, os EUA deslocaram um grupo de ataque de porta-aviões e algumas defesas aéreas para fora da região, enquanto Trump voltava sua atenção para a Venezuela e o Hemisfério Ocidental.
‘Temos que ver’
Trump ainda não ordenou ataques contra o Irã, e sua decisão final permanece incerta. Mas as discussões em Washington mostram que Trump não descartou punir Teerã pelo assassinato de manifestantes. Na última terça-feira, quando foi perguntado se os EUA ainda poderiam atacar o Irã, Trump observou que o regime acatou os alertas de Washington e cancelou os planos de enforcar 837 pessoas na semana passada.
— Teremos que ver o que acontece com o Irã — afirmo o presidente, na ocasião.
O conselheiro de segurança nacional e secretário de Estado, Marco Rubio, conversou na segunda-feira sobre o Irã com o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita , príncipe Faisal bin Farhan Al Saud , cujo apoio seria necessário em uma campanha aérea contra o Irã.
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A Casa Branca também precisa lidar com a questão de se o governo está preparado para realizar uma campanha militar prolongada que pode durar semanas ou meses, caso os manifestantes no Irã voltem às ruas e peçam proteção a Trump. Na última quarta-feira, as autoridades iranianas relataram 3.117 mortes, em seu primeiro balanço de vítimas durante os protestos. No entanto, grupos de direitos humanos afirmam que o número real de mortos é maior.
Pressão financeira ou militar?
Alguns funcionários levantaram questões internas sobre o objetivo político de ataques ao Irã neste momento. Trump está ciente de que qualquer ação militar ocorreria muito depois de ele ter prometido aos manifestantes que “a ajuda está a caminho” e que provavelmente não seria tão rápida quanto a operação que depôs o ex-líder venezuelano Nicolás Maduro .
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Alguns assessores sugeriram o uso de meios não militares para repreender o Irã, como ajudar os manifestantes a coordenar ações online ou anunciar novas sanções contra o regime.
A pressão financeira dos EUA “funcionou porque, em dezembro, a economia deles entrou em colapso”, disse o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, na terça-feira, no Fórum Econômico Mundial, na Suíça.
Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent
Adam Gray/Bloomberg
— É por isso que as pessoas foram às ruas. Isso é estratégia econômica, sem confrontos armados, e as coisas estão caminhando de forma muito positiva por aqui — afirmou Bessent.
(Com AFP)

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Imagens de câmeras de segurança registraram o momento aterrador em que um carregador portátil explodiu dentro da bolsa de uma mulher enquanto ela estava presa em um elevador na cidade de Surgut, na Rússia.
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O vídeo mostra a moradora entrando normalmente no elevador de um prédio residencial carregando a bolsa no ombro. Poucos segundos depois, já com as portas fechadas, fumaça começa a sair do acessório antes de uma explosão repentina provocar uma bola de fogo dentro do espaço apertado.
Veja o momento:
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Assustada, a mulher joga a bolsa no chão e tenta desesperadamente apertar os botões do elevador enquanto as chamas aumentam rapidamente. A gravação ainda mostra o elevador sendo tomado por fumaça espessa em questão de segundos.
Em meio ao pânico, a vítima bate repetidamente na porta e tenta se afastar do fogo enquanto o carregador continua queimando no chão da cabine.
As imagens ficam parcialmente encobertas pela fumaça até o momento em que a porta finalmente se abre e a mulher consegue correr para fora do elevador. Segundo informações divulgadas pela imprensa local, ela não ficou ferida.
O incidente aconteceu quando a moradora retornava ao apartamento em um prédio alto da cidade russa. De acordo com os serviços de emergência locais, equipes de resgate não chegaram a ser acionadas para o local.
O governo de Malta, país europeu localizado no Mar Mediterrâneo, vai pagar até 25 mil euros (cerca de R$ 145 mil) a jovens com menos de 30 anos que aceitem abdicar da carteira de motorista durante cinco anos. A medida faz parte de um programa-piloto criado para combater o trânsito e estimular o uso de transportes públicos, bicicletas e outras formas de deslocamento em substituição ao carro.
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A restrição, no entanto, não valerá apenas dentro do território maltês. Segundo a proposta, os participantes ficarão impedidos de dirigir em qualquer parte do mundo durante o período de cinco anos.
De acordo com o diário espanhol El Economista, além de não poderem conduzir automóveis, os jovens que aderirem ao programa também não poderão usar motocicletas, ciclomotores ou qualquer outro veículo motorizado.
Em troca da recompensa, que pode chegar a 25 mil euros, os participantes terão de se comprometer formalmente a não dirigir durante todo o período previsto. Segundo o governo de Malta, o objetivo é reduzir o número de veículos em circulação diante dos congestionamentos frequentes provocados pela alta pressão sobre a rede rodoviária do país.
‘Sem precedentes’: temporais deixam ao menos 22 mortos e 20 desaparecidos no centro e sul da China
O programa entrou em vigor no início deste ano e tem orçamento anual de cinco milhões de euros. Para ter acesso ao incentivo, é preciso ser residente em Malta há pelo menos sete anos e possuir carteira de motorista da categoria B há, no mínimo, 12 meses.
A polícia britânica informou nesta sexta-feira que está analisando uma acusação de agressão sexual contra o ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, e pediu que qualquer pessoa com informações a respeito colabore com as forças de segurança. O caso em análise se refere a fatos ocorridos em 2010, em que uma mulher teria sido “levada a um endereço em Windsor com fins sexuais”.
Elizabeth II 100 anos: A ‘rainha pop’ que uniu os britânicos em crises, guerras e dilemas da monarquia
De protetora a investigadora: Ex-príncipe Andrew foi detido pela mesma polícia que fornece agentes para a segurança da realeza britânica
O ex-príncipe foi detido e colocado sob custódia durante várias horas em fevereiro, após revelações sobre seus vínculos com o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein, que morreu na prisão em 2019. O irmão de Charles III perdeu os títulos reais após sua relação com Epstein ficar comprovada.
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Nesta sexta, as autoridades policiais afirmaram ter entrado em “contato” com a advogada da suposta vítima para informar que, “caso ela deseje denunciar o ocorrido à polícia, a denúncia será levada a sério e tratada com cuidado, sensibilidade e respeito à sua privacidade e ao seu direito ao anonimato”.
O irmão do rei também está sendo investigado por “omissão no exercício de uma função pública”, suspeito de ter repassado documentos econômicos confidenciais a Jeffrey Epstein quando atuou como representante comercial do Reino Unido entre 2001 e 2011. As investigações não resultaram, até o momento, em uma acusação formal contra o ex-príncipe.
A investigação contra Andrew Mountbatten-Windsor, iniciada após a divulgação, há vários meses, de documentos pelas autoridades americanas relacionados a Jeffrey Epstein, “continua”, informou a polícia de Thames Valley em um comunicado.
Fotos divulgadas nos arquivos de Epstein mostram ex-príncipe Andrew de quatro sobre uma mulher
Divulgação / Departamento de Justiça dos EUA
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A polícia pediu “paciência” à opinião pública e incentivou qualquer pessoa com informações sobre o ex-príncipe a apresentá-las às autoridades. O delito de “omissão no exercício de uma função pública” pode acontecer de “diferentes formas, o que torna a investigação complexa”, acrescentou a polícia.
Andrew Mountbatten-Windsor sempre negou qualquer irregularidade cometida em relação ao caso Epstein. O ex-príncipe foi acusado de agressões sexuais pela americana Virginia Giuffre quando ela tinha 17 anos. Giuffre cometeu suicídio em abril de 2025, aos 41 anos.
Afastado da família real e destituído de seus títulos, o ex-príncipe Andrew foi obrigado a se mudar para Norfolk (leste da Inglaterra), longe de sua residência na propriedade real de Windsor.
O adolescente Shay Blayden, de 17 anos, morreu após sofrer um grave acidente de trabalho em uma obra no empreendimento Bellway Sniperley Park, em Durham, na Inglaterra. Segundo informações apresentadas durante o inquérito judicial, um cilindro de concreto caiu sobre o pescoço do jovem enquanto ele trabalhava no local. Os serviços de emergência foram acionados, mas Shay morreu um dia depois, em 17 de abril.
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Durante audiência no Tribunal de Justiça de Crook, o legista sênior Jeremy Chipperfield informou que a causa inicial da morte foi registrada como traumatismo craniano e torácico, após exame post-mortem realizado pela médica legista Jennifer Bolton. O inquérito foi adiado para uma nova audiência preliminar marcada para 4 de agosto.
Investigações sobre o acidente
O tribunal também foi informado de que a Agência Executiva de Saúde e Segurança conduz uma investigação sobre o caso, enquanto a Polícia de Durham apura possíveis responsabilidades ligadas à gestão do canteiro de obras. Embora o empreendimento pertença à construtora Bellway, as obras de terraplanagem estavam sendo executadas pela empreiteira Esh Group no momento do acidente.
Em depoimento divulgado durante o inquérito, os pais do adolescente, Lee e Samantha Blayden, prestaram homenagem ao filho e afirmaram que ele era apaixonado pelo trabalho, pela academia e pelo boxe.
— Como pais, não poderíamos estar mais orgulhosos do jovem trabalhador e determinado que Shay se tornou — disseram.
A família afirmou ainda que o adolescente “iluminava todos os ambientes” e destacou a relação próxima dele com a namorada, Libby, além do carinho dedicado aos irmãos Elis e Edie.
— Shay era o rapaz mais genuíno, amoroso, engraçado e atencioso que você poderia desejar conhecer. Nosso lindo menino de olhos castanhos — para sempre com 17 anos — declararam os pais.
Após a morte do jovem, uma campanha de arrecadação de fundos foi organizada para ajudar a família Blayden.
Um vídeo registrado por câmeras de segurança na região de Guangxi, no sul da China, mostrou o momento em que uma mulher quase foi levada pela correnteza durante as enchentes provocadas pelas chuvas torrenciais que atingem o país desde o fim de semana.
‘Sem precedentes’: temporais deixam ao menos 22 mortos e 20 desaparecidos no centro e sul da China
As imagens mostram a moradora tentando atravessar uma rua completamente inundada quando perde o equilíbrio e cai na água. Em poucos segundos, ela começa a ser arrastada pela correnteza, em uma cena de desespero. Vizinhos que perceberam o perigo correram para socorrê-la e conseguiram retirá-la da água antes que fosse levada.
Veja vídeo:
O episódio ocorreu em meio à onda de temporais que atinge o centro e o sul da China e já deixou ao menos 22 mortos e 20 desaparecidos, segundo informações divulgadas pela imprensa estatal chinesa nesta quarta-feira.
A emissora estatal CGTN classificou as precipitações como “chuvas sem precedentes”. Em várias regiões, escolas, empresas e serviços de transporte foram interrompidos por causa das enchentes e dos deslizamentos provocados pelo excesso de chuva.
Na província de Guangxi, onde o vídeo foi gravado, dez mortes já foram confirmadas pelas autoridades locais. Em Hunan, cinco pessoas morreram e outras 11 seguem desaparecidas. Já em Guizhou, quatro mortes foram registradas, enquanto cinco pessoas continuam desaparecidas.
Mais ao norte, em Hubei, as enchentes deixaram três mortos e quatro desaparecidos.
As autoridades chinesas mobilizaram equipes de emergência e suspenderam aulas em diversas cidades afetadas. O governo central também anunciou a liberação de 120 milhões de yuans — cerca de R$ 86 milhões — para ações emergenciais nas regiões atingidas.
A enfermeira de voo Jamie Novick, de 33 anos, foi identificada como uma das vítimas da queda de um avião de resgate médico no estado do Novo México, nos Estados Unidos. O acidente ocorreu na madrugada de 14 de maio, durante um voo entre o Centro Aéreo de Roswell e o Aeroporto Regional de Sierra Blanca, e também provocou um incêndio florestal de grandes proporções na região.
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Além de Jamie, morreram os pilotos Keelan Clark e Ali Kawsara, da empresa Generation Jets, e a enfermeira de voo Sarah Clark, da Trans Aero MedEvac. Em comunicado conjunto, as companhias lamentaram a tragédia.
— Nossos corações permanecem com as famílias e entes queridos que enfrentam uma perda inimaginável — afirmou Matt Goertz, vice-presidente da Trans Aero MedEvac.
Segundo as autoridades locais, a queda da aeronave deu origem ao incêndio Seven Cabins, que já consumiu mais de 16 mil acres e tinha apenas 6% de contenção até quinta-feira. A causa do acidente ainda não foi determinada. O caso é investigado pela Administração Federal de Aviação (FAA) e pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB).
Legado de serviço e dedicação
Moradora do Colorado e veterana da Força Aérea americana, Jamie deixou o marido, Ryan, e os filhos Lena e Josh. Em uma campanha criada no GoFundMe para ajudar a família, ela foi descrita como uma profissional dedicada e movida pelo cuidado ao próximo.
“A medicina de emergência não era apenas o trabalho de Jamie, era a sua vocação”, diz o texto da arrecadação, que também destaca sua “compaixão, força e dedicação inabalável” aos pacientes e colegas.
O pai da enfermeira, Greg Bunch, afirmou à emissora Fox21 News que a filha tinha uma vida “cheia de propósito”.
— Ela enfrentou coisas difíceis com coragem. Amou as pessoas com sinceridade. Cuidou dos que sofriam. Viveu com alegria e humildade — declarou.
O marido de Jamie também ressaltou o compromisso da enfermeira com o serviço público.
— Jamie dedicou sua vida a servir os outros como veterana da Força Aérea, enfermeira de pronto-socorro e, mais recentemente, enfermeira de voo. Ela se importava profundamente com todos que cruzavam seu caminho — disse Ryan.
A família revelou ainda que a morte ocorreu apenas 13 meses após o falecimento do irmão dela, Mark, em um acidente de carro. Segundo o pai, Jamie ficou profundamente abalada com a perda.
— A perda de Jamie trouxe uma dor indescritível. Mesmo em meio a essa dor, somos gratos pela vida que ela viveu e pelo amor que nos deu — afirmou Greg Bunch.
Três irmãs morreram afogadas na praia de Brighton, no sul da Inglaterra, em uma tragédia que ganhou contornos ainda mais dramáticos após familiares revelarem que a mãe delas também morreu afogada há 16 anos. Jane Adetoro, de 36 anos, Christina Walters, de 32, e Rebecca Walters, de 31, foram retiradas da água na manhã desta quarta-feira (20), após uma operação de resgate mobilizar equipes de emergência na região de Black Rock, próximo à Madeira Drive.
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Segundo a polícia de Sussex, as investigações continuam para esclarecer como as três mulheres foram parar no mar. Até o momento, as autoridades afirmam não haver evidências de participação de terceiros ou indícios de crime. A suspeita inicial é de que ao menos uma delas tenha sido surpreendida pela profundidade repentina da praia de seixos, conhecida pelas encostas íngremes e pelas mudanças bruscas no terreno submerso.
Uma fonte da Guarda Costeira britânica afirmou ao jornal The Sun que uma das irmãs pode ter entrado na água sem perceber o risco.
— Se você der um passo pensando que o terreno é plano, pode afundar sessenta centímetros ou mais muito rapidamente. Isso pode tornar as coisas muito perigosas muito rapidamente — disse.
Família fala em dor indescritível
As três irmãs moravam juntas em Uxbridge, em Londres, e eram descritas pela família como inseparáveis. A tia delas, Ajike Adetoro, afirmou ao jornal The Times que as jovens eram “irmãs muito unidas e melhores amigas, que faziam tudo juntas”. Ela também criticou teorias conspiratórias disseminadas nas redes sociais sobre o caso.
— Essas especulações absurdas estão causando ainda mais sofrimento à família — declarou.
O pai das vítimas, Joseph, publicou uma homenagem emocionada às filhas.
— Nenhuma palavra pode realmente descrever a dor. A tragédia de perder vocês três deixou um vazio que as palavras não conseguem preencher — afirmou.
— Hoje, com o coração cheio de tristeza e amor, presto homenagem às minhas amadas filhas, cujas vidas terminaram de forma tão trágica e prematura.
A madrasta das jovens, Genevieve Barnaby, também lamentou a perda.
— Nossos corações estão partidos. A dor é indescritível — escreveu.
Segundo familiares, Jane trabalhava como contadora e era vista como a mais responsável das irmãs, frequentemente assumindo um papel maternal dentro da família. Christina havia concluído recentemente a graduação na Universidade Brunel, enquanto Rebecca, a caçula, era lembrada pelo jeito expansivo e brincalhão.
O tio das vítimas, Adesoji, iniciou uma campanha de arrecadação para ajudar a família.
— Nenhum pai ou mãe deveria ter que enterrar um filho, muito menos os três — disse.
O superintendente-chefe Adam Hays, comandante da divisão de Brighton e Hove, afirmou que a investigação seguirá “com seriedade” para esclarecer os acontecimentos daquela manhã.
— Os pensamentos de todos na Polícia de Sussex estão com a família de Jane, Christina e Rebecca após esta perda devastadora — declarou.
Um homem australiano morreu após cair em uma ravina enquanto percorria a Trilha Inca até Machu Picchu, no Peru. A vítima foi identificada como Matthew Cameron Paton, de 52 anos, policial do estado de Victoria. O corpo foi localizado nesta quinta-feira por equipes da Unidade de Resgate em Alta Montanha da cidade de Cusco.
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Segundo as autoridades, Paton foi encontrado cerca de 300 metros abaixo de uma encosta íngreme próxima ao trecho conhecido pelo risco. Na quarta-feira, ele havia sido dado como desaparecido.
De acordo com a polícia peruana, o australiano caiu após uma grade de madeira quebrar enquanto ele atravessava uma área da trilha acompanhado de um grupo de turistas e de um guia.
Segundo a BBC, Matthew Paton havia chegado a Cusco cerca de 12 dias antes ao lado da esposa. As autoridades peruanas investigam as circunstâncias da queda.
Virgilio Velasquez, general e chefe da Região Policial de Cusco, afirmou que as buscas começaram logo após os relatos sobre o desaparecimento do turista.
— Temos informações indicando que ele aparentemente tropeçou ao atravessar uma ponte de madeira e provavelmente tentou se segurar na grade de madeira. Mas ela cedeu e ele escorregou junto para o abismo. Infelizmente, caiu na ravina — declarou à agência estatal peruana Andina.
Policial assumiria novo cargo no próximo mês
A Polícia de Victoria confirmou que Matthew Paton ingressou na corporação em 2009 e assumiria no próximo mês um novo cargo como sargento sênior.
Em comunicado, a família afirmou estar “arrasada” com a morte e disse que o policial “sempre quis viajar para o Peru”.
“A família era a coisa mais importante para Matt”, declararam os parentes. Segundo a BBC, Paton era casado havia 31 anos e deixa a esposa e três filhos. “Ele adorava sua família. E nós o adorávamos”, acrescentou a família.
O comissário-chefe da Polícia de Victoria, Mike Bush, afirmou que Matthew Paton “serviu com distinção por 16 anos”. Segundo Bush, o policial será lembrado pelo altruísmo, pelo “incrível senso de humor”, pela gentileza e pela capacidade de incluir todos ao redor.
A Associação da Polícia de Victoria (TPAV) também lamentou a morte do agente e afirmou que colegas ficaram chocados com “a perda de um de nossos membros em um trágico acidente no exterior”.
Segundo a entidade, Paton se destacou pelo trabalho no treinamento de policiais e pela atuação sindical dentro da corporação.
Um porta-voz do Departamento de Relações Exteriores e Comércio da Austrália informou que o governo presta assistência consular à família.
— Enviamos nossas mais profundas condolências à família neste momento difícil — afirmou o representante.
O alpinista britânico Kenton Cool alcançou nesta sexta-feira o topo do Everest pela vigésima vez e ampliou o próprio recorde de ascensões à montanha mais alta do mundo realizadas por uma pessoa não nepalesa.
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A informação foi confirmada por autoridades no acampamento-base da montanha.
— Foi informado que hoje, no início da manhã, ele alcançou o cume do monte Everest — declarou à AFP Khim Lal Gautam, funcionário do governo nepalês.
Cool, de 52 anos, escalou os 8.849 metros do Everest pela primeira vez em 2004 e, desde então, participou de expedições quase todos os anos.
O alpinista britânico Kenton Cool acena de dentro de um carro ao chegar ao aeroporto de Katmandu
Prakash MATHEMA / AFP
A trajetória do britânico inclui uma recuperação considerada improvável.
Em 1996, ele quebrou os dois calcanhares em um acidente durante uma escalada em rocha, e médicos chegaram a afirmar que ele talvez nunca mais andasse sem ajuda.
Mesmo assim, em 2022, tornou-se o estrangeiro com mais ascensões ao Everest ao atingir o 16º cume e superar o americano Dave Hahn.
Apesar do recorde, Cool minimizou a marca em comparação às conquistas dos montanhistas nepaleses.
“Estou realmente surpreso com o interesse (…) considerando que tantos sherpas têm muito mais ascensões”, afirmou à AFP em 2022.
Sete escaladores nepaleses já ultrapassaram a marca de 20 cumes no Everest.
O recorde absoluto pertence a Kami Rita Sherpa, conhecido como “Homem do Everest”, que alcançou o topo da montanha pela 32ª vez na semana passada.
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Mais de 600 alpinistas chegaram ao cume do Everest desde o início da temporada de primavera neste mês, aproveitando uma breve janela de bom tempo e ventos mais amenos.
Nesta temporada, o Nepal emitiu um recorde de 492 permissões de escalada.
Ao redor do acampamento-base, foi montada uma cidade de barracas para receber montanhistas estrangeiros e equipes de apoio.
O alto número de expedições reacendeu preocupações sobre superlotação no Everest, especialmente em períodos de clima instável.
Na quarta-feira, cerca de 275 pessoas alcançaram o topo da montanha, no dia mais movimentado já registrado na vertente sul do Everest.
Segundo o texto, três alpinistas nepaleses morreram durante expedições nesta temporada.
O Nepal abriga oito das dez montanhas mais altas do planeta e recebe centenas de escaladores a cada primavera, em uma atividade considerada uma importante fonte de receita para o país.
Os quatro astronautas da missão Artemis II, da Nasa, foram confrontados no Capitólio dos Estados Unidos por um homem que os acusou de mentir sobre as missões espaciais e de participar de uma suposta “operação psicológica” contra o público.
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O incidente ocorreu após uma visita da tripulação ao Capitólio, onde os astronautas se reuniram com autoridades políticas americanas. Segundo o “20 Minutos”, vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o homem se dirigindo aos integrantes da missão com frases como “parem de mentir”, “vocês nunca foram ao espaço” e “eu vejo através das suas mentiras”.
O homem também acusou os astronautas de enganar o público e insistiu que a suposta “operação psicológica” “não estava funcionando”. Durante a abordagem, fez ainda referências religiosas, dizendo aos membros da tripulação para “seguirem Jesus”, afirmando que “Deus está observando vocês” e exigindo que eles “se arrependessem diante de Deus”.
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Os astronautas mantiveram a calma durante todo o episódio e evitaram responder diretamente às provocações, seguindo pelo edifício.
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A missão Artemis II foi a primeira tripulada do programa Artemis e marcou o retorno de astronautas a uma viagem em torno da Lua, mais de 50 anos depois da era Apollo. A Nasa confirma que a missão foi lançada em 1º de abril de 2026 e terminou em 10 de abril, com a amerissagem da cápsula Orion no Pacífico, ao largo de San Diego.
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A tripulação foi formada pelos astronautas da Nasa Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do astronauta canadense Jeremy Hansen. Durante a missão, a cápsula Orion realizou uma viagem de quase dez dias em torno da Lua, sem pousar no satélite, testando sistemas essenciais para futuras missões lunares e para o objetivo de levar astronautas a Marte.
O programa Artemis é uma das principais apostas da Nasa para retornar à Lua de forma sustentada. Depois da Artemis II, a agência já prepara a Artemis III, missão que deverá avançar para uma nova fase da exploração lunar.

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