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Terremotos na Venezuela: acompanhe ao vivo as últimas notícias do desastre que deixou pelo menos 164 mortos Comunidade internacional mobiliza equipes de resgate, ajuda humanitária, recursos médicos e apoio logístico

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Uma cerimônia na manhã desta quinta em Pequim (noite de quarta no Brasil) marcou a entrega da carta de intenções do Tesouro Nacional para a futura emissão de títulos soberanos brasileiros no mercado doméstico chinês, os chamados “panda bonds”. O evento contou com a participação do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que destacou o momento como um gesto de confiança do Brasil na China. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Um dos mais fortes terremotos da história recente da Venezuela atingiu o país nesta quarta-feira, justamente no Dia da Batalha de Carabobo, um dos feriados nacionais mais importantes do calendário venezuelano. Como a data é celebrada com folga em todo o país, muitas pessoas estavam em casa no momento dos tremores, que deixaram ao menos 164 mortos e 971 feridos, segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades nesta quinta-feira.
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A tragédia ocorreu durante as comemorações que marcam os 205 anos da vitória das forças independentistas lideradas por Simón Bolívar sobre o exército espanhol. Os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 ocorreram com apenas 39 segundos de diferença e provocaram o colapso de edifícios, danos severos à infraestrutura e cenas de pânico em Caracas e em outras regiões do país.
Óleo sobre tela da Batalha de Carabobo, de mural localizado no Capitólio Nacional da Venezuela
Martín Tovar y Tovar | Domínio Público
O governo declarou estado de emergência. A região de La Guaira está entre as mais afetadas, enquanto equipes de resgate seguem procurando sobreviventes sob os escombros. O aeroporto internacional de Maiquetía foi fechado devido aos danos, e serviços de metrô e trens foram suspensos. Autoridades alertam que o número de vítimas pode aumentar nos próximos dias.
Os tremores foram sentidos em praticamente todo o território venezuelano e também em países vizinhos. Em várias cidades, moradores deixaram edifícios às pressas e passaram a noite nas ruas por medo de novos abalos.
Data histórica
O dia 24 de junho tem forte valor simbólico para os venezuelanos. O feriado homenageia a Batalha de Carabobo, travada em 1821 e considerada o confronto militar decisivo para consolidar a independência da Venezuela em relação à Espanha.
Segundo registros históricos, o Exército Libertador comandado por Simón Bolívar enfrentou as tropas realistas espanholas nos campos de Carabobo. A vitória abriu caminho para a libertação definitiva do território venezuelano e se transformou em um dos marcos fundadores da nação. A batalha também teve repercussão internacional na época e foi noticiada em diversos países, dada sua importância para os movimentos de independência na América do Sul.
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O confronto reuniu diferentes divisões do Exército Libertador e contou com a participação de combatentes venezuelanos e estrangeiros. A derrota das forças espanholas enfraqueceu de forma decisiva o domínio colonial na região e consolidou a liderança política e militar de Bolívar no processo emancipatório.
Por causa desse significado histórico, o dia 24 de junho tornou-se uma das principais datas cívicas da Venezuela. Além do feriado nacional, a data é tradicionalmente marcada por cerimônias oficiais, atos militares e homenagens aos protagonistas da independência. Neste ano, a presidente em exercício da República e comandante-em-chefe da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), Delcy Rodríguez, acompanhada pelo Alto Comando Político e Militar, presidiu a cerimônia central em homenagem aos 205 anos da Batalha de Carabobo e ao Dia do Exército Bolivariano, na Comandância-Geral do Exército Venezuelano. À noite, porém, as comemorações deram lugar às operações de resgate e ao luto provocado pelo terremoto que atingiu o país.
Um avião de pequeno porte caiu e explodiu na tarde desta quinta-feira em Varsóvia, capital da Polônia, deixando ao menos duas pessoas mortas e duas feridas. O acidente ocorreu nas proximidades do aeroporto de Bemowo, na região oeste da cidade, mobilizando equipes de emergência e provocando uma grande operação de combate às chamas.
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Segundo informações das autoridades locais, a aeronave tentava pousar no aeroporto quando perdeu o controle, saiu da área da pista e atingiu o solo. O impacto provocou uma explosão seguida de incêndio, destruindo completamente o avião. As duas pessoas que estavam a bordo morreram no local.
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Outras duas pessoas que estavam nas proximidades ficaram feridas e foram encaminhadas a um hospital. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde delas.
Segundo o porta-voz dos bombeiros, Łukasz Darmofalski, o avião foi completamente consumido pelas chamas após o impacto, que ocorrreu por volta das 13h (horário local). Imagens divulgadas nas redes sociais indicam que a queda ocorreu em um terreno do Automóvel Clube Polonês, onde funciona um centro de treinamento para motoristas.
Vídeo mostra resgate chegando ao local em que avião caiu na Varsóvia
Reprodução | X
Após o acidente, o aeroporto de Varsóvia-Babice foi fechado por tempo indeterminado, com exceção de voos de resgate aeromédico e operações policiais. As causas da tragédia ainda são investigadas por especialistas da Comissão Estatal de Investigação de Acidentes Aeronáuticos da Polônia.
De acordo com o Corpo de Bombeiros local, diversas equipes foram enviadas para a área do acidente e utilizaram espuma para controlar as chamas. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram destroços carbonizados e uma coluna de fumaça escura se elevando sobre o bairro de Bemowo.
A polícia e especialistas em segurança aérea devem analisar os destroços e os registros do voo para determinar as causas da queda. Até o momento, não há indicação oficial sobre possíveis falhas mecânicas ou erro humano.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira (25), o nome da senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado, após o afastamento do senador Jaques Wagner (PT-BA) do cargo.

Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a missão de Teresa será articular o debate e a aprovação de projetos de interesse da população que estão em tramitação na casa, como o fim da escala 6 por 1 e a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública.

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Jaques Wagner deixou a liderança do governo nesta quarta-feira (24) após ser alvo de operação da Polícia Federal (PF), na semana passada, por suspeitas de corrupção no caso do Banco Master. Os agentes acusam o senador de ter recebido vantagens do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master.

Já Wagner negou irregularidades e afirmou estar “absolutamente tranquilo” em relação à investigação.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal confirma a primeira morte de um cidadão português por conta dos terremotos na Venezuela. A vítima, do sexo masculino, foi retirada dos escombros com vida, mas acabou por falecer a caminho do hospital.
Anteriormente, Lisboa já havia confirmado
Balanços iniciais divulgados após dois terremotos atingirem a Venezuela na noite de quarta-feira indicam que ao menos 164 pessoas morreram e outras mil ficaram feridas no desastre, mas o número real ainda pode subir significativamente. Enquanto a presidente interina, Delcy Rodríguez, diz que as informações coletadas ainda não incluem as vítimas de La Guaira, região ao norte da capital que foi a mais atingida, atualizações mais recentes do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) indicam chances de que o número de mortos fique entre mil e 10 mil. O mesmo modelo projeta uma probabilidade de 37% de que o total de mortes seja entre 10 mil e 100 mil.
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Anteriormente, as projeções indicavam 30% de chance de o número de mortos ultrapassar 100 mil e 44% de probabilidade de ficar entre 10 mil e 100 mil. O USGS também estima que as perdas econômicas provocadas pelos terremotos equivalem a entre 1% e 4% do Produto Interno Bruto (PIB) da Venezuela. O órgão ressalta que esses cálculos não são previsões, mas projeções estatísticas baseadas em terremotos anteriores com características semelhantes.
Informações incompletas
A ausência de dados completos de uma das áreas mais afetadas é um dos principais fatores que indicam que o número oficial de mortos ainda está longe de refletir a dimensão total do ocorrido. Segundo a ONU, mais de 100 edifícios desabaram apenas na cidade de La Guaira, onde prédios de até dez andares vieram abaixo e equipes de resgate continuam procurando sobreviventes.
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As buscas também seguem em Caracas e em outros estados do norte do país. Autoridades locais relataram que pessoas foram retiradas com vida dos escombros horas após os tremores, um sinal de que ainda há desaparecidos sob estruturas colapsadas. No município de Chacao, na região metropolitana da capital, equipes de emergência resgataram ao menos 22 pessoas de edifícios atingidos.
Além do número ainda desconhecido de desaparecidos, especialistas apontam que as características dos terremotos aumentam seu potencial destrutivo. O primeiro tremor teve magnitude 7,2, e o segundo, ocorrido apenas 39 segundos depois, atingiu magnitude 7,5 — o mais forte registrado na Venezuela desde 1900. Ambos ocorreram a menos de 25 km de profundidade, o que significa que foram terremotos rasos, capazes de provocar tremores mais intensos na superfície. Eles foram provocados pelo atrito entre as placas tectônicas do Caribe e da América do Sul.
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Dois terremotos menores foram registrados posteriormente nas proximidades de Caracas, e sismólogos avaliaram que há grande probabilidade de ocorrer pelo menos uma réplica de magnitude 5,0 ou superior ao longo da próxima semana.
Vulnerabilidade estrutural
Ainda segundo o USGS, a região afetada apresenta alta vulnerabilidade estrutural. Muitas construções são feitas de alvenaria sem reforço adequado e blocos de adobe, materiais que oferecem menor resistência a terremotos de grande intensidade. De acordo com o órgão, a combinação entre a magnitude dos tremores, a baixa profundidade e as características das edificações elevou o risco de desabamentos.
Em alguns bairros de Caracas, edifícios desabaram e houve interrupções no fornecimento de energia elétrica. Testemunhas relataram prédios balançando violentamente, janelas tremendo e tubulações de água se rompendo. Fotos e vídeos verificados pelo New York Times mostram edifícios de concreto reduzidos a escombros e outros gravemente danificados. Na cidade portuária de La Guaira, principal porta de entrada para a capital, prédios de até dez andares desabaram, e torres residenciais de grande altura foram vistas inclinadas.
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Outro fator que preocupa é a capacidade de resposta do país. A infraestrutura venezuelana já enfrentava dificuldades antes do desastre. Sistemas de energia, transporte, saúde e comunicações foram afetados pelos terremotos, dificultando a chegada de equipes de socorro e a avaliação dos danos. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar foi fechado após sofrer avarias, com vídeos mostrando tetos desabados em terminal. Serviços ferroviários e de metrô também foram suspensos.
Há relatos, ainda, de interrupções de internet e problemas no abastecimento de combustível em áreas atingidas. Segundo autoridades, muitos moradores passaram a noite nas ruas por medo de novos desabamentos e devido ao risco de comprometimento das redes de gás.
Equipes de emergência
Autoridades venezuelanas mobilizaram centenas de agentes de emergência para procurar sobreviventes. Delcy decretou estado de emergência, convocou médicos e enfermeiros a se apresentarem ao trabalho para atender os feridos e afirmou que hotéis e abrigos seriam disponibilizados para os desabrigados.
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Os Estados Unidos e vários países da América Latina anunciaram o envio de ajuda humanitária e equipes de resgate. Delcy afirmou que parte desses grupos, além de equipes da República Dominicana, El Salvador, México e Catar, começaria a chegar ao país já nesta quinta-feira.
“Estaremos ao lado de nossos novos e grandes amigos”, escreveu Trump na Truth Social, acrescentando que “os primeiros relatos não são bons”. Nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os EUA estavam enviando “imediatamente” equipes de busca e resgate, recursos médicos e ajuda humanitária. Delcy agradeceu a Trump em uma publicação no X, escrevendo que seu país “jamais esquecerá a mão estendida” pelos Estados Unidos.
O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, afirmou que seu país preparou 50 toneladas de equipamentos e suprimentos, além de 300 socorristas que estão “prontos para partir rumo a Caracas”. Os presidentes do Equador e do México também anunciaram o envio de ajuda, enquanto o brasileiro, Lula (PT), afirmou que o Brasil avaliará que tipo de assistência poderá oferecer ao que chamou de sua “nação irmã”.
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O chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, afirmou que a organização está “totalmente mobilizada” para apoiar a população venezuelana, incluindo o envio rápido de equipes de busca e resgate e o reforço de sua missão humanitária no país. Por sua vez, a União Europeia (UE) ativou seu sistema de vigilância por satélite para auxiliar nos trabalhos de recuperação e está pronta para “ampliar a assistência”, afirmou a comissária europeia para Gestão de Crises, Hadja Lahbib.
Crise econômica e política
A Venezuela enfrenta anos de crise econômica e sanções severas impostas pelos Estados Unidos, e os terremotos representam um desafio imediato para a presidente.
Em janeiro, forças americanas invadiram, capturaram e depuseram o presidente Nicolás Maduro, levando-o para os EUA para responder a acusações federais relacionadas ao tráfico de drogas. Trump escolheu Delcy como sucessora e prometeu que a mudança “desencadearia prosperidade” ao revitalizar a indústria petrolífera venezuelana.
Seis meses depois, há poucos sinais de uma recuperação econômica significativa sob o governo de Delcy, cuja taxa de aprovação caiu para 25% em maio. Os cofres públicos continuam praticamente vazios, deixando o governo sem condições para financiar serviços básicos.
Embora o governo Trump tenha concedido isenções especiais às sanções para empresas interessadas em fazer negócios na Venezuela, nenhuma anunciou publicamente investimentos significativos no país. A inflação anual está em queda, mas continua sendo a mais alta do mundo; a moeda segue se desvalorizando e, embora os salários tenham aumentado, permanecem insuficientes para tirar a população da pobreza extrema.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou nesta quinta-feira a criação de um fundo de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) do Fundo Monetário Internacional (FMI) para financiar a reconstrução de moradias e infraestruturas danificadas pelos terremotos que atingiram o país. Segundo ela, os abalos já deixaram 164 mortos, 971 feridos e foram seguidos por cerca de 30 réplicas.
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Em entrevista por telefone ao canal estatal Venezolana de Televisión (VTV), Rodríguez afirmou que os recursos serão destinados à recuperação das áreas mais afetadas pelo desastre, de acordo com informações da rede britânica BBC e do jornal argentino MDZ.
— Gostaria de anunciar a criação de um fundo inicial de US$ 200 milhões (R$ 1 bilhão) com recursos que temos no Fundo Monetário Internacional, que nos permitirá reconstruir infraestrutura, hospitais e construir moradias para aqueles que perderam suas casas — disse a presidente interina.
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Nesta quinta-feira, o coordenador de operações humanitárias da ONU, Tom Fletcher, afirmou que a resposta aos terremotos na Venezuela exigirá “um esforço coletivo massivo”.
A Venezuela é frequentemente atingida por terremotos
Federico Parra/AFP
Em comunicado, ele ressaltou que as Nações Unidas estão “totalmente mobilizadas” após os terremotos e trabalham para apoiar a resposta liderada pelo governo venezuelano e ajudar as comunidades afetadas.
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Fletcher informou que o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) está coordenando o envio de equipes internacionais de busca e resgate e que uma missão de resposta rápida será enviada para reforçar a atuação da ONU no país.
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O coordenador destacou ainda que quase 8 milhões de pessoas já precisavam de ajuda humanitária na Venezuela antes dos terremotos.
“Este desastre corre o risco de aprofundar vulnerabilidades já existentes. Por isso, o apoio internacional contínuo às organizações humanitárias que atuam no terreno é essencial e urgente”, afirmou Fletcher.
O ‘terremoto duplo’ que atingiu a Venezuela
Os dois terremotos atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira. O primeiro tremor, de magnitude 7,2 na escala Richter, teve seu epicentro a 21 km a oeste de Morón, às 18h04 (horário local, 19h04 em Brasília). Menos de um minuto depois, um segundo abalo, de magnitude 7,5, ocorreu a poucos quilômetros do primeiro epicentro, segundo informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Veja imagens do maior abalo registrado na Venezuela em mais de um século
De acordo com especialistas, o fenômeno, conhecido como “terremoto duplo” ou “doblete sísmico”, está entre os eventos sísmicos mais intensos registrados na Venezuela em mais de um século. O terremoto de magnitude 7,5 foi o mais forte registrado no país desde 1900, quando um abalo estimado em magnitude 7,7 atingiu a costa venezuelana.
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Os tremores provocaram o desabamento de edifícios, interrupções no fornecimento de energia elétrica e danos a infraestruturas em diferentes regiões do país. O estado de La Guaira, na costa norte venezuelana, foi declarado “zona de desastre” pelo governo interino e concentra parte das operações de resgate e assistência às vítimas.
Segundo as autoridades do país, dezenas de pessoas continuam desaparecidas sob os escombros de prédios que desabaram.
“Foi terrível. Tudo, tudo desabou”, lamenta Yilsmaris Blanco enquanto observa, atônita, a destruição em Catia la Mar, uma das cidades mais afetadas pelos terremotos que arrasaram dezenas de edifícios no estado venezuelano de La Guaira. A região foi declarada como uma “zona de desastre” pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. Imagens e vídeos que circulam nas redes sociais mostram prédios desabados e um cenário de devastação.
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— Damos graças a Deus porque (…) estamos vivos, mas há pessoas que estão agora sofrendo com seus familiares soterrados, com seus familiares presos sob os escombros, que não conseguem tirar — diz Blanco, de 39 anos, à AFP.
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AFP
Dois tremores consecutivos, de magnitudes 7,2 e 7,5, sacudiram a Venezuela na noite de quarta-feira, provocaram a morte de ao menos 164 pessoas e deixaram outras 971 feridas, além de um número ainda desconhecido de pessoas desaparecidas sob os escombros em várias regiões do país.
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À beira do Caribe, La Guaira, a 40 minutos de Caracas e onde se encontra o aeroporto internacional de Maiquetía, foi a região mais afetada.
— Não temos nada, agora não temos nada, nem sequer forças, nem coragem para entrar ali, imagina só — conta Larry Rojas, de 49 anos, um dos milhares de moradores afetados em uma área de Catia la Mar com quase 200 torres residenciais.
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Localizado na costa centro-norte da Venezuela, o estado de La Guaira tem grande importância econômica por abrigar um dos principais portos do país e o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía.
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As imagens de destruição após os terremotos também remetem a outra tragédia que marcou a região. Em dezembro de 1999, chuvas torrenciais provocaram uma série de deslizamentos de terra que deixaram milhares de mortos. La Guaira nunca se recuperou completamente daquele desastre: ainda hoje, grandes rochas que destruíram edifícios permanecem espalhadas pela região.
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No estado, alguns prédios permanecem de pé como podem, com grandes rachaduras e paredes abertas visíveis do lado de fora, constatou uma equipe da AFP em um percurso pelo local.
Pessoas permanecem em meio aos escombros, perto de um prédio danificado, após um terremoto em Catia La Mar, no estado de La Guaira — a cerca de 30 km a noroeste de Caracas — nas primeiras horas de 25 de junho de 2026
FEDERICO PARRA / AFP
Dezenas de outros, no entanto, ficaram totalmente destruídos e reduzidos a escombros. Não há eletricidade em boa parte da área, e dezenas de moradores passaram a noite na rua. Em meio à escuridão, temem novos tremores após as mais de 30 réplicas que já sentiram.
— Lá embaixo há sobreviventes — alerta Lisbeth Vasquez, outra moradora que conseguiu sair com sua família de um dos prédios que desabaram.
Dois terremotos em 39 segundos: Entenda fenômeno raro que agravou tragédia na Venezuela
‘O que faz falta é ajuda’
No meio da noite, dezenas de socorristas trabalhavam entre os escombros, enquanto as autoridades observavam de perto cidadãos que tentavam por conta própria encontrar seus parentes, gritando seus nomes.
Forte terremoto atinge a Venezuela
Jornalistas da AFP presenciaram familiares recuperando os corpos de um homem e de uma mulher e colocando-os na parte de trás de uma caminhonete.
Também viram uma conhecida farmácia de Catia La Mar com as portas de vidro destruídas e as prateleiras vazias, sem que as autoridades pudessem confirmar se houve saques após a emergência.
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— O que está faltando é ajuda, principalmente com equipes técnicas. Equipes que estão em Caracas, que sabem quais equipamentos usar e que podem vir ajudar aqui em La Guaira, que venham — pediu ofegante José Pacheco, chefe de operações do Grupo de Resgate Unido da Venezuela.
— Você pode ver como estão as estruturas, como esta aqui, totalmente colapsada, e o que está faltando é ajuda — acrescenta o socorrista de 52 anos, ao contar cerca de 14 estruturas afetadas ao seu redor.
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Pacheco, com três décadas de experiência, afirma que “nunca” viu “algo parecido”.
‘Foi de repente’
Antonio Bermúdez, de 48 anos, morador de La Guaira, estava na sala de sua casa quando “de repente” o tremor começou.
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— Eu comecei a me mover, procurei refúgio debaixo de uma coluna. Estava entre meu quarto e o banheiro. Tremia mais forte, tremia mais forte — lembra.
— Eu me segurei na parede e o prédio começou a desabar — explica, enquanto tenta acomodar uma das pernas, que ficou ferida depois que uma ‘placa’ caiu sobre ela enquanto tentava sair dos escombros.
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Diante da falta de luz, alguns moradores correm pelas ruas com lanternas, enquanto os veículos de emergência iluminam brevemente as ruas com suas sirenes e os sobreviventes procuram refúgio.
— Também não temos água, estamos morrendo de sede, entramos na estrutura e temos medo de que ela também desabe — acrescenta Rojas.
— Que realmente alguém nos ajude, que enviem máquinas. É isso que precisamos para entrar nos prédios que desabaram — pede.
(Com AFP)
Para a maioria dos venezuelanos, foi como se a terra tivesse tremido uma única vez. Mas os registros sísmicos indicam que a Venezuela foi atingida por dois terremotos fortes, separados por apenas 39 segundos, em um fenômeno raro conhecido como sismo duplo ou dupleto sísmico. O episódio ajuda a explicar por que o abalo de 24 de junho de 2026 foi considerado especialmente perigoso por especialistas.
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O primeiro tremor, de magnitude 7,2, ocorreu às 22h04 GMT, 18h04 no horário local, em uma área próxima à costa norte-central do país, a cerca de 21 quilômetros a oeste de Morón. Menos de um minuto depois, às 22h05 GMT, um segundo terremoto, ainda mais forte, de magnitude 7,5, atingiu praticamente a mesma região, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos, o USGS.
Os tremores foram sentidos na Venezuela, em Trinidad e Tobago, em Porto Rico e em várias ilhas do Caribe. A sequência está entre as mais fortes registradas na região em quase um século.
A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, informou um balanço inicial de 32 mortos e mais de 700 feridos. “É uma verdadeira tragédia”, afirmou, enquanto equipes de emergência seguiam nas buscas por vítimas sob os escombros. O número, ainda provisório, podia aumentar à medida que autoridades chegassem a áreas mais afetadas.
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Entenda sequência
O que torna o caso incomum é a ordem dos abalos. Em uma sequência sísmica típica, há um terremoto principal, seguido por réplicas menores. Na Venezuela, porém, dois eventos de grande magnitude ocorreram quase no mesmo local e em intervalo extremamente curto. Além disso, o segundo tremor foi mais forte que o primeiro, o que reforça a classificação como dupleto sísmico.
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FEDERICO PARRA / AFP
Na prática, o primeiro abalo, que por si só já teria provocado uma grande emergência, foi seguido por outro ainda mais intenso antes mesmo que as ondas sísmicas iniciais terminassem de se propagar. Como a escala de magnitude é logarítmica, a diferença entre 7,2 e 7,5 representa uma liberação de energia cerca de três vezes maior no segundo tremor. Somados, os dois eventos equivalem a uma liberação próxima à de um terremoto de magnitude 7,6.
Especialistas explicam que o fenômeno pode ocorrer quando a ruptura de uma falha altera rapidamente a tensão em um segmento vizinho. Em vez de aliviar completamente a energia acumulada na crosta, o primeiro terremoto pode transferir parte dessa pressão para uma área próxima, levando a uma nova ruptura quase imediata. No caso venezuelano, essa transferência teria ocorrido em poucos segundos.
Essa dinâmica aumenta o potencial destrutivo. O segundo terremoto pode atingir prédios, estradas e infraestrutura já fragilizados pelo primeiro tremor. Mesmo quando a diferença é de menos de um minuto, a população sente uma sequência quase contínua de abalos, enquanto construções danificadas têm menos chance de resistir.
O USGS identificou os dois eventos como tremores distintos, de magnitudes 7,2 e 7,5. Outros centros de monitoramento, porém, tiveram dificuldade para separá-los nas primeiras análises. O centro alemão GFZ registrou inicialmente um único evento de magnitude 7,3, enquanto o Centro Nacional de Sismologia da Índia apontou magnitude 6,8. A diferença, segundo especialistas, não indica necessariamente erro, mas reflete a complexidade de registrar dois terremotos que se sobrepuseram no tempo.
A região atingida fica sobre a zona de contato entre as placas do Caribe e Sul-Americana. Diferentemente de áreas de subducção, onde uma placa mergulha sob a outra, a margem norte da Venezuela é marcada por um movimento lateral, semelhante ao da falha de San Andreas, na Califórnia. A placa do Caribe se desloca para leste em relação à América do Sul, acumulando tensão ao longo de sistemas de falhas.
Entre as principais estruturas geológicas do país estão as falhas de Boconó, San Sebastián e El Pilar. Elas compõem um sistema de mais de mil quilômetros ao longo do norte da América do Sul. O tremor de 24 de junho teria ocorrido perto da região onde a falha de Boconó se conecta às falhas costeiras orientadas de leste a oeste, embora ainda não esteja claro qual segmento específico se rompeu.
O mecanismo focal calculado para os dois terremotos indica movimento lateral, típico de falhas transcorrentes. Esse tipo de terremoto tende a deslocar o solo horizontalmente, e não verticalmente, o que reduz a probabilidade de tsunami. Mesmo assim, alertas foram emitidos para áreas do Caribe, incluindo Porto Rico, Ilhas Virgens e ilhas holandesas próximas à costa venezuelana. A ameaça foi cancelada cerca de uma hora depois, sem registro de onda destrutiva.
O alerta, segundo especialistas, foi uma medida de precaução. Embora terremotos de falha lateral não sejam grandes geradores de tsunamis, eles podem provocar deslizamentos submarinos capazes de deslocar água e formar ondas perigosas. Como esse risco não pode ser descartado nos primeiros minutos, os centros de monitoramento agem antes de confirmar se houve ou não deslocamento relevante no fundo do mar.
A história sísmica da Venezuela mostra que a região já enfrentou eventos destrutivos. Em 1812, um terremoto ocorrido na Quinta-Feira Santa devastou Caracas e outras cidades durante a guerra de independência contra a Espanha. Estudos modernos indicam que aquele episódio também pode ter envolvido mais de um grande abalo no mesmo dia. Em 1900, um terremoto offshore de grande magnitude atingiu a costa norte-central. Em 1967, um tremor menor, de magnitude entre 6,5 e 6,6, causou graves danos em Caracas, principalmente em bairros construídos sobre sedimentos mais moles, como Altamira e Los Palos Grandes.
Essas mesmas áreas voltaram a aparecer nos primeiros relatos de danos após o dupleto de 2026. O ministro do Interior, Diosdado Cabello, confirmou desabamentos e citou Los Palos Grandes e Altamira entre os locais mais afetados em Caracas. Também houve registros de danos nos estados de Trujillo, Yaracuy, Carabobo, Miranda, Aragua e La Guaira. O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, apontou La Guaira como uma das regiões mais atingidas, com até 15 edifícios colapsados.
Ainda há pontos em aberto. Sismólogos precisarão analisar a distribuição das réplicas, os modelos de ruptura e os dados finais das redes locais e internacionais para determinar se os dois abalos ocorreram no mesmo plano de falha ou em segmentos adjacentes. Também será necessário reconstruir a direção da ruptura, dado importante para entender como a energia se propagou em direção a cidades como Caracas.
Equipes de resgate intensificaram sua busca por sobreviventes nesta quinta-feira enquanto os venezuelanos ainda avaliam a extensão da destruição causada pelos dois piores terremotos a atingir o país em décadas. Ao menos 164 pessoas morreram e quase mil ficaram feridas nos sismos quase consecutivos de 7,2 e 7,5 de magnitude, que provocaram o desabamento de dezenas de prédios, cortes de energia elétrica e pânico entre a população.
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A área mais atingida pelo terremoto duplo foi o estado de La Guaira, no norte do país, a quase 40 minutos de distância da capital, Caracas, que também sofreu danos. Uma equipe da AFP nesta região costeira observou dezenas de prédios que desabaram ou ficaram com graves danos. Não havia energia elétrica, e as pessoas passaram a noite nas ruas, procurando parentes entre os escombros.
— Não temos nada, agora não temos nada, nem sequer força, nem coragem para entrar ali, imagina —disse à AFP Larry Rojas, de 49 anos, diante de um prédio que desabou e onde sua família estava presa.
O primeiro terremoto, de 7,2 graus de magnitude, aconteceu às 18h04 (19h04 de Brasília), com epicentro 21 km ao oeste de Morón, no norte do país, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Quase um minuto depois, a alguns quilômetros de distância, aconteceu o segundo tremor, de 7,5 graus de magnitude, o mais potente registrado na Venezuela desde 1900, segundo dados do USGS.
— Foi terrível, foi terrível. Tudo, tudo desabou, tudo, tudo — disse Yilsmaris Blanco, moradora de La Guaira, de 39 anos. — Agradecemos a Deus (…) porque estamos vivos, mas há pessoas que estão sofrendo com seus familiares soterrados, com seus familiares esmagados que não conseguem retirar.
Os terremotos foram tão potentes que também foram sentidos na Colômbia, onde algumas sirenes de alerta foram acionadas. Segundo a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, 30 tremores secundários foram registrados.
Equipes de resgate especializadas a caminho
O governo interino decretou estado de emergência nacional e declarou La Guaira como uma “zona de desastre”. Delcy afirmou que conversou com o coordenador da ONU no país e que “socorristas especializados” já estão a caminho da Venezuela “para apoiar nessas tarefas de resgate”. Ela também disse que seu governo estava “deslocando socorristas que estão em outros estados do país para concentrar esforços no estado de La Guaira e também na Grande Caracas”.
Nas ruas de La Guaira, a população pedia ajuda e se mobilizava para tentar resgatar os moradores presos. A equipe da AFP viu pelo menos dois mortos.
— Tem gente viva ali e ninguém vem salvar — disse uma mulher cuja filha ficou soterrada após o desabamento de um prédio de 12 andares.
Os tremores também provocaram graves danos à infraestrutura do aeroporto internacional de Maiquetía, que atende à capital venezuelana. O terminal aéreo foi fechado. Passageiros com voos cancelados e moradores da região passaram a noite no estacionamento do aeroporto. Caracas ainda conta, no entanto, com o aeroporto militar de La Carlota, localizado em plena zona metropolitana.
Terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingem a Venezuela
Pânico em Caracas
Na capital, as cenas eram de destruição e pânico. Uma jornalista da AFP viu um edifício de 22 andares completamente destruído na área de Chacao, zona leste da cidade. Pessoas gritavam os nomes de parentes nas ruas e alguns voluntários subiam nos escombros.
— Precisamos de lanternas — pediu um deles ao cair da noite.
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Do lado de fora do centro comercial Sambil, também em Chacao, Heidi Romero, uma vendedora de 42 anos, estava assustada com a dimensão dos tremores.
— Não sei quanto tempo durou. Eu estava no último andar. Caíram muitas coisas de algumas lojas. Saímos pelas escadas de emergência, foi por onde nos tiraram — disse à AFP.
Os terremotos foram sentidos com força nos estados de Trujillo, Carabobo, Miranda e La Guaira, segundo o ministro do Interior, Diosdado Cabello.
Ajuda dos Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que está em uma boa relação com a Venezuela desde que ordenou em janeiro a captura do então presidente Nicolás Maduro, prometeu ajudar seus “novos e grandes amigos”.
Seguindo ordens de Trump, o secretário de Estado, Marco Rubio, anunciou que Washington “está enviando de maneira imediata equipes de busca e resgate, recursos médicos e assistência humanitária à Venezuela”.
Delcy informou depois que teve uma conversa telefônica com Rubio, “que expressou sua solidariedade e apoio ao povo venezuelano nestes momentos difíceis”.
Muitos países da América Latina, assim como Espanha, Itália, Suíça, China e Índia, também expressaram solidariedade e ofereceram ajuda. Especialistas da ONU pediram a Caracas para “desbloquear imediatamente” o acesso às redes sociais e aos meios de comunicação para facilitar as tarefas de socorro.
A Venezuela é cenário frequente de abalos sísmicos. Os terremotos mais fortes das últimas décadas aconteceram em 1997 em Cariaco (nordeste), com 73 mortos, e em 1967 em Caracas, com 236 falecidos.

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