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O Pacto pela Democracia, coalizão que reúne mais de 200 organizações da sociedade civil comprometidas com a defesa do Estado Democrático de Direito, encaminhou nesta quinta-feira (11) uma carta ao Senado Federal criticando a tramitação do chamado Projeto da Dosimetria (PL 2.162/2023). O documento alerta para os riscos políticos e institucionais que a proposta representa para a democracia brasileira e solicita que o Senado exerça sua função de proteção à Constituição. 

No texto dirigido ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e às senadoras e senadores, o Pacto pela Democracia afirma que a aprovação do projeto na Câmara dos Deputados ocorreu em um cenário de “grave restrição ao debate público”, com tramitação acelerada e falta de transparência no processo legislativo. Segundo o grupo, a votação realizada na madrugada do dia 10 de dezembro dificultou o controle democrático e o acompanhamento pelas instituições e pela sociedade. 

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“Parlamentares e sociedade civil foram submetidos a uma votação às cegas, sem acesso adequado aos detalhes técnicos e jurídicos de alterações significativas em legislações estruturantes, como o Código Penal Brasileiro e a Lei de Execução Penal”, afirma a coalizão.

A carta ressalta que, ao contrário do que defendem os proponentes da proposta, o PL não promove pacificação nacional, mas representa uma “capitulação do Parlamento” diante de indivíduos envolvidos em atentados contra a ordem constitucional, como os registrados em 8 de janeiro de 2023. O Pacto argumenta que a verdadeira pacificação deve ser construída por meio da responsabilização, e não pela concessão de “anistia improvisada”

“O Brasil vive hoje, pela primeira vez, um processo robusto de responsabilização das tentativas de desestabilização democrática, incluindo os seus mentores intelectuais. Esse esforço tem sido reconhecido internacionalmente como referência de resistência ao avanço autocrático”, afirmam as organizações, na carta. 

“Interromper esse caminho significa abrir mão de romper com décadas de impunidade, enfraquecer políticas de memória e verdade e comprometer a construção de uma democracia mais forte. Todos perderemos”, completam.

O documento também destaca que o Senado tem a oportunidade de restabelecer padrões de transparência, permitir debate qualificado, ouvir especialistas e movimentos sociais e proteger o Estado Democrático de Direito ao analisar com rigor a proposta. Para os signatários, a anistia pode comprometer a construção histórica de responsabilização de ataques autoritários e fragilizar instituições democráticas brasileiras. 

“Diante da chegada do projeto ao Senado Federal, confiamos na responsabilidade histórica desta Casa. É no Senado que o Parlamento pode rejeitar a capitulação, proteger a Constituição e reafirmar que o Estado Democrático de Direito não se curva à conveniência”, diz a carta. 

Entre as organizações que subscrevem a carta estão entidades de direitos humanos, grupos de advocacia, coletivos civis e redes de justiça social. 

Ontem (10), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), enviou o PL da Dosimetria à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa para apreciação na próxima semana. O relator será o senador Esperidião Amim (PP-SC), apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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O pastor americano Tony Spell, de 48 anos, foi preso sob acusação de agressão após atacar o filho de um vizinho em Central, no estado da Louisiana, nos Estados Unidos. Segundo o religioso, o jovem de 20 anos havia ameaçado estuprar sua mulher, abusar de seus netos e matar membros de sua família. O caso ocorreu na terça-feira e foi registrado por câmeras de segurança.
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De acordo com as autoridades, Spell foi detido por lesão corporal de segundo grau após uma briga em frente à igreja que lidera, a Life Tabernacle Church. Imagens divulgadas pela imprensa local mostram o pastor correndo em direção ao jovem, iniciando uma luta física e desferindo diversos golpes. O rapaz sofreu um corte no queixo e precisou levar pontos.
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Em entrevista coletiva após deixar a prisão mediante pagamento de fiança, Spell alegou que reagiu depois de ouvir ameaças contra sua esposa, netos e fiéis da igreja. Segundo ele, o jovem teria dito que cometeria violência sexual contra seus familiares e os mataria quando ele estivesse fora da cidade. O pastor afirmou que tinha o dever de proteger sua família e sua congregação.
A família do jovem nega as acusações e afirma que as alegações do pastor são falsas. O caso ocorre em meio a uma disputa antiga entre os dois lados, que já envolveram processos judiciais e outros confrontos nos últimos anos.
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Durante um culto após ser liberado, Spell justificou sua atitude com uma referência bíblica. Em declarações reproduzidas pela imprensa local, ele afirmou ter “cumprido as Escrituras” ao reagir às supostas ameaças. O pastor ficou conhecido nacionalmente durante a pandemia de Covid-19 por desafiar restrições sanitárias e manter cultos presenciais. Se condenado, ele poderá enfrentar até oito anos de prisão.
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Um homem de 38 anos foi detido após ser flagrado dirigindo um carro esportivo a 264 km/h na rodovia Costanera Norte, na comuna de Vitacura, no Chile. Apesar da prisão por direção perigosa, a Justiça determinou que ele responda ao processo em liberdade, manteve sua carteira de habilitação e proibiu a divulgação de sua identidade.
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O motorista foi abordado por policiais durante uma operação de fiscalização preventiva. A velocidade registrada era 164 km/h acima do limite permitido na via, de 100 km/h.
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Segundo o jornal chileno El Mercurio Online, o homem responde a três processos anteriores, é investigado por dirigir sob efeito de álcool, também responde por violação da legislação antidrogas do Chile e possui uma condenação registrada em 2009.
Caso ganhou repercussão política
O episódio ganhou repercussão após o jornal El País Chile informar que o motorista é primo da esposa do ministro da Segurança do Chile, Martín Arrau. A revelação provocou críticas de pessoas que questionaram um possível tratamento diferenciado ao suspeito.
A prefeita de Vitacura, Camila Merino, classificou o caso como inaceitável.
— A realidade supera a ficção. No domingo à tarde, os Carabineros prenderam um motorista que trafegava a nada menos que 264 quilômetros por hora. Com isso, ele colocou em risco a própria vida e a de todos que circulavam pela Costanera Norte. Isso é indignante.
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Reprodução/X/@agenciaunochile
Após a divulgação do parentesco, o ministro Martín Arrau afirmou que não mantém relação próxima com o acusado e defendeu punição rigorosa.
— Assim como todos os chilenos, condeno categoricamente a conduta irresponsável, temerária e nefasta do acusado, com quem não mantenho qualquer relação de amizade ou proximidade.
Ele acrescentou:
— Condutas como a desse indivíduo devem ser punidas com todo o rigor da lei. Quem coloca em risco a vida de terceiros com total desprezo deve assumir as consequências de seus atos.
Ministério Público pediu prisão domiciliar
Durante a audiência, o Ministério Público pediu que o acusado permanecesse em prisão domiciliar integral enquanto o processo prosseguisse.
A promotora de flagrantes da Zona Leste, Andrea Contreras, afirmou que a velocidade registrada representava risco extremo para quem utilizava a rodovia.
— É particularmente grave e perigoso que uma pessoa dirija a uma velocidade de 264 quilômetros por hora, sobretudo em um domingo, às 16h, quando muitas famílias e outras pessoas podem estar circulando — declarou: — Trata-se claramente de uma conduta temerária que coloca em risco a grande maioria das pessoas que trafegam pela rodovia Costanera Norte, que, além disso, é uma via com intenso movimento.
A juíza Ximena Rivera, porém, rejeitou o pedido de prisão domiciliar. A magistrada determinou que o motorista responda ao processo em liberdade, com comparecimento mensal à Justiça, proibiu que ele deixe o país e manteve sua carteira de habilitação. A decisão também impediu a divulgação da identidade do acusado.
A Suprema Corte dos Estados Unidos concedeu nesta quinta-feira duas vitórias ao governo do presidente americano, Donald Trump, em sua política migratória. Primeiro, o órgão permitiu que a administração encerre proteções humanitárias que permitiam centenas de milhares de haitianos e sírios viver e trabalhar legalmente no país. Depois, decidiu que o governo pode barrar migrantes que buscam asilo na fronteira com o México, impedindo fisicamente que eles entrem em território americano enquanto procuram proteção contra perseguições.
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O governo havia solicitado à Corte autorização para restabelecer uma política adotada pela primeira vez em 2016 como parte da ofensiva migratória de Trump. Sob a política de bloqueio na fronteira, o governo impedia que solicitantes de asilo pisassem em solo americano, onde a legislação lhes garantia o direito de solicitar asilo e receber proteção.
A lei em questão estabelece que qualquer estrangeiro que esteja “fisicamente presente nos EUA” pode solicitar asilo. Migrantes que manifestam essa intenção são encaminhados para uma entrevista destinada a avaliar seus pedidos. Agora, em decisão por 6 votos a 3, a Corte concluiu que estrangeiros precisam cruzar completamente a fronteira para adquirir o direito de solicitar asilo, afirmando que migrantes que permanecem em território mexicano não “chegam” aos EUA ao apenas “tentar, sem sucesso, colocar os pés neste país”.
Pedidos de asilo
Em outra decisão, também por 6 votos a 3, a Corte também respaldou uma medida do governo Trump para retirar as proteções contra deportação de cerca de 350 mil haitianos e 6 mil sírios, além de beneficiários de cerca de uma dúzia de outros países. O republicano tem buscado encerrar o chamado Status de Proteção Temporária (TPS) como parte de sua política mais ampla de repressão à imigração.
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O TPS foi criado pelo Congresso com apoio bipartidário em 1990 para conceder status legal temporário a pessoas cujos países de origem fossem considerados inseguros devido a guerras, desastres naturais ou outras crises. Desde que retornou à Presidência, Trump tentou encerrar o TPS para pessoas de 13 dos 17 países que possuíam a designação quando seu antecessor, o democrata Joe Biden, deixou o cargo.
Separadamente, o governo interrompeu o reassentamento de refugiados e reduziu drasticamente a análise de pedidos de asilo. Em conjunto, essas mudanças tornaram muito mais difícil para pessoas provenientes de países em crise ou devastados por guerras encontrar refúgio nos EUA. Hoje, cabe ao secretário de Segurança Interna determinar quando o TPS deve ser disponibilizado a migrantes, e a designação pode durar de seis a 18 meses, sem limite para o número de renovações.
A lei permite que o secretário revise periodicamente essas proteções, encerrando-as ou prorrogando-as para determinados países. No entanto, a legislação exige que o secretário consulte órgãos federais relevantes, incluindo o Departamento de Estado, sobre as condições no país em questão e tome uma decisão com base nessas avaliações.
Ações discriminatórias
O programa foi renovado repetidamente, tornando-se praticamente permanente para beneficiários do Haiti, da Síria e de vários outros países onde as crises se estendem há muitos anos. No ano passado, Kristi Noem, então secretária de Segurança Interna, tornou medidas para retirar as proteções de diversos países.
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Embora ambos os lados do processo concordem que a lei permite ao governo remover países do programa, defensores dos direitos dos imigrantes argumentam que o Departamento de Segurança Interna não avaliou adequadamente as condições dos países, como exige a lei. No caso dos haitianos, eles afirmaram que o governo foi motivado por racismo e xenofobia, em violação às proibições constitucionais contra ações governamentais discriminatórias.
Ações coletivas foram apresentadas por beneficiários do TPS, incluindo engenheiros, estudantes, médicos e cuidadores, que desejam continuar vivendo e trabalhando nos EUA porque, segundo seus advogados, poderiam ser mortos caso fossem forçados a retornar à Síria ou ao Haiti.
Durante as sustentações orais em abril, ministros liberais da Suprema Corte pressionaram o advogado do governo sobre a possibilidade de a decisão de encerrar o programa para haitianos ter sido motivada por questões raciais. Na ocasião, eles citaram as falsas acusações feitas pelo presidente durante a campanha de 2024 de que haitianos em Ohio comiam os animais de estimação de seus vizinhos, além de comentários feitos por Trump em dezembro, quando afirmou que imigrantes haitianos eram indesejáveis por virem de um país “imundo”.
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D. John Sauer, procurador-geral responsável pela representação do governo perante a Corte, afirmou que essas declarações “não esclarecem a questão” e que se referiam à pobreza e à criminalidade, e não à raça. Segundo ele, a legislação federal deixa claro que os tribunais não podem revisar a decisão do governo de estender ou encerrar essas proteções.
Decisões anteriores
Juízes de instâncias inferiores, no entanto, decidiram a favor dos haitianos e sírios, concluindo que o processo estava sujeito à revisão judicial e que suas decisões já estavam previamente determinadas, sem se basearem em uma análise substancial. Esses juízes suspenderam o fim das proteções, levando os advogados do governo a pedir a intervenção da Suprema Corte.
Em um caso separado, a Suprema Corte permitiu no ano passado que o governo Trump avançasse com seus planos de retirar as proteções de mais de 300 mil venezuelanos que viviam nos Estados Unidos. Na ocasião, os ministros emitiram duas decisões de caráter emergencial, concedendo autorização temporária para revogar o status protegido enquanto o processo seguia tramitando nos tribunais.
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O governo Trump vem adotando medidas mais amplas para desmontar o sistema de asilo para migrantes e informou à Suprema Corte que deseja manter a flexibilidade de restabelecer essa política caso seja necessário lidar com um aumento do fluxo migratório na fronteira. Em processos separados, um juiz de Rhode Island rejeitou neste mês a suspensão por tempo indeterminado dos pedidos de asilo promovida pelo governo, e um tribunal de apelações em Washington decidiu, em abril, que a administração não poderia negar de forma categórica pedidos de asilo de pessoas que cruzam do México para os Estados Unidos.
A maioria conservadora da Suprema Corte tem, de modo geral, se mostrado receptiva às alegações do governo Trump sobre os poderes presidenciais e vem emitindo uma série de decisões provisórias que permitem ao presidente implementar suas políticas enquanto os processos seguem tramitando em instâncias inferiores.
Uma cerimônia na manhã desta quinta em Pequim (noite de quarta no Brasil) marcou a entrega da carta de intenções do Tesouro Nacional para a futura emissão de títulos soberanos brasileiros no mercado doméstico chinês, os chamados “panda bonds”. O evento contou com a participação do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que destacou o momento como um gesto de confiança do Brasil na China. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Um dos mais fortes terremotos da história recente da Venezuela atingiu o país nesta quarta-feira, justamente no Dia da Batalha de Carabobo, um dos feriados nacionais mais importantes do calendário venezuelano. Como a data é celebrada com folga em todo o país, muitas pessoas estavam em casa no momento dos tremores, que deixaram ao menos 164 mortos e 971 feridos, segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades nesta quinta-feira.
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A tragédia ocorreu durante as comemorações que marcam os 205 anos da vitória das forças independentistas lideradas por Simón Bolívar sobre o exército espanhol. Os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 ocorreram com apenas 39 segundos de diferença e provocaram o colapso de edifícios, danos severos à infraestrutura e cenas de pânico em Caracas e em outras regiões do país.
Óleo sobre tela da Batalha de Carabobo, de mural localizado no Capitólio Nacional da Venezuela
Martín Tovar y Tovar | Domínio Público
O governo declarou estado de emergência. A região de La Guaira está entre as mais afetadas, enquanto equipes de resgate seguem procurando sobreviventes sob os escombros. O aeroporto internacional de Maiquetía foi fechado devido aos danos, e serviços de metrô e trens foram suspensos. Autoridades alertam que o número de vítimas pode aumentar nos próximos dias.
Os tremores foram sentidos em praticamente todo o território venezuelano e também em países vizinhos. Em várias cidades, moradores deixaram edifícios às pressas e passaram a noite nas ruas por medo de novos abalos.
Data histórica
O dia 24 de junho tem forte valor simbólico para os venezuelanos. O feriado homenageia a Batalha de Carabobo, travada em 1821 e considerada o confronto militar decisivo para consolidar a independência da Venezuela em relação à Espanha.
Segundo registros históricos, o Exército Libertador comandado por Simón Bolívar enfrentou as tropas realistas espanholas nos campos de Carabobo. A vitória abriu caminho para a libertação definitiva do território venezuelano e se transformou em um dos marcos fundadores da nação. A batalha também teve repercussão internacional na época e foi noticiada em diversos países, dada sua importância para os movimentos de independência na América do Sul.
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O confronto reuniu diferentes divisões do Exército Libertador e contou com a participação de combatentes venezuelanos e estrangeiros. A derrota das forças espanholas enfraqueceu de forma decisiva o domínio colonial na região e consolidou a liderança política e militar de Bolívar no processo emancipatório.
Por causa desse significado histórico, o dia 24 de junho tornou-se uma das principais datas cívicas da Venezuela. Além do feriado nacional, a data é tradicionalmente marcada por cerimônias oficiais, atos militares e homenagens aos protagonistas da independência. Neste ano, a presidente em exercício da República e comandante-em-chefe da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), Delcy Rodríguez, acompanhada pelo Alto Comando Político e Militar, presidiu a cerimônia central em homenagem aos 205 anos da Batalha de Carabobo e ao Dia do Exército Bolivariano, na Comandância-Geral do Exército Venezuelano. À noite, porém, as comemorações deram lugar às operações de resgate e ao luto provocado pelo terremoto que atingiu o país.
Um avião de pequeno porte caiu e explodiu na tarde desta quinta-feira em Varsóvia, capital da Polônia, deixando ao menos duas pessoas mortas e duas feridas. O acidente ocorreu nas proximidades do aeroporto de Bemowo, na região oeste da cidade, mobilizando equipes de emergência e provocando uma grande operação de combate às chamas.
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Segundo informações das autoridades locais, a aeronave tentava pousar no aeroporto quando perdeu o controle, saiu da área da pista e atingiu o solo. O impacto provocou uma explosão seguida de incêndio, destruindo completamente o avião. As duas pessoas que estavam a bordo morreram no local.
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Outras duas pessoas que estavam nas proximidades ficaram feridas e foram encaminhadas a um hospital. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde delas.
Segundo o porta-voz dos bombeiros, Łukasz Darmofalski, o avião foi completamente consumido pelas chamas após o impacto, que ocorrreu por volta das 13h (horário local). Imagens divulgadas nas redes sociais indicam que a queda ocorreu em um terreno do Automóvel Clube Polonês, onde funciona um centro de treinamento para motoristas.
Vídeo mostra resgate chegando ao local em que avião caiu na Varsóvia
Reprodução | X
Após o acidente, o aeroporto de Varsóvia-Babice foi fechado por tempo indeterminado, com exceção de voos de resgate aeromédico e operações policiais. As causas da tragédia ainda são investigadas por especialistas da Comissão Estatal de Investigação de Acidentes Aeronáuticos da Polônia.
De acordo com o Corpo de Bombeiros local, diversas equipes foram enviadas para a área do acidente e utilizaram espuma para controlar as chamas. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram destroços carbonizados e uma coluna de fumaça escura se elevando sobre o bairro de Bemowo.
A polícia e especialistas em segurança aérea devem analisar os destroços e os registros do voo para determinar as causas da queda. Até o momento, não há indicação oficial sobre possíveis falhas mecânicas ou erro humano.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira (25), o nome da senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado, após o afastamento do senador Jaques Wagner (PT-BA) do cargo.

Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a missão de Teresa será articular o debate e a aprovação de projetos de interesse da população que estão em tramitação na casa, como o fim da escala 6 por 1 e a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública.

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Jaques Wagner deixou a liderança do governo nesta quarta-feira (24) após ser alvo de operação da Polícia Federal (PF), na semana passada, por suspeitas de corrupção no caso do Banco Master. Os agentes acusam o senador de ter recebido vantagens do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master.

Já Wagner negou irregularidades e afirmou estar “absolutamente tranquilo” em relação à investigação.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal confirma a primeira morte de um cidadão português por conta dos terremotos na Venezuela. A vítima, do sexo masculino, foi retirada dos escombros com vida, mas acabou por falecer a caminho do hospital.
Anteriormente, Lisboa já havia confirmado
Balanços iniciais divulgados após dois terremotos atingirem a Venezuela na noite de quarta-feira indicam que ao menos 164 pessoas morreram e outras mil ficaram feridas no desastre, mas o número real ainda pode subir significativamente. Enquanto a presidente interina, Delcy Rodríguez, diz que as informações coletadas ainda não incluem as vítimas de La Guaira, região ao norte da capital que foi a mais atingida, atualizações mais recentes do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) indicam chances de que o número de mortos fique entre mil e 10 mil. O mesmo modelo projeta uma probabilidade de 37% de que o total de mortes seja entre 10 mil e 100 mil.
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Anteriormente, as projeções indicavam 30% de chance de o número de mortos ultrapassar 100 mil e 44% de probabilidade de ficar entre 10 mil e 100 mil. O USGS também estima que as perdas econômicas provocadas pelos terremotos equivalem a entre 1% e 4% do Produto Interno Bruto (PIB) da Venezuela. O órgão ressalta que esses cálculos não são previsões, mas projeções estatísticas baseadas em terremotos anteriores com características semelhantes.
Informações incompletas
A ausência de dados completos de uma das áreas mais afetadas é um dos principais fatores que indicam que o número oficial de mortos ainda está longe de refletir a dimensão total do ocorrido. Segundo a ONU, mais de 100 edifícios desabaram apenas na cidade de La Guaira, onde prédios de até dez andares vieram abaixo e equipes de resgate continuam procurando sobreviventes.
Dois terremotos em 39 segundos: Entenda fenômeno raro que agravou tragédia na Venezuela
As buscas também seguem em Caracas e em outros estados do norte do país. Autoridades locais relataram que pessoas foram retiradas com vida dos escombros horas após os tremores, um sinal de que ainda há desaparecidos sob estruturas colapsadas. No município de Chacao, na região metropolitana da capital, equipes de emergência resgataram ao menos 22 pessoas de edifícios atingidos.
Além do número ainda desconhecido de desaparecidos, especialistas apontam que as características dos terremotos aumentam seu potencial destrutivo. O primeiro tremor teve magnitude 7,2, e o segundo, ocorrido apenas 39 segundos depois, atingiu magnitude 7,5 — o mais forte registrado na Venezuela desde 1900. Ambos ocorreram a menos de 25 km de profundidade, o que significa que foram terremotos rasos, capazes de provocar tremores mais intensos na superfície. Eles foram provocados pelo atrito entre as placas tectônicas do Caribe e da América do Sul.
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Dois terremotos menores foram registrados posteriormente nas proximidades de Caracas, e sismólogos avaliaram que há grande probabilidade de ocorrer pelo menos uma réplica de magnitude 5,0 ou superior ao longo da próxima semana.
Vulnerabilidade estrutural
Ainda segundo o USGS, a região afetada apresenta alta vulnerabilidade estrutural. Muitas construções são feitas de alvenaria sem reforço adequado e blocos de adobe, materiais que oferecem menor resistência a terremotos de grande intensidade. De acordo com o órgão, a combinação entre a magnitude dos tremores, a baixa profundidade e as características das edificações elevou o risco de desabamentos.
Em alguns bairros de Caracas, edifícios desabaram e houve interrupções no fornecimento de energia elétrica. Testemunhas relataram prédios balançando violentamente, janelas tremendo e tubulações de água se rompendo. Fotos e vídeos verificados pelo New York Times mostram edifícios de concreto reduzidos a escombros e outros gravemente danificados. Na cidade portuária de La Guaira, principal porta de entrada para a capital, prédios de até dez andares desabaram, e torres residenciais de grande altura foram vistas inclinadas.
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Outro fator que preocupa é a capacidade de resposta do país. A infraestrutura venezuelana já enfrentava dificuldades antes do desastre. Sistemas de energia, transporte, saúde e comunicações foram afetados pelos terremotos, dificultando a chegada de equipes de socorro e a avaliação dos danos. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar foi fechado após sofrer avarias, com vídeos mostrando tetos desabados em terminal. Serviços ferroviários e de metrô também foram suspensos.
Há relatos, ainda, de interrupções de internet e problemas no abastecimento de combustível em áreas atingidas. Segundo autoridades, muitos moradores passaram a noite nas ruas por medo de novos desabamentos e devido ao risco de comprometimento das redes de gás.
Equipes de emergência
Autoridades venezuelanas mobilizaram centenas de agentes de emergência para procurar sobreviventes. Delcy decretou estado de emergência, convocou médicos e enfermeiros a se apresentarem ao trabalho para atender os feridos e afirmou que hotéis e abrigos seriam disponibilizados para os desabrigados.
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Os Estados Unidos e vários países da América Latina anunciaram o envio de ajuda humanitária e equipes de resgate. Delcy afirmou que parte desses grupos, além de equipes da República Dominicana, El Salvador, México e Catar, começaria a chegar ao país já nesta quinta-feira.
“Estaremos ao lado de nossos novos e grandes amigos”, escreveu Trump na Truth Social, acrescentando que “os primeiros relatos não são bons”. Nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os EUA estavam enviando “imediatamente” equipes de busca e resgate, recursos médicos e ajuda humanitária. Delcy agradeceu a Trump em uma publicação no X, escrevendo que seu país “jamais esquecerá a mão estendida” pelos Estados Unidos.
O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, afirmou que seu país preparou 50 toneladas de equipamentos e suprimentos, além de 300 socorristas que estão “prontos para partir rumo a Caracas”. Os presidentes do Equador e do México também anunciaram o envio de ajuda, enquanto o brasileiro, Lula (PT), afirmou que o Brasil avaliará que tipo de assistência poderá oferecer ao que chamou de sua “nação irmã”.
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O chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, afirmou que a organização está “totalmente mobilizada” para apoiar a população venezuelana, incluindo o envio rápido de equipes de busca e resgate e o reforço de sua missão humanitária no país. Por sua vez, a União Europeia (UE) ativou seu sistema de vigilância por satélite para auxiliar nos trabalhos de recuperação e está pronta para “ampliar a assistência”, afirmou a comissária europeia para Gestão de Crises, Hadja Lahbib.
Crise econômica e política
A Venezuela enfrenta anos de crise econômica e sanções severas impostas pelos Estados Unidos, e os terremotos representam um desafio imediato para a presidente.
Em janeiro, forças americanas invadiram, capturaram e depuseram o presidente Nicolás Maduro, levando-o para os EUA para responder a acusações federais relacionadas ao tráfico de drogas. Trump escolheu Delcy como sucessora e prometeu que a mudança “desencadearia prosperidade” ao revitalizar a indústria petrolífera venezuelana.
Seis meses depois, há poucos sinais de uma recuperação econômica significativa sob o governo de Delcy, cuja taxa de aprovação caiu para 25% em maio. Os cofres públicos continuam praticamente vazios, deixando o governo sem condições para financiar serviços básicos.
Embora o governo Trump tenha concedido isenções especiais às sanções para empresas interessadas em fazer negócios na Venezuela, nenhuma anunciou publicamente investimentos significativos no país. A inflação anual está em queda, mas continua sendo a mais alta do mundo; a moeda segue se desvalorizando e, embora os salários tenham aumentado, permanecem insuficientes para tirar a população da pobreza extrema.

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