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Em uma fala dirigida ao comando militar e transmitida pela TV estatal, Padrino López disse que a captura de Maduro na madrugada de sábado foi um “sequestro”, exigindo sua pronta libertação e afirmando que sua manutenção fora da Venezuela é um “fator de instabilidade” para o país. Ainda no sábado, Maduro foi levado para Nova York, onde está sob custódia das autoridades locais e que deve se apresentar perante um tribunal na segunda-feira.
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Ele confirmou que vários integrantes das Forças Armadas morrreram durante a ofensiva americana — segundo o ministro, os militares foram “assassinados a sangue frio”. De acordo com relatos de integrantes do governo venezuelano ao New York Times, ao menos 40 pessoas morreram no ataque. Uma das mortes confirmadas é a de uma senhora de 80 anos, cuja casa nos arredores do aeroporto de Caracas foi atingida por um míssil. Padrino López ainda anunciou que o espaço aéreo local não tem mais restrições, e disse que há uma “perfeita fusão popular, militar e policial” para enfrentar a “agressão estrangeira”, uma referência aos EUA.
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Mas diferentemente de suas inflamadas declarações anteriores ao ataque, ou à publicação horas depois das primeiras bombas caírem sobre Caracas, quando disse que “a honra, o dever e a História” convocavam o povo, Padrino parece ter escolhido tons menos bélicos neste domingo.
O ministro confirmou que as Forças Armadas já reconhecem Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela, seguindo decisão da Suprema Corte emitida no final de sábado, acrescentando que “as instituições continuarão a empregar todos os seus recursos disponíveis para a defesa militar, a manutenção da ordem interna e a preservação da paz”. Indo além, confirmou que a nova Assembleia Nacional, eleita no ano passado, em votação boicotada pela oposição, tomará posse na segunda-feira, e sugeriu que o momento é de retomar a normalidade.
— Apelo ao povo da Venezuela para que retome suas atividades econômicas, laborais e todas as demais, incluindo a educação, nos próximos dias, e a nação deve voltar a trilhar o caminho de seus princípios constitucionais — afirmou. — [Peço que os cidadãos] mantenham a paz e a ordem, e não sucumbam às tentações da guerra psicológica e à ameaça do medo que querem nos impor.
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Acusado pelo Departamento de Justiça dos EUA de participação em um esquema de tráfico de drogas que passa pelos altos escalões do governo venezuelano, Vladimir Padrino López é procurado pelos americanos, que oferecem uma recompensa de US$ 15 milhões por sua captura. Mesmo assim, não foi um dos alvos da operação militar de sábado, assim como outros compatriotas que são procurados pelas autoridades americanas, como o ministro do Interior, Diosdado Cabello, cuja recompensa era de US$ 25 milhões.
Cartaz do Departamentoi de Estado dos EUA com oferta de recompensa por Vladimir Padrino López, ministro da Defesa da Venezuela
Divulgação
Em entrevista à rede CBS News, neste domingo, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, tentou justificar a escolha dos EUA pela prisão apenas de Maduro e sua mulher, Cilia Flores, no ataque.
— Imagine o alvoroço que teríamos se tivéssemos que ficar lá quatro dias para capturar mais quatro pessoas. Tínhamos a prioridade máxima. A pessoa número um da lista era o cara que alegava ser o presidente do país, e ele foi preso junto com a esposa, que também foi indiciada — disse Rubio, irritado com a pergunta da apresentadora da CBS News. — Ele (Maduro) era um traficante de drogas condenado e indiciado. Ele foi preso. Sua esposa também foi presa e agora estão sendo julgados pelo sistema judiciário americano. Então você queria que pousássemos em outras cinco bases militares?









