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Após mais de dez anos de debate, é esperado que o mundo veja, até o fim do ano, a conclusão de um conjunto de regras para a mineração em águas profundas. O feito, por si só histórico, também seria simbólico: se concluído neste prazo, será sob a gestão da carioca Leticia Carvalho, atual secretária-geral da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA, na sigla original). Sua chegada em 2025 ao cargo marcou a primeira vez de uma mulher, uma latino-americana e uma oceanógrafa na liderança da entidade, criada em 1994 sob a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Ao todo, 171 países e a União Europeia integram o organismo, que, segundo a especialista, tem enfrentado pressões “sem precedentes” nos últimos tempos. Em entrevista exclusiva ao GLOBO, Carvalho define a elaboração do chamado Código de Mineração como fundamental para evitar uma corrida desordenada por recursos estratégicos — e alerta para os riscos que poderão ser enfrentados diante do que chamou de um cenário de fragmentação do multilateralismo. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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A Justiça da Flórida marcou para 2 de junho de 2026 a execução de Andrew Richard Lukehart, de 53 anos, condenado pelo assassinato de Gabrielle Hanshaw, um bebê de apenas cinco meses, em fevereiro de 1996. O governador da Flórida, Ron DeSantis, assinou, na sexta-feira (1), a nona ordem de execução do ano no estado, determinando que a pena seja cumprida por injeção letal.
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Segundo registros judiciais obtidos pela emissora News4Jax, Lukehart tinha 22 anos na época do crime e cuidava da filha de sua namorada quando tentou trocar sua fralda. Como a bebê não permaneceu deitada de costas, ele teria empurrado repetidamente e com força a cabeça e o pescoço da criança contra o chão, provocando sua morte.
Tentativa de encobrir o assassinato
Após o crime, ele jogou o corpo da menina em um lago próximo e deixou o local. Cerca de 30 minutos depois, ligou para a namorada alegando que Gabrielle havia sido sequestrada por um desconhecido e que ele estaria perseguindo o suposto autor do rapto. Inicialmente, disse à polícia que o sequestro havia ocorrido em frente à casa da companheira, mas depois mudou a versão e afirmou que tudo teria acontecido em uma loja.
As contradições levaram à descoberta da farsa, e Lukehart acabou confessando o assassinato. Durante o julgamento, ele afirmou aos jurados que entrou em pânico ao perceber que a criança havia parado de respirar. “Fiquei com medo, entrei em pânico, corri para fora, joguei a fralda fora, pulei no meu carro, liguei o motor e fui embora”, declarou. Após cerca de uma hora e meia de deliberação, o júri o considerou culpado.
Em março de 1997, um mês após a condenação, os jurados votaram por 9 a 3 pela recomendação da pena de morte. Ao ouvir a sentença, Lukehart permaneceu sentado com expressão considerada fria no tribunal, enquanto familiares reagiram com desespero, sua mãe deixou o local gritando.
A nova execução ocorre dias após a morte de James Ernest Hitchcock, de 70 anos, também na Flórida. Ele foi executado na quinta-feira (30) por ter assassinado Cynthia Driggers, de 13 anos, em 1976. Segundo dados do sistema penal americano, 47 pessoas foram executadas nos Estados Unidos no ano passado. A Flórida liderou o número de execuções, seguida por Alabama, Carolina do Sul e Texas. No estado, todas as penas capitais são cumpridas por injeção letal, com a aplicação de um sedativo, um agente paralisante e uma substância que interrompe o funcionamento do coração.
Um menino de três anos morreu no México após ser deixado dentro de um carro superaquecido por mais de 12 horas, em um caso que gerou comoção e levou à abertura de uma investigação por possível negligência. A vítima, identificada como Vicente, foi encontrada inconsciente dentro de um veículo estacionado em frente a uma residência em Mexicali, no estado de Baja California, no sábado (2).
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De acordo com informações da polícia divulgadas pelo portal NewsX, a mãe da criança teria saído para uma festa e retornado pouco depois da meia-noite de sexta. Ao chegar em casa, ela entrou e adormeceu, supostamente esquecendo que o filho ainda permanecia preso à cadeirinha no banco do carro. Na manhã seguinte, com a rápida elevação das temperaturas, o veículo se transformou em uma espécie de estufa.
Os serviços de emergência foram acionados por volta das 13h30 de sábado na Avenida Capellania, no bairro La Rioja Residencial, após uma mulher pedir socorro. Quando os agentes chegaram ao local, encontraram a mãe carregando Vicente e relatando que ele não respondia. Os paramédicos constataram a ausência de sinais vitais ainda no local.
Exposição extrema ao calor
Segundo peritos forenses, a criança morreu por insolação severa após prolongada exposição ao calor extremo dentro do automóvel. Foram identificadas queimaduras nos braços e nas pernas, provocadas pelo contato com superfícies aquecidas e pelas altas temperaturas no interior do veículo. O chefe do Serviço Médico Legal, Cesar Gonzalez Vaca, afirmou que a autópsia não encontrou indícios de violência física.
Os investigadores estimam que Vicente tenha morrido entre 9h e 10h da manhã, período em que os termômetros já ultrapassavam os 33°C. O menino, segundo o laudo inicial, apresentava peso e tamanho compatíveis com sua idade e não tinha sinais prévios de problemas de saúde.
O Gabinete do Procurador-Geral do Estado de Baja California abriu investigação para esclarecer as circunstâncias da morte. Moradores da região pedem que o caso seja tratado como negligência. O episódio relembra outro caso recente ocorrido em junho, quando um bebê de um ano morreu após ser deixado em um carro a 46°C nos Estados Unidos enquanto a mãe realizava um procedimento estético. Na ocasião, Maya Hernandez, de 20 anos, fechou acordo judicial e poderá cumprir até 15 anos de prisão por homicídio culposo.
Um incêndio de grandes proporções atingiu, nesta segunda-feira (4), uma fábrica da Warburtons, uma das maiores fabricantes de pães e produtos de panificação do Reino Unido, na cidade de Burnley, no condado de Lancashire, na Inglaterra. As chamas mobilizaram equipes de emergência e levaram à evacuação completa do prédio, segundo informou a própria empresa.
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O Serviço de Bombeiros e Resgate de Lancashire informou que foi acionado às 14h45 (horário local) para combater o fogo em um imóvel comercial na Billington Road. Ao todo, 12 viaturas e duas plataformas aéreas com escada foram enviadas ao local. As autoridades também pediram que moradores evitassem a região e mantivessem portas e janelas fechadas caso vissem ou sentissem cheiro de fumaça.
A repercussão do caso aumentou após Dave Fishwick, empresário britânico conhecido por inspirar o filme e a série “Bank of Dave”, da Netflix, publicar um vídeo nas redes sociais enquanto sobrevoava a cidade em seu helicóptero. A produção retrata sua trajetória ao fundar um banco comunitário para ajudar pequenos empresários e moradores locais.
Assista:
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Vídeo mostrou dimensão das chamas
Nas imagens divulgadas nesta segunda-feira, Fishwick afirmou que pretendia ajudar no resgate dos funcionários e descreveu a dimensão do incêndio. “Estou sobrevoando Burnley. Espero que todos estejam bem. Há um incêndio enorme. É inacreditável o tamanho do incêndio”, disse. Segundo ele, o telhado da fábrica parecia estar em chamas e a fumaça subia “até as nuvens”.
Em outro trecho, o empresário afirmou que fazia muito tempo que não via um incêndio daquela proporção. A cena chamou atenção nas redes sociais e reforçou a gravidade do incidente, embora, até o momento, não haja registro de feridos.
Em nota, um porta-voz da Warburtons confirmou que todos os funcionários conseguiram deixar o prédio com segurança. “Agradecemos aos bombeiros, que estão trabalhando arduamente para controlar o incêndio. Ainda não sabemos a causa do incêndio nem a extensão total dos danos”, declarou a empresa.
Um homem de 25 anos morreu após um ataque a tiros durante um churrasco em Brixton, no sul de Londres, na madrugada de sábado (2). O caso aconteceu minutos antes de um segundo episódio de violência, quando um homem foi encontrado com múltiplos ferimentos de faca a menos de 1,5 quilômetro de distância. A Polícia Metropolitana investiga se os dois crimes têm relação.
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Segundo as autoridades, a polícia foi acionada nas primeiras horas da manhã após relatos de diversos disparos na Coldharbour Lane. Informações preliminares apontam que os tiros partiram de um veículo e atingiram quatro pessoas que estavam no local.
Equipes especializadas da polícia e do Serviço de Ambulâncias de Londres prestaram os primeiros socorros ainda na rua antes de as vítimas serem levadas ao hospital.
Entre os feridos estava Keanu Taylor, de 25 anos, que não resistiu aos ferimentos e morreu após dar entrada na unidade de saúde. A família dele está sendo acompanhada por agentes especializados, segundo a polícia.
Outras três pessoas, com idades de 21, 47 e 70 anos, também foram hospitalizadas. De acordo com a investigação, os ferimentos foram considerados não fatais e sem risco de sequelas permanentes.
Testemunhas relataram que dezenas de pessoas correram em pânico quando os disparos começaram nas proximidades da churrasqueira.
Investigação de homicídio e possível conexão entre os casos
Após a morte de Taylor, os detetives abriram uma investigação de homicídio e intensificaram a busca pelos responsáveis pelo ataque.
O inspetor-chefe Allam Bhangoo, responsável pelo caso, afirmou que a prioridade é identificar e prender os autores do crime.
— Enquanto trabalhamos rapidamente para identificar os responsáveis, nossos pensamentos estão com a família e os amigos de Keanu neste momento incrivelmente difícil — disse em coletiva de imprensa.
Ele classificou o episódio como “um ato de violência chocante”, com forte impacto sobre os envolvidos e sobre a comunidade local.
— Quero tranquilizar os moradores, garantindo que estamos trabalhando com urgência para identificar e prender os responsáveis. É fundamental que qualquer pessoa que tenha testemunhado o ocorrido, ou que possua qualquer informação ou filmagem, se apresente. Até o menor detalhe pode ser crucial para nossa investigação — afirmou.
Segundo Bhangoo, a região continuará com reforço no policiamento nos próximos dias.
Pouco mais de uma hora após o tiroteio, a polícia foi novamente acionada, desta vez para a Acre Lane, a cerca de 700 metros do primeiro crime, após relatos de um esfaqueamento.
No local, um homem de 33 anos foi encontrado com múltiplos ferimentos de faca. Ele foi socorrido e levado às pressas ao hospital, onde permanece internado em estado grave.
A Polícia Metropolitana informou que apura a possibilidade de os dois ataques estarem conectados, mas, até o momento, ninguém foi preso em relação a nenhum dos casos.
Centenas de cães da raça beagle resgatados de um laboratório de pesquisas em Wisconsin, nos Estados Unidos, devem em breve ganhar novos lares. A operação, divulgada nas redes sociais neste fim de semana, mobilizou ativistas, entidades de proteção animal e voluntários, após denúncias de maus-tratos envolvendo a Ridglan Farms, instalação que criava os animais para testes de medicina veterinária e pesquisas sobre doenças.
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O Big Dog Ranch Rescue, organização localizada na Flórida, recebeu na noite de sábado (2) 300 beagles vindos do laboratório. O resgate faz parte de um acordo firmado na semana passada entre a instituição, o Centro para uma Economia Humana e a Ridglan Farms, prevendo a retirada de mais de 1.000 cães do local.
Confira:
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Segundo a imprensa local, em 2025, um juiz concluiu haver indícios suficientes de crueldade contra os animais após inspetores estaduais identificarem cerca de 300 supostas violações das normas de bem-estar animal. Entre as denúncias, estavam relatos de ferimentos sem tratamento e cirurgias realizadas sem anestesia.
Em outubro do mesmo ano, a Ridglan Farms assinou um acordo para renunciar à sua licença de reprodução até 1º de julho de 2026. Ainda assim, a repercussão entre defensores dos direitos dos animais continuou intensa.
Pressão de ativistas e protestos
Em março deste ano, ativistas invadiram o laboratório e retiraram 22 beagles do local. Segundo o jornal Sun Sentinel, oito deles foram posteriormente devolvidos pela polícia. No mês seguinte, centenas de manifestantes voltaram a protestar na propriedade, em uma mobilização que terminou com várias prisões.
Nas redes sociais, o Big Dog Ranch Rescue celebrou a chegada dos cães e destacou o apoio recebido durante a operação.
“Somos imensamente gratos a todos que compareceram de madrugada para receber nossos ônibus e vans de transporte e ajudar a acolher esses cães com tanto carinho e compaixão”, escreveu a instituição no Facebook.
A organização afirmou ainda que, graças a doações e apoio de voluntários, foi possível transportar os primeiros 300 animais para a Flórida, onde iniciarão uma nova etapa de vida.
“Embora este seja um marco importante, o caminho pela frente ainda é longo”, acrescentou o grupo.
Os cães passarão por castração, esterilização, vacinação e implantação de microchips antes de serem disponibilizados para adoção. Outros 700 beagles ainda serão levados posteriormente para o rancho de resgate na Flórida, enquanto os 500 restantes deverão ser encaminhados para outro local sob responsabilidade do Centro para uma Economia Humana.
O presidente da entidade, Wayne Pacelle, classificou a ação como “uma das maiores transferências” já realizadas envolvendo cães de laboratório.
Laboratório nega abusos
Em comunicado enviado à Fox News, a Ridglan Farms negou as acusações de maus-tratos e afirmou que os animais sempre receberam os cuidados adequados.
“Os cães da Ridglan Farms são felizes, saudáveis e bem cuidados. A documentação pública do USDA comprova que essa situação se mantém há muitos anos”, declarou o laboratório.
A empresa também afirmou esperar que os animais “continuem a viver vidas felizes em seus novos lares adotivos” após deixarem as instalações de pesquisa.
Segundo o Beagle Freedom Project, os beagles costumam ser a principal raça utilizada em testes laboratoriais por apresentarem comportamento dócil e sociável.
“As mesmas características que os tornam companheiros e membros da família incríveis são o motivo pelo qual são explorados pela indústria de testes em animais”, afirmou a organização.
Uma explosão de grandes proporções em uma fábrica de fogos de artifício no sul da China deixou ao menos 26 mortos e 61 feridos, provocou evacuação em larga escala e mobilizou uma operação de resgate com mais de 1.500 agentes, além de cães farejadores, drones e robôs.
O acidente ocorreu na tarde de segunda-feira na fábrica Huasheng Fireworks, em Liuyang, cidade da província de Hunan conhecida como um dos principais centros da indústria de fogos de artifício no mundo. Vídeos publicados nas redes sociais mostram a fumaça durante a explosão e a destruição no local após o incidente.
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As buscas foram encerradas após equipes retirarem vítimas e resgatarem sete pessoas que estavam presas sob os escombros.
Diante do risco de novas explosões, autoridades determinaram a evacuação de todos os moradores em um raio de 3 quilômetros da fábrica.
O trabalho de resgate ocorreu sob risco elevado. Segundo autoridades chinesas, havia dois depósitos de pólvora dentro da área industrial, considerados pontos críticos durante a operação. Para reduzir a possibilidade de novos incidentes, equipes umidificaram a região para “evitar acidentes secundários durante a operação”.
Vidros estilhaçados, portas retorcidas e estradas bloqueadas
Imagens e relatos do local mostram a força da explosão.
Em transmissão ao vivo, um repórter da CCTV afirmou que janelas de prédios residenciais próximos foram estilhaçadas.
Moradores relataram danos ainda mais severos.
— As janelas de vidro das nossas casas foram destruídas, as esquadrias de alumínio deformadas e até portas de aço inoxidável ficaram retorcidas — afirmou uma moradora que vive a cerca de 1 quilômetro da fábrica, em entrevista ao Beijing News.
Segundo ela, pedras lançadas pela explosão bloquearam estradas da região, obrigando moradores a fazer desvios.
Outra residente afirmou ter deixado o vilarejo por medo.
Entre os 61 feridos, segundo a CCTV, há vítimas de pouco mais de 20 anos até cerca de 60 anos. Alguns sofreram fraturas após serem atingidos por destroços projetados pela explosão.
Diante da tragédia, Xi Jinping determinou esforço total na busca por desaparecidos, atendimento integral aos feridos e uma investigação para apurar as causas do acidente e responsabilizar os culpados.
Segundo a mídia estatal, “medidas de controle” já foram adotadas contra responsáveis pela empresa.
Autoridades locais também iniciaram monitoramento da água e do ar nas proximidades da fábrica. Até o momento, segundo o governo, os indicadores ambientais permanecem dentro da normalidade.

Nove mineiros morreram e outros seis foram resgatados com vida após uma explosão em uma mina legal de carvão na segunda-feira, no centro da Colômbia, segundo o balanço final divulgado pelas autoridades após horas de buscas.
O acidente ocorreu em Sutatausa, município a cerca de 74 quilômetros ao norte de Bogotá, em uma região marcada por recorrentes acidentes em operações de mineração.
—Meu irmão, não! — gritou uma familiar em lágrimas, segundo ouviu a AFP ao chegar ao local do acidente, fechado ao público e também a alguns parentes das vítimas.
A irmã de uma das vítimas, que pediu para não ser identificada, afirmou que os trabalhadores haviam sido retirados duas vezes na semana passada da mina La Trinidad por causa da presença de gases perigosos.
— Só (quero) dizer que eles já tinham sido avisados — declarou, amparada por familiares e usando uma ruana (manto tradicional).
Segundo a Agência Nacional de Mineração, a explosão ocorreu aparentemente por acúmulo de gases enquanto 15 trabalhadores atuavam no local. “Seis pessoas foram retiradas com vida” e recebem atendimento em um hospital próximo, informou o órgão em comunicado.
A agência acrescentou que realizou uma “vistoria técnica” em 9 de abril nessa operação mineradora e fez recomendações para “reforçar” a segurança, “devido à presença de poeira de carvão” e às “emissões de gases, especialmente metano”.
‘Corpos jogados’
Outro trabalhador, que também pediu anonimato, disse à AFP que chegou ao fundo da mina antes das equipes de resgate e encontrou os corpos.
— Desci e vi todos os corpos jogados — relatou, com o rosto manchado de carvão.
Explosão em mina de carvão deixa nove mortos e seis feridos na Colômbia
AFP
Segundo um funcionário da mina ouvido pela AFP, os trabalhadores estavam a cerca de 600 metros de profundidade, a aproximadamente 40 minutos de caminhada da superfície.
A AFP registrou a presença de ambulâncias, socorristas e militares mobilizados na operação.
Embora acidentes desse tipo na Colômbia sejam mais frequentes em minas ilegais ou artesanais, a região onde ocorreu a explosão também concentra operações sem licença e com histórico de descumprimento de normas de segurança.
Em fevereiro, seis trabalhadores morreram após uma explosão em uma mina ilegal de carvão em Guachetá, a cerca de 30 quilômetros de Sutatausa.
A descoberta de uma estátua de cerca de dois metros da deusa Atena no sítio arqueológico da antiga Laodiceia, no sudoeste da Turquia, levou pesquisadores a revisitar o papel dos teatros na Antiguidade, ampliando a compreensão sobre o uso desses espaços além das apresentações artísticas. O achado, anunciado na quinta-feira (23) pelo ministro da Cultura e do Turismo, Mehmet Nuri Ersoy, indica que estruturas como o Teatro Ocidental da cidade funcionavam como centros de produção simbólica e cultural.
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Localizada em uma das regiões mais ricas da antiga Frígia, Laodiceia foi, há cerca de dois mil anos, um importante polo econômico e urbano. O teatro onde a escultura foi encontrada integra um complexo que, segundo arqueólogos, reunia não apenas atividades cênicas, mas também elementos decorativos e narrativos ligados à mitologia e à tradição literária.
Espaços de espetáculo e construção simbólica
A presença da estátua em uma área externa da estrutura teatral reforça a hipótese de que esses ambientes funcionavam como vitrines de valores culturais e religiosos. Em vez de servirem exclusivamente a encenações, os teatros também abrigavam esculturas posicionadas entre colunas, compondo cenários que dialogavam com o público mesmo fora das apresentações.
— Os trabalhos que conduzimos no Teatro Ocidental de Laodiceia continuam a trazer à luz vestígios do passado — afirmou Ersoy, em publicação na rede X.
Segundo as equipes responsáveis pelas escavações, as representações encontradas no local incluem divindades e episódios associados às epopeias atribuídas a Homero, o que aponta para a circulação dessas narrativas no cotidiano urbano. O espaço teria funcionado, assim, como ponto de encontro entre entretenimento, memória coletiva e expressão simbólica.
A escolha de Atena como figura representada também é considerada significativa. Associada à sabedoria, à estratégia e à guerra, a deusa ocupava posição central no imaginário greco-romano, sendo frequentemente vinculada a contextos de poder e conhecimento. Sua presença em um teatro sugere uma articulação entre arte e valores cívicos, típica das cidades da época.
A escultura, feita em mármore branco e atribuída ao estilo clássico do Período Augustano, entre 27 a.C. e 14 d.C., reforça essa leitura. O período marcou a consolidação do Império Romano sob o imperador Augusto, quando a arte e a arquitetura passaram a desempenhar papel estratégico na afirmação de identidade e autoridade.
— Essa estrutura, que serviu de palco para as epopeias de Homero, revela-se também o centro da narrativa cultural da antiguidade, enquanto a obra chama a atenção por sua alta qualidade artística — declarou o ministro.
Achados recentes na mesma área já haviam identificado outras esculturas relacionadas à tradição literária antiga, incluindo cenas da jornada de Odisseu, como os encontros com o ciclope Polifemo e com a criatura marinha Cila.
O conjunto de evidências reforça a interpretação de que o teatro de Laodiceia operava como um espaço multifuncional, onde arquitetura, escultura e narrativa se integravam na construção de significados coletivos. A continuidade das escavações e o estado de preservação das peças indicam potencial para novas descobertas, aprofundando o entendimento sobre a dinâmica cultural das cidades antigas.
— Com nossa visão de legado para o futuro, continuamos a preservar esse patrimônio único e a transmiti-lo às gerações futuras — afirmou Ersoy.
A China está avançando em uma tecnologia que já foi um dos projetos mais ambiciosos da NASA: um robô capaz de construir grandes estruturas diretamente no espaço, como se fosse uma aranha tecendo sua própria teia. O conceito, conhecido como SpiderFab, funciona como uma espécie de impressora 3D espacial, projetada para montar antenas, painéis solares e outras estruturas a partir de carretéis de fibra de carbono.
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A ideia original foi desenvolvida pela NASA em parceria com a empresa Tethers Unlimited, mas nunca chegou a ser testada em órbita. Agora, pesquisadores do Instituto de Automação de Shenyang, no norte da China, afirmam ter recuperado o conceito e dado novos passos para torná-lo viável.
Hoje, qualquer equipamento enviado ao espaço precisa ser construído na Terra, dobrado para caber dentro de uma nave ou foguete e, depois, aberto ou implantado já em órbita. Foi o que aconteceu, por exemplo, com os espelhos do Telescópio Espacial James Webb. Embora esse modelo tenha se mostrado eficiente, ele impõe limites rígidos de tamanho e peso, além de exigir que as peças suportem a violência de um lançamento.
Simulação do SpiderFab em funcionamento
Reprodução: Nasa
Robôs como o SpiderFab poderiam mudar essa lógica. Em vez de levar estruturas prontas ao espaço, a ideia é transportar apenas matérias-primas, como carretéis de fibra de carbono, e permitir que a montagem aconteça já em baixa ou quase nenhuma gravidade. Na prática, isso poderia viabilizar, no futuro, estruturas grandes demais para caber em foguetes, como antenas de um quilômetro de largura ou enormes painéis solares.
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Segundo os pesquisadores chineses, o projeto conseguiu enfrentar dois dos principais problemas encontrados pela NASA: o encaixe das peças no espaço e a resistência das estruturas fabricadas. Para isso, a equipe passou a usar compostos de fibra de carbono, em vez de fibra de carbono pura. Esses materiais podem ser moldados em tubos ocos, longos, leves e resistentes, características consideradas ideais para estruturas espaciais.
Outra mudança está na forma de conexão das peças. O robô chinês é capaz de fabricar juntas de montagem em 3D, dispensando parafusos ou cola. Quando necessário, os componentes também podem ser unidos por laser, em um processo semelhante a uma soldagem, o que resultaria em conexões mais fortes, montagens mais limpas e maior facilidade de automação.
Por enquanto, os testes ainda são modestos e acontecem em laboratório, na Terra. A equipe já conseguiu construir uma estrutura reduzida de antena, em uma prova de conceito considerada promissora. O próximo desafio será testar a montagem autônoma em condições de microgravidade, além de verificar a precisão do alinhamento em grandes distâncias e a durabilidade dos materiais diante de radiação e outras condições extremas do espaço.
“Construir estruturas em órbita elimina a necessidade de dobrá-las dentro de foguetes ou se preocupar com limites de tamanho. As peças podem ser feitas, unidas e montadas diretamente no espaço — potencialmente uma tecnologia central para os sistemas espaciais da próxima geração”, afirmou o instituto, segundo o jornal South China Morning Post.
Apesar do avanço, os cientistas ainda estão longe de uma aplicação prática em órbita. Antes de qualquer comemoração, será necessário provar que o robô consegue operar no ambiente espacial real, resistir às intempéries do espaço e realizar montagens complexas de forma autônoma. Ainda assim, o projeto reforça a ambição chinesa de disputar com os Estados Unidos não apenas missões à Lua ou estações espaciais, mas também tecnologias capazes de redefinir a forma como estruturas serão construídas fora da Terra.
Uma organização austríaca de defesa da privacidade anunciou nesta terça-feira que entrou com uma ação contra o LinkedIn, a rede social profissional, por vender os dados digitais de seus milhões de usuários. A ONG Noyb — abreviação de “None of Your Business” (“Não é da sua conta”, em tradução livre) — afirmou em um comunicado à imprensa que apresentou a queixa à Autoridade Austríaca de Proteção de Dados em nome de um usuário do LinkedIn que deseja acessar as informações que a plataforma possui sobre ele.
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Este usuário exige “uma resposta completa à sua solicitação de acesso”, disse a organização, acrescentando que também busca uma multa contra a rede social, subsidiária da Microsoft. De acordo com a Noyb, o LinkedIn alega preocupações com a proteção de dados como motivo para não processar as solicitações de acesso.
Mas, ao mesmo tempo, a empresa exige que os usuários paguem pelo plano Premium se quiserem saber em detalhes quem visualizou seus perfis, destaca a associação austríaca.
“As pessoas têm o direito de receber seus próprios dados gratuitamente”, argumenta Martin Baumann, advogado da Noyb.
As ilhas de independência tecnológica
Segundo a organização sediada em Viena, a legalidade do rastreamento de usuários pela rede social “carece de clareza”, visto que a empresa não solicita consentimento explícito. A Noyb se consolidou como uma das principais organizações na defesa do direito à privacidade online.
A ONG iniciou diversas ações judiciais contra gigantes da tecnologia, levando os órgãos reguladores a tomar medidas contra violações do Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) na União Europeia.

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