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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, teria solicitado ser recebida na Casa Branca na próxima terça-feira, afirmaram fontes americanas ouvidas pelo jornal espanhol ABC. A líder chavista teria enviado pedidos a diversos órgãos da administração federal americana em Washington para uma série de reuniões políticas — que poderiam coincidir com uma já anunciada viagem da líder da oposição, María Corina Machado.
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A publicação espanhola afirma que Delcy ainda não tem uma agenda fechada na capital americana, e que não há uma confirmação por parte dos órgãos oficiais. Contudo, fontes americanas consultadas pelo jornal informaram que o procedimento foi iniciado e está em uma fase preliminar, devendo ainda passar por determinados crivos, incluindo sobre a entrada de um voo diplomático a partir da Venezuela. Parte da administração federal americana, como o Departamento de Estado e o Departamento de Segurança Nacional também estariam examinando o pedido.
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As informações sobre a suposta viagem de Delcy aos EUA surgem no mesmo dia em que o governo interino da Venezuela anunciou a retomada das relações diplomáticas com Washington, que estava rompida desde 2019, quando os americanos fecharam a Embaixada em Caracas, transferindo todas as atividades relativas ao país para uma representação em Bogotá. Também chegam um dia depois do presidente dos EUA, Donald Trump, indicar que se reunirá com María Corina na próxima semana em Washington.
O futuro político da Venezuela ainda está nebuloso diante da variedade de atores e interesses na região. Embora os EUA tenham historicamente apoiado movimentos de oposição em Caracas, o presidente Donald Trump ignorou a líder María Corina logo após a captura do presidente Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, afirmando que ela não tinha “apoio ou respeito” para governar.
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A opção inicial americana foi por apoiar uma transição a partir da vice de Maduro — uma liderança vista como profissional e capaz por interlocutores americanos, sobretudo os ligados à indústria do petróleo. No cálculo político, estaria a preocupação americana de não desestabilizar completamente a região ao retirar Maduro do poder, abrindo espaço para disputas entre grupos armados.
A administração venezuelana tenta passar uma imagem de unidade e continuidade. A transição para o governo interino foi confirmada sem maiores contestações, e os quatro principais nomes do chavismo — além de Delcy, seu irmão e presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e o ministro da Defesa, Padrino López — apareceram juntos na posse da líder interina. Analistas apontam, porém, que haveria tensões internas entre o grupo, sobretudo quanto à resposta aos EUA.
Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, em reunião com a cúpula do governo
Reprodução/Instagram
Não está claro se Delcy está de acordo com os planos americanos para uma transição de governo — citados pelo secretário de Estado Marco Rubio na quarta-feira. Publicamente, ela demonstrou apoio ao retorno de Maduro ao país — algo que os EUA parecem longe de concordar — e denunciou o ataque. A retomada dos laços diplomáticos e o interesse em negociar pessoalmente, em solo americano, porém, lançam sinais de uma possível colaboração.
Líderes de outras partes do mundo — mesmo de países que condenaram expressamente a ação dos EUA, considerando uma violação territorial à margem do direito internacional — tentam influenciar por uma transição de poder que inclua o espectro político alheio ao chavismo.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, disse nesta sexta-feira que espera “ajudar a aproximar” a presidente interina da oposição, incluindo o ex-candidato presidencial Edmundo González Urrutia, exilado em Madri.
“Queremos apoiar o país nesta nova fase e ajudar a aproximar as duas partes. Já comuniquei isso a Delcy Rodríguez e Edmundo González Urrutia”, disse ele em uma mensagem na rede social X.

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O Papa Leão XIV apresentou sua visão sobre a doutrina social da Igreja Católica na era da inteligência artificial e sobre como preservar a dignidade humana em meio ao cenário atual nesta segunda-feira, ao divulgar a primeira encíclica papel de seu pontificado, a “Magnifica Humanitas”. A encíclica foi revelada durante um evento no Vaticano como a presença de Christopher Olah, co-fundador da Anthropic, uma das líderes mundiais no desenvolvimento de IA.
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O documento, endereçado a “todos os fiéis católicos, todos os cristãos e todos os homens e mulheres de boa vontade”, indica em seu subtítulo a preocupação com a “salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial”. Apesar do foco nas mudanças promovidas pelas novas tecnologias, o texto também traz trechos importantes sobre outros temas sociais, como um histórico pedido de desculpas pela legitimação da escravidão por parte da Igreja Católica, apelos ao multilateralismo e à criação de uma cultura de paz incompatível ao conceito de “guerra justa”.
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Veja os principais pontos da encíclica ‘Magnifica Humanitas’
Inteligência artificial
As principais considerações do texto teológico envolvem o desenvolvimento dos modelos de IA, seus impactos em indivíduos e na sociedade e as necessidades de supervisão, de responsabilização pelas etapas do processo e a adoção de padrões éticos para compatibilizar a evolução tecnológica com a proteção integral do ser humano. Leão XIV afirma que a tecnologia não deve ser “considerada, em si mesma, como uma força antagônica em relação” ao homem, mas acrescentou que “o poder e a disseminação das tecnologias emergentes” tornou “mais complexo avaliar o seu impacto, bem como os efeitos a longo prazo sobre a dignidade das pessoas e o bem comum”.
“É necessário adotar instrumentos normativos adequados, capazes de salvaguardar a justiça e de conter os efeitos nocivos do poder tecnológico. Mas a questão não se esgota na regulamentação”, escreveu o Pontífice. “Outrora, eram sobretudo os Estados a orientar e a dirigir a inovação. Hoje, pelo contrário, os principais motores do desenvolvimento são sujeitos privados, frequentemente transnacionais, dotados de recursos e capacidades de intervenção superiores aos de muitos Governos. O poder tecnológico assume, destarte, uma identidade inédita, predominantemente ‘privada’ e, portanto, ainda mais difícil de discernir, gerir e orientar para o bem comum”.
O Bispo de Roma indica que a IA não pode ser considerada “moralmente neutra”, pois são moldados pelos atores que a “concebem, a financiam, a regulam e a utilizam”, em um aparente recado ao Vale do Silício. Leão XIV defendeu a criação de marcos jurídicos adequados, bem como a sujeição das ferramentas a fiscalizações independentes, a responsabilização clara por cada parte dos processos que incluem a IA e a educação dos usuários.
Limite a armas autônomas
A expressão que demonstra maior urgência da relação entre IA e a responsabilidade está no uso e no desenvolvimento de sistemas de armas autônomas, para os quais o Papa pediu a adoção dos “mais rigorosos compromissos éticos” no respeito pela dignidade humana e pela sacralidade da vida”.
“A Santa Sé observou recentemente que a crescente facilidade com que os sistemas de armas com autonomia operativa podem ser utilizados torna a guerra mais ‘viável’ e menos sujeita ao controle humano, contrariando o princípio de que o recurso à força armada deve ocorrer como última alternativa em caso de legítima defesa”, escreveu Leão XIV.
O Pontífice criticou a defesa de “agentes morais artificiais”, afirmando que as máquinas não podem garantir com maior coerência que um ser humano “a distinção entre o bem e o mal”.
“Ora, o juízo moral não se reduz a um cálculo: implica consciência, responsabilidade pessoal e reconhecimento do outro como pessoa. Por isso, não é lícito confiar a sistemas artificiais decisões letais ou, de qualquer forma, irreversíveis”, escreveu. “Não existe algoritmo que possa tornar a guerra moralmente aceitável”.
De Platão a Tolkien
Embora se trate de um documento teológico com grande carga litúrgica e referência a encíclicas de seus antecessores — Leão XIV citou, por exemplo, a “Laudato Si”, do Papa Francisco, e Leão XIII, autor da encíclica “Rerum novarum”, que abordou os desafios impostos pela transformação tecnológica na Revolução Industrial, o líder Católico também citou filósofos e escritores diversos.
Entre os escolhidos como referência pelo Papa aparecem nomes como Platão e J.R.R. Tolkien. No caso do filósofo grego, Leão XIV se referiu a um trecho da “Carta VII”, em que afirma que “as coisas mais profundas e importantes só se aprendem depois de muito tempo e esforço”, em um argumento que o Pontífice utilizou para justificar uma educação livre da IA e da ideia da “máquina perfeita”.
No caso do escritor de “O Senhor dos Anéis”, Leão XIV chegou a citar uma passagem da obra em que um dos protagonistas da história afirma que “não nos compete dominar todas as marés do mundo, mas sim fazer o que nos for possível para ajudar os anos em que estamos inseridos, erradicando o mal nos campos que conhecemos para que quem viver depois possa ter terra limpa para amanhar”. A metáfora foi utilizada pelo líder Católico para defender a construção de um mundo em que a defesa da dignidade humana seja central.
“A civilização do amor não nasce de um gesto único e espetacular, mas de uma soma de pequenas e tenazes fidelidades, que travam a desumanização. Por isso, vale a pena determo-nos a refletir sobre alguns aspectos de como podemos, cada um no seu âmbito, colaborar na sua construção”, escreveu.
Escravidão e pedido de desculpas
O Pontífice fez uma série de considerações sobre as mudanças provocadas pela IA no mundo do trabalho, incluindo a substituição de trabalhadores por sistemas artificiais e defendeu a “quebrar as correntes das novas formas de escravidão”, incluindo aquelas associadas a processos produtivos ligados à IA.
Ao tratar do tema, o Papa lançou um pediu desculpas pelo longo atraso da Igreja Católica em condenar a escravidão, que chamou de uma “ferida na memória cristã”. Antecessores de Leão XIV já tinham se desculpado pela participação dos cristãos no tráfico de escravizados, incluindo João Paulo II e Francisco. As palavras do atual Pontífice, porém, foram além, reconhecendo que a Igreja foi proprietária de escravizados até a Idade Média e que também assessorou soberanos europeus sobre como justificar a escravidão dos “infiéis”.
“Foi necessário esperar até o século XIX para encontrar uma condenação formal, absoluta e universal da escravidão”, escreveu na encíclica. “É verdade que os acontecimentos do passado não podem ser julgados de forma anacrônica, como se todos os critérios morais que amadureceram ao longo do tempo sempre estivessem disponíveis. Ainda assim, também não podemos negar ou minimizar a demora com que tanto a sociedade quanto a Igreja passaram a denunciar o flagelo da escravidão”.
‘Guerra justa’
O Papa também afirmou a necessidade de superar a “teoria da guerra justa”, afirmando que o conceito tem sido “invocado com demasiada frequência” para justificar conflitos. O Pontífice afirmou que isso não afeta a compreensão de legítima defesa em sentido estrito, mas que devem ser privilegiados instrumentos “mais eficazes e capazes de promover a vida humana”, como o diálogo, a diplomacia e o perdão.
Leão XIV criticou o crescimento da indústria bélica, apontando que se tornou “setor-chave na economia de alguns países”, e indicou que há uma “estreita ligação entre interesses econômicos, aparatos militares e decisões políticas”.
“Não podemos ignorar os enormes interesses econômicos que estão por trás da guerra. As indústrias de armamento e os países que fornecem armas lucram com um mercado que prospera precisamente graças aos conflitos”, escreveu. (Com NYT e AFP)

Os salários de juízes, promotores e procuradores brasileiros com os chamados penduricalhos foi tema de encontro entre os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, nesta segunda-feira (25).

Os penduricalhos são valores extras somados ao salário de algumas carreiras que costumam elevar os rendimentos acima do teto constitucional do funcionalismo público.

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Os chefes dos poderes Legislativo e Judiciário discutiram o futuro anteprojeto de lei sobre a remuneração da magistratura que pode entrar na pauta do Parlamento.

Em nota conjunta encaminhada à imprensa, Alcolumbre e Fachin informaram que o debate abordou a necessidade de aperfeiçoamento do sistema remuneratório no serviço público.

“Diante da multiplicação de vantagens pecuniárias acessórias — como gratificações, adicionais, abonos e parcelas autônomas — que comprometem a transparência, tensionam a observância do teto constitucional previsto no art. 37, XI, da Constituição Federal e estimulam litigiosidade funcional”, disseram Alcolumbre e Fachin.

O artigo 37 da Constituição determina que o teto salarial na administração pública direta é de R$ 46,3 mil, igual aos salários dos ministros do STF. Porém, têm proliferado benefícios de caráter indenizatório que elevam o vencimento dos magistrados e procuradores para acima desse teto.  

Alcolumbre informou que, na reunião com Fachin, foi destacada a jurisprudência consolidada do STF que considera inconstitucional vantagens que extrapolem o teto ou que sejam criados benefícios salariais sem vínculo com atividade laboral específica.

“Reconheceu-se que se trata de questão estrutural, a demandar solução legislativa de caráter geral que preserve a valorização das carreiras públicas”, comunicou em nota conjunta

Alcolumbre e Fachin acrescentaram que os “diálogos institucionais” devem continuar, com envolvimento do Poder Executivo e a outros atores interessados, “visando à construção de propostas e ao recebimento de sugestões sobre o tema”.

Entenda

Os gastos do Judiciário com salários acima do limite constitucional aumentaram 49,3% entre 2023 e 2024. O valor extra-teto saltou de R$ 7 bilhões para R$ 10,5 bilhões em apenas um ano, segundo estudo do Movimento Pessoas à Frente.

Em meio à repercussão negativa sobre os supersalários, o Supremo Tribunal Federal (STF) limitou, em julgamento de março deste ano, os penduricalhos de juízes, promotores e procuradores a até 35% do valor do teto constitucional. Com isso, o valor máximo do salário poderá chegar a R$ 62,5 mil. 

Na semana passada, a Associação dos Juízes Federais (Ajufe) apresentou recurso contra a decisão do STF que limitou o pagamento de penduricalhos, pedindo a flexibilização de benefícios que foram cortados pelo Supremo, como auxílio-alimentação e auxílio de proteção à primeira infância e à maternidade. 

O que está sendo negociado entre Estados Unidos e Irã ainda não é paz, nem o desmantelamento dos programas nucleares e de mísseis. Essas questões ainda serão debatidas — talvez dentro de alguns meses. Segundo o secretário de Estado americano, Marco Rubio, há uma “proposta bastante sólida com prazo determinado sobre a questão nuclear”. Mas, por ora, o presidente dos EUA, Donald Trump, apresentou um acordo que pode estender o cessar-fogo e reabrir o Estreito de Ormuz, aliviando a maior interrupção energética da História moderna.
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A melhor notícia desta negociação, mediada por um general paquistanês linha-dura, é que um conflito que facilmente poderia ter saído ainda mais do controle parece estar desacelerando. Supondo que tanto Trump quanto o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, que se encontra escondido, aprovem a redação final do acordo, o ponto de estrangulamento por onde passam 20% do petróleo mundial deverá ser reaberto.
Isso não é trivial em um momento que os republicanos temem chegar às eleições de meio de mandato, que vai acontecer em novembro, com a gasolina em torno de US$ 4,50 (mais de R$ 22, na cotação atual) o galão e um presidente que buscava uma guerra à qual a maioria dos americanos se opõe, segundo as pesquisas de opinião. Para os iranianos, a oportunidade surge justamente quando sua fragilizada economia parecia prestes a entrar em colapso, devido à perda da maior parte de sua receita petrolífera.
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Mas para um presidente que, há 11 semanas, havia afirmado que “não haverá acordo com o Irã, exceto a RENDIÇÃO INCONDICIONAL”, o acordo que ele anunciou neste fim de semana ficou muito aquém disso. E seu tom foi visivelmente diferente.
“As negociações estão a decorrer de forma ordenada e construtiva, e informei os meus representantes para não se precipitarem num acordo, pois o tempo está a nosso favor”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social, no domingo. Até que o líder supremo e outros funcionários iranianos certifiquem o entendimento, “o bloqueio permanecerá em pleno vigor e efeito”, escreveu ele, referindo-se ao bloqueio americano aos portos iranianos.
E ele acrescentou: “Não pode haver erros! Nossa relação com o Irã está se tornando muito mais profissional e produtiva”.
Trump, porém, cedeu à exigência iraniana de adiar as questões mais espinhosas — embora aparentemente tenha conseguido forçar os iranianos a pôr fim, pelo menos temporariamente, ao seu domínio sobre uma das vias navegáveis ​​mais vitais do mundo.
No fim, cada lado teve pouca escolha a não ser ceder. Escolheram a menos pior dentre as opções que consideravam ruins. E isso começa a restaurar o status quo ao ponto em que se encontrava em 28 de fevereiro, quando Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, iniciaram uma guerra para pôr fim aos programas nucleares e de mísseis do Irã.
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Até agora, eles não conseguiram atingir esses objetivos: o Irã ainda possui mais de 11 toneladas de combustível nuclear, incluindo 440 kg de material próximo ao grau necessário para bombas — embora esteja enterrado sob escombros, a grande profundidade. Um plano inicial para, essencialmente, realizar um golpe de Estado , derrubar o governo e colocar no poder o ex-presidente linha-dura iraniano Mahmoud Ahmadinejad, nunca se concretizou.
Impasse sobre o urânio
Os assessores de Trump afirmam que, caso o estreito seja reaberto, planejam iniciar uma segunda fase para retomar negociações com os iranianos sobre as questões que desencadearam a guerra. No domingo, uma autoridade do governo Trump, que pediu para não ser identificado, disse que os iranianos já haviam concordado, em linhas gerais, em entregar seu urânio enriquecido a 60% — um estoque que poderia ser convertido em 12 bombas em um prazo relativamente curto.
Mas os iranianos não disseram nada sobre entregar esse combustível, que, juntamente com seu poder de interromper o tráfego no estreito, é sua melhor arma de negociação. A autoridade americana também admitiu que o mecanismo exato pelo qual o Irã se desfaria de seu urânio altamente enriquecido permanece indefinido, tal como a questão de saber se, no final das negociações, a República Islâmica enviará todo o urânio adicional em sua posse, de acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica.
Imagem de satélite do complexo nuclear de Isfahã, no Irã, após os ataques dos Estados Unidos
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Os EUA também disseram que os iranianos concordaram, verbalmente, com algum tipo de suspensão do enriquecimento de novo combustível nuclear. Mas, há pouco mais de uma semana, o próprio Trump disse a repórteres que os líderes de Teerã haviam recuado do compromisso de suspender essa atividade por 20 anos, e não está claro qual é a posição deles sobre o assunto agora.
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E o Irã, até agora, se recusou sequer a discutir limites para o tamanho e o alcance de seus mísseis, algo que os EUA disseram que insistiriam em impor. Essa é uma questão crucial para os israelenses, que estão ao alcance de muitos dos mísseis balísticos iranianos.
Apesar da confiança dos EUA de que todas essas questões seriam resolvidas, parecia possível que as negociações e o frágil cessar-fogo pudessem ruir a qualquer momento.
Mas a autoridade americana afirmou que a reabertura do estreito aliviaria a pressão econômica, tranquilizaria os mercados e criaria espaço para lidar com as questões nucleares. Mas não disse como Washington lidaria com a reivindicação do Irã, feita nos últimos três meses, de que agora detém soberania sobre a hidrovia, que até então era atravessado como águas internacionais.
‘Objetivos da guerra foram abandonados’
Também no domingo, um dia depois de elevar as expectativas pelo fim da guerra, Trump afirmou que “se eu fizer um acordo com o Irã, será um acordo bom e adequado, não como aquele feito por Obama”, em 2015.
O acordo nuclear de 2015, conhecido como Plano de Ação Conjunto Global (Jpcoa), impôs limites rigorosos ao enriquecimento de urânio pelo Irã, mas não o proibiu completamente. Trump, que retirou os EUA do acordo durante seu primeiro mandato, insiste que o Irã não tem permissão para enriquecer urânio internamente.
“Nosso acordo é exatamente o oposto, mas ninguém o viu, nem sabe do que se trata. Nem sequer foi totalmente negociado ainda”, escreveu ele em sua plataforma Truth Social. “Portanto, não deem ouvidos aos perdedores, que criticam algo que desconhecem completamente”.
Entre os “perdedores” estavam membros proeminentes do próprio partido de Trump. Republicanos defensores de uma linha-dura contra o Irã disseram que ele cedeu à pressão e não conseguiu concluir a missão. Entre os críticos mais ferrenhos estava o senador Roger Wicker, republicano do Mississippi e presidente do Comitê de Serviços Armados do Senado, que havia alertado que “tudo o que foi conquistado pela Operação Fúria Épica seria em vão”.
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Mike Pompeo, diretor da CIA durante o primeiro mandato de Trump e depois secretário de Estado, foi igualmente desdenhoso, levando Steven Cheung, diretor de comunicações da Casa Branca, a declarar nas redes sociais que Pompeo “deveria calar a boca e deixar o trabalho de verdade para os profissionais”.
— É isso que acontece quando uma guerra de escolha mal concebida se transforma em uma ‘paz’ por necessidade, repleta de falhas — disse Aaron David Miller, ex-negociador do Oriente Médio e atualmente na Fundação Carnegie para a Paz Internacional. — Os objetivos de guerra originais, irrealizáveis, foram abandonados e, agora, há pouca influência para garantir o que realmente importa: conter a capacidade nuclear do Irã e manter os estreitos permanentemente abertos.
Até alguns dias atrás, o governo Trump insistia que não entraria em nenhum acordo que não abordasse de imediato a questão mais difícil: o programa nuclear. Mas os membros do governo cederam — em parte porque precisavam reabrir o estreito e porque reconheceram a complexidade de negociar o vasto complexo nuclear do Irã, uma tarefa que levou quase dois anos para o governo Obama e resultou em um acordo de 160 páginas.
— Não se pode fazer algo relacionado à energia nuclear em 72 horas, rabiscando num guardanapo — disse Rubio a repórteres, durante sua visita à Índia, no domingo. — O estreito precisa ser reaberto imediatamente e, assim, iniciaremos, dentro de parâmetros acordados, conversas muito sérias sobre o enriquecimento de urânio, sobre o urânio altamente enriquecido e sobre o compromisso deles de nunca possuírem armas nucleares.
Segundo o secretário de Estado, o Irã estava fazendo concessões significativas, mas que as decisões mais difíceis ainda estavam por vir.
Duas questões permanecem misteriosas: como os Estados Unidos lidarão, em última instância, com as exigências iranianas para o desbloqueio de bilhões de dólares em fundos congelados e para o levantamento de anos de sanções impostas ao Irã, que o impedem de vender petróleo ou comprar bens e tecnologia.
Essas questões nem sequer foram abordadas, de acordo com a autoridade americana.
— Sem poeira, sem dólares — disse a autoridade, numa referência às repetidas menções de Trump à “poeira nuclear”, sua maneira de se referir ao urânio altamente enriquecido que se encontra em grande parte no complexo nuclear de Isfahã, bombardeado pelos EUA em junho passado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nesta segunda-feira (25) tratamento de radioterapia no couro cabeludo. A medida foi adotada após a retirada de uma lesão na pele em 24 de abril. O Procedimento, no Hospital Sírio-Libanês em Brasília, é preventivo e terá 15 sessões.

De acordo com o hospital, o presidente seguirá com suas atividades diárias sem restrições, mantendo acompanhamento das equipes médicas lideradas pelo cardiologista Roberto Kalil Filho e pela médica Ana Helena Germoglio.

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Segundo o Planalto, as sessões ocorerão ao longo de três semanas, com duração aproximada de dois minutos cada.

Apesar do início do tratamento nesta manhã, o presidente mantém compromissos no Palácio do Planalto, incluindo evento com representantes de países africanos.

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A radioterapia preventiva ocorre após procedimento cirúrgico ocorrido em abril, em São Paulo, para retirada de um carcinoma basocelular no couro cabeludo. À época, a equipe médica informou que a cirurgia transcorreu sem intercorrências. O presidente teve alta no mesmo dia.

O carcinoma basocelular é o tipo mais comum de câncer de pele, geralmente associado à exposição solar. Trata-se de uma lesão de crescimento lento, que raramente se dissemina para outras partes do corpo e apresenta altos índices de cura quando diagnosticada precocemente.

O boletim médico desta segunda-feira é assinado pelo diretor de Governança Clínica do Sírio-Libanês, Rafael Gadia, e pelo diretor clínico, Volney Vilela.

Um passeio de scooter elétrica por uma estrada rural nos arredores de Budapeste terminou de forma improvável para o húngaro Dániel Kovács. Enquanto trafegava pela cidade de Százhalombatta, ele foi atingido no rosto por uma lebre que atravessou a pista em alta velocidade e saltou na direção do veículo, provocando a queda.
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O acidente aconteceu neste mês e foi registrado por uma câmera acoplada ao capacete do piloto. As imagens mostram o momento em que o animal surge no acostamento e, em vez de cruzar a via, salta diretamente contra Kovács, que seguia a cerca de 35 km/h. Após o impacto, ele perde o controle da scooter e cai no asfalto.
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— Nós colidimos quando ela estava na altura da minha cabeça. Eu ainda segurava o guidão, mas soltei tudo quando bati no chão. Fiquei em choque porque é algo que você nunca imagina que possa acontecer — afirmou Kovács à emissora húngara “Tények”.
Apesar da violência da batida, o piloto sofreu apenas escoriações e hematomas. Segundo ele, o capacete e os equipamentos de proteção evitaram ferimentos mais graves. Logo após a colisão, a lebre voltou correndo para uma área de vegetação às margens da estrada.
O vídeo se espalhou rapidamente pelas redes sociais nos últimos dias e acumulou milhões de visualizações em plataformas como X, Reddit e Instagram. Parte da repercussão veio não apenas pela cena inusitada, mas também pela reação do motociclista logo após a queda. Usuários húngaros destacaram nos comentários a sequência de xingamentos dita por Kovács após o acidente, descrita por internautas como uma “aula criativa” de palavrões no idioma local.
Attila Feldvári, integrante da Câmara de Caça da Hungria, explicou à imprensa local que lebres podem reagir de forma imprevisível quando entram em estado de estresse. Segundo ele, o animal provavelmente se desorientou ao tentar escapar da aproximação da scooter.
Especialistas ouvidos pela imprensa húngara afirmaram que encontros com animais silvestres são relativamente comuns em estradas rurais do país, sobretudo durante períodos de maior atividade no campo. A recomendação é reduzir a velocidade em áreas de vegetação aberta e manter atenção redobrada em trechos afastados dos centros urbanos.
A declaração de Donald Trump de que o acordo para o fim do conflito com o Irã estaria próximo, e de que estariam sendo discutidos os detalhes, levou o petróleo a cair abaixo dos US$ 100. A economia mundial se agarra à possibilidade de término da Guerra do Oriente Médio, que já dura três meses e tem provocado muitos distúrbios globalmente, o que explica a grande expectativa pelo fim do conflito. No entanto, é da natureza de Trump e de seu governo emitirem sinais contraditórios e ambíguos. Na manhã desta segunda-feira, a manchete do jornal Financial Times traz uma declaração de Marco Rubio, secretário de Estado americano, de que ou se consegue um bom acordo ou se alcançará o fim da guerra “por outro meio”, another way. Rubio não disse, porém, qual seria esse outro meio. Ficou a ameaça no ar. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O Papa Leão XIV lançou nesta segunda-feira a encíclica “Magnifica Humanitas” (“Magnífica Humanidade”), documento em que alerta para os riscos da Inteligência Artificial (IA) e defende limites éticos para o avanço da tecnologia. Mas, afinal, o que é uma encíclica e por que esses textos têm peso histórico dentro e fora da Igreja Católica?
Análise: Um ano depois de ser eleito Papa, Leão XIV transforma em trunfo fato de ser americano
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Tradicionalmente, encíclicas são cartas abertas escritas pelo Papa e dirigidas a “todas as pessoas de boa vontade”, nas quais o Pontífice apresenta orientações morais, sociais e políticas sobre temas considerados centrais em cada época. Ao longo da história, esses documentos ajudaram a moldar debates sobre trabalho, economia, guerra e direitos humanos.
No caso de “Magnifica Humanitas”, texto com cerca de 42.300 palavras em sua versão em inglês, Leão XIV volta o olhar para a IA, que descreve como uma força capaz de transformar profundamente a sociedade. O objetivo, segundo ele, é preservar a dignidade e a autonomia humanas em um cenário em que sistemas digitais podem substituir pessoas em diversas funções.
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O documento foi apresentado ao lado de Christopher Olah, cofundador da Anthropic, uma importante empresa de IA, em um gesto simbólico de aproximação entre o Vaticano e o setor de tecnologia.
Embora ressalte que a tecnologia não deve ser vista como uma força contrária à Humanidade, o Papa faz um alerta direto: “a busca por maiores lucros não pode justificar escolhas que sacrifiquem sistematicamente empregos”.
Entre as propostas apresentadas na encíclica, estão:
A regulamentação governamental das empresas privadas que lideram o desenvolvimento da IA;
A proteção e requalificação de trabalhadores cujos empregos estão ameaçados;
A educação para ajudar estudantes a pensar criticamente sobre o uso da IA;
As ações para proteger crianças de conteúdos online violentos, hipersexualizados ou falsos, frequentemente gerados por IA;
As garantias de que seres humanos, e não a IA, permaneçam responsáveis por todas as decisões relacionadas ao uso de armas.
Mais do que um diagnóstico técnico, a encíclica traz um alerta social. O Papa afirma que uma sociedade que concentra empregos em uma pequena parcela da população, mesmo com alto desenvolvimento tecnológico, pode levar ao “empobrecimento humano e cultural”.
“Isso cria um paradoxo de progresso material e regressão antropológica que mina as bases de uma paz social justa e estável”, escreve.
Ao apresentar o documento no Vaticano, Leão afirmou que suas reflexões foram influenciadas por conversas com cientistas, engenheiros e líderes políticos. Ele destacou o papel de Olah nesse diálogo e disse que a cooperação entre diferentes áreas é essencial diante dos desafios da Inteligência Artificial.
A nova encíclica também dialoga diretamente com uma tradição histórica da Igreja. O texto foi assinado em 15 de maio, mesma data de “Rerum Novarum”, publicada em 1891 por Leão XIII.
Considerada um marco da doutrina social da Igreja, “Rerum Novarum” tratou dos impactos da Revolução Industrial e defendeu direitos dos trabalhadores diante da exploração econômica. Agora, mais de um século depois, Leão XIV retoma esse debate em um novo contexto, marcado pela transformação digital.
Assim como no documento histórico, o trabalho aparece como eixo central. Para o Papa, trabalhar não é apenas uma forma de renda, mas “uma exigência da condição humana”, ligada ao desenvolvimento e à realização pessoal.
Além das questões econômicas, a encíclica aborda temas como o uso de armas autônomas, o impacto da tecnologia sobre crianças e até o papel histórico da Igreja. Em um dos trechos, Leão pede desculpas pela atuação do Vaticano em períodos de escravidão.
Embora tenha base religiosa, o texto se aproxima, em vários momentos, de um documento de políticas públicas, com propostas concretas de regulação e governança da tecnologia.
Dentro da tradição católica, encíclicas costumam ter efeitos duradouros e ajudam a definir não apenas o rumo de um pontificado, mas também o posicionamento da Igreja diante das grandes transformações do mundo.
Um funcionário de um campo de golfe foi encontrado morto após ficar preso sob um cortador de grama dentro de um lago em Paris, no estado de Illinois, nos Estados Unidos. A vítima, identificada como Jay Roush, de 64 anos, trabalhava no Eagle Ridge Golf Course e foi localizada pouco depois do meio-dia da sexta-feira (22).
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Segundo informações do Gabinete do Médico Legista do Condado de Edgar, um homem acionou o serviço de emergência após encontrar Roush inconsciente na água, preso embaixo de um cortador de grama do tipo “zero turn”, equipamento usado na manutenção de grandes áreas verdes. Policiais, bombeiros e paramédicos foram enviados ao local, mas o trabalhador teve a morte constatada ainda no campo de golfe.
As autoridades informaram que o corpo estava em uma área com cerca de um metro de profundidade. Até o momento, permanece sem explicação como o veículo foi parar dentro do lago. Investigadores relataram que outro funcionário decidiu procurar Roush depois que ele deixou de atender ligações telefônicas. O local exato do acidente dentro do campo de 18 buracos não foi divulgado.
Investigações e homenagens
O Departamento do Xerife do Condado de Edgar e o médico legista continuam investigando as circunstâncias do acidente. Uma autópsia foi marcada para ocorrer em Springfield, também em Illinois.
Descrito por familiares e amigos como uma pessoa “otimista, sociável e extrovertida”, Jay Roush era conhecido na comunidade local pelo envolvimento com esportes, especialmente golfe, softball e beisebol. Integrante da liga de quarta-feira à noite do Eagle Ridge, ele mantinha handicap 10 no golfe e era membro vitalício da Igreja Metodista Unida de Vermilion.
Nas redes sociais, amigos e parentes prestaram homenagens à vítima. Shelly Gower Andrews escreveu que “nunca ouviu uma palavra ruim” sobre Roush. “Ninguém poderia substituir Jay Roush. Ele fará falta e será lembrado com carinho por muitos anos”, afirmou.
Jeff Chambers também destacou a relação de Jay com a comunidade esportiva e religiosa local. “Quer você fosse um membro da família, um amigo do softball, um colega de trabalho ou alguém da igreja, ele mostrava um pouco de como é o amor de Deus”, escreveu.
Jake Phegley, amigo da vítima, lamentou a morte. “Ver isso me deixa triste”, disse, ao definir Roush como uma “figura fundamental” para a comunidade do beisebol local.
O funeral de Jay Roush está marcado para quinta-feira. Segundo a família, os convidados poderão comparecer usando roupas casuais ou camisetas do Chicago Cubs, time de beisebol favorito dele.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta segunda-feira que foi alcançado um certo grau de entendimento com os Estados Unidos em muitas questões, mas deixou claro que um acordo não é iminente. A declaração ocorre dias depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, elevar a expectativa pelo fim da guerra ao afirmar que um acordo tinha sido “em grande parte negociado”, apesar do recuo de domingo, quando apontou que Washington não pretende “se precipitar” para alcançar termos finais sem que os objetivos americanos sejam atingidos.
— É correto afirmar que chegamos a conclusões sobre grande parte das questões, mas ninguém pode afirmar que isso significa que a assinatura de um acordo seja iminente — disse Baghaei a repórteres, em declarações transmitidas pela emissora estatal iraniana.
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Baghaei descreveu o acordo como uma estrutura preliminar que não entra em detalhes sobre as questões mais espinhosas e reiterou a exigência de Teerã de que a guerra termine em todas as frentes, incluindo o Líbano.
— O foco das negociações é o fim da guerra e, nesta fase, não há discussão sobre detalhes nucleares — acrescentou o porta-voz, referindo-se a um dos principais pontos de discórdia: o programa nuclear iraniano.
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O memorando de entendimento supostamente envolve uma prorrogação do cessar-fogo por 60 dias, a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do comércio mundial de petróleo e gás em tempos de paz, e um plano posterior sobre o programa nuclear iraniano.
O porta-voz também afirmou que o Irã estava focado em garantir o trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz, mas que o acordo não detalha como seria o processo para a reabertura. Ele sugeriu que Irã e Omã estavam discutindo separadamente uma administração da hidrovia.
Também nesta segunda, durante uma visita à Índia, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que as negociações “ainda estão em andamento”. Para ele, há uma “proposta bastante sólida com prazo determinado sobre a questão nuclear e sobre a capacidade do Irã de reabrir o Estreito de Ormuz”.
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AFP
— Eu não daria muita importância a isso. Leva um tempo para recebermos uma resposta. [Trump] não tem pressa e não vai fazer um mau acordo — disse Rubio. — Ou chegaremos a um bom acordo ou teremos que lidar com isso de outra forma.
Em meio às negociações, Trump tentou se defender das críticas de figuras linha-dura, incluindo alguns republicanos, de que o potencial acordo com o Irã se assemelha muito a um tratado firmado pelo ex-presidente Barack Obama. “O acordo com o Irã será ótimo e significativo, ou não haverá acordo”, escreveu o presidente em sua plataforma Truth Social nesta segunda, acrescentando que seria “exatamente o oposto” do acordo assinado durante o governo Obama.
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O acordo nuclear de 2015, conhecido como Plano de Ação Conjunto Global (Jpcoa), impôs limites rigorosos ao enriquecimento de urânio pelo Irã, mas não o proibiu completamente. Trump, que retirou os EUA do acordo durante seu primeiro mandato, insiste que o Irã não tem permissão para enriquecer urânio internamente.
Ainda na coletiva de imprensa desta segunda, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que tem testemunhado repetidas mudanças na posição do governo Trump durante a guerra e isso “cria problemas para qualquer processo de negociação”.
— Em poucas horas, você pode se deparar com posições completamente diferentes e, em muitos casos, contraditórias — disse ele. — Não há qualquer garantia de que os Estados Unidos cumprirão seus compromissos.
(Com New York Times)
Uma turista de 33 anos morreu após ser pisoteada durante uma briga entre elefantes em um acampamento turístico na Índia. O caso ocorreu na segunda-feira (18), no acampamento de elefantes de Dubare, em Coorg, no estado de Karnataka, e imagens do episódio passaram a circular nas redes sociais nos últimos dias.
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Os vídeos mostram Tulasi sendo atingida pelas patas de um dos animais enquanto dois elefantes brigavam dentro de um rio. A mulher aparece caída entre os animais enquanto pessoas ao redor tentam retirá-la do local. Segundo relatos, o marido dela conseguiu escapar segurando a filha do casal no colo, mas não conseguiu socorrer a esposa durante o ataque.
Assista:
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A família havia viajado de Chennai, cidade no litoral indiano, para passar dois dias de férias na região. Tulasi observava o banho dos elefantes quando a confusão começou. Um dos animais atacou o outro repentinamente, e a turista, que estava próxima, acabou atingida. Um treinador que estava montado em um dos elefantes não conseguiu conter o confronto.
Mudanças após o acidente
De acordo com autoridades locais, os tratadores conseguiram controlar os animais depois de alguns minutos, mas Tulasi não resistiu aos ferimentos. A elefanta considerada mais fraca na disputa, uma fêmea de 34 anos chamada Marthanda, também morreu na manhã seguinte, apesar de ter recebido tratamento veterinário.
Turista morre pisoteada após se envolver em uma briga com elefantes
Redes Sociais
Após o episódio, autoridades recomendaram que turistas mantenham distância mínima de 30 metros dos elefantes em acampamentos turísticos. A nova orientação também proíbe que visitantes alimentem os animais ou façam fotos muito próximas deles. Especialistas afirmam que, mesmo treinados, elefantes podem apresentar reações imprevisíveis.
O caso ocorreu cerca de dois meses depois da morte de duas turistas durante um safári no Parque Nacional de South Luangwa, na Zâmbia. A britânica Janet Taylor Easton, de 67 anos, e a prima dela, Alison Taylor, também de 67 anos e natural da Nova Zelândia, foram atacadas por uma elefanta enquanto participavam de um passeio ao nascer do sol.
Segundo relatos da polícia local, os guias chegaram a disparar contra o animal na tentativa de conter o ataque, mas não conseguiram evitar as mortes. A investigação apontou que as duas vítimas morreram em decorrência de graves lesões torácicas traumáticas.

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