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Longe dos cartões-postais de Madri, o bairro de San Blas — antigo reduto operário durante a ditadura de Francisco Franco e um dos epicentros da epidemia de drogas nos anos 1980 — vive hoje um cotidiano mais silencioso, de ruas residenciais e pouco comércio. Entre as casas antigas, uma fachada de cores vivas se destaca com o letreiro: “Dios es Amor”. Aos domingos, as ruas da região, normalmente vazias, ganham movimento. Fiéis de diferentes nacionalidades atravessam a cidade para participar do culto da igreja evangélica pentecostal brasileira Deus é Amor. A maioria é formada por imigrantes latino-americanos que vivem na capital espanhola e encontram ali mais do que um espaço de fé: um ponto de apoio. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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Uma explosão em uma área residencial de Bristol, no sudoeste da Inglaterra, deixou duas pessoas mortas e outras três feridas, entre elas uma criança, na manhã deste domingo. O caso ocorreu na Sterncourt Road, na região de Frenchay, e está sendo tratado pela Polícia de Avon e Somerset como um “incidente grave” de causa suspeita.
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Segundo as autoridades, equipes de emergência foram acionadas por volta das 6h30, após relatos de uma explosão em um endereço da rua. No local, um homem e uma mulher foram encontrados mortos. Os familiares das vítimas já foram informados.
Outras três pessoas, um homem, uma mulher e uma criança, foram levadas ao hospital com ferimentos leves, informou a corporação.
Pouco antes da explosão, a polícia havia sido chamada para atender uma ocorrência de violência doméstica no mesmo endereço. A relação entre os dois episódios ainda está sendo apurada, e a investigação permanece em estágio inicial.
Apesar da gravidade do caso, a polícia afirmou que não procura por nenhum suspeito neste momento e reforçou que o incidente não está sendo tratado como um possível ataque terrorista.
Área isolada e evacuação de moradores
Um amplo cordão de isolamento foi montado na região como medida de precaução, e moradores que vivem dentro da área restrita foram retirados de suas casas e encaminhados para um centro temporário de acolhimento instalado no pub e restaurante Snuff Mill Harvester, nas proximidades.
Além disso, outra residência localizada em Speedwell, também em Bristol, está sendo investigada por ter ligação com o homem que morreu na explosão.
Em nota, a Polícia de Avon e Somerset informou que o isolamento foi necessário para garantir a segurança pública e permitir o avanço das apurações.
“O cordão de isolamento foi colocado como medida de precaução para ajudar a manter a segurança do público. As pessoas que vivem dentro desse cordão estão, portanto, sendo evacuadas para um centro de acolhimento temporário”, informou a corporação.
Moradores relataram momentos de tensão logo após o estrondo. Um residente que preferiu não se identificar disse ao portal BristolLive que ouviu uma forte explosão por volta das 6h30.
Segundo ele, ao sair de casa para verificar o que havia acontecido, foi orientado por policiais armados a retornar imediatamente para dentro da residência. O morador afirmou ainda que vizinhos viram fumaça saindo de uma das casas atingidas.
Mais tarde, ele e outros residentes foram orientados a deixar suas casas e seguir até um bar próximo, enquanto mais equipes de emergência chegavam ao local.
Esquadrão antibomba e alerta de segurança
Em comunicado divulgado na tarde de domingo, o superintendente Matt Ebbs afirmou que especialistas da equipe de Desativação de Artefatos Explxivos do Exército Britânico foram acionados para realizar buscas no local, como medida preventiva.
“Um cordão de isolamento foi estabelecido para proteger o público e permitir a realização de investigações no local. Isso incluiu buscas especializadas realizadas pela equipe de Desativação de Artefatos Explosivos do Exército Britânico, como medida de precaução”, declarou.
Ebbs acrescentou que o isolamento deve permanecer pelo menos até o fim da tarde e que patrulhas policiais continuarão circulando pela região para tranquilizar os moradores.
“A segurança pública será sempre a nossa prioridade e iremos reduzir o cordão de isolamento assim que for seguro para as pessoas regressarem às suas casas”, afirmou.
Polícia descarta terrorismo
A corporação também reforçou que, apesar da recente elevação do nível de ameaça terrorista no Reino Unido, o episódio não está sendo tratado como um atentado.
Nesta semana, o nível de ameaça no país foi elevado de “substancial” para “grave”, classificação que indica que um ataque terrorista é considerado “altamente provável” em solo britânico.
Ainda assim, a Polícia de Avon e Somerset pediu que a população evite especulações sobre o caso.
“Pedimos às pessoas que não especulem sobre as circunstâncias e continuamos a encorajar o público a evitar a área enquanto os serviços de emergência respondem a este incidente”, afirmou a corporação.
As autoridades seguem investigando as circunstâncias da explosão.
Longe da guerra no Irã, as interrupções no fluxo de petróleo e gás estão se espalhando por Uttar Pradesh, um estado na índia mais populoso que o Brasil. Polos industriais com cadeias de suprimentos especializadas pontilham sua zona rural densamente povoada. Cada distrito se especializa em um ramo: latão em Moradabad, couro em Kanpur, tapetes em Bhadohi e vidro em Firozabad. Agora, em Firozabad, as fábricas de vidro que dependem do gás natural importado, principalmente do Golfo Pérsico, estão expostas à escassez e aos altos preços. Em risco estão os meios de subsistência de até 1 milhão de pessoas que dependem da fabricação de vidro para o seu emprego.
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As fábricas de Firozabad, a apenas 34 km do Taj Mahal, estão proibidas de usar fornos a carvão desde 1996 para proteger a fachada de mármore branco do monumento. Na cidade, centenas de pequenas e médias empresas produzem de tudo, desde garrafas e miçangas até lustres e faróis, gerando mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 4,96 bilhões) em um bom ano, incluindo US$ 200 milhões (R$ 992 milhões) em exportações.
Os riscos vão além da cidade. A economia da Índia está agora entre as maiores do mundo, logo atrás da Alemanha e do Japão, mas o desemprego permanece teimosamente alto. Indústrias de mão de obra intensiva, como a fabricação de vidro, são cruciais para gerar mais empregos e transformar a vasta força de trabalho do país em uma vantagem competitiva. O desafio está crescendo, com cerca de 9 milhões de jovens entrando no mercado de trabalho a cada ano.
A Índia é o terceiro maior importador mundial de petróleo e gás, e, à medida que sua economia cresce, também cresce sua conta de importação. No início da guerra na Ucrânia, as refinarias recorreram ao petróleo bruto russo com desconto. Mas, após a pressão do governo Trump para que cessassem as compras da Rússia, as refinarias voltaram aos fornecedores tradicionais: Iraque, Arábia Saudita e outros países que dependem do transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz.
Aqui, o impacto não é sentido nos postos de gasolina. O governo indiano mantém os preços do diesel e da gasolina estáveis, e poucos moradores possuem carros. No entanto, a escassez e a disparada dos preços do gás natural ameaçam o trabalho fabril que perdura há séculos.
A tradição de fabricação de vidro em Firozabad remonta ao século XVI, quando o imperador Akbar mandou reciclar objetos mogóis em um forno local. Hoje, mil caminhões carregados de vidro quebrado chegam diariamente de toda a Índia e de outros países. Desde março, montanhas de cacos se acumulam intocadas, pois derretê-los tornou-se muito caro.
Mesmo antes da crise energética, o setor já enfrentava dificuldades. Os fabricantes de vidro locais estavam perdendo terreno para os concorrentes chineses, que possuíam fábricas mais avançadas. A maioria dos fabricantes de vidro chineses utiliza fornos elétricos, uma opção praticamente inacessível para a maioria das empresas em Firozabad. Além disso, a rede elétrica da Índia não é suficientemente estável para fornecer eletricidade confiável e acessível a essas operações. Com a alta dos preços do petróleo, a vantagem de custo da China só aumenta.
Já se passaram três décadas desde que Firozabad enfrentou uma grande crise energética — quando medidas para proteger o Taj Mahal forçaram a transição para o gás. Naquela época, apenas um terço das fábricas de vidro sobreviveram à mudança.
Nos bazares tradicionais de Firozabad, o cenário ainda é de abundância. Riquixás carregados de vidro branco, sem tingimento, passam por fileiras de pulseiras coloridas enquanto os atacadistas abastecem as lojas. Essas pulseiras, vendidas por apenas 2 centavos cada, podem estar entre os objetos de alegria mais baratos do mundo. Mesmo antes da crise, as margens de lucro eram pequenas. Agora, os preços subiram cerca de 30%.
Mukesh Bansal, um fabricante de vidro local e vice-presidente da Federação de Fabricantes de Vidro de Toda a Índia, manteve seus funcionários na folha de pagamento. Mas, com a escassez de gás, ele foi forçado a praticamente extinguir um de seus dois fornos. Em abril, sua fábrica normalmente já teria começado a produzir enfeites de Natal para exportação aos Estados Unidos. Este ano, isso não aconteceu.
Os fornos de Firozabad, que produzem cerca de 70% do vidro da Índia, precisam queimar continuamente a uma temperatura em torno de 1.580°C. Isso requer milhares de quilos de gás diariamente.
“Não fazemos parte da guerra, mas estamos sofrendo as consequências”, disse ele.
A pressão está se espalhando para os compradores. Suraj Mehta, diretor de estratégia da Hindusthan National Glass & Industries, afirmou que as garrafas de vidro se tornaram “mais difíceis e mais caras de adquirir” em toda a Índia nos últimos dois meses. Os fabricantes de vidro estão absorvendo cerca de metade do aumento, repassando o restante para cervejarias, fabricantes de refrigerantes, oficinas mecânicas e fornecedores de produtos médicos.
Binni Mittal, presidente da Sociedade Cooperativa do Parque Industrial de Firozabad, é dono de uma fábrica de pulseiras que emprega centenas de trabalhadores que aquecem, moldam e cortam vidro incandescente para produzir as peças. Seu fornecimento habitual de gás caiu 20%, obrigando-o a reduzir a produção em 40%. De uma cabine com ar-condicionado ao lado de sua fornalha, Mittal observou os custos do gás subirem. O abastecimento se manteve estável, mas os preços oscilaram drasticamente.
“Se a guerra continuar assim”, disse ele, “nossa indústria será destruída”.
Antes da guerra no Irã, o maior problema de Mittal era a escassez de mão de obra. Agora, ele teme que demitir funcionários possa significar perdê-los permanentemente, mesmo que os preços da energia voltem ao normal. No passado, ele teria contratado legiões de trabalhadores, mas o trabalho é tão árduo que poucas famílias querem que seus filhos o façam. No mês passado, a temperatura chegou a 42°C à sombra e muito mais alta perto das fornalhas. Ele não está mais contratando.
Em um mercado de trabalho a céu aberto em Firozabad, Saddam Hussein, um cortador de vidro de 32 anos, esperava por trabalho. Ele costumava sustentar a mulher e os três filhos com um salário de cerca de US$ 6 por dia. No último mês, conseguiu trabalho apenas quatro ou cinco dias por semana.
“A guerra acabou lá, mas nós estamos sendo mortos aqui”, disse ele. “Quando não consigo trabalho, minha família passa fome.”
Com a piora das condições de trabalho, cresce o descontentamento. Há algumas semanas, milhares de trabalhadores da indústria eletrônica foram às ruas em partes de Uttar Pradesh, próximas a Nova Délhi, para protestar contra os salários e as condições de trabalho. Os portões das fábricas foram invadidos. Policiais usaram gás lacrimogêneo e prenderam centenas de pessoas. Muitos reclamaram que os salários já não acompanhavam o custo de vida mesmo antes da crise energética elevar o preço de itens essenciais como o gás de cozinha.
Outros setores também estão sentindo a pressão sobre o fornecimento de energia e o emprego. Em Khurja, a cerca de 80 km a sudeste de Délhi, artesãos produzem cerâmica desde a Idade Média.
“O combustível é a principal parte do nosso produto”, disse Shalabh Singhania, da RK Potteries, estimando que ele represente de 30% a 35% dos custos. Seus fornos operam em temperaturas mais baixas do que os fornos de vidro, o que lhe permitiu desligá-los durante o mês de março sem danificá-los. O negócio exige muita mão de obra. “Uma caneca passa pelas mãos de 30 trabalhadores”, disse ele.
Ele hesitou em suspender os contratos de trabalho, porque a maioria havia viajado longas distâncias para trabalhar e raramente retornaria se fosse embora. Ele estimou que, em determinado momento, 98% dos fornos de Khurja haviam fechado. Eles só reabriram depois que o governo permitiu a queima de diesel, normalmente proibido para conter a poluição do ar em Délhi.
Enquanto sua fábrica produz utensílios domésticos, outras em Khurja fabricam isoladores cerâmicos para a crescente rede elétrica da Índia — um sinal de que a crise energética também está restringindo os materiais necessários para aliviá-la. Indústrias como a de Singhania dependem de redes de cooperação estreitamente interligadas entre proprietários, trabalhadores e compradores.
“Se um elo se rompe nessa corrente, toda a corrente se rompe”, disse ele. “A corrente já está se rompendo.”
A proibição de celulares em alguns estados americanos tinha como objetivo melhorar muitos dos problemas que afetavam a educação americana, incluindo distração, bullying, queda nas notas dos testes e absenteísmo. A ideia atraiu um apoio bipartidário raro e, nos últimos três anos, dois terços dos estados aprovaram leis que restringem o uso de celulares nas escolas. Mas as proibições alcançaram apenas alguns dos objetivos que educadores e pais esperavam, pelo menos até agora, de acordo com um novo estudo, o maior do gênero, que será publicado nesta segunda-feira pelo National Bureau of Economic Research.
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Escolas que adotaram proibições rigorosas — exigindo que os alunos mantivessem seus dispositivos em bolsas trancadas durante todo o dia letivo — observaram uma queda significativa no uso de celulares pelos alunos. No entanto, as notas dos testes não aumentaram, em média, nesses locais. E, inicialmente, a proibição de celulares levou a taxas de suspensão mais altas.
Ainda assim, os professores ficaram muito satisfeitos com a mudança, relatando menos distrações causadas pelo uso pessoal de celulares. Com o tempo, os alunos de escolas com proibições rigorosas relataram uma maior sensação de bem-estar pessoal.
O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade Stanford, da Universidade Duke, da Universidade da Pensilvânia e da Universidade de Michigan, utilizou dados da Yondr, uma empresa que fabrica capas para celulares com fecho magnético especial. Os alunos são obrigados a colocar seus celulares em capas individuais ao chegarem à escola. Eles ficam com suas capas, mas só podem destravá-las após o toque do último sinal.
Pesquisadores compararam escolas que usam o Yondr com escolas demograficamente semelhantes que não utilizam o dispositivo. Essas escolas do grupo de controle também costumavam limitar o uso de celulares, mas de forma menos rigorosa. Às vezes, permitiam que os alunos usassem os telefones entre as aulas ou os mantivessem escondidos, desde que permanecessem fora da vista. O uso de celulares também diminuiu nessas escolas, mas não tanto quanto nas que usavam o Yondr, de acordo com dados de GPS e pesquisas com professores.
No geral, os pesquisadores analisaram mais de 40 mil escolas entre 2019 e 2026. O estudo baseia-se em uma ampla gama de fontes, incluindo notas de provas, relatórios disciplinares, dados de GPS e pesquisas com professores e alunos.
O estudo constatou que os sinais de celular emitidos pelas escolas diminuíram 30% nos três primeiros anos após a adoção dos dispositivos Yondr pelas escolas. Essa é uma mudança significativa, provavelmente causada pela perda de acesso dos alunos aos seus aparelhos. Os adultos ainda conseguiam usar seus celulares na escola, e, mesmo com a tela bloqueada, os celulares ainda podiam enviar e receber sinais, como o recebimento de mensagens de texto ou e-mails.
Segundo pesquisas com professores, a proporção de alunos que usavam celulares em sala de aula para fins não acadêmicos caiu de 61% para 13% nas escolas que utilizavam as bolsas protetoras, o que sugere que os alunos não conseguiam burlar as proibições de forma generalizada.
Ainda assim, as proibições tiveram um efeito “próximo de zero” nas notas dos testes, de acordo com o estudo. As notas dos testes são afetadas por muitos fatores, incluindo a estabilidade da vida familiar dos alunos e a qualidade do ensino e do currículo. Os pesquisadores também observaram que, uma vez que os celulares foram proibidos, os alunos podem ter se distraído com outras formas de tecnologia, como laptops, que são onipresentes nas salas de aula americanas.
As proibições também não melhoraram a frequência escolar nem a percepção do bullying online. E, no primeiro ano após a implementação das proibições rigorosas, as suspensões de alunos aumentaram em média 16% — uma mudança significativa e preocupante.
O estudo não consegue determinar exatamente por que as suspensões aumentaram depois que as escolas começaram a usar as bolsas Yondr. Os autores levantaram a hipótese de que alguns alunos estavam se metendo em problemas por violarem as proibições, enquanto outros estavam enfrentando mais conflitos com os colegas porque “não estavam mais se anestesiando” com seus celulares, disse Thomas S. Dee, um dos autores e economista da educação em Stanford.
Os problemas com a disciplina estudantil diminuíram ao longo dos anos subsequentes. De modo geral, Dee afirmou que considerou o estudo um relatório inicial “encorajador” sobre proibições rigorosas de celulares. Ele alertou contra o abandono de uma política amplamente apoiada simplesmente porque as notas dos testes não aumentaram imediatamente ou porque a implementação apresentou desafios disciplinares.
“Há um longo histórico de reformas passageiras na educação que surgem e desaparecem rapidamente”, disse ele.
Em um comunicado por escrito, a Yondr afirmou ter se orgulhado de participar do primeiro estudo nacional e independente sobre a proibição de celulares. “Como acontece com qualquer mudança na cultura escolar, há um período inicial de adaptação, mas a pesquisa confirmou que as escolas superam rapidamente esses desafios iniciais e percebem benefícios duradouros”, dizia o comunicado.
Em Cape Girardeau, no estado americano do Missouri, o superintendente adjunto, Brice Beck, disse que seu distrito estava muito satisfeito com as bolsas Yondr, que se tornaram uma ferramenta poderosa para atrair e reter professores qualificados e ansiosos para trabalhar em salas de aula mais focadas. Ainda mais empolgante, disse ele, foi a mudança que os adultos observaram na vida social dos adolescentes — algo que não pode ser medido pelas notas dos testes.
“Na hora do almoço, você verá todas essas crianças conversando umas com as outras”, disse Beck. “É bem mais barulhento, mas daquele jeito bom de barulhento.”
Uma menina de 11 anos morreu em decorrência dos ferimentos sofridos em um ataque a tiros em uma escola no sul da Turquia ocorrido há mais de duas semanas, elevando para 10 o número de estudantes mortos no atentado, informou a imprensa local nesta segunda-feira.
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Almina Agaoglu morreu no hospital, segundo informou a emissora privada de televisão NTV.
Um jovem de 14 anos abriu fogo em uma escola da província de Kahramanmaras, em 15 de abril, matando estudantes de 10 e 11 anos e também um professor. O adolescente autor do ataque morreu no local.
Investigação e repercussão
As autoridades informaram que o adolescente levou cinco armas de fogo para a escola e era filho de um inspetor de polícia, que desde então foi detido.
Em um incidente separado ocorrido no dia anterior, na província de Sanliurfa, um ex-aluno abriu fogo em seu antigo instituto, ferindo 16 pessoas, antes de tirar a própria vida ao ser confrontado pela polícia.
Os ataques chocaram a opinião pública e provocaram indignação em todo o país.
O presidente Recep Tayyip Erdogan destituiu um dos vice-ministros da Educação e anunciou que o governo introduzirá medidas para restringir a posse de armas.
Um terremoto de magnitude 6,0 sacudiu a ilha de Samar, no centro das Filipinas, às 14h09 (06h09 GMT), informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), nesta segunda-feira.
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O epicentro do sismo estava localizado a cerca de nove quilômetros da localidade costeira de San Julian e tinha profundidade de 73,3 quilômetros, detalhou o USGS.
Relatos de danos leves
Um agente da polícia local disse à AFP que o terremoto foi “forte e repentino”, embora, até aquele momento, não houvesse relatos de danos mais graves.
“Aqui na delegacia, uma das vigas que sustentam o teto se rompeu (…) Vi que alguns móveis se moveram”, afirmou o policial. Ele acrescentou que, junto com seus colegas, saiu da sede por temor de réplicas.
Os terremotos ocorrem quase diariamente nas Filipinas, um arquipélago situado no “Anel de Fogo” do Pacífico, uma faixa de intensa atividade sísmica que se estende do Japão ao Sudeste Asiático e à costa do Pacífico.
O comando militar do Irã anunciou há pouco que o Exército dos Estados Unidos será atacado caso entre no estreito de Ormuz, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Washington começaria a escoltar embarcações por essa via marítima estratégica.
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“Anunciamos que qualquer armada de força estrangeira — especialmente as forças militares agressivas dos Estados Unidos — será alvo de ataques se pretender entrar no estreito de Ormuz”, declarou o general Ali Abdollahi, do comando central do Exército iraniano, em comunicado divulgado pela emissora estatal IRIB.
“Afirmamos reiteradas vezes que a segurança do estreito de Ormuz está sob o controle das forças armadas da República Islâmica do Irã e que, em qualquer circunstância, qualquer passagem segura deve ser coordenada com essas forças”, acrescentou.
O Irã mantém um controle rígido sobre Ormuz — ponto-chave para o tráfego mundial de hidrocarbonetos — desde que Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o país em 28 de fevereiro.
Reação e operação marítima
Em represália, Teerã atacou alvos em Israel e em países do Golfo.
Trump afirmou que a nova operação marítima, batizada de “Projeto Libertad”, foi um gesto “humanitário” para as tripulações dos numerosos navios retidos pelo bloqueio na passagem marítima, que poderiam estar ficando sem alimentos e outros suprimentos cruciais.
O presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu sua participação na reabertura do trecho de Ormuz e classificou a medida como uma ação “concertada” entre o Irã e os Estados Unidos.
“É a única solução que permitiria reabrir o trecho de Ormuz de forma duradura, para garantir a navegação livre, sem restrições e com segurança”, disse.
Os ministros da Defesa da Indonésia e do Japão se reuniram em Jacarta nesta segunda-feira para assinar um acordo de cooperação em defesa, destacando a necessidade de preservar a paz e a estabilidade regional em meio à crescente turbulência global.
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O ministro da Defesa da Indonésia, Sjafrie Sjamsoeddin, afirmou que assinaria um acordo com seu homólogo japonês, Shinjiro Koizumi. No entanto, os detalhes do pacto não foram divulgados publicamente, e não houve confirmação oficial de que o documento tenha sido efetivamente assinado.
O Ministério da Defesa do Japão informou que Koizumi busca fortalecer os intercâmbios nas áreas de “equipamentos e tecnologia de defesa”.
Tóquio flexibilizou, no mês passado, uma restrição de décadas sobre exportações de armas, permitindo que empresas japonesas vendam armamentos letais para qualquer um dos 17 países com os quais o Japão mantém acordos de defesa.
O presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, ex-general do Exército, vem pressionando pela modernização dos equipamentos militares obsoletos do país desde que assumiu o cargo, em 2024.
Após a visita à Indonésia, Koizumi seguirá para as Filipinas, onde as forças japonesas participam de um exercício militar conjunto que também envolve os Estados Unidos.
Nesta segunda-feira, Koizumi afirmou que a cooperação em defesa com a Indonésia “contribuiria para a paz e a estabilidade… de toda a região”, em meio a “uma situação internacional cada vez mais complexa e tensa”.
Ele também declarou a repórteres que discutiria segurança marítima e exercícios conjuntos com Sjafrie.
Equilíbrio diplomático
No mês passado, a Indonésia concluiu um pacto de cooperação em defesa com os Estados Unidos, concordou em ampliar os laços de segurança com a França e firmou um acordo petrolífero com a Rússia.
Jacarta, embora sustente uma política diplomática não alinhada, chamada de “livre e ativa”, aderiu no ano passado ao bloco BRICS de economias emergentes, que inclui Rússia e China — principal rival estratégico dos EUA.
Prabowo também assinou um acordo comercial com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e aderiu ao seu chamado “Conselho da Paz”.
Na semana passada, Jacarta afirmou que ainda analisava um pedido dos EUA para autorização irrestrita de sobrevoo, o que, se aprovado, segundo analistas, poderia ser interpretado como um alinhamento com Washington em relação a Pequim.
Posição estratégica
A Indonésia ocupa uma posição estratégica no Estreito de Malaca, o ponto de estrangulamento mais movimentado do mundo para o transporte de petróleo e derivados, segundo a Administração de Informação Energética dos Estados Unidos.
A grande maioria do petróleo destinado à China passa por essa rota marítima.
Os europeus “ouviram” a mensagem de frustração do presidente americano Donald Trump sobre a guerra do Irã e estão “dando um passo à frente”, afirmou nesta segunda-feira o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, após Washington anunciar que retiraria 5 mil tropas da Alemanha.
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“Os líderes europeus receberam a mensagem. Eles ouviram a mensagem alta e clara”, disse Rutte antes de manter conversas com líderes europeus na Armênia, reconhecendo a “decepção do lado americano” diante da resistência dos aliados europeus em assumir mais responsabilidades na guerra.
“Os europeus estão dando um passo à frente”, insistiu Rutte.
Redução de tropas
O presidente Donald Trump anunciou no sábado que reduziria “drasticamente” o número de soldados americanos na Alemanha, após um primeiro anúncio sobre a retirada de 5 mil efetivos, medida criticada por legisladores republicanos.
“Vamos reduzir drasticamente, e vamos cortar muito mais que 5 mil”, disse Trump à imprensa em West Palm Beach, na Flórida.
Desde o início de seu segundo mandato, Trump tem se mostrado hostil em relação aos aliados europeus, aos quais reprova por não investirem o suficiente em sua própria segurança.
Busca por maior autonomia
A aproximação de Washington com Moscou em plena guerra na Ucrânia, assim como as ameaças de Trump de tomar a Groenlândia da Dinamarca, um aliado da OTAN, levaram diversas capitais europeias a defender uma maior autonomia estratégica.
Um filhote de gato de poucas semanas sobreviveu após ser encontrado coberto por cola industrial dentro de um balde nos Estados Unidos no dia 31 de março, em um caso que mobilizou veterinários e terminou com a adoção do animal após recuperação completa. Nesta quarta, ele ganhou uma nova família.
Entenda: Governo colombiano estabelece três condições indispensáveis para autorizar o envio de 80 hipopótamos de Pablo Escobar à Índia
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O gato, batizado de Elmer, foi levado em estado crítico ao abrigo Humane Society of North Texas, localizado na cidade de Fort Worth, depois de ser encontrado por um morador. A substância já havia endurecido ao redor dos olhos, boca e corpo, impedindo o animal de respirar, comer ou se movimentar adequadamente. Segundo a equipe médica, sem intervenção imediata, ele poderia morrer em poucos minutos.
Para remover o material, os veterinários tentaram inicialmente métodos convencionais, como detergente e outros óleos, sem sucesso. A solução encontrada foi o uso de cerca de dois galões de óleo de canola, aplicado continuamente por mais de quatro horas em um processo delicado de massagem para dissolver a substância adesiva sem ferir a pele do animal.
“Foi um processo intensivo, que exigiu paciência e monitoramento constante para manter o gatinho estável”, relatou a equipe da instituição, destacando que o animal chegou desidratado e precisou ingerir líquidos por uma seringa.
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Após o procedimento, o filhote começou a se recuperar gradualmente. Dias depois, já apresentava comportamento ativo e buscava contato com os cuidadores, demonstrando melhora clínica significativa. O caso ganhou repercussão após publicação nas redes sociais do abrigo, gerando centenas de pedidos de adoção e até a criação de um e-mail somente para receber os pedidos.
Elmer acabou adotado por uma voluntária nesta quarta-feira que acompanhou sua recuperação. A nova tutora, Leah Owens, de 72 anos, afirmou que o animal trouxe conforto emocional após uma perda recente na família.
Leah Owens, de 72 anos, adotou o gatinho Elmer
Humane Society of North Texas
Ao receber a confirmação de que ficaria com o gato, Leah chorou. Ela contou aos veterinários do abrigo que, na mesma noite, Elmer brincou com os novos brinquedos por cerca de uma hora. “Ele vai ser um gato muito mimado”, brincou.
Ainda não há confirmação sobre como o gato foi parar no balde de cola, cuja suspeita é de que tenha sido um acidente.
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Pelo menos três pessoas morreram e outras 38 ficaram feridas no domingo em uma exposição de carros no sudoeste da Colômbia, quando uma motorista perdeu o controle do veículo e atropelou dezenas de espectadores, informaram as autoridades locais. O número de mortos subiu de dois para três durante a noite, de acordo com Juan Carlos Muñoz, prefeito de Popayán, onde o acidente ocorreu, que divulgou a informação nas redes sociais.
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Imagens que circularam nas redes sociais mostraram o veículo, conhecido como “monster truck”, percorrendo uma pista de obstáculos durante uma exposição na cidade na tarde deste domingo. No meio de uma manobra, o caminhão perdeu o controle.
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A motorista não conseguiu frear e, em segundos, o caminhão avançou em direção aos espectadores após romper as barreiras metálicas que separavam o público da pista.
“Estamos profundamente consternados com o acidente […] que, segundo informações preliminares, deixou mais de 38 feridos e 3 mortos”, disse Muñoz.
Três pessoas morrem e 38 ficam feridas após acidente durante exibição de monster truck na Colômbia
Reprodução
Entre os mortos está uma menina, segundo a imprensa local, e vários outros menores ficaram feridos. Bombeiros e paramédicos prestaram os primeiros socorros aos feridos no local. Posteriormente, eles foram transferidos para hospitais públicos da cidade, informou Octavio Guzmán, governador do departamento de Cauca, cuja capital é Popayán.
O prefeito da cidade ordenou uma “investigação minuciosa” para esclarecer os acontecimentos, que “jamais deveriam ter ocorrido”, afirmou.

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