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Quando a Fifa anunciou, em abril, a lista de árbitros escalados para a Copa do Mundo 2026, o nome de Omar Artan foi especialmente celebrado: ele seria o primeiro somaliano a apitar no principal torneio de futebol do planeta. Mas na segunda-feira, o Ministério dos Esportes da Somália disse que Artan, mesmo com um visto válido, foi barrado na imigração dos EUA. A Fifa emitiu nota dizendo que “não se envolve nos processos de imigração dos países-sede, incluindo concessões de vistos, e foi informada pelas autoridades que a situação do Sr. Artan não será alterada no momento”. Esse não foi um caso isolado em uma Copa já marcada por polêmicas antes mesmo do primeiro toque na bola.
— Negar-lhe a entrada nos Estados Unidos e impedi-lo de arbitrar partidas agendadas prejudica não apenas a sua pessoa, mas também mina o compromisso do futebol com a justiça, o mérito e o espírito do jogo limpo — disse Clise Aden Abshir, conselheiro do Ministério dos Esportes somaliano, à AFP.
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Segundo Abshir, Artan retornou a Istambul, onde obteve o visto, após ter sido barrado. Ele faz parte do quadro da Fifa desde 2018, e no ano passado recebeu o prêmio de melhor árbitro do continente africano. O governo americano não apresentou razões para a decisão. No passado, não se tem registro de problemas semelhantes com outros países-sede.
Outra vítima do sistema migratório americano foi a seleção do Iraque. No fim de semana, um fotógrafo que viajava com a delegação foi barrado em Chicago — segundo o serviço de fronteiras (CBP), Talal Saleh “foi considerado inadmissível e teve sua entrada negada devido a informações confidenciais, de acordo com a legislação dos EUA”. No mesmo voo, o principal atacante da equipe, Aymen Hussein, foi retido por sete horas por agentes da imigração antes de ser liberado.
Na semana passada, o meia haitiano Woodensky Pierre foi recebido com festa no aeroporto internacional de Miami, depois de finalmente conseguir o visto para entrar nos EUA e se juntar a seus colegas em um centro de treinamento na Flórida. Na seleção, ele é o único atleta que atua no Haiti, e percorreu uma verdadeira corrida de obstáculos para obter o documento. De acordo com a federação do país, há outros membros da delegação que ainda não sabem quando ou se receberão os vistos.
Pierre Woodensky, do Haiti
Reprodução / Instagram / @woodensky06
O presidente dos EUA, Donald Trump, encara a Copa do Mundo como um elemento crucial de sua agenda de celebrações dos 250 anos da independência do país, que incluem obras na capital, Washington, e um evento de MMA nos jardins da Casa Branca. E ao mesmo tempo em que promete realizar o maior Mundial de todos os tempos, suas pegadas políticas se confundem com um evento que faz de tudo para ao menos parecer apolítico.
— Vejo a Copa do Mundo de 2026 na interseção de duas realidades muito marcantes — disse Ashleigh Huffman, que foi chefe de diplomacia esportiva do Departamento de Estado, em entrevista à Associated Press..— Tudo o que está acontecendo tem o poder de nos unir, mas também está forçando conversas sobre acessibilidade, direitos humanos, imigração e quem será incluído nesta celebração.
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Agentes da polícia migratória americana, o ICE, participarão da segurança do evento, e muitos temem uma onda de prisões de estrangeiros nos estádios, uma hipótese que não foi descartada pelo Departamento de Segurança Interna. As restrições à emissão de vistos afetam, em graus diferentes, sete países classificados para a Copa — dois deles, Irã e Haiti, estão em uma lista de nações cujos cidadãos têm a entrada nos EUA praticamente proibida.
— Os Estados Unidos estão bem preparados para receber viajantes legítimos de todo o mundo para a maior e melhor Copa do Mundo da FIFA da História — disse um representante do Departamento de Estado ao site The Athletic. — Ao mesmo tempo, o governo não hesitará em defender a lei americana e os mais altos padrões de segurança nacional e pública na condução do nosso processo de vistos.
Nenhum caso é tão extremo como o do Irã. Em fevereiro, Trump lançou, ao lado de Israel, um conflito de grande porte contra o país, que transformou o Oriente Médio e provocou efeitos em escala global.
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AFP
Quando as bombas começaram a cair sobre Teerã, o “Team Melli” já estava classificado, e autoridades chegaram a anunciar que a equipe não viajaria à América do Norte, alegando razões de segurança. Em março, no auge da guerra, o presidente americano disse que a seleção iraniana era bem vinda nos EUA, mas que não acreditava “ser apropriado que eles estejam lá, para a própria segurança e integridade física dos participantes”.
“Os EUA estão privando a seleção nacional do Irã do seu direito de participar da Copa do Mundo em condições normais e sem pressão e estresse desnecessários”, escreveu em comunicado a Embaixada do Irã em Ancara. “Esta é a pior forma possível de interferência política no esporte.”
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De acordo com o Departamento de Estado, os vistos para os jogadores já foram emitidos, mas as regras impostas são, no mínimo, peculiares. A delegação ficará baseada em Tijuana, no México, e viajará para os EUA na véspera (primeiro jogo) e na antevéspera (segundo e terceiro jogos). Todos precisarão sair do país no mesmo dia das partidas, e não está claro se serão submetidos ao mesmo tratamento dispensado aos iraquianos.
— Não sabemos até onde o obstrucionismo dos americanos vai continuar —disse Mehdi Taj, presidente da federação iraniana, à agência semiestatal Isna. —O que os Estados Unidos estão fazendo reflete malícia e falta de igualdade entre as equipes.
Se a chegada aos EUA foi uma corrida de obstáculos para os protagonistas da Copa, para muitos torcedores e profissionais ligados ao esporte, a única opção viável é a televisão. Além das restrições a certos passaportes, o elevado índice de rejeição de vistos, os preços elevados dos ingressos e o temor de ser barrado na fronteira reduziram o interesse externo em acompanhar os jogos in loco.
Na semana passada, a Associação Internacional de Imprensa Esportiva (AIPS) escreveu uma carta à Fifa reclamando da rejeição de vistos para jornalistas do Irã e de países da África. Em resposta, a federação disse que a entrada nos países-sede é “em última análise, uma questão consular e de imigração”.
— O sistema de vistos é o guardião invisível da Copa do Mundo — diz Celine Atallah, advogada especializada em questões migratórias, em entrevista à rede BBC. — A Fifa pode vender um ingresso, mas o governo dos EUA decide quem recebe o visto, e a CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras) decide quem de fato entra.

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Vídeos de uma briga generalizada em uma área da alfândega na Flórida que transformou o embarque de um cruzeiro em cenas de pancadaria viralizaram nas redes sociais. A confusão, que aconteceu antes mesmo de o navio partir, ocorreu na segunda-feira, no condado de Miami-Dade, quando a tripulação se preparava para uma viagem da Carnival Cruises com destino às Bahamas, e terminou com 16 passageiros banidos pela companhia.
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Drone registra momento em que tubarão-branco persegue dupla em stand up na Califórnia; vídeo
Veja vídeo:
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Mulher de 26 anos morre após colisão de jet skis em Nova York; homem é acusado de homicídio culposo
Segundo autoridades, a discussão envolveu duas famílias que já estavam em conflito. De acordo com documentos judiciais vistos pela publicação, Lisa Horace, de 51 anos, e Tonya Nelson, de 58, começaram a se agredir com tapas depois que uma acusou a outra de estar na fila errada.
Imagens registradas no local mostram a briga se espalhando pela área de embarque, com grupos menores e duplas trocando socos enquanto outros passageiros tentavam se afastar para não serem atingidos. Em um dos momentos, duas mulheres aparecem agarradas pelos cabelos, sem que nenhuma delas soltasse a outra.
Enquanto as duas tentavam ganhar vantagem, um homem entrou no tumulto para tentar separá-las. Seguranças e policiais também aparecem tentando conter a confusão, mas as mulheres continuaram se arrastando pela área da alfândega. Ao fundo, outros envolvidos trocaram socos e arremessaram malas e objetos uns contra os outros.
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Em seguida, um segundo homem entrou na briga entre as duas mulheres, que ainda estavam presas uma à outra pelos cabelos. Ele passou a desferir socos contra uma delas, atingindo-a no rosto, na cabeça e no tronco, até ser afastado por outros homens. A agressão fez a pancadaria se intensificar, levando mais pessoas a se envolverem.
A confusão continuou por pelo menos mais dez segundos, até que seguranças conseguiram separar os envolvidos. Ao fim da briga, a área da alfândega ficou em meio ao caos, com malas e outros itens espalhados pelo chão.
Não houve prisões nem apresentação de acusações. Ainda assim, os 16 passageiros envolvidos foram banidos e incluídos na lista de pessoas impedidas de embarcar em cruzeiros da Carnival Cruises, segundo um porta-voz da empresa.
“Eu só sinto muito por estarmos aqui”, disse Nelson posteriormente ao juiz durante uma audiência.
A Carnival Cruises atrai um público variado por causa de seus cruzeiros econômicos pelo Caribe, com preços a partir de menos de US$ 200 (cerca de R$ 1 mil) por pessoa, segundo o site da companhia.
Dois terremotos devastadores atingiram a Venezuela quase simultaneamente na quarta-feira, deixando pelo menos 32 mortos e mais de 700 feridos, em meio à destruição generalizada de prédios e cenas de pânico em Caracas e outras partes do país, segundo relatos oficiais. O primeiro terremoto, de magnitude 7,2 na escala Richter, teve seu epicentro a 21 km a oeste de Morón, às 18h04 (horário local, 19h04 em Brasília), e foi seguido quase um minuto depois por um terremoto mais forte, de magnitude 7,5, a poucos quilômetros de distância, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Os terremotos foram sentidos também no Brasil e na Colômbia.
Aos gritos: venezuelanos procuram por parentes em meio a escombros após terremoto
Auxílio: Trump diz que EUA estão ‘prontos e dispostos’ a ajudar a Venezuela após terremotos
Prédios destruídos, feridos e pânico: veja imagens de destruição causada por terremoto na Venezuela
“Neste momento, temos relatos de 32 mortos” e “mais de 700 feridos”, disse a presidente interina Delcy Rodríguez, observando que ainda não tinha dados do estado de La Guaira, adjacente à capital e a área mais afetada, especificou ela. “Há dezenas de prédios desabados e estamos empenhados em árduos esforços de resgate para salvar as vidas que Deus nos permitir salvar”, disse Rodríguez em uma mensagem à nação após a meia-noite.
As cenas em Caracas eram de destruição e pânico, segundo um jornalista da AFP, que viu um prédio de 22 andares completamente destruído na área de Chacao, na zona leste da cidade. Pessoas nas ruas gritavam os nomes de seus parentes e alguns voluntários escalavam os escombros.
“Precisamos de lanternas”, implorava um deles ao cair da noite.
Do lado de fora do shopping Sambil, também em Chacao, Heidi Romero, uma comerciante de 42 anos, expressou seu espanto com a magnitude dos tremores.
“Não, eu nem sei quanto tempo durou. Eu estava no último andar. Muitas coisas caíram de algumas lojas. Saímos pelas escadas de emergência; “Foi assim que nos tiraram de lá”, disse ela à AFP. “A escada cedeu, a parede inteira rachou. Coisas caíram do teto. Foi horrível”, disse Odalis Escalona, ​​uma funcionária de banco de 54 anos.
O presidente Donald Trump disse que os dois terremotos causaram um “número devastador” de mortes.
“Os Estados Unidos estão prontos, dispostos e aptos a ajudar! Ordenei a todas as agências do nosso governo que se preparem para agir rapidamente.” Estaremos lá para nossos novos e queridos amigos.” “Os primeiros relatos não são bons”, escreveu Trump em uma rede social.
A Venezuela é frequentemente atingida por terremotos
Federico Parra/AFP
A maioria dos países da América Latina também expressou solidariedade e ofereceu ajuda. O governo interino declarou estado de emergência devido à gravidade dos danos e declarou La Guaira uma “zona de desastre”.
Aeroporto fechado
Diversas áreas ficaram sem energia elétrica. Muitas ruas estavam cobertas de cacos de vidro. Prédios desabaram em várias partes de Caracas, relataram jornalistas da AFP. Dezenas de socorristas trabalhavam entre os escombros em busca de possíveis sobreviventes.
“Houve 20 réplicas; este é um evento grave, […] alguns estados foram particularmente afetados”, observou Delcy Rodríguez.
Os tremores danificaram parte das instalações do Aeroporto Internacional de Maiquetía, em La Guaira, a cerca de 40 km de Caracas. “O Aeroporto de Maiquetía está fechado devido aos graves danos em sua infraestrutura”, declarou a presidente. Caracas também possui o Aeroporto Militar de La Guaira, Carlota, localizado no centro da cidade.
Diversas áreas atingidas por terremoto na Venezuela ficaram sem energia elétrica, e muitas ruas estavam cobertas de cacos de vidro
Manaure Quintero/AFP
A líder da oposição e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, enviou uma mensagem de apoio.
“Meu coração, meu abraço infinito e minhas orações estão com todos os lares venezuelanos nestas horas de angústia”, escreveu Machado, que está fora da Venezuela desde novembro.
Na Colômbia
O terremoto foi fortemente sentido nos estados de Trujillo, Carabobo, Miranda e La Guaira, segundo o Ministro do Interior, Diosdado Cabello. A Venezuela é frequentemente abalada por tremores. Os terremotos mais fortes dos últimos tempos foram os de Cariaco (nordeste) em Em 1997, um terremoto causou 73 mortes, e em Caracas, em 1967, outro deixou 236 vítimas fatais.
O terremoto foi sentido até mesmo na capital colombiana, Bogotá, onde lâmpadas balançaram, alarmes soaram e alguns moradores evacuaram prédios por precaução, segundo jornalistas da AFP. Registros de tremores também foram relatados no Brasil, nas capitais Belém e Manaus, além das cidades de Santarém do Pará (PA), Macapá e Cutias do Araguari (AP).
Pouco depois do terremoto na Venezuela, um terremoto de magnitude 7,2 atingiu o norte do Japão na quinta-feira, informou a agência meteorológica do país, sem relatos de vítimas ou danos materiais.
“Antonio, Antonio, sou eu, sua mãe. Antonio, sou eu, sua mãe, estou aqui”, grita uma mulher desesperadamente em frente às ruínas de um prédio residencial de pelo menos 22 andares em Caracas, que desabou completamente durante os fortes terremotos que atingiram a Venezuela nesta quarta-feira. Vizinhos assistem impotentes enquanto os restos do prédio desmoronam. Alguns sobem nos escombros de enormes lajes de concreto, tentando ouvir algum ruído ou grito de socorro. Mas só há silêncio. Um policial os acompanha, aguardando a chegada dos socorristas.
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Leia também: após tremor na Venezuela, terremoto de magnitude 7,2 atinge o norte do Japão
“Precisamos de lanternas”, pede um dos voluntários improvisados ​​ao cair da noite. “Tania, Tania”, outro grito ecoa em frente ao prédio, que fazia parte do complexo residencial Petúnia, no bairro de Los Palos Grandes, uma área nobre de classe média com muitos restaurantes e cafés.
Um homem chora baixinho na rua. Por volta das 18h (horário local, 19h em Brasília), a Venezuela foi abalada por dois fortes terremotos, quase consecutivos, de magnitude 7,2 e 7,5 na escala Richter. Os venezuelanos correram imediatamente para as ruas e muitos demoraram a retornar para suas casas e escritórios, temendo tremores secundários.
Pessoas do lado de fora gritavam os nomes de seus parentes, e alguns voluntários escalavam os escombros
Federico Parra/AFP
Os terremotos foram sentidos com intensidade desde o estado de Trujillo, nos Andes, até La Guaira. Os danos ainda não foram quantificados e não se sabe se houve vítimas. A Venezuela é frequentemente abalada por tremores, mas não sofria um terremoto de magnitude semelhante desde 1967. Naquela época, o bairro de Los Palos Grandes, na zona leste de Caracas, também foi o mais atingido, com prédios inteiros desabando. O número final de mortos naquele terremoto foi de 236.
“Tivemos que esperar”
A poucos quarteirões do complexo Petúnia, no shopping Sambil, um dos maiores de Caracas, as pessoas saíam às ruas, assustadas.
“Tudo começou a se mover como se estivéssemos na água, como ondas. Foi horrível”, disse à AFP Odalis Escalona, ​​uma bancária de 54 anos. Zenia González, de 52 anos, consolava uma adolescente ainda em lágrimas. “Esperamos passar [o terremoto] e descemos correndo a escada rolante. Tivemos que esperar porque estava tremendo muito. Durou bastante tempo”, contou à AFP.
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Dezenas de pessoas tentaram fugir da área; uma mulher gritava: “Jesus Cristo é o Senhor”. Em La Castellana, um bairro na divisa com Los Palos Grandes, María Romero escapou às pressas de seu apartamento.
“Estava tremendo violentamente e parecia um rugido profundo”, disse à AFP a engenheira de 48 anos. “Por um segundo pensei em me esconder debaixo da mesa, mas decidi sair: subi em um banco e pulei o muro do meu apartamento”, que ficou com várias paredes rachadas, acrescentou.
Caracas teve vários prédios destruídos, e o Aeroporto de Maiquetía, que serve a capital venezuelana, foi fechado devido aos extensos danos. Pouco depois do terremoto na Venezuela, um terremoto de magnitude 6,9 ​​atingiu o norte do Japão na quinta-feira, informou a agência meteorológica do país, sem relatos de vítimas ou danos.
Um incêndio foi deflagrado em um depósito de combustível em Krasnodar, cidade no sul da Rússia, após o local ter sido atingido pelos destroços de um drone ucraniano abatido, anunciaram as autoridades locais nesta quinta-feira.
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“Após a queda dos destroços do drone, deflagrou um incêndio no depósito de petróleo de Poltavskaya. Os serviços de emergência e intervenção já estão a trabalhar no local”, escreveu Alexander Kharitonov, chefe do distrito de Krasnorameisky, na região de Krasnodar, nas redes sociais.
Os militares ucranianos atacam refinarias, oleodutos e depósitos de petróleo na Rússia quase todas as semanas, com o objetivo de privar Moscou das receitas provenientes da venda de hidrocarbonetos, que são utilizadas, entre outras coisas, para financiar a sua campanha militar na Ucrânia desde 2022.
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Estes bombardeios provocam frequentemente incêndios de grandes proporções, mas o seu impacto na produção russa permanece difícil de avaliar.
De acordo com um relatório recente da Energy Intelligence, uma empresa americana de pesquisa energética, cerca de um terço da capacidade de refinação de petróleo da Rússia foi paralisada devido aos ataques ucranianos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ofereceu ajuda à Venezuela após o país ter sido atingido por dois fortes terremotos, de magnitude 7,2 e 7,5, que provocaram momentos de pânico em Caracas e em outras regiões do país.
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Efeitos: terremotos na Venezuela têm reflexos no Brasil, e Prefeitura de Belém chega a determinar evacuação de prédios
“Os dois grandes terremotos que acabaram de atingir o grande povo da Venezuela são de proporções enormes e deixaram um número devastador de mortos”, escreveu Trump em sua plataforma de mídia social, Truth Social.
“Os Estados Unidos estão prontos, dispostos e aptos a ajudar! Ordenei a todas as agências do nosso governo que se preparem para agir rapidamente. Estaremos lá para nossos novos e grandes amigos”, acrescentou.
Trump diz que Estados Unidos estão ‘prontos e dispostos’ a ajudar a Venezuela após terremotos
Reprodução
Os tremores também foram sentidos na Colômbia e no Brasil e foram seguidos por 20 tremores secundários, segundo informações divulgadas pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e, posteriormente, pela presidente interina do país, Delcy Rodríguez. O número de feridos e mortos ainda é desconhecido, mas o USGS informou que, com base nos dados dos terremotos e no tipo de estruturas comuns na região, é provável que tenha ocorrido um desastre de grandes proporções, incluindo muitas vítimas e danos extensos.
O governo venezuelano declarou estado de emergência após os terremotos. O primeiro tremor, de magnitude 7,2 na escala Richter, teve seu epicentro a 21 km a oeste de Morón às 18h04 no horário local (19h04 em Brasília) e foi seguido quase um minuto depois por um tremor mais forte, de magnitude 7,5, a poucos quilômetros de distância, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
As cenas em Caracas eram de destruição e pânico, de acordo com um jornalista da AFP que viu um prédio de 22 andares completamente destruído na área de Chacao, na zona leste da cidade. Pessoas do lado de fora gritavam os nomes de seus parentes, e alguns voluntários escalavam os escombros. “Precisamos de lanternas”, implorava um deles ao cair da noite.
Do lado de fora do shopping Sambil, também em Chacao, Heidi Romero, uma comerciante de 42 anos, disse que era “inacreditável”.
“Nem sei quanto tempo durou. Eu estava no último andar. Muitas coisas caíram de algumas lojas. Saímos pelas escadas de emergência; foi assim que nos tiraram de lá”, disse ela à AFP. “As escadas cederam, a parede inteira rachou. Coisas caíram do teto. Foi horrível”, disse Odalis Escalona, ​​uma bancária de 54 anos.
Diversas áreas ficaram sem energia elétrica. Muitas ruas estavam cobertas de cacos de vidro. Pessoas que evacuaram prédios em Caracas esperaram mais de uma hora antes de retornar. Prédios desabaram em diferentes partes de Caracas, confirmaram jornalistas da AFP. Dezenas de socorristas trabalhavam entre os escombros em busca de possíveis vítimas e sobreviventes.
Efeitos na Ásia
Um terremoto, revisado para magnitude 7,2, atingiu o norte do Japão nesta quinta-feira, informou a agência meteorológica do país, sem relatos de vítimas ou danos. O tremor ocorreu próximo à região norte de Iwate e seu epicentro foi a uma profundidade de 44 km, informou a Agência Meteorológica do Japão, descartando a possibilidade de tsunami.
“Até o momento, não há informações que indiquem vítimas, mas continuaremos monitorando e avaliando a situação”, disse o porta-voz do governo, Minoru Kihara.
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Uma mulher na cidade de Hashikami, onde o tremor foi sentido com mais intensidade, disse à AFP que o único dano em sua casa foi uma fotografia emoldurada que caiu. Imagens da emissora pública NHK mostraram o trânsito fluindo normalmente na cidade de Hachinohe, com os semáforos funcionando normalmente.
O Japão é um dos países com maior atividade sísmica do mundo, situado sobre quatro grandes placas tectônicas no “Anel de Fogo” do Pacífico. A nação, um arquipélago de 125 milhões de habitantes, normalmente experimenta centenas de terremotos a cada ano.
Um terremoto, revisado para magnitude 7,2, atingiu o norte do Japão nesta quinta-feira, informou a agência meteorológica do país, sem relatos de vítimas ou danos. O tremor ocorreu próximo à região norte de Iwate e seu epicentro foi a uma profundidade de 44 km, informou a Agência Meteorológica do Japão, descartando a possibilidade de tsunami.
Prédios destruídos, feridos e pânico: veja imagens de destruição causada por terremoto na Venezuela
Efeitos: terremotos na Venezuela têm reflexos no Brasil, e Prefeitura de Belém chega a determinar evacuação de prédios
A agência havia relatado anteriormente uma magnitude de 6,9 ​​e uma profundidade de 50 km.
“Até o momento, não há informações que indiquem vítimas, mas continuaremos monitorando e avaliando a situação”, disse o porta-voz do governo, Minoru Kihara.
Uma mulher na cidade de Hashikami, onde o tremor foi sentido com mais intensidade, disse à AFP que o único dano em sua casa foi uma fotografia emoldurada que caiu. Imagens da emissora pública NHK mostraram o trânsito fluindo normalmente na cidade de Hachinohe, com os semáforos funcionando normalmente.
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O tremor ocorre pouco após dois fortes terremotos atingirem a Venezuela quase consecutivamente nesta quarta-feira, causando destruição generalizada, feridos e pânico em Caracas e outras regiões.
O Japão é um dos países com maior atividade sísmica do mundo, situado sobre quatro grandes placas tectônicas no “Anel de Fogo” do Pacífico. A nação, um arquipélago de 125 milhões de habitantes, normalmente experimenta centenas de terremotos a cada ano.
Ao não apenas sobreviver à guerra, mas também emergir com uma posição de destaque nas negociações de paz em curso, o governo iraniano sente-se fortalecido. Ainda assim, um ajuste de contas nacional se avizinha, à medida que o país mergulha cada vez mais na crise econômica e sua população permanece profundamente dividida após os protestos antigovernamentais que varreram o país pouco antes da guerra. Para evitar esses desafios, o governo iraniano está explorando a indignação popular com o ataque sofrido pelo país por potências estrangeiras. O Estado e seus apoiadores projetam um senso de unidade que acreditam poder alcançar grupos muito além de sua base de apoio mais radical. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Na madrugada de 19 de junho, um foguete decolou silenciosamente da Península de Māhia, na Nova Zelândia. Não houve transmissão ao vivo nem comunicado oficial. A Rocket Lab, empresa responsável pelo lançamento, e a Força Espacial dos Estados Unidos ficaram em silêncio por dias. Mas o que se descobriu foi que a missão secreta pôs uma espaçonave militar em órbita em menos de 17 horas para testar a perseguição de um possível adversário, feito inédito que pode alterar o equilíbrio estratégico entre as grandes potências. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O governo venezuelano declarou estado de emergência após dois fortes terremotos atingirem o país quase consecutivamente nesta quarta-feira, causando destruição generalizada, feridos e pânico em Caracas e outras regiões. O primeiro terremoto, de magnitude 7,2 na escala Richter, teve seu epicentro a 21 km a oeste de Morón às 18h04 no horário local (19h04 em Brasília) e foi seguido quase um minuto depois por um tremor mais forte, de magnitude 7,5, a poucos quilômetros de distância, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Os tremores foram sentidos até na Colômbia e no Brasil.
Efeitos: terremotos na Venezuela têm reflexos no Brasil, e Prefeitura de Belém chega a determinar evacuação de prédios
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As cenas em Caracas eram de destruição e pânico, de acordo com um jornalista da AFP que viu um prédio de 22 andares completamente destruído na área de Chacao, na zona leste da cidade. Pessoas do lado de fora gritavam os nomes de seus parentes, e alguns voluntários escalavam os escombros. “Precisamos de lanternas”, implorava um deles ao cair da noite.
Do lado de fora do shopping Sambil, também em Chacao, Heidi Romero, uma comerciante de 42 anos, disse que era “inacreditável”.
“Nem sei quanto tempo durou. Eu estava no último andar. Muitas coisas caíram de algumas lojas. Saímos pelas escadas de emergência; foi assim que nos tiraram de lá”, disse ela à AFP. “As escadas cederam, a parede inteira rachou. Coisas caíram do teto. Foi horrível”, disse Odalis Escalona, ​​uma bancária de 54 anos.
Diversas áreas ficaram sem energia elétrica. Muitas ruas estavam cobertas de cacos de vidro. Pessoas que evacuaram prédios em Caracas esperaram mais de uma hora antes de retornar. Prédios desabaram em diferentes partes de Caracas, confirmaram jornalistas da AFP. Dezenas de socorristas trabalhavam entre os escombros em busca de possíveis vítimas e sobreviventes.
Aeroporto Fechado
A presidente interina Delcy Rodríguez declarou estado de emergência devido à gravidade dos danos. “Vinte réplicas foram registradas; este é um evento com sérias consequências, […] alguns estados estão particularmente afetados”, declarou Delcy. Os tremores danificaram parte das instalações do Aeroporto Internacional de Maiquetía, em La Guaira, a cerca de 40 km de Caracas.
“O Aeroporto de Maiquetía está fechado devido aos graves danos em sua infraestrutura”, indicou a presidente.
Sentido até na Colômbia
O terremoto também foi fortemente sentido nos estados de Trujillo, Carabobo, Miranda e La Guaira, segundo o Ministro do Interior, Diosdado Cabello. O ministro indicou que ordenou o corte do fornecimento direto de gás para os prédios em Caracas.
“Temos algumas estruturas danificadas e não queremos que ocorra nenhum tipo de acidente com o gás”, disse ele. “Não há tsunami, nenhum perigo decorrente do recente terremoto” perto da costa venezuelana, indicou o sistema de alerta de tsunamis dos EUA, que emite previsões meteorológicas oficiais, no Canal X.
Terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingem a Venezuela
Carmen Guédez, de 69 anos, estava no quarto da irmã em Caracas quando o tremor começou.
“A intensidade foi aumentando”, disse a administradora, que mora em um bairro de classe média nas montanhas acima da capital, à AFP. “Comecei a ver as janelas se mexendo e, então, tudo tremeu. Minha irmã, uma vizinha e eu ficamos lá rezando, abraçadas. Não podíamos sair. Os vizinhos ainda estão na rua”, acrescentou.
A Venezuela é frequentemente atingida por terremotos. Os mais fortes dos últimos tempos foram os de Cariaco (nordeste) em 1997, que mataram 73 pessoas, e os de Caracas em 1967, que mataram 236. O terremoto foi sentido até mesmo na capital colombiana, Bogotá, onde lâmpadas balançaram, alarmes soaram e alguns moradores evacuaram prédios por precaução, segundo jornalistas da AFP.
A agência de gestão de riscos da Colômbia indicou que não houve relatos de emergências e descartou um alerta de tsunami. Pouco depois do terremoto na Venezuela, um terremoto de magnitude 6,9 ​​atingiu o norte do Japão na quinta-feira, informou a agência meteorológica do país, sem relatos de vítimas ou danos.
Os dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram a Venezuela nesta quarta-feira tiveram reflexos em território brasileiro. Registros de tremores foram relatados nas capitais Belém e Manaus, além das cidades de Santarém do Pará (PA), Macapá e Cutias do Araguari (AP).
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Nas redes sociais, o prefeito da capital paraense Igor Normando disse que prédios nos bairros Umarizal, Jurunas, Cremação e Pedreira foram evacuados por precaução e irão passar por avaliação das equipes técnicas.
“Seguimos monitorando a situação e adotando todas as medidas necessárias para garantir a segurança da nossa população”, escreveu Normando em uma publicação no X, antigo Twitter.
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Ao g1, o professor universitário Luiz Cláudio Fernandes, morador do bairro Batista Campos, disse que tremores foram sentidos no edifício em que mora, mas pelos moradores dos andares mais altos.
“Eu estava na academia do prédio, mas não senti, porque é embaixo. Mas a galera do alto, todo mundo sentiu. Todo mundo desceu correndo. Algumas famílias foram para casas de parentes”, disse o professor ao canal de televisão.
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Os tremores também foram sentidos em Manaus. Segundo a Rede Amazônica, moradores optaram por deixar alguns prédios da capital após sentirem o terremoto.
“A minha esposa veio do quarto correndo perguntando o que estava acontecendo, porque estava tremendo tudo lá onde ela estava. Então nós imediatamente descemos e comunicamos os vizinhos”, disse um morador do Condomínio Singolare, na Zona Centro-Sul de Manaus.
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Em Macapá, moradores também relataram tremores em prédios. O Corpo de Bombeiros informou que até o momento não há registros de danos estruturais e nem feridos. Na capital, um prédio de 23 andares foi evacuado, enquanto bombeiros faziam uma inspeção na edificação.
Os tremores também foram sentidos na Colômbia e foram seguidos por diversos tremores secundários, segundo informações divulgadas pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e pela agência de notícias AFP. Os abalos provocaram o desabamento de prédios na Venezuela.
“O tremor principal, de magnitude 7,5, foi precedido, com um intervalo de 39 segundos, por um tremor preliminar de magnitude 7,2”, afirmou o USGS, atualizando uma estimativa anterior sobre a magnitude deste último.

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