‘Abominável’: Premier britânico diz estar ‘horrorizado’ com incêndios antissemitas em Londres
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“Neste momento, embora se acredite que o alvo pretendido desta conspiração seja um local relacionado à comunidade judaica, o alvo ou local específico não é conhecido”, informou a Polícia Metropolitana de Londres em um comunicado.
As prisões foram realizadas nas cidades inglesas de Harpenden e Stevenage, e perto da cidade de Birmingham, bem como no subúrbio de Ealing, no oeste de Londres. Um grupo islâmico que, segundo a polícia, pode ter ligações com o Irã, reivindicou a autoria de vários ataques nos últimos meses, bem como de outros em toda a Europa.
A polícia disse que, desde o ataque incendiário de 23 de março no bairro de Golders Green, na capital britânica, no qual várias ambulâncias pertencentes a uma organização judaica de resgate voluntário foram incendiadas em frente a uma sinagoga, um total de oito pessoas foram acusadas de crimes relacionados a incêndio criminoso e 13 pessoas permanecem sob custódia policial ou em liberdade sob fiança enquanto são investigadas.
— Nossa mensagem é clara: não toleraremos essa intimidação de nossas comunidades e perseguiremos os responsáveis — disse Vicki Evans, coordenadora nacional sênior de policiamento antiterrorista da polícia. — Uma de nossas principais linhas de investigação é se criminosos terceirizados, ou seja, pessoas pagas para cometer um crime, estão sendo usados para realizar esses incêndios criminosos.
A declaração surge após o rabino chefe da Grã-Bretanha, Ephraim Mirvis, ter alertado no domingo que uma “campanha contínua de violência e intimidação contra a comunidade judaica do Reino Unido está ganhando força”, apontando para uma série de incêndios criminosos e tentativas de incêndio criminoso contra a comunidade.
Mirvis afirmou que uma sinagoga em Kenton, no noroeste de Londres, foi alvo de um “covarde ataque incendiário”, mencionando também outro ataque contra uma sinagoga no bairro de Finchley, no norte de Londres, na quarta-feira passada, além de uma tentativa de ataque a outro prédio em Hendon, também no noroeste da capital, na sexta-feira passada.
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Evans já havia afirmado em um comunicado divulgado no domingo que a polícia está investigando “a ameaça de agressão do Estado iraniano no Reino Unido”, observando o conflito em evolução no Oriente Médio, que tomou proporções bélicas no final de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã. A coordenadora identificou o grupo como Ashab al-Yamin, que, segundo ela, se traduz como “Movimento Islâmico dos Companheiros da Direita”.
O comunicado do fim de semana foi motivado por uma tentativa de incêndio criminoso em uma sinagoga durante a madrugada de sábado para domingo. Este foi o mais recente ataque contra judeus e locais judaicos na Grã-Bretanha nas últimas semanas, a maioria dos quais causou danos materiais menores, mas que geraram grande comoção na comunidade judaica do país. Os ataques ocorrem em meio a uma série de crimes semelhantes na Europa e nos Estados Unidos.
— Estamos testemunhando uma campanha coordenada contra londrinos e, especificamente, contra judeus britânicos — afirmou Matt Jukes, vice-comissário da Polícia Metropolitana, no último domingo em um comunicado.
(Com New York Times)








