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Segundo as autoridades, as investigações miram conteúdos publicados na internet que teriam exaltado os ataques e seus autores, ampliando a repercussão dos episódios de violência.
“Foram emitidas ordens de detenção contra 83 pessoas que realizaram publicações e atividades que fazem apologia de crimes e criminosos, afetando negativamente a ordem pública, e foram iniciadas ações legais contra elas”, afirmou a polícia em um comunicado.
Dois ataques
Um ataque a tiros em uma escola deixou nove mortos, incluindo oito estudantes, e 13 feridos nesta quarta-feira na província de Kahramanmaraş, no sudeste da Turquia, segundo o ministro do Interior, Mustafa Çiftçi, nesta quarta-feira. Seis dos feridos estão em estado grave, sendo três em condição crítica. O autor dos disparos era um aluno do ensino fundamental que utilizou armas do próprio pai, levadas em uma mochila, de acordo com autoridades locais ouvidas pela agência Reuters.
O ataque ocorreu em uma escola de ensino fundamental e foi o segundo caso do tipo registrado no país em apenas dois dias. O atirador, identificado como Isa Aras Mersinli, também morreu após o ataque, segundo o governador da província, Mükerrem Ünlüer.
O agressor tinha 14 anos, cursava o oitavo ano e portava cinco armas e sete carregadores, que, segundo as autoridades, pertenciam ao pai, um policial aposentado. A polícia prendeu o pai do jovem, Ugur Mersinli, para interrogatório, informou a agência oficial Anadol
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— Um estudante foi à escola com armas que acreditamos pertencerem ao pai dele na mochila. Ele entrou em duas salas de aula e abriu fogo ao acaso, deixando feridos e mortos — afirmou Ünlüer.
As salas de aula atingidas abrigavam alunos com cerca de dez anos de idade, segundo o governador.
— Ele atirou em si mesmo. Ainda não está claro se foi suicídio ou se aconteceu em meio ao caos — declarou.
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As circunstâncias do caso ainda são investigadas, incluindo como o estudante teve acesso às armas utilizadas.
O ministro da Justiça, Akın Gürlek, informou que promotores iniciaram uma investigação imediata sobre o ataque.
— Três procuradores-gerais adjuntos e quatro procuradores foram designados para a investigação. O procurador-geral e os procuradores seguem trabalhando no local. Foi decretada a proibição de divulgação de informações para preservar o andamento do caso, e é importante que os veículos de imprensa respeitem a confidencialidade — afirmou.
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As autoridades também proibiram a transmissão de imagens consideradas “traumáticas” do ataque, orientando a imprensa a se limitar às informações oficiais e dizendo que novos detalhes sobre o ataque devem ser divulgados conforme o avanço das investigações.
Pais correram para a escola no distrito de Onikisubat após relatos de um ataque armado, segundo a emissora NTV.
Na terça-feira, um adolescente armado com uma espingarda de caça deixou 16 feridos em uma escola técnica na província de Sanliurfa, no sudeste do país.
O atirador, um ex-aluno nascido em 2007, tirou a própria vida, informou o governador Hasan Şıldak. Segundo a emissora estatal TRT, entre os feridos estão estudantes e professores.
Imagens divulgadas pela imprensa local mostram alunos fugindo da escola.
— Ele abriu fogo de maneira aleatória no pátio e depois dentro da escola — disse uma testemunha à agência IHA.
Esse tipo de ataque é relativamente raro na Turquia, embora, segundo estimativas de uma fundação local, circulem dezenas de milhões de armas de fogo no país, a maioria de forma ilegal.









