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Uma política holandesa foi expulsa de seu partido após divulgar uma imagem de campanha fortemente alterada, que não corresponde à sua aparência real, desencadeando controvérsia entre eleitores e dirigentes partidários em Rotterdam, na Holanda.
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Patricia Reichman, de 59 anos, publicou a foto no jornal local BBL durante a campanha para integrar o conselho distrital da cidade. No entanto, após sua eleição, moradores perceberam que a mulher retratada — com aparência décadas mais jovem, pele suavizada e traços visivelmente editados — era muito diferente da vereadora eleita.
Imagem original (esquerda) de Reichman, e versão alterada (direita) publicada em jornal local BBL, de Roterdam
Reprodução: Leefbaar Rotterdam e BBL
A imagem mostra uma mulher loira com visual altamente retocado, cabelos ondulados brilhantes e olhos escurecidos, em contraste com a aparência atual de Reichman. Apesar da repercussão, a política nega ter manipulado a foto de forma enganosa.
“Passei a imagem por uma ferramenta online para aumentar a contagem de pixels. É realmente a minha foto; essa realmente sou eu”, afirmou ao jornal holandês Algemeen Dagblad. Ela acrescentou: “Estou um pouco diferente no momento, mas isso se deve a uma medicação que estou tomando. Isso vai acabar em breve.”
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Reichman também reconheceu a diferença entre as imagens. “Eu pareço muito mais jovem naquela foto”, disse. Ainda assim, sustentou que costuma aparentar menos idade: “Quando estou com meu filho, as pessoas acham que sou a namorada dele. Ouço isso com muita frequência, que pareço muito jovem para a minha idade.”
A controvérsia ganhou força após eleitores acusarem a política, que também atua na área da saúde, de utilizar inteligência artificial para melhorar sua imagem — o que ela nega. Paralelamente, reportagens levantaram dúvidas sobre sua residência no distrito que a elegeu, o que Reichman também contestou, afirmando possuir imóveis em duas regiões, sendo Blijdorp sua residência principal.
Diante do caso, o partido Leefbaar Rotterdam (“Rotterdam Habitável”) decidiu se afastar da vereadora. Em nota, a legenda afirmou que a foto “foi claramente fortemente manipulada com uso de IA e não constitui uma representação realista”.
“O conselho do partido foi surpreendido por uma investigação publicada no jornal AD, que revelou que uma candidata ao conselho distrital não reside no distrito. Além disso, surgiu controvérsia em relação a uma fotografia que ela mesma divulgou”, informou a legenda.
Inicialmente, o partido solicitou que Reichman renunciasse ao cargo e devolvesse o assento, mas ela se recusou. Como consequência, teve sua filiação revogada.
“Quando as informações fornecidas durante uma entrevista de candidatura se mostram incompatíveis com a realidade, não há base de confiança para continuar trabalhando juntos”, declarou o partido.
A polêmica repercutiu nas redes sociais, onde usuários ironizaram a situação. “Praticamente gêmeas”, comentou um internauta. “‘Aumentar a contagem de pixels’ para quê? Outra realidade?”, brincou outro. “Sempre há uma explicação razoável para tudo, ela é uma política nata”, disse mais um. Outros apontaram inconsistências na imagem: “Nem é a mesma cor dos olhos” e “Claro, é a ‘medicação’ que faz ela parecer ter 59 na vida real — não o fato de que ela tem 59”.
Eleita em 18 de março para representar um bairro do norte de Rotterdam por quatro anos, Reichman viu sua vitória ser ofuscada por uma controvérsia incomum, que levanta questionamentos sobre o uso de imagens manipuladas — especialmente com inteligência artificial — em campanhas políticas.
Uma cidade medieval considerada perdida há séculos foi descoberta na atual república russa da Chechênia, no Cáucaso Norte. Trata-se de Maghás, antiga capital do poderoso reino de Alânia, que permaneceu esquecida por gerações até ser identificada recentemente por arqueólogos.
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Ao longo da história recente, os seres humanos ergueram grandes cidades que, em muitos casos, acabaram reduzidas a ruínas. Longe de centros comerciais ou pontos estratégicos mais conhecidos, também existiram assentamentos de grande relevância para as sociedades que os construíram. Esse foi o caso de Maghás, cuja importância histórica contrastava com o longo período em que permaneceu oculta da modernidade.
A descoberta ocorreu durante uma expedição conduzida por especialistas da Academia Russa de Ciências. As escavações tiveram início de forma inesperada, quando operários do setor petrolífero começaram a trabalhar na construção do gasoduto Novogrozny-Serzhen-Yurt e encontraram restos ósseos e objetos metálicos enterrados. Segundo os pesquisadores, trata-se do maior achado arqueológico na região em anos.
Ítens tem origem especulada na cidade medieval perdida de Maghás
Reprodução: Александр Телишев/ТАСС
De acordo com informações divulgadas pela agência estatal russa TASS, o sítio arqueológico se estende por cerca de 350 hectares e reúne estruturas funerárias e moedas antigas. As características do local coincidem com descrições históricas de Maghás, uma fortificação situada em um ponto estratégico para a vida econômica e comercial do Cáucaso.
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Os alanos, povo nômade de origem iraniana, ocuparam a estepe euroasiática entre o primeiro milênio antes de Cristo e a Idade Média. Conhecidos por sua habilidade na cavalaria e por suas redes comerciais, fundaram, no século VI, a capital de seu reino, que se tornou um importante centro de poder regional.
A cidade, no entanto, foi destruída no início de 1239 por Batu Khan, neto de Genghis Khan, durante as invasões mongóis. Desde então, Maghás desapareceu dos registros visíveis da história, até sua recente redescoberta.
Uma série de mortes de detentos em uma prisão de Chicago, nos Estados Unidos, foi associada a uma nova e alarmante forma de tráfico de drogas: papel impregnado com substâncias sintéticas altamente tóxicas, capaz de ser fumado dentro das celas e difícil de detectar pelas autoridades.
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O caso veio à tona após a morte do detento Thomas Diskin, de 57 anos, encontrado sem vida em janeiro de 2023 no Centro Correcional do Condado de Cook. Não havia sinais de violência ou queda que explicassem o óbito — apenas pequenos pedaços de papel queimado espalhados pela cela.
“Eu disse: ‘Precisamos testar isso e descobrir o que está acontecendo’”, lembrou Brad Curry, chefe de gabinete do escritório do xerife local, para o jornal New York Post ao se referir aos fragmentos encontrados. Exames laboratoriais confirmaram que o papel estava embebido em um canabinoide sintético chamado Pinaca, substância que se mostrou letal quando fumada.
Antes que as autoridades conseguissem conter a prática, outros presos morreram em circunstâncias semelhantes. Em menos de duas semanas após o primeiro caso, um jovem de 23 anos foi encontrado morto. Menos de um mês depois, outro detento, de 35 anos, também morreu. Ao longo de 2023, seis presos morreram após consumir o papel contaminado, geralmente utilizando um pavio improvisado com papel higiênico ou tecido.
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A cadeia do Condado de County
Reprodução: Welsh Group
“Nós não sabíamos o que havia [no papel na cela de Diskin], mas sabíamos que era uma droga”, afirmou Curry. “E era uma corrida contra o tempo… tínhamos uma nova droga que é muito, muito tóxica e muito, muito letal, e aparentemente o Narcan não funcionava nela.”
As autoridades passaram a alertar os presos com mensagens diretas espalhadas pela unidade, que abriga cerca de 6 mil detentos: “Não use drogas na prisão se você quer viver”. Também intensificaram a inspeção de correspondências e revistas nas celas, buscando sinais como manchas ou descoloração no papel.
Apesar dos esforços, a droga continuou a entrar no presídio. Os pedaços são pequenos e difíceis de detectar — nem mesmo cães farejadores conseguem identificar o canabinoide sintético, segundo Curry. Como o papel é essencial para a comunicação dos detentos com familiares e para atividades administrativas, sua proibição total foi descartada.
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Com o aumento da vigilância, traficantes passaram a usar métodos mais sofisticados, como impregnar documentos jurídicos ou páginas de livros enviados por correio, disfarçados como encomendas legítimas. Uma única folha pode valer até US$ 10 mil (Aproximadamente R$ 50 mil), valor que, segundo as autoridades, levou até funcionários a participarem do esquema.
“Se você é um agente corrupto, [detentos que atuam como traficantes] vão dar uma certa quantidade disso toda vez que você trouxer uma folha de papel… então eles fazem isso pelo dinheiro. É muito lucrativo”, disse Curry.
Visitantes também são usados para o contrabando. Imagens de vigilância registraram, em maio de 2024, uma visitante arremessando discretamente um pequeno pedaço de papel ao detento durante uma visita.
Desde 2023, cerca de 130 prisões por crimes graves foram realizadas envolvendo contrabandistas e detentos ligados ao esquema. A adoção de máquinas capazes de identificar substâncias além de tinta em folhas ajudou a reduzir os casos: em 2024, apenas uma morte foi registrada. Ainda assim, há suspeitas de novos óbitos relacionados à prática em 2025 e 2026, aguardando confirmação oficial.
Outro fator de preocupação é a evolução das substâncias utilizadas, que se tornaram mais potentes ao longo do tempo. “Acho que o tipo de droga que estão usando agora, a potência dessa droga, provavelmente será um fator que contribui para vermos um aumento [nas mortes] este ano”, explicou Curry.
Embora o problema já tenha atingido outras prisões no país, autoridades temem que a técnica se espalhe para fora do sistema prisional. A dificuldade de identificação e o alto valor de mercado poderiam transformar o tráfico.
“Se você é um policial e aborda alguém… e há uma pilha de papel de escritório em uma embalagem aberta, você não faz ideia de que aquilo pode valer US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5 milhões) em drogas, e seus cães não vão detectar. Ninguém vai saber… até educarmos todos os policiais”, alertou.
“As consequências, se isso chegar às ruas, são enormes. Esta seria a maior guerra às drogas que você já viu na vida… haveria muitos novos traficantes milionários, porque ninguém perceberia por um bom tempo”, afirmou. “E como você mantém isso fora das escolas, se está em pedaços de papel? É aterrorizante. Seria pior do que o fentanil nas ruas.”
O Reino Unido afirmou nesta quinta-feira ter frustrado uma suposta operação secreta conduzida por submarinos da Rússia no Atlântico Norte, próximo a infraestruturas críticas como cabos de comunicação e gasodutos. Segundo o governo britânico, três embarcações foram monitoradas durante cerca de um mês até deixarem a região.
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De acordo com o secretário de Defesa britânico, John Healey, a ação envolveu um submarino de ataque e dois submarinos de espionagem, identificados em áreas próximas às águas do Reino Unido e de países aliados. A operação contou com o apoio de nações como a Noruega e mobilizou navios, aeronaves e centenas de militares.
— Nossas Forças Armadas deixaram claro que estavam sendo monitorados e que sua tentativa de operação secreta havia sido descoberta — afirmou Healey.
Segundo o governo britânico, não houve danos às estruturas submarinas, mas Londres fez um alerta direto a Moscou. Autoridades classificaram a atividade como potencialmente hostil e reforçaram que qualquer tentativa de sabotagem “não será tolerada” e poderá gerar consequências severas.
A movimentação ocorre em meio ao aumento das tensões entre Rússia e países da Otan desde o início da guerra na Ucrânia. Autoridades britânicas avaliam que a presença dos submarinos pode estar ligada a estratégias de espionagem e mapeamento de infraestrutura crítica no fundo do mar, considerada vital para comunicações e fornecimento de energia na Europa.
Ainda segundo o governo, a operação foi detectada enquanto a atenção internacional estava voltada para outros conflitos globais, o que teria sido aproveitado pela Rússia para intensificar atividades na região. Após o monitoramento e a resposta militar coordenada, os submarinos deixaram a área.
A poluição por plástico aumenta a cada dia; por isso, muitos países criaram iniciativas para reduzir seu uso. No entanto, em Uganda, ficou comprovado que esse resíduo também pode ser transformado em uma oportunidade que gera empregos sustentáveis, graças à engenheira e empreendedora Paige Balcom, que conseguiu transformar 142 toneladas de garrafas plásticas em telhas para construção.
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Este projeto, liderado pela empresa Takataka Plastics, busca não apenas reduzir as emissões poluentes, mas também gerar emprego para pessoas em situação de vulnerabilidade. Esse plástico tornou-se um recurso útil para a indústria da construção, pois tem sido usado para criar telhas ecológicas, reduzindo favoravelmente o impacto ambiental desse material.
A proposta conseguiu captar a atenção não só do país, mas do mundo inteiro, uma vez que, além da reciclagem, também proporciona uma saída real e comercial para os resíduos, transformando-os num produto resistente e funcional com procura no mercado.
É exatamente isso que busca a iniciativa de transformar garrafas em azulejos.
Ela se concentra principalmente na reutilização do plástico PET, um dos resíduos mais comuns e persistentes do mundo, para fabricar azulejos para o setor da construção civil.
Embora muitos possam pensar que se trata de um experimento isolado, é um modelo que a engenheira concebeu desde o início como uma solução prática e escalável, em vez de exportar resíduos ou depender de sistemas industriais complexos.
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Portanto, a principal proposta do projeto é processar o material dentro da própria comunidade, preservando o valor econômico na origem.
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Paige explicou que, apesar das muitas iniciativas de reciclagem em todo o mundo, elas geralmente não prosperam. No entanto, esta é diferente, pois os azulejos têm uma função clara, um mercado potencial e uma demanda que permite que o produto seja sustentável e produtivo.
Até o momento, o projeto conseguiu gerenciar mais de 142 toneladas de plástico, evitando a emissão de aproximadamente 312 toneladas de dióxido de carbono.
Além disso, de acordo com dados divulgados pela empresa, cada metro quadrado de azulejos fabricados evita a emissão de aproximadamente 28 quilos de CO₂ equivalente, um número que reflete o potencial desse tipo de material alternativo em comparação com processos mais poluentes.
Outro ponto forte desta iniciativa é que, além de ser um novo modelo de reciclagem, foi também concebida como uma ferramenta de inclusão social.
A empresa emprega pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo moradores de rua, mães solteiras e jovens com dificuldades de inserção no mercado de trabalho.
Após um voo ao redor da Lua repleto de momentos intensos e simbólicos, os quatro astronautas da missão Artemis II devem reentrar na atmosfera terrestre e amerissar na noite desta sexta-feira, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos.
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“Podemos começar a comemorar quando a tripulação estiver em segurança a bordo da embarcação de recuperação”, disse o vice-administrador da Nasa, Amit Kshatriya, durante uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira. “Será realmente nesse momento que poderemos deixar as emoções tomarem conta e começar a falar sobre o sucesso”, acrescentou.
Após se aventurarem a mais de 406.000 km da Terra, mais longe do que qualquer outro astronauta antes deles, a cápsula Orion, transportando os americanos Christina Koch, Victor Glover e Reid Wiseman, e o canadense Jeremy Hansen, deve pousar perto de San Diego por volta das 17h07, horário local (21h de sexta em Brasília).
A amerissagem deverá coroar esta missão de dez dias, que até agora foi executada com perfeição. Um retorno seguro daria à Nasa o alívio de ter enviado astronautas com sucesso ao espaço novamente, pela primeira vez desde o fim do programa Apollo em 1972, após anos de atrasos e incertezas.
Esse sucesso exige que o escudo térmico da Orion suporte os 2.700 °C gerados pelo atrito com a atmosfera durante a reentrada.
“Bola de Fogo”
“Passar pela atmosfera como uma bola de fogo” será uma experiência e tanto, comentou o piloto Victor Glover no início desta semana, confessando que, desde que foi selecionado para a tripulação em 2023, sente apreensão em relação a esse momento.
Embora essa fase seja sempre delicada para os astronautas que retornam da Estação Espacial Internacional, desta vez as preocupações são maiores pelo fato de ser o primeiro voo tripulado da Orion e de um problema ter sido detectado durante um teste não tripulado em 2022. Ao retornar à Terra, o escudo térmico que protege a espaçonave havia sido alterado “de uma maneira inesperada”, de acordo com um relatório técnico.
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Apesar dessa anomalia, a agência espacial americana decidiu manter o mesmo escudo térmico, revisando a trajetória para escolher um ângulo de entrada mais direto na atmosfera e, assim, limitar o ricochete que havia contribuído para a deterioração do escudo. Essa decisão gerou muita discussão e continua preocupando os principais funcionários da Nasa.
“Não vou parar de pensar nisso até que eles estejam na água”, reconheceu recentemente o administrador da Nasa, Jared Isaacman, em uma entrevista. “É impossível dizer que não restam apreensões irracionais”, admitiu, afirmando também que não tinha temores racionais sobre o assunto.
Insistindo nos inúmeros testes, simulações e modelos realizados, os funcionários da Nasa afirmam que confiam nos cálculos de seus engenheiros e que possuem uma margem de segurança suficiente.
Meta: 2028
Todos prenderão a respiração durante os 13 minutos — seis deles sem comunicação com a tripulação — entre a entrada da espaçonave na atmosfera, atingindo velocidades de 38.000 km/h, e seu pouso no Oceano Pacífico, após ser desacelerada por uma série de paraquedas robustos. As famílias dos astronautas estarão presentes para a ocasião no centro espacial da Nasa em Houston, que está coordenando a missão.
Como uma missão de teste acima de tudo, a Artemis II tem como objetivo permitir que a Nasa assegure que seus sistemas estejam prontos para viabilizar o retorno de americanos à superfície lunar, estabelecer uma base lá e se preparar para futuras missões a Marte. A Nasa almeja o primeiro pouso lunar em 2028, antes do fim do mandato de Donald Trump e da data estabelecida por seus rivais chineses para caminhar na Lua, em 2030.
Mas especialistas preveem novos atrasos, já que os módulos de pouso lunar ainda estão em desenvolvimento pelas empresas dos bilionários Elon Musk e Jeff Bezos. Enquanto isso, esta primeira missão tripulada de um programa que custou dezenas de bilhões de dólares e sofreu inúmeros contratempos e atrasos buscou reacender a paixão dos americanos pela exploração espacial. Mas também, a tripulação esperava, “permitir, mesmo que por um instante, que o mundo fizesse uma pausa”, confidenciou o comandante Reid Wiseman nesta semana.
A Ucrânia e a Rússia declararão um cessar-fogo incomum de 32 horas neste fim de semana, durante o feriado da Páscoa Ortodoxa, anunciaram os líderes dos dois países em guerra nesta quinta-feira. Durante os mais de quatro anos deste conflito no coração da Europa, já houve tréguas limitadas e breves, mas Moscou e Kiev rapidamente trocaram acusações de violações.
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Com as negociações para o fim das hostilidades prejudicadas pela guerra no Oriente Médio, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky disse nesta semana que apresentou uma proposta de trégua para o feriado por meio dos Estados Unidos, cujo governo tem liderado as negociações.
O Kremlin afirmou em um comunicado nesta quinta-feira que, por ordem do presidente Vladimir Putin, um cessar-fogo será declarado para o feriado da Páscoa Ortodoxa “das 16h (13h GMT) do dia 11 de abril até o final do dia 12 de abril de 2026”. O comunicado do Kremlin não mencionou a proposta inicial de Kiev.
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Horas depois, Zelensky respondeu: “A Ucrânia afirmou repetidamente que estamos preparados para tomar medidas recíprocas. Propusemos um cessar-fogo este ano durante o feriado da Páscoa e agiremos de acordo.”
“As pessoas precisam de uma Páscoa livre de ameaças e de progresso real rumo à paz, e a Rússia tem a oportunidade de evitar o retorno das hostilidades após a Páscoa”, acrescentou ele nas redes sociais.
Putin ordenou ao Estado-Maior russo que “cesse as operações de combate em todas as direções durante este período”, declarou o Kremlin, embora tenha especificado que as tropas estão preparadas para “responder a qualquer possível provocação do inimigo”.
“Presumimos que o lado ucraniano seguirá o exemplo da Federação Russa”, afirmou Moscou.
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A guerra na Ucrânia, desencadeada pela invasão russa em fevereiro de 2022, já ceifou centenas de milhares de vidas e deslocou milhões de pessoas, tornando-se o conflito mais mortal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Diversas rodadas de negociações lideradas pelos EUA não conseguiram produzir um acordo entre as partes em conflito, e o diálogo estagnou ainda mais, já que a atenção de Washington se voltou para o Irã desde 28 de fevereiro.
Progresso lento
Nos últimos anos, os combates na linha de frente diminuíram consideravelmente, e os ataques com drones agora dominam a guerra. Moscou obteve pequenos ganhos territoriais a um alto custo. Mas Kiev conseguiu recentemente recuperar terreno no sudeste, e os avanços russos têm diminuído desde o final de 2025, de acordo com o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), com sede nos EUA.
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Além dos contra-ataques ucranianos, analistas atribuíram a desaceleração à proibição imposta à Rússia do uso dos satélites Starlink da SpaceX e aos esforços de Moscou para bloquear o aplicativo de mensagens Telegram. Essa rede de satélites e o aplicativo de mensagens eram amplamente utilizados pelas tropas para se comunicarem, especialmente para coordenar ataques com drones.
A situação, no entanto, é desfavorável para a Ucrânia na região de Donetsk, de acordo com o ISW. Moscou exige que a Ucrânia retire suas tropas de duas cidades-chave na região sem combate, como parte de qualquer acordo de paz.
Nos últimos dias, a Ucrânia intensificou os ataques contra alvos russos relacionados à energia, especialmente portos de exportação de petróleo, após a alta dos preços do petróleo bruto em decorrência da guerra no Oriente Médio.
Na realidade, as negociações já pareciam estar em um impasse, visto que Moscou exige concessões territoriais e políticas de Kiev, que Zelensky rejeitou como equivalentes à capitulação. Moscou ocupa pouco mais de 19% do território ucraniano, a maior parte conquistada durante as primeiras semanas do conflito.
A Rússia proibiu nesta quinta-feira a atuação da organização de direitos humanos Memorial, ganhadora do Nobel da Paz em 2021, e realizou uma operação na sede do jornal independente Novaya Gazeta. Memorial e Novaya Gazeta são as duas organizações russas mais respeitadas que informam e documentam violações dos direitos humanos.
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Desde que enviou tropas à Ucrânia, há quatro anos, o Kremlin não apenas reprime a oposição à guerra, mas também lançou uma campanha mais ampla contra a dissidência, o que não acontecia desde a era soviética. A Memorial foi fundada no fim da década de 1980, para documentar as vítimas da repressão política nesse período, no qual milhões de pessoas morreram no sistema penal do Gulag.
Sob pressão do governo desde sua criação, a Memorial foi dissolvida formalmente pela Suprema Corte da Rússia em 2021. Desde então, opera em grande parte do exterior. Uma decisão judicial desta quinta classifica a organização como “extremista” e proíbe qualquer cooperação com esse grupo, além de permitir que seus simpatizantes sejam processados.
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O Novaya Gazeta, por sua vez, foi fundado em 1993 e reconhecido durante anos como principal veículo independente da Rússia. Ele foi alvo de autoridades por sua postura crítica em relação ao regime e por suas investigações sobre violações de direitos humanos. Forças de segurança russas entraram hoje na sede do jornal e prenderam um de seus principais jornalistas investigativos, segundo o veículo.
“Por volta das 12h, agentes encapuzados iniciaram uma busca na redação do Novaya Gazeta”, publicou o jornal em suas redes sociais. “Não sabemos o motivo. Os advogados do jornal não foram autorizados a entrar no escritório, onde alguns funcionários também estavam presentes”, acrescentou.
Duas vans do Comitê de Investigação da Rússia estacionaram em frente à sede do jornal, e vários funcionários ocuparam o saguão do prédio. O veículo, que era publicado em vários dias da semana, reduziu sua produção na Rússia após o início da guerra, mas sua versão eletrônica continuava disponível, apesar das ordens judiciais.
Então redator-chefe do jornal, Dmitry Muratov conquistou em 2021 o Nobel da Paz, por seus “esforços para proteger a liberdade de expressão”.
Após concluir com sucesso sua missão à Lua, a tripulação da Artemis II retornará à Terra nesta sexta-feira, amerissando no Oceano Pacífico, na costa da Califórnia, às 21h07. Depois de atingirem uma distância recorde de 406.771 quilômetros do nosso planeta, os astronautas Reid Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen serão submetidos a uma temperatura de 3.000°C e uma velocidade de 40 mil km/h durante a reentrada da cápsula na atmosfera, encerrando sua histórica missão à Lua que durou 10 dias. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Estados Unidos e Irã se preparam para iniciar conversas em Islamabad neste fim de semana, mas três questões centrais do acordo de cessar-fogo ameaçam dificultar o avanço das negociações: o controle do Estreito de Ormuz, o alívio de sanções e o programa de enriquecimento de urânio. A delegação americana será liderada pelo vice-presidente JD Vance, que se reunirá com autoridades iranianas ao lado de Steve Witkoff e Jared Kushner. Pelo lado iraniano, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, e o chanceler Abbas Araghchi participarão das negociações. Ambos os países terão como desafio fechar acordos limitados em um prazo de duas semanas, estabelecido pela trégua intermediada pelo Paquistão na terça-feira. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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