A tripulação da Artemis II retornará à Terra nesta sexta-feira, amerissando no Oceano Pacífico, na costa da Califórnia, às 21h07. Depois de atingirem uma distância recorde de 406.771 quilômetros do nosso planeta, os astronautas Reid Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen serão submetidos a uma temperatura de 3.000°C e uma velocidade de 40 mil km/h durante a reentrada da cápsula na atmosfera, encerrando sua histórica missão à Lua que durou 10 dias. O repórter Leonardo Marchetti, do GLOBO, explica como será a viagem de regresso, considerado um dos momentos mais críticos da missão, que trará os quatro astronautas de volta à Terra. Veja:
Como será o retorno da Artemis II para a Terra
A reentrada na atmosfera envolve diversos riscos, mas a Orion está equipada para enfrentá-los. Durante a volta, a cápsula fica envolta por uma bola de fogo, devido a compressão violenta do ar, e o calor extremo bloqueia temporariamente os sinais de rádio, deixando os astronautas sem contato com a base da Nasa.
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Então, uma onda de choque envolve a espaçonave, criando temperaturas do ar de 10.000°C ou mais – cerca de duas vezes a temperatura da superfície do Sol –, mantendo uma temperatura máxima na superfície do escudo térmico de de 3.000°C
Missão Artemis II: imagem divulgada pela NASA mostra a espaçonave Orion e a Lua
Divulgação/NASA/AFP
A cápsula Orion, que reentrará na atmosfera viajando a mais de 30 vezes a velocidade do som, possui um sistema de proteção térmica. Trata-se, na prática, de uma espécie de manta isolante que protege a espaçonave e sua tripulação do intenso fluxo hipersônico externo.
Problema no escudo térmico
Em novembro de 2022, a cápsula da missão Artemis I – um voo de teste não tripulado – rachou e perdeu mais material do que os engenheiros da Nasa haviam previsto. No entanto, após longas inspeções e análises, os engenheiros decidiram prosseguir com o mesmo tipo de escudo térmico na missão Artemis II.
cápsula da missão Artemis I rachou e perdeu mais material do que os engenheiros da Nasa haviam previsto
Divulgação / Nasa
Eles acreditam que a Artemis I perdeu partes de seu escudo térmico devido a um acúmulo de pressão dentro do material durante a fase de “salto” de sua reentrada, onde a espaçonave saiu da atmosfera para resfriar antes de realizar uma segunda reentrada, na qual pousou.
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Para a Artemis II, os engenheiros decidiram modificar ligeiramente a trajetória da cápsula para utilizar a sustentação, mas incluindo um “salto” menos definido. Os engenheiros, portanto, concluíram que uma trajetória de reentrada mais íngreme e curta minimizaria o tempo durante o qual o veículo seria exposto a altas temperaturas e ajudaria a manter os astronautas em segurança.
— Tenho confiança na abordagem e na solução da Nasa — afirmou Jud Ready, diretor executivo do Instituto de Pesquisa Espacial da Geórgia, em entrevista à Scientific American, revista americna de divulgação científica. — Foi um estudo rigoroso que utilizou experimentação em solo com pressões, temperaturas e taxas de variação de temperatura representativas.
Amerissagem
Em 13 minutos, a espaçonave Orion cairá de uma altitude de 121 km e percorrerá quase 3.218 km sobre o Oceano Pacífico até o “pouso na água” na costa da Califórnia. Durante quase metade desse tempo, a comunicação deles com a equipe da Nasa em terra será completamente interrompida, e os astronautas suportarão temperaturas de até 3.000°C.
O astronauta Victor Glover já disse que vem pensando nessa reentrada desde o dia em que foi selecionado para a missão, há mais de três anos.
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Nasa
Aproximadamente 20 minutos antes da reentrada, o módulo de serviço que deu suporte e forneceu energia à tripulação durante a missão se separará da Orion. Ele acaba se desintegrando na atmosfera antes de retornar à Terra por conta própria.
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Assim que a nave estiver na água, um sistema de cinco airbags laranja inflará ao redor da parte superior da espaçonave e a colocará na posição vertical, para que a tripulação possa sair.
Resgate
Liliana Villarreal, diretora do programa Artemis de pouso e recuperação, está liderando uma equipe a bordo do USS John P. Murtha, um navio de transporte que será usado para resgatar os astronautas após o pouso.
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Segundo ela, o navio, juntamente com pequenas embarcações, ficará posicionado a uma distância segura do local de pouso da Orion. Após uma rápida avaliação do ar e da água ao redor da cápsula, as embarcações abrirão a escotilha da Orion e ajudarão os astronautas a sair para uma balsa inflável chamada “Front Porch”.
E depois?
Então, dois helicópteros os levarão para as instalações médicas, onde recebem exames médicos imediatos. A cápsula será carregada no USS John P. Murtha e retornará à base naval mais próxima em até 24 horas após o pouso na água.
Na base, a Orion passa por algumas inspeções rápidas e, logo em seguida, será carregada em um caminhão de volta para a Nasa, na Flórida.
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A reentrada na atmosfera envolve diversos riscos, mas a Orion está equipada para enfrentá-los. Durante a volta, a cápsula fica envolta por uma bola de fogo, devido a compressão violenta do ar, e o calor extremo bloqueia temporariamente os sinais de rádio, deixando os astronautas sem contato com a base da Nasa.
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Divulgação/NASA/AFP
A cápsula Orion, que reentrará na atmosfera viajando a mais de 30 vezes a velocidade do som, possui um sistema de proteção térmica. Trata-se, na prática, de uma espécie de manta isolante que protege a espaçonave e sua tripulação do intenso fluxo hipersônico externo.
Problema no escudo térmico
Em novembro de 2022, a cápsula da missão Artemis I – um voo de teste não tripulado – rachou e perdeu mais material do que os engenheiros da Nasa haviam previsto. No entanto, após longas inspeções e análises, os engenheiros decidiram prosseguir com o mesmo tipo de escudo térmico na missão Artemis II.
cápsula da missão Artemis I rachou e perdeu mais material do que os engenheiros da Nasa haviam previsto
Divulgação / Nasa
Eles acreditam que a Artemis I perdeu partes de seu escudo térmico devido a um acúmulo de pressão dentro do material durante a fase de “salto” de sua reentrada, onde a espaçonave saiu da atmosfera para resfriar antes de realizar uma segunda reentrada, na qual pousou.
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Para a Artemis II, os engenheiros decidiram modificar ligeiramente a trajetória da cápsula para utilizar a sustentação, mas incluindo um “salto” menos definido. Os engenheiros, portanto, concluíram que uma trajetória de reentrada mais íngreme e curta minimizaria o tempo durante o qual o veículo seria exposto a altas temperaturas e ajudaria a manter os astronautas em segurança.
— Tenho confiança na abordagem e na solução da Nasa — afirmou Jud Ready, diretor executivo do Instituto de Pesquisa Espacial da Geórgia, em entrevista à Scientific American, revista americna de divulgação científica. — Foi um estudo rigoroso que utilizou experimentação em solo com pressões, temperaturas e taxas de variação de temperatura representativas.
Amerissagem
Em 13 minutos, a espaçonave Orion cairá de uma altitude de 121 km e percorrerá quase 3.218 km sobre o Oceano Pacífico até o “pouso na água” na costa da Califórnia. Durante quase metade desse tempo, a comunicação deles com a equipe da Nasa em terra será completamente interrompida, e os astronautas suportarão temperaturas de até 3.000°C.
O astronauta Victor Glover já disse que vem pensando nessa reentrada desde o dia em que foi selecionado para a missão, há mais de três anos.
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Nasa
Aproximadamente 20 minutos antes da reentrada, o módulo de serviço que deu suporte e forneceu energia à tripulação durante a missão se separará da Orion. Ele acaba se desintegrando na atmosfera antes de retornar à Terra por conta própria.
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Resgate
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E depois?
Então, dois helicópteros os levarão para as instalações médicas, onde recebem exames médicos imediatos. A cápsula será carregada no USS John P. Murtha e retornará à base naval mais próxima em até 24 horas após o pouso na água.
Na base, a Orion passa por algumas inspeções rápidas e, logo em seguida, será carregada em um caminhão de volta para a Nasa, na Flórida.









