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A tripulação da Artemis II retornará à Terra nesta sexta-feira, amerissando no Oceano Pacífico, na costa da Califórnia, às 21h07. Depois de atingirem uma distância recorde de 406.771 quilômetros do nosso planeta, os astronautas Reid Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen serão submetidos a uma temperatura de 3.000°C e uma velocidade de 40 mil km/h durante a reentrada da cápsula na atmosfera, encerrando sua histórica missão à Lua que durou 10 dias. O repórter Leonardo Marchetti, do GLOBO, explica como será a viagem de regresso, considerado um dos momentos mais críticos da missão, que trará os quatro astronautas de volta à Terra. Veja:
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A reentrada na atmosfera envolve diversos riscos, mas a Orion está equipada para enfrentá-los. Durante a volta, a cápsula fica envolta por uma bola de fogo, devido a compressão violenta do ar, e o calor extremo bloqueia temporariamente os sinais de rádio, deixando os astronautas sem contato com a base da Nasa.
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Então, uma onda de choque envolve a espaçonave, criando temperaturas do ar de 10.000°C ou mais – cerca de duas vezes a temperatura da superfície do Sol –, mantendo uma temperatura máxima na superfície do escudo térmico de de 3.000°C
Missão Artemis II: imagem divulgada pela NASA mostra a espaçonave Orion e a Lua
Divulgação/NASA/AFP
A cápsula Orion, que reentrará na atmosfera viajando a mais de 30 vezes a velocidade do som, possui um sistema de proteção térmica. Trata-se, na prática, de uma espécie de manta isolante que protege a espaçonave e sua tripulação do intenso fluxo hipersônico externo.
Problema no escudo térmico
Em novembro de 2022, a cápsula da missão Artemis I – um voo de teste não tripulado – rachou e perdeu mais material do que os engenheiros da Nasa haviam previsto. No entanto, após longas inspeções e análises, os engenheiros decidiram prosseguir com o mesmo tipo de escudo térmico na missão Artemis II.
cápsula da missão Artemis I rachou e perdeu mais material do que os engenheiros da Nasa haviam previsto
Divulgação / Nasa
Eles acreditam que a Artemis I perdeu partes de seu escudo térmico devido a um acúmulo de pressão dentro do material durante a fase de “salto” de sua reentrada, onde a espaçonave saiu da atmosfera para resfriar antes de realizar uma segunda reentrada, na qual pousou.
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Para a Artemis II, os engenheiros decidiram modificar ligeiramente a trajetória da cápsula para utilizar a sustentação, mas incluindo um “salto” menos definido. Os engenheiros, portanto, concluíram que uma trajetória de reentrada mais íngreme e curta minimizaria o tempo durante o qual o veículo seria exposto a altas temperaturas e ajudaria a manter os astronautas em segurança.
— Tenho confiança na abordagem e na solução da Nasa — afirmou Jud Ready, diretor executivo do Instituto de Pesquisa Espacial da Geórgia, em entrevista à Scientific American, revista americna de divulgação científica. — Foi um estudo rigoroso que utilizou experimentação em solo com pressões, temperaturas e taxas de variação de temperatura representativas.
Amerissagem
Em 13 minutos, a espaçonave Orion cairá de uma altitude de 121 km e percorrerá quase 3.218 km sobre o Oceano Pacífico até o “pouso na água” na costa da Califórnia. Durante quase metade desse tempo, a comunicação deles com a equipe da Nasa em terra será completamente interrompida, e os astronautas suportarão temperaturas de até 3.000°C.
O astronauta Victor Glover já disse que vem pensando nessa reentrada desde o dia em que foi selecionado para a missão, há mais de três anos.
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Nasa
Aproximadamente 20 minutos antes da reentrada, o módulo de serviço que deu suporte e forneceu energia à tripulação durante a missão se separará da Orion. Ele acaba se desintegrando na atmosfera antes de retornar à Terra por conta própria.
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Assim que a nave estiver na água, um sistema de cinco airbags laranja inflará ao redor da parte superior da espaçonave e a colocará na posição vertical, para que a tripulação possa sair.
Resgate
Liliana Villarreal, diretora do programa Artemis de pouso e recuperação, está liderando uma equipe a bordo do USS John P. Murtha, um navio de transporte que será usado para resgatar os astronautas após o pouso.
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Segundo ela, o navio, juntamente com pequenas embarcações, ficará posicionado a uma distância segura do local de pouso da Orion. Após uma rápida avaliação do ar e da água ao redor da cápsula, as embarcações abrirão a escotilha da Orion e ajudarão os astronautas a sair para uma balsa inflável chamada “Front Porch”.
E depois?
Então, dois helicópteros os levarão para as instalações médicas, onde recebem exames médicos imediatos. A cápsula será carregada no USS John P. Murtha e retornará à base naval mais próxima em até 24 horas após o pouso na água.
Na base, a Orion passa por algumas inspeções rápidas e, logo em seguida, será carregada em um caminhão de volta para a Nasa, na Flórida.
A missão da Nasa que leva astronautas a contornar a Lua reacendeu uma dúvida linguística: afinal, o correto é dizer “Ártemis” ou “Artêmis”? E por que a viagem ganhou esse nome?
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O nome do programa espacial tem origem na mitologia grega. Batizado de Programa Artemis (já em sua segunda edição), o projeto faz referência à deusa Ártemis, irmã gêmea de Apolo, que nomeou missões anteriores da Nasa, como a Apollo 11, famosa pelo pouso na Lua. Na tradição mitológica, ela é associada ao satélite da Terra, à natureza e à caça — elementos que inspiraram a escolha do nome para a nova fase de exploração lunar dos Estados Unidos.
A escolha também cria um elo simbólico com o programa Apollo, responsável por levar o homem à Lua entre as décadas de 1960 e 1970. Na mitologia, Apolo representa o Sol, enquanto Ártemis está ligada à Lua — uma dualidade que reforça a continuidade entre passado e futuro da exploração espacial.
Pronúncia em português
No Brasil, a forma correta de pronunciar o nome da deusa grega é com a tônica na primeira sílaba: Ártemis. E sim, com acento — como, via de regra, se escrevem as palavras proparoxítonas. A grafia de Ártemis segue o Vocabulário da Língua Portuguesa (1966), de Rebelo Gonçalves e o Vocabulário Onomástico da Língua Portuguesa (1999), da Academia Brasileira de Letras.
Curiosidade: em inglês, idioma oficial da missão, a pronúncia é “AR-te-mis”, com ênfase na primeira sílaba, assim como no português — só não tem acento.
Origem e significado do nome
O nome “Artemis” tem origem antiga e etimologia incerta, mas está ligado à cultura grega pré-clássica. A deusa era uma das principais divindades do panteão olímpico, filha de Zeus e associada à proteção, à natureza e à independência feminina.
Ao adotar o nome, a Nasa também buscou refletir valores contemporâneos: o programa prevê levar a primeira mulher e a primeira pessoa negra à superfície lunar, ampliando a diversidade em missões espaciais.
— Ela personifica nosso caminho para a Lua como o nome dos esforços da Nasa para levar novamente astronautas, além de uma nova leva de cargas científicas e demonstrações tecnológicas, à superfície lunar. Quando pousarem, os astronautas pisarão em um local onde nenhum ser humano esteve antes: o Polo Sul da Lua — publicou a Nasa em seu site oficial.
Missão rumo à Lua
O programa Artemis marca o retorno de missões tripuladas ao entorno lunar após mais de 50 anos. A missão Artemis II leva astronautas a orbitar a Lua, em um voo que atua como preparação para futuras tentativas de pouso no satélite natural.
Mais do que uma viagem, o nome “Ártemis” simboliza uma nova etapa da exploração espacial — conectando mitologia, ciência e ambição humana em torno do mesmo objetivo: voltar à Lua e avançar rumo a Marte.
Um drone de vigilância da Marinha dos Estados Unidos, o MQ-4C Triton — considerado o mais caro da frota americana — desapareceu nesta quinta-feira sobre o Estreito de Ormuz, pouco depois de emitir um alerta de emergência em voo.
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De acordo com relatos, a aeronave não tripulada, que pode chegar a custar US$ 200 milhões (aproximadamente R$ 1 bilhão), havia concluído cerca de três horas de monitoramento no Golfo Pérsico e na região do estreito e aparentava estar retornando à sua base, a Estação Aérea Naval de Sigonella, na Itália.
Dados do site de rastreamento aéreo Flightradar24 indicam que o drone fez uma leve curva em direção ao Irã no momento em que transmitiu o código 7700, usado para emergências gerais, e iniciou uma descida. Em seguida, perdeu altitude rapidamente até desaparecer.
Mapa de ação do drone americano MQ 4C desaparecido no golfo pérsico
Reprodução: FlightRadar
Ainda não está claro se o equipamento caiu ou foi abatido, algo nunca antes registrado com o modelo.
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O incidente ocorre dois dias após Estados Unidos e Irã chegarem a um acordo de cessar-fogo, com a reabertura do Estreito de Ormuz para o tráfego marítimo por parte de Teerã.
Um modelo do MQ-4C da Força Aérea Australiana
Reprodução: Northrop Gumman
Criado pela americana Northrop Grumman, o MQ-4C Triton é projetado para missões estratégicas de vigilância de longa duração, especialmente em áreas sensíveis como rotas marítimas. Diferentemente de aeronaves convencionais, o modelo é capaz de operar por mais de 24 horas a altitudes superiores a 15 mil metros, com alcance de aproximadamente 13,7 mil quilômetros.
O equipamento também atua em conjunto com aeronaves de patrulha P-8A Poseidon, funcionando como plataforma de observação de grande altitude. Até 2025, a Marinha dos EUA contava com cerca de 20 unidades do Triton, com planos de ampliar a frota.
Momentos de tensão marcaram o centro de Quevedo, no Equador, após o tombamento de um caminhão que transportava cerca de dez cabeças de gado por uma ladeira da cidade. O acidente ocorreu após a colisão com outro veículo, fazendo com que os animais corressem assustados por diversas vias e invadissem estabelecimentos comerciais.
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Segundo reportou o jornal local ALDIA, um touro foi amarrado por moradores em uma das principais vias do município da região central do país.
Nas redes sociais, viralizou o momento em que uma vaca, assustada, invadiu uma loja , derrubando motocicletas que estavam estacionadas na frente do local. O animal acabou sendo recapturado após cair.
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O acidente de trânsito, que também envolveu um carro preto, aconteceu no cruzamento das ruas 7 de Outubro e Segunda, provocando o derramamento de combustível e óleo na pista. Apesar do impacto, o motorista do caminhão sofreu apenas ferimentos leves e permanece em estado estável.
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Equipes da Agência de Trânsito Municipal e da Polícia Nacional estiveram no local para organizar o tráfego e realizar desvios. Máquinas pesadas foram utilizadas para remover o caminhão.
Já o Corpo de Bombeiros de Quevedo atuou na limpeza da via, utilizando serragem para absorver o diesel derramado e evitar novos acidentes na movimentada ladeira.
Considerados os piores bombardeios desde 1982, os ataques israelenses no Líbano da última quarta-feira, que deixaram mais de 300 mortos, incluindo 33 crianças, levaram o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) a afirmar que a intensificação da ofensiva tem um impacto catastrófico sobre crianças e adolescentes no país. Segundo o Unicef, o novo episódio de violência se soma a um total “estarrecedor” de cerca de 600 crianças mortas ou feridas no Líbano desde 2 de março.
Nesta sexta-feira, um ataque aéreo israelense no sul do Líbano matou oito membros das forças de segurança do Estado, segundo a agência de notícias estatal. Em resposta ao que classificou como uma “violação” do acordo de cessar-fogo, o grupo político-militar Hezbollah, aliado do Irã, afirmou ter lançado foguetes contra cidades no norte de Israel.
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Desde o início da guerra, quando Israel aproveitou o conflito no Irã para continuar seus ataques no Líbano — que dizem mirar o Hezbollah —, mais de um milhão de pessoas foram deslocadas em todo o país, incluindo cerca de 390 mil crianças, segundo a Unicef.
“O direito humanitário internacional é claro: civis, incluindo crianças, devem ser protegidos em todos os momentos”, afirmou a agência, em comunicado, acrescentando que há relatos de crianças sendo retiradas debaixo de escombros, além de outras desaparecidas, separadas de suas famílias e sofrendo traumas.
A agência da ONU alertou que o uso de armas explosivas em áreas densamente povoadas coloca as crianças em extremo risco e apelou a todas as partes para que respeitem o direito internacional. Israel e o Hezbollah continuaram a trocar ataques desde o início do instável cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, na última terça-feira.
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Os ataques no Líbano vêm pressionando o frágil acordo. Os EUA e Israel afirmam que o Líbano não estava incluído na pausa das hostilidades, enquanto o Irã e o Paquistão, que é mediador, disseram que sim, e países europeus e a Rússia apelaram para inclusão do país na trégua.
Na quinta-feira, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que ordenou a abertura de negociações diretas com o Líbano para discutir o “desarmamento do Hezbollah e o estabelecimento de relações pacíficas” entre os dois países, mas sem cessar os ataques contra o país. O anúncio foi feito um dia depois de o presidente americano, Donald Trump, ligar para o líder israelense e pedir, segundo as redes americanas CNN e NBC News, que iniciasse um diálogo e reduzisse os ataques para ajudar a garantir o sucesso do acordo de cessar-fogo temporário com o Irã, que trouxe uma relativa calma ao Golfo Pérsico desde então.
Beirute, por sua vez, quer um cessar-fogo antes do início de negociações. Citado pelo jornal israelense Haaretz, um funcionário libanês afirmou que realizar conversas nas condições atuais poderia prejudicar seriamente a legitimidade pública do governo, especialmente considerando o amplo apoio popular ao fim dos combates e ao retorno dos deslocados internos.
Israel mantém ataques
No entanto, o chefe do Estado-Maior do Exército israelense, Eyal Zamir, afirmou que as operações de combate no sul do Líbano continuam e que “não estão em cessar-fogo” com o Hezbollah.
— Estamos em estado de guerra, não estamos em cessar-fogo. Seguimos lutando neste setor. Este é nosso principal front de combate — afirmou Zamir, que também assegurou que Israel pode retomar combates no Irã “a qualquer momento e de forma muito poderosa”, apesar do atual acordo de cessar-fogo de duas semanas.
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O chefe militar acrescentou que as Forças Armadas israelenses (IDF, na sigla em inglês) atingiram alvos na capital e no leste do Líbano, afirmando que o Hezbollah está “em profundo choque”. As IDF, por sua vez, informaram que as operações continuam em todo o sul do Líbano, com ataques e ações terrestres voltados a eliminar ameaças às comunidades israelenses próximas à fronteira.
Na cidade de Hanawya, um ataque aéreo israelense matou uma pessoa e feriu outra, de acordo com a agência de notícias estatal.
‘Resposta’ do Hezbollah
Também nesta sexta, o Hezbollah anunciou que lançou mísseis contra uma base naval militar na cidade de Ashdod, no sul de Israel, em “resposta” aos bombardeios de quarta-feira e afirmou: “essa resposta continuará até que a agressão pare”.
Segundo o jornal israelense Haaretz, os ataques do Hezbollah danificaram uma escola vazia em Deir al-Asad, no norte de Israel. Não há, até o momento, informação sobre vítimas.
O líder do Hezbollah, Naim Qassem, prometeu continuar lutando contra Israel “até o último suspiro”, de acordo com um comunicado lido na Al Manar TV, emissora do grupo, nesta sexta-feira.
— Não concordamos em retornar à situação anterior e apelamos às autoridades para que ponham fim aos compromissos sem justificativa — disse ele, acusando Israel de lançar novos ataques, apesar do cessar-fogo estabelecido em novembro de 2024 com o grupo.
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O Irã, por sua vez, afirma que não tolerará a continuidade dos ataques no Líbano. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, exigiu o fim dos “massacres no Líbano”, e outras autoridades iranianas alertaram que os ataques constituem uma violação do cessar-fogo.
Negociações diretas
Sob pressão também de outros países, que pedem a inclusão do Líbano no acordo de cessar-fogo, o premier israelense disse que instruiu seu Gabinete a iniciar “negociações diretas” com Beirute “o mais rapidamente possível”. O embaixador de Israel nos EUA, Yechiel Leiter, vai liderar liderar as negociações em nome de Israel, que devem começar na próxima semana, em Washington. A embaixadora libanesa na ONU, Nada Hamadeh Mouawad, representará Beirute.
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As negociações entre Israel e o Líbano enfrentam enormes obstáculos, em parte porque o governo não tem controle direto sobre o Hezbollah, que resiste ao desarmamento. Nesta quinta, o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, ordenou ao Exército e às forças de segurança libanesas que intensificassem os esforços para estabilizar o controle do Estado sobre a região de Beirute, exigindo que apenas “forças legítimas” tivessem permissão para portar armas, em uma sinalização contra o Hezbollah.
Por causa da situação no Líbano, o Irã também mantém fechado o Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial. Na quinta, apenas oito embarcações com carga iraniana tiveram permissão de Teerã para cruzar a passagem, bem abaixo das 135 diárias. No X, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, alertou que a continuidade dos ataques israelenses contra o Hezbollah acarretará “custos explícitos e respostas enérgicas”.
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, afirmou nesta sexta-feira que seus “adversários” estariam tentando gerar “caos” e “conspirar com serviços de inteligência estrangeiros” com o objetivo de questionar o resultado das eleições legislativas marcadas para domingo, segundo mensagens publicadas no Facebook do próprio premier.
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A Hungria, país com pouco menos de 10 milhões de habitantes, realiza no domingo uma eleição parlamentar na qual Orbán, de 62 anos, busca um quinto mandato. No entanto, pela primeira vez desde que chegou ao poder em 2010, ele não lidera as pesquisas. Levantamentos independentes apontam vantagem para seu principal rival, o conservador pró-europeu Peter Magyar, líder do partido Tisza.
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Em publicação nas redes sociais, Orbán acusou seus “adversários” de “conspirar com serviços de inteligência estrangeiros” para “apoderar-se do poder”. O primeiro-ministro também afirmou haver “ameaças de violência” contra seus apoiadores, “acusações de fraude eleitoral fabricadas” e “manifestações pré-organizadas” antes mesmo da contagem dos votos.
Uma visita agendada do vice-presidente JD Vance deixa claro que a Rússia não é o único país interessado na vitória do líder húngaro, Viktor Orbán
Akos Stiller/The New York Times
Em resposta, Magyar pediu calma à população e defendeu que os húngaros “não cedam a qualquer provocação e mantenham a serenidade”. O opositor também afirmou que Orbán deveria “aceitar” o resultado das urnas com “a calma e a dignidade que se impõem”.
Em outro trecho divulgado pelo Facebook, o líder da oposição disse: “As fraudes eleitorais em curso, levadas a cabo há meses pelo partido no poder, Fidesz, bem como os atos criminosos, as operações de inteligência, a desinformação e as notícias falsas, não podem mudar o fato de que o Tisza vai ganhar estas eleições”.
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O cenário eleitoral ocorre em meio a disputas geopolíticas e tensões diplomáticas. Nesta semana, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, visitou Budapeste em uma tentativa de aproximação com o governo húngaro. Já o presidente norte-americano Donald Trump declarou apoio público a Orbán em sua rede Truth Social, afirmando: “Hungria: VOTEM POR VIKTOR ORBÁN. É um verdadeiro amigo, um lutador e um GANHADOR, e conta com meu apoio total e absoluto”.
O vice-presidente JD Vance e o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, em Budapeste, na terça-feira
Jonathan Ernst
Orbán mantém, há anos, uma relação próxima tanto com Washington quanto com Moscou, o que contrasta com suas frequentes tensões com instituições da União Europeia. O bloco europeu acusa o governo húngaro de enfraquecer o Estado de direito e restringir liberdades democráticas, além de ter congelado bilhões de euros em fundos destinados ao país.
Israel anunciou, nesta sexta-feira, que bloqueou a participação da Espanha em um centro liderado pelos Estados Unidos, criado para ajudar a estabilizar a situação na Faixa de Gaza após o cessar-fogo entre Israel e Hamas. O Centro de Coordenação Civil-Militar (CMCC, na sigla em inglês), localizado em Kiryat Gat, foi criado após a entrada em vigor do cessar-fogo em 10 de outubro, com o objetivo de monitorar a trégua e facilitar a entrega de ajuda humanitária ao território palestino.
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O CMCC é composto por militares e diplomatas de diversos outros países, incluindo França, Reino Unido e Emirados Árabes Unidos, que participam de reuniões sobre questões de segurança e humanitárias em Gaza, devastada por mais de dois anos de guerra.
Até então, representantes da Espanha também participavam dos trabalhos do CMCC. No entanto, nesta sexta-feira, o Ministério das Relações Exteriores de Israel anunciou sua decisão de impedir a participação da Espanha nas reuniões do CMCC.
— O viés anti-Israel do governo de [Pedro] Sánchez é tão extremo que perdeu toda a capacidade de agir construtivamente na implementação do plano de paz do presidente [Donald] Trump no CMCC — disse o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, em um comunicado, e concluiu: — a Espanha não terá permissão para participar do CMCC em Kiryat Gat.
As relações entre Israel e Espanha deterioraram-se desde que Madri reconheceu o Estado palestino em 2024.
Ambos os países retiraram seus embaixadores
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, tem sido um dos críticos mais contundentes da guerra de Israel em Gaza, que eclodiu após o ataque do movimento islamista palestino Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023. Sánchez também se opôs aos bombardeios militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que começaram em 28 de fevereiro.
Saar já havia acusado o governo espanhol de “se aliar a tiranos” por se opor aos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Também acusou a Espanha de ser “cúmplice na incitação ao genocídio contra judeus e de crimes de guerra” após reconhecer o Estado palestino.
A princesa consorte Mette-Marit da Noruega reapareceu em público nesta sexta-feira usando uma cânula nasal de oxigênio conectada a um aparelho carregado por um funcionário do palácio real.
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Diagnosticada há anos com fibrose pulmonar, a princesa, de 52 anos, enfrenta uma doença incurável que provoca dificuldades respiratórias e já a obrigou a se afastar de compromissos oficiais ou a reduzir sua agenda. Segundo o Palácio Real, ela pode precisar de um transplante.
Princesa consorte Mette-Marit da Noruega surge com cateter nasal de oxigênio em evento público
AFP
Nesta sexta-feira, Mette-Marit participou de uma recepção para atletas paralímpicos noruegueses em Oslo, acompanhada do marido, o príncipe herdeiro Haakon, e dos filhos, a princesa Ingrid Alexandra e o príncipe Sverre Magnus.
Saúde fragilizada e pressão pública
Nos últimos meses, a princesa tem enfrentado um período difícil.
A divulgação, no fim de janeiro, de documentos nos Estados Unidos revelou uma correspondência frequente, e por vezes de tom íntimo, entre 2011 e 2014 entre Mette-Marit e o criminoso sexual Jeffrey Epstein, que morreu na prisão em 2019.
Somam-se a isso os problemas judiciais de seu filho Marius Borg Høiby. Nascido de uma relação anterior, ele compareceu no início do ano a um julgamento por acusações de estupro e violência contra várias ex-companheiras.
O jovem admite parte dos fatos, mas nega as acusações mais graves, especialmente os supostos estupros cometidos contra quatro mulheres que não estariam em condições de resistir.
Em março, a Promotoria solicitou uma pena de sete anos e sete meses de prisão. Atualmente, Høiby não é formalmente membro da família real norueguesa.
O caso contribuiu para desgastar a imagem da monarquia no país.
Segundo pesquisas, a maioria dos noruegueses se opõe à possibilidade de que Mette-Marit ascenda ao trono ao lado do príncipe herdeiro Haakon.
O Vaticano negou, nesta sexta-feira, uma informação segundo a qual um alto funcionário do Pentágono teria repreendido seu enviado nos Estados Unidos por comentários do Papa Leão XIV considerados críticos às políticas do governo de Donald Trump.
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O papa Leão XIV, o primeiro sumo pontífice americano da história, mantém relações complicadas com a administração do presidente Donald Trump. Ele se manifestou contra a guerra no Irã e afirma rejeitar as orações “daqueles que fazem a guerra”.
A reunião em questão ocorreu no Pentágono em 22 de janeiro, antes da guerra no Irã, entre o subsecretário de Defesa encarregado de Assuntos Políticos, Elbridge Colby, e o cardeal francês Christophe Pierre, então núncio apostólico em Washington.
Informação ‘distorcida’
Na quinta-feira, o Pentágono já havia indicado que a informação, publicada no meio independente Free Press, havia sido “distorcida”. Segundo esse meio, o funcionário teria dito ao núncio (representante diplomático do Vaticano, equivalente a um embaixador) que os Estados Unidos “têm o poder militar para fazer o que quiserem” e que “a Igreja faria melhor em se manter à margem”.
Nesta sexta-feira, o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, emitiu um comunicado no qual afirmava que “a versão apresentada por alguns meios sobre essa reunião não corresponde de forma alguma à verdade”.
Pierre, que desde então se aposentou, reuniu-se com Colby no âmbito “dos deveres habituais de representante pontifício, o que proporcionou a oportunidade de trocar pontos de vista sobre assuntos de interesse mútuo”, indicou.
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Na quinta-feira, o Pentágono havia assinalado que a informação sobre essa reunião tinha sido “altamente exagerada e distorcida” e que o encontro consistiu em uma “conversa respeitosa e razoável”.
Relação desgastada
O Papa Leão XIV, que tem se posicionado contra a guerra no Oriente Médio, criticou as ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta semana de que ‘uma civilização inteira vai morrer esta noite’ caso o Irã não chegue a um acordo.
Presidente dos EUA, Donald Trump, durante cerimônia na Casa Branca
Brendan SMIALOWSKI / AFP
— Hoje, como todos sabemos, houve essa ameaça contra todo o povo do Irã. Isso é verdadeiramente inaceitável. Certamente, há questões de direito internacional envolvidas, mas, muito além disso, trata-se de uma questão moral — disse o Papa Leão XIV, à imprensa internacional.
O Pontífice acrescentou que quaisquer ataques à infraestrutura civil violam o direito internacional. Trump ameaçou o país persa de que atacaria alvos civis em seu território, incluindo pontes, infraestrutura do setor elétrico, entre outros. Ele pediu aos envolvidos na guerra com o Irã que “voltem à mesa de negociações”.
O Papa Leão XIV pediu que norte-americanos e outras pessoas de boa vontade a contatarem seus líderes políticos e representantes no Congresso para exigir que rejeitem a guerra e trabalhem pela paz.
As declarações foram dadas à imprensa nesta terça-feira (7) quando ele deixava sua casa de campo em Castel Gandolfo, ao sul de Roma, poucas horas antes do prazo final de Trump para que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz.
Quando a cápsula Orion cruzar a atmosfera da Terra a quase 40 mil km/h, envolta em plasma e temperaturas de quase 3.000 ºC, o astronauta Victor J. Glover, de 49 anos, estará entre os responsáveis por conduzir um dos momentos mais delicados da missão Artemis II: o retorno após dez dias no espaço.
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Artemis II: Quanto ganham os astronautas da Nasa?
Piloto da missão da Nasa que levou humanos de volta ao entorno da Lua, Glover é o primeiro homem negro a participar de uma missão lunar tripulada da agência — ao lado de Christina Koch, a primeira mulher; do canadense Jeremy Hansen, primeiro não-americano; e do comandante da missão, Reid Wiseman.
O marco, no entanto, se soma a uma trajetória construída ao longo de décadas na aviação naval e na exploração espacial.
“Passar pela atmosfera como uma bola de fogo” será uma experiência e tanto, disse. Em outro momento, admitiu:
— Ainda nem comecei a processar tudo o que aconteceu… e pilotar uma bola de fogo pela atmosfera é algo extremamente profundo.
Victor Glover
Reprodução/Instagram
A missão levou a tripulação a mais de 406 mil quilômetros da Terra (a maior distância já percorrida por humanos) e se aproxima da amerissagem no Oceano Pacífico, na costa da Califórnia.
Muito antes da Lua
Antes de se tornar um dos rostos da nova era lunar, Glover já acumulava um currículo técnico raro. Nascido em Pomona, na Califórnia, em 1976, ele ingressou na Marinha dos Estados Unidos e recebeu suas asas de aviador em 2001.
Pilotou caças como o F/A-18 Hornet e o Super Hornet, participou de operações de combate e atuou como piloto de testes. Ao longo da carreira militar, somou mais de 3.500 horas de voo, incluindo mais de 400 pousos em porta-aviões — um dos exercícios mais exigentes da aviação.
Victor Glover e família
Reprodução/Instagram
A transição para a Nasa veio em 2013. Dois anos depois, já estava apto a voar. Sua primeira missão espacial ocorreu em 2020, como piloto da Crew-1, a bordo da cápsula Dragon Resilience, da SpaceX.
Durante cerca de seis meses na Estação Espacial Internacional, Glover atuou como engenheiro de voo nas Expedições 64 e 65. Realizou quatro caminhadas espaciais e participou de experimentos científicos, manutenção da estação e atividades educacionais.
De volta à Terra, assumiu funções estratégicas dentro da Nasa, incluindo o papel de CapCom — elo direto entre astronautas em órbita e o controle da missão — e posições de liderança no Escritório de Astronautas.
Formado em Engenharia Geral pela California Polytechnic State University, ele também obteve três títulos de mestrado em áreas como engenharia de sistemas e ciência operacional militar.
Ao longo da carreira, recebeu condecorações como a Medalha de Serviço Superior de Defesa e a Medalha de Exploração Espacial da Nasa, além de figurar em listas como a TIME 100 Next.
A combinação de experiência operacional, formação técnica e atuação em equipe ajudou a colocá-lo entre os nomes escolhidos para a Artemis II.
Vida pessoal
Casado com Dionna Odom, de Berkeley, e pai de quatro filhas, Glover construiu sua trajetória conciliando a exigência da carreira militar e espacial com a vida familiar.
Victor Glover e família
Reprodução/Instagram
Glover também foi acompanhado “de perto” pela família durante a missão.
Em um dos momentos que repercutiram nas redes sociais, uma de suas filhas publicou um vídeo bem-humorado com a legenda: “Quando seu pai pilota com sucesso a Artemis II até a metade do caminho para a Lua… e você esquece a dança”.
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Em outra publicação, em uma sequência de fotos, a filha escreveu: “Pai, não poderíamos estar mais orgulhosas. Amamos você e sentimos sua falta, até breve”.
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Marco em longa trajetória
O fato de ser o primeiro homem negro em uma missão lunar carrega peso histórico e representa um marco no percurso de Glover. Engenheiro, piloto de testes, militar e astronauta, ele chega à Artemis II como parte de uma geração preparada para retomar a exploração humana do espaço profundo.
Formado em Engenharia, com três mestrados em áreas como sistemas e operações militares, ele também integra organizações como a Society of Experimental Test Pilots e a Association of Space Explorers.
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Na fase final da missão, a atenção se volta à reentrada, etapa em que precisão e engenharia são decisivas. A cápsula Orion precisará suportar condições extremas antes de desacelerar e pousar no mar.
Para Glover, o impacto da viagem ainda está longe de ser totalmente compreendido.
— Vou ficar pensando e falando sobre isso pelo resto da minha vida — disse.

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