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Artemis II: Astronautas pousam no Pacífico após 10 dias de missão lunar histórica; Siga ao vivo Histórica viagem de 10 dias ao redor da lua teve capítulo final — e mais delicado — com o pouso da cápsula dos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen no Oceano Pacífico
A missão Artemis II, lançada no dia 1 de abril, fez a maior aproximação da Lua em pouco mais de cinco décadas. A espaçonave Orion, que levou quatro astronautas a bordo, retornou à Terra nessa sexta-feira, dia 10, com transmissão ao vivo da Nasa, depois de sobrevoar a Lua e registrar imagens inéditas e em altíssima nitidez tanto do satélite como da Terra. O GLOBO quis saber dos leitores qual foi o aspecto mais marcante da missão.
As respostas enviadas comentam aspectos variados, mas principalmente a oportunidade de conseguirem ter visto a face oculta da Lua.
Veja abaixo algumas das respostas:
“A gente admira a Lua de tão longe que vê-la mais próxima do possível torna-se esplendoroso.” (Ana de Moraes)
“Para mim, o mais impactante foi poder ver o lado oculto da Lua. Além de inédito, é um privilégio que poucos seres humanos poderão ter.” (Celso Côrtes )
“O que eu achei mais marcante foi o cuidado que a NASA teve treinando astronautas para baterem fotos excelentes durante o voo. Foram dois anos de treinamento, incluindo fotografarem uma Lua inflável. Além disso eles cuidaram de mandar equipamentos que possibilitassem fotos incríveis, como por exemplo a capa antirreflexo colocada na janela para bloquear a luz interna e impedir que o reflexo no vidro atrapalhasse a qualidade fotográfica. Citemos também a escolha cuidadosa das câmeras e lentes. Uma das que podemos ver nas fotos divulgadas pela NASA é uma teleobjetiva, que possibilitou uma foto aproximada da Lua mesmo a uma relativa longa distância.” (Aurélio Emmerick Ferreira)
Cápsula com os astronautas da missão Artemis II pousa no Oceano Pacífico, na costa de San Diego, Califórnia
Nasa / AFP
“Foram momentos marcantes os vividos pelos astronautas da missão Artemis II, tendo sido esta aventura espacial-lunar acompanhada por nós, presos a este mundo em conflitos, graças à publicidade da imprensa e da mídia em geral. Entre os fatos marcantes da missão está a bateria de fotos obtida pela tripulação da espaçonave. Em especial, a Terra azul de corpo inteiro e o pôr da Terra visto da perspectiva lunar.” (Carlos Henrique Louzada)
“Visualizar o lado oculto da Lua por inteiro.” (Marcelo José Chueiri)
“A volta do interesse humano pelos mistérios do universo.” (Júlia Garcia de Campos)
Após dez dias de uma jornada acompanhada por bilhões de pessoas na Terra, a Missão Artemis II, a primeira viagem tripulada em direção à Lua em mais de 50 anos, terminou com uma reentrada e um pouso perfeitos da cápsula Orion no Oceano Pacífico, na noite desta sexta-feira. Embora não tenha chegado ao solo lunar, a missão era considerada uma das mais importantes das últimas décadas para o retorno humano a nosso satélite natural, e para sua potencial ocupação permanente.
— Que jornada. Estamos estáveis. Quatro tripulantes “verdes” (nomenclatura que indica que todos estão bem) — disse o comandante da Missão Artemis II, Reid Wiseman, logo depois da espaçonave tocar o oceano.
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A Orion pousou no Oceano Pacífico às 21h07 , pelo horário de Brasília, perto da costa de San Diego, no estado americano da Califórnia, e os quatro serão resgatados pelo navio USS John P. Murtha, com o apoio de embarcações menores. Para que deixem a cápsula em segurança, há uma espécie de balsa, apelidada de “varanda da frente”. Em seguida, serão levados para um período de recuperação e exames médicos antes de serem liberados.
“Os Estados Unidos estão de volta à ativa, enviando astronautas à Lua e trazendo-os de volta em segurança”, escreveu, na rede social X, o chefe da Nasa, Jared Isaacman. “Esses talentosos astronautas inspiraram o mundo e representaram suas agências espaciais e nações como embaixadores da Humanidade junto às estrelas.”
Tal como sua missão preparatória, a Artemis I, lançada sem tripulantes no final de 2022, a Artemis II conviveu com atrasos, alterações nos planos e uma troca na Casa Branca que colocou novamente a Lua no centro das prioridades espaciais. O presidente dos EUA, Donald Trump, que em seu primeiro mandato queria colocar astronautas no satélite natural até 2024, estabeleceu como nova meta 2028, seu último na Presidência. Até 2032, deseja ver uma base permanente. Por isso, demonstrar que os EUA tinham capacidade para recolocar humanos na Lua era crucial, em uma corrida contra um programa espacial chinês que também quer as pegadas de seus taikonautas ali até 2030.
— Estamos voltando à Lua. E vamos ficar. Estamos construindo uma presença duradoura. Vamos dominar as habilidades necessárias na superfície lunar para que um dia possamos realizar missões a Marte. É um momento emocionante, incrivelmente empolgante. E não estamos fazendo isso sozinhos. Estamos levando todos conosco — disse Isaacman a jornalistas, a bordo do USS John P. Murtha, enquantoa aguardava o resgate.
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Antes da data inicial de lançamento, em março, foram detectados problemas como um vazamento de hidrogênio, e o consenso foi pelo adiamento para o dia 1º de abril. Desta vez, sem sustos, imprevistos ou questões técnicas: às 19h35, pelo horário de Brasília, o foguete levando a cápsula Orion e seus quatro tripulantes — Reid Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen — rompeu a atmosfera rumo à órbita lunar.
— Gostaria de começar parabenizando a equipe da Nasa e nossos bravos astronautas pelo lançamento bem-sucedido da Artemis II. Foi algo realmente extraordinário — disse Trump, no dia 1º de abril, no mesmo pronunciamento em que exaltou a guerra contra o Irã.
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Fora da atmosfera, os astronautas tinham diante de si o planeta azul onde todos os seres humanos, desde o início da História, nasceram, viveram e construíram suas trajetória. A primeira imagem, feita por Wiseman, foi batizada de “Olá, Mundo”. A bordo, os quatro “brigavam” pelos melhores lugares da Orion: as janelas.
— Fenomenal. Nenhum de nós consegue almoçar porque estamos grudados na janela. Estamos tirando fotos. Reid disse que não aguenta mais — disse Jeremy Hansen, durante uma entrevista a veículos de comunicação, por videoconferência.
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A queima de injeção translunar direcionou a espaçonave em uma rota que não era usada por humanos desde 1972. A Lua crescia nas janelas, ao mesmo tempo em que a Terra ficava mais distante. Além dos exercícios, obrigatórios para enfrentar os impactos da ausência da gravidade nos músculos, a tripulação revisava ordens e preparava equipamentos da etapa mais aguardada da missão: fotografar e filmar de perto a Lua, inclusive seu lado oculto.
— É uma visão belíssima — disse Christina Koch, especialista da missão, ao controle da missão na Terra. — Estamos vendo cada vez mais do lado distante [da Lua], e é simplesmente emocionante estar aqui.
O astronauta da NASA e comandante da missão Artemis II, Reid Wiseman, tirou esta foto da Terra da janela da espaçonave Orion em 2 de abril
NASA/Divulgação
Mas nem só de sorrisos se fez a aproximação lunar. Na noite de sexta-feira, a Nasa revelou problemas com o banheiro da Orion, um equipamento de US$ 23 milhões que parou de funcionar logo depois do lançamento. A função de “encanador espacial” ficou com Koch, e no sábado a Nasa confirmou que tudo funcionava perfeitamente — até então, os dejetos produzidos foram armazenados em sacolas próprias, como as usadas nos anos 1960.
— Acho que essa fixação com o banheiro é meio que da natureza humana —disse John Honeycutt, líder da equipe de gerenciamento da missão da Nasa. — E é mais difícil de administrar no espaço.
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Nasa
Com todos equipamentos a bordo funcionando, na segunda-feira a Orion entrou na esfera de influência lunar, quando a espaçonave passou a ser “puxada”, e bateu o recorde de mais longa distância viajada no espaço — 400.771 km —, um feito que pertencia à Apollo 13, em 1970. Àquela altura, detalhes reservados a poucos mortais começaram a se apresentar.
— A Lua que estamos vendo não é a mesma Lua que você vê da Terra — disse Koch ao comando da missão. — A Lua é realmente um corpo celeste com seu próprio propósito no Universo. Não é apenas um cartaz no céu que passa despercebido.
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No ponto máximo de aproximação, a Orion chegou a 6,5 mil km de distância da superfície. Contrastes de luz e sombra nas crateras foram notados em suas nuances mais sensíveis. O “terminador”, limite entre as partes clara e escura da Lua, foi descrito como “visualmente fascinante” pelo piloto da missão, Victor Glover. Em um dos momentos mais emocionantes da jornada, Hansen pediu, em nome da tripulação, que uma das crateras observadas recebesse o nome de Carroll, em homenagem à mulher de Wiseman, que morreu de câncer em 2020.
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O aguardado e temido blecaute de comunicações durante a passagem pelo lado oculto da Lua, anunciado pelo “pôr da Terra” no horizonte lunar, durou cerca de 40 minutos, sem sustos. Neste período, a tripulação conseguiu observar o impacto de meteoritos no solo, um fenômeno raro que rendeu alguns gritos de comemoração na Orion e no centro de comando de terra.
— [O fenômeno é] algo que não testemunhamos com frequência — disse a astronauta reserva da missão, Jenni Gibbons. — Eles eram uma prioridade científica muito alta para nós, então o fato de terem visto quatro ou cinco foi simplesmente extraordinário.
Em um presente de despedida, os quatro testemunharam um eclipse solar visto apenas para quem estava a bordo da Missão Artemis II. Era hora de aproveitar o impulso do nosso satélite natural de volta à Terra, na etapa considerada a mais arriscada da jornada.
A calmaria do espaço foi substituída pelo caos da reentrada, quando a cápsula que percorreu 406 mil km foi envolta por uma bola de fogo, uma onda de choque e uma temperatura no escudo térmico de 3.000ºC, voando 30 vezes mais rápido do que a velocidade do som. A bordo, ficaram sem comunicação por seis minutos, sem controle direto e sem banheiro, desativado cerca de três horas antes do pouso. Em novembro de 2022, a cápsula da Artemis I – um voo de teste não tripulado – sofreu uma perda inesperada de carbono no escudo térmico, mas os engenheiros garantiram ter encontrado as causas e sanado o problema para o voo seguinte.
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De acordo com os planos atuais da Nasa, a Missão Artemis III, que também não pousará, tem lançamento previsto para 2027, enquanto a Artemis IV, que deve levar os primeiros astronautas à Lua desde 1972, tem como meta ganhar o espaço em 2028.
Os representantes de Israel e Líbano nos EUA conversaram por telefone nesta sexta-feira, o primeiro contato direto entre os dois lados para discutir o fim da nova ofensiva militar israelense no país árabe. Uma reunião em Washington está marcada para a próxima semana, mas o diplomata israelense antecipou que um tema não estará na pauta: o cessar-fogo contra o Hezbollah, sugerindo que os bombardeios e a ofensiva terrestre continuarão, uma ameaça também à trégua na guerra contra o Irã.
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Em comunicado, Yechiel Leiter confirmou a conversa com a embaixadora libanesa, Nada Hamadeh Maacoud, assim como a reunião na próxima terça-feira, em Washington, dando início a “negociações formais de paz”, com o apoio do goverrno americano. Mas ele acrescentou que “Israel se recusou a discutir um cessar-fogo com a organização terrorista Hezbollah, que continua a atacar Israel e é o principal obstáculo para a paz entre os dois países”. Sem citar o grupo político-militar, a Presidência do Líbano confirmou a reunião “para analisar o anúncio do cessar-fogo e a data de início das negociações entre o Líbano e Israel, sob os auspícios dos EUA”.
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Horas depois do anúncio de uma trégua de duas semanas na ofensiva de EUA e Israel contra o Irã, na segunda-feira, as forças israelenses lançaram um violento ataque contra o Líbano, nominalmente contra o Hezbollah, mas que atingiu áreas densamente povoadas onde a organização não está presente militarmente. De acordo com o Ministério da Saúde libanês, 357 pessoas morreram. Novos bombardeios ocorreram nos dias seguintes, assim como lançamentos de foguetes do Hezbollah contra o território israelense. Desde o começo do mês passado, quando teve início a ofensiva de Israel no país árabe, quase duas mil pessoas morreram.
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Os combates no Líbano, uma frente secundária da guerra contra o Irã, são hoje o maior risco à manutenção da trégua no Golfo Pérsico. Inicialmente, o Paquistão, que media o diálogo entre Teerã e Washington, afirmou que o território libanês estava incluído no cessar-fogo. Israel, com o apoio dos EUA, negou a alegação e prosseguiu com os ataques. O Irã afirmou que se tratava de uma violação do acordo, voltou a fechar o Estreito de Ormuz e ameaçou retomar os lançamentos de drones e mísseis.
Na véspera da primeira reunião entre representantes de EUA e Irã no Paquistão, neste sábado, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que a interrupção dos combates no Líbano, além do descongelamento de bilhões em fundos iranianos no exterior, eram condições obrigatórias para que se sentasse à mesa. As delegações já estão em Islamabad.
— Considero a conversa telefônica entre os embaixadores [libanês e israelense] uma boa notícia — disse Henry Ensher, ex-embaixador americano, à rede catariana Al Jazeera. — Se os iranianos querem uma desculpa para iniciar as negociações, esta seria a ideal. Afinal, os libaneses já concordaram em dialogar diretamente [com os israelenses], então por que os iranianos não deveriam seguir em frente e negociar com os americanos que estão no Paquistão?
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Segundo o portal Axios, EUA e Libano pediram, antes da reunião da semana que vem, que Israel pause os bombardeios temporariamente, e que adote o mesmo entendimento de novembro de 2024, determinado ao final de outra guerra contra o grupo xiita: o de que ações armadas só devem ser realizadas contra ameaças iminentes. O jornal libanês L’Orient Le Jour alega que o experiente embaixador Simon Karam, que já negociou com Israel, pode participar do encontro, e que os EUA exigem um compromisso de Beirute sobre o desarmamento do Hezbollah — na véspera, o premier de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que “negociações [com o Líbano] se concentrarão no desarmamento do Hezbollah e no estabelecimento de relações de paz entre Israel e o Líbano”.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse nesta sexta-feira (10) que deverá incluir no pacote de medidas do governo federal contra o endividamento os estudantes que estão em atraso com os pagamentos do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES). Lula, no entanto, não detalhou como ocorreria o processo de renegociação dessas dívidas.

“Está aumentando o endividamento dos meninos do FIES. E nós vamos ter que colocar eles também na nossa negociação de endividamento. A gente não pode tirar o sonho de um jovem que está devendo o seu curso universitário”, disse Lula, ao inaugurar, em Sorocaba (SP), uma nova unidade do Instituto Federal de São Paulo (IFSP).

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“Ele [o estudante] vai pagar a dívida dele sendo um profissional competente, porque se ele for um profissional competente, ele vai melhorar a qualidade produtiva do nosso país”, ressaltou o presidente. 

Dados do Ministério da Educação (MEC), de outubro de 2025, mostram que 160 mil estudantes estão com parcelas em atraso no FIES, o que representa R$ 1,8 bilhão em saldo devedor.

Investimento

O presidente voltou a frisar que os recursos destinados à educação devem ser vistos como investimento e não como gasto. Lula reforçou que mantém a convicção de que o desenvolvimento do país está diretamente ligado à ampliação da educação no país.

“Ninguém tirará de mim a convicção de que não existe outra saída para que o Brasil se defina como um país altamente desenvolvido do ponto de vista democrático, do ponto de vista civilizatório, do ponto de vista tecnológico, do ponto de vista econômico, a não ser fazer investimento na educação”. 

O presidente comparou os recursos necessários para a manutenção de um estudante e de uma pessoa encarcerada.

“Um prisioneiro, no presídio federal de segurança máxima, custa R$ 40 mil reais por ano. Nas outras cadeias, R$ 35 mil reais por ano. Um estudante, no Instituto Federal, custa 16 mil reais por ano, ou seja, metade do que custa um bandido”, disse.

“A gente investe em bandido quando a gente não investe na educação”, acrescentou.

Emendas parlamentares

Em seu discurso, o presidente sugeriu que cada deputado federal e cada senador se comprometa a utilizar as emendas parlamentares para a criação de uma escola no país. Segundo Lula, se os parlamentares adotassem a ideia, o problema da educação estaria resolvido no Brasil. 

“Vamos supor que cada deputado tenha R$ 40 milhões por ano de emenda. Cada deputado e cada senador. Imagina se todos eles assumirem a responsabilidade de financiar a construção de uma escola. São 513 deputados, são 513 escolas. São 81 senadores, são 81 escolas. Resolvemos o problema da educação”, acrescentou.

Trump

No fim do discurso, em tom de brincadeira, Lula disse que se o presidente estadunidense soubesse o que é um pernambucano não faria ameaças contra o Brasil. Lula ressalvou, no entanto, que o país é pacífico e valoriza a paz e o amor.

“Se ele soubesse o que é um nordestino nervoso, ele não brincaria com o Brasil”, disse. 

“De qualquer forma, nós não queremos guerra. Nós queremos paz. Nós queremos ter acesso à cultura, passear, estudar, namorar, brincar. Quem quiser guerra, vá para o outro lado do planeta, porque aqui nós somos a terra de paz e do amor”, acrescentou.

IFSP

A nova unidade do instituto federal inaugurada nesta sexta-feira em Sorocaba foi viabilizada pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).

Iniciadas em 2024, as instalações têm 4,6 mil metros quadrados de área construída, e oferecerão estrutura completa para o ensino técnico e tecnológico, incluindo blocos de salas de aula, laboratórios do tipo oficina e bloco administrativo.

A roteirista Antonia Pellegrino é a nova presidenta da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Com trajetória consolidada no audiovisual e na gestão pública, ela assume o comando da empresa após atuar, desde 2023, como diretora de Conteúdo e Programação da EBC, período em que liderou a reconstrução da TV Brasil, ampliando a audiência e fortalecendo a programação cultural.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira, destaca que seu convite a Antonia Pellegrino reflete o compromisso com o fortalecimento da comunicação pública no país.

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“Antonia reúne experiência em gestão, sensibilidade editorial e profundo conhecimento do audiovisual brasileiro. Sua trajetória à frente do conteúdo da EBC demonstra capacidade de inovar, ampliar o alcance e reafirmar o papel estratégico da comunicação pública para a democracia, que é o cerne da nossa gestão da Secom”, afirmou.

À frente da área de conteúdo, Antonia coordenou iniciativas estratégicas como a reformulação do programa Sem Censura, vencedor do Prêmio APCA 2024 de Melhor Programa de Televisão, e a realização do maior edital da história do campo público de comunicação: a Seleção TV Brasil, que vai investir de R$ 110 milhões na produção audiovisual independente, incluindo, de forma pioneira, uma novela. Também foi responsável pela ampliação da presença da emissora no esporte, com destaque para a transmissão do futebol feminino.

Com formação em ciências sociais e mestrado em literatura, cultura e contemporaneidade pela PUC-Rio, além de mestrado em administração pública pela FGV-Ebape, Antonia reúne experiência em gestão e produção cultural.

No audiovisual, construiu trajetória premiada como roteirista, com reconhecimento de instituições como a Academia Brasileira de Letras e a Academia do Cinema Brasileiro, além de festivais internacionais.

Colaborou no roteiro do documentário Democracia em Vertigem, indicado ao Oscar, e desenvolveu projetos para diferentes plataformas, como a série Amar É Para os Fortes, em parceria com Marcelo D2, e o filme Manas (2024). Também atuou como autora em novelas e seriados para televisão e streaming, além de manter produção literária e jornalística, com passagens por veículos como Folha de S.Paulo e Piauí.

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A casa de Sam Altman, CEO da empresa de inteligência artificial OpenAI, em São Francisco, foi alvo de um ataque com um coquetel molotov na madrugada desta sexta-feira (10), horário local. Um homem de 20 anos encontrado cerca de uma hora depois foi preso suspeito de ter lançado o explosivo, segundo a empresa de tecnologia e a polícia.
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O dispositivo incendiou o portão externo da casa de Altman, no bairro de Russian Hill, antes do amanhecer, informou o Departamento de Polícia de São Francisco em um comunicado. O suspeito fugiu a pé, mas foi encontrado cerca de uma hora depois, pouco depois das 5h da manhã (9h horário de Brasília), ameaçando incendiar a sede da OpenAI.
Ninguém ficou ferido e não ficou claro se Altman estava em casa. A OpenAI é mais conhecida por executar o aplicativo de inteligência artificial (IA) ChatGPT. A empresa confirmou o caso e emitiu um comunicado falando sobre o incidente, o qual o Tha Gardian teve acesso. A nota dizia:
“Na madrugada de hoje, alguém lançou um coquetel molotov na casa de Sam Altman e também fez ameaças à nossa sede em São Francisco . Felizmente, ninguém ficou ferido”, disse um porta-voz. “Agradecemos profundamente a rapidez com que o Departamento de Polícia de São Francisco respondeu e o apoio da cidade para ajudar a manter nossos funcionários em segurança. O indivíduo está sob custódia e estamos auxiliando as autoridades policiais na investigação.”
Allison Maxie, porta-voz do departamento de polícia, disse que acusações estavam pendentes contra o suspeito, cujo nome ela não revelou.
Ainda na manhã desta sexta-feira, a OpenAI enviou um comunicado aos funcionários, o qual assegurava não haver ameaça imediata para as equipes do local ou para outros escritórios. O comunicado também mencionava o aumento da presença policial e de segurança nos arredores dos escritórios da empresa em Mission Bay.
(Com The New York Times)
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O príncipe Prince Harry está sendo processado por difamação pela organização beneficente africana Sentebale, que ele próprio ajudou a fundar, em mais um capítulo da crise interna que envolve a instituição. A ação foi apresentada no Tribunal Superior de Londres e também inclui como réu o ex-conselheiro da entidade Mark Dyer. Em resposta, ele rejeitou “categoricamente” à acusação, informou um porta-voz à AFP nesta sexta-feira.
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O filho mais novo do rei Charles III e um ex-membro do conselho da ONG, Mark Dyer, são citados como réus no processo.
— Como cofundadores da Sentebale e membros fundadores do conselho, eles rejeitam categoricamente essas alegações ofensivas e prejudiciais. É extraordinário que fundos de caridade estejam sendo usados agora para promover uma ação judicial contra as próprias pessoas que construíram e apoiaram a organização por quase duas décadas — afirmou o porta-voz em comunicado.
O processo judicial ocorre após uma série de desentendimentos públicos entre Harry e a atual direção da ONG, especialmente com a presidente do conselho, Sophie Chandauka. O príncipe havia deixado o cargo de patrono da organização em 2025, após uma disputa considerada irreconciliável.
Criada em 2006 em homenagem à princesa Diana, a Sentebale atua no apoio a jovens afetados pelo HIV e pela AIDS no sul da África, especialmente em países como Lesoto e Botsuana.
Registros judiciais indicam que a ação foi protocolada como um processo padrão de difamação, dentro das regras civis britânicas. Os detalhes específicos das acusações ainda não foram divulgados publicamente.
O embate entre Harry e a liderança da entidade se agravou nos últimos anos, incluindo acusações de má gestão e conflitos sobre governança. Investigações anteriores de autoridades britânicas não encontraram evidências de assédio sistêmico, mas apontaram falhas administrativas e criticaram a exposição pública do conflito, que afetou a reputação da instituição.
A oposição da Venezuela pediu nesta sexta-feira a convocação de novas eleições presidenciais, alegando a existência de uma “ausência absoluta” do ex-presidente Nicolás Maduro após o fim do prazo de 90 dias previsto na Constituição para substituições temporárias no comando do país.
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O pedido ocorre mais de três meses após a saída de Maduro do poder. A atual presidente interina, Delcy Rodríguez, que era vice do ex-mandatário, assumiu o cargo em 5 de janeiro, dois dias depois de sua captura por forças dos Estados Unidos. Maduro responde a acusações de narcotráfico em Nova York.
Em comunicado, o partido Vente Venezuela, liderado pela opositora María Corina Machado, afirmou que o prazo constitucional foi esgotado e que cabe agora à Assembleia Nacional reconhecer formalmente a vacância do cargo.
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“Já transcorreram, desde a data em que ocorreu a retirada de Maduro, mais de 90 dias que estabelece o artigo 234 constitucional para que a Assembleia Nacional passe a considerar o que todo o país e a comunidade internacional democrática sabem e constatam: a existência de uma ausência absoluta na Presidência da República”, afirmou o partido.
O partido também afirmou que, conforme a Constituição, “devem ser convocadas eleições presidenciais nos 30 dias seguintes a essa declaração”.
María Corina Machado, líder oposicionista da Venezuela
Brendan Smialowski/AFP
Pelas regras constitucionais venezuelanas, a ausência temporária do presidente pode ser suprida pelo vice por até 90 dias, prazo que pode ser prorrogado uma vez. Caso esse período seja ultrapassado, o Parlamento deve decidir se a situação configura uma ausência definitiva, o que abre caminho para novas eleições.
Pressão política e impasse institucional
Até o momento, a convocação de eleições não entrou na pauta da Assembleia Nacional, controlada por aliados do governo. Rodríguez também não se manifestou publicamente sobre a possibilidade de um novo pleito.
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A pressão por eleições, no entanto, tem crescido entre partidos e organizações políticas, que também pedem mudanças no Conselho Nacional Eleitoral (CNE), acusado pela oposição de favorecer o governo.
A crise eleitoral remonta à disputa presidencial de julho de 2024, quando Maduro foi declarado vencedor para um terceiro mandato sem a divulgação detalhada das atas de votação. O órgão eleitoral alegou um ataque hacker. A oposição denunciou fraude e reivindicou a vitória do candidato Edmundo González Urrutia, que posteriormente se exilou após ser alvo de processos judiciais.
Sob liderança de María Corina Machado, a oposição chegou a reunir e digitalizar atas eleitorais para contestar o resultado, embora o governo tenha classificado o material como fraudulento.
Protestos e pressão por transição
Em meio ao impasse, manifestações voltaram às ruas. Segundo a oposição, mais de 2 mil pessoas participaram de um protesto recente em Caracas.
“Ontem, nas ruas de Caracas, ficou demonstrado mais uma vez que a transição para a democracia é urgente, IMPOSTERGÁVEL”, escreveu Machado na rede X.
Especialistas avaliam que, do ponto de vista constitucional, o prazo para convocação de eleições já poderia estar em curso. Para o cientista político Nicmer Evans, do Centro de Estudos Estratégicos Democracia e Inclusão (CEEDI), há expectativa por um processo eleitoral rápido, embora condicionado a mudanças institucionais.
Segundo ele, seria necessário um processo de “depuração” do sistema eleitoral antes da realização de um novo pleito. Nesse cenário, eleições poderiam ocorrer até o fim deste ano ou, no mais tardar, no início de 2027, com maior confiança de eleitores e observação internacional.

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