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Viagens espaciais são para a política dos Estados Unidos um pouco como a Copa do Mundo de futebol é para o Brasil. Um presidente pode não ter nada a ver com uma campanha bem sucedida, mas tende a se beneficiar do sentimento de união nacional que ela cria. O que cientistas questionam agora é se Donald Trump merece surfar no sucesso da missão Artemis II enquanto tenta cortar o orçamento da Nasa. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O comportamento errático e as declarações extremas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas últimas semanas reacenderam o debate sobre sua saúde mental — uma discussão que o acompanha desde que entrou na cena política nacional, há uma década. Falas desconexas, difíceis de acompanhar e, por vezes, carregadas de termos ofensivos culminaram na ameaça de que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, ao se referir ao Irã na semana passada, e em um ataque contundente ao Papa Leão XIV no domingo, a quem chamou de “fraco no combate ao crime e péssimo em política externa”. As declarações deixaram muitos com a impressão de um líder desequilibrado. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou nesta segunda-feira que Washington deixou claras suas “linhas vermelhas” a Teerã durante as negociações para pôr fim à guerra no Oriente Médio e que agora cabe ao Irã dar o próximo passo. Vance liderou a delegação americana que se reuniu com autoridades iranianas no Paquistão durante o fim de semana, conversas que terminaram sem acordo para encerrar o conflito iniciado com os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro.
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“Realmente acredito que a bola está no campo do Irã, porque colocamos muito sobre a mesa. De fato, deixamos muito claro quais eram nossas linhas vermelhas”, declarou Vance em entrevista à Fox News.
Segundo ressaltou, “há duas coisas em particular nas quais o presidente dos Estados Unidos deixou muito claro” que será inflexível: o controle americano do urânio enriquecido do Irã e um mecanismo de verificação que garanta que Teerã não desenvolva armas nucleares.
“Uma coisa é os iranianos dizerem que não vão ter uma arma nuclear. Outra coisa muito diferente é nós estabelecermos o mecanismo para garantir que isso não aconteça”, afirmou Vance.
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O vice-presidente lembrou que uma das condições acordadas entre os dois países para o cessar-fogo anunciado na semana passada é a reabertura completa do Estreito de Ormuz, vital para o mercado mundial de petróleo e que Teerã bloqueou.
O Comando Sul dos EUA, responsável por operações militares na América Latina e Caribe, anunciou nesta segunda-feira mais um ataque contra barcos acusados de ligação com o narcotráfico, deixando dois mortos. Desde o ano passado, o governo americano, como parte de sua nova estratégia de combate aos cartéis na região, realizou 50 ataques, nos quais 170 pessoas foram mortas, mas jamais apresentou provas da ligação dos tripulantes com o crime.
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Em publicação na rede social X, os militares americanos afirmaram que “a embarcação estava navegando por rotas conhecidas de narcotráfico no Pacífico Oriental e estava envolvida em operações de narcotráfico”, sem detalhar de que tipo ou perto da costa de qual país ela ocorreu. Duas pessoas morreram, continua a mensagem. Um vídeo em baixa qualidade mostra o que parece ser um barco de pesca atingido por um míssil, seguido por uma explosão.
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Segundo levantamento da rede NBC News, desde o ano passado, quando os EUA posicionaram um grande contingente naval na região do Caribe e do Pacífico Oriental, 51 barcos foram destruídos em 50 ataques, deixando 170 mortos. Os tripulantes são descritos pelos militares americanos como “narcotraficantes” ou “combatentes”, mas Washington jamais detalhou as informações de inteligência que levaram a tais conclusões.
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Alguns carteis do tráfico foram classificados pelo governo americano como organizações terroristas, o que dá (em tese) argumentos legais para justificar as ações. As explicações não convenceram muitos além das lideranças em Washington e de aliados políticos na região, e a política da Casa Branca é alvo de duras críticas da comunidade internacional.
— Os EUA devem interromper tais ataques e tomar todas as medidas necessárias para impedir a execução extrajudicial de pessoas a bordo dessas embarcações, independentemente da conduta criminosa alegada contra elas — disse, em outubro do ano passado, Volker Türk, alto comissário da ONU para os Direitos Humanos. — Nenhum dos indivíduos nas embarcações visadas parecia representar uma ameaça iminente à vida de outras pessoas ou justificar o uso de força armada letal contra eles sob o direito internacional
Durante as fracassadas negociações sobre a guerra de EUA e Israel contra o Irã, no fim de semana, um ponto surgiu como o principal obstáculo a um acordo: o futuro do programa nuclear iraniano, acusado de ter fins militares (o que Teerã nega). Segundo a imprensa americana, os EUA exigiram a suspensão total do enriquecimento de urânio por 20 anos, além da retirada de material enriquecido do país. Na contraproposta, o Irã sugeriu nesta segunda-feira um prazo menor, de cinco anos, com menos restrições do que exigia Washington.
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De acordo com o jornal New York Times, citando fontes no governo americano, os iranianos se mostraram dispostos a uma pausa de cinco anos em suas atividades nucleares, mas rejeitaram se livrar do material enriquecido — estima-se que o país tenha cerca de 440 kg de urânio enriquecido dentro do país. Ao invés disso, relata a publicação, se ofereceram para diluir o material a um grau que impeça seu uso em armas nucleares, proposta similar à feita nas negociações interrompidas pela guerra, em fevereiro. A oferta foi recusada por Washington.
No fim de semana, como revelou o portal Axios, os americanos exigiram a suspensão do enriquecimento por 20 anos e que todo o material enriquecido em instalações iranianas seja retirado do país. Os russos, aliados de Teerã, já se ofereceram para receber o urânio como parte de um futuro acordo com os EUA. Em 2015, como parte do hoje finado acordo internacional sobre o programa nuclear do Irã, que limitava a quantidade de material enriquecido dentro do país, a Rússia recebeu 11 toneladas de urânio.
Diplomatas que acompanharam as discussões no Paquistão relataram que a questão nuclear foi o principal ponto de discórdia entre EUA e Irã. Um dos objetivos apresentados pelo presidente americano, Donald Trump, para a guerra é impedir que o regime em Teerã obtenha uma arma nuclear.
Durante os ataques de junho do ano passado ele determinou que instalações de enriquecimento fossem atacadas. Na ocasião, Trump disse que havia “obliterado” o programa nuclear iraniano, algo que seus serviços de inteligência não comprovaram. Na atual guerra, uma operação terrestre para capturar o material enriquecido dentro do Irã chegou a ser cogitada, afirmou a imprensa dos EUA.
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Embora os prazos sugeridos pelos dois lados sejam distintos, a sua discussão pelos negociadores mostra que o diálogo está aberto entre Teerã e Washington. Para mediadores ouvidos pelo Axios, um desafio a ser superado é a falta de confiança sobre a mesa. Ainda não há uma data para uma nova reunião, tampouco se sabe se haverá uma.
“As negociações de Islamabad lançaram as bases para um processo diplomático que, se a confiança e a vontade forem fortalecidas, poderá criar uma estrutura sustentável que atenda aos interesses de todas as partes”, disse o embaixador iraniano no Paquistão, Reza Amiri Moghadam, na rede social X.
Os diplomatas iranianos lembram que as últimas duas rodadas de negociações foram interrompidas por ações militares, e até pouco tempo havia a suspeita de que uma nova reunião serviria para assassinar os representantes de Teerã. Segundo o Axios, os representantes do Irã acreditavam, até a manhã de domingo, que um acordo preliminar era possível, mas foram surpreendidos pela saída da delegação americana, anunciada pelo vice-presidente, JD Vance, em Islamabad. Horas depois, Trump disse que iria impor um bloqueio naval aos portos iranianos, que entrou em vigor nesta segunda-feira.
— Os iranianos ficaram furiosos com aquela entrevista coletiva — disse uma fonte com acesso às discussões ao Axios.
A agência espacial dos Estados Unidos (Nasa) divulgou nesta segunda-feira duas novas imagens da Lua feitas durante a missão Artemis II, a primeira viagem tripulada em direção à Lua em mais de 50 anos. A jornada, que durou dez dias e foi acompanhada por todo o mundo, terminou com uma reentrada e um pouso perfeitos da cápsula Orion no Oceano Pacífico, na noite de sexta-feira. A cápsula Orion pousou no Oceano Pacífico às 21h07, pelo horário de Brasília, perto da costa de San Diego, no estado americano da Califórnia, e os quatro tripulantes astronautas foram resgatados por equipes da Marinha dos EUA e da Nasa.
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Nas fotos inéditas divulgadas hoje é possível ver a superfície lunar a partir do seu lado oculto, que nunca fica visível da Terra. Por horas, o comandante, Reid Wiseman, e os astronautas Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen colaram os olhos e câmeras nas janelas da cápsula Orion para observar de perto nosso satélite natural, com detalhes que nem as missões anteriores conseguiram. No histórico dia 6 de abril de 2026, a Artemis II bateu um recorde, o da mais longa jornada espacial tripulada.
Foto do lado oculto da Lua capturada durante a missão Artemis II, da Nasa
Divulgação/Nasa
O ponto máximo de aproximação com a Lua ocorreu há uma semana, às 20h, pelo horário de Brasília, quando a Orion chegou a cerca de 6,5 mil quilômetros da superfície, imersa no tenso silêncio do blecaute de comunicações, já previsto para quando a espaçonave cruzasse o lado mais distante da Lua. Desde a Missão Apollo 17, em dezembro de 1972, humanos não chegavam tão perto de nosso satélite natural.
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A segunda imagem divulgada nesta segunda-feira mostra ainda a cápsula Orion, com o logo da Nasa, e o nosso planeta visto a partir dela como um fino crescente azulado no escuro do espaço.
A bordo da cápsula Orion, a tripulação coletou dados, registrou imagens e testou sistemas de suporte à vida durante a jornada de dez dias ao redor do satélite natural. Mas, para os astronautas, e para milhões de pessoas que acompanharam a missão a centenas de milhares de quilômetros de distância, a experiência foi além da ciência, despertando também reflexões sobre o lugar da Humanidade no universo.
Foto da Terra e da Lua vistas a partir da cápsula Orion, durante a missão Artemis II
Divulgação/Nasa
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Durante seu histórico sobrevoo lunar, astronautas da missão Artemis II, da NASA, testemunharam meteoritos atingindo a superfície acidentada da Lua — um fenômeno raro e pouco documentado por observação direta em órbita.
Segundo a Nasa, a equipe — que bateu o recorde de maior distância da Terra durante o sobrevoo — relatou um total de seis impactos de meteoritos na superfície lunar.
As equipes em solo agora trabalham para cruzar essas observações com dados de um satélite em órbita da Lua, disse Young, acrescentando que a maioria dos registros ocorreu durante um eclipse solar, quando a Lua passou em frente ao Sol.
Uma das menores nações do mundo, Tuvalu declarou estado de emergência nesta segunda-feira (13) devido a “riscos críveis” ao abastecimento de combustível decorrentes da guerra no Oriente Médio.
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Em um comunicado divulgado na noite desta segunda-feira, o chefe de Estado de Tuvalu, Tofiga Vaevalu Falani, afirmou que o estado de emergência se limitará à principal ilha do país, Funafuti, por pelo menos duas semanas.
A decisão foi tomada “em vista da crescente instabilidade nos sistemas de geração e distribuição de eletricidade, juntamente com riscos críveis ao abastecimento de combustível, que, em conjunto, ameaçam a prestação confiável de serviços essenciais em Funafuti”.
Funafuti abriga a capital do país, onde residem dois terços dos 10 mil habitantes desta nação do Pacífico.
Tuvalu pretende fazer a transição da geração de eletricidade a diesel para um sistema 100% solar até 2030, mas ainda destina uma grande parte do seu orçamento anual aos combustíveis fósseis.
Em 2021, Tuvalu gastou o equivalente a 70% do seu PIB em combustíveis, mas essa percentagem caiu agora para cerca de 25%.
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Efeito da guerra no mundo
Os efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, têm se expandido pelo mundo. Uma das principais preocupações, com o conflito que tem escalonado e afetado infra-estruturas importantes, é o aumento do valor dos combustíveis, um reflexo direto do impacto na produção e na venda do petróleo. Os altos preços têm levado países a repensarem suas rotinas. Alguns já adotaram a gratuidade em transporte público em seus grandes centros, a fim de desestimular o uso de veículos de passeio.
No Nepal, a medida anunciada no último dia 5 reflete diretamente na escala de trabalho. O país no sul da Ásia agora contará com fins de semana de dois dias. A mudança, na prática, significa reduzir a semana de trabalho de seis para cinco dias nos escritórios governamentais e instituições de ensino. Até agora, o sábado era o único dia de folga para os funcionários públicos do país. Agora, os escritórios do governo funcionarão das 9h às 17h, de segunda a sexta-feira.
O Nepal é conhecido mundialmente pela cordilheira do Himalaia, onde fica o Monte Everest, ponto mais alto do planeta e atração cobiçada por aventureiros que o escalam todos os anos. O país não tem litoral e abriga uma população de 30 milhões de habitantes. Sem poços de petróleo ou outras fontes de combustíveis fósseis, depende da importação, sendo feita quase que exclusivamente através da Índia, o que o torna vulnerável a flutuações de valores do mercado internacional.
O transporte público estatal na capital do Paquistão e nas províncias mais populosas do país será gratuito durante o mês de baril, anunciaram autoridades governamentais após um aumento acentuado nos preços dos combustíveis devido à guerra no Oriente Médio. O anúncio ocorreu após protestos de rua e longas filas em postos de gasolina, provocados por um aumento de 42,7% nos preços dos combustíveis, para US$ 1,74 por litro, no início deste mês.
No Egito, houve redução de horários de funcionamento de comércios e incentivo ao trabalho remoto. Na Etiópia, funcionários não essenciais receberam licença para diminuir deslocamentos. Já as Filipinas declararam emergência nacional, com subsídios a motoristas, redução de serviços de balsa e adoção de semana de trabalho de quatro dias para servidores públicos.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, nomeou nesta segunda-feira o general Vladimir Padrino López como novo ministro da Agricultura, quase um mês após sua saída do estratégico Ministério da Defesa, em meio a uma reestruturação do alto comando militar. Padrino López comandou as Forças Armadas venezuelanas por mais de uma década e era considerado um aliado fiel de Nicolás Maduro, deposto em uma operação dos Estados Unidos em 3 de janeiro.
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A atual chefe de Estado promoveu mudanças em metade do gabinete herdado de Maduro.
Ela também substituiu todos os integrantes do alto comando militar e grande parte dos comandantes regionais do Exército.
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As medidas reduziram a presença de militares no governo, que agora tem seis dos 32 ministérios sob comando de integrantes das Forças Armadas.
“Informo que designei o GJ. Vladimir Padrino López como novo ministro do Poder Popular para a Agricultura Produtiva e Terras”, escreveu Rodríguez em mensagem no Telegram.
“A partir de agora, assume o compromisso de impulsionar a produção agrícola para garantir o abastecimento nacional e contribuir para o novo modelo econômico diversificado do país”, acrescentou.
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Rodríguez governa sob forte pressão dos EUA, que afirmam exercer influência sobre a Venezuela e sobre a comercialização de seu petróleo.
A presidente interina também impulsionou reformas nos setores de petróleo e mineração, abrindo espaço para investimentos estrangeiros após décadas de forte controle estatal nessas áreas.
As Forças Armadas declararam apoio a Rodríguez e às novas medidas, que vêm revertendo diversas políticas implementadas pelo chavismo nas últimas duas décadas.
A religião de Donald Trump voltou ao centro do debate público após novas controvérsias envolvendo o presidente dos Estados Unidos e o Papa Leão XIV. O Pontífice se tornou a maior autoridade na Igreja Católica desde o conclave, em maio de 2025. Embora se declare cristão, a relação de Trump com a fé é marcada por ambiguidades, disputas e questionamentos.
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Na madrugada desta segunda-feira, o presidente dos EUA atacou o Papa por meio de uma publicação em rede social em que chamava o religioso de “fraco” e “liberal demais”. O Papa Leão XIV é um dos mais influentes críticos globais da guerra dos Estados Unidos, iniciada junto com Israel, contra o Irã, em 28 de fevereiro. Nos últimos dias, o religioso condenou a idolatria de pessoas e do dinheiro, os perigos da arrogância e a “violência absurda e desumana” desencadeada pelo conflito, que aprofundou a instabilidade no Oriente Médio.
Leão XIV é o primeiro papa a ter nascido nos Estados Unidos. Em seu ataque ao Pontífice, Trump falou que a escolha para o alto posto na Igreja só aconteceu porque “acharam que essa seria a melhor forma de lidar com o presidente Donald J. Trump”, ainda afirmando que, se não fosse isso, o religioso não teria sido escolhido no conclave.
A controvérsia se intensificou com a repercussão de uma imagem gerada por inteligência artificial em que Trump aparecia representado como Jesus, o que gerou críticas inclusive entre aliados conservadores e grupos religiosos. Diante da repercussão, o presidente volta atrás e apagou a publicação.
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Qual a religião do presidnete Donald Trump?
Trump foi criado dentro do presbiterianismo, tradição protestante à qual esteve ligado durante boa parte da vida. No entanto, mais recentemente, passou a se identificar como um cristão sem denominação específica. Essa mudança foi contada por ele próprio em uma entrevista ao site Religion News Service, em 2020.
Apesar da autodeclaração cristã, sua religiosidade frequentemente é alvo de dúvidas. Observadores e até parte da opinião pública questionam o quanto suas crenças são, de fato, centrais em sua vida pessoal. Há avaliações de que Trump não demonstra familiaridade aprofundada com práticas ou ensinamentos religiosos, além de não manter uma frequência consistente em cultos ou atividades religiosas.
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Ao mesmo tempo, sua relação com o cristianismo tem forte dimensão política. Trump construiu uma base sólida entre eleitores cristãos conservadores, especialmente evangélicos, e frequentemente utiliza linguagem religiosa em discursos e campanhas. Ele também mantém proximidade com líderes religiosos destes grupos.
Em seu segundo mandato, no ano passado, criou um departamento voltado para a religião, que tem como responsabilidade “defender a liberdade religiosa”. Entre as ações já realizadas estão o perdão a ativistas antiaborto, reintegração de militares que se recusaram a tomar vacina durante a pandemia de Covid-19 e criação de um grupo de trabalho para “erradicar o preconceito anticristão”.
Foi em sua campanha presidencial em 2024, logo após sofrer um atentando que apenas o feriu na orelha direita em julho daquele ano, que Trump passou a falar mais abertamente sobre sua fé. O caso o levou a repetir que acreditava que Deus teria poupado sua vida para que ele retornasse à Casa Branca.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta segunda (13), a ampliação de direitos trabalhistas para pelo menos 40 mil pessoas que trabalham de forma terceirizada na administração federal.

Os atos regulamentam o reembolso-creche e a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais. 

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No evento, no Palácio do Planalto, em Brasília, Lula recordou que após os ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, ele viu os empregados terceirizados fazendo limpeza após o episódio. Ele destacou que é necessário reconhecer o serviço que esses trabalhadores realizam, independentemente da função. 

Creche

A estimativa é que cerca de 14 mil crianças (até seis anos incompletos) com pais ou responsáveis que atuam como terceirizados tenham direito ao benefício do reembolso-creche, que será de até R$ 526,64 por dependente, por mês. 

O valor é exatamente igual ao pago aos servidores públicos federais. “Nem todo mundo tem noção do que isso significa”, disse o presidente na solenidade. Ele avalia que possibilitar o pagamento de uma creche garante dignidade e tempo de vida e lazer para as famílias. 

Segundo o governo, o benefício de reembolso-creche passa a ser exigida em todos os contratos de prestação de serviços com dedicação exclusiva de mão de obra e já pode ser implementada nos contratos atuais de prestação de serviços de terceirização. 

“A gente precisa garantir que as mães possam sair para trabalhar sabendo que vai ter um recurso para poder cuidar da sua criança ou do seu filho. Senão, não haverá igualdade”, pontuou o presidente. 

No evento de anúncio das medidas, a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dueck, lamentou que o País ainda não conseguiu universalizar as creches públicas no Brasil. “O cuidado é essencial para que as mulheres e os responsáveis em geral possam exercer seu trabalho com qualidade”. 

Redução de jornada

Outra decisão do governo anunciada foi a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução de salário, e que tem o potencial de alcançar até 60 mil trabalhadores. A medida vai ao encontro do benefício que já havia chegado a 12 categorias de trabalhadores em outras duas fases. 

A redução, agora, contempla todos os demais postos de serviços terceirizados com dedicação exclusiva de mão de obra na administração federal. A regra não se aplica aos profissionais que atuam em regime de escala de revezamento.

Na solenidade, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, ressaltou que as medidas do governo federal vão beneficiar todos os trabalhadores de órgãos federais espalhados pelo país.

“A redução da jornada de trabalho é devolver para o trabalhador aquilo que a gente tem de mais valioso na vida, que é o tempo”, afirmou.

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