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O Japão registrou um número recorde de visitantes estrangeiros em março, impulsionado pela temporada das flores de cerejeira, segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira.
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Cerca de 3,62 milhões de turistas visitaram o país no mês, alta de 3,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, informou a Agência Japonesa de Turismo.
Trata-se do maior volume já registrado para um mês de março. Segundo o órgão, o resultado foi impulsionado pelo início da floração das cerejeiras (sakura) e pela coincidência com férias escolares e a Semana Santa no início de abril.
As flores de cerejeira, com suas pétalas brancas e rosadas, marcam a chegada da primavera e atraem turistas para festividades ao ar livre em todo o país.
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A Coreia do Sul foi a principal origem dos visitantes, com 795.600 turistas, seguida por Taiwan (653.300), Hong Kong e Tailândia.
Outras nacionalidades também registraram forte crescimento, como mexicanos (+70%), alemães (+22%), indianos (+25,6%), franceses (+10,5%) e americanos (+9,7%).
Queda de chineses reflete tensão diplomática
Em contraste, o número de turistas chineses caiu 56% em março, para 291.600 visitantes. No acumulado do primeiro trimestre, a queda é de 55%.
A retração ocorre em meio à deterioração das relações entre os países após declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre uma possível intervenção militar em caso de ataque chinês a Taiwan.
Pequim reagiu desaconselhando viagens ao Japão, citando “riscos significativos” para seus cidadãos.
Auge da temporada das cerejeiras atrai visitantes a parques e templos no Japão
AFP
Impactos externos e câmbio favorecem turismo
A guerra no Oriente Médio também afetou o fluxo, com queda de 30,6% no número de visitantes da região.
Por outro lado, a desvalorização do iene tem favorecido o turismo, tornando o Japão um destino mais acessível.
Em 2025, o país já havia superado pela primeira vez a marca de 40 milhões de visitantes estrangeiros.
O governo japonês estabeleceu como meta alcançar 60 milhões de turistas por ano até 2030.
Um jovem se declarou culpado no primeiro caso julgado na Austrália sob uma nova lei nacional que criminaliza a criação e distribuição de pornografia deepfake, prática que envolve a manipulação de imagens com uso de inteligência artificial. William Hamish Yeates, de 19 anos, admitiu quatro acusações após acordo com o Ministério Público, que retirou parte das 20 acusações federais iniciais, segundo a BBC.
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O acusadonão comentou ao deixar o tribunal e deverá retornar para nova audiência em abril.
As acusações incluem a criação ou alteração de material sexual sem consentimento, a distribuição desse conteúdo e o uso de serviços de comunicação de forma ofensiva ou assediadora.
O tribunal ouviu que Yeates utilizou várias contas na plataforma X para disseminar imagens manipuladas sem autorização da vítima.
A legislação aplicada prevê pena máxima de até sete anos de prisão e marca a primeira aplicação de uma norma nacional voltada especificamente à manipulação de imagens sexuais.
Um porta-voz dos promotores federais confirmou que se trata do primeiro processo desse tipo, embora alguns estados australianos já possuam leis próprias sobre deepfakes.
Crescimento do problema
Especialistas apontam que a pornografia deepfake é uma nova forma de abuso de imagem, gerada por inteligência artificial, que afeta principalmente mulheres e meninas.
A autoridade reguladora da internet na Austrália, a eSafety Commission, já havia alertado sobre o crescimento desse tipo de conteúdo e adotado medidas para proibir aplicativos que “desnudam” pessoas por meio de manipulação digital.
Dados apresentados pela comissária de Segurança Eletrônica Julie Inman Grant indicam a dimensão do problema:
— Há dados convincentes e preocupantes de que os deepfakes explícitos aumentaram na internet em até 550% ao ano desde 2019 — explica.
Ela também destacou que “é um pouco chocante notar que vídeos pornográficos representam 98% do material deepfake atualmente online e 99% dessas imagens são de mulheres e meninas.”
Aproximadamente 250 cidadãos rohingyas e bengaleses, entre eles crianças, estão desaparecidos após o naufrágio de um pesqueiro no mar de Andamão, segundo informações divulgadas por agências de refugiados e migração das Nações Unidas.
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A embarcação partiu de Bangladesh com destino à Malásia e, de acordo com as agências, “teria afundado devido a ventos fortes, mar agitado e superlotação”. Não há confirmação sobre o momento exato do acidente, ocorrido após a partida em 4 de abril, segundo a BBC.
Equipes de resgate conseguiram salvar apenas nove pessoas. Elas foram encontradas por um navio com bandeira de Bangladesh em 9 de abril, “agarradas a tambores e destroços de madeira”, segundo a guarda costeira. Posteriormente, o navio Meghna Pride resgatou sobreviventes por volta das 2h de 11 de abril e os levou de volta ao país.
Relatos indicam que os passageiros ficaram à deriva por quase dois dias após o naufrágio.
— Eles ficaram à deriva no mar por quase dois dias, agarrados a tambores e pedaços de madeira — afirmou um membro da guarda costeira.
O número exato de pessoas a bordo ainda é incerto. Sobreviventes mencionaram “cerca de 100 pessoas”, mas autoridades afirmam que “o número exato ainda é desconhecido” e que “e não há nenhum rastro dos outros nem da embarcação”.
Entre os resgatados está Rafiqul Islam, de 40 anos, que relatou ter ficado à deriva por cerca de 36 horas e sofreu queimaduras causadas por óleo vazado. Ele embarcou, assim como outros passageiros, “na esperança de uma vida melhor”, motivado por promessas de emprego na Malásia.
Crise humanitária e travessias perigosas
Os rohingyas, minoria muçulmana de Mianmar, enfrentam décadas de perseguição e têm cidadania negada pelo governo. Desde 2017, centenas de milhares fugiram para Bangladesh, onde vivem em condições precárias, o que leva muitos a arriscar travessias marítimas perigosas.
As agências da ONU alertaram que “Esse incidente trágico reflete as graves consequências do deslocamento prolongado e da ausência de soluções duradouras para os rohingyas”. Também destacaram que a situação em Mianmar “reduziu as esperanças de um retorno seguro no futuro próximo”.
Segundo os organismos internacionais, fatores como a redução da ajuda humanitária e as dificuldades nos campos de refugiados levam essas populações a “realizar essas perigosas travessias marítimas em busca de segurança e oportunidade”.
As embarcações utilizadas costumam ser pequenas, superlotadas e sem infraestrutura básica, o que aumenta o risco de tragédias. Em muitos casos, os barcos sequer conseguem chegar ao destino ou são impedidos de desembarcar em países como Malásia e Indonésia.
Em um relato citado pela Reuters, um refugiado resumiu o desespero enfrentado por essas populações: “As pessoas estão morrendo nos combates, morrendo de fome. Então alguns pensam que é melhor morrer no mar do que morrer lentamente aqui”.
As agências da ONU pediram a continuidade do financiamento internacional para apoiar os rohingyas e as comunidades que os acolhem em Bangladesh.
“Enquanto Bangladesh celebra seu Ano Novo, essa tragédia é um lembrete dos esforços urgentes necessários para enfrentar as causas profundas do deslocamento em Mianmar e criar condições que permitam que os refugiados rohingyas retornem voluntariamente, com segurança e dignidade”.
A capacidade da Coreia do Norte para fabricar armas nucleares registrou um “aumento muito significativo”, afirmou na quarta-feira, em Seul, o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
“Em nossas avaliações periódicas, pudemos confirmar que há um rápido aumento nas operações” do reator nuclear de Yongbyon, disse o diretor da agência, Rafael Grossi, em coletiva de imprensa.
— Isso tudo aponta para um aumento muito significativo na capacidade da RPDC (Coreia do Norte) no campo da produção de armas nucleares, estimada em algumas dezenas de ogivas — acrescentou.
A Coreia do Norte realizou seu primeiro teste nuclear em 2006 e está submetida a diversas sanções da ONU por seu programa armamentista.
O líder Kim Jong Un sustenta que o país não renunciará às armas nucleares.
Reator reativado e expansão do programa
O país opera várias instalações de enriquecimento de urânio, etapa essencial para a produção de ogivas nucleares, segundo a agência de inteligência sul-coreana.
Entre elas está o complexo nuclear de Yongbyon, que Pyongyang havia anunciado como desativado, mas que foi reativado em 2021.
Questionado sobre um possível apoio da Rússia ao programa nuclear norte-coreano, Grossi afirmou que a AIEA não identificou “nada em particular a respeito”.
A Coreia do Norte enviou soldados e projéteis de artilharia para apoiar a invasão russa da Ucrânia, e analistas apontam que o país pode receber, em troca, assistência em tecnologia militar.
Ao menos 19 pessoas morreram e outras 17 ficaram feridas em uma explosão acidental ocorrida na terça-feira em uma usina elétrica na Índia, informou a polícia nesta quarta-feira.
O incidente ocorreu em uma caldeira de uma usina em Singhitarai, no estado de Chhattisgarh. A instalação é administrada pela Vedanta Ltd, subsidiária do grupo do magnata Anil Agarwal.
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“O balanço (…) subiu para 19 mortos e 17 feridos, hospitalizados em vários estabelecimentos”, declarou à AFP o chefe da polícia do distrito de Sakti, Praful Thakur.
Um balanço anterior, divulgado horas após o acidente, apontava 9 mortos.
As autoridades anunciaram a abertura de uma investigação para apurar as causas da explosão.
Acidentes industriais são frequentes na Índia, muitas vezes associados ao descumprimento de normas de segurança.
No mês passado, um incêndio em uma fábrica de pirotecnia no oeste do país deixou 17 mortos.
O Exército de Israel realizou ataques ao sul de Beirute e o grupo pró-Irã Hezbollah disparou cerca de trinta foguetes contra o território israelense nesta quarta-feira, um dia depois de Líbano e Israel decidirem iniciar negociações de paz.
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Segundo a Agência Nacional de Informação (ANI) libanesa, dois ataques israelenses atingiram sucessivamente dois carros a cerca de vinte quilômetros ao sul de Beirute.
Um deles teve como alvo um veículo na rodovia que liga Beirute ao sul do país, na altura de Jiyeh, e o outro ocorreu em Saadiyat, precisa a agência. Ela acrescenta que essas áreas não são redutos do Hezbollah.
Desde os bombardeios massivos de quarta-feira, 8 de abril, que causaram mais de 350 mortos em Beirute e em outras partes do país, Israel não havia atacado a capital libanesa devido a pressões diplomáticas.
Escalada no sul do Líbano
Israel continuou nesta quarta-feira seus bombardeios em várias localidades do sul do Líbano, onde o Exército conduz uma ofensiva terrestre, informou a agência estatal libanesa, que também relata combates com o Hezbollah.
Os combatentes desse grupo pró-Irã, por sua vez, dispararam cerca de trinta foguetes contra Israel a partir do Líbano na manhã de quarta-feira, informou à AFP um porta-voz do Exército israelense.
Em um comunicado, o movimento islamista xiita reivindicou disparos de foguetes contra dez localidades do norte de Israel, próximas à fronteira.
A violência continua um dia após negociações diretas em Washington entre Israel e Líbano, as primeiras em mais de 30 anos.
O Hezbollah não viu com bons olhos essa aproximação, na qual ambos os países aceitaram iniciar negociações diretas para uma paz sustentável ao longo do tempo, segundo o Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Em 2 de março, o Hezbollah atacou o território israelense, o que arrastou o Líbano para a guerra no Oriente Médio.
Desde então, os bombardeios israelenses causaram 2.124 mortes e deslocaram mais de um milhão de pessoas.
Negociações de paz
Representantes de Israel e Líbano concordaram em lançar negociações diretas visando um acordo para encerrar a ofensiva militar iniciada pelos israelenses no mês passado, em paralelo à guerra lançada com os EUA contra o Irã.
Após uma reunião entre os embaixadores dos países em Washington, a primeira do tipo desde 1993, os dois lados reforçaram seus pontos, e os americanos estabeleceram que um cessar-fogo só poderá ser obtido por israelenses e libaneses, no que soou como um recado a Teerã.
À mesa estavam a embaixadora libanesa, Nada Hamadeh, e o embaixador israelense, Yechiel Leiter, com mediação do Departamento de Estado dos EUA. Não havia expectativa de um anúncio de grande porte, mas o comunicado conjunto foi interpretado como um sinal positivo.
Segundo o texto, “os participantes mantiveram discussões produtivas sobre os passos necessários para o início de negociações diretas entre Israel e o Líbano, e “concordaram em iniciar negociações diretas em data e local a serem mutuamente acordados”.
Mas era impossível ignorar os desafios, a começar pelo principal ausente (por falta de convite), o grupo político-militar Hezbollah, aliado de Teerã e principal alvo de Israel no país árabe.
No comunicado, os israelenses dizem apoiar o desarmamento de “todos os grupos armados não estatais e o desmantelamento da infraestrutura terrorista no Líbano, reafirmando seu compromisso de trabalhar com o governo libanês para alcançar esse objetivo, a fim de garantir a segurança das populações de ambos os países”.
O Líbano “ressaltou a necessidade de implementar a declaração de cessar-fogo de novembro de 2024”, que encerrou a última ofensiva de Israel e que previa o desarmamento do Hezbollah — o grupo rejeita entregar suas armas, e o Estado libanês não parece ter meios para enfrentá-lo.
Além de pedir a pausa nos combates, Beirute fez um apelo por “medidas concretas para lidar com a grave crise humanitária que o país continua a sofrer em decorrência do conflito em curso”, e defendeu sua soberania, ameaçada pelos planos de israelenses de ocupação do sul do território.
Por enquanto, sem sucesso.
(Com AFP)
Uma das pontes mais icônicas, e temidas, dos Estados Unidos, a Rainbow Bridge, no estado do Texas, foi reaberta ao tráfego no sábado (11) após passar por uma ampla reforma estrutural. Fechada desde março de 2025, a ligação entre os condados de Jefferson e Orange, sobre o rio Neches, voltou a operar cerca de seis meses antes do prazo inicialmente previsto.
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Com 61 metros de altura, equivalente a um prédio de cerca de 20 andares, a ponte é considerada uma das mais altas da Costa do Golfo dos EUA. O trajeto conecta as cidades de Port Arthur e Bridge City e é conhecido por sua subida abrupta, frequentemente comparada à sensação de uma montanha-russa. O vão central tem cerca de 207 metros, dentro de uma extensão total aproximada de 442 metros.
Assista:
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Reforma antecipada e liberação total do tráfego
De acordo com o Departamento de Transportes do Texas, a obra incluiu a reconstrução do pavimento, reparos nas grades de segurança e a substituição de milhares de fixadores e conectores de aço essenciais para a estrutura. Em publicação na rede social X, o órgão informou que as equipes concluíram os trabalhos antes do prazo e liberaram todas as faixas para circulação. “O trânsito está fluindo normalmente”, destacou.
Durante o período de interdição, o fluxo de veículos foi desviado para a Ponte Memorial dos Veteranos, construída em 1988 e localizada ao lado da Rainbow Bridge. Embora também elevada, com cerca de 37 metros de altura, a estrutura paralela é considerada menos intimidadora pelos motoristas.
Medo e relatos viralizam na internet
A reabertura reacendeu nas redes sociais relatos de ansiedade e medo associados à travessia. Vídeos da ponte voltaram a circular, acompanhados de depoimentos de motoristas que descrevem a experiência como angustiante.
“Me causou muita ansiedade”, escreveu um usuário. Outro relatou que a filha precisou parar o carro antes de atravessar, após entrar em pânico. “Já passei por essa ponte três vezes e tive pesadelos. Sonhava que o carro não conseguia subir e deslizava para trás”, disse mais um internauta.
A repercussão evidencia como a Rainbow Bridge, além de infraestrutura estratégica, tornou-se um fenômeno cultural, impulsionado pela estética dramática e pela reação emocional que provoca.
Construída em 1938, a ponte nasceu em um contexto de expansão industrial na região, facilitando o transporte entre áreas ligadas ao setor petroquímico. Décadas depois, segue como símbolo local, agora renovado, e, para muitos, um desafio psicológico à parte.
Um crânio de tricerátops de 67 milhões de anos, suspenso por uma fina correia metálica, é a peça central de uma nova exposição que busca transformar fósseis pré-históricos em arte. A mostra “Relics”, no Art Zoo de Amsterdã, nos Países Baixos, exibirá nove obras da dupla criativa Jaap Sinke e Ferry van Tongeren que combinam ciência e arte.
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O objetivo é destacar o lado estético dos fósseis, que normalmente são apresentados com uma abordagem educativa nos museus de história natural, explicou Van Tongeren à AFP. Os artistas tentaram dar-lhes “uma forma mais monumental e uma presença maior”, detalhou o artista de 59 anos em uma entrevista.
A exposição inclui também os ossos de um basilosaurus, que habitou os mares há até 40 milhões de anos, mas apresentados como uma escultura em vez de uma reconstrução esquelética tradicional.
Os museus de história natural têm um grande valor científico e educativo, “mas carecem de um elemento cativante (…) Esse é o ponto de partida de tudo o que fizemos”, enfatizou Van Tongeren.
Os artistas trabalharam com a Zoic, uma empresa italiana de paleontologia que processa fósseis e reconstrói esqueletos de dinossauros.
Criar as peças exigiu “uma combinação extraordinária de conhecimentos e diferentes processos”, explicou Iacopo Briano, de 42 anos, curador da exposição e especialista em paleontologia na Zoic.
Primeiro vem o “quebra-cabeças” de desenterrar e reconstruir os ossos a partir de um achado fóssil. Depois, estes artigos frágeis devem ser transportados para que os artistas possam começar o seu próprio trabalho, processo que neste caso durou dez anos.
Esta exposição pré-histórica, cuja peça mais antiga é uma vértebra de dinossauro com cerca de 150 milhões de anos, será inaugurada na sexta-feira (17) e ficará aberta ao público até novembro de 2026.
O governo colombiano não formalizou um protocolo para aplicar a eutanásia a dezenas de hipopótamos que vivem no país, descendentes de espécimes introduzidos ilegalmente na década de 1980 pelo narcotraficante Pablo Escobar, numa tentativa de conter o crescimento populacional. O Ministério do Meio Ambiente autorizou a implementação de um plano de eutanásia para aproximadamente 80 hipopótamos, de cerca de 200 exemplares no país, como parte de uma estratégia de controle populacional. Segundo a ministra do Meio Ambiente, Irene Vélez, as medidas serão implementadas no segundo semestre do ano, seguindo diretrizes que priorizam alternativas não letais antes de recorrer à eutanásia.
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A decisão gerou controvérsia, especialmente em áreas como Puerto Triunfo, onde se localiza a antiga Fazenda Nápoles, hoje uma atração turística devido à presença desses animais. A senadora Andrea Padilla questionou a medida, classificando-a como eliminação de animais saudáveis ​​e defendendo a consideração de outras opções.
Métodos definidos no protocolo
O documento oficial estabelece dois tipos de eutanásia: química e física. A primeira consiste em atrair os animais para currais com comida, onde são imobilizados com dardos tranquilizantes e, posteriormente, recebem drogas que induzem a morte, como overdoses de anestésicos ou compostos como pentobarbital ou lidocaína, de acordo com critérios veterinários.
O método físico envolve o uso de rifles de alta potência operados por pessoal certificado. O protocolo estabelece que o tiro deve ser direcionado à cabeça do animal para causar perda imediata de consciência e morte, buscando minimizar o sofrimento.
O procedimento segue critérios técnicos que consideram fatores como o porte do animal, as condições ambientais e os riscos operacionais. Em todos os casos, garante-se uma morte rápida e indolor, em conformidade com as normas vigentes de bem-estar animal na Colômbia.
Descendentes de um pequeno rebanho introduzido por Pablo Escobar, esses hipopótamos vivem na natureza, em um lago próximo ao parque temático Hacienda Nápoles, antigo zoológico particular do narcotraficante, em Doradal, Colômbia
Raul Arboleda / AFP
Controle populacional e alternativas
O plano também inclui outras estratégias, como a esterilização, que custa cerca de US$ 9.800 (cerca de R$ 49 mil, na cotação atual) por indivíduo, e a realocação para zoológicos ou santuários internacionais, embora esta última não tenha avançado desde 2023 devido à falta de países receptores.
As autoridades alertam que, sem intervenção, a população poderá chegar a 500 indivíduos até 2030, aumentando o impacto nos ecossistemas locais e em espécies nativas como o peixe-boi e a tartaruga-de-rio. Os hipopótamos foram declarados atualmente uma espécie exótica invasora na Colômbia .
Esses animais, que podem pesar mais de três toneladas, não têm predadores naturais no país e se espalharam ao longo do rio Magdalena, chegando até mesmo a áreas povoadas, o que gerou preocupação com a segurança e o equilíbrio ambiental.
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Destino dos animais abatidos
O protocolo estipula que os corpos devem ser enterrados em sepulturas com até cinco metros de profundidade, com medidas em vigor para evitar a contaminação e a propagação de odores. Como alternativa, a incineração em instalações autorizadas que atendam aos padrões ambientais é permitida.
O Governo destinará até US$ 1,7 milhão (cerca de $ 8,5 milhões, na cotação atual) para a execução do plano, que está enquadrado nas normas ambientais vigentes e nas disposições sobre caça controlada na Colômbia.
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O Rei Charles III discursará no Congresso dos Estados Unidos durante sua primeira visita ao país como monarca, uma visita que visa celebrar a “história compartilhada” e os laços profundos entre as duas nações, anunciou o Palácio de Buckingham nesta terça-feira. A viagem, com início previsto para 27 de abril, gerou inquietação em alguns membros da classe política britânica, que pediram seu cancelamento ou adiamento devido a divergências entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro Keir Starmer sobre guerra no Irã.
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No entanto, Starmer declarou nesta segunda-feira que a visita era “muito importante” e que os laços forjados pela monarquia podem “perdurar por décadas em uma situação como esta”. O Palácio de Buckingham indicou que a visita de quatro dias servirá para “reconhecer a história compartilhada de nossas duas nações”, bem como os “laços profundos entre nossos povos”.
Acompanhado pela Rainha Camilla, o monarca discursará perante parlamentares de ambas as casas do Congresso. Segundo o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, o discurso ocorrerá em 28 de abril.
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Charles será o primeiro monarca britânico a discursar no Congresso desde que sua mãe, a Rainha Elizabeth II, o fez em 1991, logo após a Guerra do Golfo. Durante sua estadia em Washington, Charles e Camilla também tomarão chá com Trump e a primeira-dama Melania e participarão de um jantar de Estado.
O caso Epstein pode lançar uma sombra sobre a visita do monarca. A instituição mergulhou em uma grave crise devido à relação entre o irmão de Charles, o então príncipe Andrew, e o financista e criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein. Um membro do parlamento e a família de Virginia Giuffre, uma das principais queixosas no caso que cometeu suicídio no ano passado, instaram o rei a aproveitar a visita para se encontrar com as vítimas do escândalo Epstein.
No entanto, uma fonte disse à agência de notícias britânica Press Association que tal encontro “não será possível”. Após Washington, Charles e Camilla viajarão para Nova York e para o estado da Virgínia, no sudeste do país, onde foram estabelecidas algumas das primeiras colônias inglesas na América do Norte. De lá, seguirão para as Bermudas para a primeira visita de Charles ao país como monarca.

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