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Um levantamento realizado pela Nexus-Pesquisa e Inteligência de Dados a partir do Portal de Dados Abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revela que a chamada Geração Prateada, de pessoas 60+ aptas a votar, cresceu cinco vezes mais do que o eleitorado geral nos últimos 16 anos. 

Enquanto o número de eleitores de todas as faixas etárias cresceu 15% entre 2010 e 2026, o eleitorado 60+ aumentou 74% no período, o que revela expansão de 20,8 milhões em 2010 para 36,2 milhões em março deste ano.

Segundo a Nexus, os números podem aumentar ainda mais até o dia 6 de maio, que é o prazo final para o cadastro de eleitores no TSE. 

Até a data da coleta, 156,2 milhões de pessoas estavam aptas a participar do processo eleitoral no próximo mês de outubro, contra 135,8 milhões, em 2010. O levantamento sugere que em um cenário de polarização aguda, como ocorreu na eleição de 2022, obter o voto da população 60+ é estratégico.

De acordo com o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, a Geração Prateada pode definir o resultado das eleições deste ano. 

“É bastante plausível afirmar que a chamada Geração Prateada (60+) pode ser decisiva nas eleições, embora não se possa dizer que ela, sozinha, definirá o resultado”. 

Peso relevante

Tokarski lembrou que na última eleição presidencial, em 2022, a diferença entre candidatos foi pequena, inferior a 2 milhões de votos, o que torna esse contingente altamente estratégico. Numericamente, a geração 60+ passa a ter um peso relevante, constituindo um em cada quatro eleitores do país e, portanto, capaz de influenciar sistemas equilibrados. 

“Assim, embora não determine o resultado de forma isolada, pode atuar como fiel da balança, especialmente em cenários polarizados”, afirmou o CEO da Nexus.

Ele admitiu que a tendência é de que a proporção dos seniores nas eleições acompanhe o aumento da longevidade. “A tendência é claramente de que a proporção de eleitores seniores acompanhe e até reflita diretamente o aumento da longevidade e do envelhecimento populacional”. 

O levantamento mostra que a população com 60 anos ou mais saltou de 7% para 16% em três décadas e, em paralelo, o eleitorado 60+ cresceu rapidamente, já representando 23,2% dos votantes. 

Abstenção

A abstenção dos maiores de 60 anos apresentou queda nas últimas três eleições: somava 37,1% em 2014 e passaram para 36,4% em 2018 e a 34,5% em 2022. Em contrapartida, as abstenções do eleitorado brasileiro em geral aumentaram de 19,4% em 2014 para 20,3% em 2018 e 20,9% no último pleito nacional. 

Os maiores de 70 anos, embora tenham uma taxa de abstenção maior do que a média da Geração 60+, também têm comparecido mais às urnas. Sem obrigatoriedade de voto, esse público registrou 63,6% de abstenção em 2014, 62,7% em 2018 e 58,9% em 2022.

Na avaliação de Marcelo Tokarski, os brasileiros com mais de 70 anos que participam das eleições o fazem por convicção ou identificação política e, ao lado dos eleitores mais jovens, entre 16 e 18 anos, constituem as faixas de brasileiros a serem ‘conquistadas’ pelos candidatos. Ele acredita que, em um cenário político acirrado, essas pessoas têm a possibilidade de mudar os rumos de uma eleição.

Cenário político

Também o número de candidatos maiores de 60 anos tem aumentado anualmente no Brasil, tanto nas eleições gerais quanto nas municipais. Segundo dados do TSE, nas últimas eleições, em 2024, mais de 70 mil brasileiros com 60+ se candidataram aos cargos em disputa, o que equivale a 15% de todas as candidaturas. 

O montante é o maior desde o início da série histórica, em 1998. O pleito anterior, em 2022, também registrou recorde para eleições gerais. Foram 4.873 candidatos com 60 anos ou mais, o que equivale a 17% das candidaturas.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que uma mulher é atingida por uma cerca enquanto caminhava por uma rua de Nova York. As imagens, classificadas por internautas como “perturbadoras”, foram divulgadas nesta segunda-feira (13) pelo diretor nova-iorquino Kyle Loftus.
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No registro, um homem aparece aparentemente soltando uma estrutura metálica enquanto a mulher passa à sua frente. A cerca cai diretamente sobre ela, atingindo-a, ao que tudo indica, na cabeça. A vítima cai imediatamente no chão, e pessoas que estavam próximas correm para prestar socorro.
Segundo Loftus, o vídeo foi gravado por volta das 20h22 da sexta-feira (10). Em publicação posterior no Instagram, nesta terça-feira (14), ele afirmou que ainda tenta identificar e localizar a mulher atingida.
Confira:
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Kyle Loftus é um cineasta, diretor criativo e fotógrafo em Orlando, conhecido como “KAL VISUALS” ou através da Kyle Loftus Studios. Ele é especializado em produção de vídeo comercial, fotografia e narrativas visuais focadas em resultados para marcas.
Acidente levanta dúvidas e repercute online
As circunstâncias do episódio permanecem incertas. Pelas imagens, é possível observar um operador de câmera no local, o que levanta a hipótese de que o incidente tenha ocorrido em um set de filmagem. Não está claro, porém, se a queda da cerca fazia parte de alguma gravação ou se foi um acidente.
O vídeo já ultrapassou quatro milhões de curtidas no TikTok e soma mais de 762 mil no Instagram, alimentando debates entre usuários. Parte dos comentários questiona a autenticidade das imagens, sugerindo que a cena poderia ter sido encenada. Outros demonstram preocupação com o estado de saúde da mulher.
Imagens circulam nas redes sociais
Instagram/@kyleloftusstudios
Há ainda quem veja possível responsabilidade legal no caso. “Espero que este vídeo a encontre — e ao seu novo advogado”, escreveu um internauta. Outro comentou: “Isso é motivo para processo, sem dúvida”.
O vídeo termina com pessoas saindo de um estabelecimento próximo para verificar o estado da vítima, que, após o impacto, é vista se mexendo no chão. Até o momento, não há informações oficiais sobre sua identidade ou condição de saúde.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que o Papa Leão XIV deve ter “cuidado ao falar sobre questões de teologia” ao rebater críticas do pontífice ao bombardeio americano contra o Irã, em um embate que também envolve o presidente Donald Trump e expõe tensões entre religião e política externa.
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A declaração foi feita durante um evento na Universidade da Geórgia, em Athens, organizado pelo grupo Turning Point USA.
— Da mesma forma que é importante para o vice-presidente dos Estados Unidos ser cuidadoso ao falar sobre políticas públicas, acho que é muito, muito importante que o Papa seja cuidadoso ao falar sobre questões de teologia — disse Vance, que é católico.
Ele acrescentou que opiniões religiosas devem estar “ancoradas na verdade”.
A controvérsia começou após o papa afirmar que líderes “nunca estão do lado daqueles que antes empunhavam a espada e hoje lançam bombas”. Em resposta, Vance recorreu a uma analogia histórica e questionou: “Deus estava do lado dos americanos que libertaram a França dos nazistas?”. Em seguida, afirmou: “Eu certamente acho que a resposta é sim”.
Apesar do tom crítico, Vance tentou amenizar a declaração.
— Tenho muito respeito pelo papa. Gosto dele. Eu o admiro. Já o conheci um pouco — afirmou: — Não me incomoda quando ele fala sobre questões do momento, francamente, mesmo quando discordo de como ele aplica determinado princípio.
Durante o evento, uma pessoa da plateia gritou: “Jesus Cristo não apoia genocídio!”. Vance respondeu: “Concordo” e acrescentou: “Jesus Cristo certamente não apoia genocídio, quem quer que tenha gritado isso do escuro”.
Trump reagiu a críticas do Papa
O presidente Donald Trump também criticou o papa. Em publicação nas redes sociais, afirmou que o pontífice é “fraco no combate ao crime” e “péssimo em política externa”.
O Papa Leão XIV, por sua vez, manteve a crítica ao uso da força militar e declarou que “não tem medo do governo Trump”. Em outra manifestação, afirmou que “o coração de Deus está dilacerado pelas guerras, pela violência, pela injustiça e pelas mentiras”.
O episódio ocorre em meio à guerra envolvendo o Irã, com um cessar-fogo considerado frágil e dificuldades do governo americano em sustentar apoio político a uma intervenção militar.

As novas regras para o pagamento do seguro-defeso a pescadores artesanais darão legalidade ao processo, garantindo o pagamento a todos os profissionais que têm direito ao benefício. A avaliação é do senador Beto Faro (PT-PA), que foi o relator da Medida Provisória 1323/25, aprovada pelo Congresso Nacional na semana passada. 

“Nós daremos legalidade ao processo de pagamento do seguro-defeso. Nós vamos dar garantia de que 1,5 milhão de famílias de pescadores do Brasil receberão o benefício”, disse em entrevista à Agência Brasil. 

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A MP que altera as regras para o pagamento do seguro-defeso para pescadores artesanais seguirá para sanção presidencial, após a Câmara dos Deputados rejeitar as mudanças no texto feitas pelo Senado Federal.

O seguro-defeso é um benefício financeiro de um salário mínimo mensal aos pescadores artesanais durante o período de defeso, em que a pesca é proibida para a reprodução dos peixes. As novas regras têm o objetivo de evitar fraudes. 

As mudanças incluem a transferência da gestão do benefício para o Ministério do Trabalho e Emprego (, a exigência de registro biométrico e inscrição no Cadastro Único e a implementação de medidas para combater fraudes.

A medida provisória prevê as seguintes regras:

  • Autoriza a quitação das parcelas pendentes em 2026 desde que o beneficiário atenda aos requisitos;
  • Pescador artesanal terá direito ao benefício de anos anteriores, se tiver feito a solicitação dentro dos prazos legais;
  • Pagamento do benefício ocorrerá dentro de 60 dias após a regularização do pescador no programa;
  • Comprovação de contribuição previdenciária pelo pescador de pelo menos 6 meses dos 12 meses do ano anterior ao início do período de defeso;
  • Prazo para apresentação dos Relatórios Anuais de Exercício da Atividade Pesqueira (referentes a 2021 até 2025) foi prorrogado para 31 de dezembro de 2026.
  • Novas exigências para cadastro e identificação biométrica;
  • Aumento das penalidades para fraudadores.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) processa pedidos relativos a períodos de defeso iniciados até 31 de outubro de 2025. A partir de 1º de novembro de 2025, novas regras de validação via Ministério do Trabalho e Emprego entram em vigor conforme resoluções do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat).


Brasília (DF), 14/04/2026 - O relator da Comissão Mista da Medida Provisória (CMMPV) n° 1.323, de 2025, senador Beto Faro (PT-PA), que altera a legislação sobre o seguro-desemprego para pescadores artesanais durante o período de defeso (período em que a pesca é proibida para proteger a reprodução das espécies), realiza reunião deliberativa para apreciação do relatório. Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Relator da Comissão Mista da Medida Provisória (CMMPV) n° 1.323, de 2025, senador Beto Faro (PT-PA) Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Em entrevista à Agência Brasil, o senador Beto Faro (PT-PA), comentou as principais alterações introduzidas pela MP. 

Agência Brasil: Por que essas medidas são necessárias, neste momento?
Senador Beto Faro: Nós daremos legalidade ao processo de pagamento do seguro-defeso. Nós vamos dar garantia de que 1,5 milhão de famílias de pescadores do Brasil receberão o benefício.

A medida provisória nos permitiu a ampliação dos entendimentos, em audiências públicas em Brasília e nos estados, com os pescadores, com a representação dos trabalhadores e com o governo. Eles continuarão na mesa, em diálogo, para aprimorar os mecanismos que, definitivamente, acabarão com a fraude no seguro-defeso. Tiraremos, de uma vez por todas, um monte de gente que não representa a categoria, que não é pescador e está infiltrado nessa questão.

Agência Brasil: O objetivo é resguardar quem, de fato, precisa?
Faro: Há uma questão ambiental, aqui: a da reprodução da pesca. Onde não tem seguro-defeso, nem outra renda, as pessoas se veem obrigadas a pescar clandestinamente naquele período, porque precisam sobreviver. Em consequentemente, podem ser multados e até presos.

Eles terão a oportunidade de se cadastrar corretamente nas entidades que os representam.

Agência Brasil: Como serão as penalidades para os falsos pescadores e para quem os acoberta?
Faro: Antes da MP, qualquer pescador que cometesse um erro, teria três anos de punição, a de ficar de fora de qualquer sistema de pagamentos, devido à suspensão do registro de pescador. A partir da sanção, aumentaremos a penalidade para cinco anos sem registro.

O rigor àqueles que fraudam o seguro defesa incide, também, nas entidades representantes da classe. As que errarem e disserem ao Ministério do Trabalho e Emprego que um cidadão é pescador, e não for, serão excluídas e não terão mais relação [com o governo], porque cometeu um crime.

Agência Brasil: O texto aprovado pelo Congresso determina que o pagamento do seguro-defeso ocorrerá em até 60 dias depois da regularidade plena do pescador no programa. A medida ajudará a evitar atrasos no pagamento do benefício?
Faro: a MP garantirá que o pescador receberá o seguro no período correto. No Pará, por exemplo, o seguro-defeso do peixe mapará terminou há um mês. E hoje, o número de pescadores que o receberam ainda é pequeno. Mas, se é justamente naquele período do defeso que o trabalhador precisa do dinheiro para sobreviver, não faz sentido receber depois. 

Agência Brasil: A nova legislação autoriza a quitação das parcelas pendentes em 2026, se o beneficiário atender aos requisitos exigidos em lei. E sobre as dívidas do seguro defeso nos anos anteriores?
Faro: A estimativa do Ministério do Trabalho e Emprego é que cerca de 200 mil pescadores ficaram sem receber seu seguro-defesa, montante em torno de R$ 2 bilhões. Mas, o que se deve nos anos anteriores tem que ser garantido com outros recursos?

As despesas atrasadas ficarão de fora do limite orçamentário de 2026. Nós os excluímos do teto desse ano e ainda aumentamos os recursos federais do seguro-defeso de 2026. O total do seguro-defeso previsto, exceto esses atrasados, é de R$ 7,9 bilhões até dezembro.

Agência Brasil: O rigor de mecanismos de identificação dos pescadores pode dificultar o acesso ao seguro-defeso?
Faro: Trabalhamos com equilíbrio para não para que essas medidas não cerceiem o direito dos pescadores. Quem é pescador efetivo tem que ter o direito. Criaremos uma série de mecanismos em parceria com as entidades, teremos estruturas móveis para captar esses pescadores nas comunidades remotas, ampliaremos a estrutura dos próprios ministérios envolvidos.

Sobre a biometria cadastrada, neste processo, nós cortamos a verificação em duas etapas. A primeira delas terá como base os sistemas do governo, como a CNH Digital.

Agência Brasil: Qual o limite da atuação de associações e colônias de pesca na validação de quem é ou não pescador?
Faro: As associações e as entidades de pesca participam ativamente como colaboradores do governo para identificar os profissionais artesanais. Mas, o governo é o último quem verifica e decide quem é o pescador e a quem será pago o seguro-defeso. O governo não perdeu nenhuma força para decidir isso. É o poder público quem faz o programa funcionar.

Agência Brasil: Como o reconhecimento dos territórios tradicionais pesqueiros impacta a concessão futura do seguro-defeso?
Faro: Esse reconhecimento dos territórios tradicionais pesqueiros vai além da ligação com o seguro-defeso. Isso melhora, inclusive, a definição de outras políticas do governo para a estruturação deste segmento da população, como a oferta de crédito aos pescadores.

A futura norma prevê a participação ampla das comunidades nos debates e definições pertinentes.

Agência Brasil: O texto prevê que pescadores artesanais habilitados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e de suas associações e cooperativas contarão com os mesmos encargos financeiros de custeio e investimento usados nos programas de reforma agrária, inclusive bônus ou redutores.
Faro: A MP amplia o acesso a financiamentos aos pescadores do Pronaf, com juros muito bons, como é o caso dos agricultores familiares, que pagam 0,5% de juro ao ano. Até agora, os pescadores só tinham acesso a 0,3% do dinheiro do programa federal.

Agência Brasil: A MP garante a participação, com direito a voz, de integrantes das entidades representativas dos pescadores artesanais das cinco grandes regiões do país no Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat). Qual o objetivo da mudança?
Faro: Na composição do Codefat, nunca houve um pescador. Na nova medida provisória, a classe não vai compor o conselho, mas será ouvida na hora em que forem discutidas as medidas para os pescadores. Queremos saber quais são suas sugestões para as pautas que os envolvem. As entidades dos pescadores vão entrar como colaboradores.

Agência Brasil: A sanção será suficiente para cobrir os falsos pescadores ou ainda deverá ter fiscalização do RGP, por exemplo, que é o registro geral de atividade pesqueira?
Faro: Toda ação que vá coibir fraudes no recebimento do seguro aos pescadores artesanais é bem-vinda. A medida provisória não faz tudo por si só. O governo tem outros mecanismos e, na medida que avançam, estes vão sendo aprimorados.

O Japão registrou um número recorde de visitantes estrangeiros em março, impulsionado pela temporada das flores de cerejeira, segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira.
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Cerca de 3,62 milhões de turistas visitaram o país no mês, alta de 3,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, informou a Agência Japonesa de Turismo.
Trata-se do maior volume já registrado para um mês de março. Segundo o órgão, o resultado foi impulsionado pelo início da floração das cerejeiras (sakura) e pela coincidência com férias escolares e a Semana Santa no início de abril.
As flores de cerejeira, com suas pétalas brancas e rosadas, marcam a chegada da primavera e atraem turistas para festividades ao ar livre em todo o país.
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A Coreia do Sul foi a principal origem dos visitantes, com 795.600 turistas, seguida por Taiwan (653.300), Hong Kong e Tailândia.
Outras nacionalidades também registraram forte crescimento, como mexicanos (+70%), alemães (+22%), indianos (+25,6%), franceses (+10,5%) e americanos (+9,7%).
Queda de chineses reflete tensão diplomática
Em contraste, o número de turistas chineses caiu 56% em março, para 291.600 visitantes. No acumulado do primeiro trimestre, a queda é de 55%.
A retração ocorre em meio à deterioração das relações entre os países após declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre uma possível intervenção militar em caso de ataque chinês a Taiwan.
Pequim reagiu desaconselhando viagens ao Japão, citando “riscos significativos” para seus cidadãos.
Auge da temporada das cerejeiras atrai visitantes a parques e templos no Japão
AFP
Impactos externos e câmbio favorecem turismo
A guerra no Oriente Médio também afetou o fluxo, com queda de 30,6% no número de visitantes da região.
Por outro lado, a desvalorização do iene tem favorecido o turismo, tornando o Japão um destino mais acessível.
Em 2025, o país já havia superado pela primeira vez a marca de 40 milhões de visitantes estrangeiros.
O governo japonês estabeleceu como meta alcançar 60 milhões de turistas por ano até 2030.
Um jovem se declarou culpado no primeiro caso julgado na Austrália sob uma nova lei nacional que criminaliza a criação e distribuição de pornografia deepfake, prática que envolve a manipulação de imagens com uso de inteligência artificial. William Hamish Yeates, de 19 anos, admitiu quatro acusações após acordo com o Ministério Público, que retirou parte das 20 acusações federais iniciais, segundo a BBC.
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O acusadonão comentou ao deixar o tribunal e deverá retornar para nova audiência em abril.
As acusações incluem a criação ou alteração de material sexual sem consentimento, a distribuição desse conteúdo e o uso de serviços de comunicação de forma ofensiva ou assediadora.
O tribunal ouviu que Yeates utilizou várias contas na plataforma X para disseminar imagens manipuladas sem autorização da vítima.
A legislação aplicada prevê pena máxima de até sete anos de prisão e marca a primeira aplicação de uma norma nacional voltada especificamente à manipulação de imagens sexuais.
Um porta-voz dos promotores federais confirmou que se trata do primeiro processo desse tipo, embora alguns estados australianos já possuam leis próprias sobre deepfakes.
Crescimento do problema
Especialistas apontam que a pornografia deepfake é uma nova forma de abuso de imagem, gerada por inteligência artificial, que afeta principalmente mulheres e meninas.
A autoridade reguladora da internet na Austrália, a eSafety Commission, já havia alertado sobre o crescimento desse tipo de conteúdo e adotado medidas para proibir aplicativos que “desnudam” pessoas por meio de manipulação digital.
Dados apresentados pela comissária de Segurança Eletrônica Julie Inman Grant indicam a dimensão do problema:
— Há dados convincentes e preocupantes de que os deepfakes explícitos aumentaram na internet em até 550% ao ano desde 2019 — explica.
Ela também destacou que “é um pouco chocante notar que vídeos pornográficos representam 98% do material deepfake atualmente online e 99% dessas imagens são de mulheres e meninas.”
Aproximadamente 250 cidadãos rohingyas e bengaleses, entre eles crianças, estão desaparecidos após o naufrágio de um pesqueiro no mar de Andamão, segundo informações divulgadas por agências de refugiados e migração das Nações Unidas.
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A embarcação partiu de Bangladesh com destino à Malásia e, de acordo com as agências, “teria afundado devido a ventos fortes, mar agitado e superlotação”. Não há confirmação sobre o momento exato do acidente, ocorrido após a partida em 4 de abril, segundo a BBC.
Equipes de resgate conseguiram salvar apenas nove pessoas. Elas foram encontradas por um navio com bandeira de Bangladesh em 9 de abril, “agarradas a tambores e destroços de madeira”, segundo a guarda costeira. Posteriormente, o navio Meghna Pride resgatou sobreviventes por volta das 2h de 11 de abril e os levou de volta ao país.
Relatos indicam que os passageiros ficaram à deriva por quase dois dias após o naufrágio.
— Eles ficaram à deriva no mar por quase dois dias, agarrados a tambores e pedaços de madeira — afirmou um membro da guarda costeira.
O número exato de pessoas a bordo ainda é incerto. Sobreviventes mencionaram “cerca de 100 pessoas”, mas autoridades afirmam que “o número exato ainda é desconhecido” e que “e não há nenhum rastro dos outros nem da embarcação”.
Entre os resgatados está Rafiqul Islam, de 40 anos, que relatou ter ficado à deriva por cerca de 36 horas e sofreu queimaduras causadas por óleo vazado. Ele embarcou, assim como outros passageiros, “na esperança de uma vida melhor”, motivado por promessas de emprego na Malásia.
Crise humanitária e travessias perigosas
Os rohingyas, minoria muçulmana de Mianmar, enfrentam décadas de perseguição e têm cidadania negada pelo governo. Desde 2017, centenas de milhares fugiram para Bangladesh, onde vivem em condições precárias, o que leva muitos a arriscar travessias marítimas perigosas.
As agências da ONU alertaram que “Esse incidente trágico reflete as graves consequências do deslocamento prolongado e da ausência de soluções duradouras para os rohingyas”. Também destacaram que a situação em Mianmar “reduziu as esperanças de um retorno seguro no futuro próximo”.
Segundo os organismos internacionais, fatores como a redução da ajuda humanitária e as dificuldades nos campos de refugiados levam essas populações a “realizar essas perigosas travessias marítimas em busca de segurança e oportunidade”.
As embarcações utilizadas costumam ser pequenas, superlotadas e sem infraestrutura básica, o que aumenta o risco de tragédias. Em muitos casos, os barcos sequer conseguem chegar ao destino ou são impedidos de desembarcar em países como Malásia e Indonésia.
Em um relato citado pela Reuters, um refugiado resumiu o desespero enfrentado por essas populações: “As pessoas estão morrendo nos combates, morrendo de fome. Então alguns pensam que é melhor morrer no mar do que morrer lentamente aqui”.
As agências da ONU pediram a continuidade do financiamento internacional para apoiar os rohingyas e as comunidades que os acolhem em Bangladesh.
“Enquanto Bangladesh celebra seu Ano Novo, essa tragédia é um lembrete dos esforços urgentes necessários para enfrentar as causas profundas do deslocamento em Mianmar e criar condições que permitam que os refugiados rohingyas retornem voluntariamente, com segurança e dignidade”.
A capacidade da Coreia do Norte para fabricar armas nucleares registrou um “aumento muito significativo”, afirmou na quarta-feira, em Seul, o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
“Em nossas avaliações periódicas, pudemos confirmar que há um rápido aumento nas operações” do reator nuclear de Yongbyon, disse o diretor da agência, Rafael Grossi, em coletiva de imprensa.
— Isso tudo aponta para um aumento muito significativo na capacidade da RPDC (Coreia do Norte) no campo da produção de armas nucleares, estimada em algumas dezenas de ogivas — acrescentou.
A Coreia do Norte realizou seu primeiro teste nuclear em 2006 e está submetida a diversas sanções da ONU por seu programa armamentista.
O líder Kim Jong Un sustenta que o país não renunciará às armas nucleares.
Reator reativado e expansão do programa
O país opera várias instalações de enriquecimento de urânio, etapa essencial para a produção de ogivas nucleares, segundo a agência de inteligência sul-coreana.
Entre elas está o complexo nuclear de Yongbyon, que Pyongyang havia anunciado como desativado, mas que foi reativado em 2021.
Questionado sobre um possível apoio da Rússia ao programa nuclear norte-coreano, Grossi afirmou que a AIEA não identificou “nada em particular a respeito”.
A Coreia do Norte enviou soldados e projéteis de artilharia para apoiar a invasão russa da Ucrânia, e analistas apontam que o país pode receber, em troca, assistência em tecnologia militar.
Ao menos 19 pessoas morreram e outras 17 ficaram feridas em uma explosão acidental ocorrida na terça-feira em uma usina elétrica na Índia, informou a polícia nesta quarta-feira.
O incidente ocorreu em uma caldeira de uma usina em Singhitarai, no estado de Chhattisgarh. A instalação é administrada pela Vedanta Ltd, subsidiária do grupo do magnata Anil Agarwal.
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“O balanço (…) subiu para 19 mortos e 17 feridos, hospitalizados em vários estabelecimentos”, declarou à AFP o chefe da polícia do distrito de Sakti, Praful Thakur.
Um balanço anterior, divulgado horas após o acidente, apontava 9 mortos.
As autoridades anunciaram a abertura de uma investigação para apurar as causas da explosão.
Acidentes industriais são frequentes na Índia, muitas vezes associados ao descumprimento de normas de segurança.
No mês passado, um incêndio em uma fábrica de pirotecnia no oeste do país deixou 17 mortos.
O Exército de Israel realizou ataques ao sul de Beirute e o grupo pró-Irã Hezbollah disparou cerca de trinta foguetes contra o território israelense nesta quarta-feira, um dia depois de Líbano e Israel decidirem iniciar negociações de paz.
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Segundo a Agência Nacional de Informação (ANI) libanesa, dois ataques israelenses atingiram sucessivamente dois carros a cerca de vinte quilômetros ao sul de Beirute.
Um deles teve como alvo um veículo na rodovia que liga Beirute ao sul do país, na altura de Jiyeh, e o outro ocorreu em Saadiyat, precisa a agência. Ela acrescenta que essas áreas não são redutos do Hezbollah.
Desde os bombardeios massivos de quarta-feira, 8 de abril, que causaram mais de 350 mortos em Beirute e em outras partes do país, Israel não havia atacado a capital libanesa devido a pressões diplomáticas.
Escalada no sul do Líbano
Israel continuou nesta quarta-feira seus bombardeios em várias localidades do sul do Líbano, onde o Exército conduz uma ofensiva terrestre, informou a agência estatal libanesa, que também relata combates com o Hezbollah.
Os combatentes desse grupo pró-Irã, por sua vez, dispararam cerca de trinta foguetes contra Israel a partir do Líbano na manhã de quarta-feira, informou à AFP um porta-voz do Exército israelense.
Em um comunicado, o movimento islamista xiita reivindicou disparos de foguetes contra dez localidades do norte de Israel, próximas à fronteira.
A violência continua um dia após negociações diretas em Washington entre Israel e Líbano, as primeiras em mais de 30 anos.
O Hezbollah não viu com bons olhos essa aproximação, na qual ambos os países aceitaram iniciar negociações diretas para uma paz sustentável ao longo do tempo, segundo o Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Em 2 de março, o Hezbollah atacou o território israelense, o que arrastou o Líbano para a guerra no Oriente Médio.
Desde então, os bombardeios israelenses causaram 2.124 mortes e deslocaram mais de um milhão de pessoas.
Negociações de paz
Representantes de Israel e Líbano concordaram em lançar negociações diretas visando um acordo para encerrar a ofensiva militar iniciada pelos israelenses no mês passado, em paralelo à guerra lançada com os EUA contra o Irã.
Após uma reunião entre os embaixadores dos países em Washington, a primeira do tipo desde 1993, os dois lados reforçaram seus pontos, e os americanos estabeleceram que um cessar-fogo só poderá ser obtido por israelenses e libaneses, no que soou como um recado a Teerã.
À mesa estavam a embaixadora libanesa, Nada Hamadeh, e o embaixador israelense, Yechiel Leiter, com mediação do Departamento de Estado dos EUA. Não havia expectativa de um anúncio de grande porte, mas o comunicado conjunto foi interpretado como um sinal positivo.
Segundo o texto, “os participantes mantiveram discussões produtivas sobre os passos necessários para o início de negociações diretas entre Israel e o Líbano, e “concordaram em iniciar negociações diretas em data e local a serem mutuamente acordados”.
Mas era impossível ignorar os desafios, a começar pelo principal ausente (por falta de convite), o grupo político-militar Hezbollah, aliado de Teerã e principal alvo de Israel no país árabe.
No comunicado, os israelenses dizem apoiar o desarmamento de “todos os grupos armados não estatais e o desmantelamento da infraestrutura terrorista no Líbano, reafirmando seu compromisso de trabalhar com o governo libanês para alcançar esse objetivo, a fim de garantir a segurança das populações de ambos os países”.
O Líbano “ressaltou a necessidade de implementar a declaração de cessar-fogo de novembro de 2024”, que encerrou a última ofensiva de Israel e que previa o desarmamento do Hezbollah — o grupo rejeita entregar suas armas, e o Estado libanês não parece ter meios para enfrentá-lo.
Além de pedir a pausa nos combates, Beirute fez um apelo por “medidas concretas para lidar com a grave crise humanitária que o país continua a sofrer em decorrência do conflito em curso”, e defendeu sua soberania, ameaçada pelos planos de israelenses de ocupação do sul do território.
Por enquanto, sem sucesso.
(Com AFP)

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