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Um petroleiro suspeito de integrar a chamada “frota fantasma” usada pela Rússia para exportar petróleo deixou o porto francês onde estava retido desde março, após o pagamento de uma multa, informaram autoridades nesta quinta-feira.
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O caso ocorre em meio ao monitoramento crescente de embarcações utilizadas por Moscou para contornar as sanções ocidentais impostas após a invasão da Ucrânia, em 2022. Países europeus mantêm esses navios sob vigilância por suspeitas de transporte irregular de petróleo.
O navio “Deyna”, que partiu de Murmansk, no noroeste da Rússia, navegava sob bandeira de Moçambique e estava detido em Marselha. A embarcação foi interceptada pela França, com apoio do Reino Unido, nas proximidades das ilhas Baleares, na Espanha.
Segundo a prefeitura marítima e a promotoria local, o petroleiro foi liberado após seu proprietário se declarar culpado na quarta-feira por “não apresentar provas da nacionalidade do navio” e efetuar o pagamento de uma multa, cujo valor não foi divulgado.
Rota para a Ásia e vigilância europeia
O “Deyna” deixou o porto assim que a ordem de detenção foi suspensa. Nesta quinta-feira, a embarcação já se encontrava a mais de 300 quilômetros ao sul da costa francesa, entre a Sardenha e as ilhas Baleares, com destino à China, de acordo com os portais Vesselfinder e Marinetraffic.
Desde setembro, a França já abordou três embarcações suspeitas de integrar a “frota fantasma” russa, incluindo o “Deyna”. Esses navios costumam alterar frequentemente suas bandeiras ou operar com registros considerados inválidos, estratégia usada para dificultar a identificação e driblar restrições internacionais.
Os líderes de Israel e do Líbano devem conversar nesta quinta-feira, afirmou na noite de quarta-feira o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um dia após as primeiras conversas diretas entre representantes dos dois países.
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“Estamos tentando criar um pouco de espaço para respirar entre Israel e o Líbano. Faz muito tempo que os dois líderes não se falam, cerca de 34 anos. Será amanhã. Excelente!”, anunciou Trump em sua rede Truth Social.
O anúncio ocorre em meio à intensificação do conflito no Oriente Médio, que se agravou após o Líbano ser arrastado para a guerra em 2 de março, quando o movimento pró-iraniano Hezbollah atacou Israel.
Desde então, os ataques israelenses mataram mais de 2.000 pessoas e deslocaram mais de um milhão no Líbano, apesar dos apelos internacionais por um cessar-fogo.
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Trump não detalhou quais líderes participariam do diálogo anunciado para quinta-feira.
Contradições
Apesar da declaração do presidente americano, o governo libanês afirmou não ter conhecimento de qualquer contato iminente com Israel.
“Não estamos cientes de um contato previsto com a parte israelense e não fomos informados disso pelos canais oficiais”, declarou uma fonte oficial à AFP.
A fala mostra o desencontro de informações sobre a possível abertura de negociações entre os dois países, que permanecem formalmente em estado de guerra.
Pressões diplomáticas e objetivos em disputa
Um alto funcionário dos Estados Unidos afirmou anteriormente que o país “quer ver uma paz duradoura, mas não exige um cessar-fogo”, acrescentando que “as negociações entre Estados Unidos e Irã não estão condicionadas ao diálogo de paz entre Israel e Líbano”.
Por sua vez, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, indicou na quarta-feira dois objetivos centrais nas tratativas com o Líbano: “Primeiro, o desmantelamento do Hezbollah; segundo, uma paz sustentável (…) alcançada pela força”.
A polícia turca anunciou nesta quinta-feira a emissão de ordens de detenção contra dezenas de pessoas acusadas de alterar a ordem pública ao fazer apologia, nas redes sociais, a dois tiroteios em centros escolares registrados nesta semana.
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Segundo as autoridades, as investigações miram conteúdos publicados na internet que teriam exaltado os ataques e seus autores, ampliando a repercussão dos episódios de violência.
“Foram emitidas ordens de detenção contra 83 pessoas que realizaram publicações e atividades que fazem apologia de crimes e criminosos, afetando negativamente a ordem pública, e foram iniciadas ações legais contra elas”, afirmou a polícia em um comunicado.
Dois ataques
Um ataque a tiros em uma escola deixou nove mortos, incluindo oito estudantes, e 13 feridos nesta quarta-feira na província de Kahramanmaraş, no sudeste da Turquia, segundo o ministro do Interior, Mustafa Çiftçi, nesta quarta-feira. Seis dos feridos estão em estado grave, sendo três em condição crítica. O autor dos disparos era um aluno do ensino fundamental que utilizou armas do próprio pai, levadas em uma mochila, de acordo com autoridades locais ouvidas pela agência Reuters.
O ataque ocorreu em uma escola de ensino fundamental e foi o segundo caso do tipo registrado no país em apenas dois dias. O atirador, identificado como Isa Aras Mersinli, também morreu após o ataque, segundo o governador da província, Mükerrem Ünlüer.
O agressor tinha 14 anos, cursava o oitavo ano e portava cinco armas e sete carregadores, que, segundo as autoridades, pertenciam ao pai, um policial aposentado. A polícia prendeu o pai do jovem, Ugur Mersinli, para interrogatório, informou a agência oficial Anadol
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— Um estudante foi à escola com armas que acreditamos pertencerem ao pai dele na mochila. Ele entrou em duas salas de aula e abriu fogo ao acaso, deixando feridos e mortos — afirmou Ünlüer.
As salas de aula atingidas abrigavam alunos com cerca de dez anos de idade, segundo o governador.
— Ele atirou em si mesmo. Ainda não está claro se foi suicídio ou se aconteceu em meio ao caos — declarou.
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As circunstâncias do caso ainda são investigadas, incluindo como o estudante teve acesso às armas utilizadas.
O ministro da Justiça, Akın Gürlek, informou que promotores iniciaram uma investigação imediata sobre o ataque.
— Três procuradores-gerais adjuntos e quatro procuradores foram designados para a investigação. O procurador-geral e os procuradores seguem trabalhando no local. Foi decretada a proibição de divulgação de informações para preservar o andamento do caso, e é importante que os veículos de imprensa respeitem a confidencialidade — afirmou.
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As autoridades também proibiram a transmissão de imagens consideradas “traumáticas” do ataque, orientando a imprensa a se limitar às informações oficiais e dizendo que novos detalhes sobre o ataque devem ser divulgados conforme o avanço das investigações.
Pais correram para a escola no distrito de Onikisubat após relatos de um ataque armado, segundo a emissora NTV.
Na terça-feira, um adolescente armado com uma espingarda de caça deixou 16 feridos em uma escola técnica na província de Sanliurfa, no sudeste do país.
O atirador, um ex-aluno nascido em 2007, tirou a própria vida, informou o governador Hasan Şıldak. Segundo a emissora estatal TRT, entre os feridos estão estudantes e professores.
Imagens divulgadas pela imprensa local mostram alunos fugindo da escola.
— Ele abriu fogo de maneira aleatória no pátio e depois dentro da escola — disse uma testemunha à agência IHA.
Esse tipo de ataque é relativamente raro na Turquia, embora, segundo estimativas de uma fundação local, circulem dezenas de milhões de armas de fogo no país, a maioria de forma ilegal.
As forças russas lançaram 659 drones e 44 mísseis contra cidades de toda a Ucrânia em um período de 24 horas, informou nesta quinta-feira a força aérea ucraniana. A ofensiva, concentrada principalmente durante a noite, deixou ao menos 14 mortos.
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De acordo com a força aérea, as unidades de defesa antiaérea conseguiram derrubar 636 drones e 31 mísseis. Os principais alvos dos ataques foram a capital, Kiev, e a cidade portuária de Odesa.
Diante da escalada, o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, afirmou que a Rússia não deve ser beneficiada com qualquer flexibilização de sanções internacionais.
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O ocorrido “demonstrou que a Rússia não merece nenhum alívio na política mundial nem o levantamento das sanções”, afirmou Zelenski em suas redes sociais.
A declaração ocorre após os Estados Unidos suspenderem certas sanções sobre o petróleo russo armazenado no mar. A medida teve como objetivo conter a alta dos preços do petróleo, pressionados pela guerra no Oriente Médio.
O destino da vida na Terra é uma incógnita que a ciência tentou decifrar por meio de complexos modelos matemáticos e simulações computacionais de grande escala. Recentemente, uma pesquisa científica lançou luz sobre os limites temporais da nossa biosfera, sugerindo que a sobrevivência dos organismos no planeta tem um limite muito mais próximo do que se projetava anteriormente.
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O estudo, publicado originalmente na revista Nature Geoscience e posteriormente divulgado por fontes especializadas, sustenta que o oxigênio atmosférico, componente fundamental para a vida como a conhecemos, desaparecerá de forma drástica em um futuro distante.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores Kazumi Ozaki e Christopher T. Reinhard executaram um sistema de modelagem biogeoquímica e climática que realizou cerca de 400 mil simulações. O objetivo central era determinar a duração das condições ricas em oxigênio na nossa atmosfera. Os resultados indicaram que o tempo médio de vida de uma atmosfera com níveis de oxigênio superiores a 1% dos valores atuais é de aproximadamente 1,08 bilhão de anos, com uma margem de erro estatística. Esse processo de desoxigenação é, segundo os autores, uma consequência inevitável do aumento do fluxo solar à medida que o Sol evolui.
Historicamente, a comunidade científica estimava que a habitabilidade terrestre se estenderia por cerca de dois bilhões de anos, baseando esse período no brilho constante do Sol. No entanto, as novas projeções da NASA reduzem esse tempo quase pela metade. — Por muitos anos, a vida útil da biosfera da Terra foi discutida com base no brilho constante do Sol — explicou Kazumi Ozaki, autor principal do estudo. O especialista alertou que, à medida que o astro aumenta sua emissão de calor, a Terra se transformará em um ambiente hostil, no qual o ciclo de carbonatos e silicatos levará a uma atmosfera pobre em dióxido de carbono e, eventualmente, a uma queda abrupta na disponibilidade de oxigênio.
Embora o imaginário coletivo frequentemente associe o fim do planeta à expansão final do Sol — um processo que ocorrerá em cerca de cinco bilhões de anos, quando o astro se tornar uma gigante vermelha e engolir a Terra —, a realidade biológica será muito mais breve. Antes que a água dos oceanos evapore completamente ou que a superfície terrestre se torne inabitável devido às altas temperaturas solares, o colapso da atmosfera eliminará todas as formas de vida complexa que dependem da respiração aeróbica. A pesquisa aponta que essa desoxigenação ocorrerá antes da fase de efeito estufa úmido, marcando um ponto de não retorno para a biosfera.
É importante destacar que essa projeção científica se refere à viabilidade global da biosfera e não necessariamente ao destino da civilização humana. Diversos fatores ambientais, mudanças climáticas causadas pelo homem e eventos astronômicos imprevisíveis atuam como variáveis que podem alterar drasticamente o futuro da humanidade muito antes de o Sol esgotar seu ciclo de habitabilidade. Ainda assim, o estudo reforça que, em escala geológica, o destino da Terra está intrinsecamente ligado à evolução estelar e à estabilidade atmosférica que hoje permite a nossa existência.
Uma tecnologia desenvolvida na Universidade de São Paulo (USP) foi utilizada pela Nasa para monitorar astronautas da missão Artemis II, com foco no acompanhamento de sono e ritmos biológicos durante o voo.
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O dispositivo, chamado actígrafo, é usado no pulso, como um relógio, e realiza monitoramento contínuo de variáveis como movimento corporal, exposição à luz e padrões de atividade, permitindo analisar o funcionamento do organismo em ambientes extremos.
Actígrafo
Universidade de São Paulo (USP)
Como funciona o actígrafo?
Entre os dados registrados estão padrões de sono, nível de atividade e exposição à luz, além de medições da intensidade luminosa e da composição espectral da luz. Um dos principais diferenciais é a capacidade de monitorar a luz azul, fator diretamente ligado à regulação do ciclo sono-vigília.
Essas informações permitem avaliar os ritmos circadianos dos astronautas, essenciais para manter desempenho cognitivo, saúde e segurança durante missões espaciais.
O actígrafo foi desenvolvido na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, sob coordenação do professor Mario Pedrazzoli, especialista em cronobiologia.
A tecnologia surgiu a partir de pesquisas acadêmicas financiadas pelo programa de Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São (Fapesp) e posteriormente foi aprimorada e produzida pela empresa Condor Instruments.
Diferentemente de dispositivos comerciais, o equipamento tem foco científico e é amplamente utilizado em áreas como cronobiologia, neurociências e saúde pública, com capacidade de monitoramento contínuo e alta precisão.
Uso além do espaço
No contexto da missão Artemis II, o dispositivo ajuda a entender como o corpo humano reage à ausência de ciclos naturais de luz e escuridão.
A adoção da tecnologia pela Nasa representa reconhecimento internacional da pesquisa brasileira.
Além das aplicações espaciais, o actígrafo também é utilizado em estudos sobre distúrbios do sono e pode contribuir para políticas públicas relacionadas à organização dos tempos sociais e à qualidade de vida da população.
Daniil, um estudante russo, tirou licença médica de seus estudos em São Petersburgo e acabou perdendo sua vaga na universidade. Então, em fevereiro deste ano, mais de um ano depois, recebeu um e-mail inesperado da instituição, dizendo que poderia ser readmitido. Para isso, bastava assinar um contrato para servir por um ano na força de drones do Exército da Rússia. A proposta incluía ainda outros incentivos: ao retornar à universidade após o serviço, ele teria direito a ensino gratuito, vaga em alojamento estudantil e admissão em um programa de mestrado custeado. Além disso, receberia ao menos 6,52 milhões de rublos (aproximadamente R$ 422 mil) pelo período, cerca de 4,5 vezes o salário médio local. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O embate entre o Papa Leão XIV e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, subiu de tom nas últimas semanas e expôs uma disputa incomum entre dois dos líderes mais influentes do mundo. Em meio à guerra no Irã, o Pontífice tem se colocado como uma das principais vozes críticas à postura de Washington e, até agora, segue sem recuar diante das investidas do republicano. A crise marca um confronto raro na história recente. Desde os tempos de Napoleão Bonaparte, no início do século XIX, poucos líderes políticos desafiaram o Vaticano de forma tão direta. À época, o Papa Pio VII resistiu ao imperador francês e, agora, analistas veem paralelos com a postura adotada por Leão XIV, segundo o Wall Street Journal. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

A Frente Parlamentar Mista Ambientalista (FPMA) do Congresso Nacional lançou na terça-feira (15) o “Mapa do Caminho para a Agenda Legislativa Socioambiental”. O documento traz orientações para a atuação de deputados, senadores, assessores e corpo técnico nos próximos oito anos. São iniciativas legislativas, articulações políticas e mobilização social.

A crise climática está no centro das atenções e o texto propõe o fortalecimento de políticas ambientais com foco em temas como transição energética, defesa de biomas estratégicos, Justiça climática, orçamento e governança.

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“Mais do que um diagnóstico, este mapa oferece ações concretas para popularizar a pauta climática, combater a desinformação e garantir que o desenvolvimento do Brasil seja guiado pela preservação da biodiversidade e pela inclusão de jovens, indígenas e periferias”, diz a senadora Eliziane Gama (PSD-MA), coordenadora da FPMA no Senado.

O texto, produzido em parceria com a ONG Legisla Brasil, sugere a aprovação de propostas em tramitação como a PEC da Água (PEC 06/2021) e o projeto que cria a Política Nacional de Proteção de Rios (PL 2842/2024). O texto também defende o fortalecimento de mecanismos de financiamento, como o Fundo Clima e o Fundo Nacional de Meio Ambiente.

“O mapa é mais que um documento técnico, é um direcionamento para o Parlamento que será eleito nas urnas em outubro. Precisamos fortalecer a pauta socioambiental dentro do Congresso Nacional, temos muito trabalho a ser feito e essa agenda não pode ser tratada como periférica. É uma pauta central no debate dos rumos do Brasil nos próximos anos”, diz o deputado federal Nilto Tatto (PT-SP), coordenador da FPMA na Câmara dos Deputados.

Estratégias

O documento destaca a importância de construir narrativas que enfrentam a oposição entre crescimento econômico e proteção ambiental. E orienta a traduzir o debate acadêmico para o cotidiano da população, ao trazer questões como insegurança alimentar, saúde e moradia. A elaboração das diretrizes contou com apoio de organizações da sociedade civil como a NOSSAS e a Engajamundo.

 “A mobilização real ocorre quando os territórios detêm ferramentas para criar suas próprias narrativas, rompendo estereótipos e discursos hegemônicos por meio do combate à desinformação. Nesse processo, a comunicação deixa de ser apenas difusão e passa a ser infraestrutura de participação”, diz um trecho do documento.

As estratégias incluem ainda a integração entre mobilização digital e articulação institucional. O objetivo é produzir pressão sobre os parlamentares, para influenciar tomadas de decisão.

“Quando milhares ou milhões de pessoas se posicionam de forma coordenada, ignorar essa pressão passa a ter um preço”, diz o texto, que cita as campanhas pelo fim da escala 6×1 e “Criança não é mãe” como exemplos recentes de mobilizações bem estruturadas que conseguiram influenciar o processo legislativo.

Além do Legislativo, o Mapa do Caminho é apresentado como uma ferramenta estratégica para a sociedade civil e o setor acadêmico.

No dia seguinte ao envio ao Congresso Nacional do projeto de lei de redução de jornada para no máximo 40 horas semanais (e fim da escala 6×1), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, no Palácio do Planalto, 68 reivindicações de representantes das centrais sindicais que participaram, nesta quarta (15) em Brasília, da “marcha da classe trabalhadora” na Esplanada dos Ministérios.   

Na ocasião, o presidente, ao se dirigir aos dirigentes sindicais, disse que é necessária mobilização e pressão dos trabalhadores para aprovação da redução de jornada enviada ao Congresso.

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“Vocês não podem abdicar da sagrada responsabilidade de vocês de lutar pelos trabalhadores que vocês representam”, afirmou.  Lula falou que o período é desafiador “Não tem tempo fácil. É sempre muito sacrifício. E cada vez que a gente manda uma coisa para aprovar no Congresso, é preciso saber que vocês têm que ajudar”, justificou. 

Burnout

Lula, no evento, homenageou o ativista e ex-balconista Rick Azevedo, que criou o movimento Vida Além do Trabalho, e que acabou dando origem ao projeto de redução de jornada. O presidente chegou a sugerir que, se a lei for aprovada, tenha o nome do ativista.

Ao presidente, Azevedo recordou que teve burnout e depressão com o excesso de trabalho e pouco descanso. “Em 13 de setembro de 2023, eu falei: ‘chega’… Então eu postei um vídeo no TikTok revoltado e denunciando esse modelo de trabalho de seis dias consecutivos para apenas um dia de folga. E o vídeo viralizou”, recordou.

Críticas a retrocessos

Lula aproveitou o encontro com as centrais para criticar as aprovações das reformas Trabalhista (2017) e da Previdência (2019) e também outras, que ele considera retrocessos para a classe trabalhadora. 

Para o presidente, a luta dos trabalhadores é mais dura para as centrais sindicais neste momento. Ele ainda alertou que há grupos no Brasil de oposição que defendem reforma semelhante à que foi realizada na Argentina (que incluiu a possibilidade de aumento da jornada para 12 horas diárias de trabalho).

Momento de transformação

Os representantes das centrais sindicais celebraram a decisão do governo de enviar o projeto que acabaria com a escala 6×1. Um deles foi o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, que citou a possibilidade de haver mais mercado de trabalho com a redução de jornada. “Essa medida gera 4 milhões de empregos”, disse. 

Para o presidente da CTB, o Brasil tem uma capacidade de se recolocar com uma nova indústria voltada para uma sustentabilidade socioambiental e também pelos processos de desregulamentação. Ele citou o risco altíssimo da pejotização, termo usado para quando um profissional é contratado como pessoa jurídica, mas atuando com funções próprias que deveriam ser regidas pela CLT.

Outro representante que tratou dos temas da necessidade de manutenção dos direitos e da  redução de jornada foi o presidente da Força Sindical, Miguel Torres. Ele celebrou que a marcha mobilizou mais de 20 mil trabalhadores. Torres disse que o projeto já está maduro para entrar em vigor.

“É mais tempo para a família, para a saúde para o lazer, para estudar e para a pessoa”.

Transformações

O coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, Clemente Ganz, explicou que a pauta de 68 reivindicações apresentada ao presidente refere-se aos próximos cinco anos. Para Ganz, as categorias devem ter capacidade de olhar o mundo do trabalho em profunda transformação, com mudanças tecnológicas, que impactam o mundo do trabalho como um todo. 

“Mulheres e jovens serão os mais impactados pela inteligência artificial e pela inovação tecnológica, segundo os últimos estudos da OIT. Nós temos a mudança climática e a emergência ambiental com impacto sobre o mundo do trabalho”, afirmou. 

O presidente da União Geral dos Trabalhadores, Ricardo Patah, citou a necessidade de proteger trabalhadores por aplicativo e entregadores. “É fundamental se preocupar com a vida, com a saúde e com a juventude, que significa o futuro do nosso país”, afirmou. 

Também no evento, a presidenta da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Sônia Zerino, afirmou que a pauta da classe trabalhadora deve incluir o combate ao feminicídio. “Nós precisamos fazer esse combate conscientizando a população pela educação”.

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