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Os Estados Unidos se preparam para intensificar, nos próximos dias, sua ofensiva naval contra o Irã, com planos de abordar e apreender embarcações ligadas a Teerã em águas internacionais, segundo o Wall Street Journal. A estratégia marca uma ampliação da campanha americana, que até então se concentrava no Oriente Médio, e passa a ter alcance global.
Passagem estratégica: Irã mantém Estreito de Ormuz fechado a três dias do fim da trégua com EUA
Estreito de Ormuz: É legal o plano do Irã de cobrar pedágio para permitir a passagem de navios?
A nova fase ocorre em meio à escalada de tensões no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio de petróleo, onde forças iranianas têm reforçado sua presença. No sábado, embarcações comerciais foram alvo de ataques, enquanto Teerã declarou que a passagem marítima está sob “controle rigoroso”.
A movimentação elevou a preocupação de empresas de navegação e ocorre dias após autoridades iranianas afirmarem que o estreito permanecia aberto ao tráfego, declaração que foi recebida com otimismo pelo presidente americano, Donald Trump.
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De acordo com integrantes do governo americano, o endurecimento das ações busca forçar o Irã a reabrir completamente a rota marítima e avançar nas negociações sobre seu programa nuclear. As conversas entre os dois países seguem sem acordo, e um cessar-fogo temporário deve expirar na próxima semana.
Trump afirmou que Teerã já teria concordado em entregar seu estoque de urânio altamente enriquecido, o que foi negado pelo governo iraniano. Entre os principais impasses estão o prazo para suspensão do enriquecimento e a liberação de bilhões de dólares em ativos iranianos congelados no exterior.
‘Fogo contra navio’: Barcos iranianos atacam petroleiro no Estreito de Ormuz após novo bloqueio
Bloqueio naval e frota fantasma
Na prática, os EUA já vêm restringindo a movimentação marítima iraniana. Segundo o Comando Central, 23 navios foram impedidos de deixar portos do país como parte de um bloqueio em curso.
Com a ampliação da ofensiva, Washington pretende interceptar embarcações ligadas ao Irã em diferentes partes do mundo, incluindo petroleiros que operam fora do Golfo Pérsico e navios suspeitos de transportar armamentos.
O chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, afirmou que qualquer embarcação com bandeira iraniana ou envolvida em apoio ao país poderá ser alvo. A medida inclui a chamada “frota fantasma”, formada por navios que operam à margem de regulações internacionais para driblar sanções.
Planejamento militar: França e Alemanha divergem sobre papel da Europa no Estreito de Ormuz enquanto países articulam missão
A operação deve envolver, entre outras estruturas, o Comando Indo-Pacífico dos EUA e integra uma nova fase da estratégia de pressão sobre Teerã, batizada de “Fúria Econômica”.
Ampliação das sanções
A ofensiva também passa por um reforço nas sanções. O Departamento do Tesouro ampliou a lista de embarcações, empresas e indivíduos ligados ao comércio de petróleo iraniano, mirando redes consideradas essenciais para sustentar a economia do país.
Entre os alvos está o empresário Mohammad Hossein Shamkhani, ligado ao transporte de petróleo e filho de um ex-assessor de segurança do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
Veja: O que fazia e do que era capaz o drone americano de R$ 1 bilhão que desapareceu no Estreito de Ormuz
Autoridades americanas também prometeram processar qualquer agente envolvido na compra ou venda de petróleo iraniano sob sanções, ampliando o alcance da pressão para além do campo militar.
Grande parte das exportações do Irã, cerca de 1,6 milhão de barris por dia, tem como destino a China, o que levou autoridades americanas a sinalizarem preocupação com o papel de Pequim na manutenção desse fluxo.
Risco de escalada militar
Apesar do aumento da pressão, Washington afirma que ainda busca uma solução negociada. Segundo a Casa Branca, a combinação entre bloqueio naval e sanções pode abrir caminho para um acordo.
Identificação ‘zombie’ ou aleatória: Movimentos em Ormuz sugerem táticas de camuflagem de navios para escapar de bloqueio dos EUA
Nos bastidores, no entanto, ambos os lados se preparam para a possibilidade de retomada dos combates. O Irã mantém milhares de mísseis de curto e médio alcance e tem mobilizado lançadores armazenados em instalações subterrâneas.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que as forças americanas estão “totalmente posicionadas” para agir caso as negociações fracassem. Ainda assim, integrantes do governo descartam, por ora, o envio de tropas terrestres.
Ataques a infraestruturas estratégicas, como usinas de energia iranianas, seguem no radar, mas são considerados de alto risco, já que poderiam desencadear retaliações contra instalações energéticas na Arábia Saudita e em outros aliados dos EUA.
Confira antes e depois da destruição em áreas do Irã
Para o professor de direito Mark Nevitt, da Universidade Emory, a estratégia americana combina diferentes frentes simultâneas no mar.
— É uma abordagem maximalista. Se o objetivo é pressionar o Irã, todas as ferramentas legais disponíveis estão sendo usadas — afirma.
Os Estados Unidos se preparam para intensificar, nos próximos dias, sua ofensiva naval contra o Irã, com planos de abordar e apreender embarcações ligadas a Teerã em águas internacionais, segundo o Wall Street Journal. A estratégia marca uma ampliação da campanha americana, que até então se concentrava no Oriente Médio, e passa a ter alcance global.
Passagem estratégica: Irã mantém Estreito de Ormuz fechado a três dias do fim da trégua com EUA
Estreito de Ormuz: É legal o plano do Irã de cobrar pedágio para permitir a passagem de navios?
A nova fase ocorre em meio à escalada de tensões no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio de petróleo, onde forças iranianas têm reforçado sua presença. No sábado, embarcações comerciais foram alvo de ataques, enquanto Teerã declarou que a passagem marítima está sob “controle rigoroso”.
A movimentação elevou a preocupação de empresas de navegação e ocorre dias após autoridades iranianas afirmarem que o estreito permanecia aberto ao tráfego, declaração que foi recebida com otimismo pelo presidente americano, Donald Trump.
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De acordo com integrantes do governo americano, o endurecimento das ações busca forçar o Irã a reabrir completamente a rota marítima e avançar nas negociações sobre seu programa nuclear. As conversas entre os dois países seguem sem acordo, e um cessar-fogo temporário deve expirar na próxima semana.
Trump afirmou que Teerã já teria concordado em entregar seu estoque de urânio altamente enriquecido, o que foi negado pelo governo iraniano. Entre os principais impasses estão o prazo para suspensão do enriquecimento e a liberação de bilhões de dólares em ativos iranianos congelados no exterior.
‘Fogo contra navio’: Barcos iranianos atacam petroleiro no Estreito de Ormuz após novo bloqueio
Bloqueio naval e frota fantasma
Na prática, os EUA já vêm restringindo a movimentação marítima iraniana. Segundo o Comando Central, 23 navios foram impedidos de deixar portos do país como parte de um bloqueio em curso.
Com a ampliação da ofensiva, Washington pretende interceptar embarcações ligadas ao Irã em diferentes partes do mundo, incluindo petroleiros que operam fora do Golfo Pérsico e navios suspeitos de transportar armamentos.
O chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, afirmou que qualquer embarcação com bandeira iraniana ou envolvida em apoio ao país poderá ser alvo. A medida inclui a chamada “frota fantasma”, formada por navios que operam à margem de regulações internacionais para driblar sanções.
Planejamento militar: França e Alemanha divergem sobre papel da Europa no Estreito de Ormuz enquanto países articulam missão
A operação deve envolver, entre outras estruturas, o Comando Indo-Pacífico dos EUA e integra uma nova fase da estratégia de pressão sobre Teerã, batizada de “Fúria Econômica”.
Ampliação das sanções
A ofensiva também passa por um reforço nas sanções. O Departamento do Tesouro ampliou a lista de embarcações, empresas e indivíduos ligados ao comércio de petróleo iraniano, mirando redes consideradas essenciais para sustentar a economia do país.
Entre os alvos está o empresário Mohammad Hossein Shamkhani, ligado ao transporte de petróleo e filho de um ex-assessor de segurança do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
Veja: O que fazia e do que era capaz o drone americano de R$ 1 bilhão que desapareceu no Estreito de Ormuz
Autoridades americanas também prometeram processar qualquer agente envolvido na compra ou venda de petróleo iraniano sob sanções, ampliando o alcance da pressão para além do campo militar.
Grande parte das exportações do Irã, cerca de 1,6 milhão de barris por dia, tem como destino a China, o que levou autoridades americanas a sinalizarem preocupação com o papel de Pequim na manutenção desse fluxo.
Risco de escalada militar
Apesar do aumento da pressão, Washington afirma que ainda busca uma solução negociada. Segundo a Casa Branca, a combinação entre bloqueio naval e sanções pode abrir caminho para um acordo.
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Nos bastidores, no entanto, ambos os lados se preparam para a possibilidade de retomada dos combates. O Irã mantém milhares de mísseis de curto e médio alcance e tem mobilizado lançadores armazenados em instalações subterrâneas.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que as forças americanas estão “totalmente posicionadas” para agir caso as negociações fracassem. Ainda assim, integrantes do governo descartam, por ora, o envio de tropas terrestres.
Ataques a infraestruturas estratégicas, como usinas de energia iranianas, seguem no radar, mas são considerados de alto risco, já que poderiam desencadear retaliações contra instalações energéticas na Arábia Saudita e em outros aliados dos EUA.
Confira antes e depois da destruição em áreas do Irã
Para o professor de direito Mark Nevitt, da Universidade Emory, a estratégia americana combina diferentes frentes simultâneas no mar.
— É uma abordagem maximalista. Se o objetivo é pressionar o Irã, todas as ferramentas legais disponíveis estão sendo usadas — afirma.

Agentes públicos não devem divulgar ou contribuir para a disseminação de notícias falsas, sob risco de serem punidos por abuso de poder político e econômico. Não podem usar bens ou serviços públicos para favorecer a qualquer candidatura. O que, no caso dos que ocupam cargos eletivos, inclui transformar eventos oficiais em atos de campanha, dos quais, aliás, só podem participar fora do horário de trabalho.

As recomendações, como a obrigação de, no exercício da função pública, observar aos cinco princípios da administração pública – legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência -, constam da cartilha produzida pela Advocacia-Geral da União (AGU) para orientar agentes públicos e gestores sobre as práticas permitidas e proibidas durante o período eleitoral.

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“É permanentemente vedada a disseminação, o endosso ou o compartilhamento de informações sabidamente falsas, descontextualizadas ou não verificadas [fake news], bem como de conteúdos que promovam discurso de ódio, discriminação, incitação à violência, ataques pessoais, desqualificação moral ou afronta à dignidade de pessoas ou grupos”, alerta a publicação ao tratar do uso indevido das redes sociais e da disseminação de desinformação.

“Em período eleitoral, a observância desses deveres deve ser redobrada, em razão do elevado potencial de impacto das manifestações públicas das autoridades sobre o debate democrático e sobre a confiança da sociedade nas instituições”, recomenda a AGU na cartilha.

Mesmo que não configurem infração eleitoral, algumas condutas podem ser tipificadas como infração ética por implicarem um conflito entre o exercício da função pública e a promoção pessoal ou político-partidária da autoridade. 

Daí a proibição ao uso da visibilidade, prestígio institucional ou prerrogativas de cargo público para autopromoção com finalidade político-eleitoral, ou para induzir os eleitores a confundirem realizações administrativas decorrentes da atuação institucional do Estado como mérito pessoal de determinado agente público.

Segundo a AGU, a Cartilha Eleitoral: Condutas Vedadas aos Agentes Públicos Federais nas Eleições 2026 é “um instrumento de orientação prática, voltado a apoiar agentes públicos e gestores na tomada de decisões seguras no cotidiano administrativo no contexto eleitoral”.

O documento é também uma contribuição para a prevenção de irregularidades e a conformidade das ações estatais, diz a AGU.

Em sua 11ª edição, a cartilha detalha conceitos como abuso de poder e improbidade administrativa e as regras sobre propaganda, uso de bens públicos e gestão de recursos. 

A cartilha contém um calendário orientativo sobre as principais datas do ano eleitoral e capítulos dedicados ao combate à desinformação no contexto eleitoral; o uso ético das redes sociais e a propaganda eleitoral na internet,  permitida só a partir de 16 de agosto.

“Por tudo isso, espera-se que a cartilha contribua para uma atuação pública segura, responsável e comprometida com o interesse público durante este ano de 2026, fortalecendo as instituições e contribuindo com a lisura do processo eleitoral”, esclarece a AGU na apresentação da cartilha. 

Centenas de ativistas dos direitos dos animais em Wisconsin, nos Estados Unidos, foram impedidos pela polícia e por seguranças particulares ao tentarem retirar milhares de beagles de uma instalação que os cria para venda a laboratórios de pesquisa e para experimentos realizados no local. Policiais e seguranças dispararam gás lacrimogêneo e balas de borracha contra os cerca de mil manifestantes, segundo testemunhas, para impedi-los de entrar na instalação, a Ridglan Farms, uma criadora de cães licenciada pelo estado.
Ridglan cria beagles para pesquisa biomédica voltada ao aprimoramento da medicina veterinária. A empresa negou que abuse dos animais. A incursão na Ridglan Farms havia sido planejada durante semanas, permitindo que a instalação e a polícia se preparassem para o que os manifestantes consideraram uma ação civil.
Os ativistas disseram que pelo menos 26 pessoas foram presas. Elise Schaffer, porta-voz do Gabinete do Xerife do Condado de Dane, afirmou que os policiais recuperaram ferramentas dos ativistas que poderiam ter sido usadas para invadir o prédio, mas nenhum cão foi levado.
Ativistas tentam resgatar cachorros nos Estados Unidos
Taylor Glascock for The New York Times
Os manifestantes, organizados pelo grupo nacional de direitos dos animais Direct Action Everywhere, invadiram com sucesso a Ridglan Farms em 15 de março e levaram 22 beagles, que foram posteriormente adotados.
No outono passado, um promotor especial concluiu que a Ridglan Farms, localizada a cerca de 48 quilômetros de Madison, capital do estado, havia realizado experimentos nos beagles que constituíam maus-tratos a animais. No entanto, ele permitiu que a empresa evitasse o processo judicial sob a condição de que entregasse sua licença de criação até 1º de julho, o que encerraria sua capacidade de vender cães para laboratórios externos.
A empresa pode continuar a realizar experimentos em seus beagles, embora ex-funcionários tenham testemunhado que os cães passaram por cirurgias oculares sem anestesia geral.
Wayne Hsiung, fundador do Direct Action Everywhere, disse em uma publicação online em março que buscava duas mil pessoas dispostas a se reunir na Ridglan Farms este mês e “usar todos os meios não violentos para romper os muros da instalação e resgatar os cães”. A vila de Blue Mounds, local da instalação da Ridglan, tem uma população de menos de mil habitantes.
O plano para uma segunda incursão levou o Gabinete do Xerife do Condado de Dane a trazer reforços, incluindo policiais das vilas de Oregon e Black Earth, em Wisconsin, policiais estaduais e a própria força de segurança privada da Ridglan, disse a Sra. Schaffer. Os organizadores tentaram trabalhar com a Ridglan Farms para encontrar novos lares para os beagles, mas não tiveram sucesso. Um porta-voz da empresa disse que alguns indivíduos consultaram a empresa sobre a compra dos cães, mas recusou-se a fazer mais comentários
Um grupo de policiais aguardava os manifestantes, que chegaram à Ridglan Farms na manhã de sábado vestidos inteiramente de preto ou trajando macacões brancos de laboratório, e os agentes da lei anunciaram por alto-falantes que os invasores seriam presos.
Por volta das 9h, a polícia prendeu o Sr. Hsiung antes que ele entrasse no local, alegando ter causa provável. A situação degenerou rapidamente depois disso, à medida que a polícia prendia os manifestantes que haviam rompido a cerca ao redor da propriedade.
— Somente um sistema profundamente corrupto usaria gás lacrimogêneo e balas de borracha contra ativistas pacíficos que estão salvando cães — disse o Sr. Hsiung em uma declaração feita da prisão. Ele foi acusado de invasão de propriedade.
Ativistas tentam pular cerca para resgatar beagles
Taylor Glascock for The New York Times
A Sra. Schaffer disse que os manifestantes haviam sido avisados de que seriam atingidos com gás lacrimogêneo, um aviso que alguns disseram não ter ouvido. Por volta das 10h, alguém avançou com uma caminhonete pelo portão da frente da Ridglan Farms e foi preso pela polícia. Um porta-voz da Ridglan Farms disse que os ativistas tentaram invadir repetidamente a instalação de pesquisa por todos os lados. Ele se recusou a comentar as ações das forças de segurança.
Fotografias do local mostram policiais apontando rifles para um manifestante deitado no chão. Jenny McQueen, que dirigiu de Toronto com o marido e meia dúzia de outros canadenses para tirar os cães de lá, disse que os policiais começaram a lançar latas de gás lacrimogêneo sobre a cerca quase imediatamente após as 9h. A Sra. McQueen disse que foi atingida por spray de pimenta no rosto.
— Enquanto eu filmava, vi policiais com rifles e munições zumbindo por mim — disse a Sra. McQueen, acrescentando que não ouviu os policiais avisarem os manifestantes antes de atirarem. — Vi uma mulher ser baleada no ombro com uma bala de borracha.
Os policiais chutaram e espancaram um homem enquanto ele tentava entrar por um buraco na cerca, e então o puxaram para dentro. O homem, a quem os organizadores identificaram como Nicholas Dickman, foi preso. Uma fotografia mostra-o deitado no chão, com o rosto ensanguentado e dentes faltando.
Jennifer Ozanne, uma manifestante que viajou da Califórnia para tentar levar os beagles, chegou às 8h45 e descobriu que fardos de feno haviam sido colocados para impedir que as pessoas se aproximassem da cerca, que era coberta com arame farpado. Ela disse que viu manifestantes serem atingidos por spray de pimenta e balas de borracha.
“A resposta do Gabinete do Xerife do Condado de Dane às tentativas ativas de invasão por centenas de manifestantes foi apropriada e proporcional aos comportamentos observados”, disse o xerife Kalvin Barrett em um comunicado.
O Exército do Líbano anunciou neste domingo que reabriu uma estrada e iniciou reparos em pontes danificadas por bombardeios de Israel no sul do país, no terceiro dia do cessar-fogo com o movimento pró-iraniano Hezbollah. Apesar dos esforços para restabelecer a circulação e permitir o retorno de deslocados, novos incidentes e mortes registrados nos últimos dias indicam que a trégua ainda é frágil.
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Em comunicado, o Exército informou que “reabriu completamente a estrada entre Jardali e Nabatiyeh” e “parcialmente a ponte Burj Rahal, em Tiro”. Também disse que trabalha para restaurar a ligação entre Falsay e Tiro, após danos provocados pelos ataques israelenses.
Segundo os militares, bombardeios contra pontes sobre o rio Litani, a cerca de 30 quilômetros da fronteira com Israel, haviam praticamente isolado o sul do Líbano do restante do território. A reabertura de uma das passagens, na sexta-feira, permitiu que um grande número de deslocados retornasse a suas cidades e vilarejos para verificar as condições de suas casas.
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Ainda assim, muitos moradores demonstram hesitação em voltar de forma definitiva, diante da incerteza sobre a manutenção do cessar-fogo, que suspendeu as hostilidades iniciadas em 2 de março. No sábado, houve intenso fluxo de veículos em direção a Beirute, com pessoas deixando o sul e retornando a abrigos provisórios.
Mesmo com os sinais de retomada, episódios recentes reforçam a instabilidade no terreno. As Forças Armadas de Israel informaram que dois soldados morreram desde o início da trégua. Um deles, o sargento-major da reserva Barak Kalfon, morreu em uma explosão durante operações de varredura em edifícios, enquanto outro militar, Lidor Porat, foi morto após o veículo blindado em que estava atingir uma mina terrestre, em um caso que será investigado como possível violação dos termos da trégua.
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A tensão também atingiu forças internacionais. Um soldado francês da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) morreu após sua patrulha ser alvo de disparos de armas leves no sábado. O presidente da França, Emmanuel Macron, responsabilizou o Hezbollah pelo ataque, mas o grupo negou envolvimento e classificou as acusações como precipitadas. Outros três capacetes azuis ficaram feridos, dois deles em estado grave.
Apesar do cessar-fogo, Israel mantém presença militar no sul do Líbano e anunciou no sábado a criação de uma “linha amarela” de demarcação, em uma faixa de cerca de dez quilômetros a partir da fronteira. A medida ocorre enquanto seguem as negociações por um acordo mais amplo entre os dois países, formalmente em guerra desde 1948.
O conflito recente, que durou cerca de um mês e meio, deixou quase 2.300 mortos e cerca de um milhão de deslocados no território libanês.
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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país “ainda não terminou” sua ofensiva contra o Hezbollah, indicando que o objetivo de desarmar o grupo permanece em aberto.
No plano diplomático, o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, acusou Israel de tentar criar um “fato consumado” no Líbano, apesar do cessar-fogo. Segundo ele, o governo israelense estaria se aproveitando da atenção internacional voltada para outras crises, como as negociações entre Irã e Estados Unidos, para avançar no território.
(Com AFP)
O estratégico Estreito de Ormuz permanece fechado neste domingo (19), como retaliação ao bloqueio dos Estados Unidos aos portos iranianos, a apenas três dias do fim da trégua estabelecida entre os dois países em guerra. Após mais de um mês de conflito, que deixou milhares de mortos e abalou a economia mundial, o anúncio de sexta-feira sobre a reabertura do corredor marítimo provocou um impulso imediato nos mercados financeiros e provocou uma queda expressiva dos preços do petróleo.
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Mas no sábado, poucas horas após a reabertura, o Irã anunciou a retomada do “controle rigoroso” de Ormuz, por onde, antes da guerra, transitavam 20% do fluxo global de hidrocarbonetos. Pouco depois do anúncio, pelo menos três navios comerciais que tentavam atravessar o estreito foram alvos de disparos.
“Qualquer tentativa de aproximação do Estreito de Ormuz será considerada cooperação com o inimigo e o navio infrator será tomado como alvo”, advertiu a Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a ação iraniana como uma tentativa de “chantagear” seu país.
Negociações diplomáticas
O endurecimento das posições acontece enquanto continuam os esforços diplomáticos para tentar acabar com a guerra no Oriente Médio, com um acordo maior que o cessar-fogo de duas semanas entre Irã e Estados Unidos que começou em 8 de abril e expira
Uma primeira rodada de diálogos entre Estados Unidos e Irã, em 12 de abril no Paquistão, terminou sem acordo. Na sexta-feira, Trump disse à AFP que um acordo de paz estava “muito próximo” e afirmou que o Irã havia aceitado entregar seu urânio enriquecido, outro ponto-chave das negociações. O Irã, no entanto, negou ter aceitado a transferência das reservas de material físsil.
“A parte americana tuita muito, fala muito. Às vezes é confuso, às vezes, como vocês sabem, contraditório”, disse o vice-chanceler iraniano, Saed Khatibzadeh.
E, embora o presidente americano tenha voltado a falar no sábado de “conversas muito boas” com o Irã, a versão que chega do lado iraniano é, mais uma vez, muito diferente. O presidente do Parlamento iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, que representou Teerã no diálogo com Washington no Paquistão, afirmou na noite de sábado que os países “registraram avanços”, mas que um acordo final “continua distante”.
Enquanto isso, as manobras diplomáticas continuam. Durante uma viagem ao Irã, o comandante do Exército do Paquistão, mediador entre Washington e Teerã, entregou às autoridades iranianas “novas propostas” americanas, afirmou o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã.
“A República Islâmica do Irã está analisando as propostas e ainda não respondeu”, acrescentou.
“Linha amarela” no Líbano
No Líbano, outro front da guerra, o Exército de Israel anunciou no sábado que estabeleceu uma “linha amarela” de demarcação no sul do país. O Exército israelense continua presente no país vizinho em uma faixa de dez quilômetros de profundidade a partir da fronteira, enquanto aguarda negociações para um acordo entre Líbano e Israel, em estado de guerra desde 1948.
Por ora, um cessar-fogo vigora entre Israel e o movimento pró-iraniano Hezbollah, após um mês e meio de conflito que deixou quase 2.300 mortos e um milhão de deslocados no Líbano. No entanto, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou no sábado que um soldado francês morreu e outros três ficaram feridos em um ataque contra capacetes azuis da ONU no Líbano.
Tanto Macron quanto a missão da ONU apontaram o Hezbollah, que negou envolvimento. O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou de modo veemente a ação contra a missão de paz. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, advertiu que seu país “ainda não terminou” o trabalho de conseguir o desarmamento do Hezbollah. Trump endureceu o tom e deixou claro a Israel que, a partir de agora, está “proibido” bombardear o Líbano.
Trabalhadores rurais da Califórnia relataram ter recebido ameaças de seus empregadores, dizendo que os denunciariam ao ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos). Desde o início das operações nos Estados Unidos, os migrantes no estado da Califórnia vão trabalhar com medo de se tornarem alvo de uma operação de imigração.
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Vários trabalhadores agrícolas conversaram com o Los Angeles Times sobre suas experiências diárias em seus locais de trabalho. Eles indicaram que o medo de represálias por parte da imigração impede qualquer funcionário de reclamar de suas condições de trabalho aos seus empregadores.
Um desses casos é o de um residente do Condado de Kings, que preferiu não se identificar. Ele relatou que, desde o início, quando as operações de imigração se intensificaram, seu chefe os intimidou. No verão passado, seu empregador disse que, se alguém denunciasse as condições de trabalho, ele “garantiria que essa pessoa fosse parar em Tijuana”.
Já no Condado de Yolo, uma mulher relatou que ela e um grupo de colegas de trabalho denunciaram que a família de seu supervisor estava fraudando os registros das suas horas de trabalho. O chefe ameaçou denunciar os trabalhadores indocumentados às autoridades de imigração, segundo ela.
“Ele sabia que estava nos intimidando”, reconheceu.
Devido a essas situações, é cada vez mais comum que trabalhadores rurais recorram a grupos de apoio em busca de ajuda. Sua principal preocupação é sofrer represálias por denunciarem condições de trabalho ilegais. Além disso, encontrar emprego muitas vezes exige referências de empregadores anteriores, então ninguém quer ficar em maus termos com seu antigo chefe.
Operações do ICE e seu impacto sobre os trabalhadores rurais
Em janeiro de 2025, com o início do novo mandato de Donald Trump, a agência lançou uma operação nacional para deportar imigrantes. A Califórnia foi um dos estados mais afetados.
As áreas rurais são os locais de trabalho mais frequentemente visados ​​por agentes do ICE, pois dependem fortemente de mão de obra migrante. Além disso, de acordo com a ABC News, 60% dos trabalhadores rurais são indocumentados. Uma das operações mais marcantes ​​ocorreu em janeiro de 2025, no Condado de Kern, quando agentes prenderam centenas de trabalhadores indocumentados ao longo de três dias.
O mesmo aconteceu em julho do mesmo ano no Condado de Ventura. Centenas de pessoas foram presas e um homem chegou a morrer após cair de um telhado enquanto tentava se esconder.
Alguns empregadores na Califórnia protegem os imigrantes das operações do ICE
No entanto, também existem imigrantes trabalhando em condições diferentes. Alguns empregadores não os denunciam, mas, em vez disso, ajudam a protegê-los de possíveis deportações surpresa pelo ICE. Muitos empregadores optaram até mesmo por impedir a entrada da polícia de imigração em suas propriedades.
De acordo com o Los Angeles Times, a Associação Agrícola do Condado de Ventura foi uma das primeiras a reagir. Em 2025, eles anunciaram que qualquer agente do ICE que desejasse entrar em suas propriedades precisaria de um mandado. Eles também forneceram orientações aos imigrantes sobre como defender seus direitos em caso de uma operação.
Os governos de Brasil, Espanha e México divulgaram neste sábado (18) uma nota conjunta em defesa da soberania de Cuba. A manifestação ocorre em meio ao aumento da pressão internacional sobre o país, especialmente por parte dos Estados Unidos.
Os três países expressaram preocupação com a crise humanitária enfrentada pelos cubanos. No documento, pedem a adoção de medidas concretas para aliviar a situação da população. A nota foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores brasileiro.
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Em recado a Trump, Lula critica investida contra Cuba: ‘Pare com esse maldito bloqueio’
“Os governos de Brasil, Espanha e México (…) expressam sua profunda preocupação com a grave crise humanitária que afeta o povo cubano e instam para que sejam tomadas as medidas necessárias para aliviar essa situação e prevenir ações que agravem as condições de vida da população ou contrárias ao direito internacional”, diz o comunicado.
Os governos também assumiram o compromisso de ampliar a ajuda humanitária coordenada a Cuba. Além disso, reforçaram a importância de respeitar a integridade territorial do país, rejeitando qualquer tipo de intervenção externa.
Por fim, os países destacaram a necessidade de um diálogo respeitoso e construtivo para tratar da crise. Segundo a nota, esse processo deve seguir os princípios da Carta das Nações Unidas, que orienta as relações internacionais e a convivência pacífica entre os países.
As autoridades russas intensificaram a repressão contra aplicativos estrangeiros populares e passaram a desligar periodicamente a internet móvel no país, após investir centenas de milhões de dólares na construção de uma infraestrutura de censura que pretendem ampliar. O movimento ocorre enquanto usuários buscam novas formas de driblar as restrições cada vez maiores. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A disputa entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o Papa Leão XIV acirrou as tensões entre os republicanos, com figuras da mídia conservadora debatendo a liderança do pontífice na Igreja Católica e alguns dos candidatos mais vulneráveis ​​do partido nas eleições de meio de mandato repreendendo o presidente. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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