Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Os Estados Unidos se preparam para intensificar, nos próximos dias, sua ofensiva naval contra o Irã, com planos de abordar e apreender embarcações ligadas a Teerã em águas internacionais, segundo o Wall Street Journal. A estratégia marca uma ampliação da campanha americana, que até então se concentrava no Oriente Médio, e passa a ter alcance global.
Passagem estratégica: Irã mantém Estreito de Ormuz fechado a três dias do fim da trégua com EUA
Estreito de Ormuz: É legal o plano do Irã de cobrar pedágio para permitir a passagem de navios?
A nova fase ocorre em meio à escalada de tensões no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio de petróleo, onde forças iranianas têm reforçado sua presença. No sábado, embarcações comerciais foram alvo de ataques, enquanto Teerã declarou que a passagem marítima está sob “controle rigoroso”.
A movimentação elevou a preocupação de empresas de navegação e ocorre dias após autoridades iranianas afirmarem que o estreito permanecia aberto ao tráfego, declaração que foi recebida com otimismo pelo presidente americano, Donald Trump.
Initial plugin text
De acordo com integrantes do governo americano, o endurecimento das ações busca forçar o Irã a reabrir completamente a rota marítima e avançar nas negociações sobre seu programa nuclear. As conversas entre os dois países seguem sem acordo, e um cessar-fogo temporário deve expirar na próxima semana.
Trump afirmou que Teerã já teria concordado em entregar seu estoque de urânio altamente enriquecido, o que foi negado pelo governo iraniano. Entre os principais impasses estão o prazo para suspensão do enriquecimento e a liberação de bilhões de dólares em ativos iranianos congelados no exterior.
‘Fogo contra navio’: Barcos iranianos atacam petroleiro no Estreito de Ormuz após novo bloqueio
Bloqueio naval e frota fantasma
Na prática, os EUA já vêm restringindo a movimentação marítima iraniana. Segundo o Comando Central, 23 navios foram impedidos de deixar portos do país como parte de um bloqueio em curso.
Com a ampliação da ofensiva, Washington pretende interceptar embarcações ligadas ao Irã em diferentes partes do mundo, incluindo petroleiros que operam fora do Golfo Pérsico e navios suspeitos de transportar armamentos.
O chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, afirmou que qualquer embarcação com bandeira iraniana ou envolvida em apoio ao país poderá ser alvo. A medida inclui a chamada “frota fantasma”, formada por navios que operam à margem de regulações internacionais para driblar sanções.
Planejamento militar: França e Alemanha divergem sobre papel da Europa no Estreito de Ormuz enquanto países articulam missão
A operação deve envolver, entre outras estruturas, o Comando Indo-Pacífico dos EUA e integra uma nova fase da estratégia de pressão sobre Teerã, batizada de “Fúria Econômica”.
Ampliação das sanções
A ofensiva também passa por um reforço nas sanções. O Departamento do Tesouro ampliou a lista de embarcações, empresas e indivíduos ligados ao comércio de petróleo iraniano, mirando redes consideradas essenciais para sustentar a economia do país.
Entre os alvos está o empresário Mohammad Hossein Shamkhani, ligado ao transporte de petróleo e filho de um ex-assessor de segurança do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
Veja: O que fazia e do que era capaz o drone americano de R$ 1 bilhão que desapareceu no Estreito de Ormuz
Autoridades americanas também prometeram processar qualquer agente envolvido na compra ou venda de petróleo iraniano sob sanções, ampliando o alcance da pressão para além do campo militar.
Grande parte das exportações do Irã, cerca de 1,6 milhão de barris por dia, tem como destino a China, o que levou autoridades americanas a sinalizarem preocupação com o papel de Pequim na manutenção desse fluxo.
Risco de escalada militar
Apesar do aumento da pressão, Washington afirma que ainda busca uma solução negociada. Segundo a Casa Branca, a combinação entre bloqueio naval e sanções pode abrir caminho para um acordo.
Identificação ‘zombie’ ou aleatória: Movimentos em Ormuz sugerem táticas de camuflagem de navios para escapar de bloqueio dos EUA
Nos bastidores, no entanto, ambos os lados se preparam para a possibilidade de retomada dos combates. O Irã mantém milhares de mísseis de curto e médio alcance e tem mobilizado lançadores armazenados em instalações subterrâneas.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que as forças americanas estão “totalmente posicionadas” para agir caso as negociações fracassem. Ainda assim, integrantes do governo descartam, por ora, o envio de tropas terrestres.
Ataques a infraestruturas estratégicas, como usinas de energia iranianas, seguem no radar, mas são considerados de alto risco, já que poderiam desencadear retaliações contra instalações energéticas na Arábia Saudita e em outros aliados dos EUA.
Confira antes e depois da destruição em áreas do Irã
Para o professor de direito Mark Nevitt, da Universidade Emory, a estratégia americana combina diferentes frentes simultâneas no mar.
— É uma abordagem maximalista. Se o objetivo é pressionar o Irã, todas as ferramentas legais disponíveis estão sendo usadas — afirma.

Veja outras postagens

Um homem de 25 anos morreu após um ataque a tiros durante um churrasco em Brixton, no sul de Londres, na madrugada de sábado (2). O caso aconteceu minutos antes de um segundo episódio de violência, quando um homem foi encontrado com múltiplos ferimentos de faca a menos de 1,5 quilômetro de distância. A Polícia Metropolitana investiga se os dois crimes têm relação.
Vídeo: Policial é içado de helicóptero para resgatar restos mortais de homem devorado por crocodilo na África do Sul
Explosão em área residencial da Inglaterra deixa dois mortos e mobiliza esquadrão antibomba
Segundo as autoridades, a polícia foi acionada nas primeiras horas da manhã após relatos de diversos disparos na Coldharbour Lane. Informações preliminares apontam que os tiros partiram de um veículo e atingiram quatro pessoas que estavam no local.
Equipes especializadas da polícia e do Serviço de Ambulâncias de Londres prestaram os primeiros socorros ainda na rua antes de as vítimas serem levadas ao hospital.
Entre os feridos estava Keanu Taylor, de 25 anos, que não resistiu aos ferimentos e morreu após dar entrada na unidade de saúde. A família dele está sendo acompanhada por agentes especializados, segundo a polícia.
Outras três pessoas, com idades de 21, 47 e 70 anos, também foram hospitalizadas. De acordo com a investigação, os ferimentos foram considerados não fatais e sem risco de sequelas permanentes.
Testemunhas relataram que dezenas de pessoas correram em pânico quando os disparos começaram nas proximidades da churrasqueira.
Investigação de homicídio e possível conexão entre os casos
Após a morte de Taylor, os detetives abriram uma investigação de homicídio e intensificaram a busca pelos responsáveis pelo ataque.
O inspetor-chefe Allam Bhangoo, responsável pelo caso, afirmou que a prioridade é identificar e prender os autores do crime.
— Enquanto trabalhamos rapidamente para identificar os responsáveis, nossos pensamentos estão com a família e os amigos de Keanu neste momento incrivelmente difícil — disse em coletiva de imprensa.
Ele classificou o episódio como “um ato de violência chocante”, com forte impacto sobre os envolvidos e sobre a comunidade local.
— Quero tranquilizar os moradores, garantindo que estamos trabalhando com urgência para identificar e prender os responsáveis. É fundamental que qualquer pessoa que tenha testemunhado o ocorrido, ou que possua qualquer informação ou filmagem, se apresente. Até o menor detalhe pode ser crucial para nossa investigação — afirmou.
Segundo Bhangoo, a região continuará com reforço no policiamento nos próximos dias.
Pouco mais de uma hora após o tiroteio, a polícia foi novamente acionada, desta vez para a Acre Lane, a cerca de 700 metros do primeiro crime, após relatos de um esfaqueamento.
No local, um homem de 33 anos foi encontrado com múltiplos ferimentos de faca. Ele foi socorrido e levado às pressas ao hospital, onde permanece internado em estado grave.
A Polícia Metropolitana informou que apura a possibilidade de os dois ataques estarem conectados, mas, até o momento, ninguém foi preso em relação a nenhum dos casos.
Centenas de cães da raça beagle resgatados de um laboratório de pesquisas em Wisconsin, nos Estados Unidos, devem em breve ganhar novos lares. A operação, divulgada nas redes sociais neste fim de semana, mobilizou ativistas, entidades de proteção animal e voluntários, após denúncias de maus-tratos envolvendo a Ridglan Farms, instalação que criava os animais para testes de medicina veterinária e pesquisas sobre doenças.
Entenda: Estátua de Atena encontrada na Turquia revela presença de esculturas em teatros da Antiguidade
Governo colombiano estabelece três condições indispensáveis para autorizar o envio de 80 hipopótamos de Pablo Escobar à Índia
O Big Dog Ranch Rescue, organização localizada na Flórida, recebeu na noite de sábado (2) 300 beagles vindos do laboratório. O resgate faz parte de um acordo firmado na semana passada entre a instituição, o Centro para uma Economia Humana e a Ridglan Farms, prevendo a retirada de mais de 1.000 cães do local.
Confira:
Initial plugin text
Segundo a imprensa local, em 2025, um juiz concluiu haver indícios suficientes de crueldade contra os animais após inspetores estaduais identificarem cerca de 300 supostas violações das normas de bem-estar animal. Entre as denúncias, estavam relatos de ferimentos sem tratamento e cirurgias realizadas sem anestesia.
Em outubro do mesmo ano, a Ridglan Farms assinou um acordo para renunciar à sua licença de reprodução até 1º de julho de 2026. Ainda assim, a repercussão entre defensores dos direitos dos animais continuou intensa.
Pressão de ativistas e protestos
Em março deste ano, ativistas invadiram o laboratório e retiraram 22 beagles do local. Segundo o jornal Sun Sentinel, oito deles foram posteriormente devolvidos pela polícia. No mês seguinte, centenas de manifestantes voltaram a protestar na propriedade, em uma mobilização que terminou com várias prisões.
Nas redes sociais, o Big Dog Ranch Rescue celebrou a chegada dos cães e destacou o apoio recebido durante a operação.
“Somos imensamente gratos a todos que compareceram de madrugada para receber nossos ônibus e vans de transporte e ajudar a acolher esses cães com tanto carinho e compaixão”, escreveu a instituição no Facebook.
A organização afirmou ainda que, graças a doações e apoio de voluntários, foi possível transportar os primeiros 300 animais para a Flórida, onde iniciarão uma nova etapa de vida.
“Embora este seja um marco importante, o caminho pela frente ainda é longo”, acrescentou o grupo.
Os cães passarão por castração, esterilização, vacinação e implantação de microchips antes de serem disponibilizados para adoção. Outros 700 beagles ainda serão levados posteriormente para o rancho de resgate na Flórida, enquanto os 500 restantes deverão ser encaminhados para outro local sob responsabilidade do Centro para uma Economia Humana.
O presidente da entidade, Wayne Pacelle, classificou a ação como “uma das maiores transferências” já realizadas envolvendo cães de laboratório.
Laboratório nega abusos
Em comunicado enviado à Fox News, a Ridglan Farms negou as acusações de maus-tratos e afirmou que os animais sempre receberam os cuidados adequados.
“Os cães da Ridglan Farms são felizes, saudáveis e bem cuidados. A documentação pública do USDA comprova que essa situação se mantém há muitos anos”, declarou o laboratório.
A empresa também afirmou esperar que os animais “continuem a viver vidas felizes em seus novos lares adotivos” após deixarem as instalações de pesquisa.
Segundo o Beagle Freedom Project, os beagles costumam ser a principal raça utilizada em testes laboratoriais por apresentarem comportamento dócil e sociável.
“As mesmas características que os tornam companheiros e membros da família incríveis são o motivo pelo qual são explorados pela indústria de testes em animais”, afirmou a organização.
Uma explosão de grandes proporções em uma fábrica de fogos de artifício no sul da China deixou ao menos 26 mortos e 61 feridos, provocou evacuação em larga escala e mobilizou uma operação de resgate com mais de 1.500 agentes, além de cães farejadores, drones e robôs.
O acidente ocorreu na tarde de segunda-feira na fábrica Huasheng Fireworks, em Liuyang, cidade da província de Hunan conhecida como um dos principais centros da indústria de fogos de artifício no mundo. Vídeos publicados nas redes sociais mostram a fumaça durante a explosão e a destruição no local após o incidente.
Initial plugin text
Initial plugin text

As buscas foram encerradas após equipes retirarem vítimas e resgatarem sete pessoas que estavam presas sob os escombros.
Diante do risco de novas explosões, autoridades determinaram a evacuação de todos os moradores em um raio de 3 quilômetros da fábrica.
O trabalho de resgate ocorreu sob risco elevado. Segundo autoridades chinesas, havia dois depósitos de pólvora dentro da área industrial, considerados pontos críticos durante a operação. Para reduzir a possibilidade de novos incidentes, equipes umidificaram a região para “evitar acidentes secundários durante a operação”.
Vidros estilhaçados, portas retorcidas e estradas bloqueadas
Imagens e relatos do local mostram a força da explosão.
Em transmissão ao vivo, um repórter da CCTV afirmou que janelas de prédios residenciais próximos foram estilhaçadas.
Moradores relataram danos ainda mais severos.
— As janelas de vidro das nossas casas foram destruídas, as esquadrias de alumínio deformadas e até portas de aço inoxidável ficaram retorcidas — afirmou uma moradora que vive a cerca de 1 quilômetro da fábrica, em entrevista ao Beijing News.
Segundo ela, pedras lançadas pela explosão bloquearam estradas da região, obrigando moradores a fazer desvios.
Outra residente afirmou ter deixado o vilarejo por medo.
Entre os 61 feridos, segundo a CCTV, há vítimas de pouco mais de 20 anos até cerca de 60 anos. Alguns sofreram fraturas após serem atingidos por destroços projetados pela explosão.
Diante da tragédia, Xi Jinping determinou esforço total na busca por desaparecidos, atendimento integral aos feridos e uma investigação para apurar as causas do acidente e responsabilizar os culpados.
Segundo a mídia estatal, “medidas de controle” já foram adotadas contra responsáveis pela empresa.
Autoridades locais também iniciaram monitoramento da água e do ar nas proximidades da fábrica. Até o momento, segundo o governo, os indicadores ambientais permanecem dentro da normalidade.

Nove mineiros morreram e outros seis foram resgatados com vida após uma explosão em uma mina legal de carvão na segunda-feira, no centro da Colômbia, segundo o balanço final divulgado pelas autoridades após horas de buscas.
O acidente ocorreu em Sutatausa, município a cerca de 74 quilômetros ao norte de Bogotá, em uma região marcada por recorrentes acidentes em operações de mineração.
—Meu irmão, não! — gritou uma familiar em lágrimas, segundo ouviu a AFP ao chegar ao local do acidente, fechado ao público e também a alguns parentes das vítimas.
A irmã de uma das vítimas, que pediu para não ser identificada, afirmou que os trabalhadores haviam sido retirados duas vezes na semana passada da mina La Trinidad por causa da presença de gases perigosos.
— Só (quero) dizer que eles já tinham sido avisados — declarou, amparada por familiares e usando uma ruana (manto tradicional).
Segundo a Agência Nacional de Mineração, a explosão ocorreu aparentemente por acúmulo de gases enquanto 15 trabalhadores atuavam no local. “Seis pessoas foram retiradas com vida” e recebem atendimento em um hospital próximo, informou o órgão em comunicado.
A agência acrescentou que realizou uma “vistoria técnica” em 9 de abril nessa operação mineradora e fez recomendações para “reforçar” a segurança, “devido à presença de poeira de carvão” e às “emissões de gases, especialmente metano”.
‘Corpos jogados’
Outro trabalhador, que também pediu anonimato, disse à AFP que chegou ao fundo da mina antes das equipes de resgate e encontrou os corpos.
— Desci e vi todos os corpos jogados — relatou, com o rosto manchado de carvão.
Explosão em mina de carvão deixa nove mortos e seis feridos na Colômbia
AFP
Segundo um funcionário da mina ouvido pela AFP, os trabalhadores estavam a cerca de 600 metros de profundidade, a aproximadamente 40 minutos de caminhada da superfície.
A AFP registrou a presença de ambulâncias, socorristas e militares mobilizados na operação.
Embora acidentes desse tipo na Colômbia sejam mais frequentes em minas ilegais ou artesanais, a região onde ocorreu a explosão também concentra operações sem licença e com histórico de descumprimento de normas de segurança.
Em fevereiro, seis trabalhadores morreram após uma explosão em uma mina ilegal de carvão em Guachetá, a cerca de 30 quilômetros de Sutatausa.
A descoberta de uma estátua de cerca de dois metros da deusa Atena no sítio arqueológico da antiga Laodiceia, no sudoeste da Turquia, levou pesquisadores a revisitar o papel dos teatros na Antiguidade, ampliando a compreensão sobre o uso desses espaços além das apresentações artísticas. O achado, anunciado na quinta-feira (23) pelo ministro da Cultura e do Turismo, Mehmet Nuri Ersoy, indica que estruturas como o Teatro Ocidental da cidade funcionavam como centros de produção simbólica e cultural.
Policial é içado de helicóptero para resgatar empresário encontrado dentro de crocodilo em rio na África do Sul; vídeo
Explosão em área residencial da Inglaterra deixa dois mortos e mobiliza esquadrão antibomba
Localizada em uma das regiões mais ricas da antiga Frígia, Laodiceia foi, há cerca de dois mil anos, um importante polo econômico e urbano. O teatro onde a escultura foi encontrada integra um complexo que, segundo arqueólogos, reunia não apenas atividades cênicas, mas também elementos decorativos e narrativos ligados à mitologia e à tradição literária.
Espaços de espetáculo e construção simbólica
A presença da estátua em uma área externa da estrutura teatral reforça a hipótese de que esses ambientes funcionavam como vitrines de valores culturais e religiosos. Em vez de servirem exclusivamente a encenações, os teatros também abrigavam esculturas posicionadas entre colunas, compondo cenários que dialogavam com o público mesmo fora das apresentações.
— Os trabalhos que conduzimos no Teatro Ocidental de Laodiceia continuam a trazer à luz vestígios do passado — afirmou Ersoy, em publicação na rede X.
Segundo as equipes responsáveis pelas escavações, as representações encontradas no local incluem divindades e episódios associados às epopeias atribuídas a Homero, o que aponta para a circulação dessas narrativas no cotidiano urbano. O espaço teria funcionado, assim, como ponto de encontro entre entretenimento, memória coletiva e expressão simbólica.
A escolha de Atena como figura representada também é considerada significativa. Associada à sabedoria, à estratégia e à guerra, a deusa ocupava posição central no imaginário greco-romano, sendo frequentemente vinculada a contextos de poder e conhecimento. Sua presença em um teatro sugere uma articulação entre arte e valores cívicos, típica das cidades da época.
A escultura, feita em mármore branco e atribuída ao estilo clássico do Período Augustano, entre 27 a.C. e 14 d.C., reforça essa leitura. O período marcou a consolidação do Império Romano sob o imperador Augusto, quando a arte e a arquitetura passaram a desempenhar papel estratégico na afirmação de identidade e autoridade.
— Essa estrutura, que serviu de palco para as epopeias de Homero, revela-se também o centro da narrativa cultural da antiguidade, enquanto a obra chama a atenção por sua alta qualidade artística — declarou o ministro.
Achados recentes na mesma área já haviam identificado outras esculturas relacionadas à tradição literária antiga, incluindo cenas da jornada de Odisseu, como os encontros com o ciclope Polifemo e com a criatura marinha Cila.
O conjunto de evidências reforça a interpretação de que o teatro de Laodiceia operava como um espaço multifuncional, onde arquitetura, escultura e narrativa se integravam na construção de significados coletivos. A continuidade das escavações e o estado de preservação das peças indicam potencial para novas descobertas, aprofundando o entendimento sobre a dinâmica cultural das cidades antigas.
— Com nossa visão de legado para o futuro, continuamos a preservar esse patrimônio único e a transmiti-lo às gerações futuras — afirmou Ersoy.
A China está avançando em uma tecnologia que já foi um dos projetos mais ambiciosos da NASA: um robô capaz de construir grandes estruturas diretamente no espaço, como se fosse uma aranha tecendo sua própria teia. O conceito, conhecido como SpiderFab, funciona como uma espécie de impressora 3D espacial, projetada para montar antenas, painéis solares e outras estruturas a partir de carretéis de fibra de carbono.
Mistério no espaço sideral: pedaço esquecido de foguete da SpaceX pode colidir com a Lua; saiba quando
Entenda: Pesquisa revela que velocidade da escuridão é maior que a da luz
A ideia original foi desenvolvida pela NASA em parceria com a empresa Tethers Unlimited, mas nunca chegou a ser testada em órbita. Agora, pesquisadores do Instituto de Automação de Shenyang, no norte da China, afirmam ter recuperado o conceito e dado novos passos para torná-lo viável.
Hoje, qualquer equipamento enviado ao espaço precisa ser construído na Terra, dobrado para caber dentro de uma nave ou foguete e, depois, aberto ou implantado já em órbita. Foi o que aconteceu, por exemplo, com os espelhos do Telescópio Espacial James Webb. Embora esse modelo tenha se mostrado eficiente, ele impõe limites rígidos de tamanho e peso, além de exigir que as peças suportem a violência de um lançamento.
Simulação do SpiderFab em funcionamento
Reprodução: Nasa
Robôs como o SpiderFab poderiam mudar essa lógica. Em vez de levar estruturas prontas ao espaço, a ideia é transportar apenas matérias-primas, como carretéis de fibra de carbono, e permitir que a montagem aconteça já em baixa ou quase nenhuma gravidade. Na prática, isso poderia viabilizar, no futuro, estruturas grandes demais para caber em foguetes, como antenas de um quilômetro de largura ou enormes painéis solares.
Rios, desertos, crateras e vulcões: veja como escrever seu nome com imagens reais da Terra em ferramenta gratuita da Nasa
Segundo os pesquisadores chineses, o projeto conseguiu enfrentar dois dos principais problemas encontrados pela NASA: o encaixe das peças no espaço e a resistência das estruturas fabricadas. Para isso, a equipe passou a usar compostos de fibra de carbono, em vez de fibra de carbono pura. Esses materiais podem ser moldados em tubos ocos, longos, leves e resistentes, características consideradas ideais para estruturas espaciais.
Outra mudança está na forma de conexão das peças. O robô chinês é capaz de fabricar juntas de montagem em 3D, dispensando parafusos ou cola. Quando necessário, os componentes também podem ser unidos por laser, em um processo semelhante a uma soldagem, o que resultaria em conexões mais fortes, montagens mais limpas e maior facilidade de automação.
Por enquanto, os testes ainda são modestos e acontecem em laboratório, na Terra. A equipe já conseguiu construir uma estrutura reduzida de antena, em uma prova de conceito considerada promissora. O próximo desafio será testar a montagem autônoma em condições de microgravidade, além de verificar a precisão do alinhamento em grandes distâncias e a durabilidade dos materiais diante de radiação e outras condições extremas do espaço.
“Construir estruturas em órbita elimina a necessidade de dobrá-las dentro de foguetes ou se preocupar com limites de tamanho. As peças podem ser feitas, unidas e montadas diretamente no espaço — potencialmente uma tecnologia central para os sistemas espaciais da próxima geração”, afirmou o instituto, segundo o jornal South China Morning Post.
Apesar do avanço, os cientistas ainda estão longe de uma aplicação prática em órbita. Antes de qualquer comemoração, será necessário provar que o robô consegue operar no ambiente espacial real, resistir às intempéries do espaço e realizar montagens complexas de forma autônoma. Ainda assim, o projeto reforça a ambição chinesa de disputar com os Estados Unidos não apenas missões à Lua ou estações espaciais, mas também tecnologias capazes de redefinir a forma como estruturas serão construídas fora da Terra.
Uma organização austríaca de defesa da privacidade anunciou nesta terça-feira que entrou com uma ação contra o LinkedIn, a rede social profissional, por vender os dados digitais de seus milhões de usuários. A ONG Noyb — abreviação de “None of Your Business” (“Não é da sua conta”, em tradução livre) — afirmou em um comunicado à imprensa que apresentou a queixa à Autoridade Austríaca de Proteção de Dados em nome de um usuário do LinkedIn que deseja acessar as informações que a plataforma possui sobre ele.
Leia também: EUA abrem investigação sobre preços de processadoras de carne que atuam no país, incluindo brasileiras JBS e MBRF
Mudanças: Rússia impõe restrições ao uso do Telegram por ‘violação’ da lei, enquanto tenta empurrar usuários para app estatal
Este usuário exige “uma resposta completa à sua solicitação de acesso”, disse a organização, acrescentando que também busca uma multa contra a rede social, subsidiária da Microsoft. De acordo com a Noyb, o LinkedIn alega preocupações com a proteção de dados como motivo para não processar as solicitações de acesso.
Mas, ao mesmo tempo, a empresa exige que os usuários paguem pelo plano Premium se quiserem saber em detalhes quem visualizou seus perfis, destaca a associação austríaca.
“As pessoas têm o direito de receber seus próprios dados gratuitamente”, argumenta Martin Baumann, advogado da Noyb.
As ilhas de independência tecnológica
Segundo a organização sediada em Viena, a legalidade do rastreamento de usuários pela rede social “carece de clareza”, visto que a empresa não solicita consentimento explícito. A Noyb se consolidou como uma das principais organizações na defesa do direito à privacidade online.
A ONG iniciou diversas ações judiciais contra gigantes da tecnologia, levando os órgãos reguladores a tomar medidas contra violações do Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) na União Europeia.
James Kamau Ndungu contou a poucos amigos que estava indo para a Rússia, dizendo ter recebido uma proposta de trabalho como diarista. Ele tinha 32 anos, estava desempregado no Quênia e precisava do emprego. Em junho do ano passado, Kamau enviou uma foto aos amigos do aeroporto de Istambul, afirmando estar em trânsito, segundo um deles. Algumas semanas depois, mandou outra imagem — desta vez, vestindo uniforme militar e segurando uma arma. Em agosto, escreveu que estava em uma trincheira na Ucrânia, dizendo que a situação era ruim e pedindo orações. Essa foi a última vez que alguém no Quênia teve notícias dele. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Os acordes se insinuam aos poucos, até tomarem conta do auditório. O toque do piano soa tão natural que parece inconfundível até para quem ouve pela primeira vez — neste caso, a maioria do público. Ivan Lins começa o show em Xangai com “Abre Alas”, e o refrão avisa: “Já está chegando a hora”. Em 1974, quando a música foi gravada, a China estava mergulhada nos excessos da Revolução Cultural e a economia patinava, com um PIB que se igualava ao do Brasil. Isolado, o país mantinha-se preso ao passado. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
No momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, determinou a seus assessores e comandantes que se preparem para um bloqueio prolongado ao Irã, o regime contabiliza seus efeitos econômicos. A inflação superou os 70% em março, milhões de pessoas podem perder os empregos e as autoridades buscam alternativas para evitar um colapso social. Um cenário que pode render concessões aos americanos nas negociações, mas que não traz a garantia de uma rendição incondicional, como sonham Trump e seus aliados.
— O bloqueio é um pouco mais eficaz do que os bombardeios. Eles estão sufocando como um porco recheado. E vai piorar para eles — disse Trump, na semana passada, em entrevista ao portal Axios, pouco depois de rejeitar uma proposta enviada por Teerã. — Eu não quero [suspender o bloqueio], porque não quero que eles tenham uma arma nuclear.
MV Touska: Paquistão vai transferir ao Irã 22 tripulantes de navio iraniano apreendido pelos EUA
Estoques em baixa: Guerra no Irã queimou munições estratégicas dos EUA projetadas para potenciais confrontos com China e Rússia
Em vigor há quase um mês, o bloqueio naval fez com que praticamente todas as embarcações de bandeira do Irã, ou que tentem sair ou chegar aos portos iranianos, sejam barradas. Até sexta-feira passada, os militares americanos declararam que 45 navios foram interceptados, e o presidente americano se comparou a um pirata diante de jornalistas.
A empresa de análise de riscos Vortexa afirmou à agência Reuters que apenas 4 milhões de barris de petróleo deixaram o Golfo de Omã (onde estão os navios americanos) entre os dias 13 e 25 de abril. No mesmo período de março, quando o Irã ainda controlava o tráfego pelo Estreito de Ormuz, transitaram 23,5 milhões de barris por dia.
Brecha legal: Trump afirma que hostilidades com o Irã foram ‘encerradas’ enquanto tenta contornar exigência de aprovação do Congresso
Além da queda nas exportações de petróleo e gás, responsáveis por até 45% do caixa do governo iraniano, as unidades de armazenamento estão no limite, forçando cortes de produção que podem chegar a 1,5 milhão de barris por dia até maio, segundo projeções da Kpler, consultoria que atua no setor de inteligência comercial. Mas o impacto no setor de energia pode demorar até ser sentido, devido a práticas do mercado e ao volume de petroleiros carregados em alto mar, longe do Golfo Pérsico e à disposição de seus clientes, especialmente a China.
“Como resultado, o bloqueio afetaria as receitas petrolíferas do Irã apenas daqui a 3 a 4 meses, limitando sua eficácia”, escreveu Homayoun Falakshahi, analista da Kpler, em artigo recente, estimando perdas futuras de até US$ 250 milhões por dia e alertando que, por causa das sanções, também turbinadas por Trump, nem todo dinheiro das exportações chega aos cofres iranianos.
Initial plugin text
Em seu artigo, Falakshahi lembra que nem só de petróleo e gás se fazem os portos. De acordo com o serviço alfandegário, o total de importações e exportações, excluindo o setor de óleo e gás, somou US$ 109 bilhões no último ano fiscal, encerrado no final de março, queda de 16% em relação ao ano anterior. Entre fevereiro e março, o volume foi de US$ 6,49 bilhões, redução mensal de 30% e de 50% em comparação com o mesmo período de 2025.
“O bloqueio exerce uma pressão significativa sobre o Irã, que vai além do aspecto simbólico”, acrescenta o analista. “O Irã é um grande importador de grãos, milho e arroz. A diminuição das importações desses produtos agrícolas impulsionará a inflação interna.”
O Irã enfrenta um persistente cenário de estagflação (estagnação econômica e alta inflação), resultado de décadas de sanções, problemas estruturais e questões ligadas à gestão da máquina pública e à concentração econômica. Nos últimos anos, a população foi às ruas pedir melhores condições de vida (como em janeiro, quando dezenas de milhares de pessoas foram mortas pela repressão), e pouco foi feito. Em um país em crise profunda, com 36% da população abaixo da linha da pobreza, a guerra de EUA e Israel foi um empurrão em direção ao abismo econômico.
A inflação anual chegou a 73,5% em março, de acordo com o Centro de Estatísticas do Irã, com números ainda maiores em categorias como alimentos e bebidas (115%), carnes vermelhas e brancas (140%) e óleos e gorduras (230%). Na semana passada, o rial atingiu a marca histórica de 1,81 milhão por US$ 1 — há um ano, a cotação era de 800 mil por cada US$ 1. Segundo Hadi Kahalzadeh, ex-economista da Organização de Seguridade Social do Irã, metade dos empregos no Irã está ameaçada, resultado da estagnação, da inflação e da destruição de indústrias, instalações civis e cadeias de produção e suprimentos.
“Se esta guerra tinha um alvo oculto, não era a projeção do poderio militar do Irã; era o mercado de trabalho que sustenta o modo de vida dos cidadãos comuns”, escreveu Kahalzadeh, em publicação para a Fundação Bourse & Bazaar, dedicada ao estudo da economia do Irã.
Repressão interna: Irã executou 21 pessoas e deteve cerca de 4 mil desde o início da guerra no Oriente Médio, diz ONU
No fim do ano passado, o Orçamento apresentado pelo presidente Masoud Pezeshkian destinava parte dos rendimentos com petróleo para a importação de bens essenciais (alimentos e medicamentos), a uma cotação bem abaixo da oficial. As autoridades prometeram dobrar o valor dos cupons de auxílio alimentar, hoje equivalentes a US$ 10 por mês, e usarão US$ 1 bilhão do fundo soberano para comprar açúcar, arroz, cevada, milho, farelo de soja, carne vermelha e carne de frango. O Paquistão, mediador das conversas com os EUA, designou seis corredores para o escoamento de produtos iranianos e à importação de arroz e carne, e rotas terrestres por outros países vizinhos ajudam a incrementar a oferta de itens como medicamentos e manufaturados.
Publicamente, o regime não cedeu à pressão econômica e às ameaças de Trump, mas nas entrelinhas, reconhece os impactos do bloqueio. Nos últimos contatos mediados pelo Paquistão, os negociadores estabeleceram a reabertura dos portos como prioridade, e sugeriram congelar suas atividades nucleares por até 15 anos, de acordo com documentos obtidos pela rede al-Jazeera.
“O fato de Teerã ter exigido o fim do bloqueio como condição para retomar as negociações evidencia que o país está sofrendo onde mais dói”, explica Falakshahi.
Fissuras internas começam a dar lugar a um discurso público de apoio às negociações. Embora a ala mais radical ainda tenha voz — alguns defendem que o retorno aos combates sairia mais barato do que o fechamento dos portos e as capturas de navios—, ela está cada vez mais isolada.
Cessar-fogo em xeque: EUA negam que navio tenha sido atingido pelo Irã enquanto Emirados Árabes e Coreia do Sul registram ataques a embarcações
Mas é importante notar que, mesmo com concessões, o regime não está perto de fazer todas as vontades de Trump, como gostariam o americano e seu principal aliado, o premier de Israel, Benjamin Netanyahu. Teerã se planejou por décadas para essa guerra, e a resiliência à pressão externa se tornou uma das bandeiras do país, desde os tempos do conflito com o Iraque, nos anos 1980. E há outro aspecto em pauta: um bloqueio de longo prazo também impõe custos aos Estados Unidos, a poucos meses de uma eleição complicada para Trump, marcada pela impopularidade da guerra.
“O bloqueio prejudica o futuro econômico do Irã, mas pode levar a uma guerra mais longa e custosa para os Estados Unidos, danos graves e duradouros aos mercados americanos e globais e mais prejuízos políticos internos para Trump”, escreveu Jennifer Kavanagh, diretora de análise militar no centro de estudos Defense Priorities, em artigo no New York Times. “Em uma disputa de intenções, Teerã tem a vantagem e uma maior tolerância à dor.”

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress