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Um grande vulcão submarino, o Monte Submarino Axial, pode entrar em erupção este ano. Localizado a cerca de 480 quilômetros da costa do Oregon, nos Estados Unidos, este gigante subaquático tem apresentado sinais de atividade que sugerem que um evento eruptivo pode ocorrer entre meados e o final de 2026. Embora a notícia possa causar preocupação no público, especialistas minimizaram sua importância e esclareceram que o risco para a vida humana é baixo.
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O que se sabe sobre o vulcão subaquático?
O Monte Submarino Axial é um dos vulcões submarinos mais ativos, com erupções documentadas em 1998, 2011 e 2015, embora se presuma uma atividade cada vez mais frequente. Ele está localizado no limite divergente da placa tectônica da Dorsal de Juan de Fuca, no meio do Oceano Pacífico Norte-Americano.
A iminente erupção foi confirmada por um pesquisador associado da Universidade Estadual do Oregon, que monitorou um período de alta sismicidade e inflação constante do fundo do mar.
Esses fenômenos, que vêm sendo registrados por especialistas, são resultado direto da ascensão do magma do fundo do mar até a superfície. Bill Chadwick, especialista nesse vulcão, disse à revista especializada Live Science que a erupção “deve ser observada ainda este ano”.
Quando um vulcão submarino entra em erupção, os processos abaixo da superfície são bastante diferentes dos que ocorrem em terra. À medida que a lava emerge, ela flui rapidamente para o fundo do mar, onde o contato com a água mais fria provoca um resfriamento acelerado, criando lavas em almofada e fluxos laminares. Esse processo químico é prejudicial aos organismos marinhos próximos, que sucumbem às altas temperaturas.
Simultaneamente, o calor do vulcão impulsiona a atividade nas fontes hidrotermais, o que pode resultar na liberação de grandes volumes de água quente e saturada de minerais, formando as chamadas “fumarias negras”.
O ciclo eruptivo do Monte Submarino Axial envolve a expansão do vulcão a cada vez que o magma sobe até a câmara magmática sob o leito marinho, formando uma protuberância para cima. Uma vez que uma quantidade significativa de magma tenha entrado em erupção e esfriado, a câmara magmática se esvazia, perdendo seu suporte estrutural.
Essa descompressão da estrutura faz com que a caldeira afunde. Em 1998, a caldeira afundou aproximadamente três metros; em 2011, 2,4 metros; e em 2015, 2,1 metros. A principal preocupação em relação ao risco de colapso do vulcão é a possibilidade de um “colapso catastrófico da encosta”, onde as laterais do vulcão cederiam para dentro.
Felizmente, o risco direto para os seres humanos é considerado extremamente baixo. Os especialistas enfatizam que um colapso lateral do Monte Submarino Axial, capaz de gerar um tsunami com repercussões catastróficas, é um evento “altamente improvável”.
Em resumo, a ameaça à vida humana é praticamente nula, a menos que o vulcão submarino se torne excepcionalmente instável e ocorra um colapso maciço de seus flancos, um cenário que não se prevê. Essa garantia científica baseia-se na compreensão dos mecanismos eruptivos submarinos e na considerável distância da costa dos EUA.
Da mesma forma, o vulcão submarino é constantemente estudado por cientistas para monitorar sua evolução, pois todos os dados coletados ajudam a entender melhor como essas estruturas se comportam no fundo do mar.
O presidente Donald Trump sugeriu que os Estados Unidos podem subsidiar os esforços de empresas de energia para reconstruir a indústria petrolífera da Venezuela, numa tentativa de convencer companhias americanas a investir no país poucos dias após a derrubada de Nicolás Maduro pelas Forças Armadas americanas.
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Em entrevista à NBC News na noite de segunda-feira, Trump afirmou que o projeto para fazer empresas petrolíferas americanas expandirem suas operações no país poderia estar “em pleno funcionamento” em menos de 18 meses, um prazo que diverge das estimativas de especialistas do setor de energia. A maior parte das petrolíferas têm se mantido em silêncio sobre sua disposição de reinvestir na Venezuela.
— Acho que podemos fazer isso em menos tempo, mas será muito dinheiro — disse Trump à NBC. — Uma quantidade tremenda de dinheiro terá de ser gasta, e as empresas de petróleo vão gastar, e depois serão reembolsadas por nós ou por meio de receitas.
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Os comentários ressaltam a visão do governo americano de que as vastas reservas de petróleo da Venezuela são centrais tanto para sua recuperação quanto para os interesses estratégicos dos EUA. Ainda assim, Trump ofereceu poucos detalhes sobre como a produção seria restaurada ou quem controlaria as receitas no período intermediário.
Conversas com executivos das petrolíferas
Questionado se havia conversado com os principais executivos da Exxon Mobil, Chevron e ConocoPhillips, o presidente americano disse que era “cedo demais” para revelar se teve alguma conversa, acrescentando:
— Eu falo com todo mundo.
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O plano do governo de realizar reuniões com altos executivos das petrolíferas americanas pode acontecer em breve. O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, planeja conversar nesta semana com executivos da indústria petrolífera, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. Wright participará esta semana, em Miami, da conferência Goldman Sachs Energy, Clean Tech & Utilities, que contará com a presença de executivos da Chevron, ConocoPhillips e de outras empresas.
A CBS News, citando uma fonte não identificada, informou que executivos das três empresas poderiam se reunir com Wright na próxima quinta-feira.
As reuniões com os executivos das petrolíferas americanas são cruciais para as esperanças do governo dos EUA de trazer de volta à nação sul-americana as principais empresas petrolíferas americanas, depois que o governo venezuelano, há quase duas décadas, assumiu o controle das operações de energia lideradas por companhias dos EUA no país.
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Arte O GLOBO
A porta-voz da Casa Branca, Taylor Rogers, afirmou:
— Todas as nossas empresas de petróleo estão prontas e dispostas a fazer grandes investimentos na Venezuela que irão reconstruir sua infraestrutura petrolífera, a qual foi destruída pelo regime ilegítimo de Maduro. As empresas petrolíferas americanas farão um trabalho incrível para o povo da Venezuela e representarão bem os Estados Unidos.
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Um porta-voz da Chevron se recusou a comentar à CBS News se a empresa pretende aumentar a produção na Venezuela e voltou a dizer que “permanece focada na segurança e no bem-estar de nossos funcionários, bem como na integridade de nossos ativos”.
A ConocoPhillips também repetiu a nota que já havia sido divulgada anteriormente, dizendo que é “prematuro especular sobre quaisquer atividades comerciais ou investimentos futuros”. A ExxonMobil não respondeu a um pedido de comentário.
Anos de corrupção, subinvestimento, incêndios e furtos deixaram as instalações de petróleo bruto da Venezuela em frangalhos. Grandes companhias petrolíferas disseram pouco sobre o desejo de retomar operações no país, e especialistas em energia afirmam que reativar a indústria petrolífera venezuelana pode ser um processo que leve uma década e custe mais de US$ 100 bilhões. A Chevron é a única superpetrolífera que ainda opera na Venezuela.
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Trump não detalhou quanto acredita que custaria um esforço para reconstruir e expandir a infraestrutura petrolífera da Venezuela, segundo a NBC News, dizendo apenas que “uma quantia muito substancial de dinheiro será gasta”.
O presidente dos EUA também disse prever que o aumento dos fluxos de energia provenientes do país latino-americano ajudaria a “reduzir os preços do petróleo”.
— Ter uma Venezuela que seja produtora de petróleo é bom para os Estados Unidos porque mantém o preço do petróleo baixo — acrescentou Trump.
O presidente dos EUA tem buscado convencer os eleitores, às vésperas das cruciais eleições legislativas de meio de mandato deste ano, de que seu governo está trabalhando para enfrentar questões que pesam no bolso, embora as preocupações com o custo de vida tenham se concentrado principalmente nos preços de alimentos e moradia.
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As declarações de Trump ocorrem em meio ao ceticismo que ele enfrenta sobre sua audaciosa intervenção militar na Venezuela, que resultou na captura de Maduro. O presidente dos EUA disse que a incursão foi necessária para prender um homem que autoridades americanas acusam de comandar uma operação de tráfico de drogas e para retomar ativos petrolíferos.
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Opositores afirmaram que os EUA podem ter violado o direito internacional e alertaram que Trump não tem aprovação do Congresso nem do público para que os EUA assumam um projeto de reconstrução nacional.
— Agora temos uma forma de persuasão, porque as exportações de petróleo deles, como vocês sabem, foram apreendidas. E acho que isso — isso levará o país a uma nova governança em muito pouco tempo — disse o presidente da Câmara dos Deputados, Mike Johnson, a repórteres na noite de segunda-feira, no Capitólio.
Johnson minimizou as chances de um envolvimento maior dos EUA, ao mesmo tempo em que insistiu que “isto não é mudança de regime” e que o governo interino em Caracas já está em funcionamento.
— Não esperamos tropas em terra nem envolvimento direto, além de coagir o novo governo interino a fazer isso avançar — afirmou.
Desafiador, Maduro foi apresentado à Justiça em Nova York na segunda-feira e se declarou inocente das acusações de tráfico de drogas e armas, dizendo ser um homem “inocente” e “decente”.
O presidente dos EUA disse na segunda-feira que Delcy Rodríguez, que serviu como vice-presidente de Maduro e tomou posse como presidente interina após sua remoção, vinha cooperando com sua administração, e minimizou a possibilidade de eleições rápidas no país.
— Primeiro temos de consertar o país. Não dá para ter uma eleição. Não há como as pessoas sequer conseguirem votar — disse Trump, segundo a NBC, ao ser questionado sobre uma votação no próximo mês. —Não, vai levar um período de tempo. Nós temos — temos de devolver a saúde ao país — disse Trump.
A líder da oposição venezuelana e laureada com o Prêmio Nobel da Paz de 2025, María Corina Machado, disse à Fox News na noite de segunda-feira que não havia falado com Trump desde “10 de outubro, o mesmo dia em que o prêmio foi anunciado; desde então, não”.
No fim de semana, Trump foi desdenhoso ao ser questionado sobre um papel de María Corina na definição do futuro da Venezuela, chamando-a de uma “mulher simpática”, que carece de apoio e respeito no país. Ela não foi questionada sobre o comentário de Trump na entrevista à Fox News.
A Polícia de Gwent, no País de Gales, passou a alertar pais e responsáveis de que crianças e adolescentes podem ser presos se forem flagrados portando estilingues em locais públicos. A iniciativa ocorre após autoridades policiais e da área da educação identificarem um aumento no uso desses dispositivos por alunos, especialmente em áreas urbanas e no entorno de escolas, em ataques contra animais.
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Em parceria com o Conselho Municipal de Torfaen, a polícia começou a enviar cartas às famílias por meio das instituições de ensino. Segundo comunicado oficial, nas últimas semanas houve um crescimento no número de jovens carregando e utilizando estilingues — também conhecidos como catapultas — além de relatos envolvendo uma arma de pressão em espaços públicos. As autoridades afirmam que esses itens podem causar ferimentos, danos à propriedade e transtornos aos moradores.
Patrulhas após relatos de ferimentos à vida selvagem
De acordo com o jornal Wales Online, além das preocupações com a segurança pública, a Polícia de Gwent informou que agentes passaram a patrulhar áreas próximas a um canal em Pontypool após denúncias de que estilingues estariam sendo usados para ferir animais selvagens. No sábado (3), agentes comunitários realizaram rondas ao longo do canal, onde os relatos foram registrados, e a polícia anunciou que novas patrulhas serão feitas para garantir a proteção da fauna local.
Em nota, a corporação reforçou que as versões modernas de estilingues são mais potentes e têm sido associadas a comportamentos antissociais. O comunicado destaca que as catapultas podem ser enquadradas como armas ofensivas e lembra que portar uma arma em local público sem justificativa razoável pode resultar em prisão. A polícia afirmou ainda que não hesitará em apreender e destruir os dispositivos caso haja suspeita de uso criminoso.
A Polícia de Gwent também divulgou um novo alerta direcionado a pais e responsáveis em Cwmbran, após o aumento de relatos de comportamento antissocial no centro da cidade. As autoridades pedem que os adultos saibam onde seus filhos estão e o que estão fazendo, e orientam a população a denunciar qualquer incidente.
No País de Gales, a idade de responsabilidade criminal é de 10 anos. Isso significa que crianças a partir dessa idade podem ser presas e processadas criminalmente.
O avanço da investigação sobre casos de intoxicação letal por doses de cocaína adulteradas, que teriam causado a morte de dois consumidores na cidade de Neuquén, na Argentina, trouxe à tona uma revelação preocupante. Amostras apreendidas em um dos quatro mandados de busca e apreensão realizados no âmbito do processo indicaram que a droga estava “batizada” com um medicamento veterinário cujo consumo em humanos pode ser altamente tóxico
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De acordo com informações divulgadas pelo Ministério Público Fiscal em seu portal institucional, análises solicitadas pela promotora de Narcocriminalidade Silvia Moreira à Direção de Criminalística e Estudos Forenses da Gendarmaria Nacional concluíram que a cocaína havia sido adulterada com levamisol, um antiparasitário de uso veterinário.
A investigação teve início em 16 de dezembro passado, após o Ministério da Saúde da província emitir um alerta sobre três casos de pessoas que haviam consumido entorpecentes e apresentavam “sintomas não habituais para esse tipo de droga”. Todos os casos envolveram homens: dois morreram e um terceiro precisou ser internado.
Diante da situação, o Sistema de Saúde da província emitiu um alerta sanitário, motivado pela suspeita de circulação de cocaína presumivelmente adulterada na capital de Neuquén e em áreas vizinhas.
Segundo o Ministério Público Fiscal de Neuquén, a apuração “permitiu avançar em diversas medidas judiciais que resultaram na identificação de quatro pontos de venda distintos, onde foram realizados mandados de busca e apreensão e o recolhimento de drogas e de outros elementos de interesse para o processo”.
As operações ocorreram nos bairros Toma 7 de Mayo e Almafuerte, após a identificação dos locais onde duas das três pessoas afetadas pelo consumo da suposta cocaína adulterada teriam adquirido as doses potencialmente letais.
Como resultado das ações, foram apreendidos 20 gramas de cogumelos alucinógenos, mudas e flores de Cannabis sativa, cerca de 600 mil pesos em dinheiro, além de telefones celulares e uma balança, encontrados em outros domicílios investigados.
Em relação especificamente à cocaína, um dos imóveis revistados armazenava 85,1 gramas de cloridrato da droga, enquanto outra residência tinha 46 gramas da mesma substância. Em um desses endereços, o consumidor que sobreviveu à dose contaminada teria comprado a droga.
O levamisol é um medicamento veterinário de aparência semelhante à cocaína, frequentemente utilizado como substância de corte. Embora tenha propriedades imunomoduladoras, trata-se de um anti-helmíntico que, quando consumido por humanos de forma inadequada, pode provocar efeitos adversos graves, como vasculite.
A investigação segue em andamento para apurar responsabilidades e dimensionar a extensão dos fatos, tanto no que diz respeito à comercialização das drogas quanto à adulteração do entorpecente.
Um tribunal da Holanda condenou nesta segunda-feira (5) Khaled al Najjar, de 53 anos, a 30 anos de prisão pelo assassinato da própria filha, Ryan, de 18 anos, em um crime classificado pela Promotoria como “crime de honra”. Foragido desde maio de 2024, o pai foi julgado à revelia. Os dois filhos dele, Mohamed, de 23 anos, e Muhanad, de 25, também foram considerados culpados e sentenciados a 20 anos de prisão cada um.
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Ryan foi dada como desaparecida em 22 de maio de 2024 e teve o corpo encontrado seis dias depois por um pedestre em um pântano da reserva natural de Oostvaardersplassen, em Lelystad, cerca de 40 quilômetros a nordeste de Amsterdã. A jovem estava amordaçada, com mãos e tornozelos amarrados, submersa na água. Exames periciais identificaram DNA de Khaled sob as unhas da vítima, indicando que ela tentou se defender.
Julgamento e participação dos irmãos
Segundo o resumo oficial da sentença, Khaled amarrou a filha, a estrangulou e abandonou o corpo no local isolado. O tribunal concluiu que os irmãos tiveram participação relevante no crime ao buscarem Ryan em Rotterdam e levá-la até a reserva natural, cientes do que aconteceria. Embora não tenha sido possível determinar o papel específico de cada um, a juíza afirmou que isso era “irrelevante para a atribuição de culpa”.
De acordo com a imprensa local, Muhanad foi o único a comparecer à audiência, vestindo um moletom com capuz, e declarou após a leitura da sentença que pretendia “limpar seu nome”. Mohamed optou por permanecer na prisão. O advogado de Muhanad, John Muhren, informou que irá recorrer, alegando ausência de provas diretas contra seu cliente, tese rejeitada pelos promotores.
Ryan al Najjar foi assassinada em maio de 2024 por seu pai e dois irmãos
Divulgação/Polícia holandesa
Motivações e contexto do crime
De acordo com a acusação, o assassinato foi motivado pelo fato de Ryan ter desafiado regras rígidas impostas pela família. Ela se relacionava com rapazes, usava redes sociais, recusava-se a usar véu e teria “humilhado” os parentes, segundo mensagens analisadas pela investigação. Um vídeo publicado no TikTok, no qual aparecia sem lenço e usando maquiagem, é apontado como o estopim do crime.
Promotores classificaram o caso como feminicídio e reforçaram que crimes de honra são “completamente inaceitáveis”. Investigadores relataram que a jovem vivia sob um padrão de intimidação e controle dentro de casa.
Após o crime, Khaled fugiu para a Síria, onde permanece escondido. Durante a investigação, ele enviou dois e-mails ao jornal holandês De Telegraaf assumindo a autoria e tentando inocentar os filhos, versão rejeitada pela Promotoria. Os irmãos foram presos poucas horas após a localização do corpo e seguem sob custódia.
Dados apresentados no tribunal indicam que ao menos cinco mulheres por ano na Holanda necessitam de proteção policial reforçada devido a riscos de crimes de honra.
O bar Le Constellation, palco de um incêndio durante a festa de Ano Novo na estação de esqui de Crans-Montana, não passava por inspeções periódicas desde 2020. A informação foi confirmada nesta terça-feira pelo prefeito da cidade, Nicolas Feraud, em entrevista coletiva.
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Segundo Feraud, houve “uma falha na realização de inspeções” no período entre 2020 e 2025. Ele afirmou “lamentar profundamente” a constatação, feita após o incêndio que resultou na morte de 40 pessoas e deixou mais de uma centena de feridos.
O episódio ocorreu na madrugada do dia 1º de janeiro e provocou ainda 116 feridos, dos quais mais de dois terços seguem hospitalizados. No fim de semana, as autoridades suíças anunciaram a abertura de uma investigação criminal contra dois gerentes do estabelecimento.
De acordo com comunicado da polícia e do Ministério Público do cantão do Valais, os dois responsáveis — ambos de nacionalidade francesa — são investigados por homicídio culposo, lesões corporais culposas e incêndio culposo. Até o momento, não foi decretada prisão preventiva.
Ao término da investigação, caberá ao Ministério Público decidir se o caso será arquivado ou se haverá apresentação de denúncia formal. A procuradora-geral do cantão, Béatrice Pilloud, destacou que a apuração segue em curso.
— A investigação foi aberta porque há suspeitas, mas enquanto não houver condenação, prevalece a presunção de inocência — afirmou Pilloud.
Um instrutor de mergulho britânico morreu poucos minutos após iniciar a exploração de um navio naufragado em Malta, segundo concluiu um inquérito realizado no Reino Unido, nesta semana. Darrel Nicholas Pascoe, de 66 anos, sofreu uma parada cardíaca depois de subir rapidamente à superfície durante um mergulho nos destroços do submarino P29, em 12 de outubro do ano passado, enquanto passava férias com a esposa.
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Pascoe estava submerso havia cerca de três minutos, acompanhado por um parceiro, quando sinalizou que queria encerrar a atividade. De acordo com a investigação conduzida em Truro, na Cornualha, na Inglaterra, ele ascendeu diretamente à superfície sem cumprir os procedimentos de segurança destinados a evitar danos relacionados à pressão.
Causa da morte e circunstâncias do mergulho
O inquérito apontou que a causa da morte foi um barotrauma pulmonar fatal associado ao mergulho, provocado pela subida muito rápida. Os investigadores destacaram que não se tratou de doença da descompressão, condição específica em que gases como o nitrogênio se acumulam nos tecidos do corpo.
De acordo com a imprensa britânica, após o colapso, Pascoe foi retirado da água pelo companheiro de mergulho, com auxílio de outra pessoa. Tentativas de reanimação cardiopulmonar foram feitas até a chegada dos serviços de emergência, que o encaminharam ao Hospital Mater Dei, em Msida, onde a morte foi confirmada.
Durante a audiência, foi informado que o instrutor não mergulhava havia cerca de 18 meses e possuía um problema cardíaco não diagnosticado. Também ficou registrado que ele não apresentou um atestado médico recente comprovando aptidão para a atividade, optando por uma escola de mergulho que dispensava essa exigência em razão de sua experiência anterior.
O patologista consultor do Royal Cornwall Hospital, Thomas Grigor, afirmou que exames médicos realizados em Malta provavelmente não detectariam a condição cardíaca e avaliou que ela teve, no máximo, um papel secundário no desfecho. Segundo ele, há diversas hipóteses para a subida abrupta, incluindo mal-estar súbito ou falha de equipamento, mas a dificuldade em equalizar a pressão — situação que pode causar dor intensa — foi considerada a explicação mais provável.
Ao registrar a conclusão oficial, o legista assistente da Cornualha e das Ilhas Scilly, Guy Davies, afirmou que Pascoe era considerado saudável e experiente, mas que não foi possível determinar o motivo exato da ascensão acelerada. “O Sr. Pascoe morreu de barotrauma pulmonar relacionado ao mergulho, após uma subida rápida por razões desconhecidas”, declarou.
Milhares de residências seguem sem eletricidade, comunicações e aquecimento nesta terça-feira em Berlim três dias após um ataque incendiário atingir a infraestrutura energética da capital alemã. O apagão, ocorrido na noite de sábado, deixou moradores expostos a temperaturas abaixo de zero e levantou questionamentos sobre a fragilidade dos sistemas de segurança da cidade.
Paris retoma transporte público após nevasca que paralisou parte da Europa
De acordo com o jornal português SiC Notícias, inicialmente, a interrupção afetou cerca de 45 mil casas e 2.200 empresas. As autoridades estimam que até 100 mil pessoas tenham sido impactadas. Na noite de segunda-feira, o fornecimento foi restabelecido em parte da cidade, mas 27.800 residências e 1.450 empresas da região sudoeste permanecem sem energia.
A autoria do ataque foi reivindicada pelo grupo de extrema esquerda Vulkangruppe (Grupo Vulcão), que afirmou ter sabotado a central elétrica a gás de Berlim-Lichterfelde como forma de protesto climático. Em carta divulgada na internet e apreendida pela polícia, o grupo classificou a ação como “necessária” contra a expansão desse tipo de instalação e como um ato de “autodefesa” do planeta, pedindo desculpas às populações vulneráveis afetadas.
Segundo a investigação preliminar, os ativistas incendiaram uma ponte suspensa que concentrava cinco linhas de transmissão de energia, utilizando dispositivos incendiários posicionados sob os cabos. O ataque comprometeu o abastecimento de uma ampla área da cidade.
Em coletiva de imprensa, a senadora do Interior de Berlim, Iris Spranger, classificou o episódio como um “ataque desumano” que colocou vidas em risco de forma deliberada e afirmou que o caso pode ser enquadrado como terrorismo de esquerda. Já a senadora de Assuntos Econômicos e Energia, Franziska Giffey, solicitou apoio federal para aprofundar as investigações.
O prefeito da capital, Kai Wegner, declarou estado de emergência no domingo, permitindo o envio de apoio das Forças Armadas. Segundo ele, parte dos moradores só terá o serviço restabelecido até quinta-feira, prazo que abalou a confiança pública na capacidade de resposta das autoridades.
Com escolas e creches prolongando as férias de Ano Novo e o sistema ferroviário suburbano (S-Bahn) fora de operação até segunda-feira, a cidade passou a funcionar de forma limitada. Abrigos de emergência foram abertos para aquecimento da população, hotéis ofereceram tarifas reduzidas e o corpo de bombeiros instalou centrais de atendimento presencial, já que a falha elétrica também comprometeu as comunicações móveis.
Moradores ouvidos pelo The New York Times expressaram preocupação com a exposição da infraestrutura crítica da cidade. “Um país como a Rússia estaria observando isso atentamente para identificar pontos vulneráveis”, disse Jürgen Eicher, de 56 anos.
O transporte público em Paris retomou nesta terça-feira o funcionamento normal, após as interrupções provocadas na véspera por uma intensa nevasca que afetou aeroportos, trens e veículos particulares em várias regiões da França, além do Reino Unido e dos Países Baixos.
Na capital francesa, cerca de 30 linhas de ônibus que haviam sido suspensas na segunda-feira foram restabelecidas na manhã desta terça, enquanto os trens urbanos, bondes e o metrô operavam normalmente, informou a RATP, empresa responsável pelo transporte público da cidade.
A companhia esclareceu, no entanto, que algumas rotas de ônibus ainda permaneciam interrompidas. Segundo a RATP, o serviço será restabelecido de forma progressiva ao longo do dia, à medida que melhorem as condições das vias, ainda parcialmente congeladas.
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AFP
As linhas noturnas de ônibus, que operam a partir da meia-noite, não circularam durante a madrugada de terça-feira, acrescentou a empresa.
A agência meteorológica nacional, Météo-France, mantinha 23 departamentos do noroeste do país em alerta para neve e gelo, de acordo com boletim divulgado na manhã desta terça-feira.
“As temperaturas estão muito baixas, frequentemente entre −3 e −8 graus Celsius, e localmente abaixo de −10 graus”, informou o órgão, que destacou, no entanto, que o alerta deveria ser suspenso por volta do meio da manhã.
Em razão da situação registrada na véspera nos aeroportos parisienses de Charles de Gaulle e Orly, as companhias aéreas tiveram de reduzir em 15% o número de voos, devido às intensas nevascas.
Nos Países Baixos, cerca de 700 voos foram cancelados no aeroporto de Amsterdã-Schiphol — mais da metade dos aproximadamente 1.200 pousos e decolagens previstos para o período.
O tráfego ferroviário também sofreu fortes perturbações, especialmente na região de Amsterdã. Os trens Eurostar que ligam os Países Baixos a Paris e Londres chegaram a ter suas operações suspensas.
Nos holofotes desde que assumiu interinamente a presidência da Venezuela, a chavista Delcy Rodríguez tem um largo histórico de posicionamentos sobre a política do Brasil e seus diferentes governos. Nos últimos anos, Delcy, que é muito ativa nas redes sociais, se manifestou a favor de Lula em diversas ocasiões e criticou os ex-presidentes Jair Bolsonaro e Michel Temer, que fustigaram o regime liderado por Nicolás Maduro em seus governos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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